Sábado, Outubro 31, 2009

UM PAÍS DESCONCERTANTE!



Com a chegada do Outono e o fecho dos balanços do 3º trimestre da actividade económica e da época turística, que este ano coincidiram com a formação de um novo Governo, vão caindo no nosso conhecimento os números e as previsões para os próximos tempos.

Ao bom estilo da propaganda política de que o céu é já ali, o Governo aproveitou as décimas de aumento do consumo de Verão sobre os valores de crescimento negativo da economia, para lançar a palavra de ordem da retoma lenta, linguagem que não é acompanhada pelo governador do Banco de Portugal, que prefere chamar a atenção para o combate ao deficit, como condição a prazo para o relançamento da economia.

Os Bancos e o INE fecham as suas contas e a sucessão de factores macroeconómicos que nos são friamente apresentados, contrastam entre os valores fabulosos dos lucros dos primeiros, com os dados estatísticos das falências de empresas, o sufoco de uma boa parte delas e o consequente aumento do desemprego.

A economia clama por liquidez, em particular o sector mais flagelado das pequenas e médias empresas e os Bancos, que são co-responsáveis com os políticos pelo crash económico e financeiro do país, não participam no esforço financeiro e ainda se aproveitam do mercado para alimentarem a gula dos seus investidores.

Neste quadro de grandes dificuldades do país, em especial do seu mercado de trabalho e dos mais desfavorecidos, ainda se ouvem as poderosas e influentes Confederações patronais, a coberto das dificuldades de alguns empresários, rejeitarem a enormidade de 25 euros de aumento do miserável salário mínimo. O Governo, que sabe para que lado quer pender, refugia-se no silêncio cúmplice sobre um compromisso celebrado sob a sua égide.

Os triliões encaixotados nas off-shores, dinheiros roubados às economias reais dos países continuam intocáveis, quando se fossem injectados gerariam o emprego e a riqueza indispensáveis. Sobre esta situação, não saímos das declarações formais de uma resignação hipócrita, em que os responsáveis políticos de cada país se escondem atrás da estratégia europeia para a sua manutenção.

O Tratado de Lisboa, uma pseudo glória do umbigo de Sócrates, ainda vai concentrar mais poderes nos burocratas europeus e a hegemonia das decisões no eixo franco-alemão.

Os portugueses, são cada vez mais enterrados nos ditames macrocéfalos vindos de um poder distante e desconhecido, que nos coloca restrições e deveres sem que a qualidade de vida, traduzida em Justiça, segurança, salários, assistência médica e medicamentosa e reformas, atinjam os níveis dos nossos parceiros. Dizem que somos desqualificados, pouco inovadores e pouco produtivos, para justificarem os baixos salários mas não deixam de fugir ao fim das isenções fiscais concedidas.

Dos milhares de milhões injectados pela Europa, restam-nos as estradas, algumas escolas e equipamentos sociais mas, a nossa economia continua super dependente do investimento estrangeiro, porque os nossos empresários e algumas instituições bafejadas pelos fundos e em cumplicidade com os poderes políticos, não criaram as condições que se exigiam para o lançamento das bases de formação e inovação para a sustentação de sectores estratégicos vitais para a afirmação do país.

E esta crise não despertou o que de há de melhor no país, nada mudou nos comportamentos e preferimos adoptar as directivas europeias de incremento de políticas sociais circunstanciais, esperando que as economias mais fortes rompam a conjuntura negativa e relancem as outras que vivem na sua dependência, condição em que nos encontramos.

Continuamos um país adiado, onde os nossos responsáveis desfrutam da abundância de argumentos para prosseguirem as suas políticas de penalização do trabalho, em favor da apropriação da riqueza por uns quantos.

As políticas sociais europeias e as teorias de esbatimento das assimetrias, a existirem, ao fim de tantos anos ainda não chegaram a Portugal!


