Quinta-feira, Abril 30, 2009

Já está aprovada a abertura do 1º Centro UNESCO do país no Algarve


A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) aprovou, em Paris, a abertura de um Centro UNESCO em Faro, Algarve, anunciou hoje o presidente da Câmara Municipal local.
Em declarações à Agência Lusa, José Apolinário referiu que o primeiro Centro UNESCO em Portugal deverá abrir "até final de Junho" e será um projecto essencial para a "projecção científica da Universidade do Algarve e da região algarvia".O Centro UNESCO de Faro vai ter sede institucional no Solar do Capitão-Mor, mas está também previsto criar laboratórios de ciência em Olhão e Vila Real de Santo António."É um Centro que visa apoiar a transferência de conhecimento científico e tecnológico sobre a gestão de recursos hídricos - ecohidrologia - em particular nas zonas costeiras", explicou o autarca, acrescentando que o projecto vai ser dinamizado e coordenado por Luís Chícharro, professor da Universidade do Algarve.Há 17 Centros UNESCO no mundo e segunda-feira foi aprovado mais um em Portugal - por unanimidade dos 58 países - e ainda no Brasil e Alemanha.Os peritos da Organização das Nações Unidas (ONU) estiveram no Algarve em Dezembro de 2008 para avaliar as condições na região para um Centro UNESCO na área da ecohidrologia costeira.Segundo o coordenador do projecto, a ideia "é melhorar o funcionamento dos sistemas aquáticos usando os processos internos dos próprios ecossistemas", acrescentando que a aposta está na prevenção e não em agir drasticamente.Uma das aplicações possíveis é a plantação de árvores junto às zonas costeiras para protecção contra tsunamis."Se houver árvores plantadas perto das zonas costeiras, forma-se uma barreira natural que pode minimizar o impacto da onda e atenuar uma possível catástrofe", exemplificou o professor.Outras aplicações que usam os mecanismos naturais do próprio ecossistema para solucionar problemas hídricos podem ser a utilização de bivalves para filtrar a poluição ou de plantas para reter excesso de nutrientes.
28 de Abril de 2009 18:55lusa

Uma muito boa noticia para a Capital do Algarve. Está de parabéns o Presidente Apolinário e todos que contribuiram para esta decisão. Aproveitem a embalagem lutem pelo IKEA e tentem colocar a FNAC em Faro antes de Outubro. adf

quando havia peixe e antes da ASAE



Faro - António (Cinquenta) nos anos 80

O país do deixar andar

Uns quantos Directores Gerais da Administração Pública cessaram as comissões de serviço, regressando aos seus lugares de origem, porque não cumpriram determinados procedimentos a que estavam obrigados no desempenho das suas funções. Estamos tão habituados ao desleixo e ao deixa andar que, em vez de merecer aplauso, a medida foi criticada. E para fundamentar a apologia do desleixo e do deixa andar, uns dizem que se trata de uma «prepotência»; outros, dizem que se trata de uma «lei errada que não deve ser cumprida». Pobre país.
in Conquilhas

Quarta-feira, Abril 29, 2009

Para onde vai o IKEA?


parece que não vai para a antiga fábrica da cerveja em Loulé, a hipótese de Apolinário para a zona sul do parque das Cidades também está fora do baralho, assim como, para mim a melhor localização, a zona do Mercado abastecedor da região de Faro. Quem acerta? adf

Para o IKEA existem varias hipóteses para a sua instalação e penso que será instalado no concelho de Loulé, talvez na zona do Esteval e como referencia numa área perto de uma Discoteca “Black House” só penso!Nada de certeza.
Certeza sim tem um conhecido advogado nacional com grandes amizades junto do poder Socialista e com família referenciada em Faro, mas o engraçado é como se movimentam as pessoas de Faro, o mesmo dizer que a importância deles é zero!Lobis para procurar investimento para o concelho de Faro não existem teem mais experiência em almoços e jantares!Basta ver como alguns estão bem anafados e abdicam de dietas.
Numa carta aberta ao senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé um digníssimo político com grandes seguidores em Faro, afirmava assim: “ A minha convicção tal como a veiculada por mais de duas dezenas de personalidades habilitadas para o efeito, com quem troquei impressões sobre o assunto reconhecem-se claramente na alternativa da zona da antiga Unicer, erigindo a localização como um factor a ter em consideração”
E do alto desta arriba vou olhando com tristeza para os falsos pagadores de promessas.
Adamastor

Câmara de Faro deve mais de meio milhão às Juntas do Concelho

Assembleias de Freguesia não se conformam e fazem aprovar voto de protesto

É com apreensão que esta candidatura verifica que se vai espalhando o descrédito pelas populações, sideradas que ficaram após a recente apresentação do Relatório de Gestão 2008 pela Câmara Municipal de Faro (CMF). Agora são as freguesias farenses quem não cala a revolta e se insurgem contra o incumprimento revelado no que toca aos compromissos financeiros assumidos pela Câmara para com estas. Sabem que estão sufocadas e impossibilitadas de cumprir com as competências que lhes foram delegadas pela CMF.
Com efeito, quatro das seis freguesias farenses aprovaram um voto de protesto face aos atrasos verificados no pagamento dos apoios municipais às freguesias: Sé, Conceição, Montenegro e, agora, São Pedro fizeram passar esta manifestação de repúdio. Não podem mais com os atrasos e com a desonra dos compromissos assumidos por uma Câmara com a qual todos cumprem, mas que não cumpre com ninguém. E é grave o quadro que nos mostram as contas de 2008 agora apresentadas:
- Relativo a transferências protocoladas e referentes a caminhos, escolas e limpeza, o total das dívidas às 6 juntas totalizava no final de Dezembro quase 535 mil Euros, assim distribuídos: 141.800€ à Junta do Montenegro; 67.880€ à Conceição; 77.880€ a Santa Bárbara de Nexe; 76.280€ a Estoi; 86.850€ à Junta de Freguesia de São Pedro; 84.155€ à Sé.
- As transferências correntes para as freguesias tinham como dotação 297.000€, mas foram transferidos apenas 165.422€ (taxa de execução de 55,7%);
- As transferências de capital tinham como dotação 816.000€. Foram transferidos 340.918€ (taxa de execução de 41,8%).

Membros eleitos por todos os partidos contra esta gestão calamitosa

Acrescente-se que, mais do que a mera expressão de voto partidário, a dura realidade mostra-nos que a grande maioria dos membros destas assembleias de freguesia, independentemente da cor política pela qual se fizeram eleger, não se revê no Executivo Municipal e na sua gestão, porquanto começa a ser gritante a situação de desinteresse e de completo ostracismo a que este vem votando as freguesias que quase não têm receitas próprias, vivendo em exclusivo dos apoios protocolados.
Foram os próprios membros socialistas quem, mostrando sentido de responsabilidade, fizeram aprovar estes protestos, através de votos favoráveis ou de abstenções que viabilizaram a sua aprovação. Na Conceição, onde a maioria absoluta da assembleia é socialista, a contestação foi expressa por unanimidade (6 votos socialistas mais 3 do PSD)! Resultados que não podem ser mais esclarecedores quanto à desilusão que todos os quadrantes políticos, até o próprio PS, mostram em relação a este Executivo Municipal. Aguardemos o que deliberarão Estoi e Santa Bárbara de Nexe.
Vamos sabendo agora a verdadeira dimensão da degradação financeira do Município. É um imperativo de justiça informar as populações farenses do que verdadeiramente se passa. Uma verdade que poderá passar despercebida ao visitante incauto que apenas observe os cartazes espalhados pela cidade a mostrar obras faraónicas que, na sua maior parte, nem os financiamentos têm aprovados, mas que não pode ser escondida das gentes de Faro.
Denunciamos porque somos responsáveis, como todos os Farenses, pela correcta, honesta e competente gestão dos destinos da sua Autarquia. Propomo-nos acabar com o estado calamitoso a que Faro chegou porque, mau grado a verdadeiro situação de pobreza em que o Concelho se encontra, sabemos que podemos dar a volta a isto. Sabemos que com competência, determinação, rigor e honestidade é possível “Refazer de Faro uma Capital”.

A Assessoria de Imprensa

Faro, 28 de Abril de 2009

A Assessoria de Imprensa
Henrique Ascenso Gomes
imprensa.macario.faro@gmail.com
www.macario-faro.com
tel. 910 504 401

VENDA EM HASTA PÚBLICA DE PRÉDIOS PROPRIEDADE DO MUNICÍPIO DE FARO- PRAZO PARA ENTREGA DE PROPOSTAS TERMINA HOJE

Termina hoje, dia 29 de Abril, às 16:00, o prazo para a entrega de propostas relativas à venda em hasta pública para a alienação de dois prédios propriedade da Câmara Municipal de Faro, abaixo descritos.
Lote de terreno destinado a Edifício para equipamento.
Localizada na Lejana de Baixo- Estrada da Senhora da Saúde- Fa
ro, esta parcela tem uma área de 2.473,00 m2, podendo ser levado a efeito a construção de um edifício destinado a equipamento, respeitando os seguintes parâmetros:
N.º de pisos: acima do solo 4 / abaixo do solo 2
Superfície máxima de pavimento: 5.440,00 m2 (acima do solo)
Tipo de construção: Banda contínua. Edifício para equipamento
Usos: Caves: garagens, serviços técnicos de apoio do edifício / Pisos acima do solo: equipamento escolar, assistencial, hospitalar, médico, creches, infantários, lar de 3.ª idade
Da avaliação efectuada resulta um valor de 752.760,00 euros, valor correspondente à base de licitação.
Lote de terreno destinado a Construção Urbana- Prédio para Habitação
Localizada na Praceta Pedro Nunes- Faro, freguesia da Sé
, esta parcela tem uma área de 524,00 m2, podendo ser levado a efeito a construção de um prédio para habitação, respeitando os seguintes parâmetros:
N.º de pisos: 5 pisos + 2 recuados em mansarda e 2 pisos+ 1 recuado em mansarda e 2 caves para estacionamento.
Superfície máxima de pavimento: área de implantação da cave- 490,77m2; área de implantação do edifício (r/c)- 290,92 m2; área máxima de construção acima do solo- 1389,95 m2; área máxima de construção em cave- 981,54 m2
Tipo de construção: Edifício para habitação
Usos: Caves- garagens; Pisos acima do solo- habitacional
Da avaliação efectuada resulta um valor de 304.251,87 euros, valor correspondente à base de licitação.

