Sábado, Janeiro 31, 2009

Faro e as suas livrarias


Lello - Porto

Se não me engano, George Steiner disse uma vez que a cultura europeia devia muito aos seus cafés. Pois eu acho que uma cidade deve muito às suas livrarias. Cidades com livrarias a sério são cidades para serem levadas a sério. Cidades onde eu sinto que pertenço e onde existe uma determinada afinidade. Uma afinidade indizível com gente que desconheço mas que passeia o olhar da mesma forma por uma prateleira. Se existir um café por perto e jornais então eu estou em casa, definitivamente. Claro que algumas casas são fatais. Subir a escadaria de madeira da Lello no Porto é incomparável, assim como é entrar na Simon Finch Rare Books em Londres e "tocar" em primeiras edições de Joyce ou Graham Greene. Este gosto pelo cheiro do papel talvez o tenha ganho nas minhas entradas madrugadores no Carapucinha ali ao lado de casa, a pretexto de qualquer coisa, e mais tarde na Bertrand ou na Europa-América, quando cada livro era mesmo uma aventura, desde Salgari até Júlio Verne e tudo se lia enquanto o relógio fazia o favor de parar.

Com a chegada da Universidade a Faro tive a presunção de que na cidade iriam proliferar livrarias e cafés e as tertúlias se iriam refazer e a discussão académica daria lugar a uma cidade mais dada ao sonho e à criatividade. Mas houve alguém que decidiu afastar os estudantes para o seu gueto e esqueceu-se de os ligar à cidade. E assim cresceu o Montenegro e assim também cresceu o ensino universitário em Portugal, mais dado à cerveja do que ao café. E quando dei por mim, os 10 000 estudantes, 700 docentes e 400 funcionários da Universidade do Algarve não tinham conseguido sequer fazer aparecer um conjunto mínimo de procura cultural (ou vice-versa) que justificasse o crescimento de um qualquer "quartier" cultural na minha cidade. Talvez o mais parecido tenha sido mesmo a falecida Rua do Crime. Malfadada sorte.

Agora, no momento em que o Pátio de Letras desponta e outras colectividades culturais teimam em sobreviver, ouço as palavras do Presidente da Fundação Serralves que propôs ao Governo uma plano baseado nas potencialidades do sector cultural e das indústrias criativas para enfrentar a crise. António Gomes Pinho, defende que uma maior aposta na cultura iria permitir criar centenas de postos de trabalho na região. No Porto, depois do despovoamento da Baixa pelo erro histórico (a somar a outros) de lá tirar a Universidade, a Baixa recompôs-se por causa da indústria cultural que conseguiu atrair pessoas e empregos (quem diria…).

Nestes momentos de crise, em que as soluções são todas ao contrário e em que, em teoria, a cidade de Faro possui uma imensa massa disponível para a cultura e a fruição desta (única no Algarve) não se percebe a não aposta a sério nos equipamentos culturais com gente que tem vindo a demonstrar capacidade de gestão, independentemente da sua cor política.

Pedro Graça

Sexta-feira, Janeiro 30, 2009

O Mundo



Enquanto o mundo discute como sair desta crise, neste cantinho discute-se o tio o sobrinho e o Freeport.
Assim
deixou-se por uns dias de falar em desemprego, fábricas a fechar, mercados a cair, penáltis, foras de jogo, benfica, telenovelas, hospitais a abarrotar, greves dos professores, apoios para as empresas e pessoas,etc, etc.
Cada um têm o que merece.
Só falta mesmo, é um novo assalto dos espanhóis ao que resta da banca privada portuguesa... adf

Voltaram os problemas à Horta da Areia


Horta da Areia.
Depois de durante muitos anos terem acontecido situações de violência entre alguns habitantes do bairro da horta da areia e as centenas de miudos, pais, treinadores e dirigentes que utilizam o campo de futebol da horta da areia, ver aqui, a CMF decidiu e bem, no final do ano de 2008, colocar policiamento, durante parte dos treinos, que numa primeira fase ia até ao final da época de 2009.
A situação melhorou e nunca mais ocorreram situações tristes.
Acontece que, pelo que me contaram, nenhum destes serviços foi pago à PSP até hoje, assim, deixou de haver policiamento na Horta da areia e rápidamente começaram a surgir os mesmos problemas.
No Domingo passado, num jogo das escolinhas do S.Luís e perante largas centenas de assistentes houve necessidade de se chamar a PSP e ontem à tarde durante os treinos a mesma coisa.
Uma vergonha Sr. Apolinário. adf

6 meses de Pátio de Letras

Ao longo dos pouco mais de 6 meses que decorreram desde a sua abertura, as editoras e os livros disponíveis no Pátio de Letras multiplicaram-se, as iniciativas culturais também. Estamos, agora que começam a ser mais audíveis as manifestações de incentivo, ainda mais (ainda mais?!) animados no prosseguir deste projecto.

O alargamento a novas editoras prossegue, ainda que por vezes de forma bem mais lenta do que gostaríamos, porque apesar da facilidade de comunicação que a informática permite e pese embora a concorrência, há quem persista em não mudar procedimentos manifestamente obsoletos.

E porque os livros vão sendo cada vez em maior número e queremos continuar a dar destaque não só às novidades mas também àqueles que são tidos por livros e/ou autores de referência (e porque não, também àqueles de que gostamos muito e pronto!), vamos reorganizar a livraria. No próximo sábado 31, dia da inauguração da exposição da artista plástica, residente em Faro, Cidália de Brito, poderão já ver as alterações, ponto de partida para um trabalho de divulgação dos autores cujas obras formos destacando, trabalho que foi levado a cabo nalgumas Happy Hour e interrompido com o termo destas, no final do Verão.

Oxalá quem já se habituou e gosta do visual do Pátio não estranhe... ou então, parafraseando Pessoa, que estranhe mas depois entranhe :) Eventos, livros e muito mais em:
http://www.espacodememoria-patiodeletras.blogspot.com/



Quinta-feira, Janeiro 29, 2009

Miguel Sengo da Costa (ao centro) diz que currículo de Macário não impressiona


Miguel Sengo da Costa (ao centro).

O presidente do PS/Faro defendeu hoje que a "explosão urbanística" que marcou a actuação de Macário Correia (PSD) em Tavira não lhe confere "especiais atributos" para gerir o concelho de Faro.
A candidatura de Macário Correia à Câmara de Faro para as próximas eleições autárquicas foi aprovada este fim-de-semana pelo PSD/Faro por "unanimidade" e "aclamação" de cerca de 50 dos 1.500 militantes da concelhia, mas ainda não foi oficialmente formalizada.
"Do ponto de vista do adversário não estamos impressionados com o currículo de gestão autárquica [de Macário Correia] em Tavira que se caracterizou por uma explosão urbanística e com construção descontrolada, falta de políticas sociais e pela tentativa de conquista de projectos emblemáticos em concorrência com Faro", disse à Agência Lusa o presidente do PS/Faro, Miguel da Costa.
O presidente da concelhia do PS/Faro acusa Macário Correia de ter concorrido com Faro para ganhar o porto de recreio e o centro de arte moderna, mas recorda que os objectivos não foram concretizados em Tavira e "são uma realidade" na capital algarvia.
Miguel da Costa reconhece que o potencial candidato do PSD a Faro, Macário Correia, tem "notoriedade e qualidades populistas", mas considera que não tal não significa que tenha "competência e qualidade de gestão autárquica".
"Reconhecemos ao engenheiro Macário Correia notoriedade e qualidades populistas que não significam obrigatoriamente competência e qualidade de gestão autárquica", disse Miguel da Costa, que encara com "tranquilidade" o avanço de Macário Correia à autarquia de Faro.
O PS/Faro está confiante na acção do executivo socialista da Câmara Municipal de Faro (liderado por José Apolinário), que, defende Miguel da Costa, "desenvolveu uma acção sustentada e ponderada na defesa dos interesses dos farenses e será aquele que dá mais garantias à população de que Faro está em boas mãos para atravessar o período de crise que se avizinha". Observatório do Algarve

Tempos de crise e o comboio Algarvio (II)


mapa CP internacional

Num anterior texto falámos sobre a necessidade de uma ligação ferroviária à Andaluzia e de uma maior cooperação com esta região, com a população quase idêntica a Portugal. Pois nem de propósito, o Dr. Carlos Lage, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), tem desenvolvido esforços nos últimos tempos para aproximar o Norte à Galiza e agora a Castela e Leão. Nesse sentido, a CCDRN e a comunidade autónoma espanhola de Castela e Leão assinaram ontem um convénio de cooperação transfronteiriça no Porto. Rui Baleiras, o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional que esteve presente sublinhou, que o novo convénio permitirá uma maior racionalidade e consistência dos investimentos transfronteiriços, pondo fim a um período em que "demasiados projectos foram desenvolvidos de modo pulverizado, sem visão de longo prazo".

A nova cooperação terá tradução, na aprovação, já em Março, de um plano estratégico de acção com medidas concretas, entre elas a de avançar com a requalificação da via férrea Pocinho-Salamanca , Isto depois de ter sido decidido construir-se a ligação Porto-Vigo por ferrovia. "Durante séculos vivemos de costas voltadas, mas a Europa mudou tudo isso e hoje é possível dizer que tudo o que é bom para Espanha é bom para Portugal e vice-versa", regozijou-se o embaixador de Espanha, Alberto Navarro.

São tempos de aproximação e de utilizar obras públicas para melhorar a competitividade das regiões (nomeadamente a Algarvia) com projectos a sério e com datas a cumprir. O pessoal do Norte já começou a trabalhar, e bem, para atingir este objectivo. Nas palavras recentes de Rui Moreira, "influenciaremos as agendas dos partidos e seremos capazes de trocar alguns dos fracos protagonistas que nos reclamam o voto mas que apenas obedecem aos directórios, por gente com a coragem e a determinação do Presidente da CCDRN." Sendo competência das CCDR executar, ao nível das respectivas áreas geográficas de actuação, as políticas de planeamento estratégico regional, seria interessante perceber o que tem sido feito pela nossa CCDR Algarve, para melhorar a nossa ferrovia e aproximar por este meio estruturante o Algarve e a Andaluzia.

