Terça-feira, Fevereiro 09, 2010

Carnaval - Faro 2010


Uma manifestação a partir do Algarve. Aleluia!


sede da CGD
Trabalhadores dos supermercados Alisuper manifestam-se em Lisboa.

Os trabalhadores vão exigir que a CGD apoie o plano de viabilização da empresa que gere esta rede de supermercados, a maior do Algarve, que dá emprego a 500 pessoas e corre o risco de fechar portas depois de ter declarado a insolvência no passado mês de Agosto.

Deputado socialista Miguel Freitas acredita em solução para o Grupo Alicoop/Alisuper

BOTA E FREITAS DÃO UM TOQUE AO CARNAVAL DO OE

A nível do Algarve, nos intervalos dos Carnavais de Inverno e de Verão, a política encarrega-se de manter a animação.
A propósito do OE e da forma natural como este continua a atropelar os interesses do Algarve, assistimos a reacções diferentes dos dirigentes regionais, sempre em consonância com as visões respaldadas das cores partidárias.
Miguel Freitas, que não consegue surpreender ninguém e “jurou” que vai para o fundo com o barco socratista, foi o primeiro a debitar considerações envergonhadamente satisfeitas, assim num estilo de máximo possível, sobre os números vergonhosos que varreram o Algarve.
Para ele, as contradições estão na ordem dos factores e na forma de apresentação. Vai propor “um documento que sintetize total de investimentos”, porque eventualmente não percebe o que todos os algarvios já perceberam: “a ostracisação do Algarve é para continuar”.
Digamos que fez o seu papel, no estilo a que já nos habituou, de incondicional ao serviço dos superiores interesses do partido para o país, instrumentalizando por conveniência as suas partes.
Mendes Bota, sub-chefe em condição de representação parlamentar e chefe da oposição na região, está desgostoso com o Orçamento no que toca ao Algarve, porque o resto, de o PSD nacional estar contra e tencionar aprová-lo, é com a doutora.
Mendes Bota sufragou a sua “revolta” no interior da direcção distrital, a qual se decidiu pela coragem de pedir autorização para votar contra o OE.
Numa situação de impotência, em nada diferente de outras do passado, vem esta mascarada para consumo dos foliões algarvios. Este papel de Tarzan da tanga, funciona mais para dentro do partido, irritando a Dra. Manuela e o cavaquismo, do que revela bom senso e verdadeira defesa dos interesses dos algarvios.
A política de desprezo para com as expectativas da região, trespassaram todos os Governos da III República e nunca se viu determinação de gerações de políticos locais e dos continuadores Freitas, Botas e companhias. O último facto que está na memória, foi a condição de segundas vozes nos votos algarvios, retirando a força e a homogeneidade que a região deveria gerir na AR.
Muitos anos ao lado das políticas centralistas e de desconsideração para com o Algarve, aparando todos os golpes em silêncio, como podem ter crédito nas suas “censuras”? E porquê só agora, se nos últimos anos os investimentos têm vindo em queda e os de maior relevância, velhas promessas, como o Hospital Central e a EN 125, ainda estão enrolados e sem calendário.
O Algarve precisa de gente que o sirva e não dos que se servem. Até quando?

Luis Alexandre

Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

Faro, a cidade que morre quando o sol se põe


Orla Barry
Cai a noite, a Baixa da cidade de Faro tranca as portas. O centro histórico da capital algarvia está entregue ao abandono. “Uma cidade assombrada”, diz Jorge Gaspar, proprietário do Café do Coreto, situado junto à doca/marina. “Tenho licença para estar aberto até à meia-noite, mas fecho às 22h00.” “Para quê estar de porta aberta, se há noites que não vendo uma bica?” A falta de clientes no Inverno e a insegurança levam o dono do estabelecimento, com 16 empregados, a soltar um lamento: “Sinto um nó na garganta, a ver o que está a acontecer.” artigo completo aqui

Tenho muita pena que as pessoas e especialmente alguns (poucos) comerciantes pensem desta maneira tão radical, talvez por desconhecimento...A noite de Faro sempre foi referência no Algarve, está um bocado em baixo, mas pode e deve voltar a ser forte, entretanto, façam pequenas viagens, e vejam as situações tristes(desertas e perigosas) das baixas de Portimão, Albufeira e Loulé no Inverno, mudem o discurso e não joguem a toalha ao chão, estes são os primeiros a afundar a Cidade.
Só de cabeça sem consultas lembro-me de uma dúzia de casas em Faro, abertas todos os dias, para lá das 2 da manhã, que me desculpem os outros que não faço referência.

Colombus
Conselheiro
Cabana
Chessenta
Cofre
Upa Upa
tasquinha (Sê)
Arcos
Seu Café
Mactostas
Âncora Bar
Os Artistas

adf.

Pode juntar aí à sua lista:"D Café Bar", Rua Dr. Rodrigues Davim, nº 44... e nem sequer estamos na baixa!

Falta o Botabaixo, o BA caffe, o Alipapas a discoteca... todos estão abertos "quase diariamente"
anónimo

Falta o velhinho "largo da Madalena" com o Cruzeiro,Reticênciase "bakanas"
anónimo

Algarve convida-o para ver ALLGARVE'10



Allgarve 2010: Estreia com Amália Hoje

O concerto do colectivo português acontece a 20 de Fevereiro, no Centro de Congressos do Arade (Lagoa), e será apenas um dos momentos de abertura deste evento de experiências que marcam. Em palco, Sónia Tavares e Nuno Gonçalves, dos The Gift, Fernando Ribeiro, dos Moonspell, e Paulo Praça vão reinventar os fados de Amália Rodrigues com sonoridades pop, fazendo-se acompanhar do coro de vozes com quem gravaram o álbum de tripla platina «Amália Hoje», que liderou durante semanas as tabelas de vendas em Portugal com o single «Gaivota».

O concerto – que começará às 21h30 com bilhetes ao preço único de 10 euros – é apenas um dos momentos altos do programa da inauguração oficial.

Domingo, Fevereiro 07, 2010

O Algarve sempre em último!


Teatro Lethes
Não existem eventos programados para este espaço durante o mês de Fevereiro de 2010.

Salta à vista igualmente a diferença de investimento nas diferentes regiões: se Lisboa é a que mais absorve dinheiro para actividades culturais, o Norte é também claramente beneficiado quando comparamos com o pouco investimento que há no Sul. O Alentejo e o Algarve têm desde 2005 vindo a perder fundos para a cultura de forma acentuada, ao mesmo tempo que Lisboa e o Norte têm vindo a ganhar. mais aqui

Apontadores


Sábado, Fevereiro 06, 2010

atitude!

tendo passado o auge do desespero de uma situação desagradável, somos capazes de reconhecer a capacidade das instituições, neste caso da direcção da escola eb 2.3 dr. joaquim magalhães e da psp (escola segura) de faro, que agiram prontamente e que demonstraram uma atitude altamente responsável e competente perante a problemática.

fica a mensagem para todos os pais que alguma vez passam por situações de agressão nos vossos filhos: agem, não fiquem de braços cruzados, nunca. denunciem, apresentem queixa na escola (e na psp se assim entenderem) contra os agressores(têm esse direito), acreditem e confiem que existem apoios credíveis. mostrem aos vossos filhos que estão ao lado deles, e mostrem aos rufias que não existe medo. assim a coisa vai bem. nós só podemos agradecer.

Imogoverbalis

Diálogos na Cidade com Salvador Santos


"Salvador"
óleo s/linho 100x87cm
pintura de Nuno Lorena


Salvador Santos
Nasceu em Chaves em 1979. Editor do caderno de artes .S, do Postal do Algarve, veio para o Algarve aos 4 anos. Actualmente vive em Faro.

Como surgiu o .S?
Quando vim para a Universidade percebi que a realidade cultural no Algarve ganhava importância mas não era tratada na comunicação social com a especificidade que ela exige. Depois de algumas tentativas forjadas de criar um jornal de letras apresentei o projecto ao Henrique Dias Freire que o acolheu, como suplemento, no Postal.
O .S foi também a forma de me situar entre os artistas e os escritores.

Como vês a realidade cultural em Faro?
A saída de algumas pessoas para outros concelhos preocupa-me porque aqui a cultura vive muito da vontade e do esforço dos vários agentes e das associações sediados na cidade. Não há uma política cultural que lhes sirva de orientação. As sucessivas vereações têm-se limitado a gerir três equipamentos essenciais a Biblioteca, o Museu Municipal e o Teatro. É importante mas não basta. Importava criar condições para profissionalizar recursos humanos nas associações culturais e integrar as artes e as letras no modelo de desenvolvimento da cidade.

Qual é a tua opinião sobre a situação do Teatro Lethes?
Não me oponho à pretensão da ACTA, julgo apenas que a competência e os serviços prestados pela Companhia não devem tornar desnecessário a abertura de um concurso público.

Sei que estás a escrever um livro sobre Faro?
Sim, chama-se «por entre deus ausente» e trata da dimensão sexual de Faro. Sempre me meteu espécie a ausência de erotismo, entre outras coisas, na arte pública. Para veres uns seios de mulher tens de te deslocar, imagina, à Igreja do Carmo onde está a «Virgem com o Menino».
Sempre que perguntava a pessoas de cá sobre casos que permitissem definir um perfil erótico
da cidade contavam-me sempre a mesma história. A de um ilustre comerciante da baixa que, segundo dizem, ficou com umas lojas na rua de St. António como prémio por ter satisfeito as necessidades sexuais do patrão. De resto não tinham mais nada para contar. Comecei a pensar que havia qualquer coisa que não me queriam contar e é isso que ando a tentar descobri.

O que pensas da cidade?
Faro é uma aldeia de prédios altos. Sem relação de afecto com os seus habitantes. Nota-se descuido, distância, desprezo. Por vezes tenho a sensação que os farenses não têm mãos, os abraços é que imaginam as próprias mãos. Quando entenderam que era tempo de limpar a cidade, doutos e aristocratas que são, não se dignaram a curvar a espinha, dispensaram os solicitados imigrantes de leste e puseram o Macário a fazer o serviço.
O desordenamento urbanístico, a circulação rodoviária, a qualidade dos serviços públicos, as zonas verdes no perímetro urbano, a degradação do centro histórico (da Vila Adentro até S. Pedro), a frente marítima (tal como está) são aspectos que jogam em prejuízo da sua atractividade e da qualidade de vida da população.
A descaracterização da cidade é o exemplo máximo do seu provincianismo. A capitalidade é um conceito vazio, responde apenas à aspiração de grandeza, que serviu para colocar os destinos de Faro à mercê do interesse económico de quatro ou cinco pessoas.

Há soluções para dar volta à situação?
Quero acreditar que sim. Infelizmente não vejo a cidade com capacidade
para se pensar a si própria. Terá que recorrer aos discursos
emergentes da requalificação turística e das indústrias tecnológicas.
Ora para a actividade turística Faro apenas deu o chão para o
aeroporto. A universidade apenas lhe proporcionou a oportunidade de
explorar uma indústria de aluguer de quartos a estudantes.
Numa perspectiva nacional face à nossa dependência alimentar de
Espanha talvez não fosse má ideia que aqui se voltasse a olhar para a
campina de Faro.
Se quisermos ser um destino turístico é necessário requalificar a
cidade do ponto de vista patrimonial. Recuperar e trazer vida para a
zona histórica. Há um conjunto de edificações grande valor histórico
deitadas ao abandono na baixa de Faro.
O próprio comércio e a restauração têm que se adaptar às novas
realidades. O Bairro Alto é o exemplo de um comércio exigente e
contemporâneo alicerçado na moda, no designe, nos produtos de autor.
Como a cidade cresceu à sombra do aparelho do Estado e se especializou
no funcionalismo público, administrativo e até religioso ainda está
tudo por fazer se o caminho a seguir for o de explorar segmentos
específicos no mercado turístico.
No entanto, para mim, a urgência que eu noto em Faro é de outra ordem.
Se repararmos para a cidade vemos que a sua parte mais nobre está
voltada para a ria. Por regra numa casa comum a fachada principal
corresponde à entrada e a parte mais humilde às traseiras. Significa
isto que a relação que Faro criou com o resto do país foi a mesma que
a casa constrói com o seu quintal. A sua relação deu preferência ao
mar. É a quem chega do oceano que a cidade recebe com a sua melhor
arquitectura, a que ladeia o Jardim Manuel Bivar.
No meu entender a regeneração dessa vocação marítima é que pode tornar
Faro uma cidade do Mundo, cosmopolita e onde as vanguardas do
pensamento, do desenvolvimento social, político e económico possam
vingar.

entrevista realizada por Fernando Silva Grade

FURACÃO DESEMPREGO




A região do Algarve, a mais castigada pelas consequências da crise que abala a economia nacional, com destaque para a mais elevada percentagem de desemprego, está a ser varrida por dois factos distintos, com epicentros em Silves e Faro.

De uma assentada, se não houver uma intervenção concertada e de elevado sentido de responsabilidade das entidades públicas e privadas envolvidas, poderemos ver os números do desemprego acrescentados de 500 e 160 trabalhadores.

No concelho de Silves, sede da cooperativa ALICOOP e da sua associada ALISUPER, empresa que acumulou um passivo considerável e completamente alheio à responsabilidade dos trabalhadores, o conjunto das entidades credoras não se entendem quanto à recuperação da empresa.

Dizem os trabalhadores e o seu principal administrador, curiosamente presidente da Confederação do Comércio e responsável pelos resultados da má gestão, que a CGD, Banco público, não quer participar no financiamento do plano de recuperação apresentado por uma empresa especialista e em cujos honorários participou.

Tratando-se de um Banco do Estado e se a exequibilidade do plano não foi posta em causa, não vemos razão para se empurrarem 500 pessoas e famílias para a responsabilidade pública, noutra disciplina e noutro Ministério.

