Quarta-feira, Dezembro 09, 2009

Não sequestrem a noite!




“Existe a quase inerente tendência dos museus ao ar livre (a cidade histórica, ou os sítios arqueológicos) para evoluírem no sentido de uma Dysneylândia. Isto já não se trata de preservação da história do presente, mas antes a projecção da fantasia nos objectos do passado, o que é uma variedade especial de falsificação.”
Philippot

Agora percebe-se, em toda a sua extensão, o plano urdido pelos senhores que congeminaram a remodelação da igreja da Sé e da sua envolvência: a criação de um parque temático histórico, tendo como principal estrela a igreja da Sé!
Aqueles senhores, em perfeita sintonia com a dinâmica tecnocrata provinciana que domina o país, concretizaram no largo da Sé, num arremedo de modernidade, uma intervenção de expressão “high tech”, rejuvenescendo aquele arcaico largo e tornando-o mais condicente com os actuais tempos de apoteose civilizacional.
Depois de devidamente abonecada com vívidas cornijas ornamentais, pedras à vista e paredes de uma alva lisura farmacêutica, a Igreja da Sé está pronta para protagonizar o inominável espectáculo sob as luzes cinematográficas dos potentes holofotes que se impõem esculturais a todo o espaço do largo.
Com o seu design arrojado, rivalizando em dimensão (e seguramente em potência voltaica), com os postes de iluminação do estádio da Luz, ou do aeroporto, o novo sistema de iluminação está pronto para começar a animar os farenses e forasteiros com o brilho coruscante das toneladas de fotões embatendo nas lixiviadas paredes para o caso cuidadosamente preparadas.

Em 1967 Guy Debord escreveu um livro visionário, “A sociedade do espectáculo”, em que descreve a sociedade contemporânea onde o espectáculo se sobrepôs à vida humana, isto é ao real.
Esta tendência tem vindo a progredir de forma acelerada criando uma legião universal de consumidores standard e onde a mercadoria é o próprio espectáculo.
A catadupa frenética de objectos, estímulos e informação a que hoje estamos sujeitos, obriga-nos a uma existência excitada (e stressante), única panaceia, contudo, para ocultar o vazio existencial de quem deixou de saber sentir à sua volta a sensorialidade delicada do mundo natural (o real).
E esta dinâmica avassaladora, não só se apropria do tempo presente e das suas realizações, como também invade lugares, símbolos e memórias de um tempo que se pautava por uma mundividência radicalmente diferente.
A colocação de tais holofotes no coração do centro histórico de Faro, é um exemplo acabado da expressão de tal dinâmica que, não satisfeita por imperar nos mais diversos interstícios da nossa sociedade, invade sem escrúpulos, lugares simbólicos que ainda vibram numa frequência tranquila.
Durante o dia a visão dos holofotes é uma experiência dolorosa, já que a sua dimensão avassaladora altera de forma dramática a leitura visual do Largo da Sé, comprometendo as suas características estilísticas originais.
À noite, arrastando consigo a arrogância da tecnologia saloia, vai instaurar na cidade velha o domínio do “espectáculo de luz e som”, dos efeitos especiais, da “ Las Vegas by night”.
A Sé é um monumento intemporal e sagrado, que não pode ser desvelada no seu pudor com a violência dos novos mercadores do templo.
Deixem a penumbra e o mistério fazer parte da envolvência nocturna da Sé! (Os monumentos devem ser iluminados mas com sobriedade).
Não estilhacem a sintonia histórica do lugar!
Não sequestrem a noite!

“À noite ordenham luas nos terraços,
Dão leite à sombra. Abrolham os perfumes.
Silêncio. Só de um lírio ouvem-se os passos.
Madruga a pesca, rompe um mar de lumes.”
Natália Correia

Fernando Silva Grade

Ideias do Levante


mais aqui

Terça-feira, Dezembro 08, 2009

A ANMP E O FUTURO


O poder local esteve reunido em Congresso, não fugiu muito ao seu velho quadro de reivindicações e, mais uma vez, acabou por não ser ouvido pelo poder central.

A ANMP, tem consciência da necessidade de um novo modelo para o desenvolvimento do poder de proximidade, reclama novas competências e fundos, quer ser parte directa na aplicação das tranches do QREN mas, as suas perspectivas batem na indisponibilidade dos últimos Governos, das mesmas cores partidárias nela representadas.

Não sendo um dado novo, a regionalização esteve no leque de reivindicações dos autarcas e não será por acaso, porque muitos destes vêem nesta nova organização territorial e por arrastamento, uma saída política para a continuação das suas carreiras.

Realizado nas vésperas de um dos acontecimentos mais importantes do ano, a cimeira de Copenhaga, este Congresso da ANMP não lhe deu grande relevância, como se os municípios não tivessem um papel de liderança e exemplo locais para cumprirem, quer ao nível do seu contributo prático, como na definição de leis locais que apoiem e introduzam novas dinâmicas na construção autorizada e nos comportamentos dos munícipes.

A ANMP e a CIA/AMAL têm de ser parte deste processo, que é uma tarefa mundial e mais do que abordar o assunto, têm a obrigação de traçarem planos que dêem forma às poupanças energéticas e a novos comportamentos.

No entanto, do Congresso, um dos aspectos a que a imprensa deu mais destaque, foram as declarações públicas do presidente da mesa, Mário Almeida, no poder autárquico há 30 anos, que se "deveria realizar um referendo quanto à limitação de mandatos", a qual foi aplaudida pelos 1.000 congressistas.

Mais gratificante que as políticas ambientais e o papel das autarquias no combate à desertificação e à crise económica e social que voltamos a atravessar, é falar do futuro dos dinossauros da exuberância local nos diferentes patamares da organização do território.

São estas posições, que acabam por justificar o afastamento das populações da participação na vida local e, pelos vistos dos primeiros-ministros...

Quanto às entradas de Manuel da Luz e de Desidério Silva como vogais da direcção da ANMP, concertadas e propostas pelos respectivos partidos, é o reconhecimento pelo trabalho destes autarcas em matéria de massificação, desordenamento e de perda de qualidade de vida dos respectivos concelhos.

Luis Alexandre

O descalabro da CP


O défice da CP, a transportadora ferroviária pública de Portugal, é actualmente de 3,1 mil milhões de euros, verba equivalente à que vai custar a linha de TGV entre Lisboa e Elvas, com a terceira travessia do Tejo incluída.

No Algarve a transportadora está reduzida ao Alfa que cobre as estações de Faro, Loulé, Albufeira, Messines e Tunes, o resto de Sotavento a barlavento é "passado" e para desactivar, quanto ao restante trabalhinho da CP no Algarve pode-se espreitar aqui, aqui e aqui e de certeza que não contribui para o descalabro destes números. adf

Apontadores e sugestões


( Na Baixa de Faro, à Pontinha a tenda grande
ou Playground, para animar os mais pequenos,
parece que ficou retida em Lisboa na Cimeira
iberico-americana, que entretando já acabou,
faz hoje uma semana, parece também que esta "animação"
vai estar pronta no próximo Sábado dia 12, fazemos votos para que
tudo o resto corra melhor, ver aqui.
)

S&P baixa 'outlook' para a dívida portuguesa

Exigidos mais meios e lei clara para reabilitar

Natal chega a Vila Real de Santo António

Parabéns

O tecido minado

Segunda-feira, Dezembro 07, 2009

Comboio Regional Barreiro - Algarve CP vai acabar com o único regional que circula actualmente


Segundo informação que foi enviada para a nossa redacção a CP vai acabar com o único comboio regional que circula actualmente do Barreiro para o Algarve : o Comboio do Barreiro a Faro e Faro ao Barreiro.
Com esta decisão, a confirmar-se, deixa de haver uma ligação directa do Barreiro a Faro, pois, o novo comboio regional circulará apenas até Tunes
Pela informação que recebemos a partir de 13 de Dezembro passam os comboios com destino ao Algarve passam a circular entre Setúbal e Tunes, deixando de terminar e iniciar os seus percursos no Barreiro.
Estão previstas duas circulações em cada sentido, como acontece actualmente, mas terão inicio e fim em Setúbal, ou em Tunes, no sentido inverso.
Em contrapartida, é referido, será reeditado uma espécie do antigo comboio 3800, que inicia uma circulação de manhã na Funcheira para Setúbal e à noite uma circulação a partir de Setúbal com terminus em Funcheira.
De igual modo, refere a nota que recebemos, prevê-se que circule um comboio de manhã Funcheira - Tunes e ao final do dia Tunes - Funcheira.
Resumindo mantêm-se duas circulações (só entre Setúbal e Tunes).
Assim são retirados os comboios regionais da linha Urbana do Sado, que deixam de circular até Faro.
Neste processo de mudanças não se tem em atenção a existência de tracção eléctrica entre Tunes e Faro que poderia e deveria ser mais aproveitada.
Com este sistema de circulação as viagens para o Algarve ficam, assim, resumidas:
- Actualmente Tunes -Barreiro (de manhã) 03h35, passa para 04h10m.
- Se considerarmos Faro - Barreiro, teremos uma viagem de 05h06 (mais 57minutos que actualmente).
É um facto que com estas medidas a CP piora serviço regional público e as ligações do Barreiro com o sul do país. retirado daqui

Alentejo em alta!



Beja - A igreja da Misericórdia foi construída no séc. XVI. Trata-se de um exemplo ímpar da arquitectura Renascentista de forte influência italiana, inspirada na famosa Loggia da cidade de Florênça, sobressai a sua colunata sobre planta quadrada. Foi inicialmente projectada para açougues, contudo o seu impacto foi tão forte que rápidamente se considerou ser demasiado nobre para funcionar como mercado, adaptando-se rapidamente o edifício a igreja.

Migas Alentejanas com Carne de Porco
A região do Alentejo está a viver “o melhor ano turístico de sempre”, tendo havido um aumento de 30% de dormidas de turistas portugueses no Verão em relação a um período igual em 2008, afirmou Ceia Silva, presidente da Entidade Regional do Turismo (ERT), em declarações à agência Lusa.
Silva considera que o incremento “significativo” do turismo na planície alentejana se deveu ao lançamento das campanhas ´Descubra um Portugal Maior´, promovida pelo Turismo de Portugal, e ´No Alentejo há mais´, da autoria da ERC.
O presidente já divulgou três grandes iniciativas para o próximo ano que visam a gastronomia de “excelência” e os vinhos de qualidade produzidos no Alentejo, um dos maiores atractivos da região.
Segundo Silva, o Turismo do Alentejo irá realizar “um grande evento internacional” entre os dias 3 e 9 de Maio de 2010 com vista a tornar o Alentejo “a capital da gastronomia a nível nacional”. Um outro evento previsto para o ano será a ´Grande Rota da Gastronomia e dos Vinhos´.
Silva pretende também organizar quatro semanas gastronómicas em que participarão cerca de 150 restaurantes da região.

Tertúlia - Contributo da UAlg para o Algarve


Campus da Penha
Tendo em conta a celebração dos 30 anos da UAlg, a RUA FM recebe no Café Central uma Tertúlia sobre o contributo da Universidade do Algarve para a região Algarvia.

Tendo como ponto de partida o estudo feito por João Albino Silva, Sérgio Santos e Luís Gomes - O Impacte do Ensino Superior Público na Região do Algarve (e a sua actualização de 2005), tertúliamos sobre O Contributo da UALG para o Algarve, esta Quinta-feira (10 Dez) às 22:00 no Espaço C (Teatro das Figuras).

Confirmadas estão já as presenças do Reitor da Universidade do Algarve, do Presidente da AMAL e do Presidente da CCDR, mas o convite é feito a todos os que queiram dar o seu contributo para esta análise. Pretende-se nesta conversa perceber o porquê do aparecimento da UAlg, como foi pensada, os seus objectivos e, quem sabe, perceber para onde pode a UAlg caminhar para continuar a contribuir para o desenvolvimento do Algarve.

O Café Central é um programa da RUA FM, e acontece, todas as quintas-feiras, ao vivo no Espaço C e é transmitido em directo na RUA FM - 102.7 e pretende contribuir para o debate e análise de temas da Academia, Região, Sociedade e Cultura.