Pedro Graça

Quarta-feira, Janeiro 28, 2009

Faro - Sé


fotografia de Mauro Rodrigues

Violência na Baixa de Faro


Policia de proximidade, com excelentes resultados na Baixa de Faro,
desde que foram criados aumentou a visibilidade policial e a
diminuição da criminalidade.

Uma septuagenária foi ontem à tarde, assaltada por dois indivíduos na sua residência na avenida 5 de Outubro, na Baixa de Faro. A idosa, de 79 anos, foi agredida, amarrada e sequestrada numa casa de banho. Um cartão de crédito, com o respectivo PIN, oitenta euros em dinheiro e diversos artigos em ouro foram roubados pelo duo.
"A vizinha Etelvina, que vive sozinha no 1º andar, veio à janela pedir socorro", contou ao CM, Adelaide Costa, proprietária do snack-bar A Hélice, situado no rés-do-chão. A vítima, em estado de choque, contou que, ao entrar em casa, foi surpreendida. "Empurraram-na, deram-lhe socos na cabeça e vários pontapés, amarraram-na com fita adesiva larga e fecharam-na na casa de banho pequena", disse a vizinha. correio da manhã


deixo aqui três notas relacionadas com a segurança em Faro:

1- saudar e dar as boas vindas ao novo comandante da PSP de Faro, Vitor Rodrigues, espero que continue o excelente trabalho do intendente Jorge Cabrita.
2- A Policia de proximidade e sobretudo os policias que se deslocam nas bicicletas são uma grande mais valia para a Cidade de Faro e para a Baixa onde se concentram grande parte do comércio e serviços ,é um trabalho dos melhores a nível nacional e reconhecido por todos; deve continuar e melhorar, para se tentar ao máximo evitar situações de violência.
3- Atenção à Horta da Areia, no Domingo num jogo das escolinhas do S.Luís voltou a ser necessário a intervenção da PSP, perante centenas de pessoas, alguns residentes daquele bairro portaram-se mais uma vez mal, uma vergonha, parece-me também que o policiamento nos treinos desapareceu, vou tentar confirmar.
Adf

Terça-feira, Janeiro 27, 2009

O Comentário


agricultor Algarvio

Obrigado Pedro Graça.
Belo texto. Confortou-me a alma de algarvio.

E poque também não perderia o filme desse sabedor da intuição feminina, a forma doce e suava como deslizámos nos recantos dessa bela cidade de Barcelona, seguindo os guinchos do coração dos intervenientes, bem envolvidos em taças de bom vinho catalão, suavizados pelo toque magistral de uma guitarra que produzia sons "made in". E a abrir e a fechar uma música despretensiosa, que funciona como um apelo a irmos lá inventar a nossa história.

Woody, possivelmente nunca virias a este desgraçado Algarve 2009, mas o de há 30 anos, com o seu cheiro a mar e as tabernas ali plantadas ao lado... esse merecia ser cantado.

O "velho" conceito de fazer turismo, de rua abaixo até ao mar para suavizar os calores meridionais e rua acima até às sombras do Largo, para ouvir o barulhar das conversas regadas com uma pinga do Ti Manel, e as sardinhitas de escabeche da dona Almerinda, já só fazem parte de uma memória, graças aos esforços dos "videntes" dos conceitos de encaixotar clientes ou escondê-los em ghetos de gente fina para comerem tudo ao meunier.

Ai meu rico Algarve, que não tem a guitarra catalã, mas tem os ferrinhos e a voz medronhada do Joaquim do Barrocal, não tem os velhos empedrados das ruas estreitas das aldeias brancas, muitas delas cercadas de pinheiros ou amendoeiras, porque os senhores de Cascais ou do UK, vieram fazer um resort de palmeiras e piscinas ou um Bar very british, para que os turistas se sintam em casa.

O Algarve que apaixonou gente de fama que por aqui passou e ajudou a divulgá-lo, que andavam despreocupados em sandálias e de camisa aberta misturados com a populaça e faziam uma festa na hora da partida e da chegada, foi substituído pelos novos ricos da bola, ou dos fundos de investimentos de um qualquer paraíso fiscal, que olham para a nossa riqueza paisagística como meras fontes de enriquecimento a qualquer preço.Lembram-se da ideia de fazer uma ilha das arábias em frente a Vale do Lobo e que o seu maior entudiasta era um conhecidíssimo louletano?

Choro por ti meu Algarve, que nestas entradas de século novo, ainda não se faz nada para curar as tuas feridas abertas e só nos chegam noticias de betão e matas derrubadas que a vilanagem dizem ser o melhor para nós todos.

Tem avonde a minha escrita que tou a ficar almareade de dor.

Luís Alexandre


Ao Luís Alexandre,
Gosto deste espaço onde se pode comentar as letras e o amor pela nossa terra, sem se falar de futebol e novelas dos banqueiros e restante pandilha. Neste país onde os jornais e os jornalistas estão cada vez mais com as calças na mão e obrigados a dizer certas coisas, ao menos existam espaços de liberdade onde se possa exprimir a dor que nos vai na alma algarvia e também sugestões de melhoria.
Cumprimenta,
Poeta marafado

Mercado Municipal de Faro vai ter Ginásio Desportivo

A Câmara Municipal de Faro decidiu abrir concurso público para a execução de um Ginásio Desportivo no Mercado Municipal de Faro.
O Ginásio ficará instalado no piso 1 do Mercado e ocupará uma área de aproximadamente 600 m2, criando um espaço de qualidade e referência para a prática desportiva, nomeadamente o judo.
O valor base da obra é de 222.674,00 euros (acrescido de IVA) e tem um prazo de execução de 120 dias.

Vicky Cristina Barcelona II






O Pedro Bartilotti recordou-me que o Biel Ballester Trio, de Barcelona actuou pela primeira vez em Portugal na Rua de Santo António(Abril de 2008) nas comemorações dos 50 anos da Óptica Graça, logo eles que fazem parte da banda sonora do filme Vicky Cristina Barcelona. Grande pontaria amigo Pedro. Aqui ficam os registos.


Vicky Cristina Barcelona


http://www.youtube.com/watch?v=39PuFOTjtk8

No mesmo dia que oiço notícias sobre o investimento de Portimão na candidatura a fundos comunitários, sustentada por um consórcio de parceiros internacionais, para a construção de uma Cidade do Cinema, que tem por objectivo a produção de sucessos de bilheteira à escala global relembro-me de um filme que vi ontem: Vichy Cristina Barcelona. Assim se chama o último filme de Woody Allen que celebra uma cidade, Barcelona e a cultura catalã. Não tem preço para a região. Durante os 96 minutos em que assisto às peripécias de Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) e Juan Antonio (Javier Bardem), um belo pintor mais a sua mulher neurótica, Maria Helena (Penélope Cruz), passa por mim o encanto do "savoire vivre"catalão. Mais do que o Parque Güel , a Sagrada Familia, La Pedrera ou Las Ramblas, aqui filmadas ao pormenor, o que ressalta no filme é uma certa maneira de ser espanhola, filmada por um judeu norte americano é certo, mas a descrição de uma certa liberdade de ser meridional, de viver o Verão mediterrânico e de se exprimir, por oposição à forma mais convencional, rígida e ortodoxa dos norte-americanos. Não sei quantos milhares de turistas norte-americanos visitarão a Catalunha nos próximos meses por causa do filme. Mas irão lá (tal como no filme) à espera de serem seduzidos por um qualquer pintor local, para ouvir tocar guitarra à noite, para beberem até cair para o lado, para fumar despreocupadamente ou até para ouvir discutir em voz alta…enfim para viver. Seria interessante a quem decide o turismo Algarvio pensar que a capacidade desta nossa terra se distinguir e atrair visitantes de todo o mundo tem muito a ver com a forma única como as pessoas aqui vivem, como se exprimem artisticamente, como se relacionam, como comem, com a sua genuinidade e qualidade de vida e não apenas com as bolhas estanques de qualidade das Quintas do Lago e dos "resorts PIN de 5 estrelas" rodeados de muros e campos de golfe, mais os empregados servis, que ultimamente se promovem. Basta ir ver o filme e percebe-se de imediato esta questão.

Pedro Graça

Segunda-feira, Janeiro 26, 2009

Moto Clube Faro



O MCF respondeu uma vez mais ao convite da organização para participar na Expomoto, a decorrer de 24 de Janeiro a 1 de Fevereiro nos pavilhões da Exposalão, na Batalha.
O stand do MCF ocupa uma area de 81m2, aposta na divulgação das actividades a realizar neste ano em especial "O Dia Nacional do Motociclista" a realizar em Faro no Largo de S. Francisco e na "28ª Concentração Internacional de Motos" podem ser admiradas as motos do MCF Racing Team, equipamento do MCF DH Racing Team e alguns exemplos do trabalho da Chopper Spirit.

S.G. Braza

Skates parks no Algarve


Projecto do Skate Park de Faro


Skate park - Tavira


Skate park - Portimão


Skate park - Albufeira


Skate park Quarteira

Juniores do Farense de vento em popa


Os juniores do S.C.Farense na vitória no S.Luís frente ao Pombal.

Depois dum início de temporada menos bom, parece que as coisas começam a melhorar, parabéns aos jogadores ao seu treinador Miguel Serôdio, ao Gião e a todos os dirigentes do clube. O melhor para o renascimento do Farense passa por ter um futebol juvenil forte e que alguns destes jovens sejam depois aproveitados pelo futebol sénior.
Fico feliz por ser um dos patrocinadores desta equipa, e porque também joguei muitos anos nas camadas jovens do S.C.Farense e sentia na pele o prestígio que tinha o nosso clube.
Que se continue a apostar na formação dos jovens em Faro.


ATRIBUIÇÃO DO PRÉMIO ZEROWORLD

A emissão de Gases com Efeito de Estufa (GEE) está na origem do Aquecimento Global o que origina as catastróficas Alterações Climáticas. Estas últimas trarão seguramente graves consequências para o Algarve, tanto em termos ambientais como económicos e sociais. Nomeadamente é de referir o aumento do nível das águas que irá causar alterações significativas na linha de costa, indo ter reflexos críticos no sistema frágil e sensível da Ria Formosa, principalmente ao nível da estabilidade e continuidade das ilhas barreiras, que a protegem em toda a sua extensão. As duas linhas de solução para esta questão são as apostas na Eficiência Energética – que permite poupar no consumo de energia – e nas Energias Renováveis – que diminuem a emissão de GEE. Será que as diversas entidades públicas - autarquias, empresas e direcções regionais – estão a dar a devida atenção a este grave problema? Vamos começar no Alentejo.