Em Faro, o caso tem contornos diferentes, porque se trata de uma entidade pública, a Câmara Municipal.

A entrada de um novo presidente, velha raposa das questões públicas, que concorreu no conhecimento do lastimável estado das finanças e que em momento nenhum se referiu a despedimentos de funcionários, resolveu encetar a recuperação começando pelas pessoas.

Cento e sessenta funcionários a termo certo, num momento de grandes aflições sociais, estão sob a ameaça de saída dos seus lugares de sustento.

Nem o argumento repetido do aumento de efectivos por clientelismo, que não se resume a Faro, justifica a intenção e o momento escolhido para reorganizar os serviços camarários, pondo as razões economicistas acima das necessidades destas pessoas.

É inaceitável, que um presidente de Câmara parta para uma solução desta natureza e tenha criado o alarme social, sem ter esgotado todas as possibilidades de salvaguardar os postos de trabalho.

Tendo sido anunciado no Algarve, um plano nacional de apoio ao emprego, os responsáveis políticos da região e o presidente da Câmara de Faro, têm a responsabilidade de encontrarem as soluções adequadas que garantam o emprego e a dignidade dos trabalhadores em causa.


Luis Alexandre

Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010

primeira tentativa para acalmar as hostes. Os restantes andam preocupados com o bailinho da Madeira!


actualizado às 14:15
Aprovadas alterações à Lei das Finanças Regionais

Concurso de Fotografia “Biodiversidade e Sociedade” 2010


A Natura Escolas lança a 2ª edição do concurso de fotografia com o tema “Biodiversidade e Sociedade”.

Foi escolhido o dia 2 de Fevereiro – Dia Mundial das Zonas Húmidas – como data oficial para lançamento do concurso.

Os candidatos poderão enviar as suas fotos até ao dia 18 de Junho - final do ano lectivo.

Este concurso tem como objectivo sensibilizar os jovens e comunidade escolar para a importância da biodiversidade nos ecossistemas e importância da conservação desses mesmos ecossistemas perante a ameaça do Homem e suas actividades.

Todos os alunos do 2º ciclo ao ensino secundário, de todas as escolas do Algarve podem concorrer com um máximo de 2 fotografias. Estas devem obedecer às regras presentes no regulamento.

As 12 melhores fotos serão parte de uma exposição fotográfica no Ria Shopping e os vencedores terão direito a um passeio de barco no Parque Natural da Ria Formosa.

O regulamento do concurso encontra-se disponível em http://escolanatura.wordpress.com

Qual Madeira! Qual Crespo!



Investidores fogem de Lisboa ao ritmo de 3 milhões por minuto.

O 'sell off' dos últimos três dias retirou 4,78 mil milhões de euros ao índice PSI 20. O valor cobre, folgadamente, o custo de construção do novo aeroporto internacional de Lisboa.

Os investidores estão a sair de Lisboa à velocidade estonteante de três milhões de euros por cada minuto de negociação. Foi assim quarta-feira, foi assim ontem e hoje, tudo indica, não será diferente.
mais aqui

Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

Casas devolutas na baixa de Faro preocupam moradores e autoridades


ruina em Faro na R.Infante D.Henrique

A Proteção Civil de Faro foi alertada por moradores para o risco de algumas casas devolutas da Baixa da capital algarvia poderem ser alvo de derrocadas, após as chuvas e ventos registadas este inverno.

O comandante da Proteção Civil Municipal de Faro, Vítor Afonso, disse hoje à Lusa que algumas pessoas comunicaram na quarta-feira àquele organismo a existência de possível perigo nas ruas Almeida Garrett e José Estêvão e Travessa da Madalena, devido a várias casas estarem devolutas, ao que ficou decidido colocar sinalização junto aos passeios para avisar os transeuntes.

Catarina Primitivo vive na Rua Almeida Garrett e tem uma casa contígua a uma habitação prestes a ruir e que foi balizada pela Proteção civil.

A moradora adiantou hoje à Lusa que está preocupada com a iminente falha de eletricidade e do risco de assaltos pelo quintal, admitindo escrever uma missiva ao presidente de Câmara de Faro, Macário Correia, a pedir que a autarquia tome providências.

"Alguém tem de tomar uma atitude, pois temos os fios de eletricidade e da TV Cabo ligada à parede da casa em risco de ruir. A casa está por um fio e se eu ficar sem luz, as autoridades têm de resolver a situação, pois tenho comida que pode estragar-se", argumenta a moradora Catarina Primitivo, lembrando que ficará também sem telefone.

A Rua Almeida Garrett fica em plena baixa de Faro e no espaço de 300 metros a Lusa constatou que existem pelos menos seis casas devolutas a conviver ao lado de casas habitadas por famílias e de espaços comerciais.

A Proteção Civil Municipal refere que não pode fazer mais nada do que balizar as casas devolutas.

O presidente da Câmara de Faro declarou à Lusa que a quantidade de casas devolutas em Faro é uma "situação preocupante" e referiu que ainda este ano vai ser criada uma sociedade municipal com o objetivo de recuperar os quarteirões mais antigos da cidade.

(Agência Lusa)

O ORÇAMENTO DE ESTADO DA NOSSA SALVAÇÃO

O país assiste com atenção e medo, a mais uma manobra política de base consensual, o OE, que pretende substituir os sentimentos de crise, pela ansiedade da sua suposta solução.
Os políticos da nossa praça, em estado de “inocência política e intelectual”, os mesmos que em 2008 viviam no “desconhecimento” do que se passava nas profundezas do sistema financeiro, desdobram-se em negociações, acordos sem concordar e conferências para encontrarem a paz política e as referências para o convencimento da população.
Depois de um Orçamento estrategicamente montado em 2009, segredado pelos burocratas europeus e apelidado de combate à crise e incentivos à economia, com a clara intenção de evitar o descrédito no sistema e nas suas instituições, os seguintes, farão forçosamente a cobrança.
O Orçamento de 2009 cumpriu o papel essencial de financiar aqueles sectores vitais de penetração e sustentação do poder do grande capital especulador, o mesmo que chantageia por todas as formas o actual momento de decisão, pressionando a estratégia do Governo, que faz uma leitura de que, para 2010, não estão reunidas as condições para levar a recuperação tão a fundo, como é exigido.
A chamada desilusão dos mercados internacionais e dos seus agentes de rating, com intromissão descarada e consentida nos assuntos internos do país, são parte da estratégia de preparação de eventuais medidas extraordinárias e da inevitável sobrecarga das que nos esperam até 2013.
Por outro lado, estes agentes de rating, subsidiários do capital especulador, que não dizem que não se deve emprestar dinheiro a Portugal, ganham a vantagem de fazerem lucrar os seus patrões, elevando os custos do serviço da dívida.
Na análise fria do estado do país, o que se manifesta uma evidência, é a desestruturação e dependência da nossa economia, incapaz de resistir às tempestades de saturação dos mercados e consequente “desaparecimento” do dinheiro.
É escusado falar dos ideais europeus, da construção europeia, que no fundo vamos percebendo, consistiam em fazer de Portugal um espaço de consumo, de preferência importado e dividido entre uma franja que trabalha barato e, outra, que se dedica a receber bem.
Quando as depressões sobrevêm e a racionalização passa a palavra de ordem, o sofrimento abate-se sobre os países que já foram “bons exemplos de crescimento”. Florescia o investimento estrangeiro, no aproveitamento dos fundos comunitários e outras mordomias, que desaparecem à primeira oportunidade. Os países da faixa mediterrânica e a Irlanda, historicamente mais débeis, foram e serão os mais afectados e usados.
Ao Portugal engodado, dizem-lhe que falhou. Os velhos amigos, o FMI, os Bancos Mundial e Europeu e outros algozes, estão de volta para castigar o mau aluno.
O OE e os políticos que o fabricam, em obediência a outros interesses que não os nossos, voltam a punir o país, paralisam o investimento, envelhecem as estruturas, abandonam o tecido produtivo de base nacional e exportador, sobem impostos, minguam ainda mais o poder de compra e a qualidade de vida e falam de projectos colossais, cuja incorporação de tecnologias e serviços nacionais são mínimos, provocando uma hemorragia de dinheiros emprestados que voltam para as mãos dos credores com grande valor acrescentado.
Nestes dias, o povo português assiste indefeso e inocente, a um conjunto de encenações para mais um filme de terror que lhe caberá pagar.
O Algarve, como parte do país adiado e com as suas estruturas servilistas, não poderia esperar outra atitude de Lisboa, quanto ao pouco peso que tem no OE. Custa muito a perceber?
Quanto ao “protesto” do PSD regional… será que o primeiro dos deputados também vai votar contra?

Luis Alexandre

Mais aventuras!



Credores não chegaram a acordo quanto à recuperação dos supermercados Alisuper

ALPINISTAS DA AMEA NA SERRA NEVADA


O alpinista farense Luís Nadkarni, vai integrar a cordada da AMEA (Associação de Montanhismo e Escalada do Algarve) numa expedição de alpinismo que decorrerá na Serra Nevada em Espanha, nos próximos dias 13,14,15 e 16 de Fevereiro.
O objectivo, se as condições meteorológicas o permitirem, será escalar vários picos neste maciço montanhoso, incluindo o mítico Mulhacén com 3482 m de altitude.
Para mais informações sobre esta expedição http://www.amea.pt/

Luís Nadkarni é patrocinado pela Óptica Graça

DÊ ASAS AO SEU AMOR



Venho desta forma apresentar ao blog para divulgação, a exposição dos 50 anos do Aeroclube de Faro que terá lugar no Fórum Algarve já a partir do próximo sábado e até ao dia 14 do corrente mês.
Desde que a sede do Aerocluble saiu do centro de Faro e foi para as Gambelas, o Aeroclube saiu das vistas de muitos. Todavia, continua a trabalhar em prol da divulgação da aviação, da formação de pilotos e desenvolvimento de pilotos na cidade e na região. Esta exposição foi concebida para trazer de novo o Aeroclube para junto das gentes da cidade e da região.

Esta exposição será um momento previligiado para os Farenses e outros visitantes tomarem contacto com as actividades desta instituição da nossa cidade, que há meio século opera desde o aeroporto internacional de Faro (começou ainda nesse espaço ainda o aeroporto não existia).
Já foram formados centenas de pilotos pela sua escola e há uma grande variedade de actividades que convém divulgar. Uma história rica que muitos desconhecem !!
Aqui fica desde já o convite para uma visita ao stand. Venham conhecer o mundo da aviação, e quem sabe talvez consigamos que mais alguns farenses se tornem entusiastas da aviação.
Cumprimentos,

João Currito

Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010

Professor do Conservatório do Algarve é o Único Português Seleccionado para Programa Europeu

O professor e director pedagógico do Conservatório Regional do Algarve Maria Campina (CRAMC), Nuno Rodrigues, foi seleccionado para integrar o programa Grundtvig, que se consubstancia por ser uma iniciativa que pretende estimular a formação de profissionais em contexto europeu.
Através do Grundtvig, Nuno Rodrigues, beneficiará de duas bolsas de estudo, onde alguns dos objectivos primordiais são melhorar a qualidade e reforçar a dimensão europeia da educação de adultos, através da promoção de diversos tipos de actividades de cooperação a nível europeu, dirigindo-se às necessidades de ensino e de aprendizagem dos intervenientes em todas as formas de educação de adultos, quer esta seja formal, não formal ou informal, bem como às dos estabelecimentos e organizações que oferecem ou promovem essa educação.
O professor Nuno Rodrigues, o único seleccionado português, estará presente em Malta, entre 15 a 21 de Março do presente ano, para uma formação na área do Folclore e nas Tradições Mediterrânicas, e ainda em Estrasburgo, entre 17 a 24 de Abril, desta feita para uma formação na área da Percussão e das Pedagogias associadas.
Os interessados em obter mais informações poderão contactar o CRAMC através dos telefones 289 870 490 e 96 95 30 263 ou pelo Fax 289 872 286, pelo endereço de correio electrónico cramc@mail.telepac.pt ou ainda no próprio local, sito na Avenida Dr. Júlio Filipe Almeida Carrapato, nº 93 em Faro, entre as 09 e as 12 horas e as 14 e as 19 horas.

Apontadores


fotografia de Catarina

Atenas lembra que Portugal tem os mesmos problemas orçamentais
Grécia compara-se a Portugal e pede solução global


O comissário dos Assuntos Económicos europeus, Joaquin Almunia, afirmou hoje que as necessidades de financiamento externo da Grécia e de Portugal são grandes.

Autoeuropa suspende produção do Sharan

O rosto e as máscaras

Prazo para entregar comprovativo de primeira habitação na Ria Formosa será dilatado

Funcionários do Farense demitem-se em bloco devido a salários em atraso

Las consecuencias de la crisis
La deuda pública de España alcanzará un récord del 74,3% del PIB en 2012
El Gobierno espera que el paro baje al 15,5% en 2013. -El déficit será del 9,8% este año, del 7,5% en 2011 y del 5,3% en 2012, según el programa de estabilidad. -La presión fiscal cayó al 30,4% en 2009

ÍNDICE DO SITUACIONISMO (114): O ATAQUE ÀS AGÊNCIAS DE RATING

Big Brother.

Mais números!

"... Prosseguindo, as rubricas na Programação Financeira Plurianual continuam animadoras para LVT: mesmo falhando o financiamento comunitário, enquanto a gestão permanece na cidade das 7 colinas não há falta de dinheiro: há que compensar a região pela visão injusta de Bruxelas. Sumarizando nos valores totais com programas de 1998 até 2012, incidindo em instalações, apetrechamento ou conservação e remodelação do parque escolar, chegamos aos seguintes valores:

Norte: 49 877 551 €
Centro: 157 801 763 €
LVT: 187 123 240 €
Alentejo: 49 437 249 €
Algarve: 9 718 613 €

São os dados concretos para o período acumulado de todo o esforço financeiro.`

é preciso fazer contas ou chega assim?