Sendo baseado no formato da tertúlia, reforçamos o convite à participação, pois todos têm uma palavra a dizer.

Pedro Duarte
Director de Antena
RUA FM - 102.7
www.RUA.pt

Cientistas algarvios deslocaram-se ao Árctico num cruzeiro oceanográfico para estudar os efeitos das alterações climáticas em algas microscópicas naquela região do Pólo Norte.

Instalação de base da Ryanair no Aeroporto de Faro depende da ANA


A companhia aérea irlandesa de baixo custo observa Algarve como mercado estratégico e bem consolidado, mas deixa a nota de que investimentos estarão sempre dependentes das taxas aeroportuárias a aplicar em solo nacional.

A Ryanair não afasta a possibilidade de vir a instalar uma base em Faro, mas avisa que essa decisão está dependente das contrapartidas financeiras que vierem a ser exigidas pela ANA, empresa que faz a gestão dos Aeroportos de Portugal.

Para a Ryanair, a medida até é vista com bons olhos, já que a aerogare algarvia apresenta «potencial para progredir» e possui numerosas «possibilidades».

«Os elevados preços de operação têm sido impeditivos até agora, embora as negociações estejam a decorrer. De qualquer forma, o custo é um factor basilar para instalar uma tão necessária base da Ryanair em Faro», disse ao «barlavento» Fernando Camarate Santos, director de vendas e marketing da Ryanair para Portugal.

O estabelecimento de uma base no Sul do país será, aliás, um dos passos para aumentar a presença da companhia irlandesa de baixo custo em Portugal, que pretende assumir-se como a principal transportadora aérea nos aeroportos nacionais, até ao final de 2012.

Mas há mais factores a jogar a favor de Faro. A recente inauguração da rota Faro-Porto é disso exemplo, uma vez que o percurso tem registado uma ocupação na ordem dos 80 por cento e mostra como as viagens internas em Portugal Continental têm margem para crescer.

«Economicamente, Faro não é apenas uma estrutura do ponto de vista de incoming, já que apresenta a possibilidade de ser um elemento activo do ponto de vista da criação de rotas em ambos os sentidos», disse Fernando Santos ao «barlavento».

Ainda no campo da expansão, e tendo em consideração que o aeroporto algarvio está a sofrer obras de ampliação e remodelação, o responsável da Ryanair diz que isso será vantajoso desde que não resulte na aplicação de taxas aeroportuárias superiores.

«É positivo no ponto de vista do potencial que pode oferecer às companhias aéreas em rápida expansão, como a Ryanair. Agora, tudo passa por manter os custos baixos», frisou Fernando Santos.

Apesar de, à hora de fecho desta edição, a Ryanair se ter mostrado prudente em relação à abertura de novas rotas para Portugal, admitiu que há negociações em curso e aproveitou para dizer que a relação com o Turismo de Portugal tem sido proveitosa.

«Temos beneficiado da instalação das novas rotas em Portugal, através do programa de desenvolvimento de novas rotas aéreas de interesse turístico, e mantemos as melhores relações com o Turismo de Portugal, que tem sido um bom parceiro do ponto de vista promocional», avançou.

Actualmente, a Ryanair oferece 14 destinos a partir do Aeroporto de Faro, rotas que incidem sobre destinos como o Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Bélgica e Porto. Correspondendo às metas do Turismo de Portugal, a companhia low cost considera estratégico «aumentar o número de turistas provenientes do Reino Unido».

Domingo, Dezembro 06, 2009

Que pena...que pena...

Estive neste domingo, à tarde, na Ilha da Culatra, na cerimónia que levou, finalmente, a água potável canalizada àquela ilha do nosso concelho.
Foi uma verdadeira festa.
Os culatrenses receberam-nos muito bem, como é, aliás, seu apanágio.
A cerimónia de inauguração do fornecimento de água à Culatra decorreu de forma simples, diga e sóbria, com o descerramento de placa alusiva ao acontecimento.
No recinto desportivo, usando da palavra, congratularam-se com o facto, aqueles que, de uma forma ou outra, contribuíram significativa e institucionalmente, para a efeméride.
Agradeceu a todos, a Presidente da Associação de Residentes da Culatra.
Agradeceu, ao actual executivo camarário, a presença no acto de inauguração, corporizada na pessoa do seu presidente, e de alguns dos seus vereadores.
Mas a Culatra agradeceu, de uma forma especial, às três últimas administrações camarárias, encabeçadas, respectivamente, por Luís Coelho, José Vitorino e José Apolinário.
Realçou, sobretudo, a intervenção do executivo de José Apolinário, pelo facto de haver sido o que, conjugando esforços de doze anos, concluiu, efectivamente a obra inaugurada.
José Apolinário viu, assim, reconhecido todo o empenho e todo o trabalho, que desenvolveu no âmbito deste processo.
Gostei de ver o reconhecimento e o agradecimento, que lhe tributou o povo da Culatra, a forma carinhosa como todos o envolveram, e, sobretudo, o reconhecimento público, que lhe foi dispensado pelo actual executivo, na pessoa do seu presidente, relativamente ao trabalho efectuado no âmbito daquele trabalho.
É de bom tom, e de boa educação sermos agradecidos e reconhecidos a quem nos ajuda e faz bem.
Foi o que fez o povo da Culatra.
Foi o que fez o actual executivo camarário, na pessoa do seu presidente.
José Apolinário sentiu-se justamente honrado com o reconhecimento dos que quiseram estar presentes na Ilha da Culatra.
Estranhei a falta dos demais vereadores do executivo, próximos de José Apolinário.
Não consigo compreender a razão da sua ausência a um acto de tão grande significado, quando é certo que se tratava de uma conquista importantíssima para a Culatra, em que as três anteriores administrações camarárias se haviam empenhado tanto.
Não entendo a ausência dos anteriores presidentes do executivo, que, conjuntamente com o de José Apolinário, tanto contribuíram para que a Culatra estivesse hoje em festa.
O executivo camarário tem nove vereadores, a Assembleia Municipal várias dezenas de membros eleitos.
Tratava-se da Culatra, uma das ilhas barreira, que pertence ao nosso concelho.
Não podemos, nem queremos, abrir mão da colaboração de todos.
O nosso concelho não se pode dar ao luxo de abrir mão de quem tanto tem para dar.
Não queremos prescindir do concurso, das ideias, da generosidade de nenhum dos eleitos para os órgãos autárquicos.
Não posso aceitar que, relativamente ao nosso concelho, haja pessoas viradas de costas umas para as outras, como se, numa cidade, no que toca à defesa dos seus interesses, houvesse, passadas as eleições, vencedores e vencidos.
Eu também fui vencido nas eleições autárquicas.
Encabei uma lista à Assembleia Municipal, que foi vencida pela lista que elegeu o seu Presidente.
Mas estive na Culatra, convivi e entrosei-me com os meus colegas de Assembleia Municipal, ouvindo as suas opiniões, dando conta dos meus pontos de vista.
E tudo isto no cumprimento de um compromisso, que assumi para com o nosso concelho.
Não sei por que partido, ou coligação, foram eleitos, nem me interessa sabê-lo.
Sei que são pessoas que, tal como eu, foram eleitas pela população do nosso concelho, e se dispõem a dar o melhor que sabem, e podem, por ele.
E isso basta-me.
Não me cansarei que pugnar por esta realidade, que é pedra angular de toda a democracia, e, de uma forma muito especial, da democracia autárquica.
Aceito diferenças de opiniões, aceito todas as argumentações sérias e honestas, que me farão mudar de opinião sempre que concluir que estou errado.
Não prescindo de dar a conhecer aos outros os meus pontos de vista.
Quero ouvir, até à exaustão, todas as suas opiniões.
Mas não aceito quem vira as costas. Não aceito quem amua. Não aceito quem me quer privar das suas opiniões e dos seus pontos de vista.
Vamos, em conjunto, sem nos podermos dar ao luxo de prescindir de ninguém, decidir do futuro do nosso concelho.
Todos, sem excepção de ninguém.
Que pena José Apolinário não ter tido a companhia dos seus pares, hoje na Ilha da Culatra. Que pena…
Mas não lhe faltaram os amigos, entre os quais se contaram todos os culatrenses, e todos nós, actuais autarcas do nosso concelho, que não tivemos qualquer pejo em o aplaudir e de lhe agradecer o trabalho efectuado pelo seu executivo, na Culatra.

Jorge Leitão

FARO


Culatra, Agosto 09
Ilhas da Culatra e Farol com água da rede pública a partir de hoje.

As ilhas da Culatra e Farol, na Ria Formosa, Algarve, vão começar este domingo a receber água da rede pública a partir deste domingo. A TSF visitou a Culatra, onde a luz se acendeu em 1992, mas a água demorou mais 17 anos. A população ainda não acredita que vai mesmo acontecer.
mais aqui

Foi inaugurado hoje, dia 6 de Dezembro de 2009, o abastecimento de água e tratamento de águas residuais que servirão os núcleos populacionais da Culatra e do Farol, a que corresponde uma população residente de cerca de 1000 pessoas.
A conclusão desta empreitada corresponde à execução de uma solução provisória, orçada em 1.5 milhões de Euros, porque o projecto original, que previa a concretização de uma Perfuração Horizontal Dirigida (PHD), fracassou por inércia do consórcio a quem a obra tinha sido adjudicada, tendo a Águas do Algarve, S.A. suspendido o procedimento e tomado posse administrativa da empreitada.
Quando o projecto original que ascende a 5.8 milhões de Euros for concluído, será removida a tubagem instalada provisoriamente, sem, no entanto, haver lugar a qualquer quebra no fornecimento de água. A intervenção em causa envolve no total um investimento de 7.3 Milhões de Euros.
Deste modo, o abastecimento de água efectuar-se-á a partir do continente e os efluentes serão encaminhados e tratados na ETAR de Olhão Nascente, a qual já foi intervencionada e ampliada pela Águas do Algarve S.A. para este fim.
É, por isso, um dia marcante para as populações que se bateram durante anos a fio para que um direito básico de dignidade humana lhes fosse reconhecido. Trata-se de um passo gigantesco no bem-estar e qualidade de vida destas populações, pois passam a usufruir de água de excelente qualidade, o que avulta como um inestimável contributo para a saúde pública, durante todos este anos posta em causa.
A Câmara Municipal de Faro congratula-se com a conclusão da obra e realça o seu reconhecimento a todos, sem excepção, que contribuíram para que este imperativo de justiça e civilização fosse concretizado. Por outro lado, salienta o seu compromisso de tudo fazer para que estas populações possam viver com a dignidade e o respeito que lhes é devido, assumindo como prioridade a preservação dos modos de vida destas comunidades e dando-lhes condições para que se desenvolvam e fortaleçam.

Factura do gás com nova taxa


A factura do gás natural vai incluir uma nova taxa a partir de Junho de 2010.

A partir de Junho, particulares e empresas, vão passar a pagar mais uma taxa na factura do gás. O valor reverte a favor das autarquias, avança o Jornal de Notícias.

A taxa de ocupação de subsolo, que já é cobrada às distribuidoras, está prevista desde 2006, mas só agora será implementada. Isto porque empresas e autarquias entraram em divergência, tendo sido o caso levado para os tribunais.

O valor da taxa será definido por cada uma das câmaras, em assembleia municipal.