Moura. José Maria Pós-de-Mina, presidente da CM foi considerado uma das 10 personalidades internacionais do ano de 2008 pela prestigiada revista norte-americana OneWorld, devido à sua Central Fotovoltaica, 62 MW, o que dá para abastecer 75.000 pessoas, 24 horas por dia, 365 dias por ano. A entidade promotora é 80% da CM de Moura e o resto são privados. A poupança nos GEE é de 170.000 tons por ano.

Serpa. Central Fotovoltaica, que com os seus 52.000 painéis solares produzem 11 MW o que dá para fornecer 20.000 pessoas. Poupança nos GEE de 30.000 tons/ano.
Almodôvar. Central Fotovoltaica de 2,15 MW produzidos por 13.000 painéis que dará para 5.000 pessoas. A poupança em emissões de GEE é de 6.000 tons por ano.

Chegamos ao Algarve. Deveria haver uma continuidade na utilização das energias renováveis, até porque há condições ideais para mudar o paradigma energético passando de um modelo que se tem baseado no uso de fontes com fortes emissões de carbono – começou na madeira, no carvão, no petróleo e está a terminar no gás natural – para um modelo de fontes renováveis como a solar, a hídrica, a eólica, a biomassa e as ondas.

Mas oops!, Para além um parque eólico na Costa Vicentina e o aproveitamento pouco significativo do biogás num aterro sanitário, é de registar uma iniciativa exemplar e inovadora a nível nacional em Tavira, a instalação de uma Central Termo-Solar – energia solar que produz vapor de água que origina electricidade através de turbinas - de 6,5 MW que fornecerá 10 a 12.000 pessoas, metade da população de Tavira. O consórcio que a gere, tem a participação da Câmara Municipal e outros privados.

Mas havia mais, mas é uma história com um final triste. Uma Associação Ambiental durante mais dum ano fez um projecto para recolha de todos os Óleos Alimentares Usados (OAU) da região, a sua transformação em Biodiesel e a sua utilização nas frotas municipais. Criou uma parceria regional de 25 entidades para a recolha de 2.400 tons/ano de OAU, que equivale à diminuição de emissão de GEE em 4.800 tons/ano e uma poupança anual para a região de milhão e meio de euros. Abrangendo toda a região, seria uma iniciativa inovadora a nível mundial.

E o que é que aconteceu? Um dos parceiros, uma das maiores empresas públicas da região, que até essa altura não tinha feito absolutamente nada, apropria-se do projecto, modifica-o para que todos os benefícios fiquem só para si, corre com todos os outros parceiros e apresenta a candidatura na CCDR de uma forma tão desastrada que é chumbado logo à entrada, liquidando desde logo esta grande possibilidade da região dar um passo de gigante na área das energias renováveis. Quem faz isto ao Algarve também merece um prémio mas, ao contrário do Alentejo, o que deve receber é o ZeroWorld, porque actuações como esta só prejudicam o nosso presente e hipotecam gravemente o nosso futuro, remetendo a sustentabilidade da região para as Calendas Gregas…

Alfredo Leal Franco

Domingo, Janeiro 25, 2009

Tempos de crise e o comboio algarvio


CP internacional - Mapa do serviço Internacional

Existem várias teorias económicas para se ultrapassar esta crise. Uma delas, seguida por diversos governos europeus e também pelos Governos de Portugal e Espanha, advoga o lançamento de obras públicas em vez de fazer baixar os impostos. Não sendo economista, parece-me existir aqui uma "janela de oportunidade" para relançar a questão da ligação ferroviária entre o Algarve e a Andaluzia. O Algarve sempre esteve de costas voltadas para a nossa vizinha Espanha, muito por culpa dos governantes algarvios e também por interesse isolacionista dos poderes centrais Português e Espanhol durante décadas. Basta recordar que a primeira ponte rodoviária a ligar as duas províncias foi inaugurada em 1992 e financiada por fundos comunitários do Programa INTERREG I. Só no final do séc. XX, se facilitou a ligação natural entre duas regiões com muito a ganhar pela proximidade! A mobilidade entre as regiões poderia facilitar o turismo, a mobilidade profissional, a educação, a saúde, a cultura… Basta recordar que são duas regiões com um grande número de PME e Microempresas de sectores muito localizados que constituem praticamente a totalidade dos tecidos empresariais, com muito a lucrar pela junção de esforços. Para além do mais, a Andaluzia possui actualmente uma dimensão praticamente igual a Portugal. Ou seja, Portugal (incluindo as R.A. dos Açores e da Madeira) possui 92.000 Km2 e a Andaluzia 87.600 Km2 e quanto à população (Portugal 10.600.000 e Andaluzia 8.200.000). Ou seja temos um país ao nosso lado praticamente inexplorado, a todos os níveis!

Apesar deste enorme potencial, a ligação ferroviária entre as duas regiões não existe nem se articula. Agora que a Andaluzia se liga ao resto de Espanha e à Europa pelo TGV (com as linhas cheias nas duas vezes que lá passei, diga-se de passagem) o que esperam os autarcas algarvios e restantes forças políticas para reivindicar a ligação ferroviária entre as duas regiões? E não necessitamos de TGV, apenas um comboio moderno e rápido entre Faro e Sevilha. Uma linha eficiente, rápida, moderna e ambientalmente adequada. É que não vale a pena esperar sentado. Em 1906, cinquentenário da inauguração do Caminho de Ferro em Portugal chegou a Linha do Sul a Vila Real de Santo António ! Em 2009, passados 103 anos, dessa inauguração ainda existem estações de caminho de ferro no Algarve que relembram esses tempos. E os serviços e sua rapidez estão ao nível do século passado. Em vez de reivindicarmos a requalificação da nacional 125 como prioridade das prioridades (sendo necessária a sua requalificação) sejamos mais exigentes e ambiciosos. Os tempos de crise são também tempos de oportunidades e não apenas momentos de pranto nacional e imobilização neuronal.

Pedro Graça

O comentário


Um local de culto.
Se este espaço não vingar então Faro não merece olhar-se ao espelho.Trata-se, não de uma livraria comum, onde as editoras ditam lei, encharcam e conspurcam com pseudo livros, mas sim a modos de uma biblioteca pessoal, criteriosamente escolhida, com mais de um exemplar por livro com a particularidade de poderem ser comprados.
Atrevo-me a dizer que se pode fechar os olhos, aleatoriamente retirar meia dúzia de obras das prateleiras e ainda assim ficar surpreendido com a qualidade e sugestão dos temas.
comentário Anónimo

Sexta-feira, Janeiro 23, 2009

(Sábado 24 Jan., 17h00) - Shostakovich - audição comentada da sua 9ª sinfonia


clicar na imagem para ampliar

grande trabalho que se está a fazer neste espaço
parabéns à Liliana e a todos que colaboram
neste projecto. adf

Aleluia

O Executivo da Câmara Municipal de Faro adjudicou hoje a obra de construção do Skate Park de Faro, um equipamento dirigido aos jovens farenses e que ficará instalado no Complexo Desportivo Municipal.
O Skate Park representa um investimento de 307 809.18 mil euros (valor com IVA incluído) e devendo ficar concluído em 150 dias.
Refira-se que o Skate Park de Faro é uma das obras mais ambicionadas pelos jovens farenses, que agora vão finalmente ver cumprindo um sonho há muito ambicionado.

Pedido de esclarecimento

Caros “A Defesa de Faro”,

No seguimento do vosso post “Loteamento Municipal da Câmara de Faro – comentário” efectuado por um anónimo, venho por este meio solicitar o devido esclarecimento:
O Loteamento Municipal da Avenida Calouste Gulbenkian é composto por 144 fogos de Habitação a Custos Controlados;
O Loteamento, o primeiro a ser construído em Faro desde 2001, possui 188 lugares de estacionamento em cave, 14 dos quais adaptados às necessidades de pessoas portadoras de deficiência física;
A juntar a estes, o Loteamento possui mais 231 lugares de estacionamento à superfície;
No total o Loteamento Municipal dispõe de 419 lugares de estacionamento, número superior ao obrigatório por Lei.
Pelo exposto, demonstra-se que o comentário do anónimo é extemporâneo e não corresponde minimamente à verdade, pois sublinho, foram construídos 419 lugares de estacionamento!
Aproveito ainda para referir que após a conclusão de mais 175 lugares de estacionamento à entrada de Faro/Olhão, no Complexo Desportivo Municipal, e a delimitação e pintura de 35 lugares de estacionamento para pessoas portadoras de deficiência física, a Câmara Municipal de Faro está a ultimar os procedimentos administrativos para o avanço das obras do Parque de Estacionamento Subterrâneo das Mouras Velhas, que terá capacidade para mais 220 veículos.
Simultaneamente, vão ser executadas ao longo deste ano um conjunto de intervenções urbanas, em várias zonas da cidade, que permitirão no total criar e organizar, cerca de 600 lugares de estacionamento gratuito à superfície.
A mobilidade e o estacionamento são inclusive uma das áreas prioritárias em matéria do Plano e Orçamento do Município de Faro para 2009 sendo de destacar o compromisso para o estabelecimento de parcerias público-privadas para a construção de 5 novos parques de estacionamento com capacidade para 1200 veículos no centro de Faro e em torno deste.
Também este ano terá inicio a construção da Variante Norte a Faro, depois do actual Executivo da Câmara Municipal de Faro ter conseguido a aprovação do Estudo de Impacte Ambiental e a inclusão desta obra, assim como da ligação de Faro à Via do Infante e ao Mercado Abastecedor da Região do Algarve na requalificação da Estrada Nacional 125 a cargo das Estradas de Portugal.
Temos um projecto e uma estratégia para mudar Faro, conscientes que Roma e Pavia não se fizeram num dia.
Mais uma vez, manifesto a minha total disponibilidade para que, sempre que desejem, possam previamente confirmar informações, anónimas ou não, sobre qualquer assunto que envolva a Câmara Municipal de Faro para que, no futuro, se evitem situações de desinformação que, me parece, começam a tornar-se frequentes.