ESTOI, AQUI AO LADO…

O lado bucólico do concelho da capital, tem um nome de aldeia –Estoi-, plantada para lá da fértil campina, onde acabam os escorrimentos montanhosos da serra do Caldeirão.
Esta aldeia histórica, tem marcas de vida própria, na frescura da sua vida através dos séculos.
Entre as marcas, o centenário mercado tradicional, de periodicidade mensal, é uma referência da tradição e cultura popular do concelho de Faro.
De todos quanto se realizam na região, é sem dúvida um dos mais agitados e coloridos, cujo burburinho e tipicidade, criaram fama que arrasta milhares de visitantes, entre nacionais e estrangeiros.
A aldeia de Estoi, de grande valor patrimonial, exibe um casario de combinação entre o senhorial e o rústico, numa organização e disposição harmoniosas, que a definem como um local de considerável interesse turístico.
O mercado é o seu maior acontecimento e o Palácio de Estoi, o seu principal monumento. A primorosa recuperação do Palácio, pôs Estoi nos roteiros do turismo de qualidade e o esquecido espaço de realização do mercado precisa de ser infra-estruturado, com recurso às opiniões de técnicos e historiadores que construam uma imagem de cruzamento da tradição com a funcionalidade.
A aldeia de Estoi é uma preciosidade esquecida do concelho, com elevado potencial de desenvolvimento. Fazer da aldeia apenas um dormitório é um erro, devendo esta ser alvo de um plano específico para o crescimento sustentado. Nada pode ser deixado ao acaso, para que a gula dos especuladores não a esmaguem com o seu mau gosto e pura procura de lucro.
Os ares dos campos e o sossego em redor da aldeia, são mais-valias que podem ser usadas em projectos de saúde e alojamento de pequena dimensão, para não lhe perturbar a calma e boçalidade. O segredo está na preservação.
Esta nota, que julgo não trazer nada de novo sobre a visão de pessoas com outra responsabilidade, pretende prestar uma homenagem ao que de bom possuímos e provocar a forma distraída como a deixamos a vegetar, num olhar distante sobre a cidade.

Luis Alexandre

Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

A Excelência da Gestão Autárquica. Será ela possível ?

Sempre tenho defendido que a gestão autárquica é, em termos políticos, substancialmente diferente das demais formas de gestão governativa.
Trata-se de uma governação peculiar, muito específica, que difere substancialmente da que se reporta à de uma qualquer super estrutura política.
Com efeito, e por exemplo, o governo de uma autarquia difere, em muito, como sabemos, do governo de uma nação.
São, de facto, realidades muito diferentes, desde logo porque os seus objectivos, os fins que prosseguem, têm contornos e características perfeitamente distintos.
Mas também porque na gestão autárquica se vive, como em nenhum outro tipo de governação, uma íntima relação de proximidade com o eleitorado.
Os autarcas residem, trabalham e interagem na sua freguesia, no seu concelho, mantendo um contacto diário, e permanente, com os respectivos habitantes.
Têm, portanto, a possibilidade, e a responsabilidade, de auscultar permanentemente a vontade daqueles com quem se comprometeram.
Têm, assim, a obrigação de procurar conhecer, permanentemente, as suas necessidades e os seus anseios, bem como o seu grau de satisfação quanto à forma como decorre a gestão do que a todos pertence.
Por esse facto, uma das condições fundamentais para a boa gestão de uma autarquia, decorre do efectivo exercício dessa relação de proximidade, entre eleitos e eleitores.
Os autarcas terão que escutar atentamente os habitantes da sua freguesia, do seu concelho, dando substracto a uma relação, que tanto mais se fortalecerá, quanto mais íntima se tornar.
Os habitantes das autarquias têm hoje a noção, infelizmente em muitos casos, correcta e real, da sua “utilização” funcional e instrumental, por parte do poder político.
Com efeito, o eleitorado dá-se muitas vezes conta do flagrante contraste entre o modo “interesseiro” como é “utilizado” antes do sufrágio e o “total esquecimento” a que é votado, após o exercício da sua prestação, ou seja, o exercício do Voto.
Governar uma freguesia, um concelho, vivendo paredes-meias com o eleitorado, permitirá aos autarcas não se distanciarem nunca do real conhecimento das necessidades dos seus eleitores.
Essa vivência íntima, esse auscultar permanente, é, em minha opinião, a primeira das regras de ouro, que conduzirão ao sucesso da governação de uma freguesia, e de um concelho.
Quantas vezes, analisando graficamente o percurso de quatro anos, relativo ao exercício de uma governação, vemos como é grande a amplitude entre os pontos de partida e de chegada, no que toca à intimidade e empatia com o eleitorado.
Esses pontos, plenamente coincidentes no momento da eleição, estão muitas vezes, findos os mandatos, de tal forma distanciados, que é abissal a distância entre eleitos e eleitorado.
A relação entre ambos, que deveria ter sido de grande intimidade, redunda muitas vezes no divórcio absoluto, numa separação sem retorno.
É, pois, de suprema necessidade, para que haja plena eficácia na gestão governativa de uma freguesia, ou de um concelho, que os autarcas eleitos conheçam, permanentemente, a vontade dos seus habitantes.
Exactamente porque por eles foram eleitos, deverão estar em permanente sintonia com a sua vontade, afim de darem solução aos seus problemas locais e regionais.
A segunda regra de ouro, decorre necessariamente da primeira. É um seu corolário.
Os autarcas não pouparão esforços, no que se refere à qualidade do seu trabalho.
Sentir-se-ão honrados pela confiança que neles depositaram os eleitores e tudo farão para não os desiludir.
Procurarão levar a bom porto a defesa dos interesses dos habitantes da sua freguesia, e do seu concelho.
É um trabalho aturado, de contínuo estudo, na procura das melhores soluções, com a consciência de que elas conduzirão aos melhores resultados.
Apenas uma preocupação os norteará sempre:
-Contribuir, por todos os meios ao seu alcance, para o bem-estar da sua freguesia, do seu concelho, dos seus habitantes.
E, para obterem tal resultado, trabalharão com afinco em prol da comunidade, esquecendo, muitas vezes, divergências ideológicas e partidárias, sempre que verificarem que elas os afastam das melhores soluções para a comunidade.
Erraremos muitas vezes, decerto, porque errar é humano.
Mas não erraremos por falta de estudo, por falta de trabalho ou por falta de dedicação à coisa pública.
O nosso lema, o nosso dever, é gastarmo-nos pela nossa terra, ao seu serviço, e ao serviço dos seus habitantes.
Trabalhar pela nossa freguesia, pelo nosso concelho, com gosto e com amor pelos seus habitantes, dar-nos-á a generosidade necessária ao bom entendimento, no âmbito da discussão das diferentes opiniões e pontos de vista, que, felizmente, estarão sempre presentes, quando se procura, de forma saudável, o bem da comunidade.
Esta é, pois, a segunda regra de ouro da gestão autárquica: Dedicarmo-nos totalmente aos outros, realizando um trabalho competente, conducente à solução das suas necessidades, e, consequentemente, à sua felicidade.
Por último, e não menos importantes, temos a terceira e a quarta regras, que andam associadas, e que são tão importantes como as duas primeiras: A humildade e a honestidade intelectual.
A consciência de que não sabemos tudo, de que não possuímos todos os conhecimentos, de que não somos donos da verdade e de que não temos, muitas vezes, a razão do nosso lado, é fundamental para uma correcta gestão autárquica.
Nada melhor, para nos conduzir inevitavelmente ao fracasso, do que termos a ideia de que somos omniscientes, de que sabemos tudo, de que podemos dispensar as opiniões dos que estão à nossa volta.
Não nos esqueçamos nunca de que convivemos diariamente com pessoas de grande qualidade intelectual, que estão dispostas a trabalhar em prol da sua freguesia, do seu concelho.
Pessoas que nos ajudam a pensar e a decidir, e que estão apostadas na constante melhoria da governação autárquica, com vista a uma maior satisfação das necessidades das populações.
Pertencem, felizmente, às mais diversas correntes de opinião.
Vivem, felizmente, os mais diversos ideais.
A sua colaboração, traduzida em ensaios, tertúlias e artigos de opinião, é importantíssima, imprescindível mesmo, para uma constante correcção de rota, no que concerne à governação das autarquias.
É possível a melhoria da gestão autárquica, a optimização dos seus recursos, da sua funcionalidade e dos seus resultados?
Claro que sim, claro que é possível.
Não percamos nunca de vista os interesses dos eleitores, razão da nossa existência como autarcas, com quem devemos viver uma íntima relação de proximidade.
Esforcemo-nos sempre, de forma competente, humilde e honesta para, efectivamente, conseguirmos a melhor administração possível, para a nossa freguesia, para o nosso concelho.
A Excelência da Gestão Autárquica está, efectivamente, ao nosso alcance.
Assim nós o queiramos.

Jorge Leitão

A BATATA QUENTE


actualizado dia 2/2/2010 às 22:30
Base do elevador da Praia do Peneco tem buraco aberto pelo vento e mar, mais aqui
Outro azar, este mais ou menos previsível.



Albufeira - Cheias de 2008


A grande oportunidade perdida de operar transformações de fundo no centro de Albufeira, que dá pelo nome de Programa Polis/Governo PS/Câmara, ainda se arrasta nos gabinetes, em completo desespero de causa, quanto à entrega das obras.

O lançamento deste Programa foi feito por José Sócrates, na qualidade de ministro do Ambiente, que não se coibiu de exaltar a enorme capacidade do investimento na mudança e valorização da imagem da cidade de Albufeira.

No entusiasmo do discurso, de entre todos os projectos, elegeu a construção do Parque Verde de Valmangude o de maior relevância, porque, para além da fruição do primeiro espaço verde digno desse nome, seria erguido um centro de monitorização ambiental, para a educação das futuras gerações. Só ficou a promessa.

O Programa Polis resultou de uma parceria entre o Estado e a Câmara Municipal, com lugares no Conselho de Administração e pertencendo-lhes a responsabilidade política, sendo o planeamento e controlo técnico entregue à Parque-Expo.

O Programa começou tarde e prolongou-se para além do tempo estimado, tendo o seu Conselho de Administração terminado funções em fins de 2007 mas, a Comissão Administrativa criada ainda lançou obras de recurso, para além do programado e apenas para corrigir as decisões inadequadas quanto à exiguidade das tubagens, responsáveis pelas várias inundações ocorridas posteriormente.

Todas as iniciativas decorreram com sobressaltos, não acabando nenhuma nos prazos estabelecidos. As opções estéticas feriram os sentimentos da população, pela forma abusiva como descaracterizaram traços históricos, pela inadequação de materiais, pelos transtornos causados pelos atrasos e pela má qualidade das execuções.

Caminhando pelo perímetro do conjunto do Programa, são visíveis as anomalias que representam o malbaratar dos dinheiros públicos e a necessidade de voltar a intervir. A entrega das obras para a posse da Câmara, conforme o que está contratualizado, pressupõe o seu fim e bom estado.

E aqui reside o problema actual, que pela gravidade das contradições instaladas, está a ser gerido fora das atenções da população. De um lado, o Polis e o presidente da Câmara, interessados em se desembaraçarem do peso e, do outro, a desconfiança dos técnicos camarários, conhecedores das irregularidades e sobre quem impendem as responsabilidades das decisões finais.

Esta grande operação de cosmética, cuja estética e resultados práticos são uma desilusão, teve uma previsão de 47,5 milhões de euros, foi reconhecido há meses ter ultrapassado os 60, desconhecendo-se os números reais das derrapagens.

O que facilmente se pode constatar, é o embaraço que este Programa continua a produzir, ao ponto de nenhum dos partidos e individualidades o terem usado na propaganda eleitoral, no lote das suas habituais façanhas.

O facto de, no futuro, haver lugar a vultuosos investimentos para reposição de muitas patologias ou outras intervenções adicionais e inevitáveis, que implicarão muitos recursos financeiros, não é de todo justo que a autarquia fique com essa carga, devendo o Governo da República participar na sua proporção de responsabilidade.

Também a má gestão do Programa e as suas envolventes técnicas e financeiras, deveriam ser alvo de rigorosa investigação das entidades competentes, onde destacamos o Ministério Público de Albufeira. A população e a transparência agradecem.

FORUM ALBUFEIRA


Obras do Polis - Baixa de Albufeira 2006


Dezembro 2009

Juca & Zeca

Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010

Algarve - Alguns números do OE 2010


ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DE LISBOA E VALE DO TEJO,IP - 1.420.014.556 €
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO ALENTEJO,IP - 215.323.140 €
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO ALGARVE,IP - 165.824.876 €
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO CENTRO,IP - 724.496.005 €
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO NORTE,IP - 1.354.310.536 €

Habitantes (INE):
LVT : 2.819.433
Norte: 3.745.439
Centro: 2.383.284
Alentejo: 757.069
Algarve: 430.084

é preciso fazer contas ou chega assim ?

mais esta:
"... A cadeia de supermercados Alisuper, no Algarve, reivindicou ontem a "intervenção política" do Governo para que a Caixa Geral de Depósitos ( CGD) e o Banco Privado Português (BPN) deixem de "boicotar" o plano de recuperação da empresa, com 480 postos de trabalho directos..." resto aqui


Mais números:

Segundo o deputado Mendes Bota, este OE é uma "afronta à região do Algarve" e as verbas do PIDDAC destinadas ao Algarve são "as mais baixas desde a revolução de 25 e Abril.