Luis Alexandre

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Apontadores e sugestões


A Praga das palmeiras no Algarve

A destruição das palmeiras no Algarve pelo escaravelho da palmeira é um problema grave ao qual urge tomar medidas quanto antes.
Tradicionalmente, a palmeira utilizada como árvore ornamental no Algarve é a espécie "Phoenix canariensis", espécie robusta originária das Canárias e que se adapta particularmente bem a climas atlânticos.
Parece que a praga surgiu a partir do grande boom de importação de palmeiras vindas de Espanha, da espécie "Phoenix dactylifera" (originária do Norte de África), que se verificou nos últimos anos com a moda de implantar palmeiras por tudo o que é sítio.
Em Faro existem muitas dezenas de palmeiras da espécie originária das Canárias doentes(a mais afectada), sendo a doença muitíssimo contagiosa.
Que medidas estão a ser tomadas em Faro?

Fernando Silva Grade



Já tinha alertado aqui para esta situação, e o primeiro sinal na cidade de Faro foi a palmeira mais que centenária que existia junto ao Atrium Faro, e que agora está a ser cortada.Não me parece que tenha a ver com as importações como aqui se faz crer, embora em certa medida isso possa ter ocorrido..
Sendo um insecto voador que existe em espanha e no Norte de África, o que o impede de chegar ao Algarve?Os ventos e condições climatéricas favoraveis levaram à sua presença na nossa região. Já foi assim com os citrinos e algumas pragas horticolas, pelo que a experiência nesses casos deveria ter alertado as autoridades regionais para uma prevenção eficaz.
Estranho que para o director Regional de Agricultura(entrevista ao CM) a solução caiba aos particulares, e passa por cortar as árvores afectadas.Creio que que isto diz tudo da competencia dos nossos serviços regionais.Nesta entrevista o Eng.º Entrudo, um pouco comprometido, diz que se está a ponderar uma "acção conjunta" entre várias entidades.... a ponderar...E o escaravelho entretanto pondera se ataca aqui ou ali, e vai-se deixando andar até que não restem mais palmeiras centenarias.
Claro que os ambientalistas fundamentalistas que tanto as desprezam, alegando que não são autóctones, esfregam as mãos de contentes.Parecem ignorar que as primeiras espécies de palmeiras tiveram origem nos povos árabes, que aqui permaneceram durante anos, e que só mais recentemente viram a sua disseminação na região, como árvore de jardim, ser implementada também com outras variedades.
De resto como as pessoas....È quanto a mim uma árvore regional, como a oliveira, alfarrobeira, ou amendoeira, pois teve a mesma origem e o seu fruto também era apreciado por aqueles que as trouxeram para o Algarve.
Tem condições para evoluir e crescer na nossa região pelo seu clima temperado, sendo já um simbolo do clima quente do Algarve e também pela escassa necessidade de água.Lamento que não ajam com maior celeridade, pois existem tratamentos disponiveis.
Pelo menos que a CMF esteja atenta, pois certamente teremos mais de 500 árvores nesta cidade. Alameda, jardim Manuel Bivar, Doca, av. Calouste Gulbenkian, Av. 5 outubro, Cais comercial, escolas, etc...
Ferreira

O FIM DA IDIOTICE, TAL COMO A CONHECEMOS


Três semanas depois da publicação neste Blog do Post denunciando a idiotice da colocação do magnífico placar publicitário na Avenida Calouste Gulbenkian, finalmente se está a proceder ao reposicionamento do mesmo.

Como não cheguei a perceber quem foi o responsável pela sua colocação, gostaria agora que os comentadores de serviço me elucidassem sobre que terá sido o responsável pelo referido reposicionamento.

Apresento algumas alternativas por ordem alfabética para não ferir susceptibilidades:

1-ADF – O poder deste Blog move montanhas, ou placares publicitários.
2-Macário Correia – O homem já está a fazer mudanças na cidade.
3-Mike – Reconhecido especialista em transito intestinal.
4-Publirádio – Os promotores abriram os olhos.
5-Teresa Correia – A responsável pela ocupação da via pública (ver site CMF).