Com os melhores cumprimentos e elevada consideração,

O Adjunto do GAP

Desemprego sobe em todo o país, mas mais no Algarve



O desemprego aumentou
em todas as regiões do país em Dezembro, tanto relativamente ao mês anterior como quando comparado com igual mês de 2007, indicam os dados divulgados ontem pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). A região do Algarve foi aquela em que se registaram as maiores subidas.
Os 416.005 inscritos nos centros de emprego no final de Dezembro eram mais 7407 do que no mês anterior e mais 25.725 do que um ano antes.
O aumento corresponde a um acréscimo percentual de 1,8 por cento entre Novembro e Dezembro e de 6,6 por cento face ao final de 2007. Trata-se, segundo a Lusa, do acréscimo mais elevado desde Setembro de 2004. No Algarve, a subida foi de 8,9 por cento no último mês do ano e de 17,5 por cento quando se comparam os meses de Dezembro de 2007 e 2008. mais aqui

O desempenho da economia e o desemprego colocam o nosso País igual ao que estava no início desta legislatura, não valeram os esforços de todos, sobretudos dos contribuintes. A crise é mundial e esse facto é indesmentível, apanhamos por tabela.
O Algarve já está a sofrer muito com esta crise, a piorar a questão na região, os grandes investidores do Algarve estão em grandes dificuldades económicas nos seus paises de origem, Espanha, Irlanda e Inglaterra, o que provoca esta onda de desemprego, para muitos estranha, porque associavam sempre o desemprego ao norte e à industria.
Se as obras públicas que Socrates defende para aliviarem a crise e relançarem a economia, derem resultado, o Algarve praticamente não vai beneficiar em nada e passa ao lado destas obras, porque tanto o novo Aeroporto como o Tgv, ficam a 300km da nossa região.
Sem uma voz forte a reivindicar mais investimento público para o Algarve ( não me venham com obras que já deviam estar prontas à meia dúzia de anos)
e com o agudizar da crise, vamos ter um ano certamente muito mau. Resta-nos os tais milhares de empregos que os "chico-espertos" ( alguns presidentes de Câmara do Algarve e responsáveis do governo) garatiram com a abertura de mais shoppings no Algarve. adf

Quinta-feira, Janeiro 22, 2009

UMA HISTÓRIA GORJONENSE III


"SERVIR" NAS HORTAS

Tinha ainda oito anos quando o pai, fugido de França onde tinha outra mulher e filhos, voltou a casa e logo começou a bater nos filhos "moços". O Virgílio, que não tinha conhecido o pai, não gostou do estranho que mal aparecido começara a distribuir "lenha" sobre ele e os irmãos. Não suportava tal tratamento e resolveu tratar da vida por conta própria.
Pôs uma saca às costas com pedaços de pão seco e umas roupas remendadas e meteu-se a pé, a caminho das "Hortas de Faro", onde ouvira falar de "moços" como os da Tia Iria Cavalinha e os Borralho Saltão, que por lá andavam e histórias de outros que se fizeram homens falados pelo seu valor no duro trabalho nas terras de regadio. Nesse tempo haviam muitos vendedores de peixe em bicicleta a pedal, aqui dos Gorjões, chamados os "arreeiros" que iam carregar a Olhão, Quarteita e muitas vezes até em Portimão. Um deles, vendo-o na estrada sózinho, indagou-o e sabendo da sua intenção de "servir" nas hortas, recomendou-lhe uma horta no Rio Seco que precisava de um "moço" para tratar do gado e explicou-lhe o caminho para lá.
Encarregaram-no de dar comida ao gado e tratar das cabanas, vinte quatro horas por dia, a troco de comida, dormida e roupa lavada e remendada. Poucos dias depois passou o seu nono aniversário a tratar majedouras e cabanas limpando o estrume e fazendo a cama dos animais com palha nova. Era bem tratado pelos donos da horta, as "jantaradas" eram fartas, tinham tanta carne e chouriço como ossos, e dormia numa casa ao lado das cabanas onde não chovia e era quentinha com a ajuda dos animais. Também não faltava a tarimba de palha e mantas de feira onde dormia e descansava nas horas vagas. Rebentara a Guerra e ele ouvia as pessoas falar baixinho sem perceber porquê, o que lhe fazia confusão e metia medo. Contudo, no sossego da sua tarimba, deu em pensar que nunca tinha dinheiro seu para comprar uma guloseira que espreitava na "venda" próxima, onde às vezes o mandavam fazer os "avios" da casa. Andava nesta matutação há meses quando veio para a horta um filho dos donos, moço mais velho e já taludo, que além de o gozar maldosamente começou a bater-lhe a doer por tudo e por nada. Voltou a pensar no pai a quem não consentiu que lhe batesse, e era pai, e agora um aldiaga desconhecido batia-lhe outra vez sem razão.
Ainda não haviam passados dois anos, voltou a falar com o Tio Zé Cuco, o tal arreeiro que já o ajudara antes, contou-lhe que andava descontente e queria mudar de casa de servir. Foi-lhe indicado uma horta de Mar e Guerra, onde uma dona de horta, sua cliente, procurava um moço de servir. Despediu-se dos patrões do Rio Seco, com desgosto destes, e abalou saca às costas, pela "Caldeira do Neto", à procura da tal horta em Mar e Guerra. Mais experiente, disse que donde vinha ganhava, além do habitual, cem escudos por mês e pediu cento e cinquenta para ficar. Ficou a ajudar na lavoura, nas plantações hortículas e sobretudo na rega do milho e continuava a tratar dos animais e cabanas. A senhora dona da horta gostava do seu trabalho e tratava-o bem e ele fazia tudo para que gostassem dele, trabalhando sempre mais e melhor. Ao fim de dois anos passaram a dar-lhe duzentos escudos mensais e ainda podia criar pessoalmente dois borregos dos quais um era para ele. Passados outros dois anos, com catorze anos sentia-se um homem ou, pelo menos fazia o trabalho dum homem, e contudo continuava nas mesmas condições. Entretanto, valha-lhe isso, tinha-lhe passado ao lado, como ecos em surdina, o problema da Guerra, do "racionamento" e da fome que houvera por todo o país, e na casa dos pais os irmãos sentiram.
Na idade da irreverência, um dia depois de receber, sem dizer nada, pegou de novo na saca e no seu borrego às costas e fez-se à estrada à procura de nova horta onde servir. Pelo caminho foi acusado de ter roubado o borrego e refugiou-se numa casa em Mata Lobos. Contou a sua vida dura tão aflito e fielmente à gente boa daquela casa que os próprios lhe deram trabalho de servir na sua horta. Aqui permaneceu, sempre como moço de servir e fazendo todo o tipo de trabalho com animais, varas, lavrar, plantar ou regar, mais cerca de quatro anos quando soube da morte do pai.
Em Mata Lobos contactava com os "arreeiros" que lhe davam notícias dos Gorjões acerca da família e especialmente da mâe, a Tia Furgena, e dos irmãos de quem começara a ter saudades. Também tinha saudades dos matos e caminhos de pedra onde brincara e atravessara quando andou dois anos na escola oficial. Voltou a pegar na velha saca, no borrego e nos magros haveres que possuia, e regressou à casa familiar recebido com alegria pela Mãe e irmãos. Estava um homem forte e capaz de experiência feito. Arranjou trabalho, de sol a sol, a servir de moço para todo o trabalho duro, na "Casa Pinta" dos Agostos. Tão bem serviu esforçada e cordialmente a contento, que lá ficou trabalhando durante dezoito anos ininterruptos.
Nos anos sessenta abalou, a "salto" e de saca outra vez às costas, para França. Sem perceber uma palavra de francês, sem visto de trabalho mem especialização no "bâtiment", sujeitou-se ao trabalho de pau e pica nas valas, buracos, túneis, caneiros e outros piores durante cerca de seis anos, até arranjar trabalho legalizado na refinaria de Lyon, como servente, onde serviu mais dezoito anos ininterruptos, sem arrependimentos ou desgostos de alma.
A sua escola não foi de aprender de carteira e caneta servido por professor mas sim de auto-didacta a servir os donos da terra de enxada e forquilha. Com a mulher de mal incurável, voltou ao sítio e vive cá, viuvo, há dezoito anos, da suada mas seca reforma francesa, na casa com meio hectar de terra que comprou com as poupanças de emigrante, por entre toda a espécie de animais domésticos e os inevitáveis dois borregos que cria cuidadosa e carinhosamente todos os anos.
Adolfo Pinto Contreiras

EMPRÉSTIMOS NA CÂMARA DE FARO: SIM OU NÃO?

A última sessão da Assembleia Municipal de Faro (AMF), realizada no passado dia 12 de Janeiro, debateu duas propostas de empréstimos bancários pretendidos pelo executivo camarário. A aprovação de um com a ausência do PSD na votação e a rejeição do outro por todas as oposições, têm causado basta polémica retractada na comunicação social, sobretudo entre PS e PSD, e com o Executivo, mais uma vez, a meter toda a oposição no mesmo saco do pretenso boicote às “justas” intenções camarárias.
O primeiro dos empréstimos é de médio e longo prazo e aproveita um recente diploma governamental para o “pagamento na hora” pelo Estado a terceiros. Destina-se ao pagamento de 6 milhões de euros de dívidas da autarquia a fornecedores, em que cerca de 3 milhões e 600 mil euros serão cobertos pelo empréstimo bancário e o restante por próximas verbas estatais. Na sessão da AMF o BE colocou diversas dúvidas e questões que, como é habitual, ficaram sem resposta por parte do Executivo.
A aprovação deste ponto teve duas votações. A primeira para autorizar a Câmara a entrar no referido programa governamental de pagamento a terceiros, que o Bloco votou favoravelmente, sendo aceite apenas com a ausência do PSD na votação. Na segunda, partindo da intenção inicial de se abster, o representante do BE acabou por votar contra, justificando a mudança em declaração de voto. Tal resultou de que, tanto as dúvidas por si colocadas, como as das restantes bancadas, não tiveram resposta minimamente aceitável por parte do Executivo. Para este e para a bancada do PS o importante foi aprovar o empréstimo de imediato; depois se verá que verba o Tribunal de Contas irá aprovar ou até se rejeitará a execução do empréstimo. No entanto, o debate deixou claro que a proposta estava feita com fundamentos demasiado incertos, contas provisórias duvidosas ou até erradas, que, se bem verificadas, poderão inviabilizar o empréstimo. Por outro lado, como o BE questionou, nada garante com rigor o destino da sua aplicação, nem que, no balanço de 2009, a verba do empréstimo tenha sido efectiva e completamente abatida nas dívidas de curto prazo a fornecedores.
Para o Bloco, este tipo de posicionamento que ocorre com muita frequência, de se passarem “cheques em branco” às decisões, votando-as de cruz, não é correcto e alimenta a irresponsabilidade e a política dos factos consumados, tão prejudicial a uma boa gestão autárquica e à correcção de erros anteriores graves.
O outro empréstimo, de curto prazo e no valor de 700 mil euros, destinava-se a cobrir possíveis falhas de tesouraria da Câmara. Embora estas sejam de facto possíveis, dado o grande endividamento camarário e por serem muito limitadas as receitas para a sua cobertura, mais uma vez, nada garante que o destino do empréstimo seriam efectivas quebras de tesouraria e não a execução de obras mais ou menos eleiçoeiras, ao arrepio de uma correcta gestão e pondo ainda mais em risco a capacidade de endividamento da autarquia. Na sua intervenção o representante do Bloco deu relevo, como já o fizera no debate das GOPs e Orçamento para 2009, a que estas grandes dificuldades financeiras resultam de opções políticas e decisões erradas dos sucessivos mandatos camarários, de completa responsabilidade do bloco central dos interesses instalados no concelho – PS e PSD – as duas faces da mesma moeda ao serviço da especulação imobiliária e dos grandes grupos comerciais que dominam a economia local.
Faro, 19/01/09
O representante do BE na AM de Faro

