Sábado, Fevereiro 28, 2009

A Defesa de Faro faz 3 anos.


José dos Santos Nugas
jogador do S.C. Farense
década de 20/30

Estamos todos de parabéns,

O “nosso” blog, feito pelo interesse e entusiasmo de muitos e muitos algarvios e amigos fiéis de outras paragens faz hoje 3 anos. Os números dão uma pequena ideia da dimensão actual deste movimento. Numa semana visitam-nos, neste momento, em média 4500 pessoas ou seja, mais de 600 pessoas por dia o que perfez nestes 3 anos cerca de 335 000 visitantes únicos, mais 560 000 páginas vistas e cerca 10 600 emails recebidos que comentaram assuntos de interesse para a nossa cidade.

Percebe-se facilmente pelo interesse e motivação dos que nos visitam que Faro é muito maior do que a soma individual dos seus habitantes. E que a vontade de participar activamente na construção de uma cidade melhor não se esgota nos movimentos partidários. Estes números animam-nos a continuar e são gratificantes para todos aqueles, que como nós, acreditam que a cidade não é imobilista e não desdenha as suas coisas, as suas pessoas e causas. Mais do que tudo levam-nos a acreditar que os nossos problemas e anseios que são comuns, necessitam de um esforço comum para serem ultrapassados. Para que tal aconteça nunca seremos poucos.

Adf

Hoje na Baixa à noite - Komboyo dos lokos


clicar na imagem para ampliar

A Defesa de Faro esteve à conversa com o André Lara Ramos um dos responsáveis pela A.R.C.A. - Associação Recreativa e Cultural do Algarve.

ADF
- André, o que é o "Komboyo dos Lokos"?
André - O "Komboyo dos Lokos" é um desfile de artes performativas que teve o seu inicio ligado á A.R.C.A. Pode-se dividir a sua história ( do Komboyo ) em duas fases: uma primeira que tem o seu começo em 1997 e o fim em 2003 e uma segunda que teve um desfile no ano passado e vai ter outro já amanhã fruto de uma nova reunião da A.R.C.A. com outras entidades culturais que assim ressuscitaram este acontecimento.
Ao longo destes anos houve pontos altos dos quais realço dois em particular. O que teve lugar no 5º ano da existência do Komboyo quando estiveram presentes cerca de 200 animadores europeus e no seu 7º ano quando o espectáculo se alargou por um prazo de um mês porque incluiu para além do desfile e animações de rua uma série de actividades como oficinas e concertos na Fábrica da Cerveja.

ADF - Li na ADF uma opinião sua relativa à Fábrica da Cerveja ( F.C. )...
André - Pois, disse que a Fábrica Cerveja era o sítio ideal para estarem sediadas todas as associações culturais ou entidades culturais da cidade já que era uma forma de poder haver uma relação mais próxima entre todas e dessa maneira poderem interagir. Para além de precisarmos de salas onde reunir e guardar as coisas naturalmente ligadas ao nosso trabalho como dossiers, livros, atc. Mas não estou preso à ideia da Fábrica da cerveja, quem diz este espaço diz qualquer outro que tenha condições.

ADF- Então onde é que a A.R.C.A. tem a sua sede actualmente?
André - Neste momento temos a nossa sede na casa do guarda da Alameda João de Deus. Nós estamos no rés-do-chão e no 1º andar está uma organização europeia a "Youth for Exchange and Understanding" que tem ali o seu Head Office. Nós somos o representante em Portugal desta mesma organização.
Temos aquele espaço cedido em troca da dinamização da Alameda. Nesse sentido temos tido iniciativas várias neste espaço: sessões de contos, oficinas de dança, concertos, danças populares que tentámos "contemporanizar". Estamos a planear agora para Abril um Festival de Contos.

Nota: para além da A.R.C.A. estão também envolvidas na realização do Komboyo dos Lokos a Associação Filarmonica de Faro a Associação de Músicos e a Rua FM.

Nuno Lorena

Hoje nos Artistas



A Sociedade Recreativa Artística Farense – Os Artistas, apresenta mais um concerto, desta vez será Noiserv a mostrar-se ao público dos Artistas com o seu trabalho One Hundred Miles From Thoughtlessness. O espectáculo terá início às 23 horas e custará 2 euros.

One Hundred Miles From Thoughtlessness um disco feito de canções que nascem da inquietude do quarto pela voz lúgubre da guitarra e que aos poucos vão sendo dissecadas e trabalhadas, até atingirem uma dimensão plena de criatividade. A inclusão de diferentes elementos como caixas de música, pequenos ruídos mundanos, sintetizadores e xilofones, dão-lhe um novo carácter e novas cores sem que se perca a essência da canção.

As canções presentes no disco, são pequenos retratos, figuras imaginárias, narrativas incompletas, que espelham as vivências, a inocência e espontaneidade do seu autor, de uma forma tão honesta e sincera que difícil será não nos deixarmos tocar pelas mesmas.

Sexta-feira, Fevereiro 27, 2009

Joaquim Vairinhos avisa.


Mãe Soberana - Loulé
fotografia de Miguel Gonçalves


Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2007
A Resolução do Conselho de Ministros n.º 126/2001,
de 14 de Agosto, determinou a revisão do Plano Regional
de Ordenamento do Território para o Algarve (PROT Algarve),

“Faro — Loulé — Olhão: aglomeração principal, constituída num raio de cerca de 20 quilómetros a partir de Faro, que poderá atingir uma população presente de 200 milhabitantes em 2030. Inclui Faro, Loulé e Olhão, podendo abranger outros pólos, designadamente S. Brás de Alportel e Almancil e, em complementaridade, Tavira. Com uma forte melhoria das acessibilidades, poderá constituir uma aglomeração multipolar de dimensão suficiente para atingir os limiares de novas funções urbanas e, sobretudo, gerar economias de aglomeração e de transacção, que são a base das novas formas de competitividade”

Joaquim Vairinhos apresentou a candidatura à Câmara de Loulé, deixando um recado a Faro.

O socialista falou ainda das eleições da capital algarvia, preconizando que o concelho de Faro será diferente no futuro, mas que é preciso dar tempo para mudar e que em Faro isso não acontece, reconhecendo que a Câmara está actualmente bem entregue. Porém, avisa: “Somos colaboradores em relação à capitalidade de Faro, mas não vamos ser transformados numa freguesia de Faro”.

Hoje vivemos num mundo global mas sempre existe alguém que vive no tempo do quintal segundo a posição assumida pelo senhor Joaquim a grande arma de luta autárquica foi o deixar bem claro “ não vamos ser transformados numa freguesia de Faro “ Haverá alguém capaz de informar o homem que pode dormir descansado!

EKKLESIA

António Ramos Rosa é candidato ao Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana


António Ramos Rosa foi o poeta indicado pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) para a 18ª edição do Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana, um dos galardões literários de maior prestígio no espaço hispânico.