Terça-feira, Abril 28, 2009

Faro: PSD acusa gestão PS de aumentar passivo em 17%

“Endividamento líquido ultrapassa em 7,6 milhões de euros o limite legal”

O PSD Faro diz que o passivo da Autarquia farense é de 82,4 milhões de euros, um aumento de 17% desde 2007, e que o endividamento total líquido já ultrapassou em 7,6 milhões de euros o limite legal. O partido analisou as contas da Câmara e promoveu esta segunda-feira uma conferência de imprensa para denunciar aquilo que chama de “não gestão” do PS à frente da edilidade, concluindo que “o estado caótico das finanças caminha aceleradamente para o abismo”. Entre outros aspectos, o PSD salienta que de 2005 para 2008 o passivo total da Câmara “aumentou 31%”, que “o endividamento bancário aumentou 16,7%”, e que “as receitas tiveram um decréscimo de 8%”. “O descalabro é total”, remata o partido laranja, concluindo que o actual edil, e cita-se, “José Apolinário revelou ser incapaz de apresentar soluções para a grave situação da Câmara”. O Região Sul contactou a Autarquia de Faro mas até ao momento ainda não houve uma reacção às acusações.
in região sul

Começa a ladainha do costume, a falácia financeira começou com a derrota do Luís Coelho continuando com o José Vitorino e o José Apolinário e segundo continuo a observar na eventualidade do Macário ganhar vamos ter a mesma musica, já estão a preparar os munícipes para a desculpa de nada fazerem com o argumento da falta de dinheiro, reconheço as dificuldades mas com alguma imaginação e paixão é possível fazer muito mais e melhor.

Este tipo de discurso também pode ser uma preparação para uma medidas anunciadas pelo candidato do PSD, no proclamado plano de reequilíbrio financeiro contemplado no DL n.º 38/2008, de 7 de Março sob o n.º 1 do art.º 41.º que permite formular um plano de reequilibro financeiro e de entre uma serie de deveres e obrigações verifico que no ponto cinco na parte da receita o município tem que taxar todas as taxas no valor máximo da lei, como por exemplo o MI e IMT e ainda fazer um exaustivo plano sobre situações passíveis de ser taxadas, tudo isto não me incomodaria se eu como cidadão tivesse a garantia que a situação financeira da autarquia saia do negativo e que daqui a 4 anos não tinha que ouvir a mesma ladainha do costume, com obra visível que engrandecesse a cidade e melhorasse a qualidade de vida dos seus cidadãos, mas como já estou escaldado, coloco muitas reticencias quanto ao futuro.

VIVA A FARO

O PROVEDOR

O desastre da gestão autarquica Vitorino/Socialista é impossivel de esconder. Nos ultimos 20 anos Faro foi governado 16 anos por executivos do PS e 4 pelo independente José Vitorino.
Não sei se o PSD de Faro (bem próximo do Sr. Luis Coelho) teria feito melhor, mas o facto é que a CMF está na banca rota.
A gestão da autarquia é vergonhosa e a incompetencia dos politicos é reforçada pela incopetencia das chefias da CMF, os primos, mulheres e amigos desses politicos que governam Faro ao sabor dos seus interesses. Qualquer cidadão informado e atento, sabe que os orçamentos aprovados na Assembleia Municipal são uma mentira. A CMF já não é capaz de cumprir as suas obrigações para com os Municipes, não passa de uma agencia de emprego e favores para uma clientela politica. O futuro é negro!

Farense

A REVOLUÇÃO SAIU À RUA NUM DIA ASSIM…


Fernando Silva Grade
Óleo s/tela
100x73
1993

Primeiro acto

Ano de eleições, provavelmente as de 1961. Café de Lisboa, a PIDE à solta, sempre tão omnipresente quanto invisível. O meu pai tinha decidido levar-me com ele ao acto eleitoral. Anteriormente, e perante a minha curiosidade, tinha-me explicado em traços largos o que era votar. Também adiantou que iria votar contra o Salazar porque havia muitos problemas no país e que tinha que haver uma mudança. O meu pai calmamente a tomar a bica, a ler o jornal do café, e eu mal me podendo conter na expectativa de ir colaborar numa aventura tão fantástica e decisiva. Até que, não aguentando mais a impaciência, exclamei, assim para o alto: “ Óh pai, então quando é que vamos tirar de lá o Salazar?”.

O meu pai ficou de todas as cores, olhou para todos os lados e rapidamente pegou-me na mão e levou-me dali para fora. Uns passos à frente e alguém a chamar com voz grossa “Óh senhor, óh senhor, espere aí, se faz favor!”. Através da mão do meu pai senti como que se lhe tivesse caído um raio em cima.

“É que o senhor, certamente por distracção, levou o jornal aqui do café!” Suspiro de alívio do tamanho do mundo, mas que naturalmente não chegou para aliviar o clima constante e generalizado de falta de liberdade, perseguição e suspeição reinantes.

Segundo acto

Início dos 70’s, “primavera” marcelista. Estando já calejado pelas lutas do MAEESL (Movimento das Associações de Estudantes do Ensino Secundário de Lisboa) no Liceu Passos Manuel, a minha consciência política fortaleceu-se nos debates e acções no meu primeiro ano no Instituto Superior Técnico, pese embora o controle e repressão diários dos “gorilas” e da Polícia de Choque que ali tinha permanentemente duas ou três “Níveas” com as respectivas matilhas de cães.

A Censura continuava o seu trabalho sistemático de fazer desaparecer as notícias mais incómodas e de retalhar as restantes, tornando-as às vezes incompreensíveis. Mesmo assim tinha as suas falhas, uma vez comprei nas Galerias ITAU de Entrecampos um livro de Vladimir Ilich Ulianov, que a Censura desconhecia ser o nome de nascimento de Lenine. Mas a regra era de cortar a direito, incluindo naturalmente as artes. Lembro-me de ler avidamente no saudoso “Diário de Lisboa” as curtas crónicas que o MEC – Miguel Esteves Cardoso – enviava de Londres, dando-nos conta de um outro mundo, muito mais colorido e plural. Numa delas, falava do recente filme “Clokwork Orange”/”Laranja Mecânica” do Stanley Kubrik e acrescentava que, dado o seu conteúdo, nunca teríamos hipótese de o ver em Portugal. Nessa altura, senti ainda com mais força esmagar-se em mim o peso imenso do obscurantismo e irracionalidade do sistema em que vivíamos.

Terceiro acto

Ano de 1974, 25 de Abril, Largo do Carmo. O dia nasceu claro e cheio de promessas no ar. Mal me levantei e a minha mãe me disse que havia uma revolução, contra a sua vontade me dirigi para o Rossio, que teria que fazer parte do teatro das operações. Quando subia a Calçada do Carmo, a surpresa imensa de ver a cara de pânico dos soldados da GNR que faziam o perímetro de segurança e que já anteviam a derrota certa e o fim do regime. No Largo, por entre a multidão de populares e militares e as indicações do Salgueiro Maia na Chaimite e o Sousa Tavares em cima duma guarita, a adrenalina subia e ia explodindo ao ritmo dos disparos de intimação para a fachada do Quartel. Manobras dos Chaimites com mais ameaças de disparos, o pessoal a acotovelar-se de um lado para o outro, sem querer perder pitada do momento historico “Óh pá, cheguem para lá, não vêm que os homens assim não conseguem disparar?!”,”Olha lá, levei a minha vida à espera disto, daqui não arredo pé!”. Finalmente, a chegada do General Spínola e a partida da Chaimite com Marcelo Caetano, que só se entregou depois de garantir que o poder não ia cair na rua, mas bastava olhar à volta para ver que ele estava ali a bailar e de braço dado com todos nós.

A revolução saiu à rua num dia assim…

Epílogo

Fascismo, nunca mais!!!

25 de Abril, Sempre!!!

Alfredo Leal Franco

Segunda-feira, Abril 27, 2009

Prólogo (Colectiva de Desenho)


Prólogo.TA

Arquivo Histórico Municipal de Vila Real de Stº.António
Av. da República, Torreão Sul 8900-204 Vila Real de Stº.António
Tel. 281510260 fax. 281510261
E-mail: arquivomunicipal@cm-vrsa.pt

Inauguração: 30 de Abril às 18h
De 30 de Abril a 30 de Maio.
Horário: 9h30 às 12h30 e 14h00 às 16h30.
Encerra: Sábado e Domingo.

VRSA.XXI é um novo projecto da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António que pretende, de uma forma regular, trazer à cidade propostas diversificadas no âmbito da arte contemporânea. Num domínio quase sempre marcado pelas questões da «incomunicabilidade» e da «incompreensão», este projecto, com comissariado Artadentro, tem como primeiro objectivo a formação dos públicos nesse confronto com a originalidade, a surpresa, a interrogação e o sobressalto.

O Presidente da Câmara Municipal,
Luís Filipe Soromenho Gomes

Para iniciar VRSA.XXI, um projecto com o objectivo de tornar acessível ao público de Vila Real de Stº.Antómio e aos visitantes da cidade a fruição de arte contemporânea, a Artadentro propõe a exposição Prólogo.

De facto, tendo presente a relevância da capacidade de desenhar para a evolução humana e o papel capital do Desenho ao longo da História da Arte, parece-nos apropriado dar a conhecer algumas das múltiplas abordagens duma disciplina plástica que apenas no Séc.XX, garantiu um estatuto autónomo enquanto obra artística, não obstante continuar a ser um meio auxiliar de recolha e registo de informação, campo de experimentação e medium fundamental de projectação.

Esta mostra, apresentando obras de Ana André, António Sena, Catarina Rosa, Cristina Robalo, Diogo Pimentão, Gil Amorous, Isabel Baraona, João Queiroz, Jorge Queiroz, Manuel Baptista, Maria José Oliveira, Marta Caldas, Nuno Lorena, Paulo Serra, Tatiana Amaral e Thierry Simões, artistas em afirmação e consagrados, alguns algarvios, que escolheram esta disciplina como meio predominante de realização da sua obra, afigura-se-nos como a mais adequada a uma introdução à produção plástica contemporânea.

Completando o programa VRSA.XXI de 2009, serão apresentadas duas exposições individuais de pintura com obras inéditas de Ângelo Encarnação e Paulo Brighenti.