Ice Alert: Antarctica Not Cooling



E se a Ilha de Faro desaparecesse, neste Verão ?

A notícia saiu hoje, mas as indicações aumentaram muito nestes últimos 2-3 anos alertando para o facto do aquecimento nos pólos estar a ser muito superior ao esperado.

Se assim acontecer, a altura média do mar pode subir mais do que se pensaria, em muito pouco tempo.

Retiro excerto da notícia (não traduzida, as minhas desculpas) do site da Sky News. ler a noticia aqui

"Washington University researchers concluded that much of the continent is warming more than previously thought. If West Antarctica melts, it could raise sea levels around the world by several metres. That will have a devastating impact on countries like the UK," he said. "So the public should put on as much pressure as they can on their leaders to reach a global agreement at end of this year to reduce our carbon emissions." The new research was published as a team from the British Antarctic Survey landed on Antarctica's Wilkins ice shelf to check on its progress and found it is melting rapidly. Just 50 years ago, the ice shelf was 100 km wide, but the team were shocked to discover it is now held in place by a strip of ice only 500 metres wide at its narrowest point and said that could collapse within days.Once that happens, sea currents are likely to sweep away the rest. The British Antarctic Survey's Professor David Vaughan said: "This ice shelf, last summer, we thought was hanging by a thread."

Luis Silva

Loteamento Municipal da Câmara de Faro - comentário


A inauguração.

Problema do estacionamento dos novos edifícios em Faro.

A aplicação do disposto na Portaria 1136/2001 de 25 de Setembro, nomeadamente no Anexo I,indica que para o tipo de ocupação Habitação Colectiva com indicação de tipologia, por cada apartamento tipo T2 e T3 deverão ser disponibilizados 1 lugar e meio de estacionamento mais 20% para estacionamento público.
O post indica que foram construídos 188 lugares neste conjunto municipal.Fazendo contas de cabeça 144+72 (50% do total) dá só aqui 216 lugares. (se estiver errado por favor digam...). Para cumprimento do disposto na lei da República atrás citada devemos adicionar mais 43 lugares para estacionamento público o que perfaz o número de 259 lugares.
Pergunta a quem é de leis, a quem projecta, a quem promove, a quem licencia como é possível um membro do governo inaugurar solenemente um empreendimento municipal onde faltam cerca de 70 lugares de estacionamento exigidos na lei?! Este é o exemplo mais recente.
Talvez seja esta uma razão para o caótico problema do estacionamento na cidade.
Agradeço ajuda para entender este assunto.
comentário anónimo

Quarta-feira, Janeiro 21, 2009

coisas com jeito!

Quatro empresas alentejanas aliam-se para captar turistas

O Evorahotel, unidade hoteleira de Évora, a Amieira Marina, o Fluviário de Mora e o Monte Selvagem, parque zoológico em Montemor-o-Novo, aliaram-se para captar mais visitantes, desenvolvendo um pacote de fim-de-semana que é apresentado na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL).A iniciativa vai estar disponível nos stands destas empresas e no da Entidade Regional de Turismo do Alentejo durante o certame que arranca quarta-feira na Feira Internacional de Lisboa (FIL).Denominado "Então vá! Em busca do Alentejo!", o novo produto destina-se a grupos e a particulares e inclui duas noites de alojamento com meia pensão no hotel, com utilização da piscina interior, health club e banho turco, entradas no Monte Selvagem e no Fluviário de Mora e passeio de barco, com almoço, na Amieira Marina.Para particulares, os preços variam entre os 155 e os 195 euros/pessoa, enquanto que, para grupos, iniciam-se nos 145 euros até aos 193 euros/pessoa

Macário Correia explica-se aos tavirenses



Através da imprensa e ou outra via a definir, o actual presidente da Câmara de Tavira vai explicar aos tavirenses as razões que o levam a deixar o município para tentar ganhar a Autarquia de Faro nas próximas eleições
.

Oficialmente ainda em período de reflexão, Macário Correia deverá anunciar a sua candidatura a Faro dentro de aproximadamente um mês, mas antes fará saber aos tavirenses as razões do adeus, depois de 12 anos de presidência naquele concelho.

Entre outras razões o edil deverá invocar o diploma que limita em três os mandatos autárquicos consecutivos, apesar da lei - em vigor desde 1 de Janeiro de 2006 - abrir excepções para casos como o de Macário Correia que exercia nessa altura o terceiro mandato, podendo exercer mais um, o quarto e último.

No entanto o autarca deverá explicar que o trabalho de fundo em Tavira está feito e que deixa tudo organizado para os quatro anos que se seguem, sendo que Faro - tem defendido o próprio publicamente - tem sido um concelho mal gerido há muitos anos, situação que tenciona inverter.

Quanto ao sucessor de Macário Correia na candidatura do PSD a Tavira, nos bastidores já foi avançado o nome de Pedro Nascimento, membro da Assembleia Municipal local, homem ligado à banca através da Caixa de Crédito Agrícola. Mas fonte do Região Sul próxima do PSD avançou que outro nome se perfila na corrida, depois de terem sido feitas duas sondagens no concelho. Trata-se do actual presidente da Junta de Freguesia de San Tiago, Rui Mira, empresário, que entre outros negócios detém um café no centro da cidade.

Por outro lado, no lado da oposição PS, ainda haverá alguma indefinição sobre quem vai ser o cabeça de lista, apesar dos socialistas verem nestas eleições mais hipóteses de conquista da Autarquia tavirense sem Macário Correia na corrida. O actual vereador PS, Luís Nunes; ou o director do Centro Distrital de Segurança Social de Faro, Jorge Botelho, serão nomes já falados.

Mas há quem defenda que com este novo cenário (sem Macário), haja a possibilidade de regresso de Jovita Ladeira, entretanto filiada em Vila Real de Santo António. De resto, refira-se que na candidatura a Faro, além do apoio da comissão coordenadora autárquica do PSD, Macário Correia conta também com apoio da concelhia laranja farense, e por arrasto, da distrital algarvia.

Se não houver alterações ao actual quadro político em Faro, Macário Correia vai defrontar não só o presidente socialista em funções, José Apolinário, como também a candidatura do ex presidente independente e actual vereador, José Vitorino.

Informações não oficiais dão conta de que já foram feitas várias sondagens em Faro, quer por parte do PSD quer por parte do PS. Em todas o nome de Macário Correia aparece à frente (num dos casos com intenções de voto 8% acima do actual presidente), o que terá servido de catalizador final para a decisão de avançar.
João Vargues região sul

Município de Faro na 21.ª Bolsa de Turismo de Lisboa


esplanadas da Rua de Santo António

O Município de Faro está presente na BTL- Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorre de 21 a 25 de Janeiro, na FIL (Feira Internacional de Lisboa), no Parque das Nações com um stand de 54m2.
Com esta participação na maior feira de turismo do país, a Câmara Municipal de Faro pretende divulgar o Município e as suas potencialidades. A presença é da responsabilidade da AmbiFaro.
O Município de Faro aposta no turismo cultural e na promoção da Ria Formosa, destacando-se os eventos culturais no Teatro da Figuras, Biblioteca e Museu e a oferta de turismo activo.
No dia 25 de Janeiro, domingo, irá actuar o grupo de Santa Barbara de Nexe, Charolas da Malta.
Esperamos por si no pavilhão n.º 1 da BTL, no Parque das Nações, em Lisboa.

Camião da IBM “desviado” para o Algarve

camião que expõe a tecnologia de topo da IBM está na Doca de Faro até quarta-feira. Escolas secundárias são os principais “clientes” destes dois dias de exposição.
“Chegou de Bruxelas na segunda-feira e vai para Estrasburgo na sexta-feira. E nós desviámos o camião por uns dias porque achamos importante mostrar a todas as escolas algarvias as estruturas tecnológicas que não costumam ter acesso”, adianta ao Observatório do Algarve Paulo Santos, da Visualforma, empresa que organiza a mostra tecnológica que está a decorrer na Doca de Faro durante todo o dia de terça-feira e até às 13h00 de quarta-feira.
“O IBM Truck está ocupado durante o ano todo a viajar pela Europa e tem um staff de 15 pessoas a operá-lo. Pode fazer até 30 demonstrações diferentes dos produtos no interior”, explica Paulo Santos.
O camião, oriundo de Inglaterra e avaliado em 750 mil euros, viaja pela Europa a mostrar toda a tecnologia de ponta que a IBM tem para oferecer para as pequenas e médias empresas. No seu interior estão os servidores mais actuais “e alguns ainda nem estão a ser comercializados”, confirma Cláudio Martins, comercial da Visualforma, que faz demonstrações dos aparelhos informáticos aos grupos de alunos.
Na quinta-feira será mostrado pela Visualforma a empresas, mas durante estes dois dias são as escolas secundárias algarvias que o poderão mostrar aos seus alunos de cursos de informática.
A Mostra Tecnológica “Algarve Digital-O Futuro”, alberga stands da Globargave, o Pólo Tecnológico da Universidade do Algarve, a Direcção Regional de Educação do Algarve, o Município de Faro e quatro escolas secundárias: a Tomás Cabreira e a Pinheiro e Rosa, de Faro, e a António Aleixo e a João de Deus, de Portimão.