A ADF teve a preocupação de informar uma futura taxa, mas pelos comentários pouco importa para o cidadão.
Importante sim é a questão Americana, por isso senhor chefe do Clã da Câmara Municipal de Faro no próximo Orçamento para 2010 pode incluir no mesmo a “ Taxa Municipal de Direitos de Passagem” (TMDP), porque os democratas desta cidade estão todos do seu lado, inclusive se por acaso aparecer uma taxa para a utilização dos campos desportivos, também não tem problema, seria tambem importante uma nova frota automóvel para uma melhor imagem da cidade
“Lei n.o 5/2004 de 10 de Fevereiro
Lei das Comunicações Electrónicas
Artigo 106.o
Taxas pelos direitos de passagem

2 — Os direitos e encargos relativos à implantação, passagem e atravessamento de sistemas, equipamentos demais recursos das empresas que oferecem redes e
e serviços de comunicações electrónicas acessíveis ao público, em local fixo, dos domínios público e privado municipal podem dar origem ao estabelecimento de uma
taxa municipal de direitos de passagem (TMDP), a qual obedece aos seguintes princípios:
a) A TMDP é determinada com base na aplicação de um percentual sobre cada factura emitida pelas empresas que oferecem redes e serviços de comunicações electrónicas acessíveis ao público, em local fixo, para todos os clientes finais do correspondente município;
b) O percentual referido na alínea anterior é aprovado anualmente por cada município até ao fim do mês de Dezembro do ano anterior a que se destina a sua vigência e não pode ultrapassar os 0,25%; “
Francisco Magalhães
Espírito de Vasconcelos

Sábado, Dezembro 05, 2009

«No Algarve é muito complicado dar concertos»



Apesar de serem algarvios, os NOME esperam dar o salto para outros palcos. A maior parte das actuações da banda foi feita no Algarve mas, para o grupo, actuações em cidades como Lisboa e Porto são necessárias para superar as dificuldades encontradas na região.

Segundo João Neto, «no Algarve é muito complicado dar concertos, existem poucas salas e poucas condições, e as pessoas não são muito viradas para sair de casa e ver espectáculos de bandas».

«Sabemos que estamos na periferia, mas em Lisboa e Porto é onde se passam as coisas e é também lá que queremos mostrar o nosso trabalho e o que sabemos fazer. Queremos ir para onde nos quiserem ouvir», acrescenta o vocalista.

João Neto considera que, «para que as bandas possam desenvolver trabalho, tem que haver condições e aqui é difícil arranjar sítios para ensaiar. Há duas coisas fundamentais: local para ensaiar e local para tocar e nesta cidade existem lacunas em ambas as situações e alerto a Câmara Municipal para isso. Não é só quem faz desporto que tem direito a ter infra-estruturas e espaços. A arte também precisa. É melhor termos miúdos a tocar bateria e guitarra do que no café a fumar cigarros».

A opinião é partilhada por Paulo Franco, baterista do grupo. «Em cidades como Lisboa, é mais fácil, aqui não existe a cultura de assistir a concertos. Já houve, e agora deixou de existir. Além disso é saturante para as pessoas tocarmos sempre em Faro. A frase mais repetida nos nossos concertos é “obrigado Faro”», conclui.
in Barlavento

O TEMPO E OS MEIOS DESPERDIÇADOS!

A passos largos do fim das mordomias financeiras da Europa (2013), Portugal continua a ser um País atrasado, inculto e dependente da inovação e do interesse dos investidores estrangeiros.
Em menos de três décadas, malbaratámos “as ajudas comunitárias”, e dando asas a maiorias absolutas de cores diferentes, estas não produziram resultados, como não inverteram as tendências suicidas de um modelo de nação habituada ao saque.
A queda da monarquia e as transformações sociais decorrentes da I Guerra Mundial, não introduziram nada de novo a não ser uma luta fratricida pelo poder, que conduziu ao despotismo salazarista e a uma exploração social de calibre terrorista, que afastou o País das novas correntes do pensamento e das técnicas de desenvolvimento emergentes.
Os cenários abrilistas, repuseram o poder da palavra, a liberdade de movimentos, a quimera do voto e um conjunto de regalias conquistadas a pulso e, quando reencontrado o equilíbrio entre o poder económico e o político, puseram de pé o actual modelo parlamentar, onde só meia dúzia voltam a decidir os destinos do País, na completa aquiescência dos seus pares a todos os níveis. De um modelo autoritário musculado, passámos a um modelo crescentemente lamacento, que afunda o País em despesismo, corrupção, desconfiança e, pior, vem perdendo todas as batalhas do crescimento e da modernidade.
O cavaquismo triunfante e de cofres cheios, caiu de redondo, porque o modelo se apoiava na propaganda e não na solidez das estruturas e dos investimentos, que se sabe hoje, ter celebrado contratos a prazo com os investidores predadores.
O socratismo, que pretendia ser um fôlego de nova geração, insistiu na mesma pose de homem salvação, acima das dúvidas, pondo a economia nacional a ferros, acabando “traído” pelo descambar do sistema, que servia com afinco e obstinação.
Uma atrás da outra, com incidentes de desperdício de poder pelo meio, a prosápia das duas maiorias sucumbiu e todas as metástases do corpo nacional estão em exposição, traduzidas na descapitalização aventureira e fraudulenta da banca, na fuga dos capitais multinacionais e no elevado endividamento do Estado, das empresas e das famílias, mostrando à saciedade as fragilidades das más políticas e das quais o interesse nacional estratégico esteve sempre arredado.
A caminho dos 40 anos da condenação pela força do salazarismo/marcelismo, o País, apesar das oportunidades e dos milhões usufruídos, está para a Europa na mesma proporção de atraso e sem um rumo definido. O que sabemos, é que estamos à beira da falência, deixam-nos estar na União Europeia e vivemos a felicidade de o seu último Tratado, ter o nome de Lisboa.
E no rol das boas notícias, temos os avisos de um velho amigo de Portugal -o FMI-, apontado como um organismo da confiança dos investidores e que anuncia a inevitabilidade do aumento dos impostos, num empurrão que funciona como natural ao Governo, enquanto assaca 1.060 milhões de euros do erário nacional para o seu reforço de fundos, deixando a economia portuguesa na falta desses meios financeiros para estancar as falências e o desemprego.
Já havíamos escrito que passadas as eleições, os portugueses iriam pagar a factura do aventureirismo financeiro e com a total disponibilidade do sistema político.

Luis Alexandre

Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

6 fotografias do Aeroporto Internacional de Faro e arredores de autoria de Miguel Grilo







gentilmente enviadas por Luís Rosa
clicar nas fotografias para ampliar

Quinta-feira, Dezembro 03, 2009

Sábado 5 Dezembro,17h em ponto no Pátio de Letras


Nova apresentação do livro Pedaços d'Ontem na cidade de Faro
A introdução será feita pelo Dr.Matos Guita

Apontadores e sugestões


Exposição de pintura de Nuno Lorena patente até Fevereiro na Galeria de Arte Vale do Lobo


Hoje é inaugurada na Galeria de Arte Vale do Lobo uma nova exposição de pintura do artista Nuno Lorena, que estará patente ao público até dia 2 de Fevereiro.

Natural de Lisboa, Nuno Lorena desde cedo revelou a sua inata vocação e paixão pelo mundo das artes e da pintura, tendo passado por uma fase de estudo de pintura e desenho no estúdio Fernando Silva Grade, seguida de dois anos de formação com o conceituado pintor americano David Kassan.

Nesta última mostra, o artista apresenta novos e surpreendentes trabalhos de pintura e desenho figurativo que prometem cativar o interesse do público e dos exímios apreciadores de arte.

O cocktail de inauguração da exposição de Nuno Lorena terá lugar hoje, às 18h00, sendo que a exposição pode ser visitada gratuitamente de segunda a sábado, entre as 09h00 e as 18h00.

Faro - legalização dos aparelhos de ar condicionado


Tribunal de Faro " antes dos aparelhos"
anos 70/80


Quem de direito não se lembrou," ou não quiz " informar no site da CMF, dos diversos documentos a apresentar para legalização do ar condicionado.Coisa SIMPLEX sim senhor.
Ventura

Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

Faro - UAlg: Primeira lição de medicina

A sessão inaugural de abertura do Curso de Medicina, dia 4 de Dezembro, conta com uma lição de Manuel Sobrinho Simões, catedrático da Universidade do Porto subordinada ao tema “Formação médica e Saúde em Portugal: De onde vimos e para onde vamos”.
A sessão, presidida pelo reitor da UAlg, inicia-se pelas 15h30, e terá lugar no Anfiteatro Verde do edifício 8, no Campus de Gambelas.

Manuel sobrinho Simões é Professor Catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e Director do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP).

A Universidade do Algarve, através do Departamento de Ciências Biomédicas e Medicina, iniciou a 8 de Setembro, o curso de Mestrado Integrado em Medicina.

CENTRO TÉNIS FARO - CAMPEÕES NACIONAIS DA 1ª DIVISÃO 2009


A equipa do CTFaro, da esqª para a dirtª
João Coelho, Rui Machado, José Ricardo Nunes,
Luca Barbosa , Cesar Ferrer e Rosa Nunes.

Rui Machado(125º ranking ATP e atleta do clube)
numa palestra a 150 jovens no CT Faro.

Com o pleno de vitórias no Campeonato Nacional Equipas Masculinas 1.ª Divisão, o CT Faro conquistou o título pela primeira vez.

O “capitão” do CT Faro, José-Ricardo Nunes, expressou a satisfação da equipa algarvia, referindo que foi concretizado o objectivo a que se propuseram.
A equipa teve uma boa prestação. O CT Porto foi o nosso principal adversário, numa jornada em que vencemos, mas com os encontros de manhã até às 19 horas, todos eles decididos no terceiro ’set’”, afirmou José-Ricardo Nunes.

Todos os resultados actualizados podem ser consultados aqui: http://www.tenis.pt/images/stories/pdf/InterClubes/2009/20867/masc.pdf

O Centro de Ténis de Faro já foi Campeão Nacional Equipas Absoluto da 3ª Divisão em 2003 e em 2006 foi Campeão Nacional Equipas Absoluto 2ª Divisão, altura em que subiu à primeira divisão e que tem-se conseguido manter.

Parabéns Prof. Rosa Nunes e Prof. André Nunes, parabéns aos atletas e à Cidade de Faro.

Terça-feira, Dezembro 01, 2009

Calçada mal tratada!






Será de propósito?!?!?

A situação tem tanto de ridícula como de inadmissivel.
Em plena rua de Santo António, provavelmente a rua de Faro com a calçada Portuguesa mais bonita da cidade, os senhores, que certamente por motivos profissionais, abrem as tampas de acesso às condutas, depois de fazerem aquilo para que estão profissionalmente habilitados no seu interior, não tem a capacidade e brio profissional de, ao colocarem as tampas, terem em consideração o desenho da calçada em redor da mesma, permitindo assim, que se vejam as maravilhosas imagens da nossa calçada Portuguesa.

Deixo aqui, desta maneira a ideia para um novo jogo, "descobre a tampa" e vamos assim mostrar como é tratada a nossa calçada pela nossa cidade.