A candidatura de Ramos Rosa ao prémio teve em conta, segundo nota da SPA, "a grandeza e a representatividade" da obra do autor de "O Ciclo do Cavalo" e o "Incêndio dos Aspectos", entre outros títulos de uma vasta bibliografia poética. mais aqui

Faro Capital da Poesia.

o A.R.Rosa é hoje tido como o maior poeta vivo de língua portuguesa e um dos poetas mais importantes última metade do século xx. se não estou em erro o espólio do A.R.Rosa foi cedido à CMF no intuito de ser criada a Casa da Poesia. apesar da importante tradição literária da cidade, recorde-se que aqui foi impresso o primeiro livro em Portugal, o futurismo (F. Pessoa, Sá.Carneiro, Santa Rita) foi acolhido nas páginas de o Heraldo. Por cá se editaram os Cadernos do Meio Dia e a poesia 61.
O António, o Gastão Cruz, o Casimiro...Por tudo isto não se compreende a inércia dos responsáveis para activar este património cultural essencial a essa cidade de futuro que tanto se apregoa.
Será caso para perguntar sobre a casa da poesia?

comentário anónimo

Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009

ENQUADRAMENTOS


Faro anos 80

Faro perdeu nos últimos 35, 40 anos, uma parte importante das características que a marcaram até aos primeiros anos da segunda metade do século passado.
Nos anos 50, 60, era uma cidade capital de província, pobre, atrasada e isolada, sustentada pelas indústrias da cortiça, dos frutos secos, madeiras, mármores, azeite, Moagem, Pescas e o Comércio e Serviços. O Liceu de Faro, a Escola Industrial e Comercial de Faro e o Colégio do Alto, eram os expoentes da educação no Algarve, uma vez que só aqui se fazia o 3º ciclo de acesso à Universidade e ao Ensino Médio.
As estradas de ligação do Algarve ao resto do País eram de uma pobreza e abandono que custavam muitas vidas no transporte de doentes, o caminho de ferro ainda tem o mesmo traçado e os equipamentos são quase obsoletos, com a introdução dos comboios eléctricos para Lisboa há meia dúzia de anos. A ligação ao País vizinho fazia-se por via fluvial, não constituindo um factor de dinamização. O Hospital da Misericórdia prestava os serviços mínimos, fazendo-se as cirurgias e muitas consultas de especialidades na capital do País. A vida cultural era residual e o Sporting Clube Farense era o orgulho desportivo da cidade e o principal entretenimento domingueiro e local de prática desportiva. O Naval, em actividades náuticas, também nos deu alegrias com campeões nacionais de vela.
Com o advento do Turismo e o aumento da vocação turística do Algarve, a construção da sua principal plataforma de sustentação, o Aeroporto Internacional de Faro, o Hospital Distrital que se lhe seguiu e mais tarde a implantação da democracia parlamentar, a capital regional começa a ganhar novas formas e dimensão.
A sua centralidade e a presença da Administração Central, personificada no Governo Civil, foram determinantes nas escolhas futuras.
Com a instalação dos Serviços Regionais de vários Ministérios e a criação desse grande pólo de valor acrescentado que foi a Universidade do Algarve, a cidade cresceu, dinamizou o sector da construção e muitas outras pequenas indústrias e serviços de suporte. O Comércio atingiu um desenvolvimento considerável até à introdução das grandes superfícies.
A construção da Ponte Internacional do Guadiana e a Auto-Estrada, vieram cobrir mais dois horizontes de sustentabilidade no campo das vias de comunicação
Do censo dos anos 60 até aos dias de hoje, a cidade de Faro mais que duplicou a sua população, com todos os ganhos económicos e sociais que isso representou.
Faro viveu alguns de furor, apoiado na construção, que alargou as fronteiras da cidade mas não lhe acrescentou beleza, como lhe veio a criar toda uma série de constrangimentos. O património histórico e a sua frente de mar ficaram no esquecimento. Desapareceu aquele que foi um dos seus elementos atractivos, as carreiras de barco para a Praia de Faro.
Os sucessivos Executivos camarários, se tiveram uma visão estratégica global foi só no papel eleitoral, porque na prática nunca se usaram os Fundos Estruturais e a sensibilidade de algumas Instâncias Europeias para a reabilitação atempada da Frente de Mar da Cidade. Este marcar de passo teve custos muito pesados para a cidade, que procura o seu espaço na área turística e correndo os riscos que as mesmas forças responsáveis pelo seu atraso, a empurrem para soluções de repetição de velhos erros ambientais e estruturais.
Por último, Faro, de cidade operária e pequeno burguesa, passou a cidade de média burguesia dos serviços, em que 60 a 70% da sua população tem um vínculo ao Estado e a torna um instrumento de dependência da influência, dos vícios e dos medos da sua estrutura dirigente que está normalmente nas mãos dos quadros dos principais Partidos, exactamente aqueles que nos têm dirigido nos últimos anos.
Escusado será dizer, que esta influência usa a condescendência, passou para o voto e tem a ver com o facto de muita gente ter vindo de fora e levarem algum tempo a interiorizarem a alma farense e perceberem as necessidades estratégicas da cidade e do Concelho, muito para além do trivial do caos do trânsito ou das calçadas desarranjadas.

Luis Alexandre

Cão de Água português eleito pela Casa Branca


Ziggy

Acabou a expectativa: o "Primeiro Cão" da Casa Branca será um Cão de Água Português. Senti uma mistura de alegria e saudade quando ouvi a notícia, durante o noticiário da hora do jantar. Não consegui deixar de sorrir, com a minha mulher, quando imaginámos um Cão de Água a correr pelos relvados da Casa Branca num acesso de alegria espontânea que tão frequentemente assola aquela raça. De facto veio-nos á memória a nossa cadela ( que apesar do defeito de ter só 1/2 "rabo" preenchia todos os outros requisitos que definem a dita raça ) quando há 17 ou 18 anos atrás, ainda cachorra, atravessava o areal da Praia de Faro, desde os degraus de acesso á praia nas traseiras do Bar Eva até á água, numa linha perfeitamente recta independentemente do número de pessoas que se encontravam no caminho a apanhar banhos-de-sol, num galope perfeitamente desenfreado e incontrolável por qualquer dono.
Também me lembrei de quando ia fazer surf, de ela nadando a seguir-me, passando a rebentação, até ao dia em que foi socorrida in extremis pelo Necas antes de se afogar. Facto aliás que me levou a deixá-la presa em terra dali em diante. Ou ainda dos lanches que tive que pagar aos clientes do Café A Rotunda, ao pé do liceu, que á mínima distracção ficavam sem o seu bolo ou sanwdich quando a Ziggy estava nas redondezas. Já para não falar das 2 dúzias ( sim, duas dúzias ) de sonhos devorados pela "monstra" dez minutos após terem sido acabados de fritar pela minha mãe numa véspera de Natal, acontecimento que me valeu um ralhete dos sérios. A mim é que coube o tal ralhete já que a cadela não ouviu nada. Zero. Aliás ela também não ouvia nada quando corria na praia ou roubava lanches no Café. Porquê? Porque pura e simplesmente não se consegue ralhar com um cão de água. Ele desarma eficazmente qualquer um com simpatia e boa disposição.
Cão introduzido em Portugal pelos árabes quando aqui estiveram foi membro de tripulações marítimas até há pouco tempo. Ajudava na recolha de redes e peixe ( já que está perfeitamente adaptado ao meio aquático ) entre outras tarefas, sendo inclusivé considerado membro da tripulação com direito a um salário - que se saiba feito único para um animal. Inteligente,amigo e companheiro do dono. Esteve á beira da extinção nos anos 50 e 60 tendo a raça sido salva por um casal de americanos.
Animal de eleição do Senador americano Ted Kennedy, que tem vários e que fez lobby para ser este o cão a habitar a casa presidencial.De certeza que a família presidencial gozará bem os anos que se avizinham na companhia deste fiel representante luso. Já não posso é prever um futuro risonho ao relvado da Casa Branca mas se conseguisse prever não era um Cão de Água.

Nuno Lorena
http://www.nuno-lorena.com/

CURTAS MAS GROSSAS


Óleo s/ tela 195x130cm
Fernando Silva Grade

O recheio da Delegação do IEFP do Norte foi hoje penhorado pelo Tribunal, ficando em risco de ter que encerrar portas neste momento tão delicado para os milhares de desempregados, porque indevidamente não quis pagar uma dívida de €1.600 a uma empresa de limpezas. Mas a luta contra o desemprego será mesmo uma prioridade?

No processo Bragaparques em Lisboa, que envolvia um negócio de permuta de terrenos entre a Feira Popular e o Parque Mayer, Domingos Névoa foi hoje considerado culpado de ter tentado corromper Sá Fernandes com €200.000. A condenação foi de uma multa de €5.000, a que a defesa vai recorrer. Será que o combate à corrupção é assim tão importante?