"O Algarve representa 4,1% da população residente e 4,2% do Produto Interno Bruto nacional, mas neste PIDDAC fica reduzido a 1,87% do montante total do investimento do Estado", observou o social democrata, referindo que parte dos 52,9 milhões de euros para a região são para "pagamento de faturas em atraso de obras já feitas". mais aqui


"O investimento público está também concentrado em Lisboa. Nos próximos 10 anos teremos 35 por cento desse investimento, 8.215.000.000 de euros, mais de oito mil milhões de euros, concentrados em Lisboa, onde estão apenas 22 por cento da população portuguesa.
O Porto tem 18 por cento da população e só vai receber 6 por cento do investimento. Braga tem 8 por cento da população e só vai receber 5 por cento do investimento. O Algarve tem 4 por cento da população portuguesa e só vai receber 2 por cento do investimento, 396.000.000 de euros, quase quatrocentos milhões de euros."
Sérgio Martins - Revista Algarve Mais - Edição de Agosto de 2009

"Portugal é dos países mais centralistas da União Europeia, senão mesmo o mais centralista. Os dados do Eurostat, OCDE ou FMI concluem que Portugal apresenta um grau de centralismo na ordem dos 90 por cento e de descentralização na ordem dos 10 por cento. Pelo contrário, a descentralização é da ordem dos 25 por cento na Irlanda, 45 por cento na Dinamarca, 40 por cento em Espanha, 35 por cento na Finlândia, 25 por cento na Estónia, 35 por cento na Itália e 30 por cento na Letónia.

A regionalização é uma opção administrativa largamente predominante na União Europeia, complementar numa necessária teia administrativa com o poder central e o poder local, mesmo em mais países e em regiões semelhantes ou mais pequenos que Portugal e as nossas regiões.
As autarquias locais não têm dimensão, nem vocação para solucionar questões que são supra-municipais e até regionais - questões de estratégia regional económica, educativa, etc.. O governo central está demasiado longe. É necessário um poder regional entre as autarquias locais e o governo central."
Sérgio Martins - Revista Algarve Mais - Edição de Novembro de 2009


Sou pela Regionalização, pelo crescimento do Algarve e todas essas coisas, mas há uma coisa que não percebo face aos números apresentados e à respectiva argumentação (pouca ou nenhuma), passo a dizer:
Nos números apresentados existe uma consistência entre o nº de habitantes e a verba afectada (excepção à Reg Norte), pondo o quadro de outra forma:

Região / População / Verba

LVT / 2.819.433 / 1.420.014..
Norte / 3.745.439 / 1.354.310..
Centro / 2.383.284 / 724.496..
Alentejo / 757.069 / 215.323..
Algarve / 430.084 / 165.824..

Ou seja parece-me que a argumentação deverá ir mais no sentido de justificar os gastos e necessidade de resposta sazonal das estruturas de saúde (entre outras) do que dizer , armados em "calimeros", que recebemos menos do que os outros, pois assim facilmente nos respondem que também somos menos que os outros.
A riqueza gerada e o caracter específico das variações populacionais anuais, são questões, a meu ver, de maior peso do que comparar números que dificilmente podem ser postos na mesma base.

anónimo

Farense



Aproveito para comunicar que morreu Joaquim Vinhas (em cima 3º da esqª para a dirtª))
antiga glória do Basquetebol do Farense.
O corpo encontra-se na Igreja de S.Luís.
Morreu um grande desportista e um grande farense. Condolências à famila.

Assinalar também o falecimento de Heitor Carlos Garrido Madeira Fragoso
Contava 69 anos e encontrava-se radicado em Faro há mais de 40 anos.
Exerceu durante muito tempo cargos de relevância na banca – Banco Fonsecas e Burnay – de onde saiu como sub-gerente.
Exercia actualmente a profissão de Solicitador.
Foi também dirigente associativo, tendo integrado os corpos gerentes da Associação de Futebol do Algarve, e, actualmente do Sporting Clube Farense onde, na sua área, vinha a fazer trabalho de grande destaque e importância para o clube.

Juv. Évora 1 - 2 Farense

Os meus amigos menos atentos que me desculpem a minudência: o clube do meu coração foi hoje ganhar “em casa” do primeiro classificado. Não sei mais nada acerca do jogo pois não há relatos acerca de jogos do campeonato da 3ª divisão. Assim como não há notícias, quanto mais relatos, acerca de um sem número de acontecimentos verdadeiramente importantes para cada um de nós. É preciso aprender a viver com a nossa própria ignorância, a ignorância dos outros e a do mundo, assumindo-a como um desafio na descoberta da sua imensa virtualidade. Uma coisa é certa. Se não erro o Farense pode vencer os jogos todos que, se não pagar as dívidas, não sobe de divisão. As dívidas do Farense são uma miséria comparadas com o valor de aquisição, por “clube grande”, de um jogador banal que todos os dias se compra e logo se despacha de empréstimo desde a abertura ao fecho do “mercado”. Será que os chamados clubes grandes já se libertaram de todas as dívidas?

Eduardo Graça

Associação Oncológica do Algarve - Presente e Futuro!


Dr. José A.F. Santos Pereira Presidente e a Dra. Maria José G.P.M Nicolau
Sec. do Conselho de Admistração da
AOA

1 - O que é a AOA?

A Associação Oncológica do Algarve (AOA) é uma IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social), considerada de utilidade pública, sem fins lucrativos, de luta contra o cancro, única na região algarvia. Há mais de 15 anos que promove todas as diligências necessárias à não exclusão social do doente oncológico da comunidade.
Financeiramente é apoiada pelos sócios que, neste momento já ascendem a 4600, por donativos e candidaturas. Podem ser sócios pessoas singulares ou colectivas, nacionais ou estrangeiras.
A nossa equipa é constituída essencialmente por voluntários, que tanto pintam uma parede como dão consultas, conforme as "habilidades" de cada um. Contratados, temos uma equipa de médicos e técnicos radiologistas para o rastreio do cancro de mama, uma administrativa e dois psicólogos, que tudo tentam fazer para apoiar o doente oncológico, particularmente em ambulatório.

2 - A AOA é a unica entidade no Algarve neste momento com capacidades de fazer tratamento de radioterapia a doentes. Que doentes é que assistem e em que moldes?
A Unidade de Radioterapia do Algarve (URA), resultou de um trabalho àrduo da AOA, com o apoio financeiro dos seus sócios, de todas as Câmaras Municipais do distrito e seus munícipes, não esquecendo o precioso apoio da comunidade estrangeira residente. Sem esta ajuda não teríamos condições de concorrer ao Interreg, programa de incentivos europeus inter-regiões (FEDER), que nos financiou cerca de 50% do investimento.
Após ter sido possível a construção deste sonho, foi preciso encontrar quem tivesse tecnologia e conhecimento para efectuar os tratamentos de radioterapia com qualidade. Para nós não bastava simplesmente ter uma Unidade de Radioterapia, evitando a inconveniente e cansativa deslocação dos doentes a Lisboa, mas facultar um bom serviço, o que, com orgulho, podemos afirmar que acontece!
Esta foi a 1ª unidade a sul do Tejo - inaugurámos em 2006 - servindo, para além do Algarve, também uma larga faixa do Alentejo.

3 - Este tratamento, que é disponibilizado pela AOA (que sublinhe-se é uma Associação), assiste os doentes provenientes do Hospital de Faro, certo? Ou seja a Associação parece ter meios que o Hospital não tem!
Efectivamente a AOA criou esta valência no sentido de suprir uma falta, no nosso entender, muito séria para com a população. A sua implementação vem, podemos dizê-lo, corrigir uma injustiça social.
Ali são atendidos todos os doentes que sejam encaminhados pelo Serviço Nacional de Saúde, após terem sido vistos por uma equipa multidisciplinar. Apesar de recente, sente-se a necessidade de proceder já ao alargamento deste serviço, estando a AOA em condições de fazê-lo. Faltam agora as devidas "vontades" que o permitam. É sabido que, para a população do Algarve, segundo racios europeus, é justificativo este alargamento.

4 - No que respeita à recente manifestação de intenção do governo em encerrar todas as unidades de tratamento que tenham um nº de doentes inferior a 250, o que pensa a AOA desta medida?
No que respeita à criação de uma rede de referenciação oncológica, entendemos que a mesma deverá ser encarada como necessária. No entanto, deverá cumprir com qualidade nos serviços prestados, ter uma distribuição de serviços equilibrada e, acima de tudo, respeitar o ser humano, não sendo a sua implementação apenas baseada numa mera operação matemática/financeira.


5 - Então, é legítimo pensar que se essa medida for para a frente, o trabalho da AOA (que nasceu do voluntariado, do filantropismo e da já conhecida "carolice") encerra por ordem duma entidade que deveria de ter disponibilizado esse mesmo serviço através do Serviço Nacional de Saúde. Ou existe a hipótese de continuarem a disponibilizar a radioterapia já que não dependem institucionalmente desse serviço?
Não acreditamos que a URA possa vir a ser encerrada, porque apoia os serviços de oncologia do Hospital Central de Faro, do Hospital do Barlavento, entre outros. Além disso, é bom não esquecer que continuamos muito distantes do local mais próximo que presta este tipo de tratamento. Após esta conquista, não acreditamos que, embora estruturalmente pacífica, a população algarvia permitisse o encerramento desta unidade.


6- Que projectos é que a AOA tem para o futuro?
Os projectos são muitos, mas procuramos priorizar as necessidades. Neste momento temos trabalhado na angariação de fundos que permitam construir uma residência temporária para os doentes que se deslocam de todo o Algarve e Alentejo a Faro, para receber os tratamentos de radioterapia. Nesse espaço, a que iremos chamar "Casa Flôr das Dunas", pretendemos que, para além de facultar alojamento, seja um espaço de bem estar, onde terapias complementares facilitem a cura e a melhoria da qualidade de vida do doente oncológico.
Para tal, a Câmara Municípal já nos doou o terreno contíguo à Unidade, o que já é uma grande ajuda para a sua construção. Esperamos que este seja mais um dos nossos sonhos tornado realidade!

trabalho de Nuno Lorena

Associação Oncologica do Algarve
Largo das Mouras Velhas, nr16
8000-139 Faro
Tlf: 289 807 531 Fax: 289 090 436
http://www.aoa.pt/

Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

JARDIM ZOOLÓGICO DE CRISTAL DE TENNESSEE WILLIAMS



TEATRO DAS FIGURAS
30 JAN SÁB > 21H30
Duração: 120m
Classificação etária: >12

A obra de Tennessee Williams traz-nos uma galeria de personagens singulares, pessoas que são símbolos embora sofram e vivam como pessoas normais. Partindo de uma narrativa/memória com fortes marcas autobiográficas, Williams inspira-se em Tchekov para nos oferecer pessoas ordinárias que parecem carregar sobre si as angústias, os dilemas, o desejo de felicidade de toda a humanidade.
A escolha deste texto sintetiza todo um programa artístico: o reexercício, por uma equipa jovem, mas com créditos firmados, de um modelo criativo que desafia uma linguagem de aparente verosimilhança e imediatismo mimético para chegar a uma linguagem que ponha em jogo o actor e o espectador português

UM PEQUENO PASSO…


A implantação do IKEA ainda demora, o seu processo negocial decorria sem sobressaltos mas, muitos factores conjugados, incluindo um certo desrespeito pelo sentir algarvio, provocaram a mobilização de várias correntes de opinião.
A discussão, sem precedentes, em volta de mais dois mutifacetados mega espaços da distribuição, no caso, no espaço físico ainda a descoberto do concelho de Loulé, fez levantar um cortejo de vozes que procuram a razão e a avaliação dos impactos, à luz dos interesses de desenvolvimento estratégico da região.
Pela primeira vez no Algarve, estes mega projectos, saíram das fronteiras da análise estreita dos impactos e anseios de um concelho, para ser visto num contexto de implicações regionais.
A prática recorrente da confinação dos procedimentos e decisões numa linha directa investidor/Governo/Autarquia, com aprovação assegurada na CIA/AMAL, foi posta em causa, dadas as assimetrias que provocam nos territórios vizinhos.
Até aqui, o investidor vinha de Lisboa com o sim debaixo do braço e o Algarve calava-se. Alteravam-se todas as ferramentas jurídicas do uso do território para lhe dar justificação. E quando enfrentavam resistências, abatia-se sobre a região a força governamental dos sacrossantos PIN.
O Algarve político, claudicava na racionalidade, privilegiando os ganhos imediatos contra os estragos a médio e longo prazo. Os argumentos do investimento e empregabilidade, sempre inflacionados para consumo popular, não são hoje lineares em função da experimentação.
As correntes do pensamento algarvio, anestesiadas por determinados estilos de política partidária, finalmente perceberam a importância da sua opinião livre e exigência de respeito pelas Leis, que supostamente ordenam o território.
É de saudar esta mudança, que sendo ténue, tem um significado profundo, no momento em que enfrentamos problemas estruturais muito sérios.
Numa análise retrospectiva, quanto aos exíguos fundos provenientes dos vários quadros comunitários, conseguimos mudar pouco mais que o mapa das estradas e equipamentos sociais. O actual QREN, igualmente irrisório, embora com o mérito de vir a ser aplicado em inovação e energias limpas, é de todo incapaz de dar um novo rumo estratégico à estrutura social e económica do Algarve. Também a crise orçamental instalada, retira-nos perspectivas de alcançar uma nova etapa de mudança e poderá até comprometer o prometido. Com esta situação regimental e se o nosso silêncio persistir, o Algarve continuará a marcar passo
O valor intrínseco deste gesto de fazer valer a opinião regional, precisa de continuidade e organização. Com a regionalização ainda nas intenções, os algarvios têm de formular o seu próprio caderno negocial com o Governo e impedir a colonização de organismos e lugares de representatividade parlamentar.
O Algarve, para mudar o seu curso tem de mostrar firmeza, o que não tem acontecido…

Luis Alexandre

Em relação ao cluster comercial de Loulé e à excelente questão colocada por Conceição Branco no Observatório do Algarve "...e a pergunta que vale um milhão de euros é se o autarca de Loulé vai definir uma área de instalação de um cluster comercial, ou se vai ponderar onde se instala um armazém de mobiliário. Pode parecer, mas não é a mesma coisa ..."
Deixo aqui o meu pensamento, ao contrário de alguns pontos de vista pela localização A ou B defendidos por alguns "engravatados" , conforme alguns "pequenos" interesses imobiliários ou como ancoragem para algumas situações já no terreno, o certo é que me parece que a última palavra é do promotor, ainda mais nos tempos que correm.Quanto ao cluster comercial, que imaginação!!, este é uma "mascarinha" é claro que não funciona sem o mel neste caso o IKEA ou outro IKEA do mesmo género, o resto é conversa mole .
adf

Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

FARENSES


Farenses,

O que se está a passar com a delimitação do nosso concelho e Loulé é uma vergonha, o silêncio da comissão de negociação é preocupante.Sabiam que os respresentantes de Faro na comissão são o Dr. Virgilio Soares a Senhora veredora nascida em Loulé?
O Dr.Cristovão Norte, ex-verador da C.M.F. é o representante da defesa dos interesses da Freg. de Almancil ( Faro não lhe diz nada), por sua vontade o limite do concelho de Loule terminava na Av.Calouste Gulbenkian.
Vão por favor consultar a documentação que existe no Seminário de Faro e documentação escrita pelo Dr. Almeida Carrapato,
sobre este conflito.
Farenses, o que está em causa são grandes interesses económicos, não vamos permitir mais este roubo ao nosso concelho.
Unidos na " defesa de Faro".