João Rosa

O estilo, a mente dos que têm ordenados seguros, estes funcionários destas obras, pensam, com desprezo social e dirão, uns aos outros no final do trabalho: "caga nisso" ! vamos embora que são 4 e meia.. e pior, a seguir, os "inspectores", encarregados o lo que sea, não cumprem a obrigação, que seja por respeito ao tacho, serão e sentem-se uns previlegiados... tudo isto transparece ódio social.
É nisto que devemos pensar: ódio social.Conheço bem.
Que haja ordem no convento...
Recuámos muitos anos...
Marceano

A PALESTRA (no Palácio Doglioni)

A apresentação de uma das linhas de pensamento da tese de doutoramento do professor algarvio, Virgílio Machado, teve, na sexta-feira passada, a atenção de duas dezenas de participantes na iniciativa de palestras que a CCDRA organiza no Café Doglioni.
O tema, de algum modo explosivo e inovador entre nós, versou a “Gestão de Territórios e Itinerários Turísticos no Algarve”.
O tema surpreendeu, porque abordado à luz das condições consideradas limitadoras e de excesso de concentração de poder nos agentes da organização dos destinos e que na opinião do palestrante, deveriam ser alvo de uma revolução, entrando nos circuitos novos parceiros e novas dinâmicas que têm expressão em França e foram largamente analisadas e servem de referência ao trabalho apresentado.
As agências de viagens desempenham um papel exclusivista na divulgação, captação e organização da procura, o que se torna um factor de visão curto para as crescentes dificuldades de afirmação do sector, sendo apontado a necessidade de um novo paradigma que puxe para a área novas ideias, novas iniciativas e formas de organização, sob as formas privada, pública ou mista, conseguindo cobrir mais mercados, introduzir novos motivos de interesse na procura e técnicas de classificação, orientação e divulgação do uso do território.
A discussão em Portugal nunca seguiu este caminho, havendo aqui um considerável volume de interesse em que seja aprofundada.
O Direito na área turística foi considerado difuso e insuficiente, para legitimar a introdução de novos conceitos mobilizadores para novas oportunidades e levar de vencida as resistências às mudanças.
Em minha opinião, a elevação do Turismo a uma área de pensamento superior em várias escolas, começa a dar os seus frutos e surge como uma greta de luz sobre o cruzamento de interesses do imediatismo e do oportunismo com ou sem cobertura de Lei.
A sociedade nunca tem nada a perder e passadas as surpresas, a apropriação destes novos conceitos deveria ser feita por todos os interventores e pela secretaria de Estado do Turismo, que carrega a permanente responsabilidade de absorver e dar oportunidades ao que desponta.
No Turismo, as ideias foram mais de baixo para cima e a regulamentação chegou sempre atrasada, acabando por dar cobertura de Lei aos atropelos, uma vez que a primazia foi dada ao modelo da construção indiscriminada como factor de desenvolvimento e de que resultou o estado infeccioso da actividade.
O Turismo chegou à idade madura dos 50 e o novo ciclo de juventude passa pela redefinição de uma identidade assente nos novos conceitos sociais, ambientais e das novas tecnologias, onde a investigação teria no Algarve um espaço privilegiado, pelo dimensionamento, pela requalificação histórica e patrimonial, pelo equilíbrio e diversidade dos agentes da oferta, pela qualidade profissional, pela valorização do território, pelo aproveitamento permanente das novas ideias e pela coragem em investir no derrube de muita obra de desvalorização.
Mas os perigos espreitam, onde se percebe que nada vai mudar porque para isso não há vontade nem ouvidos. Os velhos actores apenas esperam o momento.
A entrega deste professor à investigação e as ideias que nos trouxe, só realça a ideia de que se deveria levantar um Observatório do Turismo no Algarve, para fazer a ligação do estudo científico à prática, com todos os benefícios que daí advêm.

Luis Alexandre

Sábado dia 5 Dez(12 horas) à Pontinha, apresentação do livro Doutor Magalhães com a presença da autora Rita Sobral.


Faro: Anúncio da câmara sobre a variante antes das eleições foi “fraude”, acusa Macário


José Sócrates no lançamento da Variante Norte a Faro,
em 4 de Setembro de 2009 .

O actual presidente da Câmara Municipal de Faro, Macário Correia, considera que a gestão socialista que o antecedeu cometeu uma “fraude” na questão do anúncio sobre a variante norte, antes das últimas autárquicas.

Foi uma fraude para com a população, um acto puro de campanha eleitoral”, afirmou o autarca, no passado sábado, à margem de uma visita a obras do concelho, quando questionado sobre o chumbo do Tribunal de Contas ao visto prévio à concessão Algarve Litoral, onde se inclui a conclusão daquela via.

A câmara fez três séries de «outdoors», antes das eleições. Na última série, em Setembro, era anunciado que a variante já estava em obra, o que foi acompanhado da colocação de duas máquinas retroescavadoras na rotunda do Rio Seco”, recordou.

Depois de ter sido eleito, Macário Correia contactou a Estradas de Portugal e a Edifer, que lidera o consórcio construtor a quem foi atribuída a concessão rodoviária de renovação da EN125.

Essas entidades disseram que aquilo tinha sido uma mera operação política. Não estava o projecto concluído e nem os terrenos estavam – como ainda não estão – totalmente libertados”, frisou o actual líder da câmara de Faro.

Macário Correia disse ainda que a Edifer terá informado que o projecto estava “a ser ultimado”, embora com um novo “problema”: “A construção do Skate Park colidirá com a conclusão da variante, na junção à actual rotunda, algo que estamos agora a tentar resolver.”

Por isso, fico surpreendido. As questões continuaram por resolver. A obra não estava em curso nem se iniciou e esta questão do Tribunal de Contas não veio impedir nada, em relação à variante, porque nada, em termos de obra, estava a ser feito”, salientou.

Em virtude destas dúvidas, Macário Correia anunciou que será pedida uma reunião, “com carácter de urgência”, ao ministro das Obras Públicas, António Mendonça.
in Barlavento

Segunda-feira, Novembro 30, 2009

Privilégios!


Enquanto se vai tornando o acesso à baixa ,cada vez mais difícil ao cidadão comum, a outros, vão alargando o seu leque de estacionamento privado, junto ao Cantinho da Ronha .
Começou com dois lugares e já vai em seis.
O largo de S.Francisco só está a 100 metros mas é melhor estacionar à porta, não vão partir algum salto alto no trajecto.

Ventura

Carmo e São Pedro II


clicar na imagem para ampliar
e ver os sentidos das setas

O MEU CONTRIBUTO PARA A CONFUSÃO NO TRÂNSITO

Não sou de todo especialista no tema mas, face ao interesse que este despertou, não resisto a opinar sobre a estrutura viária da cidade, cavalgando esta avassaladora onda de sugestões expressas aqui neste blog.

O trânsito na Rua do Alportel deveria ser unicamente descendente, distribuindo pelas diferentes ruas quem entra na cidade.

A saída para norte teria de ser viabilizada a nascente, pela rua Sotto Mayor recuperando a antiga ideia da “Rua A”. Para tal, seria necessário criar dois sentidos na lateral da Praça António Sérgio, garantindo-se um trânsito fluido até ao Trigo Dourado. Enquanto a “Rua A” não tiver continuidade seria necessário seguir pela Rua do Alportel com dois sentidos de circulação daí para norte.

No largo de São Pedro eliminava uma rua “bacoca” que lá existe e criava uma zona pedonal equipada com uma esplanada de desenho moderno, claro está.

No largo do Carmo, criava apenas uma via à volta do todo o largo, com um único sentido de trânsito, eliminando ruas desnecessárias.

Estas alterações não implicariam uma redução significativa de lugares de estacionamento porque, as vias a manter, poderiam ter estacionamento em espinha dos dois lados em vez do estacionamento longitudinal.

Se mesmo assim fosse necessário garantir mais estacionamento, parte do grande largo à volta da igreja do Carmo poderia ser pensado de forma a permitir o estacionamento durante o dia, ficando livre à noite e fins-de-semana. Uma zona com árvores, numa solução parecida com o largo de São Francisco mas com um pavimento mais regular para permitir a realização de eventos (feiras, concertos, étc.).

Este é o meu contributo, agradeço a paciência de que leu o texto todo.

Paulo Charneca

ghost Town


cenário numa das poucas saídas da cidade de faro, onde (quase) todos têm que passar para abalar da cidade. os restos da casa, que ruiu há cerca de dois anos, ameaçando a via pública, peões e automobilistas, continuam a jazer mesmo aqui ao lado. ninguém parece mexer uma palha para retirar o entulho e eliminar a ruína uma vez por todas. mais uma atrocidade desta “capital” do algarve que já se está a candidatar ao lugar número 1 entre os sítios espanta-turistas devido aos ambientes degradados que oferece. ninguém se responsabiliza?
entretanto, oiçam aqui uma bela música dos the specials dos anos 80 sobre o tema.

retirado do imagoverbalis, mais aqui

Já em Maio tinhamos na ADF alertado para este abandono.

Comércio da Baixa de Faro


img de J.Cerqueira
Neste Natal a maior parte das lojas vão
estar abertas nos feriados, Sábados à Tarde e
Domingos.

Domingo, Novembro 29, 2009

Se o Sócrates aguentar!


José Sócrates garante Regionalização na actual legislatura
O Primeiro-ministro José Sócrates garantiu a concretização da Regionalização durante a actual legislatura, em resposta a requerimento enviado pelo deputado algarvio, Mendes Bota, questionando o chefe de Governo sobre o assunto.
O compromisso com a regionalização, como diversas vezes foi afirmado durante a campanha eleitoral, é para a presente legislatura (…)”, lê-se no documento enviado a Bota pelo gabinete do Primeiro-ministro.
Recorde-se que o deputado algarvio ao ler o programa do Governo notou que o texto sobre a Regionalização estava literalmente igual ao do programa eleitoral do PS, onde se dizia que a Regionalização era matéria para avançar na próxima legislatura, se o PS vencesse.
Mendes Bota requereu esclarecimentos. Queria saber se se tratava de um erro motivado por um «copy past» ou uma mudança de política após eleições. Na resposta, o gabinete de José Sócrates sublinha que no programa de Governo “onde se lê «no quadro da próxima legislatura» deve ler-se «no quadro da actual legislatura»”.
Mendes Bota diz-se “satisfeito com a resposta”, mas espera “para ver de que forma concreta pensa o Governo cumprir o seu compromisso”. in Região Sul

AUTARCAS FARENSES VISITARAM OBRAS NO CONCELHO - SÁBADO 28 DE NOVEMBRO

28 de Novembro
O Presidente da Câmara Municipal de Faro, José Macário Correia, promoveu uma visita às obras que estão a decorrer no concelho e que foram aprovadas na 1.ª e 2.ª fases do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais – PARES.
Este programa tem como objectivo a ampliação da Rede de Equipamentos Sociais e incide na criação de novas respostas sociais ao nível da infância, juventude, pessoas idosas e pessoas com deficiência.
A Câmara Municipal de Faro entende imprescindível que as IPSS e demais associações do Concelho sejam empreendedoras, activas e laboriosas, porque esse repositório de ideias e iniciativas que destas instituições brotam, avultam como um indispensável instrumento para promover a igualdade de oportunidades, maior justiça social e um Concelho melhor preparado para acudir a dramas sociais e a satisfazer as necessidades das famílias. Exortamos, por isso, que muitas outras sigam estes felizes exemplos e afirmamos a disponibilidade da Câmara Municipal de Faro, reconhecendo o relevo social desta intervenções, para apadrinhar iniciativas como as que agora damos à estampa.
No total, foram visitadas 5 obras dispersas por todo o concelho. O Município de Faro constituiu-se parceiro dos projectos comparticipando em 35% do valor total da candidatura. O investimento do Município é de 1 295 623€ ao qual deve ser somado 568 656,77€, que representa o valor dos terrenos que a Autarquia cedeu a várias instituições.

OBRAS VISITADAS:

Lar de Idosos e Creche – ESTOI

INSTITUIÇÃO PROMOTORA: Centro Cultural e Social da Paróquia de São Martinho de Estoi;
NÚMERO DE UTENTES: 60 creche + 30 Lar
CUSTO GLOBAL: 1 121 043,00€
FINANCIAMENTO DA CÂMARA MUNICIPAL: 392 365,05€
FINANCIAMENTO DA SEG. SOCIAL: 733 773,80€

Creche e Jardim de Infância – SANTA BÁRBARA DE NEXE

INSTITUIÇÃO PROMOTORA: Centro Cultural e Social da Paróquia de Santa Bárbara de Nexe;
NÚMERO DE UTENTES: 66 creche + 75 Jardim de Infância
CUSTO GLOBAL: 1 396 899,00€
FINANCIAMENTO DA CÂMARA MUNICIPAL: 375 401,25€
FINANCIAMENTO DA SEG. SOCIAL: 324 324,80€
FINANCIAMENTO DA INSTITUIÇÃO: 697 173,75€

Lar residencial e residência autónoma – MONTENEGRO

INSTITUIÇÃO PROMOTORA: Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral
NÚMERO DE UTENTES: 24
CUSTO GLOBAL: 582 024,00€
FINANCIAMENTO DA CÂMARA MUNICIPAL: 203 708,40€
FINANCIAMENTO DA SEG. SOCIAL: 300 473,00€
FINANCIAMENTO DA INSTITUIÇÃO: 77 842,60€
VALOR DO TERRENO OFERECIDO PELA C.M.F.: 324 885,00€