O BPP entrou em processo de falência depois do Governo ter injectado €450 milhões e de toda a gente ter dito antes que seria dinheiro deitado para a rua. Não deveria haver mais cautelas e apontar para outros objectivos mais essenciais e mais urgentes, nomeadamente no âmbito social?

Em Janeiro o número de desempregados aumentou em 70.000 pessoas, mais 44,7% do que em Dezembro, atingindo agora um total de 447.966 desempregados, com o agravante da principal região atingida ser o Algarve. Será que a causa é conjuntural e unicamente da crise ou é também estrutural e revela a falência das políticas que privilegiam o reforço e salvaguarda do grande capital, económico e financeiro?

O Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto enviou esta semana uma notificação judicial ao advogado Artur de Castro num processo de injúrias que se arrasta há mais de 24 anos. Mas com toda este dinamismo, por azar o notificado já tinha morrido e há muito tempo, nos idos de 1985. E não seremos nós todos uns grande azarentos por termos nascido num país em que a Justiça funciona pessimamente e ainda por cima a passo de caracol coxo?

É de 38.000 o número total de licenciados desempregados no país. Entre outras áreas a Psicologia é das mais atingidas. Mas afinal existe algum planeamento e controlo entre a organização dos cursos e as necessidades reais do mercado de modo a compatibilizar a oferta e a procura? No Algarve o sistema privado durante anos tem produzido largas centenas de Psicólogos cujas expectativas, quando conseguem ultrapassar o desemprego, acabam em muitos casos por não ir além das caixas de supermercados ou empregados de balcão. Afinal é só o dinheiro que comanda a vida? E ninguém controla?

Aproximadamente metade dos desempregados inscritos nos Centros de Emprego do país – portanto próximo dos 250.000 – não recebem nenhum apoio de desemprego, nem Subsídio nem Subsídio Social. E porquê? Porque ao longo de muitos anos – portanto muito antes da crise se ter desencadeado – estiveram em situação de trabalho precário com “Recibos Verdes”, o que é uma situação completamente ilegal porque esta situação só devia ser utilizada pelos chamados profissionais independentes e que portanto nunca poderiam estar sujeitos a horários, locais de trabalho e dependências hierárquicas. Mas estavam. Mas se calhar o Governo não sabia, dirão alguns! Errado, pois o principal empregador de “Recibos Verdes” ilegais foi o próprio Estado. Mais, estas pessoas sempre foram obrigadas a pagar a Segurança Social, o mínimo actual é de €150, a alguma coisa deviam ter direito. Mas não, e agora, as vítimas dessa situação já de si precária e injusta, têm que enfrentar e suportar o enorme peso da crise no desemprego e sem qualquer apoio. Faz algum sentido?

Tudo isto não são brincadeiras de Carnaval, e então há que levar a mal a quem for efectivamente responsável por este estado das coisas. De contrário, seremos obrigados a admitir que afinal o crime compensa e então é que a porca começa a torcer o rabo…

Alfredo Leal Franco

Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009

Rota da cortiça





Há uns tempos vi um site de uns tipos na América que desceram a um antigo silo atómico abandonado no meio do deserto

Claro que a aventura custou-lhes problemas com a lei, mas ainda assim, conseguiram publicar as fotografias do interior do silo do tempo da guerra fria.

Aqui em Faro não temos arsenal atómico - mas ainda assim - há químicos e poluentes com fartura por aí espalhados suficientes para envenenar metade da Ria Formosa e arredores.

Em missão ultra-secreta, visitámos o interior do que resta da antiga fábrica da cortiça de Faro - e convidámo-lo a entrar neste belo mamarracho deixado ao abandono numa zona nobre da cidade.

Pode ser que um dia os especuladores imobiliários e os pavões-parasitas que governam este país da treta aqui construam mais uma megalomanía para se encherem de dinheiro à grande.

retirado daqui

Consultas de Oftalmologia aumentam 82% nos hospitais do Algarve em 2008

Os Hospitais do Algarve realizaram, em 2008, 24.302 consultas de oftalmologia, contra 13.320 consultas no ano de 2007, uma variação positiva de mais 82 por cento, revelou hoje a Administração Regional de Saúde (ARS).
No que se refere às primeiras consultas os Hospitais do Algarve, realizaram 10.268 consultas, mais 5.266 consultas do que em 2007, destacando-se o Hospital de Faro, por ter realizado 6.745 primeiras consultas, contra 1.380 consultas no ano de 2007.

No que respeita à actividade cirúrgica oftalmológica, os Hospitais do Algarve conseguiram reduzir o tempo de espera para cirurgia de oftalmologia de 2,2 meses para 1,8 meses, tendo realizado no ano de 2008 4.633 cirurgias, mais 2.378 cirurgias do que em 2007.

O Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio realizou 1.981 cirurgias em 2008, mais 474 do quem 2007 e o Hospital de Faro 2.652 cirurgias em 2008, mais de 2.104 do quem 2007.Segundo a ARS, no final do ano de 2008, estavam à espera de uma cirurgia para oftalmologia 1.203 pessoas contra 1.086 em 2007, resultado que comprova a melhoria na acessibilidade às consultas de oftalmologia e uma maior rapidez no acesso às cirurgias.

A ARS Algarve dispõe, desde o passado mês de Dezembro de 2008, de uma Linha Verde de Oftalmologia, para prestar informações aos cidadãos que ainda tenham dificuldade em aceder a consultas e cirurgias de oftalmologia. A Linha Verde Oftalmologia com o número 800 208 110 é gratuita e funciona de segunda a sexta-feira das 10:30 às 12:30 e das 14:30 às 16:30.

Mulheres debatem futuro de Faro

O gabinete de apoio às Mulheres Sociais Democratas de Faro vai organizar um jantar onde pretendem debater o futuro da capital algarvia juntamente com o candidato à autarquia local Macário Correia.
Sob o lema “Faro, que futuro?”, o encontro terá lugar pelas 20 horas do próximo sábado, dia 28 de Fevereiro, no restaurante Pontinha, localizado na baixa da cidade.
O encontro é aberto apenas a senhoras, quer sejam militantes do PSD, ou simplesmente apoiantes da candidatura de Macário Correia à Câmara Municipal de Faro.
O candidato que quer “Refazer de Faro uma Capital” vai ter uma intervenção no final do jantar, que será posteriormente debatido pelas participantes

Jose Luis Serzo na ARCO 2009


Carnaval, época de máscaras e de aproximações ao que nos é estranho


Mercado RASTRO
Considerada um dos símbolos de Madrid
, é um dos mercados mais antigos dessa cidade.
São milhares de vendedores ambulantes espalhados no entorno da Plaza de Cascorro.
O que me chama mais a atenção são pessoas que aparentemente levam tudo que tinham em casa e não
utilizavam e colocam à mostra para venderem ali.

Neste final de semana prolongado ocorrem-me 3 pensamentos mais pessoais que, por ser Carnaval, ninguém levará a mal.

A primeira tem a ver com o excelente desempenho de Sean Penn, que lhe deu um Óscar no muito interessante Milk, de Gus Van Sant. Um filme que fala no activismo necessário para se conquistar determinados direitos, mas que começa precisamente na necessidade de dinamizar um bairro e de lhe dar vida. De facto, os bairros ou as baixas das cidades não são dinamizáveis exclusivamente pelas mãos bondosas de planos de reabilitação urbana ou não se deixam reanimar por causa do exclusivo aparecimento de programas Polis. Renascem também porque, a par do investimento público, existem pessoas que conhecem outras pessoas que têm interesse e carinho pelas coisas e pela alma e vivência que existe nelas. A Baixa de Faro e a sua parte histórica irão sobreviver se nelas habitarem e trabalharem o tempo suficiente, pessoas interessantes, com alma, história de vida e paixão.