Cheta

O Dr. Norte é nado em Almancil. Isso explica uma parte da história.

O que não se explica e não se compreende é que alguém que reside em Faro há décadas, e que se candidatou a Presidente da Câmara de FARO, que deveria ter mais Faro no coração, venha agora defender os interesses de Loulé.

Sabe-se que não existe decência na política, mas que diabo, pelo menos estivesse, por uma questão de VALORES e COERÊNCIA (como pode ter desejado participar nos destinos do nosso concelho?) deveria ter-se mantido à margem deste processo.

Enfim, Faro sempre acolheu os pobres de espírito, o Norte foi mais dos que vinha no saco.
anónimo


À atenção do administrador do blogue, solicitando uma adenda ao corpo do artigo.

Cito o Sr. "Cheta":

"Sabiam que os respresentantes de Faro na comissão são o Dr. Virgilio Soares a Senhora veredora nascida em Loulé?"

Esta frase, e presumo que o resto do artigo, contem, pelo menos uma incorrecção, a qual atenta contra a verdade e denuncia a falta de isenção de quem escreveu a peça. A vereadora Teresa Correia, representante da CMF na referida comissão não é nascida em Loulé nem tem qualquer ligação familiar ou profissional com aquela bela cidade. A arquitecta nasceu, cresceu, estudou (com excepção do curso de Arquitectura) e sempre desenvolveu a sua actividade profissional em Faro.

Penso que não é demais pedir ao senhor administrador do blog algum zelo nos artigos que publica, nomeadamente na verificação das fontes e acusações que são aqui livremente lançadas.

Obrigado.

Farense atento, próximo da família da senhora vereadora.

Comboio Aventura - Rotas da Ria Formosa. Dois jovens farenses empresários contratualizam com a CP.


Programa do Comboio Aventura, aqui

Jovens empresários contratualizam com a CP

Dois jovens empresários farenses, do turismo de natureza, acabam de contratualizar com a CP três projectos de descoberta de Faro e da Ria Formosa. Bárbara Abelho, da Lands, e Paulo Nugas da Formosamar, em conjunto com a CP, possibilitarão a visita a Faro, através dos comboios regionais, de jovens de escolas e seniores de todo o Algarve.
O pacote turístico, com bilhete único, envolve visitas à cidade, passeios de bicicleta, visitas a museus, passeios pela ria, tudo incluindo almoço. Trata-se de uma iniciativa, como afirmado, de jovens empresários que começam a surpreender e a dar nexo a um nicho de turismo importante para Faro.
Consolida-se assim uma mais valia da cidade, até aqui entregue aos serviços. Uma nova economia de escala abre-se à cidade, pelo meio de um conjunto de jovens empresários formados na Universidade, outros conhecedores das potencialidades da cidade neste domínio.

Viegas Gomes

Apontadores


Portas abertas para o IKEA(só loja!) se instalar em Faro(Marf)... aqui

OE2010: Macário Correia apela ao Governo para clarificar manutenção da Via Infante sem portagens.

OE2010: Macário Correia preocupado com "desinvestimento" no Algarve, PS diz que região ganha no todo.

FARO: PSP faz mega-operação e 'estraga' casamento cigano

Reunião entre António Barão e Macário Correia deixou apenas uma definição: o Estádio de São Luís é municipal. Dirigente diz que possíveis compradores vão apresentar propostas.
O desfecho da reunião de quinta-feira, entre o presidente do clube da capital e o edil farense, parece ter criado conclusões divergentes. Se, por um lado, Barão mostra-se optimista sobre a 'salvação' do Farense, Macário Correia espera para ver. mais aqui

Loulé e Olhão vão apostar nos bombeiros profissionais

Projecto da Sé chumbado

Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

CONFERÊNCIA POR ANA TOSTÕES - EXPOSIÇÃO MODERNO AO SUL - ARQUITECTURA MODERNA DE MANUEL GOMES DA COSTA


O Algarve mais seguro. A confiança de Miguel Freitas!


"...Mas temos de estar atentos aos novos sinais. Há uma distância a percorrer entre a matemática dos números e o sentimento das pessoas. Há menos crimes, mas há maior exposição pública da sua violência..."

"... O Governo deu um sinal claro, reconhecendo a necessidade de uma resposta integrada, no domínio do combate à imigração ilegal e ao tráfego humano, na prevenção e investigação do crime, na protecção civil. Um sinal mais que oportuno, um sinal feliz.

Para que o Algarve seja sempre um destino seguro e uma terra de bom acolhimento para aqueles que cá querem viver. É preciso ter confiança..." a entrevista aqui

A perfumaria Ellora na R.Rebelo da Silva sofreu recentemente o segundo assalto(2 assaltos em 2 meses), levaram quase tudo, parece que já não vai abrir, se antes as lojas fechavam por questões financeiras agora também fecham por falta de segurança, e a baixa de Faro não é o pior cenário... adf

Terça-feira, Janeiro 26, 2010

Dúvida do dia!!!




Boa tarde!

Sendo este blog, um ponto de encontro de pessoas, das mais variadas áreas do conhecimento técnico e geral, deixo aqui estas duas fotografias para tentar ver esclarecida a razão destas perfurações, trata-se do recinto de jogos da Escola Secundária Tomás Cabreira.

Muito obrigado.

João Rosa

Guerra de números.Quem tem razão?



Turismo: 2009 foi o pior dos últimos quinze anos no Algarve - Associação dos Hotéis e Empreendimentos do Algarve (AHETA). aqui

Turismo: Bernardo Trindade contraria hoteleiros e diz que 2009 foi "quarto melhor registo de sempre" aqui

Juca & Zeca


A NOVIDADE DA ABSTENÇÃO CONSTRUTIVA


Classificação morfossintática:
- [abstenção] substantivo fem singular .
Sinônimos: privação renúncia desistência abdicar
Passada a grande provação do ano de 2009 e com o esperado agravamento dos factores de crise em 2010, o regime, em crise de confiança, procura um novo fôlego e reorganiza-se em torno da oportunidade que está por detrás do Orçamento de Estado.
O embaraço político anda à volta da melhor linguagem para anunciar as medidas de contenção do deficit e quem as vai pagar, e não da questão do acordo que une os partidos e a sua inevitabilidade.
Cavaco Silva, pressentindo o perigo social e necessitado de lavagem de imagem e ânimo para a corrida presidencial, montou o seu papel de mediador, lançando o alerta aos partidos em que mais confia, porque a distracção ou a dissensão podem ser fatais.
A situação excepcional que vivemos, com dois terços do país mergulhado em problemas com base na implosão do sistema financeiro, de que nenhum político eleito está impune, requer medidas excepcionais que exigem a teatralização para esconder que os principais órgãos de poder estão unidos no essencial, no caso, à volta do OE e das linhas políticas para o desenrolar do ano.
Disseram Sócrates e seguidores, que não governariam com o programa dos adversários mas, a gravidade da situação e as suas saídas impuseram o consenso, através da habilidade da abstenção construtiva, isto é, negociada, para a salvação conjunta.
A queda do Governo era a queda da oposição e seria um exercício político de marcar passo. A oposição, que sabe não ter condições internas nem o apoio da sociedade para governar, refugia-se na esperteza de “não querer provocar uma crise política”, porque, perante eleições, pagavam o seu custo e veriam saltar uma maioria reforçada do PS.
Sócrates, que conhece as fragilidades dos adversários, enfrentou-os e resistiu a dois actos eleitorais, os que diziam respeito directo ao país e ganhou-os, mais por descrédito da oposição do que pela confiança nas suas políticas. Jogou uma vez e voltou a jogar, sabendo que os adversários não tinham fuga.
Com este acordo, mascarado de oposição construtiva, o país vai ser governado pelas políticas do sufrágio tripartido e o poder efectivo nas mãos do PS.
O presidente da República, o Governo e os partidos da ordem, numa conjugação de interesses, tentam desviar as atenções da população sobre a crise do país, centrando-as no papel do OE, como instrumento vital para a confiança dos especuladores internacionais e cura dos males nacionais.
O objectivo do acordo possível em volta do OE, é fazer passar a mensagem de que o país está à beira do abismo e precisa de tranquilidade, trabalho, sacrifícios, com perda de qualidade de vida e confiança nas instituições.
Quanto aos outros partidos do arco colegial, afastados do acordo, vão continuar a infindável tarefa de quererem apenas adocicar o sistema…

Luis Alexandre

Défice vai ser reduzido à custa dos salários e do investimento

Segunda-feira, Janeiro 25, 2010

Finalmente!


A Rua do Bocage a ser arranjada. Desde
sempre esta foi uma rua "abandonada" da Cidade de Faro.

VISITA A OBRAS E A EQUIPAMENTOS NO CONCELHO


O Presidente da Câmara Municipal de Faro, José Macário Correia, promoveu no passado dia 23 de Janeiro, uma visita a obras e equipamentos que estão em curso no concelho, acompanhado pelos membros que compõem a Assembleia Municipal, directores de departamento e chefes de divisão da Autarquia.
Esta visita reflecte a política de proximidade e o espírito de equipa que o executivo está a promover, permitindo aos dirigentes adquirir um conhecimento aprofundado da realidade do concelho.
No total, foram visitadas 5 obras dispersas por todo o concelho, tendo sido também apresentado, no MARF, o Plano de Pormenor do Guilhim, o projecto geral do outlet e do plano que está em curso para os terrenos do município que se localizam no Medronhal.
A visita teve início com a deslocação à ETAR Nascente (Salgados) que é propriedade das Águas do Algarve. Esta infra-estrutura, erigida nos anos 80, e é neste ponto que se processo o tratamento dos efluentes. Está prevista a requalificação desta ETAR que tem capacidade para servir 87 mil habitantes e assistir a Faro, Conceição, Estoi e São Brás de Alportel.
A visita seguiu depois para a Creche e Jardim de Infância da Penha, que é uma obra da responsabilidade da autarquia e que teve início em 2005.Este equipamento encontra-se em fase final de construção e está orçado em 841 608,59€. Esta obra conta com a comparticipação de fundos comunitários, o que impõe que a gestão fique afecta a uma Instituição Particular de Solidariedade Social. Com três salas em creche e 4 salas na valência de jardim de infância, pode receber um total de 108 crianças.
Bem próximo da creche localiza-se o Pavilhão Gimnodesportivo de Faro. Este equipamento desportivo tem mais de 75% dos trabalhos concluídos, mas um diferendo jurídico entre a Câmara Municipal de Faro e a empresa Habipro (responsável pela sua construção) tem travado a conclusão do mesmo. Neste momento, a empreitada encontra-se suspensa, a Habipro intentou três acções judiciais contra o Município, cujos pedidos perfazem 2 232 316,07€. Entretanto, a empresa iniciou um processo de insolvência cuja declaração foi recusada pelo Tribunal. Trata-se de um processo intrincado que o Município está a diligenciar resolver com premência.
A visita seguiu em direcção ao Mercado Abastecedor da Região de Faro (MARF), local onde foi apresentado o Plano de Pormenor (PP) do Guilhim e o projecto geral do Algarve the Style Outlets.
No que a este último diz respeito, foi dada conta da intenção da NEINVER (2.º maior operador de outlets da Europa) em construir em terrenos do MARF, numa área de 97 636m2, um centro comercial em regime de outlet. Com esta nova infra-estrutura, a NEINVER prevê a criação de 1500 a 2000 postos de trabalho e pretende a captação de investimento, reabilitação e criação de malha urbana ordenada, inovadora, com preocupações ambientais e arquitectónicas de referência.
O avanço da construção do outlet não implica a conclusão do Plano de Pormenor da Zona Empresarial do Guilhim (PP ZEG), que está neste momento na sua fase inicial de elaboração. O PP ZEG incide sobre uma área com aproximadamente 140 hectares, dos quais 63 correspondem a solo urbano. O PP ZEG vai servir de base à execução das infra-estruturas necessárias que viabilizem a ocupação daquela área, bem como, controlar a localização aleatória de grandes superfícies comerciais que a Via do Infante tem tendência a potenciar. Com a elaboração deste plano, estaremos a possibilitar a criação de um espaço comercial/industrial devidamente infraestruturado no concelho de Faro e passível de ser ocupado por empresas que pretendam (re)localizar os seus serviços a curto/médio prazo.
Para a elaboração do plano foi definido um prazo de 19 meses decorrendo actualmente o período de participação preventiva.
Já na fase final da visita, seguiu-se para a freguesia de Montenegro, onde estão a decorrer as obras do Clube Equestre e de Lazer de Faro - Equinostrum. Trata-se de um empreendimento o privado, inovador e que pretende marcar a diferença na oferta turística do concelho Está a ser implantado no extremo Norte do Parque Natural da Ria Formosa e enquadrado pela ribeira de Marchil a Nascente e pela ribeira do Biogal a Poente, integrado num espaço rural, num ambiente de natureza e sem ruídos, com acesso ao Ludo e ao Pontal, áreas propícias a passeios.
Todas as actividades do Equinostrum serão desenvolvidas num espaço aberto, verde, limpo e agradável, com arranjos exteriores que respeitem o enquadramento paisagístico e ambiental que caracteriza a zona.
A obra encontra-se em fase adiantada de adaptação, no entanto, os proprietários não avançam com datas para a sua entrada em funcionamento.
Para finalizar fez-se uma breve paragem na Associação Hípica do Bié, colectividade sem fins lucrativos, que tem por objecto o fomento da prática equestre, actividades recreativas, organização de provas equestres, construção, gestão e exploração de equipamentos desportivos e similares de hotelaria e ensino equestre e que funciona há cerca de 20 anos.
No sentido de criar melhores condições para a prática do desporto equestre, acolhimento de crianças no âmbito das férias desportivas, quer ao abrigo de Protocolo com a Câmara Municipal de Faro, quer com instituições particulares, e também melhorar as instalações do cavalos, pretende esta Associação levar a cabo obras de melhoramento do seu espaço, nomeadamente a construção de um picadeiro coberto e nova cobertura das boxes existentes.
A próxima visita irá realizar-se no final de Março em data a divulgar.