Centro de Dia – MONTENEGRO

INSTITUIÇÃO PROMOTORA: Associação de Solidariedade Sócio-Cultural de Montenegro
NÚMERO DE UTENTES: 60
CUSTO GLOBAL: 618 362,00€
FINANCIAMENTO DA CÂMARA MUNICIPAL: 216 426,70€
FINANCIAMENTO DA SEG. SOCIAL: 362 290,50€
FINANCIAMENTO DA INSTITUIÇÃO: 39 644,80€
VALOR DO TERRENO OFERECIDO PELA C.M.F.: 71 869,77€


Creche – VALE CARNEIROS

INSTITUIÇÃO PROMOTORA: Fundação António Silva Leal
CUSTO GLOBAL: 307 776,00€
FINANCIAMENTO DA CÂMARA MUNICIPAL: 107 721,60€
FINANCIAMENTO DA SEG. SOCIAL: 153 888,00€
FINANCIAMENTO DA INSTITUIÇÃO: 46 166,40€
VALOR DO TERRENO OFERECIDO PELA C.M.F.: 171 902,00€

Sábado, Novembro 28, 2009

Câmara Municipal reclama junta médica da ADSE em Faro



Juntas Médicas - Secção do Sul
Instalações do Governo Civil
Rua Francisco Soares Lusitano
7000-897 ÉVORA

A constituição e funcionamento das Juntas Médicas são da responsabilidade da ADSE – Sistema de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública, cuja dependência hierárquica e funcional está sujeita ao Ministério das Finanças. Estes órgãos têm como missão a verificação de doenças naturais ou, em alternativa, a verificação de acidentes e doenças profissionais.
A Câmara Municipal de Faro, atendendo ao facto de que a Junta Médica que tem jurisdição sobre o distrito de Faro está sediada em Évora, a cerca de 250 Km de distância, que a ligação entre Faro e Évora não há transporte directo e que, do ponto de vista humano, é uma crueldade sujeitar funcionários enfermos a tão penosa empreitada para uma mera consulta de alguns minutos, vai encetar todas as diligências no sentido de sensibilizar o Ministério das Finanças para que promova a criação de uma Junta Médica em Faro, que sirva todos aqueles que têm a ADSE como sistema de protecção social.
Faro e o Algarve não podem ser menorizados, nem podem estar cativos da assistência de serviços públicos imprescindíveis que são essenciais para que as populações sejam servidas pelos poderes públicos com a dignidade que lhes é devida.
CMF

Há Fogo em Faro

O presidente da edilidade, em pouco tempo de presidência, de conhecimento e de ligação às forças da cidade, conseguiu incendiar dois quartéis, esquentando as ideias de dezenas de bombeiros e gerando perplexidade entre a população.
Aparentando conhecer os problemas dos bombeiros e baseado em decisões aplicadas noutros lugares, Macário Correia, utiliza como argumento “a racionalização de meios físicos e financeiros”, para pôr em cima da mesa uma proposta de comando e central de operações unificados, bem como um quartel único para municipais e voluntários.
Tratar dos assuntos dos bombeiros de Faro com um plano que denuncia ter sido pensado e cozinhado nos bastidores faz tempo, com indigitação do comando já pré-delineada e tudo em nome dos preceitos e de alguma legitimidadede Lei, teria que provocar o fogo do descontentamento entre pessoas treinadas para a ponderação e a lucidez antes de agir e com grande tradição de democracia no seu funcionamento.
Os bombeiros estão habituados a discutir as decisões e a sua estruturação até aos elevados padrões de profissionalismo que exibem, sendo a sua conduta passada uma chamada de atenção para todos aqueles que acham que têm poder para impor soluções sem serem discutidas e assimiladas.
Não nos vamos envolver na discussão das competências e níveis de preparação das duas corporações mas, o que os cidadãos sabem, é que o profundo respeito e admiração que os bombeiros gozam no concelho e sem questionar o interesse público dos propósitos finais da autarquia, aconselharia mais diálogo e sensibilidade no tratamento do assunto.
Um mais do que o outro, os dois quartéis estão mal situados e sabendo das dificuldades financeiras do município para lançar um novo quartel, encontramos aqui mais uma razão para não precipitar um assunto onde o tempo deveria funcionar como conselheiro.

Luis Alexandre

Bombeiros de Faro



DIA 1 DE DEZEMBRO

CERIMÓNIA PÚBLICA DE APRESENTAÇÃO DA FORÇA OPERACIONAL CONJUNTA
DOS BOMBEIROS DE FARO (FOCON)

Realizar-se-á no próximo dia 1 de Dezembro (Terça-feira) a cerimónia pública de
apresentação da força operacional Conjunta dos Bombeiros de Faro (FOCON).
A cerimónia iniciar-se-á pelas 11h30 de acordo com o seguinte programa:

11h30 – Recepção aos convidados no Largo da Sé;
11h45 – Chegada da entidade que preside;
- Prestação de honras pelas Forças em parada;
- Passagem em revista;
11h55 – Leitura do despacho de nomeação do comandante Operacional Municipal e
assinatura do protocolo de constituição da Força operacional conjunta – FOCON;
12h00 – Intervenção do Comandante Operacional Municipal, Lic. Aníbal Silveira;
12h05 – Intervenção da Governadora civil do distrito de Faro, Isilda Gomes;
12h10 – Intervenção do Presidente da Câmara Municipal, José Macário Correia;
12h30 – Desfile apeado e motorizado da FOCON;
13h00 – Almoço no Quartel – Sede da FOCON, na Avenida Cidade Hayward.

É de salientar que o Presidente da Câmara, José Macário Correia, comunicou esta
intenção previamente numa reunião que manteve com a Associação Nacional de
Bombeiros Profissionais (ANBP) para discutir questões relacionadas com a área do
socorro e com a melhor forma de optimizar recursos. Contactado pelo JN, Fernando
Curto, presidente da ANBP
, refere que há muito defende uma “linha directa e única” para
os centros distritais de operações de socorro. “É uma vertente inovadora. É uma prática
que já existe na Europa”,
explicou. Para Fernando Curto, a cidade de Faro teria a ganhar
juntando as duas corporações num único espaço, que poderia ainda aliar a protecção civil
municipal. “Seria muito vantajoso em termos operacionais, que é o mais importante para
os bombeiros. Havia maior eficiência e não havia o risco de duplicar meios
”, argumentou
Fernando Curto.
O Presidente da ANBP sublinhou que este método facilita a gestão das viaturas, que são
muito caras. “Os carros de combate a incêndios florestais fazem mais falta na periferia do
que no centro histórico
”, afirma.
Fernando Curto adiantou ainda ao JN que a ANBP vai agora redigir um memorando sobre
a reunião de ontem para entregar, segunda-feira, a Macário Correia, onde apresentará
algumas sugestões relativas, por exemplo, à constituição de uma estrutura de comando
ou do pessoal necessário para assegurar os vários sectores para a “remodelação” que
está a ser avaliada nos gabinetes da Câmara de Faro.
In Jornal de Notícias” de 6 de Novembro de 2009, página 20.
CMF

Sexta-feira, Novembro 27, 2009

Melhoria do trânsito automóvel na zona de S.Pedro-Carmo






Além das sugestões do comentário "Melhoria do trânsito automóvel na zona de S.Pedro-Carmo", há que melhorar/pôr ordem no estacionamento nessa zonas.
Junto envio fotos ilustrativas do caos daquela zona, onde os "arrumadores" são reis e senhores.
Quando há algum lugar vago berram e esbracejam até lá parquearmos, caso contrário, ai de quem não estacione onde eles querem, chamam-nos todos os nomes e mais alguns. Não se consegue pôr ordem nestes "chungas" que além da poluição visual e sonora que fazem, também deixam imunda com restos de comida e garrafas de cerveja vazias as zonas por onde andam?

Miguel Rato

BERNARDO TRINDADE SEM SURPRESAS

O secretário de estado do Turismo, Bernardo Trindade, veio ao coração da crise turística para anunciar mais uns esforços em campanhas de publicidade do espaço nacional e um extraordinário aumento de 50 milhões de euros para o programa INVEST.
Este membro do Governo, que discursou na abertura do congresso da APAVT, que se está a realizar em Vilamoura, disse que a campanha "Portugal Maior", para além da insistência no espaço nacional, se estenderia a Espanha e às comunidades de emigrantes de França, Venezuela e em especial da África do Sul e, para tal, vão ser disponibilizados 4 milhões de euros.
Se a continuidade e alargamento da iniciativa merece o nosso aplauso, as verbas anunciadas é que nos parecem ridículas para cobrir tantos espaços e conseguir resultados capazes de ajudarem a minimizar as perdas de visitantes das origens tradicionais.
O Algarve, como a região mais turística e mais afectada do país, fica assim metida no mesmo saco do "esforço nacional".
Estas intervenções anunciadas, embora saibamos que existem outras, entre elas o ALLGARVE, concorrem para nobres objectivos mas, comparativamente com os esforços desenvolvidos pelo Governo no apoio a outros sectores económicos, onde aplicou centenas de milhões, entendemos que são uma desconsideração para com a importância da actividade turística e para com as dezenas de milhares de trabalhadores que dela dependem directa e indirectamente.
A região algarvia, que durante cinco décadas tem sido um grande contribuinte líquido para o erário público, nunca é demais lembrá-lo a Lisboa, volta a ser, de uma assentada, duplamente maltratada.
Não só o Turismo algarvio merece distinção na sua especificidade e sustento da região, ficando as suas empresas sujeitas ao bolo nacional agora aumentado em 50 milhões, como no campo da sua publicitação, é diluído no cartaz nacional.
Face às circunstâncias, vamos esperar que a luta de contrários, entre a dureza da realidade da vida social e económica do Algarve e a desatenção governamental, se esclareçam no tempo para podermos fazer os juízos acertados.

Luis Alexandre

O Comentário

Talvez se, no Algarve Litoral, tivesse sido a Mota-Engil a obter a concessão, talvez se fizesse o milagre dos peixes..talvez, mesmo sem as expropriações serem iniciadas.Lá encontrariam a maneira..há sempre leis apropriadas!
Esta contrariedade e a do Bacelar Gouveia mostram bem o interesse que o ps e o psd/lisboa têm na economia do Algarve, boa fonte de receitas fiscais.. nunca de melhoramentos regionais.
É tempo de continuar a falar em Regionalização a sério.
Não afundem mais a barca algarvia.
Para mim podem ir dar banho ao cão e ficarem por lá.
O cão é peso a mais na barca.!
E o Macário está bem nomeado, afinal é o presidente da Amal, eleito e por direito do voto democrático, maioria regional.! Forçará concerteza a obra da 125, da variante e de muitas mais, bem necessárias.
Marceano

Quinta-feira, Novembro 26, 2009

ACESSO A FARO


“José Apolinário, que conduziu este processo enquanto presidente da câmara, cargo que perderia para o social-democrata Macário Correia, pretende agora que “a autarquia solicite informações formais junto da Estradas de Portugal pela seu não avanço, se foram ou vão ser aplicadas multas ao consórcio e se, de algum modo, o prosseguimento das obras aguarda o pronunciamento do Tribunal de Contas”
A montanha pariu um rato, todos sabiam incluindo a oposição de hoje que alguma coisa não corria bem, então a solução seria a demonstração da preocupação para levar aos menos atentos que os homens se preocupavam com a celebre acesso a Faro ( Variante Norte) incluída na concessão rodoviária Algarve Litoral apresentada com grande pompa e circunstancia pelo senhor Sócrates e Portada e companhia.
Tiveram azar porque em menos tempo do esperado a resposta já foi dada.
O Tribunal de Contas (TC) recusou a atribuição de visto prévio ao contrato da concessão rodoviária Algarve Litoral, adjudicada ao consórcio liderado pela Edifer, disse esta quinta-feira à Lusa fonte oficial da empresa, refere a Lusa.
A fonte oficial da Edifer disse à Lusa que foi informada da recusa do visto prévio pela Estradas de Portugal (EP). “

Etelvina Jesus da Consolação Burney

A variante norte a Faro entrou em contra-mão, tal como a requalificação da EN 125?
O que tem a dizer Miguel Freitas, sobre esta derrapagem de processos, sustentada pelo Tribunal de Contas?
Não é o fim da picada mas os atrasos estão em marcha.
Já aqui tinha levantado estas suspeitas, pelas leituras das entre-linhas.
Luís Alexandre

Tribunal de Contas recusa visto prévio à Algarve Litoral(actualizado)aqui

Afinal o vosso homem é reconhecido pelo trabalho desenvolvido contrariando os politicamente correctos.
O Governo aprovou hoje os doze representantes de Portugal no Comité das Regiões da União Europeia, dele fazendo parte os líderes regionais da Madeira e dos Açores e dez presidentes de Câmaras Municipais.
Cinco presidentes de câmaras eleitos pelo PSD, quatro pelo PS e um pela CDU - nomes indicados após audição das duas regiões autónomas e da Associação Nacional dos Municípios Portugueses.
Macário Correia (Faro), foi um dos cinco.
Os 12 membros portugueses do Comité das Regiões da União Europeia terão mandato até 2014.
Tendo Carlos Tuta perdido a presidência do município de Monchique, toda a gente se preocupava quem iria representar os socialista algarvios, até se fazia conjunturas que o representante
dos socialistas viria a ser escolhido entre Francisco Leal, presidente da Câmara de Olhão, ou Manuel da Luz, edil de Portimão.
Todos falharam!
Socialistas ficaram em (Lisboa), (Braga), (Amadora) e (Baião).