A propósito de história, são muitas as histórias que se fundem nos diversos mercados de rua que existem um pouco por tudo que é cidade europeia, em especial na Primavera aos fins de semanas e dias festivos. O Rastro é um exemplo, na baixa histórica madrilena aqui ao lado, mas existem muitos mais, desde os mais especializados em antiguidades ou alimentos biológicos até aos mais generalistas. São espaços que dão vida e cor à via pública por períodos regulados de tempo. Entre nós existe um espaço renovado (mas sem público), onde antes existiam carros estacionados à superficie, chamado Pontinha onde seria bem-vindo um espaço de cultura ao ar livre com alguma especialização nas artes e antiguidades. Agora que o Centro de Investigação em Artes e Comunicação da UAlg recebe o carimbo de excelência da FCT, agora que se pretende criar na UAlg laboratórios de criação artística e até uma linha editorial própria é altura de se criarem algumas sinergias pela cidade. Este espaço seria mais um, tendo ainda o aliciante de impedir (ou tentar evitar) o deserto comatoso em que se transforma o centro da cidade aos fins de semana.

Para terminar, não resisto a partilhar a alegria que foi ouvir este fim-de-semana o sueco Hakan Hardenberger, o maior solista de trompete da actualidade que veio tocar obras de compositores brasileiros (Villa-Lobos e Cláudio Santoro) à Casa da Música no Porto com a Orquestra Nacional do Porto (ONP). Ao olhar para a composição da ONP, e neste momento de crise em que o que o estranho é olhado de lado, vejo diversos nomes de músicos estrangeiros. Desde o chefe de naipe, Slawomir Marzec, meu velho amigo de esperas intermináveis pelos nossos filhos à porta da escola onde ambos andaram no passado até aos nomes dos grandes violinistas, Andras Burai e Radu Ungureanu, músicos que trouxeram para o Porto, não só a sua maestria mas também a pedagogia e que deram extraordinários professores fazendo escola e cativando crianças para a música na região. Termino o folheto de apresentação deste concerto de Carnaval olhando para a extensa lista de empresas do Norte que se quiseram associar à Casa da Música, outrora apelidada de grotesca e um “extraordinário gasto de dinheiro para meia dúzia de artistas”, mas que é hoje um dos principais pólos de atracção turística do Norte do país, com salas sempre cheias: BPI, BIAL, Cereralis, Soares da Costa, Lameirinho, RAR, Revigrés, Salvador Caetano, Sogrape, Solverde, Sonae, Unicer, Porto Editora, Lactogal…etc, etc. Meio Norte está aqui, tratando com interesse próprio mas também com carinho e afinidade este espaço cultural da cidade. Regresso em pensamento e por momentos ao nosso Teatro Municipal de Faro, um espaço único de cultura na região mais turística e realizadora de dinheiro em Portugal e procuro na sua página a listagem dos mecenas ou empresas da região que apostam forte neste “nosso” espaço. Não encontro mais do que 2-3…embora acredite que existam muitas mais. Espero bem que sim !
Pedro Graça

Terça-feira, Fevereiro 24, 2009

CARNAVAL FARENSE


crianças no desfile do carnaval na baixa de Faro(Sexta-Feira).

Finalmente tenho a sensação que o executivo começa a perceber o sentimento e a sensibilidade Farense, uma noite de carnaval como há muito não se via em Faro, simples e eficaz, um carro com conjunto brasileiro alegrando a baixa, milhares de pessoas na rua exteriorizando os seus sentimentos num momento particularmente difícil, onde grande parte das pessoas andam deprimidas foi bonito ver os Farenses interagindo, brincando ao carnaval pela noite dentro.

Faro sempre viveu o carnaval puro e popular, não precisamos de carros carnavalescos e grandes artistas, iniciativas simples e populares podem fazer mais que muitos eventos por vezes supérfluos e que nada dizem aos Farenses, espero que esta iniciativa faça escola e para o ano colaborando com as associações culturais possamos ter um carnaval popular de sábado a terça-feira com grande alegria e a fazer inveja a muita gente.

Para os que me acusam de ziguezagues, entendam de uma vez por todas que o meu único objectivo é o melhor para Faro, há muito que deixei de acreditar em conversa fiada e estou farto de santos milagreiros sejam estes pintados de rosa ou laranja, quero é obra e acção, a minha cor é preto e branco, do meu Farense, para muitos sei que é difícil engolir mas não tem outro remédio.

VIVA A FARO

O PROVEDOR

fotografias do carnaval nocturno - Faro 2009
gentilmente enviadas por José Farias




















PROCISSÃO DO SENHOR- TRADIÇÃO VOLTA A CUMPRIR-SE


fotografia anos 50,
senhor dos Passos,
familia Tavares Belo


O Presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário, vem reconhecer publicamente o esforço e empenho da Santa Casa da Misericórdia de Faro na prossecução das condições necessárias à realização da Procissão do Senhor, uma das maiores e mais importantes manifestações religiosas e culturais do Algarve que representa a morte e enterro de Jesus Cristo e o cortejo que os Romanos Lhe fizeram até ao sepulcro.

Caracterizada pelo seu ecumenismo a Procissão do Senhor tornou-se ao longo dos anos um marco da Cidade de Faro, convocando na Sexta-feira Santa milhares de pessoas, crentes e não crentes, para as ruas da baixa da Cidade ricamente decoradas invocando a paixão de Cristo.

Defendendo o interesse público e o valor patrimonial da Igreja da Misericórdia, o Município de Faro decidiu, em Dezembro passado, aprovar um protocolo de apoio à recuperação daquele templo religioso no montante de 100 mil euros, substituindo-se desta forma ao Estado que tinha a obrigação de preservar aquele imóvel classificado, mas que até ao momento ainda não se pronunciou.

A Câmara Municipal de Faro agradece a todos quantos contribuíram para a realização da Procissão do Senhor convidando todos os moradores da Baixa de Faro, por onde este ano vai passar a Procissão, a engalanarem as suas varandas e janelas, colocando colchas e mantas, contribuindo desta forma para embelezar ainda mais o percurso e engrandecer esta tradição dos farenses e da Capital do Algarve.

Barrocal Algarvio - O Comentário

Belo texto que me faz saltar as saudades desse tempo mágico, porque foi ele que serviu de calendário aos dias da minha infância.
Eu sou de Lisboa, mas a minha mãe era de Albufeira e a casa da família era ao lado da Praia dos Barcos. O ano todo em Lisboa arrastava-se penosamente à espera dos três meses de férias nas praias e campos deste Algarve. E era nesses campos de pomar de sequeiro, imagem fiel da milenar e original mata mediterranica, que íamos dar fogo à pinha para lhe arrancarmos os pinhõese assim como armar aos pássaros, com as agúdias - as formigas com asa - guardadas cuidadosamente num corno de boi tapado com rolha de cortiça depois de laboriosamente termos escavado os formigueiros à sua procura.
E enquanto esperávamos na madrugada que a passarada caísse na esparela, lá nos espreguiçávamos por entre as videiras dos Salgados, saboreando as doces e suculentas uvas e espreitando alguma avionete que nessa altura aí tinha o seu aeródromo.
A alfarroba depois de moída era ensacada e transportada em barcos para o vapor inglês que aparecia de tempos a tempos em frente a Albufeira. Um dos barcos do meu avô era especializado nesse transporte, a garotada lá seguia escondida no porão e para se entreter na viagem íamos sacando e comendo aquele triturado doce que nos servia de manjar de réis.
Verdadeiros tempos da realeza da imaginação, das aventuras diárias de heróis de nariz pelado e pestanas brancas com o sal dos banhos sem parar, em que o tempo não tinha tempo e em que as pescarias das micharras ultrapassava usualmente a centena, nesses dias ao jantar o orgulho de contribuir para a economia familiar brilhava tanto como as micharras ao sair da água, prata sobre os azúis do mar e do céu.
Tempos em que as conquilhas eram transportadas nos alforjes dos burros e vendidas porta a porta aos litros medidos em caixas de madeira.
E quando voltávamos para Lisboa, claro que tínhamos que levar para a família e amigos os figos da Albuera, alguns em estrelas com "dentes" de amêndoa, encaixotados em caixas de madeira e que faziam as delícias na capital.Boas memórias de infãncia de outros tempos, faço votos que todos os tempos, embora diferentes, possam ser assim tão gratificantes e ricos para todos os que neles mergulham as raízes da sua vida.