Artadentro,
Vasco Vidigal

Organização:
Câmara Municipal de Vila Real de Stº.António
Praça Marquês de Pombal 8900-231 Vila Real de Stº.António
Tel.281510000 Fax. 281510003 E-mail.
geral@cm-vrsa.pt
www.cm-vrsa.pt

Artadentro — Arte Contemporânea — Associação
Rua Rasquinho 7
8000-416 FaroT+F. 289802754
artadentro@hotmail.com
www.artadentro.com

Pandemia da Gripe - O comentário


A Direcção-Geral da Saúde elaborou em 2007 um Plano Nacional de Contingência para a Pandemia da Gripe.
Segundo esse plano deveriam ser elaborados planos regionais (da responsabilidade das ARS) e os dos hospitais (da responsabilidade dos Conselhos de Administração).
Decorridos dois anos não está nada feito nem em elaboração.
anónimo

comemorações do centenário do Dr. Joaquim Magalhães


Comemora-se no próximo dia 3 de Maio o centésimo aniversário do ilustre pedagogo, humanista e homem de cultura Dr. Joaquim Rocha Peixoto Magalhães.

Joaquim Magalhães nasceu na Freguesia da Sé, no Porto em 1909, mas desde cedo se assumiu como «este algarvio natural do Porto». Foi amado e respeitado nas terras algarvias como uma pessoa singularmente dotada que se envolveu nos mais prestigiados acontecimentos culturais da região.

Entre muitos outros títulos e honras, foi-lhe atribuído o de Patrono da Escola Joaquim Magalhães, em Faro e nessa qualidade, deixou junto da comunidade escolar uma presença indelével que ultrapassa as fronteiras do tempo e da morte.

Pela enorme relevância que a figura do patrono tem numa escola que se pretende de qualidade, foi instituído há já alguns anos o dia 3 de Maio como o «Dia do Patrono»

Este ano em particular, a Escola Dr. Joaquim Magalhães, orgulha-se de em colaboração com a Câmara Municipal de Faro e outras entidades celebrar o centenário do seu patrono, Dr. Joaquim Rocha Peixoto Magalhães.com um vasto programa de actividades que terão lugar na escola e noutros locais da cidade entre 4 e 8 de Maio.

O programa de actividades na escola é composto por exposições, ateliês, momentos de poesia, representações, jogos e concursos literários. Destacam-se ainda como pontos altos na segunda-feira dia 4, terá lugar na escola pelas 17.30 a inauguração das comemorações com a presença da família e das entidades e gente da cultura da cidade. No dia 5 pelas 21.30, haverá no Clube Farense um Sarau Cultural com música; teatro e «reedição de crónicas» de Dr. Joaquim Magalhães promovida pela Câmara Municipal de Faro. No dia 7 às 21horas no auditório do Conservatório Maria Campina festa dos alunos subordinada ao tema «O nosso Patrono».

Esperamos estar assim a perpetuar para além dos que tiveram o privilégio de o conhecer os valores humanos e culturais que o percurso vivencial de Joaquim Magalhães amplamente justifica.

enviado por Ana Paula

Post de 23 de Abril 2006


Missa no México

"De que forma está preparada a Europa para uma pandemia de gripe? - Análise dos planos nacionais"

Neste trabalho, publicado há alguns dias e realizado por Sandra Mounier-Jack e Richard J. Coker, do departamento de Saúde Pública da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, "Portugal ocupa o último lugar no que respeita ao planeamento e coordenação, intervenção da saúde pública, na resposta dos serviços de saúde e nos serviços essenciais necessários e o penúltimo na vigilância e na capacidade de colocar o plano em acção."

Já aqui demos conta da necessidade do Algarve, e da região de Faro, em concreto, ter um plano de contigência bem elaborado e acessível documentalmente aos cidadãos sobre esta matéria (Gripe das Aves), explicando quem é responsável, o que se está a fazer e está feito nesta matéria. Ainda não recebemos qualquer resposta. Se alguém souber de informações concretas e detalhadas sobre este assunto seria interessante divulgá-las neste espaço público.

Pedro Graça ( Abril de 2006)

um post com 3 anos que ganha actualidade nos dias de hoje, basta mudar o nome para febre suína e ver o mapa que se segue para entender como uma região que vive do turismo pode "sofrer" com esta situação. adf


1º encontro de fotógrafos amadores - Ria Formosa


Olá a todos,
Estou a organizar o 1º Encontro de Fotógrafos Amadores-Algarve, a realizar-se SÁBADO, 30 DE MAIO DE 2009 e gostaria de contar com a vossa presença.

O Programa consta do seguinte:

PASSEIO DE BARCO PELA RIA FORMOSA /Mini-cruzeiro Percursos previamente estabelecidos e organizados, com o máximo de 100 pessoas.

VENHA CONNOSCO CONHECER A RIA FORMOSA, UMA DAS MAIORES RESERVAS NATURAIS A SUL DA EUROPA.AO NAVEGARMOS NOS CANAIS DA RIA ENTRE AS IMENSAS LAGUNAS E PEQUENAS ILHAS SOMOS SURPREENDIDOS POR AVES AQUÁTICAS E PELA AZÁFAMA MARITIMA É UM VAIVÉM DE EMBARÇÕES DE PESCA ARTESANAL COSTEIRA E LOCAL E POR OUTRAS MAIS PEQUENAS QUE SE DEDICAM Á APANHA DE MARISCO.

VISITA ÀS ILHAS

O FAROL É O PONTO MAIS A SUL DE PORTUGAL, AS SUAS ÁGUAS LIMPAS E CRISTALINAS CONVIDAM SEMPRE A UMA PARAGEM.O PANORAMA É MAGNIFICO, A SUL A COSTA ATLANTICA, A ENTRADA DA BARRA E O IMPONENTE FAROL DE SANTA MARIA.

DATA: 30 de MAIO

SAÍDA
10:30h Cais de Olhão.
REGRESSO A OLHÃO17:00h

ALMOÇO NA ILHA DO FAROL
SopaPeixe grelhado com batatas e salada
Bebidas (água, vinho e sumo)
Sobremesa
Informamos ainda que em todos os programas temos a oferta da prova de licor de alfarroba.
Para se inscreverem, ou outra informação, contactem-me:
rosaneves53@hotmail.com
Telem.914543662

Rosa Neves

A Governadora Civil e as multas de trânsito - o Comentário


fotografia do dia do motociclista,
enviada por Luís Rosa

Para o "Provedor" das 1.34 - 26Abr

Justificativo de pagamento de multa? Nem pensar.

A lei não é igual para todos, e como tal, a Sra Dra Isilda Gomes teve tratamento diferenciado dos restantes utentes da estrada,a saber:

1 - Deslocava-se em viatura particular;
2 - No local autorizado a circular a 50km/hora, a referida senhora circulou a 87km/hora,conforme registado pelo radar da GNR.

Assim sendo, os elementos da GNR presentes, deveriam ter actuado da seguinte maneira:

a - Emissão de auto de contra-ordenação,devendo a Sra Dra Isilda Gomes ter liquidado no local,o valor da contra-ordenação, ou em alternativa, os respectivos documentos da viatura ficariam apreendidos, até ao pagamento.

Nada disto aconteceu, porquê:

- Talvez, a Sra Dra Isilda Gomes,tenha contactado telefonicamente com algum oficial da GNR, para saber como deveria contornar, a situação;
- Provavelmente, alguém teria visto a Sra Dra Isilda Gomes,a ser interceptada pela GNR, e dez minutos mais tarde,confirmou que a referida senhora, o ultrapassou na Via do Infante.

Como remate final, notar que:
O artº 64 do C.E.,só se aplica em viaturas do Estado.
A senhora que faz aqui notícia, conduzia uma viatura particular.

AtentoVelho

Domingo, Abril 26, 2009

Isto é que é prevenção. Uma grande ideia.


cartaz semana académica em Faro

Metro circulará 24 horas por dia durante a Queima no Porto.

O metro vai circular 24 horas por dia, de 2 a 8 de Maio. É a "maior operação especial do ano", lança-da por causa da Queima das Fitas.
A STCP vai ter autocarros gra-tuitos para o Queimódro, entre as 22 horas e as 6.30 da manhã.
Não é por falta de transporte que estudantes (e não estudantes) vão perder a maior festa da Academia. E tamanha é a multidão esperada que a Metro do Porto, a exemplo de anos anteriores, montou uma operação especial: as composições circularão 24 horas por dia, em todas as linhas, com excepção das estações do aeroporto e de Botica.

"Durante as noites da Queima das Fitas, o metro do Porto funciona na capacidade máxima em direcção à estação Câmara de Matosinhos", anunciou a empresa. Para "garantir uma ligação mais eficaz", existirá um "serviço especial de autocarros em vaivém", entre aquela plataforma e o Queimódromo, na Circunvalação (ao Parque da Cidade do Porto), "circulando sem interrupções durante todas as noites e madrugadas".
"Com capacidade para transportar mais de 10 mil clientes por hora, o metro revela-se também fundamental no âmbito da prevenção e da segurança rodoviária", acrescenta a empresa, referindo que mais informações sobre a operação especial podem ser obtidas através do seu site http://www.metrodoporto.com/.

A STCP terá autocarros gratuitos, nas noites da Queima, a fazer viagens para o Queimódromo, com partidas na Areosa/Hospital de S. João e na Avenida dos Aliados. O serviço funcionará das 22 às 6.30 horas, com excepção do primeiro dia, em que arrancará á meia-noite. No dia do cortejo, as viagens com saída na Baixa têm partida na Trindade.

Uma vez que a nossa semana académica vai realizar-se este ano novamente no parque de estacionamento de S.Francisco, vão ter que ouvir as habituais criticas dos moradores da vizinhança, que não são poucos. Tristeza de terra que ainda não resolveu este problema! Ao menos usem a cabeça para atenuar o problema. Como?
Podem começar por acabar a festa às 4 da manhã, controlar o ruido a partir do fim do concerto principal, patrulhar a zona por causa dos excessos e do trânsito e arranjarem um circuito com autocarros(mini-bus?) que leve os estudantes a casa, por exemplo S.Francisco - Penha - Gambelas. adf

passou um mês e tudo na mesma!




Nem recolocam estes postes que toda a gente já viu que estão mal ,
nem colocam os outros à entrada de Faro, a partir da escola de enfermagem. (deve ser por isso que
essa parte da entrada de Faro está às escuras).
adf

Sábado, Abril 25, 2009

LUDO



Esta banda chama-se LUDO e está em ascenção no panorama nacional, lançando agorao seu primeiro albúm de nome Nascituro, são de Olhão, e este é o seu segundo Video Clip. A música chama-se Minha Grande Culpa, e é protagonizada pela actriz Rita Vale Capela, e João de Brito, ambos nascidos em Faro.