Sim nós podemos ! Será mesmo ? (I)

Nos últimos tempos têm surgido diversas notícias referentes à impossibilidade de comercialização de produtos regionais ou de outros impedimentos por parte das autoridades de segurança alimentar que, aparentemente, lesam a iniciativa privada e criam impedimentos à formação de empresas rentáveis na área, capazes de criar riqueza para a nossa região. Lendo alguma legislação publicada nos últimos anos, acredito que na maior parte das vezes o que falta é iniciativa, conhecimento, união e capacidade de trabalho. Para dar um exemplo, transcrevo este excerto que pode ser encontrado no site da ASAE:

"A região do Algarve tem vindo a contribuir no sentido de uma maior compatibilização, para a aplicação dos regulamentos comunitários face à existência e preservação dos produtos tradicionais, nomeadamente no que se refere aos "Enchidos de Monchique", às pequenas queijarias de fabrico de queijo de cabra Algarvia, às pequenas destilarias de medronho e à doçaria regional.

As questões que têm surgido prendem-se sobretudo com a realização de eventos populares de cariz pontual e sazonal em que os produtos alimentares são fabricados por particulares para aí serem apresentados sendo, essencialmente, o caso das feiras gastronómicas e temáticas como por exemplo, o "Festival do Marisco" ou da "Batata Doce" onde os espaços são ocupados por operadores da área da restauração, da comercialização e pequenos produtores.

Na ausência de uma legislação especifica para estas situações, e porque se entende que as autarquias podem e devem ter um papel fundamental na promoção destes produtos, não deixando no entanto de garantir a sua segurança a quem os consome, a Direcção Regional do Algarve da ASAE tem reunido com as diferentes Câmaras Municipais de modo a prestar toda a informação solicitada sobre os procedimentos a adoptar na perspectiva do melhor cumprimento das exigências estabelecidas, salientando-se a criação de equipas de técnicos multidisciplinares, integrando engenheiros alimentares, médicos veterinários, sociólogos, a quem compete, sob a égide da respectiva autarquia, organizar e acompanhar estes eventos.

Nos Mercados Municipais têm-se encontrado, igualmente, alguns produtos de produção própria, nomeadamente miolo de amêndoa, mel, passa de figo, em que o problema se prende sobretudo com a rotulagem. As sugestões a fazer, nestes casos, junto de entidades gestoras dos mercados municipais e dos próprios produtores são no sentido de criarem um pequeno rótulo, ainda que manuscrito, com a indicação do nome do produto, o local onde foi produzido/colhido bem como a data em que foi apanhado/embalado.
São estas algumas das ideias bem acolhidas e que partem, muitas vezes, das próprias entidades organizadoras ou dos próprios operadores, tendo em linha de conta os princípios básicos e orientadores para a segurança alimentar." In: www.asae.pt

Pedro Graça

Terça-feira, Janeiro 20, 2009

Faro - União desportiva farense


clicar na fotografia para ampliar
fotografia cedida gentilmente por João Ferreira

Municípios do Barlavento Algarvio criam agência de lobbying



Fartos das indecisões da AMAL, sete municípios do Barlavento vão avançar com plataforma associativa para decidir distribuição de camas turísticas, organização conjunta de eventos, lançamento de acções de promoção turística e desenvolvimento de projectos intermunicipais.

O ponto de encontro será a Agência do Arade, que foi agora transformada em Agência para o Desenvolvimento do Barlavento, abrangendo também os municípios de Monchique, Vila do Bispo e Aljezur.
in Barlavento


"Divide et regna" depois desta primeira
situação infeliz, surge agora uma chamada plataforma associativa do barlavento para fazer o papel da AMAL, pelo andar da carruagem, irão certamente aparecer mais associações com mais "donos", com mais divisões e mais papagaios de sala.
Definitivamente não merecemos a regionalização.

Depois de muita
publicidade o Presidente da Câmara de Faro reuniu-se com as principais associações empresariais do Algarve, Acral incluída, era interessante que Apolinário fizesse um apanhado das principais conclusões a que chegou e o que pretende fazer para atenuar os problemas, marca posição e prestígia esta sua acção.
adf

A nova Comunidade Intermunicipal do Algarve (CIA) está longe de ser consensual. Criado com base numa ideia do Partido Socialista, actualmente o órgão nem ao PS agrada, e aos partidos pequenos... nem se fala. Só o PSD bate palmas. mais aqui
actualizado às 14:00

Segunda-feira, Janeiro 19, 2009

Alonso e Piquet mostram Renault R29 em Portimão, Hulkenberg apadrinha Williams FW31

Simplex ainda confuso.

Site de «transparência» com erros e compras milionárias.

Não permite fazer buscas, a informação está dispersa e muitos dos números lá inscritos estão simplesmente errados. É este o retrato do que prometia ser a principal ferramenta de consulta dos gastos públicos

O portal dos Contratos Públicos (www.base.gov.pt), anunciado por José Sócrates há cerca de um ano como uma ferramenta de «transparência» para os gastos públicos, não é hoje mais do que uma grande confusão, segundo adianta o 24horas. Em funcionamento desde o dia 30 de Julho, este programa foi concebido no âmbito do Simplex para permitir a qualquer pessoa aceder a todos os contratos celebrados por autarquias e empresas públicas.

Mas quem quiser usar este mecanismo para saber como são gastos os seus impostos enfrenta uma verdadeira odisseia. E provavelmente o que vai ver nem corresponde à verdade.
Desde logo, o site não permite aos utilizadores uma busca a partir do nome de uma determinada autarquia ou empresa pública, a visualização dos gastos tem de ser feita contrato a contrato, sem qualquer informação geral. A juntar a isto, muitos dos contratos publicados apresentam valores errados, segundo o 24horas, com vários equipamentos de valor reduzido assinalados como compras milionárias.
O município de Beja gastou, segundo o que se lê no site, mais de 6.5milhões de euros na aquisição de uma fotocopiadora multifuncional para a Divisão de Obras Municipais.
Na realidade, garantiu ao 24horas fonte oficial da autarquia, a máquina custou pouco mais de 6 mil e 500 euros. Quem introduziu os dados no site, e aparentemente ninguém sabe exactamente quem o fez, baralhou-se entre os pontos e vírgulas que separam os números, afirma a mesma fonte.
Fonte oficial do Ministério das Obras Públicas, responsável pela gestão desta base de dados da internet, adiantou que os problemas nesta página só foram detectados há algumas semanas. E justificou esta situação com o facto de o portal «ainda não se encontrar a funcionar a 100 por cento».
De acordo com o gabinete de Mário Lino, a entrada em funcionamento deste software continua sem data marcada, pelo que a promessa de «transparência» prometida pelo primeiro-ministro vai ter de ficar em espera por mais algum tempo.
SOL

Carta de Obama a suas filhas



These are the things I want for you - to grow up in a world
with no limits on your dreams and no achievements beyond your reach,
and to grow into compassionate, committed women who will help build that world.
And I want every child to have the same chances to
learn and dream and grow and thrive that you girls have.
That's why I've taken our family on this great adventure.

(Texto integral no IR AO FUNDO E VOLTAR
com uma tradução para português
de um sítio brasileiro do qual reproduzo a fotografia.)

Eduardo Graça

SESSÃO PÚBLICA PELO FIM DOS MASSACRES EM GAZA

Realizou-se ontem, 16 de Janeiro, a segunda acção de solidariedade de cidadãos de Faro com a população de Gaza massacrada pela actual invasão das forças armadas israelitas.
A sessão pública decorreu no Clube Farense e foi iniciativa de um conjunto de cidadãos revoltados com a impunidade dos ataques e com os milhares de mortos e feridos palestinianos causados ao fim de um mês de bombardeamentos.
Foram oradores, representantes de várias organizações nacionais: Vitor Silva, pelo Conselho para a Paz e Cooperação, António Louçã do Comité de Solidariedade com a Palestina, Vítor Garrido do Forum pela Paz e Direitos Humanos e Manuel Raposo do Tribunal do Iraque. Falou também Radhouan Ben-Hamadou membro da Associação de Cultura Islâmica do Algarve, bem como o actor e músico Afonso Dias que leu poemas alusivos dos poetas Égido Gonçalves e do palestiniano Mahmud Darwish. A professora Eugénia Taveira moderou a sessão.
Estiveram presentes mais de uma centena de pessoas, entre elas muitos jovens e diversos imigrantes árabes residentes em Faro. Os oradores insistiram na desmistificação dos argumentos do governo israelita para justificar a invasão e criticaram a generalidade da comunicação social portuguesa que, sob a capa de uma falsa neutralidade, dá o mesmo relevo e responsabilidade tanto aos invasores como aos massacrados.
Foi realçado que, mais grave do que a tremenda desproporção entre agressores e agredidos é o objectivo de fundo da invasão, que procura, com o bombardeamento indiscriminado de populações e infraestruturas, provocar o terror, o fim da resistência e o isolamento do Hamas, afinal o poder democraticamente eleito pelos palestinianos. O absurdo dos bombardeamentos e da invasão ficou ainda mais evidente pelo facto de Gaza ser um território pouco maior do que o concelho de Faro, mas onde vive cerca de um milhão e meio de pessoas, completamente encurraladas e cercadas por um muro de betão e impedidas de comercializar com o exterior, a comida, os combustíveis, os medicamentos, a energia. Bloqueio que o governo israelita iniciou e intensifica desde que o Hamas ganhou as eleições em Janeiro de 2006.
Estas e muitas outras questões foram debatidas e apresentadas, ora pelos membros da mesa da sessão ora pelos assistentes, que intervieram em grande número. Acentuou-se a importância de crescer a rejeição interna da população judaica à política sionista e a esperança nos movimentos de ambos os povos que defendem o diálogo e a convivência pacífica.
No final, manifestou-se um forte sentimento de solidariedade para com os habitantes de Gaza e o povo palestiniano, no incentivo a que mantenha a sua luta pela paz e pelo direito a um estado livre e independente. Os promotores da sessão apelaram à participação de mais cidadãos e entidades e afirmaram a intenção de prosseguir com novas iniciativas locais o apoio à causa da Palestina, pela Paz e pelo Desarmamento em todo o mundo.