Alfredo Leal Franco

Segunda-feira, Fevereiro 23, 2009

A segunda vaga da crise

Wall Street no levanta cabeza y cae a mínimos de 11 años

La llegada de turistas extranjeros a España cayó un 10,1% en enero

La tasa de paro alcanzará el 16,2% en junio y habrá casi 3,8 millones de desempleados

Governo descarta intervir nas fortunas do Privado

As acções do BCP voltaram hoje a tocar um mínimo de sempre nos 0,61 euros. Com esta cotação, o banco está avaliado abaixo da fasquia dos três mil milhões de euros.

O BARROCAL ALGARVIO

E OS FRUTOS SECOS

Quando o amante de Baco, que não das bacantes, e sensível poeta popular, contador de estórias em quadras impressas em folhetos de feira, o "Bexiga", mais o rude analfabeto "Blé-Chota" eram contratados para "Guardas" das fazendas dos pequenos proprietários e usavam um alto e grosso varapau de marmeleiro enozado até à altura dos olhos, eu era miúdo de escola primária e as belas árvores nativas deste local estavam engalanadas de frutos verdes prestes a serem frutos secos. As gigantescas e frondosas alfarrobeiras dos nateiros, as esguias e elegantes amendoeiras das terras baixas planas, as figueiras de enormes copas redondas arrojando o chão, exibiam exuberantemente, por entre a folhagem, brilhando nos olhos com Sol e céu azul ao fundo, a sua natureza de mães fartas e abundantes trazendo no regaço os frutos que foram flores, que serão fartura no celeiro, que serão sustento e pão na mesa. Nesse tempo, estas árvores belas nativas únicas do Barrocal algarvio, ensinavam-nos o verdadeiro significado do simbólico e sentimental "milagre das rosas" metamorfoseadas em pão.

Nesse tempo, os frutos secos não valiam ouro, mas valiam o sustento diário, o remédio na doença, a reforma na velhice. Por isso os proprietários se uniam para contratar os "Guardas" anuais naquele período, porque a "moçanhada" escolarizava-se de inteligência agilizada, atlética, astuta e lutadora na escola prática ao ar livre dos jogos de brincar pelos matos e de roubar fruta dos quintais e amêndoas para comer e jogar ao "arrabola", e outros que por necessidade, o sol nascia à meia-noite como dizia o povo, iam de noite encher sacas do fruto seco alheio. Durante todo o tempo do "varejo e apanha", os "guardas" apenas permitiam o "rabisco" nas fazendas já totalmente "apanhadas" pelos donos. Para estes, sendo os frutos secos um bem precioso, pelo valor comercial, como alimento próprio e do gado, davam voltas e voltas às árvores até nem um fruto verem no alto da copa e o mesmo repetiam varrendo o chão com o olhar. Apenas os frutos invisíveis aos olhos, tantas vezes gastos do uso e cataratas, restavam para os "rabiscadores". No meio dos matos, das moitas e dos silvados, dos torrões ou dos restolhos altos que obstruiam o ver de olhos cansados, o rabisco era bem mais produtivo e rentável para os moços de ver de águia.Esse tempo durou até aos fins dos anos sessenta e mesmo localizadamente até à revolução de Abril, portanto ainda mais de uma década depois da descoberta do Algarve turístico pelos ingleses. E ainda só muito recentemente desapareceu a última geração de homens e mulheres, casais de remediados propretários, que sobreviveram sempre única e exclusivamente do duro e nobre trabalho do varejo e apanha dos frutos secos.

Os "frutos secos" foram durante décadas a maior riqueza produzida no Algarve, para além de permitirem a sadía subsistência de milhares de pequenos propretários, eram, com as conservas de peixe, a maior exportação da região. Tão grande era a sua importância económica que, em dias certos da semana, juntavam-se no "Café Aliânça", "negociantes de frutos secos" vindos de todo o Algarve para, sentados à roda de mesas e slatitando de mesa em mesa, "vender e comprar às sacas", combinando preços e datas de entrega que rabiscavam em pedaços de papel amarrotados nas algibeiras ou em mortalhas para cigarros de onça. Uma verdadeira "Bolsa de Valores" onde a moeda de troca eram "arrobas" de frutos secos, comprados e vendidos na hora, a preços de futuro, para entregas a prazo de meses. Uma bolsa de valores onde se jogavam pequenas fortunas, que fez ricos os mais espertos ou com mais sorte, mas também levou alguns à ruina total. E tudo feito apenas "sob palavra", e não consta que tenha havido falcatruas ou processos fraudulentos. É que estes homens, eles próprios, forças vivas do Barrocal, tal como as velhas árvores fundadas na terra nunca mudam de natureza, também eles enraizados na terra e educados na escola das suas árvores, eram homens de um só carácter.

Adolfo Pinto Contreiras

REGRAS CLARAS NO APOIO ÀS COLECTIVIDADES


Macário ao ataque

Os clubes desportivos e as associações culturais desempenham relevantes funções de interesse público. Os seus dirigentes, sendo amadores, trabalham muitas horas por semana, por vezes, mesmo muitas horas em cada dia, para manter vivas as suas actividades.
Muitos jovens são educados para a vida através do desporto e da cultura.
Os Municípios devem ter reconhecimento e respeito pela acção das colectividades, por isso devem, através de regras claras, dar-lhes apoio regular e permanente.
Faltar com essa ajuda, pagar atrasado, ou não pagar nada é uma atitude injusta. Tal como é incorrecto o pouco que por vezes dão, não ter regras e critérios claros e quantificados.
O que acontece actualmente em Faro constitui uma vergonha para a Administração Pública. Propomos uma atitude diferente, com uma gestão séria e responsável, respeitando os dirigentes e os atletas.
Temos uma proposta diferente para apoiar as colectividades do concelho de Faro.
Agora têm um atraso de cerca de dois anos, nos pagamentos por parte da Câmara Municipal, o que é uma desconsideração grave.
Com esta situação vivem-se situações dramáticas e injustas.
Entendemos que a curto prazo se devem aperfeiçoar dois regulamentos de apoio às colectividades, um para a área desportiva e outro para a área cultural. Aí devem ser estabelecidos critérios rigorosos, nomeadamente, número de praticantes, escalões, recursos próprios, associados, níveis de formação etc.
Com base nestes parâmetros devem-se atribuir os subsídios anuais até final do 1.º trimestre de cada ano, sendo depois pago em quatro prestações trimestrais ao longo do ano, sempre na mesma altura e sem atrasos.
Quando tal se pratica em outros Municípios, também se deve fazer o mesmo em Faro.
Assim será no próximo ano!

Assessoria de Imprensa Macário-Faro

Domingo, Fevereiro 22, 2009

Ainda o Campo de futebol do Montenegro


Campo de futebol de Almancil.

Em Faro no Campo de futebol 7 do Montenegro passados 17 meses de ter sido inaugurado, continua à espera dos balneários, no entanto, parece-me, as obras já começaram, que em breve vai ser possivel realizar jogos oficiais no Montenegro! A realidade é que a estrutura até hoje continua sem balneários...

INsegurança, nem os shoppings resistem...