Donatien A. François de Sade

Para ninguém ficar a rir!


Santiago Sierra
LOS PENETRADOS
Primer acto: 10 hombres de raza blanca penetraron a 10 mujeres de raza blanca.
( a pedido de vários leitores do ADF foi retirada a anterior ilustração, em seu lugar um trabalho
do artista Santiago Sierra, clicar na fotografia para ampliar)
O deputado eleito pelo círculo do Algarve para a Assembleia da República, Bacelar Gouveia, é agora candidato à distrital de Lisboa. Mas não esquece a região algarvia.
Interrogado sobre o facto de ser candidato à Distrital de Lisboa do PSD e deputado eleito pelo círculo de Faro, Bacelar Gouveia referiu, durante a sessão de apresentação da sua candidatura, que "os deputados, embora sendo eleitos num distrito, representam todo o país" e que, embora eleito pelo Algarve, é lisboeta e reside na capital.
Bacelar Gouveia acrescentou que se sente "totalmente motivado" para dar particular atenção aos interesses dos dois distritos.
"Usando uma frase que ficou famosa num cantor popular português, eu passarei a ter dois amores: o Algarve e Lisboa", referiu.

Alô, Sr. Bota qual vai ser a reacção, a dança continua seja de uma lado ou de outro mas os culpados somos nós Algarvios que damos credibilidade a parolos armados em políticos. anónimo

Finalmente!


Tribunal de Faro vai para obras.

"... “O Ministério da Justiça prevê a realização de obras no tribunal judicial de Faro que incluirão a remoção dos aparelhos exteriores de ar condicionado e a centralização de todos os aparelhos na cobertura do edifício.

As obras a realizar também prevêem a substituição e remodelação da caixilharia, da cobertura e a criação de duas salas para o Ministério Público, num investimento de cerca de € 410.000 euros. Prevê-se que as obras ocorram no início do próximo ano de 2010”, adianta a mesma fonte..." mais aqui

O COMENTÁRIO - MELHORIA DO TRÂNSITO AUTOMÓVEL NA ZONA DE SÃO PEDRO-CARMO

A situação do trânsito resolvia-se de uma forma simples: voltar a orientar o trânsito tal como se encontrava ANTES DA ABSURDA ALTERAÇÃO, actualmente em vigor, que veio complicar tudo, e que causa graves problemas aos automobilistas e peões.
Seria bom que viesse a público o nome da luminária que promoveu a alteração do trânsito na zona, que, tal como então se encontrava estabelecido, respeitava a ordem natural e fazia escoar o trânsito com facilidade. Com a "brilhante" reorientação, complicou-se tudo.
Parece que nos persegue uma sina nesta cidade: quando as coisas estão bem e funcionam bem, tem de aparecer algum "inteligente" que decide fazer mudanças... porém, e infelizmente, quase sempre para pior.
Não vale a pena analisar ponto por ponto a estupidez que representa o actual desenvolvimento do trânsito na zona que abrange a Rua do Alportel, Largo do Carmo, Largo de São Pedro e zonas envolventes. Todos os que por aí passam habitualmente, e conheciam o anterior percurso, sabem bem do que falo.
O trânsito dantes fluía naturalmente e com maior rapidez. O estado presente é anti-natural, aberrante e problemático.

Vejamos dois exemplos:

a) a inversão do sentido de marcha na Rua do Alportel, actualmente a subir (dantes, descia) ... resultou em autêntico caos, como todos se apercebem... Basta ver as enormes filas de trânsito que se formam, e a dificuldade de, entrar na Estrada da Circunvalação, para o lado esquerdo em direcção à Metalofarense. Chegam a amontoar-se carros que não permitem o escoamento dos que, circulando na Circunvalação, se dirigem para a zona do Mercado...!
b) quem vem da Rua Cruz das Mestras e quer entrar no Largo de São Pedro, seria natural que continuasse o percurso em frente. Mas não: tem de virar à direita, subir a Rua do Alportel, e, lá acima, junto à Escola do Carmo, virar à esquerda, seguir para o Largo do Carmo, ladeá-lo e continuar... para ( finalmente!), chegar ao Largo de São Pedro! Um absurdo!

Estes dois pequenos exemplos representam a mais pura estultícia, desperdício de tempo, de energia, de combustível.... e de paciência! E configuram bem o disparate do actual ordenamento rodovário da zona! Para só falar desta zona...

Haja a coragem desta Câmara de facilitar a vida dos munícipes, mudando, com bom senso, ponderação e verdadeiro interesse pela coisa pública (valores que, parece, escasseavam nos anteriores executivos) o que tem de ser mudado.

M.Rocchetta

Este estudo nada teve a haver com a Engenheira do trânsito foi em tempos de uma vereação estudado por uma empresa de Lisboa.Falar sim mas com conhecimento de causa, falar por falar dediquem-se à pesca e meditem.Tudo está mal venha quem vier só é pena que estas mentes iluminadas não apareçam junto dos órgãos responsáveis.E já agora ainda ninguém se apercebeu que o mercado de Bagdad junto ao Hotel Eva já desapareceu!
anónimo

Quarta-feira, Novembro 25, 2009

Macheza


Eu tinha um grande problema na escola para demonstrar a minha masculinidade.
Muitos colegas insinuavam que eu era uma menina. A merendeira rosa, herdada da irmã, agravou as evidências.
Não fazia nenhuma porquice. Guri mesmo mostrava bafo e não o escondia com as mãos. Guri bom se sujava, voltava do recreio suado do futebol e não se envergonhava. Retirava tatu do nariz, escandalizava as professoras revirando as pálpebras, promovia cusparadas do alto do muro em direção à rua, segurava o saco para impor autoridade.
E eu, aristocrata do guardanapo de papel, de camisa branca engomada, seguia à risca o pedido materno de obedecer e ser educado. Pedia passagem às cortinas e agradecia a luz das janelas. Gentil até para pisar na grama. Não me familiarizava com a transgressão.
Vivia próximo do quadro-negro — e só dele. Não tinha aceitação. Tratado como um esquisito, uma criança afeminada, que ora despertava compaixão, ora gerava escárnio. A vergonha ainda enchia de blush a minha cara para piorar a situação.
Até fingia algum desleixo e diminuir a cobrança. Forçava grosserias. Mas não conseguia superar a prova de fogo da virilidade: arrotar.
Eu me censurava no sangue. Não sou de uma família que gritava saúde quando escapava o incômodo relincho, os pais penalizavam com “que nojo”, “cadê os modos?”.
Fracassava miados. Juro que tentei. Gravava fitas-cassete para ensaiar. Não havia jeito: engolia ar, que se dispersava nas palavras. Soltava unicamente brisa, sopro cálido, resmungo. Não ressurgia com nenhum estrondo. Nenhum barulho vulcânico como os estudantes de minha classe. Produzia no máximo um humilhante soluço. A garganta deveria ter algum furo. Uma infiltração de cordas. Minha asma, acredito, enfraquecia a subida.
Com custo e dor, estapeava o peito, comprimia a barriga, dobrava as pernas, e nada.
Não cuspia nem pólvora, muito menos o fogo. Os piás reuniam-se no campinho para fazer concurso de arroto. Alegre arruaça, com edições mensais e fama eterna. Eles roncavam, eu ronronava. Compravam uma coca-cola litrão e começavam as apresentações. As meninas aplaudiam os gladiadores da voz. Cada um tinha direito a um solo, a matar o leão no grito. Dois minutos depois de ingerir o gás, lançavam arrotos indescritíveis, letais, mais audíveis que a sineta. Não se esforçavam, transparecia como um movimento natural, assim como bocejar na hora da preguiça. Parecia que o pulmão saltava junto. Eram tenores do arroto. Um espetáculo altissonante de chiados e rancores.
No momento em que chegava a minha vez, alegava que não estava com sede e vontade. Todos me mandavam brincar de boneca.
“Vá lá com suas barbies!”
Pena que nunca participei de disputa de choro. Talvez a poesia seja exatamente isso.

Ilustração: Osvalter
Texto:Fabrrício Carpinejar

A Variante do (des)Norte



FARO: Obras da Variante Norte já podiam estar no terreno, aqui

A Variante na Alcagoita, aqui

Na minha opinião é só a mais necessitada e importante obra para Faro.
Ao mesmo tempo, e após 16 anos de promessas de avanço,(reforçadas nos últimos 4 mas sem que nada tivesse avançado) serve agora para fomentar a maior hipocrisia política de que há memória por parte do PS de Faro.
Já chega! Façam e ajudem a fazer!
Ferreira

Hipocrisia é pouco para qualificar esta atitude.Primeiro levaram 4 anos sem fazer nada. Depois inauguraram com pompa e cirscunstância. Durante a campanha gastaram rios de dinheiro do município (de todos nós) em outdoors, jornais de campanha, flyers, etc. Disseram e escreveram que a obra estava em curso (quando ninguém tinha sequer contactado os proprietários dos terrenos) e que estaria concluída em 15 meses. Depois das eleições já reconheceram que a obra está parada e agora pedem para o actual executivo fazer pressão.
GRANDE TRAPALHADA, JÁ NÃO HÁ VERGONHA NENHUMA!!!E isto é apenas um dos assuntos importantissimos para a Cidade. Nos outros a trabalhada é idêntica.
anónimo

QUEM GOSTA DO LARGO DE SÃO PEDRO?


Nesta altura em que se anunciam mega planos a torto e a direito não acham que estava na altura de alguém fazer um pequeno estudo de requalificação do Largo de são Pedro e até da envolvente da Igreja do Carmo?

Quando se olha para a vista aérea da zona até parece uma zona verde interessante, dominada por árvores de bom porte (nem sei se o espaço principal tem um nome específico pois não aparece na cartografia).

A realidade é outra. Demasiadas zonas de circulação automóvel, estacionamento pouco racional e quase nenhumas condições para actividades de lazer, nem que seja só estar sentado num banco de jardim a apanhar sol.

Ainda me lembro da roulote do alfarrabista onde ir trocar livros do Tio Patinhas e do Major Alvega. O “bandido” dava-me sempre livros mais esfarrapados do que aqueles que eu lá deixava.
Parece-me que se trata de um somatório de pequenos espaços públicos desgarrados uns dos outros, que têm sido esquecidos por quem manda cá no burgo, mas com muito potencial que pode ser valorizado por uma intervenção de conjunto.