Paulo Charneca

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

A Dinamização da Baixa da Cidade


Café Aliança
É um dos grandes dilemas, e um dos grandes problemas, que se coloca ao novo executivo camarário.
Se o problema não for encarado de imediato, se não forem tomadas medidas concretas e urgentes, corremos o risco do centro da nossa cidade deixar de ser o centro da sua vida, para se transformar, apenas, e tão somente, no seu centro geográfico.
Todos dizemos, e reconhecemos, que a baixa da nossa cidade está, lentamente, a morrer…
Que devemos, então, fazer?
A primeira pergunta que se coloca, é se a nossa cidade dispõe da capacidade e dos recursos, designadamente humanos, e económicos, para conter, no seu seio, diversas zonas de desenvolvimento, distantes e independentes umas das outras.
A resposta, em minha opinião, não pode deixar de ser afirmativa.
Queremos uma cidade ampla, moderna, com diversos espaços autónomos, cada um deles com vida própria, que formem um todo, no seu conjunto, onde seja muito agradável viver-se.
Queremos o desenvolvimento sustentado e feliz da entrada principal da cidade, que se desenvolve desde as Pontes de Marchil, queremos uma zona universitária dotadas das suas características próprias, que nos atraiam e atraiam, cada vez mais, os estudantes e forasteiros, queremos zonas residenciais contendo todas as infra-estruturas necessárias à construção e ao desenvolvimento de uma vida familiar feliz, queremos uma cidade com o seu centro histórico recuperado, a respirar de bom gosto, queremos uma cidade com um centro económico atraente, onde abundem as esplanadas, os espaços verdes e onde seja patente o pulsar feliz de uma população, que se quer debruçar sobre a sua ria, ao mesmo tempo que vive paredes meias com a campina e o barrocal.
Essa cidade é possível e não requer necessariamente grandes gastos, nem grandes empreendimentos.
Necessita, principalmente, do amor dos seus cidadãos, da devoção e entrega dos que nela residem e nela querem ser felizes.
Por hoje, deixo-vos apenas duas (das muitas possíveis) sugestões para a nossa cidade, para a sua baixa comercial, que terá que ombrear, em bom gosto, em visitantes e em desenvolvimento, com as demais partes do nosso burgo:
O Café Aliança, já tantas vezes falado, e trazido à conversa.
O espaço antes ocupado pelo Cinema Santo António.
A nossa cidade necessita do Café Aliança, com a sua porta giratória, com os seus retratos da cidade antiga, com as suas mesas de mármore, onde nasceu, e tomou forma, muita da nossa cultura.
Por onde pssaram muitos dos seus pensadores.
Julgo que será possível, sem sacrificar os proprietários do espaço, encontrar uma solução que reabra um dos “ex libris” da nossa cidade.
Penso que a autarquia terá um papel decisivo nessa solução.
Não acredito que não seja possível, com o sacrifício de todos, e sem o sacrifício exclusivo de ninguém, encontrar-se uma solução para o Café Aliança, para que ele seja devolvido à nossa cidade.
Não aceito que haja valores que se levantem mais alto do que o imenso manancial de cultura, que emana do Café Aliança, e de que ele, mesmo fechado, dá plenamente fé.
O segundo ponto, a que me refiro hoje, é ao Cinema Santo António, que agora, com menos graça, se denomina Atrium.
É um espaço fantástico, pela sua dimensão, no centro da nossa cidade.
Não “pode” transformar-se num mega “Chinashop”.
É um espaço privilegiado, para se fazer um milhão de coisas boas, designadamente de eventos culturais, no coração do nosso burgo.
Será um auditório, será um espaço para cinema de qualidade, de oficina de artes, de salas para conferências, enfim, um espaço multifacetado e multidisciplinar, como nunca teremos outro, se o conseguirmos reconquistar e se obtivermos a seu correcto e harmonioso redimensionamento.
Uma vez mais entendo que a autarquia terá um papel muito importante a desempenhar na solução deste assunto.
Estou certo que a sua interferência e garantia, em nome de todo nós, poderá possibilitar um verdadeiro e feliz sucesso.
Se conseguirmos reconquistar para a nossa cidade, o Café Aliança e o espaço do antigo Cinema Santo António, estaremos todos de parabéns, e a nossa autarquia estará à altura do que todos esperamos dela.
E, deste modo, crescerá, de forma salutar, o nosso orgulho pela nossa cidade, que é linda e que espera apenas que nós, os seus habitantes a amemos como ela merece ser amada.