Gang ataca Almada Fórum com cocktails molotov

O silêncio da madrugada no Almada Fórum foi ontem quebrado pela invasão armada de um gang de Leste. Já passava das 05h00 quando irrompeu pelo centro comercial da Margem Sul pronto a furar qualquer sistema de segurança. Determinados e sempre de cara tapada, os seis imigrantes de origem romena roubaram em escassos minutos milhares de euros da ourivesaria Boutique dos Relógios e, à saída, lançaram aos seguranças do Fórum cocktails molotov – garrafas de refrigerantes com líquido inflamável em chamas. in Correio da Manhã

O Comentário

O actual executivo teve o mérito de planear e desenvolver projectos e parcerias que perspectivam uma mudança no futuro da cidade, a realidade actual demonstra que a população quer ver obra concreta e esta não é visível.
Sabendo que o Fórum Farense está conectado com o PS espanta-me este tipo de textos encapotados de virgens santas, recomendo-lhes que primeiro apresentem obra ou o inicio das mesmas porque o descrédito é de tal ordem que permite qualquer picareta falante chegar a Faro e afirmar demagogicamente que é o salvador da pátria quando tem telhados de vidro na sua própria terra.
Repito, já vi este filme com os resultados que conhecemos, os farenses estão cansados de promessas e de camiões de sonhos, os problemas estão diagnosticados, todos sabemos das receitas para os resolver, uma delas é a retirada da linha do comboio do centro da cidade. Urgente é um executor das receitas que cure o doente definitivamente e não de analgésicos para retardar a doença e avançar para um nível incurável como parece que está acontecendo, ficaria feliz se estivesse enganado e Faro conseguisse finalmente dar o salto para um rumo diferente mas pelo o que vejo e sinto, venha o diabo e escolha!

VIVA A FARO

O PROVEDOR

Sábado, Fevereiro 21, 2009

A Teoria e a Prática

Há quem fale por estes dias em relação a Faro de Planeamento Estratégico, reflexão e linhas de orientação. Quem invoca a necessidade de tal planeamento demonstra que não conhece o concelho, não percebe a dinâmica da cidade e não tem a mínima ideia do que cá se passa a não ser aquilo que vislumbra num olhar por fora da janela do carro (de onde vê os prédios degradados e as ruas esburacadas, ok!) ou de uma breve (brevíssima, claro!) troca de palavras com um qualquer munícipe.

Este pensamento político só pode ser resultado de um olhar muito superficial sobre Faro que não chega para perceber o que por cá se vai fazendo e pensando.
Quem assim fala, pensa e escreve, não percebe que os farenses há muito interiorizaram o que querem para a sua cidade – A potenciação da sua vocação ribeirinha, como forma de dinamizar a economia, o turismo, a cultura e a qualidade de vida, como referencial regional.Quem cá está, quem vive Faro e que participa em discussões sobre a cidade e o concelho, compreende bem o que os Farenses querem para a sua cidade.
E, o que os Farenses querem para a sua cidade não lhes foi dito ou revelado por qualquer mente iluminada e muito menos por qualquer político. Aos dirigentes políticos de uma cidade cosmopolita e de gente esclarecida como Faro, cabe ouvir e compreender o que os munícipes querem para o seu concelho.
É este trabalho que o actual Presidente da Câmara tem feito. E, de acordo com os ensejos e expectativas da população tem lançado os projectos e tomado as posições que garantirão que a Faro do futuro será aquela que os Farenses desejam que seja.
Quem vem agora falar em Planos estratégicos das duas uma: Ou não faz a mínima ideia do que é Faro e do que se por cá se faz; ou, pretende teorizar aquilo que na prática já há quem esteja a fazer. A 1ª é saloia a 2ª. é oportunismo político.

P.S. Já agora, qual será o Planeamento Estratégico subjacente ao licenciamento de um Centro Comercial fora do centro da cidade e à concentração neste de serviços à população, com previsíveis consequências nefastas para a dinâmica do Centro de Tavira e do seu comércio tradicional? Alguém quer teorizar?

enviado por Forum Farense

ARTADENTRO - "I put a spell on you"


Ana Borralho & João Galante

“I Put a Spell on You”

Inauguração: 20 de Fevereiro de 2009, Sexta, às 18h30.
seguida de performance na associação Os Artistas

De 20 de Fevereiro a 28 de Março de 2009.
De 3ª a Sáb. das 15h às 19h.
(Encerra: Dom., 2ª. e Feriados)

Ana Borralho (Lagos, 1972), estudou escultura no Ar.Co enquanto e estuda piano na Academia de Amadores de Música de Lisboa (1991/1998). Possui o diploma da Royal Academy of Dancing (level 1 - Classical). Frequentou workshops de dança, teatro e voz, com Dieter Heitkamp; Franz Poelstra; Vera Mantero e João Fiadeiro. Desde 1997, desenvolve projectos de dança, teatro e vídeo, como autora ou em co-autoria. Trabalha como actriz, realiza performances e expõe fotografia e vídeo em Portugal e no estrangeiro. Desde 2002, trabalha em conjunto com João Galante.

João Galante (Luanda, 1968), completou o Curso Avançado do Ar.Co, estudou luminotécnia de teatro no IFICT, onde realiza também o Curso de Actores, e fez o Curso de Dança no Forum Dança, em Lisboa. Desde 1989 participa e cria obras performativas, fotografia, vídeo e instalações. A sua obra foi exibida em Portugal e no estrangeiro, em variadas mostras e festivais. Desde 2002, trabalha em conjunto com Ana Borralho..
Este casal de artistas, desde 2002, tem vindo a desenvolver o seu trabalho em torno das problemáticas da identidade/comportamento e da relação público/performer, através de uma estratégia de confronto com o espectador/voyeur, incitando-o à participação e integrando-o no processo da própria obra.

Ana & Galante apresentam na Artadentro “I Put a Spell on You”, uma mostra de fotografias e vídeo. As várias versões da canção que dá título à exposição (um original de Screamin’ Jay Hawkins interpretado por artistas como: Natacha Atlas, Nina Simone, Nick Cave, Queen Latifah, Marilyn Manson, Diamanda Galas, Bette Midler, Brian Ferry, Joe Cocker, etc), juntamente com o ruído de vozes humanas imitando o som de moscas e abelhas, constituem o ambiente sonoro em que as obras são realizadas aquando do workshop homónimo, em início de Fevereiro de 2009, nas instalações da associação “Os Artistas”, em Faro. As imagens a obter, em que os performers olham o espectador — de corpos nús “tratados” de modo a sublinhar uma dimensão erotica, apelativa e intimidante —, prosseguem a linha de investigação dos autores.

Ana & Galante instalam, assim, as condições para a experiência de um novo ambiente “democrático” — dentro da latitude proporcionada e com a intuição dos seus limites —, um espaço de liberdade em que o público envolvido, ainda que (ou porque) desafiado por sentimentos básicos, análogos em todos, se descobre espectador da sua identidade e, em boa medida, como autor de si próprio.

Artadentro,
Vasco Vidigal

ARTADENTRO - Arte Contemporânea - Associação
Rua Rasquinho 7 8000-416 FARO t + f : 289802754 tm: 919328019
artadentro@hotmail.com www.artadentro.com

Baixa de Faro - Segunda feira dia 23, CARNAVAL NOCTURNO RECEBE TRIO ELÉCTRICO

A Baixa de Faro vai estar em festa no próximo dia 23 de Fevereiro e vai receber o “Carnaval Nocturno”, iniciativa organizada em parceria pela ANFARO- Associação de Empresários de Animação Nocturna de Faro, Ambifaro e Município de Faro.

O famoso “Trio Eléctrico” irá animar esta grande noite, na Baixa de Faro junto à Doca, com a actuação da banda “Swing e Cia”, oferecendo um espectáculo “electrizante” e em movimento, num palco sobre rodas.
Refira-se que o Trio Eléctrico surgiu há mais de 50 anos no Brasil para alegrar as pessoas de terra em terra, tratando-se de um camião de 4 metros de altura e 18 metros de comprimento, com uma potência de 100.000 watts de som.

Antes do início do Espectáculo, que tem início pelas 22:00, o Trio Eléctrico irá desfilar, ao final da tarde do dia 23, pela Baixa de Faro/ Jardim Manuel Bivar.