Paulo Charneca

A 17 de Abril de 2008 escrevi um artigo para o jornal "O Algarve" que também foi publicado neste blogue a 22 de Abril de 2008-> http://adefesadefaro.blogspot.com/2008/04/o-largo-de-s-pedro-e-rea-frente-igreja.html ,no qual avancei com algumas ideias para o Largo do Carmo e de S. Pedro. Posteriormente, em Janeiro de 2009 enviei o mesmo texto, juntamente com outras propostas e sugestões sobre vários assuntos, ao então Presidente da Câmara. Desse e-mail apenas resultou uma breve explicação relativamente à proposta para a frente ribeirinha na sua articulação com o POLIS, nada mais. Como tal e aproveitando a sugestão deste tópico vou aproveitar para reencaminhar ao actual Presidente o e-mail de outrora pois a grande maioria das sugestões ainda se mantém válida.
Cumprimentos,

Miguel Caetano

Verdade seja dita...à cerca de 1-2 semanas arranjaram a iluminação da zona junto ao "Seu Café". Esse pormenor melhor em muito o espaço nocturno daquela zona...que estava praticamente moribundo. Mas concordo com a opinião do Paulo Charneca...já estava na altura de arranjarem o Largo. Eu, na minha opinião, deviam fecha-lo completamente e fazer um largo amplo, removendo aquela via larguíssima que se encontra ao meio. A circulação do transito podia perfeitamente passar em volta, pelo largo da Igreja de S.Pedro, mudando-se o sentido da via daquele pequeno troço entre a padaria Lisbonense e o IPTM. Penso que seria a melhor solução em vista a um largo digno desse nome.

Fábio Martins

MAIS VALE TARDE DO QUE NUNCA


O líder regional do partido do Governo e deputado da Nação pelo Algarve, Miguel Freitas, resolveu, finalmente, intervir no processo de degenerescência da Alisuper.

Decorreram meses com os trabalhadores a sofrerem na pele as consequências de um processo alheio às suas responsabilidades e só depois das queixas destes aos sindicatos e da mediatização do caso, é que vão activar o Fundo de Emergência da Segurança Social.

Mais vale tarde do que nunca mas, os políticos regionais têm de arcar com as responsabilidades políticas do extremo a que deixaram chegar a situação, não só dos trabalhadores mas da empresa em si, cujos sinais de má gestão aliadas à conjuntura económica, prenunciavam o momento que se vive.

Pretende o senhor deputado, levar as suas preocupações à possibilidade de salvar a empresa, abrindo negociações com os credores, facto que não dissipa as dúvidas, se tal intervenção não virá muito tarde.

A estrutura pesada e os custos de funcionamento desta rede de supermercados, são como todos os pequenos e micro empresários, vítimas do exagero de oferta na região, factos que não foram acautelados e agora se abatem não só sobre esta empresa mas, de milhares de outras que deveriam merecer o mesmo respeito.

Miguel Freitas, invoca o papel social da empresa Alisuper, em virtude dos seus 500 trabalhadores e ignora os muitos milhares que viveram as mesmas vicissitudes no passado recente, sem que o mercado de trabalho tenha gerado condições para a sua integração.

Contudo, olhando para a realidade envolvente, todos os factores de mercado que abriram as portas das dificuldades em crescendo da Alisuper, só têm tendência para piorar. O esmagamento das margens de lucro e das vendas, que conduziram à instabilidade financeira, já está a atingir os grandes espaços, ao ponto da deflação ser uma das suas medidas de resposta.

No quadro difícil que está criado, qualquer engenharia financeira que a intervenção do senhor deputado e do Governo venham a intermediar ou a construir, dificilmente deixará de passar pela reestruturação da empresa, com os cortes inevitáveis em custos de estruturas, de pontos de vendas e de trabalhadores.

O momento exige que se fale verdade!

Luis Alexandre

Terça-feira, Novembro 24, 2009

AINDA OS ARES CONDICIONADOS E OUTRAS COISAS QUE TAIS


A questão suscitada há dias na Defesa de Faro relativamente à legalização dos ares condicionados, veio ao encontro do que penso há já alguns anos.
Com efeito, não faz sentido as máquinas do ar condicionado assumirem uma preponderância que é completamente inestética nos edifícios. Mas quanto a isso, penso que os edifícios públicos devem dar o exemplo. Anexo foto do edifício da extinta Junta Autónoma de Estradas, na Rua do Alportel. Fica muito feio o edifício com aqueles apêndices a poluirem toda a fachada.
É uma situação menor face a todos os problemas que assolam a cidade? Sem dúvida. Mas tem que se começar por algum lado. Uma cidade mais limpa e cuidada traz benefícios para toda a população.
A mesma situação aplica-se aos carros e prédios abandonados.
Independentemente de quem governa a câmara, é necessário as pessoas estarem vigilantes, recolherem informação e questionarem as decisões tomadas. Participarem na gestão da câmara, existindo já diversa legislação que permite isso. Empenharem-se contribuir para resolver os problemas. Não é dizer que a cidade está suja e continuar a deitar lixo para o chão, com o pensamento bem português de que existem funcionários para fazer a limpeza, como tal podem sujar.
Relativamente à questão dos carros abandonados. Existe algum levantamento de quantos carros são? Quem são os proprietários? Quais são os procedimentos legais para retirá-los da via pública? Porquê que as pessoas que estão preocupadas em falar mal de tudo não se organizam e fazem um levantamento da quantidade de carros, localizá-los em planta e através da matrícula, quando existe, obterem o nome em que está registado? Com base nessa listagem fazer um requerimento a quem de direito para resolver esse flagelo. É uma forma organizada de fazer pressão e de acompanhar com eficácia a evolução da situação. Dados concretos exigem respostas concretas.
Há tanta gente reformada e que se preocupa com a cidade, com tempo disponível para fazer esse trabalho.
O mesmo se aplica às casas devolutas e em adiantado estado de degradação que existem em toda a cidade. É possivel também fazer um levantamento exaustivo das mesmas, localizá-las em planta e, através da conservatória do registo predial, saber em que nome estão registadas. Provávelmente vamos ter muitas surpresas com a revelação desses nomes. O passo seguinte será o mesmo: requerimento baseado nesses dados concretos a solicitar soluções para resolver esse problema. Podem inclusivamente apresentar soluções: aumentar as taxas de IMI, criar incentivos para a reabilitação desses prédios.
Outro exemplo: sabem quantos funcionários tem a câmara? Sabem a distribuição dos mesmos por departamentos e secções? O que é que eles fazem? Isto também pode e deve ser questionado. Segundo o relatório de gestão de 2008, a Câmara atingiu um máximo de 815 trabalhadores nesse ano, mais do que nos 3 anos anteriores. Curiosamente esse relatório faz diversas análises mas não faz a afectação dos mesmos aos respectivos departamentos e secções. Não conseguimos assim fazer um diagnóstico correcto do quadro de pessoal da câmara, identificando onde existe sobredimensionamento.
Mas a conclusão a tirar é de que é necessário é a sociedade civil organizar-se e envolver-se de uma forma construtiva na resolução dos problemas da cidade, independentemente da cor politica que domina a câmara.
É esse o caminho e não há volta a dar.

Nelson Silveira

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

UMA PEÇA DE XADREZ



ISILDA GOMES:"estou a responder à estratégia do partido".
(in "Observatório do Algarve")

A Drª. Isilda Gomes, não chegou a aquecer o lugar no parlamento e de ex-governadora do distrito, num interregno de 3 meses, é recolocada no cargo, em nome da estratégia do PS, questão que ficou bem expressa nas afirmações públicas.

A ascensão ao parlamento, representaria um prémio sempre a subir na carreira política e ambições pessoais mas, o dever e não as ordens, falaram mais alto nesta marcha atrás.

A decisão do Governo, visou, portanto, colocar num lugar público e cimeiro da organização administrativa do Estado, uma pessoa de confiança do PS, para defender a estratégia do PS.

A Drª. Isilda Gomes, ao merecer esta reafirmação de confiança, vê assim reconhecido o seu trabalho na passagem pelo Governo Civil.

Desse trabalho, que o PS conhecerá melhor que os cidadãos e no período em que decorreu, agravaram-se as condições sociais e económicas da região, aumentaram o número de mortos nas estradas algarvias, recrudesceram os assaltos "menores" e a criminalidade organizada e violenta, o Turismo entrou em parafuso e as velhas promessas de requalificação da EN 125 e do Hospital Central continuaram em banho-maria para voltarem a ser cartaz nas eleições de Setembro passado.

O Dr. Mendes Bota do PSD, está arrepiado com a ligeireza do PS, nestas trocas e baldrocas, acha um desrespeito pelo eleitorado e os cidadãos estão preocupados com a ligeireza dos dois partidos, que face ao momento difícil da vida do Algarve, não lhes merece cuidados nem medidas especiais.
Mas afinal, qual é a razão do retorno ao posto e qual é a estratégia do PS? É claramente, aproveitar as qualidades conciliadoras no feminino, comprovadas no passado recente de gestação da crise e agora necessárias para a sua condução, suavizando os efeitos negativos da inoperância do Governo junto da população.

A Drª. Isilda Gomes, que desempenhou funções autárquicas no concelho de Portimão, goza de alguma ligação à estrutura de poder local e empresarial da região e, no actual contexto, é a melhor escolha para os dias conturbados que aí vêm e que melhor serve a estratégia eleitoral do PS, num quadro de eleições legislativas antecipadas.

O xadrez político requer boa colocação das peças...

Luis Alexandre

O MALUCO DOS VIDROS VOLTA A ATACAR


Mais uma vez este fim de semana o famoso “Maluco dos vidros” voltou a atacar os espaços situados no exterior do Teatro das Figuras, estamos a falar do recém aberto “Espaço C” (o bar situado no exterior do Teatro) e ainda as instalações da Orquestra do Algarve.
No caso da Orquestra do Algarve esta situação decorre já há anos, sendo que fontes ligadas à ADF, garantiram-nos que em média o prejuízo mensal por estes actos de vandalismo se situam numa média de 400 € por mês só para reposição dos vidros partidos, o que no final do ano feitas as contas o valor rondará os 4000€ a 5000 € .
No caso do “Espaço C”, após 2 meses de abertura o saldo já se cifra nos dois vidros principais da entrada partidos estando o caso ainda nas mãos da seguradora, e ainda uma placa lateral do edifício bar, sendo que neste caso em virtude de já não fabricarem peças daquele material a situação torna-se ainda mais complicada.
O indivíduo que por vezes ataca na companhia de cúmplices encontra-se referenciado pelas autoridades.

Soluções:

1 – Segurança Privada
2 – Vídeo vigilância


Cumprimentos,

Gervásio da Conceição

Faro - carros abandonados na via pública

Pelos vistos já passou mais de um mês desde que o Eng.Macário Correia tomou posse na Câmara de Faro.
Durante a campanha, o actual presidente percorreu as ruas da cidade para se aperceber do que estava mal, fez algumas promessas, tomou algumas notas, está na hora de começar a apresentar serviço. Como qualquer imigrante ucraniano, o homem de Tavira "veio para trabalhar", aguardamos então pelos resultados.
Diáriamente quando passo nas ruas da cidade de Faro, fico triste com o abandono e degradação a que a cidade chegou. Sei que há situações que vão demorar meses/anos a resolver, como a limpeza de graffittis ou melhoramento de edificios degradados, mas há outras situações que são mais fáceis de resolver e ajudam a "limpar a cara" da capital do Algarve e a lhe devolver esse estatuto, pois aqui para nós, qualquer estrangeiro que chegue ao Algarve e lhe disserem que Faro é a capital, ele vai olhar para nós com um ar desconfiado e vai dizer que pensava que a capital era Portimão, Albufeira, Loulé ou Olhão, pelo andar da carruagem...
Há nas ruas da cidade muitos veiculos abandonados, a via pública não pode ser depósito de carros de proprietários desleixados. Não sei quais são os problemas legais que impossibilitam que estes carros sejam retirados da via pública, pois pelo abandono e estado de degradação em que se encontram, os donos não lhes ligam nenhuma. Será porque ninguém quer arcar com os custos do reboque, falta de espaço para os guardar ou apenas incompetência generalizada de quem gere o espaço público?
Deixo aqui 4 fotos de exemplos chocantes, que estão há anos no mesmo sitio.
Foto 1, quem vem de Olhão para entrar em Faro, no Rio Seco, depara com esta viatura (VW Polo branco) que cada vez está mais degradada.
Foto 2, no Largo das Mouras Velhas encontra-se esta carrinha Renault bege há anos, apenas a mudaram de sitio aquando das obras(?!) no referido largo.
Foto 3, na Rua João de Deus, junto à escola a ocupar um espaço que tanta falta faz numa zona de parquímetros! Este Citroen BX preto chegou a ter um bloqueador, mas entretanto foi retirado...
Foto 4, na Rua Mouzinho de Albuquerque, também junto à escola onde de manhã e ao final do dia o estacionamento é caótico, está um Hyundai Accent branco, que tal como o BX da Rua João de Deus, estão há anos a ocupar lugares de estacionamento pago, já tiveram com bloqueadores e ainda lá continuam!
Estes dois últimos casos são para mim os mais graves que me apercebi, pois além do desleixo que mostram ser estas situações e outras que há pela cidade, têm a agravante de serem o cúmulo da má gestão. Como é que querem rentabilizar uma zona de parquímetros quando se encontram lá dois "monos" a ocupar espaço sem pagar, impedindo a rotatividade do estacionamento( que é normalmente o pretexto para se colocarem parquímetros) ?
Há muitas mais situações de viaturas abandonadas na via pública, além do impacto visual negativo, ocupam espaço que podia ser utilizado pelos automobilistas/pagadores de Imposto Único de Circulação e não usados como "camas" para drogados e sem abrigo.
Sr. Engenheiro Macário Correia, vamos "Refazer de Faro uma Capital"?