Jorge Leitão

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Cumplicidades!


O juiz espanhol Baltazar Garzón mandou esta semana deter oito responsáveis municipais, empresários e construtores de três municípios da região da Catalunha, por suspeita de envolvimento numa rede de corrupção urbanística de grandes dimensões.
Entre os detidos encontram-se o presidente da câmara de Santa Coloma de Gramenet, Bartomeu Muñoz Calvet, e o seu vereador do Urbanismo, Manuel Dobarco Touriño. Foi ainda detido o ex-deputado regional socialista Luis García Sáez, considerado como o presumível cabecilha da trama.
Segundo a polícia, Sáez convencia empresários da construção civil a comprar terrenos nas localidades de Santa Coloma, Sant Andreu de Llavaneres e Badalona, prometendo que valorizariam em breve. Depois, com a cumplicidade dos responsáveis municipais, os terrenos eram requalificados e posteriormente eram vendidos por um preço bastante superior ao inicial, recebendo Sáez e os outros implicados na trama avultadas comissões.
in Correio da Manhã

O PS, A LIDERANÇA E O MURO DA SERRA DO CALDEIRÃO


Miguel Freitas é um dos "monstros sagrados" da política algarvia. Não por feitos alcançados, que não se lhe conhece nenhum mas, porque consegue sobreviver aos insucessos das suas estratégias.
Dentro de um partido disforme, insonso e cada vez mais distante das grandes transformações sociais, o seu papel histórico encetado por Mário Soares de capacho dos ditames do grande capital, tão bem consubstanciado no estilo manhoso de Sócrates, mostram a disponibilidade da grande casa de albergue de todo o tipo de interesses das camadas da classe média urbana, onde o protagonismo, o carreirismo e as fidelidades são uma escola, onde não há reprimenda para os maus resultados.
Uma análise atenta sobre as eleições autárquicas na região, afinal aquelas que melhor aferem o trabalho organizativo das direcções distritais dos partidos, permitem concluir que a vitória em Tavira não apaga a profundidade da derrota global, onde sobressaem o esmagamento de um ex-presidente em Loulé e de dois ex-deputados em Albufeira e Vila Real de Stº. antónio, mais as perdas das Câmaras em Faro e Monchique.
As teses das "Polis para as pessoas" não passaram e o denominador comum foi a condenação da ausência do PS na vida das populações locais, optando pela política de gabinete sobre a denúncia e o trabalho persistente junto destas.
Ficou provado que, os nomes, os títulos, os chavões e o muito dinheiro, não chegam para ganhar eleições.
Depois da capitulação à atitude de diminuição do papel do líder distrital, que não chega para liderar a candidatura da região às legislativas, esta derrota de Miguel Freitas deixou-o numa posição de fragilidade para conduzir os destinos do partido em actos futuros.
As segundas linhas do PS na região, não percebendo o que está em causa nos propósitos de José Sócrates para a formação de um Governo a prazo ou, na melhor das hipóteses de ministros a prazo, acreditando que possa chegar ao fim da legislatura, revelam uma total incompreensão da realidade que criaram de uma vez menorizados para o parlamento, nem seriam achados para o Governo.
Os grandes partidos trazem o Algarve domesticado e basta olhar para a degradação dos factores sociais e económicos que não justificam um levantar de voz dos seus dirigentes locais.
Os partidos do centrão, teoricamente diferentes, acabam por se fundir nas suas práticas políticas generalizadas e no que se refere ao Algarve, os políticos para cá do Caldeirão afinam pelo mesmo diapasão e continuam a preferir a submissão partidária e provinciana, a uma atitude regionalista de energia reivindicativa, que imponha o valor e importância da região no conjunto da capacidade de criação de riqueza no país.
A atitude no interesse colectivo da região, tem sido muitas vezes preterida pelos interesses pessoais da maioria dos nossos representantes e por este caminho continuaremos a ser vistos e controlados à distância e as nossas afirmações não passam de simples lamúrias.
Por quanto tempo mais vamos aceitar estas situações, é a pergunta que fica no ar!