Faro, 17/01/09
Os promotores da Sessão Pública
“FIM AOS MASSACRES EM GAZA”.

Helder Santos - o nosso herói



Helder Santos
, 54 anos, maqueiro no Hospital de Lagos, herói.

Este poderia ser o resumo do currículo do homem que, este sábado, impediu que o condutor do camião roubado fizesse ainda mais vítimas em Lagos.

Quando tudo parecia indicar que o veículo pesado iria levar pela frente todos quantos estavam na esplanada de uma cafetaria no Mercado de Santo Amaro, em Lagos, Helder Santos conseguiu pendurar-se na cabina do camião e fazer com que o condutor desse uma guinada contra um muro e se desviasse das pessoas.Mesmo assim, seis pessoas ficaram feridas no local, algumas com gravidade, como foi o caso do próprio maqueiro, que ficou com uma perna fracturada entre o rodado do camião e um muro. Pelo caminho, o jovem condutor do camião roubado já tinha atropelado mortalmente uma senhora.

Testemunhas disseram ao barlavento.online que o ferido só foi retirado de baixo do camião quando um grupo de homens se juntaram para levantarem em peso o veículo, assim permitindo retirar o ferido. mais aqui


Domingo, Janeiro 18, 2009

O Comentário


ruas esquecidas - Faro 2006
fotografia de
Maria Salvador

Eu sou um regionalista convicto e entendo que a existência de um poder de proximidade regional, será o motor de uma visão mais justa e dimensionada para as especificidades de cada região.

A batalha da regionalização até hoje não foi ganha, muito por culpa da forma como os deputados eleitos pelos Distritos para além de Lisboa, claudicaram nos seus votos pela defesa dos interesses de quem os elegeu. Trocaram o conforto e as mordomias do lugar, pelo abandono do afrontamento dos seus chefes, ainda que esssa atitude representasse décadas de atraso para as regiões que juraram defender.

Os dirigentes dos Partidos de matriz nacional, que sempre resistiram e matreiramente condicionam a abordagem da regionalização, aos próximos resultados eleitorais, têm noção da perda da sua influência. Sabem que vão ter que refundar muitas das suas estratégias e políticas, adaptando-as à existência de novos e variados interesses e objectivos, emanados das forças regionais.Tal como o Norte, aproveitando os efeitos da crise que atravessamos, voltou a despertar e entende que é possível implantar uma nova ordem, também o Algarve, deve levantar a sua voz e exigir que os candidatos às próximas legislativas se comprometam com o eleitorado, que não vão aceitar o adiamento da implementação da regionalização.

O Algarve, no actual contexto de crise e dada a sua super dependência do produto Turismo, poderá ser a Região que mais problemas enfrentará, ficando muito mais empobrecida e com dificuldades de vários níveis que se poderão arrastar por vários anos.A perda da capacidade financeira do tecido económico, que trava a renovação e modernização, deixa-nos na dependência dos investimentos centrais, ficamos enfraquecidos negocialmente e à mercê de quaisquer pressões centralizadoras e de adiamento.È nesta perspectiva, que temos de estar atentos e aumentar as exigências sobre os interessados aos lugares de eleição para deputados.

E acresce que, os projectos de investimento centrais previstos para o Algarve, o Hospital Central, a requalificação da EN 125 e a barragem de Odelouca, que vêm atrasados, ficam aquém das nossas necessidades e neste momento exigiam-se respostas prontas, através de um Plano Específico de Emergência, de aumento da divulgação do destino turístico, de modo a evitar falências, despedimentos e situações sociais explosivas.

Nos últimos dias assistimos a gritos de alerta, com acções reivindicativas sectoriais, esquecendo outros sectores, que revelam a gravidade da situação e o temor pelo futuro mas que não servem os objectivos globais.A situação pede reacções e respostas globais e nenhuma entidade aparece no horizonte a defender esta posição estratégica.

O Algarve sempre foi olhado de lado, nunca recebeu as contrapartidas do seu esforço e contributo para a economia nacional e pelos horizontes curtos do actual presidente da CCDRA e dos seus antecessores, a quem problemas como a sazonalidade, a recuperação e conservação dos centros históricos e a coordenação de projectos intermunicipais não lhes diz nada, vivemos dias conturbados e não saímos do discurso de que para a próxima legislatura é que é.

Luís Alexandre

Uma questão de ser algarvio



Boas Nuno,
venho por este meio contar em breves palavras a história do Marujo um cachorro da raça de Cão de Água Português que foi Oferecido à Caravela Boa Esperança.

Em Março de 2003 a Caravela Boa Esperança faz uma Viagem ao Porto para representar o Algarve numa semana Gastronómica e de Vários Tripulantes a bordo temos um Tenente da Marinha Pedro Palma e em conversa comigo falou que era engraçado arranjar um cão de água para a Caravela e foi ai que eu disse que ia falar com o canil do Parque da Ria formosa, mas quando falei com a responsável do canil vi logo que não era possível ela oferecer o cão para a Caravela nem que a RTA lhe desse em Troca publicidade no Guia mensal, ainda lá voltei ao parque para falar de novo mas a Senhora a única coisa que fez foi reduzir o valor de 750€ para 500€ mesmo com a publicidade dada pela RTA.Então eu falei de novo com Pedro Palma para lhe dizer que o canil do parque não estava disposto a oferecer o dito cachorro, foi então que ele disse-me que tinha um amigo que a mãe tinha duas cadelas da raça cão de Água Português e que uma estava para ter cachorros e que ia falar com ela para ver se podia oferecer um para a Caravela, e assim foi, a Drª Viviane disse logo que sim que um dos cachorros era para a Caravela.

7 De Fevereiro do ano 2005 nasceu o Marujo, Sua mãe é a Dunas e seu Pai é o Villas.

Maio de 2005 em conversa com o Comandante da Boa Esperança José Gravata achamos que o cachorro não tinha condições de ficar a bordo da Boa Esperança uma vez que ela está em Lagos e eu estou em Faro, então ficou decidido que o cachorro ficava na minha casa, e é o que aconteceu até hoje …

Por isso venho manifestar que o futuro pai do cachorro que a RTA em boa hora se lembrou de oferecer ao Presidente Barack Obama seja o Marujo por direito próprio, não é preciso vir um cachorro do norte do País nem de Lisboa para o acasalamento pois temos o marujo …

Cumprimentos,
Xico

Olá eu sou o MARUJO

NASCI EM 7 DE FEVEREIRO DE 2005 EM FARO MINHA MÃE É A DUNA E MEU PAI É O VILLAS E GOSTO MUITO DELES.

AGORA VOU FALAR UM POUCO DE MIM

APARÊNCIA GERAL: SOU robusto, bem musculoso, harmônico de formas, Tenho um olhar penetrante e atento.
CARACTERÍSTICAS: Sou muito resistente e com boa sensibilidade olfativa e visual.
CABEÇA E CRÂNIO: Tenho uma cabeça bem proporcionada, forte e larga. De perfil seu comprimento é levemente maior que o do focinho. Sua curvatura é mais acentuada posteriormente, a crista occipital pronunciada e a fronte ligeiramente escavada.
FOCINHO: Meu é largo na base que na extremidade. A chanfradura nasal é bem definida e situada um pouco atrás do canto interno dos olhos. Narinas largas e abertas.
MAXILAR: São fortes, com dentes bons, sendo os caninos bem desenvolvidos.
OLHOS: arredondados, afastados e levemente oblíquos. Íris preta ou castanha e as pálpebras pretas. Conjuntiva não aparente.
ORELHAS: inserção acima da linha dos olhos, levemente abertas para trás. Sua extremidade nunca ultrapassa a garganta.
PESCOÇO: curto, redondo, musculoso e de porte alto, sem colar nem barbela.
CORPO: Um dorso curto, largo e bem musculoso. Lombo curto e bem unido à garupa. Abdómen reduzido e elegante. Garupa bem conformada, levemente inclinada, ancas simétricas e pouco aparentes.
CAUDA: Toda inteira, grossa na inserção e de fina terminação. Inserção média. Importante auxiliar na natação e mergulho.
ANTERIORES: fortes e rectos. Espádua inclinada de perfil e transversalmente, bem musculosa. Metacarpo longo e forte. Pés arredondados e espalmados. Dedos pouco arqueados, de comprimento médio. Membrana digital guarnecida de abundante e comprida pelagem. Unhas pretas são preferidas.
POSTERIORES: longos, bem musculosos e rectos. Admite-se os posteriores um pouco curvos. Coxa forte, bem musculosa. Metatarso comprido.
PELAGEM: todo o corpo abundantemente revestido de resistente pêlo. Há 2 variedades de pelagem: uma comprida e ondulada e outra mais curta e encaracolada.
COR: Preta com uma mancha branca no meu peito, bordas das pálpebras e interior da boca pigmentados de preto. Minha pele é azulada cor do mar.
ALTURA: tenho 55cm de altura 17kg de peso.

GOSTO MUITO DE NAVEGAR E TAMBÉM BRINCAR AJUDO O MEU DONO, MAS ULTIMAMENTE ANDO MUITO TRISTE SABEM PORQUÊ, PORQUE NÃO TENHO NAMORADA E QUERIA ARRANJAR, MAS NÃO CONHEÇO NENHUMA, SE VOCÊS SOUBEREM DE ALGUMA DA MESMA RAÇA QUE EU AVISEM-ME PARA O TELEMÓVEL: 913 017 881
OU ATRAVEZ DO E-MAIL:
difrancesco.freire@sapo.pt
EU VOU FICAR À ESPERA OK.

CÂMARA INAUGUROU ONTEM LOTEAMENTO MUNICIPAL




O Presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário e o Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão, presidiram ontem à inauguração do Loteamento Municipal de Habitação a Custos Controlados da Avenida Calouste Gulbenkian, em Faro, procedendo à entrega simbólica das primeiras chaves das habitações aos novos moradores.