Boa sorte!

Miguel Rato





Domingo, Novembro 22, 2009

Seminário debate “Alterações Climáticas e Riscos Globais”


Segunda, 23 de Novembro de 2009 às 14:30

O Centro Europe Direct do Algarve, em parceria com a Universidade do Algarve, vai realizar um seminário subordinado ao tema “Alterações Climáticas e Riscos Globais”, que terá lugar no Auditório da CCDR Algarve, no próximo dia 23 de Novembro, pelas 14h30.

O seminário conta com a presença de três oradores da Universidade do Algarve: Jorge Isidoro, do Instituto Superior de Engenharia, com a abordagem das “Cheias Urbanas”; Cristina Veiga Pires, da Faculdade de Ciências e de Tecnologia, que falará das “Alterações Climáticas” e António Covas da Faculdade de Economia, com o tema “Sociedade de Riscos Globais”.

Consultar o Programa e efectuar a inscrição online aqui http://migre.me/c4xo

A propósito da abordagem das "Cheias Urbanas"....
Apesar da época chuvosa que certamente se avizinha, ainda não vi em local nenhum da cidade de Faro, qualquer trabalho inerente á limpeza dos sumidouros das águas pluviais. Na verdade, quem percorra as ruas da nossa cidade facilmente verifica o estado de obstrução em que as mesmas se encontram.
Vem a propósito chamar a atenção dos serviços competentes para a depressão existente no pavimento existente na via junto do banco Santander/farmácia Helena, que por não haver esquamento, sempre que chove é um mar de água que ali se acumula, o que aliás já não é coisa nova!
Fica o apelo na expectativa de que alguém responsável passe por aqui e ponha rápidamente em prática, as limpezas e rectificações que começam a pecar por tardias.

Cumpts.
(anónimo)

JÁ SÓ FALTAM 3 ANOS E 11 MESES…

Passada a primeira gota deste mandato autárquico, o balanço de Macário Correia passado para a imprensa, faz transparecer o preparar da opinião pública para a projecção da desculpabilização pelas dificuldades esperadas no ultrapassar da situação caótica da autarquia farense.
“Só há dívidas e desordem”, grita Macário, agora repastelado na cadeira que ambicionou, apoiado no slogan de que veio para trabalhar.
O gestor autárquico e presidente da estrutura intermunicipal não pode, por inerência, mostrar público espanto pelo estado lastimoso das finanças da autarquia, depois dos anos de despesismo e irresponsabilidade do Partido Socialista.
Num primeiro balanço do lugar, seria mais sensato falar e salientar as soluções que vai implementar, do que ensaiar surpresa.
Quando uma parte do eleitorado da cidade e sem ser a sua maioria, confiou os destinos do Município a Macário Correia, não foi para ouvir o óbvio, ou poderá estar a lançar as primeiras pedras sobre si próprio e quando a população espera por soluções.
Os farenses e o resto do concelho querem um presidente que não repita os erros do passado e trabalhe, promovendo o controlo da despesa, impondo rigor na utilização dos meios da autarquia, eliminando desperdícios e mordomias, reorganizando os serviços e actuando do lado das receitas, valorizando os serviços que presta através da elevação da sua qualidade.
Por outro lado, queremos que melhore o urbanismo, aprove arquitectura de valor acrescentado e lance os fundamentos para a recuperação do tecido urbano e empresarial da baixa.
A cidade fez a sua escolha, elegeu-o a si e não desperdice o capital, mais do que confiança, de esperança. A gravidade da situação exige acção e não discursos dos coitadinhos, no respeito do estatuto de capital. Faça-se obra e nos momentos certos, sem ser debaixo de pressão, apresentem-se os balanços, com factos e números, que constituam factores de mobilização.
Só assim a cidade avançará, passo a passo e se obtêm os apoios de fora para dentro, que ultrapassem veleidades de bloqueio e construam consensos.
O mau trabalho do PS na autarquia e a decisão de Apolinário ficar na vereação, têm de constituir um factor de procura de soluções para bem da recuperação das condições de consolidação e cumprimento da dívida e relançamento de uma cidade que tem marcado passo.
Todos estão debaixo do olhar atento e não têm margem para frustrar expectativas.
Luis Alexandre

Sábado, Novembro 21, 2009

quando a crise atinge (quase) todos!


quando a crise se faz sentir
não, não é um sítio de sem-abrigos com jornais a tapar a janela contra os ventos mais frios. também não se trata (julgamos) de um sítio que precisa de uma pintura fresca. é uma de muitas lojas nesta cidade que se viu forçada a fechar, possivelmente por falta de clientela e que está à venda há muito, sem grande sucesso aparentemente. neste sítio não vendiam bugigangas nem outras coisas inúteis, servia para ensinar crianças na difícil arte de fazer contas. o pessoal anda a apertar o cinto e os conhecimentos ficam para adquirir através de outros meios que exigem um menor esforço financeiro. mais um sinal evidente da crise que faz derrubar sonhos e projectos e trabalho. esperemos que consigam recuperar. e que os miúdos aprendam a mesma.

se a mensagem na janela é verídica não sabemos. até pode ser que estejamos enganados e que acabamos de publicitar (involuntáriamente) algo que vai ocupar o espaço a seguir. retirado daqui



Faro - fotografia de José Cerqueira

Macário Correia: Câmara de Faro tem situação financeira preocupante

O presidente da Câmara Municipal de Faro cumpre hoje um mês de mandato e a sua principal preocupação tem sido "arrumar a casa", numa autarquia que tem "uma situação financeira, administrativa, de instalações e equipamentos preocupante".

Macário Correia disse à agência Lusa ter-se deparado, na área financeira, com "40 milhões de euros de dívidas de curto prazo, de facturação vencida, 18 processos judiciais por incumprimento de obrigações financeiras, uma dúzia de obras paradas por falta de pagamento a empreiteiros e mais 40 milhões de euros de empréstimos de médio e longo prazo". mais aqui

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Faro, 24 de Setembro de 1955

No jornal Correio do Sul encontrei o que passo a transcrever, na íntegra.
Estas leis ainda vigoram?
Dá para pensar…e muito!!!!!!!!!!!
Lina Vedes

CÂMARA MUNICIPAL DE FARO

EDITAL

LUIS GORDINHO MOREIRA, licenciado em Filosofia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa e Presidente da Câmara Municipal de Faro.

FAZ PÚBLICO que, observadas as formalidades legais, a Câmara Municipal do Concelho de Faro, manda pôr em execução a seguinte “Postura sobre prejuízos nos Jardins Municipais, Praças, Largos e Ruas Arborizadas”, aprovada por deliberação da Câmara Municipal e Conselho Municipal de Faro, respectivamente, de 13 e 15 do corrente:

Artº 1º - Nos jardins municipais da cidade de Faro, quer se tratem de Parques vedados ou não, é proibido:

1 – Subir às árvores;

2 – Tirar folhas, flores ou frutos e quaisquer plantas;

3 – Encostar-se qualquer pessoa às árvores, aos seus espeques, reparos, grades ou sebes, prender-lhes animais, ou dependurar-lhes qualquer coisa;

4 – Atirar pedras ou coisas semelhantes às plantas;

5 – Arrancar, quebrar ou torcer ou por qualquer forma danificar as plantas dos jardins, praças, ruas, e outros lugares públicos;

6 – Subir aos bancos, colocar-lhes os pés em cima ou por qualquer outra forma causar-lhes danos na estrutura ou na pintura;

7 – Circular com cães que não estejam devidamente atrelados;

8 – Circular com velocípedes ou quaisquer outros veículos, salvo os das crianças;

9 – Atravessar os canteiros, a relva, ou correr desordenadamente;

10 – Sujar ou por qualquer forma danificar os monumentos, canteiros, elementos decorativos ou outros artigos do património municipal ali existentes;

11 – Fazer buracos, cravar algum objecto ou de qualquer forma danificar os pavimentos;

12 – Praticar quaisquer actos que colidam com a decência pública;


único – São aplicáveis às praças, largos e ruas arborizadas as disposições dos números1, 2, 3, 4, 5, 6 e 9 do presente artigo.

Artº 2º - Aos frequentadores dos jardins municipais é também proibido lançar nos seus pavimentos ou canteiros quaisquer objectos, sólidos ou líquidos, que contrariem a higiene e concorram para a falta de limpeza.

Artº 3º - Sem autorização expressa da Câmara é proibido nos jardins ou parques municipais:

1 – Exercer a profissão de engraxador;

2 – Vender quaisquer artigos com carácter de permanência;

3 – Montar quiosques ou qualquer outras construções provisórias semelhantes.

Artº 4º - As transgressões à presente postura serão punidas com as seguintes multas, às quais acresce sempre o pagamento de prejuízos causados, os quais serão avaliados pelos serviços municipais e pagos na altura da liquidação da multa:

1 – As transgressões dos números 1, 2, 4, 5, 6, 7, 9, 11, do artº 1º com a multa de 30$00;

2 – As transgressões dos números 3 e 8 do artº 1º com a multa de 20$00;

3 – As transgressões do número 10 do artº 1º com a multa de 50$00;

4 – As transgressões do número 12 do artº 1º com a multa de 75$00 e imediata expulsão do jardim municipal;

5 – As transgressões do artº 2º com a multa de 25$00;

6 – As transgressões dos números 1 e 2 do artº 3º com a multa de 25$00;

7 – As transgressões do número 3 do artº 3º com a multa de 100$00, sendo o transgressor obrigado, no prazo de 24 horas,e levantar o quiosque ou construção executada sem licença.


# único – De todas as multas referidas caberá ao autuante 50%.


Artº 5º - Tem competência para levantar os autos ou transgressão referidos nesta postura:

– O jardineiro municipal e os guardas dos jardins;
– Os guardas da polícia de segurança pública, a G.N.R. e os regedores;
– Os fiscais e zeladores municipais.


Artº 6º - Esta postura entra em vigor oito dias depois de publicada nos termos do artº 53º do Código Administrativo, e revoga as disposições camarárias em contrário, devendo ser também afixada em local conveniente de todos os parques e jardins municipais.


FARO, 24 de Setembro de 1955.

O PRESIDENTE DA CÂMARA

Luís Gordinho Moreira

De Faro ao Aeroporto em 1992



Olá Nuno,

Caso tenhas interesse, envio um video de Faro de 1992, na altura foi uma simples brincadeira improvisada, pelo que a qualidade não é a melhor, mas torna-se interessante comparar alguns pontos da cidade entre 1992 e 2009...

abraço,
Luis

Faro - Natal


O Presidente da Câmara Municipal de Faro e o Presidente da Acral (Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve) inauguram a iluminação de Natal no próximo dia 21 de Novembro, pelas 17h30 minutos. O acto simbólico terá lugar na Praça da Pontinha onde se ligará a iluminação de Natal da Baixa da Cidade.