David Jon Kassan


Metronome - oil on panel.

Autárquicas/Faro: Partido da Terra assume estar com Macário e responde a PS

O Movimento Partido da Terra (MPT) assume haver contactos com a candidatura do PSD à Autarquia de Faro, liderada por Macário Correia, e diz que o PS não tem autoridade para condenar infundadamente estas alianças políticas. O MPT reage assim à polémica despoletada pelos socialistas que ao saberem da possibilidade de coligações entre PSD, CDS e MPT na corrida à Câmara de Faro, vieram a público dizer que se tratava de um negócio de lugares, e que “Faro não é um negócio”. Em comunicado enviado às redacções o MPT apela à “serenidade e consciência” neste momento político em que surgem novas candidaturas a uma mesma Autarquia, referindo-se ao recente anúncio final da candidatura independente do actual vereador José Vitorino. No comunicado o MPT nunca se dirige directamente ao PS ou a Vitorino, prefere falar em “alguns adversários políticos” para dizer que “repudia declarações que visem menosprezar iniciativas de congregação em nome de um município melhor”. O partido remata que espera que a batalha eleitoral “se cinja aos interesses dos farenses” que saberão “discernir os candidatos válidos” dos restantes. in Região Sul

Sexta-feira, Abril 24, 2009

José Sócrates e Mário Lino no domingo em Faro para concessão da requalificação da EN125

O ministro das Obras Públicas Mário Lino, além do primeiro-ministro José Sócrates, vai estar em Faro, no domingo, para a assinatura do contrato da concessão Algarve Litoral, que abre as portas à requalificação da EN125.
O contrato vai ser assinado com o consórcio liderado pela Edifer, prevendo-se que o custo total do empreendimento - que inclui a requalificação da actual EN125, a construção de 30 quilómetros de novas vias e ainda a exploração de mais 86 quilómetros de outras estradas - atinja 400 milhões de euros.O vencedor do concurso, o consórcio Grupo Rodoviário Algarve Litoral, ficará com a concessão da estrada durante um período de 30 anos.A assinatura do contrato de concessão está marcada para as 11 horas de domingo, dia 26, no Teatro Municipal de Faro. in Barlavento

Blog da candidatura autárquica do Bloco de Esquerda para Faro

Blog da candidatura autárquica do Bloco de Esquerda para Faro

A Concelhia de Faro do Bloco de Esquerda lançou o Blog "Faro Pode Ser Diferente" (http://mudarfaro.blogspot.com).

O Blog Faro Pode Ser Diferente pretende ser um espaço aberto de debate sobre o Programa do Bloco de Esquerda para Faro, este espaço está aberto não só a comentários, mas também às contribuições dos cidadãos de Faro que devem ser enviadas para faro@blocoalgarve.org ou blocofaro@gmail.com

Neste espaço serão ainda divulgados todos os documentos, noticias e atividades da candidatura autárquica do Bloco para Faro, constituindo um meio de comunicação com os eleitores aberto à participação de todos os cidadãos do Concelho de Faro.

Solicitamos aos órgãos de comunicação a consulta regular do Blog bem como a sua divulgação.

Blog Faro Pode Ser Diferente (http://mudarfaro.blogspot.com)

A Comissão Coordenadora Concelhia de Faro do Bloco de Esquerda

alteração de última hora 25 Abril no Pátio de Letras; outros eventos

24 Abril - 21h30 - Apresentação do novo romance do escritor algarvio António Manuel Venda
http://espacodememoria-patiodeletras.blogspot.com/2009/04/24-de-abril-sexta-f-21h30-no-patio-de.html> (saiba mais clicando no link)

25 Abril - 17h30 -

Na impossibilitado, de última hora, de o Presidente da Associação Portuguesade Escritores, José Manuel Mendes, poder honrar o compromisso assumido com o Pátio de Letras, a apresentação será feita por: Presidente do Conselho Superior da Ordem dos advogados, Dr. José António Barreiros; participarão ainda Salvador Santos e Duarte Infante.

Acompanhe o nosso blog: http://espacodememoria-patiodeletras.blogspot.com
E o nosso twitter: http://twitter.com/patioletras

Quinta-feira, Abril 23, 2009

O Tempo


Fernando Silva Grade
"O Tempo", 1988
óleo s/tela
100x73
(clicar na imagem para ampliar)

Armas da cidade




Recentemente foi instalada na praça do mercado a escultura das armas da cidade que tinha sido recuperada da fachada do antigo mercado a quando a sua demolição.

Como não me parece que tenha sido dado qualquer relevo ao evento e como a ideia de se ter salvaguardado esta peça antiga merece parabéns, aqui fica oregisto.

AFM

Faro

Quarta-feira, Abril 22, 2009

Álvaro Viegas - o comentário


Consta que há um loby pontentíssimo em Loulé de uns senhores ligados à imobiliária que terão investido nuns prédios (onde se encontra uma instalação desactivada) na perspectiva de o revenderem ao IKEA.Inclusivé, estarão a exercer fortes pressões sobre o Presidente da CML para que ele defenda o IKEA naquela localização - aliás como já o fez - em detrimento do Parque das Cidades.

Consta que este grupo de empresários, é de tal forma influente que poderá fragilizar o Seruca Emídio caso ele não lhe faça a vontade, e que em ano de eleições pode meter o Doutor na ordem.

O Apolinário que insista que deve ser no Parque das Cidades e logo se verá se esta teoria conspirativa tem fundo de verdade.

O Artigo deste moço, o Álvaro Viegas, pode trazer água no bico, porque fazendo-se inocente pretende queimar a hipótese Parque da Cidades. Coincidência?

Apolinário, vai-te a eles!

anónimo

AOS DOMINGOS, DAS 17:00 ÀS 18:00 - ANIMAÇÃO MUSICAL NO CORETO DO JARDIM MANUEL BIVAR


Cartaz para o X Festival Internacional de Música do Algarve
Coreto de Faro
Cartaz, 1986
A partir de original em gouache
Colecção particular

O Coreto do Jardim Manuel Bivar é palco, desde o passado dia 12 de Abril, de um ciclo de actuações musicais que tem como principal objectivo animar a Baixa de Faro aos Domingos e captar assim um maior número de visitantes.

A “Jazz Swing Standarts” foi a primeira banda a actuar, no dia 12, tendo-se seguido o duo de canção portuguesa “David & Inês”, no passado domingo dia 19.

O ciclo, composto por 14 actuações com diversas formações de músicos da Associação Filarmónica de Faro (AFF), prevê os seguintes espectáculos:

26 Abril- Los Caribeños (Cubana)
03 Maio- Cool Funk & Jazz Trio (Jazz)
10 Maio- David & Cristina (Bossa nova – c/voz)
17 Maio- Trio Madeiras (Clássica)
24 Maio- David & Manuela (Jazz- c/ voz)
31 Maio- Trio de Cordas (Clássica)
07 Junho- Quarteto Michel Assis (Jazz)
14 Junho- Combo das 2.ªs (Jazz)
21 Junho- RiaFormosaJazzBand (RFJB) ( Jazz, Latina, Rock p/Big Band- Com voz)
28 Junho- Trio de Metais (Clássica)
05 Julho- Ali Fado 4 (Fado- Arranjos instrumentais)
12 Julho- Banda da AFF (Clássica, Ligeira, tradicional…)


A Câmara Municipal de Faro organiza o evento, em parceria com a Associação Filarmónica de Faro, numa aposta que passa pela promoção e divulgação do património cultural e da imagem do concelho, através da articulação com os diversos agentes culturais.

QUE FUTURO PARA O COMÉRCIO LOCAL?

Quando desempenhei funções como Presidente da Direcção da ACRAL e já lá vão 10 anos já a polémica instalação de grandes superfícies estava espalhada um pouco por todo o Algarve. Fazia sentido nessa altura lutar com todas as forças para que os governos, independentemente da sua cor politica, tivessem em consideração o comércio tradicional, depois rebaptizado por nós por comércio local para retirar ao nome a sua carga negativa. Lembro-me de grandes lutas perdidas em Faro, Loulé e Portimão. Nem os governos, nem as Câmaras Municipais foram sensíveis aos nossos apelos para que antes de aprovarem estes grandes espaços se estudasse caso a caso os impactos negativos na região onde se iriam instalar. O resultado é o que se sabe. Essas grandes superfícies nasceram como cogumelos, provocando desemprego e o encerramento de milhares de pequenas empresas familiares, primeiro no ramo alimentar e depois em todas as áreas. Hoje, com o desemprego a abater-se sobre 500.000 pessoas e o Algarve a ver cresce-lo 40% num só ano, percebemos que aliado à crise nacional e internacional junta-se uma politica errada no licenciamento comercial. Se fazia sentido há 10 anos uma posição radical e assumo quase fundamentalista na luta contra estes novos formatos comerciais, hoje exige-se das Associações Comerciais uma nova posição, mais aberta e negocial com esses mesmos grupos. Esta negociação deve ser transparente e deve ser um dos critérios obrigatórios por lei para a autorização e licenciamento desses espaços comerciais. Estas contrapartidas devem-se consubstanciar em apoio efectivo ao comércio local, na construção, manutenção e exploração de parques de estacionamento, na construção de melhores acessibilidades aos centros das cidades, no mobiliário urbano, na animação desses espaços, na recuperação dos edifícios degradados, na implementação de sistemas colectivos de segurança nas lojas e nos espaços públicos, estas são algumas contrapartidas que o comércio local deve exigir.

Nas últimas semanas tem sido notícia a instalação de mais uma unidade IKEA no concelho de Loulé. Sem estar a repetir os argumentos conhecidos, reconheço porém que uma unidade desta envergadura pode trazer alguma mais-valia para toda a área envolvente, dada a sua dimensão e especificidade, como actividade âncora. A ideia que toda e qualquer grande espaço comercial é negativo é redutora e não irá impedir concerteza a sua instalação. O que pode ser negativo é a escolha da sua localização. Tenho acompanhado as posições públicas dos espaços alternativos e tenho uma certeza, a instalar-se no Parque das Cidades ou na sua envolvente estaremos a afunilar uma zona já por si congestionada com o futuro Hospital Central do Algarve e com outras valências previstas para esse local.