Este Carnaval Nocturno contará com um concurso de máscaras, com um prémio de €500,00 para o melhor grupo de mascarados e ainda animação de rua. Para complementar a festa, estarão presentes diversos stands em representação dos bares da Cidade de Faro.

O Carnaval Nocturno continua pela noite dentro pelos Bares de Faro, que prepararam diversas iniciativas com temas carnavalescos. A proposta da Anfaro consiste em oferecer alternativas nesta noite de Carnaval e atrair mais público à noite da Baixa de Faro.

Não perca esta noite de muita folia num carnaval diferente por si!

Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009

Espectacular desfile de Carnaval dos pequenos na Baixa de Faro






fotografias - Jorge Corte Real

Café Aliança



O Café Aliança, um dos Cafés mais antigos do país, situado na «baixa» de Faro, foi encerrado, esta semana, por decisão judicial, na sequência de uma acção de despejo por falta de pagamento das rendas. Com mais de cem anos, o Aliança resistiu à voragem do final dos anos sessenta, como resistiram o Majestic, do Porto, o Santa Cruz, em Coimbra ou a Brasileira do Chiado, em Lisboa. Resistiu à ASAE há dois anos quando decretou o encerramento por deficiências «técnico-funcionais», mas não resistiu à actual crise. O Café Aliança guardava a memória dos «famosos» que por lá se sentaram: Marguerite Yourcenar, na década de 60; Simone Beauvoir, nos anos 40; Fernando Pessoa, que aqui se reuniu com os futuristas algarvios. O poeta António Aleixo, ali ia vender cautelas. José Apolinário, presidente da Câmara de Faro, declarou que quer «salvaguardar o património histórico e material do Café Aliança». Mas não disse como pensa fazê-lo. É nestas situações (de litígios privados), sobretudo quando toca à defesa do património e da memória colectiva, que os poderes públicos não sabem agir e falham desastradamente.
Tomás Vasques, conquilhas

resta afirmar que já partiram e dividiram o actual Aliança , o ex-inquilino parece que comprou(ficou)com a parte ao lado da mercearia Aliança( já abriu), onde estão os jornais, e o senhorio retoma a parte principal do Aliança. Divisões feitas a "leitura" do café Aliança fica ferida para sempre. adf

Festa sem drogas e sem álcool na Praia de Faro



O restaurante e bar da Praia de Faro "Sui Generis" vai dar uma "Clean Party
", ou seja uma festa limpa de fumos, drogas e álcool no próximo sábado, com música, exposições e coreografias do método "DeRose".

A "festa limpa" promete banir vícios maléficos à saúde e as bebidas são limpas de álcool, não há drogas nem fumo de tabaco.Além de promover hábitos de vida mais saudável, a "Clean Party" também vai integrar a apresentação de coreografias de yoga pelo método "DeRose", desenvolvido por um professor de yoga brasileiro com esse nome que trouxe para o Ocidente os exercícios ancestrais que encontrou na Índia.

Organizada pela Universidade de Yoga, a "Clean Party" tem o objectivo de sensibilizar a população em geral que se podem divertir à noite sem recorrer a drogas.

Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009

TEATRO DAS FIGURAS- A VERDADEIRA TRETA TRANSMISSÃO EM DIRECTO PARA O CLUBE UNIÃO CULATRENSE




Ópera transmitida no exterior do Teatro Nacional de São Carlos,
uma excelente ideia para se fazer na Baixa de Faro, com a
colaboração do Teatro das Figuras.

O Clube União Culatrense vai “receber” hoje, dia 19, o espectáculo “A Verdadeira Treta”, que será transmitido em directo e pela primeira vez para a Ilha da Culatra.
Este projecto pioneiro resulta duma parceria que a Teatro Municipal de Faro, a Câmara Municipal de Faro e a Globalgarve, agência de desenvolvimento regional, estabeleceram com dois parceiros tecnológicos, a Alcatel-Lucent e a Compta, cujo empenho tem sido determinante para a implementação deste projecto-piloto.
Esta transmissão em directo de espectáculos do Teatro das Figuras, que já estava a ser feita para o Hospital de Faro EPE e Estabelecimento Prisional de Faro, “chega” agora à Ilha da Culatra, permitindo assim aos moradores o acesso aos eventos culturais.
Os actores António Feio e José Pedro Gomes reconheceram os méritos sociais desta iniciativa e não hesitaram em apoiar o Teatro Municipal de Faro através da cedência dos direitos de transmissão, exclusivamente para este fim.
Numa produção da “UAU”, A Verdadeira Treta” tem início pelas 21:30 e “traz-nos” os actores António Feio e José Pedro Gomes, na pele de Tóni e Zezé. Juntos, vão levantar dinheiro ao multibanco e conversa puxa conversa. Ou melhor, no caso deles, como conversa da treta puxa conversa da treta, passam uma infinidade de tempo a falar de tudo e mais alguma coisa. Desde o preço do petróleo, às operações plásticas, desde a paranóia com a segurança, até à educação, à saúde, passando pelo aumento dos juros, tudo é esmiuçado pela óptica arrevesada e demente destes dois mamíferos da famosa espécie "Chico-Espertus Lusitanus". Uma raça que, infelizmente para uns, e, felizmente para outros, está muito longe da extinção.

um bocadinho de humor

Eleições em Faro

O DUELO QUE AÍ VEM , ver aqui

Um "novo" aeroporto de Faro


Aeroporto de Faro - fotografia de Luís Rosa

Mário Lino apresentou obras de ampliação do aeroporto de Faro
O aeroporto de Faro vai ser ampliado e remodelado, numa obra que vai custar 130 milhões de euros.

O projecto foi esta manhã apresentado pelo ministro das Obras Públicas.


Video aqui :http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=388503&tema=29

"...O contrato da primeira empreitada daquele projecto, que consiste na ampliação e remodelação das áreas operacionais e se iniciará no próximo mês com conclusão prevista até 2013, foi também assinado hoje.
Na primeira fase está previsto um aumento da segurança operacional com a implementação do sistema ILS (Instrument Landing System) em mais uma pista, dotando-a de condições mais seguras para aterragem de aeronaves.
A faixa de segurança da pista será ainda alargada para Sul, estando ainda previstas a criação de cerca de dez novas posições de estacionamento para aviões para permitir um aumento do movimento das aeronaves.
Numa segunda fase, que se estenderá entre 2011 e 2013 será dada prioridade à remodelação do terminal de passageiros - com novas áreas públicas e comerciais -, e acessibilidades terrestres.
A estrutura, inaugurada em 1965, tem capacidade para cerca de 6 milhões de passageiros por ano e recebe anualmente 5 milhões, sendo um dos objectivos das obras elevar esse número para 8 milhões.
A remodelação do aeroporto inclui ainda a construção de um hotel na zona circundante à estrutura, cujo objectivo é aumentar a capacidade do aeroporto para atrair novas companhias e rotas..."

fonte: IOL e RTP

Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009

Gabinete do utente


fotografia adf
Caríssimos,

O texto que vou transcrever prende-se com uma reclamação efectuada por mim à CAMARA MUNICIPAL DE FARO, no dia 19 de Setembro, que se baseava no facto do lixo nas papeleiras da Urbanização onde resido, nunca ou quase nunca ser recolhido, que como podem constatar foi respondida 5 meses depois,ou seja, dia 16 de Fevereiro. Não vos comunico isto com quaisquer intenções eleitoralistas, porque não sou partidário nem sequer apoiante de qualque rdas forças que já se perfilam na corrida à Câmara Municipal De Faro, mas sim com um simples apelo: Por favor tenham mais respeito pelos moradores desta cidade e não levem no futuro 5 meses a responder a uma reclamação.Como sabem são situações destas que levam o povo a comentar:" Pois,trabalha na Câmara, trabalha para o estado, etc."