Os nossos apontadores e sugestões - o comentário


Teatro das Figuras - Faro
Fotografia de Ruben Gaspar

The Legendary Tigerman: Teatro das Figuras super lotado. BRAVO!!!
Todos os apontadores são muito bons.
anónimo

boas notícias para Faro e para o Algarve.


foto de Luís Rosa
A transportadora aérea açoriana SATA vai inaugurar, no início do Verão, uma nova rota entre Ponta Delgada, Funchal e Faro, que será assegurada pelos novos aviões Bombardier Dash Q400, o primeiro dos quais será entregue segunda-feira em Toronto, Canadá.
Esta nova ligação, que será realizada duas vezes por semana, terá partida e chegada no mesmo dia em Ponta Delgada, permitindo a ligação entre os Açores, a Madeira e o Algarve”, revelou uma fonte da SATA, em declarações aos jornalistas nesta cidade canadiana.
A SATA recebe segunda-feira, numa cerimónia na fábrica da Bombardier, em Toronto, o primeiro dos quatro Dash Q400 NextGen que adquiriu, num investimento de 74 milhões de euros.
Este avião deverá chegar a Ponta Delgada no final do mês, prevendo a SATA que o processo de certificação permita que comece a operar no final de Fevereiro.
Os quatro aviões adquiridos pela SATA deverão estar todos a voar até ao fim do primeiro semestre deste ano, substituindo os actuais aviões ATP.
Os novos Dash Q400 NextGen adquiridos pela transportadora aérea açoriana vão operar nas ligações entre as ilhas do arquipélago dos Açores, nas rotas entre os Açores, a Madeira e as Canárias e na ligação entre os dois arquipélagos e o Algarve que começa a operar “no início do Verão”.
A renovação da frota da SATA Air Açores começou no ano passado com a chegada de dois Bombardier Q200, que substituíram o Dornier que a empresa utilizava nas ligações para as ilhas mais pequenas.
No quadro da renovação da frota da SATA, os dois Q200 vão assegurar as ligações entre o Funchal e Porto Santo e as rotas que servem as ilhas com menor procura no arquipélago dos Açores, nomeadamente para o Corvo, a mais pequena ilha açoriana.

in Região Sul

Domingo, Janeiro 24, 2010

O MANDATO

O Executivo do nosso Município, organizou no passado sábado, dia 23 de Janeiro, uma visita de autarcas, às obras em curso no nosso concelho.
Obras lançadas pela Câmara Municipal de Faro, no domínio de anteriores administrações, e que, em termos de execução, se vão agora aproximando do seu terminus.
Obras, que são nossas, enquanto cidadãos e eleitores deste concelho.
Utilizando uma manhã de sábado, e um autocarro camarário colocado, pelo município, à disposição dos autarcas e dos técnicos, visitámos, ao longo da manhã, sensivelmente entre as 9 e as 13 horas, as instalações da ETAR, a Creche Municipal da Penha, o Pavilhão Desportivo, o local onde funcionará o Outlet de Guilhim, o terreno Municipal do Medronhal e dois projectos ligados à equitação (Equinostrum e Associação Hípica do Bié) localizados na freguesia do Montenegro.
Estiveram presentes apenas cinco, dos nove elementos do Executivo Camarário.
Quanto aos membros da Assembleia Municipal, fomos muito poucos os que estivemos presentes.
De realçar, desde logo, e em primeiro lugar, a presença do Presidente da Assembleia Municipal, que acompanhou activamente todo o percurso, com participação activa na visita, dando mostras de uma responsabilidade e de uma maturidade democrática, que não pode deixar de ser assinalada e aplaudida.
Triste e lamentável, o comportamento daqueles membros do Executivo Camarário, e da Assembleia Municipal, que, por livre opção, não quiseram estar presentes.
Ao virarem as costas a iniciativas deste género, em que o Executivo Camarário procura dar conta do andamento das obras municipais em curso (todas elas lançadas, e em grande parte executadas, pelo município, no âmbito de anteriores administrações) os autarcas eleitos ofendem directamente os seus eleitores.
Trata-se, efectivamente, de um “virar de costas” a quem os elegeu.
Tal atitude, enquanto opção voluntária, significa um profundo desprezo pelo Mandato que lhes foi conferido pelo eleitorado.
É, manifestamente, uma grave ofensa aos eleitores do seu concelho.
E essa atitude ainda se reveste de maior gravidade, se esses autarcas tiverem a pretensão de se voltar a candidatar aos órgãos municipais, ou seja, se têm em mente voltar a pedir ao eleitorado que lhes reafirme a sua confiança, e lhes confira outro Mandato.
Facilmente se depreende do seu comportamento, e da sua postura, que a sua intenção está longe do espírito de serviço, que deve pautar o comportamento do autarca.
Ao assim procederem, dificilmente deixarão de convencer os eleitores de que o seu lema está mais próximo do servir-se, do que de os servir.
Com efeito, que outra interpretação deverá ser dada relativamente a esta postura e a este comportamento, de absoluta demissão dos seus deveres para com o eleitorado?
Tenho defendido, à saciedade, uma outra postura, relativamente à política autárquica.
Não é, deste modo, que responderemos com eficácia e responsabilidade, à esperança de quem nos elegeu.
Todos nós, autarcas, fomos eleitos por sufrágio directo, emanando os nossos mandatos directamente, sem quaisquer intermediários, dos eleitores do nosso concelho.
Constitui uma atitude de pouca consideração para com o eleitorado considerarmos que existem equipas diferenciadas de eleitores, e de eleitos, com cores e emblemas diferentes, como se a boa gestão do nosso concelho não fosse a suprema aspiração de todos nós.
Como se os bons, ou maus resultados das políticas aplicadas, não nos beneficiassem, ou prejudicassem, a todos.
Quando assumiremos, com responsabilidade, o mandato autárquico que nos foi conferido?
O Sr. Presidente da Assembleia Municipal deu um exemplo de maturidade democrática, que não posso deixar de realçar, de pôr em evidência e de aplaudir.
Eu sujeitei-me ao sufrágio popular para ocupar aquele mesmo lugar, que ele hoje ocupa.
Mas isso é passado. Aconteceu no âmbito da salutar disputa eleitoral, já há muito terminada.
Ele é, actualmente, o Presidente da Assembleia Municipal do meu concelho.
Ele é, agora, o meu Presidente, de cuja prática e actuação ontem me orgulhei, e a quem, com toda a lealdade, confio as minhas opiniões, que são, muitas vezes, diferentes das suas.
E ele, reconhecendo essa lealdade, e tendo sempre em atenção o supremo bem do nosso concelho (que é o que verdadeiramente importa) ouve-me e escuta-me, apoiando ou contrariando as minhas ideias, consoante o seu pensamento.
E com essa mesma lealdade teremos, todos nós, que interagir com o Executivo Camarário do nosso concelho, que necessita da nossa contínua colaboração, traduzida, desde logo, na nossa presença e na nossa activa participação.
Colaboração e participação, que não têm, necessariamente, que significar concordância, mas sim, necessariamente, um esforço interessado na gestão pública do nosso Município.
Vamos continuar a assistir, até se esgotarem (pelo decurso do tempo) os mandatos conferidos pelo eleitorado, a este comportamento triste e lamentável dos que “viram as costas” propositadamente?
Vamos continuar a ter, entre nós, um conjunto de “amuados”.
E o nosso concelho? E o eleitorado que nos elegeu a todos? Não nos importa?
E o compromisso de serviço que assumimos em função da nossa cidade, do nosso concelho, dos nossos eleitores? Está esquecido?
E o juramento que prestámos aquando da nossa Tomada de Posse, em que nos comprometemos a trabalhar todos, afincadamente, pelo nosso concelho e pelos seus habitantes? Foi pura conversa?
Como poderemos encarar aqueles que confiaram, e votaram, em nós, procedendo dessa maneira?
A nossa pequenez vai perpetuar-se, com comportamentos deste teor, ao nível da clubite e da partidarite?
Na discussão dos interesses do nosso concelho não podemos, nem queremos, prescindir de ninguém.
Queremos todos, porque o concelho precisa de todos os seus autarcas eleitos, sem excepção.
No passado sábado, nos locais de obra que visitámos, após a apresentação técnica de cada uma das situações, foi aberto o debate.
Perguntou-se se havia dúvidas, se havia perguntas, se havia sugestões.
Criou-se o ambiente saudável e propício para questionar, para dissentir, para aplaudir, enfim, para tudo o que os autarcas entendessem dever dizer aos técnicos do Município, e ao seu Executivo.
Um Executivo Camarário de nove elementos, ali presente apenas na pessoa de cinco dos seus membros.
E uma Assembleia Municipal, órgão deliberativo e fiscalizador da política autárquica, cujo número de membros presentes não preenchia os dedos das duas mãos.
Que desconsideração para quem nos elegeu, para quem colocou em nós todas as esperanças para quatro anos de gestão de um concelho.
Eu tenho uma secreta esperança de que esta situação se venha a inverter, e que nós, os autarcas, ganhemos o senso da responsabilidade, trabalhando todos, lado a lado, pelo engrandecimento do nosso concelho, tendo por fundo apenas a bandeira do nosso município, demonstrando, assim, um profundo respeito pelos que nos confiaram o Mandato Autárquico.

Jorge Leitão

Apontadores e sugestões


Sábado, Janeiro 23, 2010

O MINISTRO BOMBEIRO


Portugal é assim, esta lástima, de vermos um ministro sentado na frente de residentes estrangeiros, prometendo-lhes aquilo que recusou aos cidadãos nacionais.

Antes das proporções calamitosas com os assaltos violentos a cidadãos estrangeiros, todas as queixas, particulares e de associações, esbarravam na pouca vergonha sintonizada das autoridades, de que "os números eram normais", como se a insegurança fosse um fenómeno normal.

Anos a fio e com maior incidência no inverno, ocorreram diariamente largas dezenas de assaltos só em Albufeira e, possivelmente, centenas no conjunto do Algarve, pondo em causa a segurança de pessoas e bens, sendo estes desvalorizados despudoradamente, deixando os queixosos num estado de revolta ou na indiferença de nem apresentar queixa, para não continuarem a encher de papéis inúteis, os caixotes de lixo.

Governadora Civil, deputados, a CIA/AMAL, presidentes de Câmaras e dirigentes de todas as cores e instâncias, silenciaram o crescendo da insegurança e agora vêem-se obrigados a enfrentar o repúdio do estilo descuidado como deixaram chegar a situação ao extremo.

O que o ministro Rui Pereira e os seus seguidores regionais não conseguem apagar, é o facto de terem contribuído decisivamente para o deteriorar da imagem de uma região, que a braços com uma crise económica e social sem precedentes, ainda viram ser contestada internacionalmente, uma das suas mais-valias, a segurança.

O tempo dirá, se as medidas e reforços prometidos serão eficazes e conseguem convencer, todos quantos desconfiam do habitual laxismo das autoridades. Mais passos em falso, e terão criado um problema de efeitos devastadores.

Ao ministro, fica o recado de que os algarvios não esquecem os episódios dos últimos três anos de deixa andar...

Luis Alexandre

Era preciso a alteração do código penal. Enviar mais efectivos para a região é tapar o sol com a peneira. As desculpas do excesso de papelada e outras que tais não vão tardar.
Sempre ouvi dizer que quantos mais são menos fazem.
anónimo

Este artigo de Luís Alexandre publicado no Observatório do Algarve também merece uma leitura, aqui

Cristóvão Norte - o Comentário


Cristóvão Norte defende Loulé
na disputa de terrenos com Faro
clicar
aqui

Por sinal este jovem não é filho do Dr. Cristóvão Norte ex vereador, ex deputado e ex Presidente da Concelhia do PSD deste concelho e igualmente ex candidato a Presidente do Município de Faro contra o Luís Coelho augurando-se grande defensor da cidade que o acolheu mas que por ironia do destino a verdade é como o azeite e hoje representa o município de Loulé na comissão que tenta resolver a clarificação do ordenamento do território entre Faro e Loulé criada com o actual presidente, não é que agora defende com unhas e dentes a expansão do município de Loulé, pois considera a zona da Sumol como território louletano e muito mais.
É destes grandes farenses que a malta gosta, os verdadeiros farenses deviam meditar e pensar um pouco nestas coincidências ou não estejamos perante um velho ditado; tal pai tal filho.