Percebo os argumentos dos defensores do Parque das Cidades. Como não houve capacidade para dinamizar todo aquele espaço, vêm esta oportunidade para emendar os erros do passado. Estarão a cometer um erro em cima de outro erro e não resolverão nada. O Parque das Cidades precisa de outro tipo de investimento na área dos serviços, habitação e algum comércio de proximidade e sobretudo gente capaz, que hoje não tem, para aproveitar todas as potencialidades do Estádio Algarve.

Álvaro Viegas
* Presidente da Assembleia-geral da ACRAL

Uma boa reflexão da problemática do comércio tradicional no Algarve, só não entendo a questão do IKEA no parque das Cidades.
O parque das Cidades com um entrada directa para a via do Infante ( Aeroporto/Faro), com outra que facilmente se pode melhorar e desenvolver ( Estoi/Faro) e com o alargamento previsto no acesso a Loulé é sem dúvidas, a melhor localização para a instalação do IKEA na zona, ou haverá algum " truque na manga"? adf

Terça-feira, Abril 21, 2009

Macário Correia confiante em ganhar Faro, mas aberto a coligações


O candidato do PSD Macário Correia afirmou hoje, em Bruxelas, ter "sinais claros" em como vai vencer as eleições à presidência da Câmara de Faro, mas prefere "humildemente" aguardar pelo acto eleitoral sem rejeitar mesmo possíveis coligações. in Barlavento, mais aqui

CRISE?


LAGOS: Meia-praia vai ter sete hotéis.

Ao todo, para além do Vila Galé Lagos estão previstos para a Meia Praia mais sete grandes unidades turísticas: O Iberotel, de cinco estrelas, do grupo com o mesmo nome: a reconstrução do hotel da Meia Praia, de 4 estrelas, pelo grupo Palmares; o Palmares Onyria, de 5 estrelas, considerado Projecto de Interesse Nacional, com 120 suites e orçado em 25 milhões de euros (PIN); o New Paradigm, de 5 estrelas, de um grupo britânico com o mesmo nome; e o Resort Baía Meia-Praia (PIN de 5 estrelas), que terá três hotéis e um aldeamento turístico, do grupo SDTL, apurou o Observatório do Algarve. mais aqui

alerta amarelo/ Espanha


El turismo sufre su mayor retroceso de la última década

Madrid.- La crisis económica amenaza la principal fuente de riqueza nacional, al caer un 7% el PIB turístico en los tres primeros meses del año, según el balance empresarial efectuado por Exceltur. Con estos datos, la patronal del sector prevé un descenso anual del 5,6%, la peor cifra obtenida desde principios de la década actual, cuando se marcaban niveles de crecimiento del 2%.
El retroceso del primer trimestre ha provocado la destrucción de 86.000 empleos respecto al mismo periodo del ejercicio anterior. Se prevé que en junio la cifra alcance los 110.000 puestos de trabajo destruidos, casi un 6% del total del sector.

Durante el primer tercio del año, la ocupación hotelera descendió un 6,1%, registrándose el pasado mes de febrero el mínimo de pernoctaciones de los últimos 10 años. Entre enero y febrero, se registraron hasta 600.000 pernoctaciones menos. El sector más afectado fue el turismo extranjero, que cayó hasta un 13%, junto con los ingresos derivados de este mercado, que cayeron un 13,3%.

Los visitantes de Reino Unido y Alemania, que tradicionalmente han sido los dos principales mercados turísticos emisores para España, en la actualidad son los que mayoritariamente han reducido sus viajes a España. Así, han venido un 23,3% menos de británicos y un 15,7% menos de alemanes.

Ante este panorama, y teniendo en cuenta que el turismo aporta casi el 11% de la riqueza del país, los empresarios del sector exigen ser "prioridad" y reclaman al presidente, José Luis Rodríguez Zapatero, que convierta el sector turístico en un "gran motor" para salir de la crisis. Piden un paquete de medidas de rescate para el sector, además de un gran "pacto de Estado" entre el Gobierno, administraciones públicas y partidos políticos.
in elmundo.es

em portugal a situação não deve ser muito diferente! adf

Stepping Stones play at A.P.A'dam

Stepping Stones play at A.P.A.
(Associação Portuguesa de Amsterdam)
Sunday 26 April, 16:00

25 April, Portuguese Freedom Day, celebration!

-- Best greetings,
Tom Severino
www.steppingstonesmusic.com
0031 (0)229 279157
0031 (0)625 480275

Segunda-feira, Abril 20, 2009

À conversa com Liliana Mendonça André (Pátio de Letras/ Espaço de Memória)

1 - Fale-nos um pouco das motivações que a levaram a criar este projecto.
Sempre soube que, por motivos familiares, teria de regressar à terra onde nascera e vivera até ir para a faculdade, não já apenas para gozar férias ou rever a família. Era dado adquirido que, quando regressasse, deixaria para trás uma vida profissional intensa na magistratura do Ministério Público (cujos 5 últimos anos, na Direcção de Estágios do Centro de Estudos Judiciários, foram particularmente desafiadores e estimulantes).

Muito jovem ainda descobri o prazer, o enriquecimento interior e a abertura de espírito que a leitura de boas obras - nessa altura era só ficção e alguma poesia, pouca, o que lia - nos pode trazer e assim fui aprendendo a amar os livros.

Sou uma pessoa activa, que se motiva por ideias e pelo desafio da sua concretização e, por isso, muito antes de ter chegado o momento de efectivamente ter de regressar, já acalentava o sonho de criar em Faro uma livraria diferente das que aqui conhecia… que me pareciam não evidenciar grande consideração pelos livros e pelos leitores ou, nos casos em que tal não acontecia (e ressalvo aqui expressamente a SIMÕES), não eram espaços agradáveis. Acresce que sempre apreciei o debate de ideias e gosto especialmente de artes plásticas - portanto “ a tal” livraria teria de ter um pouco de tudo isso… e ser numa casa de traça tradicional e com espaço para bar. Acabei por conseguir mais: uma esplanada num pátio lindíssimo.

2 - Qual é o tipo de literatura que podemos encontrar no Pátio de Letras?
Os grandes autores de referência, quer os já tidos por clássicos quer os mais contemporâneos, autores mais alternativos (quando não malditos), mas também autores menos conhecidos, sem esquecer os que se estreiam agora e nos quais nos pareça haver razão para apostar. Fazemos por ter uma razoável colecção de poesia, livros infantis com textos interessantes e grafismo inovador sem esquecer os mais tradicionais e estamos a incrementar a nossa escolha direccionada para os actuais interesses do público jovem. Damos uma especial atenção aos livros sobre o Algarve e de autores do Algarve. Ou seja, procuramos ter, a par com os chamados “fundos editoriais”, uma significativa escolha de novidades que interessem desde o público mais conhecedor e exigente até ao leitor comum, que procura no livro sobretudo a descoberta de outras emoções servida por uma escrita de qualidade.

Mas para além da literatura damos também especial atenção ao ensaio… economia, ciência, política, filosofia, o sagrado e o profano, livros de arte e de teoria da arte, bem como alguns livros técnicos e também humor e BD constituem uns 50% do nosso catálogo. E temos também CDs, vídeos , gadgtets , alguns brinquedos, posters e, daqui a mais algum tempo, teremos serigrafias.

Em breve iremos disponibilizar o nosso catálogo por newsletter, aos Amigos do Pátio de Letras.

3 - Ao disponibilizar uma oferta, em termos literários, assente em critérios bem definidos acha que está a criar, aqui em Faro, um público novo ou acha que esse público já existia? Ou está-se a dar um pouco das duas situações?
Penso que o público existia. Não seria eu a única pessoa em Faro “e arredores” a sentir a falta de uma livraria com condições para se poder ficar a falar de livros e de temas culturais, para mais tendo a cidade um tão grande tradição de tertúlias, e de uma livraria onde os temas e autores com mais valia estivessem em destaque. É que para além da selecção dos títulos que encomenda, o Pátio de Letras preocupa-se muito particularmente com a forma como expõe os seus livros. Disponibilizamos também informação , na livraria e no blog, sobre os autores e as obras. Estamos longe de o fazer da forma sistemática que gostaríamos, porque somos uma pequena equipa para grandes tarefas, mas mantemos esse objectivo (”um a propósito”: não temos, nem teremos, listas de tops de vendas - não alinhamos nessa consabida mistificação).

Mas a oferta diferenciada também potencia a criação de novos públicos, naturalmente… bem como o facto de disponibilizarmos excelentes autores desde 4 €… em edições de muito apreciável qualidade, apesar de não termos acesso aos mega-descontos de que beneficiam as grandes cadeias do mercado do livro.

4 - Crê que é na forma como o Pátio de Letras está estruturado ( com o apoio da cafetaria, do espaço exterior e interior, com a constante vinda dos autores ao espaço,com a dinâmica no campo musical e mesmo nas artes plásticas) que está uma fatia do seu sucesso?
Creio que o TODO torna a ida ao espaço e a permanência no mesmo mais apetecível - temos, por ex., uma estante com livros vários que as pessoas podem ficar a ler na esplanada. Convém aqui recordar que integra também este projecto um Espaço de Memória (entrada pela esplanada), onde José António Barreiros tem uma exposição muito interessante sobre a temática da Guerra Secreta em Portugal, num trabalho único no seu género no nosso país. Os media não deram ainda a esta iniciativa o destaque que ela merece, mas enfim, estamos em Portugal e, para mais, na chamada “província”…

Quanto à realização de palestras, apresentações, debates, exposições, tem contribuído para tornar o espaço mais conhecido. Idem quanto aos eventos musicais. Estes, de grande qualidade, têm sido são na sua maioria organizados pelo Patio@Bar (algumas vezes a horas em que o Pátio de Letras está fechado) e, embora seja por regra bem grande afluência de público, não sentimos que, por aí, tenhamos ganho, ao menos por ora, grande clientela.

5 - Vamos fazer um pequeno exercício e entrar no sempre imaginativo campo das hipóteses: o que é que acha que conseguia fazer com uma livraria num espaço, digamos por ex. o Café Aliança?
Com a fabulosa localização e a inestimável tradição tertuliana do Café Aliança, acho que conseguia fazer uma boa livraria, um dinâmico espaço de divulgação cultural e… dinheiro ah ah ah!

Liliana Mendonça André

Multas!