Ao todo 144 famílias vão passar agora, após a realização das escrituras, a viver numa nova casa.
A obra iniciada em 2007 representou um investimento global de 10 milhões de euros e contempla um total de 144 fogos (44 com tipologia T2 e 100 T3), seis estabelecimentos comerciais, um parque infantil e um polidesportivo e 188 estacionamentos tendo, pela primeira vez em Faro, sido construído de raiz 14 habitações e garagens adaptadas para pessoas portadoras de deficiência.

De referir que os 144 fogos foram atribuídos pela Câmara Municipal de Faro mediante a realização de sorteio público, metade dos quais a jovens, sendo que o Loteamento da Avenida Calouste Gulbenkian veio por fim a um período de oito anos em que não foi construído em Faro qualquer habitação de iniciativa camarária.

Na ocasião o Presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário, anunciou que até ao final de Março terá início a construção de um novo Loteamento Municipal nos Braciais/Patacão, num total de 315 fogos, dos quais 158 destinados a realojamento social e 157 a habitação a custos controlados, seguindo-se o desenvolvimento de outro empreendimento de habitação municipal em Estoi com um total de 310 habitações.

No conjunto a Câmara Municipal de Faro tem em desenvolvimento um total de 719 habitações.

"É o momento do Norte reclamar o seu papel, a sua dignidade e a sua autonomia"

O mote foi lançado por Carlos Lage, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) num debate, anteontem à noite, na Ordem dos Médicos, no Porto:
"É o momento do Norte reclamar o seu papel, a sua dignidade e a sua autonomia. O Norte não pode continuar a viver no estado de subalternidade que o tem caracterizado. Nós precisamos de um Norte político, de um Norte com eleições!"
O debate era subordinado ao tema "Do Norte Preterido ao Norte de Eleição - fazer da crise uma oportunidade".

Para Carlos Lage, o momento é dos mais propícios para retomar a luta pela regionalização, uma vez que já se atingiu um consenso quanto ao mapa das regiões, coincidente com o das actuais CCDR. "Hoje já é consensual um mapa regional; o mapa que foi apresentado há uns anos era verdadeiramente delirante", afirmou.

Carlos Lage espera que o seu partido, o PS, não abandone a luta pela regionalização e faz votos para que, na próxima revisão da Constituição, se retire "essa excrescência" que obriga a referendar a regionalização - um desejo que Sócrates não vai satisfazer (Ver páginas 2 e 3).

"O Norte de eleição deve ser um Norte de eleições a sério. O processo de recuperação da Economia tem também um carácter político", concluiu.

Já o presidente da Associação Comercial do Porto, Rui Moreira, votou contra a regionalização no referendo, mas depois constatou que não veio a prometida descentralização. "Mentiram-nos, vigarizaram-nos", acusou. E, na sua opinião, também não será desta vez que a regionalização chegará. "Agora que o mapa é o correcto, estão à espera que acabem os fundos estruturais", ironizou. Para além disso, identifica mais sinais de desânimo, como um Presidente da República e uma líder do PSD contra a regionalização e um primeiro-ministro que, apesar de se mostrar favorável, lidera "um Governo centralizador". Em alternativa, Rui Moreira prefere "círculos eleitorais mais próximos e partidos regionais", para penalizar os políticos que não cumprem".Mas nem a diferença de opinião de Rui Moreira fez Carlos Lage esmorecer. "O Norte merece uma democracia regional!" insistiu Lage, lembrando que, assim, poderiam coexistir partidos nacionais e regionais. Carlos Lage considera que se deve defender ainstauração de uma "democracia regional" no Norte de Portugal
in Público

No Caso do Algarve e do CCDR ainda gostava de saber o que o seu presidente João Faria pensa do futuro do Algarve:
distribuicão dos fundos estruturais, regionalização, agricultura, turismo, transportes,etc...
É que só isto (EN 125) é muito pouco, merecemos quem defenda a região a sério, com opiniões e estratégias.
A requalificação da Estrada Nacional 125 (EN125) será o grande projecto estruturante para o Algarve ao longo da próxima década. O objectivo foi traçado pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) da região, João Faria. mais aqui
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR Algarve), começou a intensificar a erradicação de todas as sucatas algarvias, mas nesta primeira fase a prioridade vai para aquelas que armazenam veículos em fim de vida. Mais aqui
adf

Sábado, Janeiro 17, 2009

Ecovia do Algarve - um projecto a várias velocidades


Lagoa 2007

e que demonstra que não funcionamos como Região
neste tipo de projectos, as Câmaras com mais sensibilidade,
mais recursos e vontade, avançam, as outras ficam
para trás, assim não vamos a lado nenhum. A "ecotanga" muito
bem explicada por João Nuno Neves aqui.
adf

CÂMARA MUNICIPAL DE FARO ABRE CONCURSO PARA REPAVIMENTAÇÃO DA ESTRADA ENTRE O PATACÃO E A FALFOSA

O Presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário, propôs ao Executivo Municipal a abertura de concurso para a recuperação e repavimentação da Estrada Municipal 520 entre o Patacão e a Falfosa, incluindo a construção de bermas e valetas neste troço cada vez mais frequentado do Município.
A empreitada representa um investimento base na ordem dos 350 mil euros, tendo um prazo de execução de 120 dias, devendo concluir-se até final de 2009.

A Estrada Municipal 520 é uma das principais vias de acesso ao Parque das Cidades, servindo ainda de ligação entre as povoações do Patacão, Falfosa e Mata-Lobos e ainda com a aldeia de Santa Bárbara de Nexe.
Após a publicação do anúncio deste concurso, as empresas interessadas têm um prazo de 30 dias para a apresentação de propostas.

LOULÉ quer hotel inovador rodeado de sal


interior da mina

As minas de sal-gema deverão albergar um hotel singular, a 240 metros de profundidade. O Município de Loulé é parceiro, mas ainda faltam investidores.
"...O investimento total que deverá rondar os 10 milhões de euros, um valor que será candidato aos fundos comunitários do PROVERE - uma inciativa do QREN.
O Município de Loulé vai ficar encarregue das obras do enquadramento urbano e dos acessos rodoviários do projecto.
A Mina da Campina de Cima permite a exploração de sal-gema e conta com 38 quilómetros de galerias, configurando o maior espaço subterrâneo visitável em Portugal..."

Mais aqui

Não há dúvidas que o mais importante é haver ideias, e esta apesar de estranha poderá ter muita viabilidade, mas por momentos lembrei-me desta outra, às vezes muito dinheiro e ideias dá bons resultados, mas nem sempre é assim. adf

A GRANDE FÁBRICA DE ILUSÕES

Voltando novamente à realidade da região – será que alguma vez estivemos fora dela? – coloca-se a questão da capacidade de realização dos executivos municipais. Quando um Partido é eleito, é na base da promessa de cumprimento de um determinado Programa. Ora prometer é fácil, são meras palavras e palavras leva-as o vento. Para seduzir o eleitorado, alguns podem colocar lá este mundo e o outro, tudo depende da capacidade de imaginação e da real intenção de o realizar posteriormente ou não. Deste modo a época de eleições pode ser uma grande Fábrica de Ilusões em que se tenta cativar os mais incautos e distraídos, que assim podem vir a hipotecar o seu destino.

Mas também há na região os autarcas que fazem Programas para cumprir. Como é que se distinguem uns dos outros? Muito simplesmente pela análise e balanço que se faça no último ano de mandato. Qual foi a percentagem das promessas realizadas? Será um bom exercício a fazer pois se há autarcas que se pautaram pelos 80 a 90% dos respectivos programas, outros ficaram abaixo ou muito abaixo dos 50%. É a crise? Imprevistos que surgiram no percurso? O mau estado do Palácio em que deixaram os anteriores inquilinos? Mas então a crise e os imprevistos não toca a todos? Quanto a dizerem que não sabiam da anterior situação não revelará é uma enorme irresponsabilidade e falta de preparação e organização? Existe é uma sede insaciável de Poder, é chegar lá a qualquer preço, depois logo se vê que desculpas dar para justificar a falta de eficácia.

E quando chega o final do mandato com uma prestação medíocre ou mesmo lamentável, diz-se que afinal, afinal, fizeram pouca obra mas ainda assim fizeram algumas coisinhas, como se realmente não estivessem lá para isso, o que faltava era não fazerem mesmo nada e ainda terem a lata de pedir outro mandato. E quando naturalmente os cidadãos vão pedir contas a quem depositaram a sua confiança e esperanças e os defraudaram mostrando não estar à devida altura, diz-se que há muita má fé dos que contestam e que as pessoas só sabem é dizer mal. Isto é, tenta-se inverter a perspectiva, vitimizar quem foi o culpado e culpabilizar as vítimas. Também se ouve agora por aí que só um mandato não chega, tem que haver 4 anos de estágio de preparação e depois outros 4 para começar a trabalhar, já agora mais outros 4 para aparecer alguma coisa. Mas a realidade é que cada mandato são só 4 anos, é durante esse período que tem que se provar que é a pessoa indicada para o cargo. Caso contrário, adeus amigo, venha outro que nós não temos o tempo todo o tempo do mundo para sermos felizes.

Assim é que ao fim de quatro anos, uns têm obra feita e podem ser avaliados face ao que prometeram e fizeram. Outros, à falta de alguma coisa que se veja, e visto que a maioria das promessas ficaram todas por isso mesmo, por promessas, têm que continuar a fuga em frente, mais promessas que o povo tem memória curta, algumas até podem ser as mesmas de há 4 anos, faz-se uma reciclagem e aí estão elas outras vez, a brilhar e prontas para ofuscar mais uns quantos. A fuga em frente é uma saída que pode até resultar nalgumas vezes, mas quando se está à beira do abismo sai cara, dar mais um passo em frente é a catástrofe, e lá vamos todos nós pelo cano abaixo. Vai chegando a hora de nós, cidadãos, começarmos a distinguir o trigo do joio, e mostrarmos que não queremos continuar a pertencer aos tais “currais eleitorais” em que, por mais trafulhices e asneiradas que sejam feitas, somos levados a apostar sempre nos mesmos, sem pensar, na esperança sempre adiada de que as ilusões algum dia se possam tornar realidade.

Alfredo Leal Franco