Luis Alexandre

Intervenção de requalificação e valorização da Ria Formosa - Ilha de Faro (Nascente)


Total do investimento p2.1
23.781.824€
Polis/anexoII P2.1
clicar na imagem para ampliar

Mais aqui e aqui

Terça-feira, Outubro 27, 2009

Intervenção de requalificação e valorização da Ria Formosa - Ilha de Faro (Poente)

A planta que define o que é para renaturalizar (verde)
e a zona a reestruturar(vermelho)



Polis/AnexoII P2.1
clicar na imagem para ampliar, mais aqui e aqui



Ilha de Faro / Poente

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Festa do cinema francês em Faro



Cinco Cidades recebem a festa do cinema francês este Outono, sendo Faro a próxima localidade a acolher as festividades a decorrerem entre 28 de outubro e 1 de novembro.
mais info:
http://imagoverbalis.wordpress.com/2009/10/25/%e2%80%9cpeliculas%e2%80%9d-francesas-invadem-a-capital-do-algarve/

Polícia vigia grupos de jovens dedicados à criminalidade


A PSP de Faro confirmou que existem três grupos de jovens, maioritariamente menores de idade, a dedicarem-se a actividades criminosas na capital algarvia. Polícia já tem provas para levar grupos a julgamento.
"Há uns três grupos na cidade, compostos cada um por seis a 10 indivíduos, a maioria menores de idade, que se dedicam à actividade criminosa, da qual um elemento já está em prisão preventiva", disse hoje à Lusa o comandante da PSP de Faro, intendente Victor Rodrigues.
Segundo o intendente, todos os restantes indivíduos "estão já referenciados", existindo já provas suficientes para se passar à fase de acusação dos jovens.
Os jovens vão a tribunal, serão julgados e estima-se que alguns fiquem mesmo em prisão efectiva, referiu o comandante da PSP de Faro.
Os indivíduos referenciados são "todos rapazes", quase todos portugueses e a maioria não estuda.
De acordo com o jornal Correio da Manhã, existe em Faro um grupo de jovens que actua com violência durante a noite, atacando pessoas e destruindo estabelecimentos em troca de pontos para subirem na hierarquia do grupo.
Apelidado de "gang dos pontos", a forma de actuação do grupo terá sido inspirada no jogo de vídeo norte-americano "Grand Theft Auto", no qual ganha mais pontos quem actuar com mais violência.
Outro grupo violento de cuja existência se tem falado nas cidades de Faro e Olhão é o "gang do palhaço", que alegadamente cortaria a boca às vítimas de orelha a orelha para que estas ficassem semelhantes a um palhaço.
O comandante da PSP de Faro adiantou à Agência Lusa que sobre o "gang do palhaço" não se confirma a existência de nenhuma ocorrência de pessoas cortadas.

Com os melhores cumprimentos,
R.S.