Guilherme d´Oliveira Martins
Presidente do tribunal de contas

O Tribunal de Contas (TC) detectou casos de gestores públicos que foram multados e que estão a usar o dinheiro dos serviços e não o seu para pagar as coimas.
A acção dos gestores públicos de usar dinheiro dos seus serviços para pagar as multas aplicadas pelo TC é ilegal, confirmou à Lusa fonte do Tribunal de Contas.

"...Contactada pela Lusa, fonte do Ministério das Finanças garantiu que os gestores que usaram indevidamente os dinheiros públicos para pagar as suas multas pessoais vão ter que repor o dinheiro..."

mais aqui

Domingo, Abril 19, 2009

Fim de semana em cheio para o futebol do S.C.Farense



Júniores: Jovens guerreiros conseguem manutenção! aqui
campeonato nacional da 1ª divisão



Nunca a subida esteve tão perto! aqui

Sagres: Permanece por definir a data da reabertura ao público do Farol do Cabo de São Vicente


Todos os dias se verifica uma romaria de turistas ao Cabo de São Vicente (Sagres). Mas estes limitam-se a apreciar a paisagem, dado que o imponente farol aí existente está fechado devido a obras. A situação já se arrasta desde 2005, sem que haja ainda uma data definida para a reabertura do farol.

As obras têm vindo a ser feitas por fases e de forma lenta, em consequência de constrangimentos financeiros. Neste momento, está em curso a empreitada de adaptação da chamada casa da muralha a pólo museológico. Os trabalhos já deviam estar concluídos, mas surgiram diversos contratempos, segundo apurou o CM junto da Direcção de Faróis da Marinha Portuguesa.
Ainda por começar está, entretanto, a empreitada de reparação dos muros exteriores e da muralha, cujo concurso público só foi lançado na passada segunda-feira. Está em causa o investimento de 60 mil euros e o prazo de conclusão das obras é de 120 dias, a contar da data de consignação.

Fonte da Direcção de Faróis disse ao CM que não está estabelecida uma data para a reabertura do farol, mas admitiu que, se não houver novos contratempos, isso possa acontecer no final do corrente ano ou início do próximo. Até lá, os turistas continuarão a não poder visitar o Farol do Cabo de São Vicente.
in Correio da Manhã

[Forum Farense] Entre o “Fazemos” e o “Prometemos”.

E vai de promessas! Numa semana são gimnodesportivos nas freguesias rurais, noutra uma nova estação central, noutra recuperação das fachadas e dos espaços urbanas, construção de um parque de feiras e exposições, construção de um pavilhão de congressos, novas entradas na cidade. Por este andar, lá para a segunda ou terceira semana de Maio já promete a construção de um Centro Espacial para lançar Faro na corrida ao espaço.
E vai por ai fora, prometendo (re)construir a Capital, o reino de Faro, o condado ou coisa que o valha, de onde vai comandar o Algarve, de Alcoutim a Alzejur e mostrar quem manda!
Tantas promessas de gastos de milhões, quando destaca ao mesmo tempo a difícil situação financeira do Município e tanta sobranceria. É revelador de uma demagogia, populismo e despotismo que deixa transparecer uma falta de respeito pelos farenses e por todos os algarvios.
Ao “Fazemos” do PS, o PSD responde com o “Prometemos” tudo a todos, bem sabendo que a situação financeira do Município não permitirá concretizar essas promessas e sem dizer como conta arranjar os meios financeiros para o fazer.
A escolha do “Fazemos” em detrimento do “Prometemos”, é a escolha da seriedade em detrimento da falácia, do rigor em detrimento do populismo, da coesão entre os algarvios em detrimento de um projecto de poder.
PS: Ainda não tirou da cartola o Hino de Faro, mas não perdemos pela demora!

Publicada por FF em Forum Farense a 4/18/2009 11:07:00 PM

A “sopa de pedra” do mercado de arrendamento

De repente todos os poderes (governo, câmaras e igreja) descobriram que é urgente ajudar os portugueses a pagar a renda da casa.
O que ninguém diz é que o problema resulta de não haver um verdadeiro mercado de arrendamento em Portugal e não existe porque comprar uma casa para alugar é muito arriscado, pois os tribunais não funcionam como deveriam num estado de direito. Por isso existem milhares de habitações devolutas pois os seus proprietários têm medo de as alugar ou quando o fazem é por rendas exorbitantes que compensem o risco que estão a correr.
A promoção de fogos a custos controlados para habitação própria também não é solução pois apresenta inconvenientes significativos que não podem ser ignorados. Representam frequentemente uma situação de concorrência com os promotores tradicionais e as famílias de menos recursos acabam por ser excluídas destes processos por incapacidade de conseguir os empréstimos necessários.
Sobre os tribunais não há nada a fazer mas é possível ainda assim estimular o aparecimento de habitações para alugar a preços comportáveis.
Imaginem uma autarquia dinâmica de decide comprar a preço justo um terreno agrícola perto do seu perímetro urbano com uns 4 hectares por 1.000.000 €.
Promove um plano de pormenor para a zona e atribui-lhe capacidade edificativa baixa, de 250 fogos e promove um CDH, construção de fogos a custos controlados.
Este tipo de construção pode ser feita imputando cerca de 12% dos custos para o valor do terreno. Quer dizer que a autarquia poderia fazer um contrato com um promotor privado permitindo a construção do CDH e recebendo em troca 30 fogos para uma bolsa de habitações camarárias para alojar pessoas que realmente delas necessitem, não os parasitas do costume.
O contrato do CDH corresponderia a criação de fogos para ALUGUER A CUSTOS CONTROLADOS o que permite que um investidor privado possa comprar um T3 a 75.000 € para colocar no mercado de arrendamento a 400 € por mês.
Esta estimativa de valores resulta da minha experiência neste tipo de empreendimento, mais concretamente na Quinta das Cotovias em Olhão, que acabou de ser construída já este ano e na Quinta do Suão que se encontra em construção.
A operação urbanística iria criar uma zona de equipamento com cerca de 10.000 m2 que a autarquia iria vender por 1.000.000 € para a construção de um equipamento relevante, por exemplo um hospital privado.

Conclusão:

Custo final da operação – zero
Fogos para propriedade da autarquia – 30
Fogos introduzidos no mercado de arrendamento a preço razoável – 220
Não sou economista pelo que é natural que me tenha enganado nestas contas complicadas, pelo que agradeço que me ajudem a perceber onde é que está o erro que justifique a não existências de iniciativas deste tipo. Ajudem-me por favor a perceber o que está mal nesta história.

Paulo Charneca

Sábado, Abril 18, 2009

dois comentários e um post

Infelizmente en Faro, tudo está a correr mal e por norma continuamos na grande maioria calados e resignados. Agora temos mais um colonizador na CCDRALG, um novo Vice-Presidente, Nuno Venade de seu nome.
Caro Porfirio Maia, põe-te a pau que pelo andar da carruagem a seguir és tu.
E os Farenses e os Algarvios calados a consentirem que mais um BOY/SENIOR, venha passar férias para cá.
Basta de enviarem comissários politicos para o Algarve.
Miguel Freitas nada dizes, estás amordaçado? Mendes Bota o que se passa? anónimo


Quem quiser fazer uma pequena obra no centro histórico está lixado. Vem logo os senhores do IPPAR (ou lá como se chame esta organização de malfeitores) obrigar a fazer uma sondagem arqueológica que leva meses a executar e que custa muitos milhares de euros. É de facto um bom negócio para este crime organizado. Não interessa se a vítima desta extorsão não pretende fazer cave ou se a CMF tem um departamento de arqueologia que acompanha as obras em locais sensiveis.
Quem for esperto nunca irá investir na zona histórica que de resto está á venda mas que ninguém quer comprar.
E assim vai definhando esta cidade.
anónimo

Afinal, pelo que tenho lido por aí, para algumas almas iluminadas o Estado-policial chega mais facilmente com o fim do segredo bancário do que pela porta da inversão do ónus da prova em processo crime, como por exemplo nos crimes de enriquecimento ilícito. Penso exactamente o contrário: nove milhões de portugueses não querem saber se o Estado tem conhecimentos dos 327 euros que têm na conta. Mas ficam «aluados» se lhes exigirem que faça prova da proveniência da insignificante quantia, com a agravante de serem constituídos arguidos até ao momento em que faça a produção dessa prova. Aqui, o Estado-policial pode revelar-se na sua plenitude, sobretudo na persiguição a cidadãos «incómodos». Não compreendo como as almas iluminadas não percebem isto. Como também não compreendo que os mesmos que defendem a inversão do ónus da prova em processo crime acusem uma modesta senhora da Loja do Cidadão de Faro de «fascista» e «totalitária» por propor uma uniformização de trajes a quem atende o público.
Está tudo invertido!
no conquilhas

Sexta-feira, Abril 17, 2009

“O sector da conservação e restauro está a saque” (Luís Calado)


obras na Sé
Vem a propósito, no contexto da polémica reabilitação da Sé Catedral de Faro analisada e já denunciada pelo nosso colaborador Fernando Silva Grade.
Numa entrevista no jornal público de hoje, a Luís Calado presidente do conselho directivo da Fundação Ricardo Espírito Santo sob o título: “ o sector da conservação e restauro está a saque”.

O entrevistado queixa-se da grande falta de apoio do Estado Português a uma instituição que é do próprio Estado e, embora tenham uma competência máxima para trabalhos de restauro do património, são muito pouco solicitados por aquele. A maior parte dos trabalhos efectuados acabam por ser para particulares.

Registamos alguns excertos que se adequam à situação que ocorre neste momento em Faro:

“...a nível da intervenção, o sector da conservação e restauro está a saque. Não há certificação, não há acompanhamento, não há fiscalização em condições. Qualquer entidade menos qualificada pode fazer uma intervenção. Isto está a danificar irremediavelmente o património. Assistimos todos os dias a exemplos caricatos, eu diria mesmo intervenções assassinas em património...”
“...como não há fiscalização, optam pelo barato o que no património não é o mais aconselhável …”

Recomendamos a leitura da totalidade da entrevista, e que cada um tire as suas ilações sobre o que se passa com o património em Portugal, e em Faro em particular.

adf

Promessas!

Há 3 anos e uma campanha eleitoral atrás, o Sr.Apolinario prometia que Faro teria uma Sociadade de Reabilitação Urbana para estabelecer uma pareceria activa com a CMF e os investidores privados, no sentido de atrair investimentos que permitissem a reabilitação do centro historico e da zona baixa da cidade de Faro.