UM PENSADOR

Por tudo o que representou como politico e como jurista nunca podia aceitar ser defensor de uma das partes, sabemos que é Louletano de nascença mas foi em Faro que se notabilizou como politico e fazendo crer que era um defensor desta cidade, mas quando escreve artigos para jornais e manda outros publicá-los com o nome destes demonstra todo o seu carácter e este episodio é mais uma das facetas bipolares que sempre apresentou mas que muitos não queriam acreditar, fiquem descansados que Faro está cheio destes defensores almirantes da cidade sobretudo quando algo novo se advinha que pode dar crescimento ao concelho.Verdadeiros Farenses tenham atenção o próximo ataque vai ser feito ao nosso clube andam a preparar a golpada final mas desta vez vão ter azar.
anónimo

Jack Soifer dia 29 Janeiro às 17:30 na RTA em Faro.


Jack Soifer lança em Faro obras sobre crise e turismo
Duas obras do consultor internacional especializado em Turismo, Jack Soifer - uma sobre como sair da crise e outra sobre o futuro do Turismo - vão ser lançadas dia 29 Janeiro em Faro.

A cerimónia acontece no auditório da Entidade Regional do Turismo do Algarve às 17:30 horas. Conta com a presença do secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade.

“Como sair da crise – Algarve e Alentejo” e “O futuro do Turismo” são os títulos das referidas obras de Jack Soifer, que nasceu no Rio de Janeiro, licenciou-se em administração de empresas e educação na Suécia, e trabalhou para a UNESCO em vários países do Mundo.

“Como sair da crise – Algarve e Alentejo”, terá apresentação pelo presidente da Associação Empresarial da Região do Algarve (NERA), Vítor Neto. A obra “O futuro do Turismo” será comentado pelo presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas.

Jack Soifer, é um consultor internacional na área do Turismo, que tive o prazer de conhecer há cerca de ano e meio atrás.
Através de simples conversas, leitura das sua crónicas, e estudo dos seus livros, se percebe que é uma pessoa que sabe mais de Turismo e de acolhimento aos visitantes, do que qualquer diplomado publico ou privado que dirija esta actividade no nosso País.
È uma mais valia para o Algarve, o facto de aqui residir e trabalhar a maior parte do tempo, promovendo palestras e conselhos úteis para grandes e pequenos investidores.
Quem puder assisitir, e que trabalhe na área do Turismo, só tem a ganhar.
Digo isto sem qualquer interesse pessoal, pois não estou ligado à sua pricipal área de actuação - O Turismo.
Ferreira

Sexta-feira, Janeiro 22, 2010

Cristóvão Norte não se candidata à Secção de Faro do PSD


A Notícia foi avançada hoje pelo Barlavento on-line, Cristovão Norte, Chefe do Gabinete da Presidência da Câmara de Faro já não se candidata à Secção do PSD de Faro.

" Cristóvão Norte afirma, em comunicado a que o barlavento.online teve acesso, que é sua intenção «não formalizar qualquer candidatura à presidência da Comissão Política do PSD de Faro».

Tal como o semanário «barlavento» já tinha afirmado na sua edição de ontem, quinta-feira (ver link para notícia), apesar de ter considerado inicialmente a hipótese de se candidatar, Cristóvão Norte já no princípio da semana equacionava o seu recuo.

Um dos principais motivos que levaram ao recuo de Cristóvão Norte prende-se, como o próprio explica, com o « sentido de lealdade institucional e política para com o executivo da Câmara Municipal de Faro, que emerge das funções que desempenho e que poderia ser lesado, caso me envolvesse em disputas político-partidárias locais,com prejuízo para a percepção pública da destrinça entre o exercício da liderança do PSD/Faro e as funções que ora me estão cometidas na qualidade de Chefe do Gabinete do Presidente da Câmara».

Com a saída da corrida de Cristóvão Norte, tudo aponta para que o núcleo de jovens envolvidos na candidatura de Macário Correia não avance para a disputa da liderança local dos social-democratas, por considerarem, como afirma Cristóvão Norte, que é importante «assegurar circunstâncias de estabilidade nos órgãos dirigentes locais, para que estes tenham condições desejáveis para respaldar o executivo camarário, algo que um processo eleitoral arduamente disputado poderia deteriorar».

Norte lembra, inclusive, os «malfadados exemplos de desunião de que o PSD nacional tem dado publicamente sinal, pelo que devemos poupar a instituição a desgastes improdutivos».

Um dos comentários que começa a circular nas bases é que Cristóvão Norte, pela posição que detém na Câmara, optou por seguir o sentido de lealdade institucional e política.

Isso não se verifica em relação ao único candidato assumido, David Santos, que, na qualidade de presidente da administração da Fagar, hierarquicamente tem acima de si Macário Correia.

Caso assuma a presidência da Comissão Política da Secção do PSD de Faro, David Santos passa a ter um papel de intervenção política junto dos eleitos pelo partido, o que poderá vir a criar alguns contratempos e a causar tensões com Macário.

As eleições da estrutura concelhia de Faro do PSD estão marcadas para daqui a um mês, no dia 24 de Fevereiro." In Jornal Barlavento OnLIne

"Cristóvão Norte é filho do prestigiado homónimo que durante vários anos foi deputado na Assembleia da República, de facto a política e os valores morais que pautam um sentimento de defesa únicos estão-lhe no sangue. Mas, ao longo do seu percurso académico e profissional, Cristóvão Norte destacou-se pelo mérito, pelo discurso e pela forma como cativa a população, um dos principais impulsionadores do Curso de Medicina em Faro, defende a cidade onde nasceu com orgulho das suas origens e lealdade, exemplo disso é abdicar de concorrer à secção de Faro, dedicando-se exclusivamente ao seu trabalho junto do executivo camarário da cidade de Faro.

Agradeço ao ADF a oportunidade de escrever neste blog que defende a causa Farenses, apoio todos aqueles que juntos lutam à defesa de Faro.Obrigada."

Ana Luísa S.

CMF - O comentário


Outro bom tema era a campanha de mentiras que continua desde as eleições!
Não é por repetirem uma mentira muitas vezes e em muitos cafés e blogs que ela passa a verdade!
Tachadas das grandes tinha o anterior executivo! Agora estão muito preocupados com os funcionários que acabam os contratos e não são renovados, mas nos 4 anos que podiam ter regularizado as situações de muitos funcionários abriram concursos para o quadro da CMF e fizeram os amigos entrar para o quadro à frente de pessoas que estavam em contratos há muitos mais anos...aí ninguém se indignou...
O comentador das 6.44 bem que podia ser mais esclarecedor e apontar quais os departamentos que vão ter dois directores...pode ser que depois passe por aqui alguém que confirme ou não essa situação e a explique....
NA

Quinta-feira, Janeiro 21, 2010

TERTÚLIA FARENSE - 21 JANEIRO

A Tertúlia Farense vai promover mais uma Sessão, hoje Quinta-feira,dia 21,
às 21.30h no Restaurante Gimbras ( Rua General Teófilo da Trindade ). Convidámos o Prof. Doutor João Guerreiro,
Reitor da Universidade do Algarve, para apresentar o tema " Faro: Cidade e Universidade de costas voltadas? " a que se seguirá o habitual debate. A apresentação será antecedida de Jantar.
Tertúlia Farense

Quarta-feira, Janeiro 20, 2010

Duarte Infante (1927-2010)


Duarte Infante. Nas costas um dos primeiros
quadros de Manuel Baptista.

Duarte Infante, presença habitual nos eventos culturais e cívicos da cidade de Faro, foi um dos três proprietários da antiga "Papelaria e Livraria Silva", juntamente com Eduardo João da Silva e Manuel Costa.

Transcrevo alguns trechos de uma entrevista que saiu no suplemento cultural "S" do jornal "Postal do Algarve", realizada por Salvador Santos em Março de 2009.

Duarte Infante nasceu, no ano de 1927, no seio de uma família da média burguesia. O pai, que hoje se poderia considerar de esquerda, era do Alentejo, de Mértola, e veio para o Algarve como empregado comercial. Casou em Faro e teve dois filhos, o Duarte Infante e um irmão.
O destino de Duarte, ainda que ninguém o pudesse prever, começou-se a desenhar, 5 anos antes de ter nascido, em 1922, quando o seu tio, Eduardo, fundou, em Faro a "Papelaria e Livraria Silva".

O seu tio Eduardo João da Silva, natural de Évora, estabeleceu-se em Faro por intervenção do irmão mais velho, o Sr. Joaquim da Silva Nazareth. Quando cá chegou foi ocupar o edifício onde hoje funciona o Café Aliança. Passados poucos anos o José Pedro da Silva, que tinha comprado o edifício para fazer o café, deu-lhe qualquer importância para ele ir para o sítio onde antigamente tinha porta aberta uma mercearia e, hoje funciona a farmácia Caniné. "O meu tio foi para aí e até ao fim da "Livraria Silva" ficou sempre nesse sítio. A Livraria, que com o tempo, foi ampliando o seu âmbito, alargou as suas instalações com uma secção de brinquedos e, depois, uma de artigos fotográficos."
«Pela morte de meus tios, a livraria ficou dividida entre mim e a minha prima, Maria de Lurdes, ficámos com a livraria e depois vendemos aquilo ao Capela que ainda esteve ali alguns anos e depois acabou com aquilo também. Estive lá a trabalhar com ele dois ou três anos e sai quando me reformei em 1992. Era uma ambição antiga do Capela ficar com a "Livraria Silva", ele que já possuía um estabelecimento congénere antes do meu tio Eduardo chegar a Faro".

"Tinha o gosto pelos livros porque o meu pai também era uma pessoa que lia muito. Tinha uma biblioteca razoável naquele tempo. Eu estava sempre a ler. Tinha um livro em cada casa que corria. Lia em casa, se ia almoçar à do meu tio tinha lá um livro também. O mesmo acontecia na loja quando havia algum tempo livre. Eu, o meu pai, o meu irmão e mesmo a minha mãe líamos muito. Éramos pessoas dedicadas aos livros."
A biblioteca do pai era composta por obras de Eça de Queiroz, do padre António Vieira, do Camilo Castelo Branco, entre outros e por uma secção bem generosa de livros de história. O seu tio não era dedicado à leitura era sobretudo um homem de negócios. Era respeitado enquanto pessoa séria, cumpridora, muito conceituada na cidade.
Pela livraria passaram, Emiliano da Costa, Lyster Franco, Marques da Silva, Cândido Guerreiro, António Ramos Rosa, Virgílio Ferreira, Gastão Cruz, Casimiro de Brito, Luísa Neto Jorge, entre outras figuras literárias e personalidades interessantes. Do poeta de Alte, veio a lume o "Auto das Rosas de Santa Maria" primeira e única edição de Eduardo João da Silva. A livraria era um espaço de referência na cidade de Faro e por isso lá se juntava muita gente.

A partir da candidatura à Presidência da República do General Norton de Matos começou a interessar-se mais profundamente pela política. Foi criando amizades políticas especialmente com pessoas da sua idade e acabou por aderir ao MUD Juvenil e participar activamente nos trabalhos de difusão de panfletos feitos nos inevitáveis "copiógrafos", nas reuniões clandestinas, trabalhos em comissões, e nas fugas à polícia.
"A minha prisão veio da minha participação no MUD, as movimentações com Norton de Matos e depois com o Humberto Delgado. Eles sabiam que eu estava ligado a essas coisas e era natural que estivesse debaixo de olho. Fui preso por ter posto na montra da livraria a revista Seara Nova com a fotografia do Humberto Delgado na capa."

Sobre os livros proibidos diz que muitas vezes não chegavam a livraria. "Apanhavam-se por portas e travessas". A polícia aqui não era assim muito vigilante. Normalmente quem aparecia não era a polícia política era a PSP. E eles normalmente eram pessoas da terra e havia um certo entendimento, tácito, eles não queriam ser muito antipáticos e então havia sempre umas coisas escondidas.
Muitas vezes não se percebia a razão pela qual certos livros eram proibidos. Os censores não deviam muito à inteligência portanto a proibição não era muito "científica". Havia coisas anedóticas no meio disto tudo. Ao meu amigo Vargas um dia a polícia levou-lhe o retrato de um tio só porque se tinha fotografado de barbas. Hoje dá para rir mas na altura não tinha graça nenhuma.

Ainda no contexto das actividades políticas, ocorreu-lhe fundar, em Faro, um cineclube, para através do cinema também lutar contra o regime. E é disso que dá conta ao seu grande amigo João de Brito Vargas.
"Um dia saio da loja e encontro o meu amigo Vargas. Já andava com aquilo metido na cabeça há algum tempo e sugeri-lhe a fundação de um cineclube a exemplo do que sucedia noutros pontos do país. Ele aceitou a ideia de imediato, tendo sido um dos seus principais impulsionadores. Eu estava muito preso na loja, e ele como tinha mais vagar começou logo a mexer os cordelinhos. A possibilidade de aquilo ir avante era meter gente que não fosse mal vista pelos poderes e então meteu-se o Dr. Cassiano, o Baptista da farmácia, um professor do liceu e umas pessoas assim para dar um aspecto de seriedade às coisas. E então com muitas dificuldades lá se conseguiu. De tal maneira que no dia em que era para ser inaugurado não foi. Lá arranjaram um pretexto, que não me recordo qual foi, para adiarem aquilo para o outro dia, mas conseguiu-se e o Cineclube de Faro funciona ininterruptamente desde 1956, o que sob este aspecto o torna o único do país".