A participação activa de todos nós, munícipes, na vida autárquica

A nossa participação na vida autárquica não se reduz, decerto, ao exercício do voto.
Como munícipes temos todo o direito, e também a obrigação, de participar activamente na vida da nossa autarquia.
Temos uma palavra a dizer, no que se refere à sua gestão, às opções que os órgãos autárquicos tomam, e projectam tomar.
Ao contrário do que possamos pensar, o nosso dia a dia compõe-se de pequenas coisas, das quais depende o nosso bem estar, a nossa felicidade, e, consequentemente, o bem estar e a felicidade dos outros.
A realidade social, designadamente no campo da solidariedade, difere, radicalmente, da realidade matemática.
Enquanto, matematicamente, obteremos mais, teremos um valor maior, se adicionarmos, na solidariedade verifica-se exactamente o contrário: enriquecemos, cada vez mais, quando nos disponibilizamos para os outros.
A nossa felicidade é tanto maior, quanto mais felizes forem os que nos rodeiam.
A nossa missão é, em minha opinião, contribuirmos, por todos os meios ao nosso alcance, para a felicidade dos que se encontram à nossa volta.
Julgo que, no âmbito da gestão autárquica, poderemos dar um contributo muito importante.
A disponibilidade económica, o dinheiro (que rareia nos cofres das autarquias) pode, é certo, impedir que se resolvam alguns problemas.
Mas apenas metade deles. Porque a outra metade resolve-se com os recursos de que dispomos, sem necessidade de grandes gastos.
Não é preciso um orçamento suplementar, para se prover à limpeza das ruas, à remoção das viaturas abandonadas, à limpeza das árvores, à recolha dos animais maltratados, à reparação dos buracos nos passeios, à substituição das lâmpadas fundidas nos candeeiros, e assim por diante.
O comportamento que vos proponho, é que colaboremos activamente no arranjo, na apresentação, na administração da nossa cidade, e do nosso concelho, fazendo, assim, mais felizes os que nos rodeiam e, tornando-nos, por esse facto, mais felizes também.
Quem melhor do que qualquer de nós, conhece as carências do seu bairro, da sua rua?
Porque não remeter para os responsáveis autárquicos, essas indicações preciosas, que, se forem recebidas com o mesmo entusiasmo com que as enviamos, serão prontamente satisfeitas?
Porque esperar que a vigilância autárquica se aperceba daquilo de que necessita a nossa rua, a nossa praça, e que aguarda, há anos, uma simples composição ou arranjo.
A proposta que Vos deixo, é esta:
Servir os outros, servindo a nossa cidade e o nosso concelho, fazendo chegar aos órgãos de administração autárquica, as insuficiências do local em que vivemos, em que estamos inseridos.
No meu caso, por exemplo, a Rua Frei Lourenço de Santa Maria, onde desagua todo o trânsito vindo de São Brás de Alportel, da Via do Infante, de Estoi e muito mais.
Porque não voltar a utilizar a Rua do Alportel, que é muito mais larga e que é o escoamento natural desse fluxo rodoviário, em vez de o afunilar para a Rua Frei Lourenço de Santa Maria?
Na minha rua faltam algumas lâmpadas nos candeeiros, que devem ser imediatamente repostas.
Os passeios estão pejados de automóveis estacionados, obrigando os carrinhos de bebé e as pessoas mais idosas a circular pela via pública, o que é manifestamente perigoso. Algumas pedras da calçada estão levantadas, necessitando reparação imediata.
A passadeira ao cimo da rua está demasiado perto da curva, o que é perigos para os peões, que temem sempre o aparecimento de uma viatura automóvel a maior velocidade, que os colha no decurso do seu atravessamento.
Haverá que actuar, também, e com urgência, relativamente a alguns dos proprietários de animais, que os trazem para a rua, afim de fazerem as suas necessidades, e deixam os passeios cheios de urina e excrementos.
Aqui está, penso eu, o exemplo a seguir, não denunciando pessoas, mas denunciando situações, que devem ser imediatamente alteradas.
E do conjunto de tudo isto, se houver uma resposta adequada da administração autárquica, teremos uma cidade diferente, limpa e atraente.
Servir, é o termo. Servir a cidade e servir os outros, “gastando-se” ao seu serviço e ao serviços de todos.
Um abraço.