Hoje, tudo continua na mesma, e não tarda os candidatos à Câmara irão encher o seu material de propaganda politica com os mesmos projetos que prometeram e não cumpriram. Basta de mentira, oportunismo e incompetência!
Faro merece melhor.

Farense

Falta a velha promessa da FNAC, essa mesmo, uma miragem. Assim como o projecto UAC, para a revitalização da baixa comercial, que começou mal.

O intervalo


areia para os viveiros, ilha da culatra.

Segundo um estudo da Direcção-Geral das Pescas, a apanha e comercialização de bivalves na Ria Formosa envolve entre 10 a 50 mil pessoas, que serão afectadas com esta paragem. resto aqui

O comentário


Café Majestic - Porto

Caro(a), AGabadinho,
O Porto, mais particularmente a baixa Portuense, já está em reabilitação há algum tempo. Não é uma miragem, é uma realidade que constatei na semana passada um pouco por toda a baixa da cidade. Mas leva muito tempo e consome recursos enormes. Tem que conjugar muitas vontades, concertar mentalidades, garantir financiamentos, parcerias com empresas, com privados, expropriar famílias para reabilitar e voltar a realojar... É um processo moroso e muito complicado. Enfim, o que agora começa a ser visível um pouco por toda a cidade, começou com um trabalho de análise e definição de uma estratégia, 2 anos antes de sequer existir a Porto Vivo, SRU - Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Portuense S.A, constituída em 2004. Ou seja, desde 2002 que a "coisa" mexe e apenas 7 anos depois começam a surgir resultados visíveis, num processo complexo que viu muitas reviravoltas, recuos, avanços, etc., etc., muito natural neste tipo de intervenção e cujo sucesso depende de uma enorme quantidade de factores, muitas vezes imperceptíveis a quem está por fora do assunto.Quanto ao "bairrismo" patente em alguns comentários, não se trata de ser o Porto, Faro ou o que o valha, o que convém ter presente é que é necessário estudar e aproveitar as experiências de outros locais, para que não se cometam os mesmos erros.

Cumprimentos,
Miguel Caetano

DIA NACIONAL DO MOTOCICLISTA COMEMORA-SE EM FARO DIA 19 DE ABRIL COM A PRESENÇA DA CHARANGA DA GNR



As celebrações oficiais do “Dia Nacional do Motociclista” têm lugar em Faro no próximo Domingo dia 19 de Abril e a cidade, apontada como a capital do motociclismo, irá receber milhares de motociclistas de todo o país.
Neste dia realizar-se-á uma Procissão com saída às 15:00 da Igreja de São Pedro e com o seguinte percurso: Rua Filipe Alistão, Rua 1.º de Maio, Praça D. Francisco Gomes, Rua do Albergue e Largo de São Francisco, onde decorrerá a missa solene das celebrações a partir das 15:30.
Trata-se de uma procissão de andores com o Padroeiro dos Motociclistas- S. Rafael, fazendo também parte da mesma as bandeiras e estandardes dos moto clubes e grupos motards que se apresentem no local.

No dia 18, Sábado, haverá uma recepção a todos os participantes na iniciativa, pelas 21:30, partindo do Jardim Manuel Bivar uma caravana de motos com tochas que irão colocar uma coroa de flores junto ao monumento aos motociclistas situado à entrada da cidade, em homenagem a todos aqueles motociclistas que já não circulam na estrada. A partir das 22:00 haverá música ao vivo, também no Jardim Manuel Bivar.
Estas comemorações são organizadas pela Federação de Motociclismo de Portugal e Moto Clube de Faro, com o apoio da Câmara Municipal de Faro, que para além de se associar ao evento com apoio logístico, irá também atribuir àquela Federação um apoio financeiro de 10.000 euros.

Dress Code na Loja do Cidadão em Faro



A maior parte dos que se «indignaram» com a atitude «fascista» do dress code na Loja do Cidadão são os mesmos que ficam mudos com o dress code chavista, na Venuzuela. Haverá alguma razão para tal silêncio? Ou está tudo invertido?
(na imagem uma criança de 6 anos)
in Conquilhas

Faro: Loja do Cidadão com problemas informáticos desde terça-feira
300 sem cartão, mais aqui

Sábado nos Artistas



A Sociedade Recreativa Artística Farense, em parceria com a produtora Eat My Ear e com o apoio da RUA FM e do Bar Maktostas, apresenta, no próximo dia 18 de Abril, sábado, pelas 22.30 horas, um concerto de Ora Cogan e FaceOmeter.

Ora Cogan é uma intérprete e compositora canadiana de descendência israelita que alcançou o reconhecimento internacional após o lançamento do seu segundo álbum, intitulado "Harbouring”, um disco que acumulou críticas positivas por toda a imprensa musical.

O seu estilo vocálico inconfundível é acompanhado de uma música notavelmente influenciada pelos blues e pela folk norte americana da década de 50, tendo sido influenciada musicalmente por nomes como Mississippi John Hurt, Joan Baez e Neil Young.

A primeira parte deste concerto será assegurada pela dupla britânica FaceOmeter, o projecto do excelente compositor e escritor Will Tattersdill, que junta às suas letras satíricas, brilhantes composições acústicas de ritmos imprevisíveis.

Para este regresso de Ora Cogan a Portugal e aos Artistas, após o seu concerto de Outubro de 2008, os ingressos custam 5 euros e podem ser adquiridos junto ao balcão do bar de os Artistas.

Para mais informações os interessados podem deslocar-se à Secretaria desta associação farense, sita na Rua do Montepio, nº 10, na baixa da cidade, entre as 20.00 e as 23.30 Horas de 2ª a 5ª-feira, pelo telefone 289 822 988 no horário da Secretaria ou pelo endereço electrónico sociedade.artistas@gmail.com .

Quinta-feira, Abril 16, 2009

sem espinhas!



Reabilitação urbana do Porto é a principal prioridade política de Elisa Ferreira.

Candidata independente mantém que não será vereadora, se não vencer as autárquicas. O convite do PS "é para presidir à Câmara do Porto, não é para fazer oposição", argumenta.

"...Foi em ambiente de pré-campanha que Elisa Ferreira anunciou ontem que "a prioridade política" do seu programa, que apresentará em breve, será a reabilitação urbana do Porto. "A cidade não vive bem enquanto o centro histórico não estiver restaurado", defendeu. "Não será fácil", reconheceu, no entanto. Por isso pretende envolver as pessoas neste processo. Todas as pessoas e "não apenas as que podem pagar". mais aqui

Homens de rija têmpera…e farenses


filho Xixo e família

família Xixo - dia de matança do porco

Tenho por hábito, sempre que posso, deambular pelas artérias da minha cidade, tentando manter um equilíbrio saudável. Quase sempre o faço sozinha, porque não tenho hora marcada, ela surge com o aparecimento de uma pausa no trabalho. Agarro as chaves, calço um confortável par de sapatos e lá vou!...
Dou comigo a praguejar contra carros mal estacionados que me empurram para a estrada, com contentores de lixo mal utilizados, com os famosos “cocós caninos”, com um manancial de lixos espalhados por todo o lado, com “escarradelas” imundas lançadas para qualquer sítio, com “gente” que ao limpar e lavar a própria casa, vem à janela sacudir o pano, o tapete, ou lançar água suja da sua limpeza.
Andam as pernas e anda o pensamento… e este corre para lembranças do passado, para o tempo em que Faro, não passava de uma vila de província…
Não existiam os imensos carros que inundam os passeios, nem contentores de lixo, nem excrementos caninos notados, porque as ruas de terra batida os encobriam, nem prédios de 5, 6, 7, e mais andares, de onde podem surgir sacudidelas de tapetes ou despejos de águas impróprias…
Nos anos 40, logo após a guerra, a vida era de extrema pobreza. Vivia-se o racionamento dos produtos essenciais e as necessidades canalizavam para uma vida de poupança.
Os horizontes limitados levavam-nos a viver num circuito fechado onde todos se conheciam, se controlavam e exigiam comportamentos pré-estabelecidos, vindos dos antepassados. A vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar.
Essas regras severas e rigorosas obrigavam-nos a viver “encarneirados”, obedecendo a um “manual de instruções” recebido à nascença, como herança a suportar.
Neste marasmo de vida salientaram-se indivíduos sem berço, mas que se lançaram no trabalho persistente e competente e que com teimosia, paciência, fé e sorte, engrandeceram a sua vida e ajudaram ao engrandecimento da sua cidade. Na cidade de Faro foram imensos os que saíram do anonimato e se lançaram sem medo, enfrentando as dificuldades, traçando o seu destino.
O sucesso pessoal conquistado graças à boa utilização dos seus pensamentos levaram-nos a tirar vantagem das adversidades e, entre muitos, recordo Aníbal da Cruz Guerreiro, João Pires (do Jopinhal), José Carlos Nogueira, António Afonso Vedes, José Pedro da Silva, João António Júdice Fialho, António Neves Pires, Chico Pegos…
Seria impossível recordar todos eles…
O meu avô Pinto vindo do concelho de Leiria “com uma mão à frente e outra atrás”, em 1920, vendendo castanhas, louças, bordados, rendas, conseguiu chegar a proprietário e construtor, sem saber ler nem escrever. Utilizou mão de ferro e impiedosa junto da família, com exigências de trabalho sem compensações monetárias ou afectivas. Era o que se define por um “bom” avarento, atitude levada até ao final da vida, nunca abrandando a sua determinação.
Recordo o avô de amigas do Liceu, Francisco Brito do Vale, casado com Gertrudes da Conceição, vindo de Pechão com os sete filhos, que comprou a horta do Xixo, que se estendia da Estrada de S. Brás apanhando o local onde hoje se integra o Hospital e a Avenida Calouste Gulbenkian até à Escola da Penha, onde assentou arraiais e de onde partiu para a sua ascensão.
A esta horta acrescentou, pouco tempo depois, a do Canito cujos limites iam do depósito da água à actual Emissora Nacional.
O perfil destes homens empreendedores enquadrava-se num quase mesmo padrão de pessoas determinadas, com visão para o negócio, agressivas, intolerantes, possessivas, donas do saber e do poder…mantendo os outros a girar à sua volta como marionetas…
Era assim o meu avô.
Era assim o velho Xixo que colocou os sete filhos a trabalhar para ele nas hortas, obedecendo ao seu mando de rei absoluto, mas que soube como ninguém aproveitar todos os recursos, substituindo-os quando perdiam valor e criando novos com importância actualizada.
As hortas eram célebres pela boa água, ele fornecia-a à cidade. Perto do Depósito da Água, a areia era boa para a construção, ele vendia-a e carregava-a utilizando os seus trabalhadores/carreiros, nas suas carroças com os seus animais. Cobrava às lavadeiras a utilização dos tanques, noras e estendais, vendia os produtos das hortas, criava vacas, burros, cavalos, porcos e animais de capoeira.
O velho Xixo conseguia transformar tudo em dinheiro.
Construiu casas para os filhos e para alguns trabalhadores e todos viviam em comum, perto dos tanques e dos engenhos da nora. Ainda existem restos dessa vida passada na R. Dr. Francisco Sousa Vaz e no Beco do Xixo.
Percorria as terras numa charrete puxada por um cavalo lusitano, cor de fogo, era o chefe do clã e todos lhe obedeciam cegamente.
Fez do filho mais velho o seu capataz.
Adorava ter a família junto dele e proporcionava-lhes, o que para ele era essencial. Pagou os “estudos” a alguns dos 24 netos, humanizou-se…
Uma matança de porco, na sua propriedade era dia de festa, partilhada não só pela família como pelos trabalhadores e vizinhança. O filho Eduardo era o matador.
Pela feira de Outubro cada neto recebia um escudo, por cada ano de vida. O neto André, jogador de futebol no Académico Belenenses, ao lado do Matateu, e internacional na Selecção Militar Portuguesa, fazia a lista com os nomes e as idades, facilitando acrescentos.
Quando os produtos das hortas desvalorizaram, lançou-se como empreiteiro de estradas no Alentejo e Algarve.
No cemitério da Esperança o seu jazigo tem, esculpido em pedra, o cilindro das estradas.
Este velho Xixo progrediu na vida e na mentalidade.
Homens como o velho Xixo subindo na vida por serem empreendedores não conseguiam ir alem da sua área de influência. As fronteiras entre os países, a fraca concorrência, a falta de meios de comunicação, de vias terrestres, marítimas e aéreas, fechavam-nos num redil.
Poucos se lançavam fora da cidade, durante os anos 30 e 40, limitavam-se a engrandecer no mercado de actuação.
Na década 50, a aventura da luta pelo sucesso, permitia a expansão para outras localidades, embora com um alto investimento de capital financeiro.
A vida continuava orientada para o casamento e para ser vivida num regime de economia, de auto consumo.
As mudanças surgem a uma velocidade estonteante.
As fronteiras desaparecem, as comunicações transformam o nosso planeta numa enorme “Aldeia” interligando os homens nos aspectos económicos, sociais, culturais, e políticos.
O homem de hoje tem de aprender a viver com uma realidade de mudanças negativas e positivas, tem de ser dinâmico para poder sobreviver neste mundo novo e estar em sintonia com outros homens, tem de ser polivalente dominando os computadores, falando diferentes idiomas e sobretudo estar aberto às mudanças para vencer os desafios, enfrentando todo o tipo de concorrência.
Que caminho é este?
Que destino é o nosso que desvaloriza a carga afectiva e eleva ao máximo a rivalidade entre os homens!?
Que seres humanos viverão o nosso futuro, quando hoje, em nossa casa, já começámos a treinar os nossos filhos para a competição?
A criança passou a ser colocada, logo a partir dos três meses, no jardim de infância, na creche, escola, A.T.L., natação, piano, explicações, psicólogos, dança, canto… enfim, a criança deixou de viver, passou a ser treinada para o sucesso pessoal e profissional, para conseguir um bom emprego, uma boa casa, boas férias e bons restaurantes…
Chego a casa suada da caminhada e cansada de tantos pensamentos!!!!!!!!!!
Cada época tem o seu quadro… com as suas imagens… as suas diferenças!!!!