Assim sendo,

Gabinete do Utente
16 Fev (2 dias atrás)

Exmo(a). Sr(a).
Miguel Raimundo

Na sequência da reclamação apresentada via e-mail em 19 de Setembro de2008, informo que o assunto mereceu a nossa melhor atenção.
Assim, informo V. Exa que tendo em consideração o quadro legal de atribuições da Freguesia ( do Montenegro) e competência dos respectivios órgãos em matéria de ambiente e salubridade, e bem assim o protocolo celebrado entre aquela Autarquia, o Munícipio de Faro e os então Serviços Municipalizados de Faro, cujo cumprimento, na parte respectiva, tem vindo a ser assegurado por a FAGAR, EM, relativo aos serviços de limpeza no núcleo urbano daquela Freguesia, a remoção de resíduos das papeleiras na zona por Vós mencionada pertence à Freguesia do Montenegro, a cuja autarquia, eventualmente e se assim o entender, poderá V. Exa dirigir as suas reclamações.
Aproveitamos a oportunidade para agradecer o envio de email e informar que estamos ao Vosso inteiro dispor para o esclarecimentos suplementares julgados convenientes.

Com os melhores cumprimentos,

O Presidente,
José Apolinário
GU/gs"

PRIMEIRA SEMANA DE MARÇO MUITO ANIMADA NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE FARO

Crianças encontram-se com a escritora Margarida Fonseca Santos

No âmbito da quarta edição do projecto Baú das Histórias, realizar-se-á nos dias 3 e 4 de Março o encontro dos alunos do 1º ciclo com a escritora Margarida Fonseca Santos. Durante os meses de Janeiro e Fevereiro um baú cheio de histórias percorreu todas as escolas. A Biblioteca deu a conhecer a autora e a sua obra e foi lançado o desafio de trabalhar as suas histórias, pesquisar e construir algo para apresentar à escritora. As turmas irão encontrar-se com a autora Margarida Fonseca Santos, na Biblioteca Municipal às 10h00 e às 14h00.

Margarida Fonseca Santos nasceu em 1960, em Lisboa. Diplomada com o Curso Superior de piano do Conservatório Nacional, leccionou a disciplina de Pedagogia na Escola Superior de Música de Lisboa. Assinou a coluna Crescer a Ler, no Jornal de Letras e o apontamento Bicho de Conta, na Antena 1. Estudou Escrita Criativa, Escrita para Teatro, Guionismo e Curta-Metragem. Tem vários livros publicados, sendo a maioria na área infanto-juvenil, estando alguns deles incluídos no Plano Nacional de Leitura. Em 1996 ganhou o Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca e o Prémio Revelação em Ficção APE/IPLB. Escreve regularmente para teatro, tanto para crianças como para adultos. Dinamiza oficinas de escrita criativa, escrita para teatro e escrita para crianças (com jovens, adultos e professores).

Qualidade em creches em debate na Biblioteca

Dando continuidade ao ciclo de conferências “Conversas sobre a Infância”, Patrícia Jorge Silva irá falar-nos sobre “Qualidade em Creches”, também no dia 3 de Março, pelas 18h00. A acção é aberta ao público em geral e contamos, como sempre, com a presença de muitos educadores e estudantes da área de educação. Num contexto em que cada vez mais se fala de qualidade, é necessário dar resposta às necessidades de formação e informação dos profissionais que actuam nesta área. Doenças mais frequentes em creche, atitudes e procedimentos seguros em situação de emergência e negligência na infância são alguns dos temas em foco.

Patrícia Jorge Silva, educadora de infância do quadro da Câmara Municipal de Albufeira, encontra-se destacada no Centro Paroquial de Paderne onde exerce as funções de Directora Pedagógica de Creche, assim como responsável pela sala de um ano.

É mestre em educação de infância e virá apresentar o resultado da Investigação da sua tese de mestrado.

Miúdos e graúdos ouvem contos populares do Algarve


Os Contos Populares do Algarve marcam presença na Biblioteca Municipal de Faro no próximo dia 6 de Março com sessões para crianças e para adultos. Dinamizada pelo grupo “Alma Azul”, a primeira sessão decorre às 14h30 e é dirigida aos alunos do 1º ciclo. Para além dos contos é realizada uma Oficina de Desenho.

Pelas 18h00 terá lugar a mesma acção mas dirigida a adultos finalizando com uma Oficina de Escrita.

As acções requerem marcação prévia, que deverá ser feita para o telefone 289 897 500.

Porque é mais o que nos une do que o que nos separa



"- Parece-me boa pessoa. Para que se há-de meter numa coisa tão suja como a política?

Já conhecia a pergunta, porque era uma variante de outras que me fizeram anos antes, quando cheguei pela primeira vez a Chicago para trabalhar em bairros de pessoas com baixo rendimentos. Revelava um cinismo não simplesmente em relação à política mas também à própria noção de vida pública, cinismo que – pelo menos nos bairros do South Side que eu procurava vir a representar – fora alimentado por toda uma geração de promessas não cumpridas. Em resposta, costumava sorrir, acenar e dizer que compreendia o cepticismo, mas acrescentava que havia – sempre houvera – outra tradição política, que se estendia desde os tempos da fundação política do país até ao glorioso movimento pelos direitos civis. Esta tradição assentava na ideia simples de que todos temos algo para dar uns aos outros, de que é mais o que nos une do que o que nos separa. E de que se bastantes pessoas acreditarem na verdade desta ideia e agirem de acordo com ela, talvez seja possível fazer algo de significativo, mesmo não se resolvendo todos os problemas."

Apeteceu-me citar este excerto de um texto das memórias políticas do presidente norte-americano Barack Obama, logo agora que parece existir alguma gente incomodada com o facto de o AdefesadeFaro continuar a defender Faro, as ideias para a cidade, os argumentos construtivos a favor da sua melhoria independentemente de onde vêm (porque se desejarmos realmente melhorar a cidade é mais o que nos une do que o que nos separa) e não individualmente qualquer um dos candidatos à presidência da autarquia.

Pedro Graça

Terça-feira, Fevereiro 17, 2009

O Comentário


Pronto! Para gaudio das famílias políticas do centrão, que se apoderaram do País, da Região e da cidade, os dois mediáticos candidatos entraram na corrida de quem promete mais, quem tem mais milhões e mais ideias daquelas de grandeza e orçamento curto.

Com a corte a aperaltar-se para o banquete, a plebe farense, debaixo dos efeitos de uma crise filha da mãe, que ameaça o orçamento lá de casa, esquece-se das ideias e vai ver onde deve encaixar-se para o futuro cinzento.As promessas de cultura dos ocupantes dos Paços do Concelho, ao longo dos anos ditos de democracia, não se concretizaram e o povo continua bruto e preparado para estender o tapete vermelho aos pretendentes ao trono.Não fiquem tristes porque Faro não é diferente do resto das romarias do País. O povo está controlado e não é preciso a PIDE, as cargas de choque da GNR e o papel da Igreja subsidiária do Estado.

Até às próximas eleições, não há perigo de qualquer rebelião popular. O doutor Mário Soares e outras figuras tutelares da democracia já fizeram os avisos necessários para que o doce regime faça as cedências que se aconselham para o momento.Os outros Partidos do espectro, como sempre, esmolantes da mesa do orçamento e reduzidos aos privilégios da vida palaciana, de peito cheio das suas teorias de lutar com as armas que lhes põem à disposição, vão olhando para a posição do povo e entoam cânticos de apoio aos coitadinhos.

Por tudo isto, vamos levar um ano inteiro de farsa, de guerreias de café para a plebe, ou à saída do teatro para outras estirpes. Aos heróis da palavra e às suas máquinas de guerra, basta-lhes dosear o ópio e gerir o tempo, até ao momento da glória de gerir os milhões.O povo, esse, vai lá estar para aplaudir, os Partidos mudam as chefias e ficam as vontades de voltar à luta, os blogues e os seus comentadores, idiotas como eu, ficamos mais velhos e cansados e preparamo-nos para calçar as pantufas e contar as memórias aos netos.

Todos morremos no fim do caminho...

Luís Alexandre