Duarte Infante era meu primo e com ele convivi anos a fio, querendo destacar a sua personalidade introspectiva, o seu peculiar e sofisticado sentido de humor, a sua cultura literária e a sua mentalidade despreconceituada e aberta à inovação.
Sempre atento ao movimento editorial juntou uma biblioteca fabulosa.
Na "antiga" Ilha de Faro, ainda na época em que o tempo passava devagar e os Verões eram intermináveis, apreciei a sua companhia inspiradora, juntamente com a nossa numerosa família, em saudável convivência, tertúlias e banhos de mar.

Fernando Silva Grade

corda ao pescoço!


A Junta de Freguesia de Fajões, concelho de Oliveira de Azeméis, tem os seus recursos financeiros penhorados devido a uma dívida de 95 mil euros a uma empresa de construção civil.
mais aqui

Faro - Exposição da Algarve Film Commission na CCDR Algarve(18 a 29 de Janeiro 2010)





Entre 2007 e 2009, registaram-se na Região mais de 50 produções entre
Curtas e Longas Metragens, Documentários, Vídeo-clips e Produções de
Publicidade.
A actividade da Film Commission permitiu levar a imagem do Algarve a
países como a Alemanha, China, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos,
França, Holanda, Itália, Japão, Reino Unido e Suécia, entre outros.
A Exposição ALGARVE-LOCALIZAÇÃO-ACÇÃO permite conhecer alguns dos
locais que têm sido propostos para filmagens, assim como imagens de
rodagens e extractos das produções realizadas na Região.

Em anexo duas fotos da exposição:
1. Caravela Boa Esperança em rodagem no filme "La Conjura de El
Escorial" - Porto da Baleeira
2. Rodagem do filme "Malamuerte" em Faro

Créditos fotográficos: Eduardo Pinto

www.algarvefilm.com

Entrevista com o Sr. Soares


Restaurante Roque anos 80


1-Tanto quanto sei, o sr. trabalha já há muito tempo no comércio. Como e onde começou?
Estou ligado ao comércio desde os meus onze ou doze anos. Na altura não havia a possibilidade de hoje em dia para estudar (pelo menos da minha parte) e fui aprender o ofício de alfaiate. Comecei por aprender em Vila Real de Sto. António seguindo para Tavira e depois para Lisboa. Depois veio a tropa de 1960 a 1962. Estive colocado em Faro e Mafra. Quando saio, fico em Lisboa e começo a trabalhar sempre nas melhores casas entre elas o famoso José Luis na Duque de Loulé. Aqui trabalhei como oficial passando depois para a casa Romano (já não existe) na Rua Augusta. Depois vim para Faro para a Pigalle e vou para a Lourenço e Santos em Lisboa, nos Restauradores, esta ultima a melhor alfaitaria do país. Isto como empregado. Em 1974 vim novamente para Faro mas por minha conta com alfaitaria para a Av. da República desta cidade. Em 1985 passo para a Rua Lethes onde me encontro hoje.

2-Quando é que acha que foi a época de ouro do comércio de Faro?
Acho que começou nos ultimos anos da década de sessenta com picos de 1980 a 1992.

3-Tem atendido gerações atrás do balcão. Quais são as diferenças que nota Hoje?
Em relação às gerações mais antigas não tem nada a ver com as de hoje. Actualmente veste-se muito mal mas não é só em Faro. Em Lisboa acontece a mesma coisa.

4-O Sr.Soares está sempre bem vestido. Acha que isso tem influência no trato com o cliente?
Não estou totalmente de acordo consigo. Talvez há vinte, trinta anos essa observação tivesse razão de ser. Como tudo na vida, educar a vista na questão de vestir, não se aprende de um dia para o outro.

5-Tem uma opinião em relação ao estado da Baixa de Faro? O que podia ser feito para revitalizar o comércio tradicional?
Em relação ao estado da Baixa não serei eu a pessoa mais indicada mas sempre direi que, sem a ajuda da Câmara e o muito trabalho de todos nós e quando digo todos nós refiro-me a todos os que vivem do comércio, isto não vai lá.

N.L.

Andava a pesquisar uma fotografia da Pigalle para ilustrar o post quando encontrei isto, o filho do Sr.Pereira da Pigalle(já não existe é agora a VictorVitoria), a internet tem destas coisas. adf

Juca & Zeca


CORREDORES A BELÉM


fotografia de Jacinto José Rodrigues
No dia em que Manuel Alegre anunciou que não usaria o seu lugar cativo nas listas do PS às eleições de Setembro, ficou tudo esclarecido, faltando o acto oficial de anúncio da corrida presidencial.
Tendo aprendido com as lições de há cinco anos, desta vez antecipou-se ao seu próprio partido, embaraçando-o e ao seu chefe José Sócrates.
Alegre sabe que o seu partido do coração não é consensual quanto às suas pretensões e sobretudo sabe que o estilo egocêntrico de Sócrates, que gosta de sujeitar as escolhas, teriam de ser alvo de surpresa, para lhes reduzir impacto e apoios em volta da eventualidade de um candidato institucionalizado.
Há cinco anos, a divisão de um dos blocos de opinião da sociedade facilitaram a ascensão de Cavaco Silva, situação que deixou marcas e que muitos dentro do PS não gostariam de ver repetida. Entre os descontentes, conta-se José Sócrates, que já pôs alguns fiéis a fazerem declarações de intenção, numa revelação do desconforto instalado.
A situação de confusão instalada no partido de sempre de Cavaco Silva, o PSD, para além de o trazer preocupado, este sabe que as ofertas de disponibilidade para a liderança não são do seu agrado e que dificilmente poderá, no espaço de um ano, ter encontrado o líder apaziguador e capaz de se afirmar como dirigente de oposição respeitado.
Cavaco Silva, que é hoje o principal líder da oposição, situação que não se coaduna com o cargo que ocupa e que todos tentam vender como de “todos os portugueses”, não tem fuga e corre o risco de chegar ao acto eleitoral nesta condição que o poderá fragilizar.
Cavaco Silva e o sector da sociedade de onde emergiu, não lhe interessa comentar o que vale Manuel Alegre, analisando friamente que à margem de tempo e esperando que o temperamento de Sócrates, que também não se gostaria de ver refém de uma vitória ou derrota de Alegre, penda para que o PS indicie outro candidato.
As condições políticas entre os dois actos eleitorais são consideravelmente diferentes, a gravidade da situação social cria um ambiente mais identificado com o discurso de Alegre, enquanto Cavaco foi o presidente da era da degradação e que os seus autores são muitos dos seus apoiantes.
O ano de 2010 tem o comprimento de uma crise e consequências de que não há memória nos últimos 36 anos e, até 2011, com a aprovação de dois OE que vão colocar o país a ferro e fogo, muita luta política e social estará nas ruas e nenhum órgão do poder deixará de se ver envolvido, do que advirão muitos juízos de valor que se reflectirão na eleição presidencial, se uma outra qualquer crise não se antecipar.
Qualquer dos dois conhecidos pretendentes à presidência julgam-se missionários predestinados, embora sejam os dois, um conhecido produto das políticas do nosso descontentamento.

Luis Alexandre

VISITA A OBRAS E A EQUIPAMENTOS NO CONCELHO

A Câmara Municipal de Faro promove, no próximo dia 23 de Janeiro (Sábado), uma visita a obras e a equipamentos no concelho que será acompanhada pelos membros que compõem a Assembleia Municipal, directores de departamento e chefes de divisão da Autarquia.

Esta visita insere-se no âmbito da política de proximidade que este executivo está a promover. Pretende-se, desta forma, que os dirigentes da Câmara Municipal e os responsáveis políticos travem conhecimento mais aprofundado da realidade do concelho para ficarem munidos de mais e melhores instrumentos de decisão. Um outro objectivo é criar espírito de equipa e sentido institucional entre o Executivo e os dirigentes. Estas visitas realizam-se de dois em dois meses.

PROGRAMA DA VISITA:

09:15 – Saída da garagem municipal
09:20 – ETAR Nascente (Salgados – Rio Seco)
Informação geral sobre o seu funcionamento
09:50 – Creche municipal da Penha
Empreitada em fase final
10:20 – Pavilhão Desportivo
11:00 – Apresentação do Plano de Pormenor do Guilhim e do projecto geral do outlet
11:30 – Terreno municipal no Medronhal – plano em curso
12:00 – Centro hípico de Montenegro
Com os melhores cumprimentos.

Terça-feira, Janeiro 19, 2010

O Algarve e o Desemprego - Situação dramática


O número de desempregados inscritos nos centros de emprego, excluindo regiões autónomas, subiu em média 22,4 por cento no primeiro semestre, face igual período de 2008. No Algarve aumento é de 57,3 por cento. mais aqui

BAIXA COMERCIAL

Faro sempre teve propensão para o comércio da moda. Décadas atrás Faro vestia os algarvios endinheirados, que vinham de propósito fazer a Faro as suas compras. Com o advento do turismo não foram os algarvios que ficaram seduzidos pelas marcas que o comércio local apresentava, foram também os estrangeiros cuja fama de Faro neste particular não desconheceram. Aos dandys locais vieram deste modo juntar-se os forasteiros. A elegância, essa excentricidade, que Balzac tratou como ninguém, teve em Faro o seu ponto privilegiado. A milícia dandista dilatou-se e começou a ser um símbolo da cidade. Hoje as coisas são um pouco diferentes. Aos que se vestem de cores negras, salientado por Baudelaire, juntaram-se os novos adeptos da chamada moda urbana, jovens, de cores garridas, das sapatilhas, provinda do surf, do skateboard , do punk, do graffiti. Faro entrou também neste comércio, alternativo, neste estilo de vida, resultante da recessão dos anos 30, nos Estados Unidos, que forjou toda um manancial de novas empresas, de designers, de marcas, para um público jovem.
Nem tudo porém, começa a dar certo em Faro. A presença do Fórum veio dividir o comércio, veio retirar o elan que a Baixa sempre teve. A Baixa une-se para não perder força, cria uma associação para defesa das suas mais valias, mas a sua gestão é deficiente, pouco acréscimo traz ao comércio da moda da Baixa. Falta-lhe organização, gestão adequada, funcionar como um centro comercial a céu aberto, colmatar nichos de mercado mais deficientes, sobretudo um sponsor especializado no topo da organização que analise a situação, reorganize a gestão, domine o mercado, chame novos consumidores, nacionais, estrangeiros, via internet. O marketing urbano devia há muito ter sido assegurado. O futuro da baixa comercial não está assegurado. A sua continuidade periga. Faro precisa neste âmbito de um novo saber. Os comerciantes são os próprios que se excluem, quando a riqueza em tempos idos lhes faz retroceder, pôr à prova uma certa ingenuidade.
As marcas, empresas, estrangeiras vendem ainda, mas os comerciantes locais parecem registar alguma quebra. A fidelidade dos consumidores perde-se no mundo globalizado.
Os consumidores hoje têm alternativas. As suas exigências de satisfação são mais amplas. A concorrência começa a se fazer sentir. As soluções low cost estão em todo o lado. A gestão do marketing é cada vez mais importante para uma outra capacidade de oferta e tudo isso escasseia na baixa comercial quando os mercados se atomizam, os processos de serviço divergem.
Como disse, a fidelização dos consumidores à baixa é hoje diferente. Os consumidores da baixa podem ser ganhos, recuperados, com um novo estilo de vida na baixa. Quando a Frente Ribeirinha funcionar em pleno, a Vila a Dentro oferecer mais e melhor oferta museológica, de restauração. Nessa altura, a baixa comercial entrará no ecossistema. Só então se poderá falar de uma nova organização do negócio, de uma componente do turismo de moda. As preocupações ambientais, a qualidade de vida, levarão os consumidores a rever os seus processos. As preocupações ambientais levarão os consumidores a preferirem certas marcas, a desenvolverem outra auto-estima. As mensagens positivas terão porém de ser outras.
As marcas continuarão a penetrar nos ambientes onde melhor possam se desenvolver.
Nisto tudo terá especial importância o marketing, o trade marketing, na defesa dos clientes, sua satisfação. Ganhará na baixa então reforço uma interdisciplinaridade que se estenderá à restauração, como complemento das novas tendências do comércio da baixa de Faro.

Viegas Gomes

Reabilitação Urbana - uma questão de Lógica


Foto de José Cerqueira
"... Falando no final de um debate sobre “Responsabilidade Socialnas jornadas parlamentares do BE, em Faro, o deputado José Gusmão referiu que a aplicação desta proposta, que os bloquistas gostariam de ver inscrita no Orçamento para 2010, “criaria cerca de 60 mil empregos de forma directa”.

"...O deputado bloquista salientou que “uma das divergências” em matéria de investimento público que o seu partido tem com o PS é a “prioridade de um investimento de pequena e média dimensão” e distribuído pelo território nacional, por oposição às grandes obras..."


"... A reabilitação urbana, segundo José Gusmão, seria uma medida “estruturante” por “dar resposta “aos bloqueios” e assimetrias regionais e traria outros benefícios indirectos: “Reduz os movimentos pendulares entre os centros urbanos e as periferias e problemas de marginalidade social”.
Gusmão referiu que em Portugal existem 500 mil casas desabitadas, das quais 61 por cento está “fora do mercado” devido ao seu estado de degradação
e que, na proposta que apresentou, este apoio do Estado à reabilitação de imóveis se faz em três modalidades – apoio do Estado através de juros bonificados a quem recorrer ao crédito, partilha dos custos da reabilitação entre Estado e proprietário (recuperados depois pelo Estado através do arrendamento dos imóveis) e apoios às autarquias que tomem posse de imóveis para os reabilitar.
No final desse processo os imóveis serão devolvidos aos seus proprietários na condição de serem mantidos no mercado através de uma bolsa de arrendamento”, acrescentou.