Lina Vedes – 24 de Março de 2009


Nora do Xixo

Plano de Pormenor da Praia de Faro - Participação Preventiva



Bom dia,

Li a seguinte informação no jornal O Barlavento de 16 de Abril de 2009, que transcrevo, por considerar fundamental que chegue ao maior número de pessoas possível, para que daqui a pouco tempo não sejamos confrontados com uma realidade para a qual nada haverá a fazer. Participemos nos locais destinados e em tempo útil.

PLANO DE PORMENOR DA PRAIA DE FARO

PARTICIPAÇÃO PREVENTIVA

De acordo com o artigo 77º do Decreto-Lei nº 316/2007, de 19 de Setembro, a Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, SA informa que de 17 de Abril (próxima sexta-feira) a 8 de Maio de 2009 decorre o período dedicado à Participação Preventiva do Plano de Pormenor da Praia de Faro.

Durante esse período, serão tornados públicos os termos de referência e a área de intervenção do Plano de Pormenor, com o objectivo de receber de todos os cidadãos sugestões e comentários que considerem de interesse para a elaboração daquele Plano.

O Plano de Pormenor da Praia de Faro tem como área de intervenção a Península do Ancão, Praia de Faro - área desafectada do domínio público hídrico e área terrestre adjacente.

A partir da próxima sexta-feira, dia 17, o Processo do Plano de Pormenor poderá ser consultado nos seguintes locais e respectivos sites:

- Câmara Municipal de Farohttp://www.cm-faro.pt/

- Administração da Região Hidrográfica do Algarvehttp://www.arhalgarve.pt/

- Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidadehttp://www.icnb.pt/

- Junta de Freguesia do Montenegro

- Associação APRAFA - Associação para a Defesa e Desenvolvimento da Praia de Faro

- Associação Dunamar

As sugestões ou observações poderão ser efectuadas, em impresso próprio disponível nos locais de consulta, ou em alternativa, através de uma das seguintes formas:

- nos sites acima indicados

- para o e-mail polisriaformosa@parqueexpo.pt

- ou para a seguinte morada:

Polis Litoral Ria Formosa, SAChalet João Lúcio - Pinheiros de Marim8700-225 Olhão Tel: 289 702 774 Fax: 289 700 649 e-mail: polisriaformosa@parqueexpo.pt "

Cumprimentos,

Miguel Caetano

Entradas de Faro - O comentário

Vim morar para Faro tinha 4-5 anos, agora tenho 53, lembro-me perfeitamente da minha entrada em Faro, porque a Policia de V.T., mandou parar o camião que trazia a nossa mobilia, junto do ainda existente posto à entrada de Faro para quem vem do Patacão.
Já nesse tempo Faro tinha as mesmo 3 entradas que tem hoje, esta foi arranjada e realmente está diferente, mas não melhor em termos de trânsito, se HÁ 50 ANOS PASSAVAM POR ALI 50 CARROS POR DIA, hoje passam 5000. E atençao que estas obras não foram feitas por algum presidente que tenha passado pela Câmara, mas sim pela J.A.E. e Forum.
As outras 2 entradas S. Brás e Olhão, meus amigos, estão como há 50 anos... Grandes presidentes que nós tivemos.
O Macário vái resolver ?

Quarta-feira, Abril 15, 2009

A Sé a saque – A estética de Deus



Obras na Sé - Hoje

Nos últimos dias, sempre que me aproximava da Sé, posso dizer, que sentia vontade de chorar, perante o avanço inexorável das obras na sua senda destrutiva sobre o edifício mais notável da cidade de Faro.
Tenho envidado todos os esforços, exercendo o meu direito de cidadania, no sentido de parar as obras, mas até agora sem sucesso.
Aliás, o enredo é surrealista. O crime passa-se à porta da Câmara, escancarando-se ostensivamente perante os olhos dos governantes que todos os dias por lá passam.
Evidentemente que os técnicos do Gabinete do Património da Câmara também acham que se está perante um atentado de todo o tamanho, mas o poder e o querer da Igreja tem-se sobreposto a todas as pressões. O IGESPAR de Faro parece que não tem muita vontade de actuar, e por isso já contactei o IGESPAR de Lisboa. Vamos ver o que acontece.
Mas, falava eu das minhas idas à Sé.
Ontem quando lá cheguei, não queria acreditar naquilo que se deparou perante os meus olhos, e a reacção que tive foi soltar uma gargalhada. Não estamos, na verdade, perante um caso habitual de ataque ao património.
A situação é do foro médico! Quem comanda as obras ensandeceu!
O dito cujo está a alterar e a decorar a Sé à luz do seu gosto e capricho pessoal, como se da sua casa se tratasse. Desta vez resolveu pôr a descoberto uma quantidade enorme de pedras, talvez porque viu isso nalguma revista de decorações da moda.
De muito mau gosto aliás. Gosto labrego!
O cenário configura-se, então, do seguinte modo: o destino do edifício mais valioso e emblemático da cidade, com o estatuto de monumento nacional, está na mão desarrazoada de um louco piroso e não há ninguém que consiga impedi-lo de levar avante um crime de lesa pátria.
Porque a destruição, entre outras coisas, do reboco histórico é um crime irreversível.
No banco dos réus senta-se a Igreja, a mesma que, durante séculos, fomentou a construção de inúmeras obras-primas da humanidade e que foi o principal mecenas de artistas geniais.
A Igreja, actualmente, parece que perdeu o contacto com Deus, e vive o seu autismo longe dos homens e da sua realidade.
Um edifício como a Sé Catedral de Faro é uma entidade evolutiva que se vai nutrindo daquilo que o tempo lhe vai fornecendo.
As sucessivas camadas de cal, a acção do vento, da chuva, do sol, da gravidade, das estações do ano vão-lhe acrescentando elementos, formas, texturas, subtis “nuances”, que se compactam numa escultórica epiderme preciosa de densidade histórica.
Mas este clero actual é analfabeto na leitura deste código divino. Quem dá o retoque final à obra dos homens é a inteligência cósmica que rege as manifestações de Gaia (a Terra que vive). É a patine (a obra de Deus no tempo) que alcandora edifícios como a Sé ao patamar de obra de arte maior.
Ao destruir esta epiderme (e substitui-la por um reboco rasca que faz tábua rasa da História), destrói-se a espiritualidade imanente num templo de evocação a Deus – contradição desprezível, profanação indesculpável, daqueles que se designam interlocutores da divindade!
Os clérigos de Faro e seus acólitos, ao profanarem a Sé de Faro, mostram distintamente a sua face ignara, rasteira e prepotente e desse modo escolheram ficar do lado do Diabo e longe de Deus!

Fernando Silva Grade