(Jorge Leitão)

tomo a liberdade de deixar o link, aqui e aqui, para duas situações que, se resolvidas brevemente, poderiam dar um bom sinal no sentido da sua carta.
ADF

Praxe ou um negócio?


imagem retirada daqui
A Associação Académica de Viseu (AAV) cancelou todas as actividades de praxe até ao próximo dia 8 de Novembro por existirem suspeitas de que os caloiros estão a ser utilizados para negócios em bares da cidade. A decisão surge na sequência da denúncia que um grupo de estudantes fez, por e-mail, ao Instituto Politécnico de Viseu, segundo a qual o órgão responsável pela promoção e regulação da praxe, o Conselho de Viriato (CV), seria o beneficiário destes negócios.

Os estudantes alegam que, durante as tertúlias académicas ("um nome pomposo para designar osrallys das tascas"), os caloiros são obrigados a circular de bar em bar, bebendo até não poderem mais, sendo no final encaminhados para uma discoteca ou bar dançante, de onde o Conselho de Viriato retira supostos dividendos.

"Os caloiros não devem ser obrigados a sair de casa à noite, faltando às aulas de manhã, para que superiores da praxe [Conselho Viriato] ganhem dinheiro com isso", lê-se no e-mail. A mandatária de todo este esquema, apontam, é a líder do Conselho de Viriato, Ana Pinto, aluna do curso de Engenharia Civil e empregada num dos bares da zona do Politécnico. mais aqui no Público


A propósito de praxes, aqui deixo um texto de Daniel Oliveira para os mais novos reflectirem (o que não é, necessariamente, o mesmo que concordarem).

"Em Coimbra, mas também em Lisboa, vejo espectáculos de humilhação colectiva. Em muitos casos com o consentimento dos próprios. Vejo a boçalidade satisfeita consigo mesma. Vejo a ignorância transformada em cerimónia. Desde que não seja dentro da faculdade, digo eu, é lá com eles. E repito: aventurados sejam os idiotas porque deles é o reino da terra. Aquilo é a “tribo” no seu pior. É a obediência no que ela tem de mais degradante. Na rua passam em fila indiana, como carneiros, a repetir frases e canções inventadas por analfabetos. A praxe é o que seria uma sociedade sem cidadãos. Sem indivíduos. Sem inteligência. A praxe é a prova de como um pequeno poder de meia dúzia de imbecis chega para que a imbecilidade se transforme numa instituição. Dizem que serve para a integração. E é verdade. Ficam todos os praxados integrados na bovinidade dos praxantes. E essa é a razão porque odeio a palavra “integração”. Aquele que se quer diluir na mediocridade a nada mais pode aspirar do que a ser um medíocre. É por isso que só os inadaptados têm a coragem de resistir à barbaridade quando ela se impõe como natural. Dirão: que exagero, é apenas uma brincadeira. Não. É muito mais do que isso. É, como “tradição”, um código de conduta. A seguir no emprego, na vida, na família. É muito mais do que uma brincadeira. É uma lição. Isto é que é apenas um desabafo."
Daniel Oliveira
http://arrastao.org/sem-categoria/a-praxe/comment-page-1/#comment-87374

Desemprego: Algarve regista a maior subida do país

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego do Algarve registou um aumento de 88,2 por cento, face ao mesmo mês de 2008, sendo esta a região com a maior subida do país. De acordo com os dados hoje divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), o Algarve tinha, no final de Setembro, mais 8.306 inscritos do que há um ano atrás, totalizando os 17.721 indivíduos. Em relação ao mês de Agosto, o Algarve registou um acréscimo de 6,6 por cento no número de desempregados, que era de 16.617. O aumento homólogo do desemprego foi observado em todas as regiões do país, destacando-se, além do Algarve, a subida na Madeira, de 54,3 por cento, para 12.625 inscritos, e nos Açores, de 51,8 por cento, para 4.744 pessoas. No Norte, a região do país que concentra o maior número de desempregados (44,7 por cento), o número de inscritos nos centros de emprego subiu 27,4 por cento para 228.318. Em Lisboa e Vale do Tejo, onde se localizam 29,6 por cento do número de inscritos, existiam, no final de Setembro, um total de 150.838 pessoas desempregadas (mais 28,5 por cento em termos homólogos). No Alentejo, o número de desempregados inscritos subiu 25,4 por cento, para 22.250 pessoas face ao mesmo mês de 2008, enquanto que no Centro aumentou 22,7 por cento, para 73.860 inscritos. in Região Sul

Finalmente acabou....

Já acabou...aquilo que para alguns é a maior festividade da Cidade....a feira de Santa Iria...chegou ao fim....Este ano ( tal como os anteriores ) manteve-se os problemas da já de si problemática Cidade de Faro.....mobilidade....transito....estacionamento....falta de civismo..... (no fundo o mais importante é conseguir colocar o automovel á porta da Feira) e basta percorrer todas as zonas em redor para se visualizar os estragos ,que mais parece o de um furacão que devastou a area....nem a nova ciclovia junto à Horta da Areia foi poupada com a via a ser invadida pelo automovel e todos os pilaretes ( que a protegem) terem sido vandalizados......Agora é só aguardar que sejam retiradas todas as estruturas ....para que a Cidade volte á sua (a)normalidade.....
Espero que o novo executivo tenha a sensibilidade, audacia e visão em criar uma estrutura de feiras e exposições que dignifique a Cidade......Mas...se em 2010 se mantiver a ideia ( teimosia ) em realizar a Feira no Largo de S. Francisco....sugeria que fechassem a Avenida Joaquim Belchior ( que dá acesso ao Largo ), pois de nada serve a sua existencia , tal é o numero de autocarros, carros de apoio e outros afins , que tornam vergonhosa tal via....e já agora encerravam também a Escola Joaquim Magalhães, todos os infantários da Zona e a Escola Hoteleira.....dessa forma melhoraria a vida de muitos Farenses..... Pessoalmente acho que tamanha mediocridade de Feira...não merece tanto sacrificio......
M.S.

Também podiam pela primeira vez tentar desmontar a feira o mais rápido possivel para libertar o parque de estacionamento, é que normalmente levam quase 3 semanas até a Alentexpo acabar o serviço... adf

Domingo, Outubro 25, 2009

Património Geológico - o comentário


Cerro do Cabeço - retirado daqui

O Algarve possui um grande património em grutas, algumas inexploradas.

Sei que por vezes não tem sido dado o devido acompanhamento à sua preservação.

Alerto as autarquias e quem de direito para esta situação, na medida em que o nosso património geológico também é de extrema importância.Poderia ser possível fazer um levantamento, abrindo ao turismo e público em geral algumas grutas que reunissem as devidas condições.

Hélder Rodrigues

Sábado, Outubro 24, 2009

SAZONALIDADE, O CANCRO DO TURISMO!


A sazonalidade é a doença gangrenosa do Turismo e todos os responsáveis do sector e autárquicos têm adoptado uma atitude lasciva, deixando que a sua propagação consuma os recursos físicos, mentais e financeiros de uma actividade demasiado desgastante.
No caso de Albufeira e a realidade no resto do Algarve não é muito diferente, de facto, para a tesouraria da Câmara Municipal nunca ouve sazonalidade, vivendo até momentos de grande felicidade de aumento de receitas, em contra-ciclo com as actividades económicas do concelho.
Na última década e com maior incidência de 2005 para cá, todos os factores que sustentam a pandemia da sazonalidade têm-se agravado, colocando as empresas em sérias dificuldades financeiras e por arrastamento criando menos emprego e de menos qualidade.
A especulação imobiliária sustentada pelas decisões camarárias, contribuiu por um lado para o aumento exagerado da oferta e dos números irreais que se pedem pelos imóveis e pelas rendas e, por outro, massificou os espaços ao ponto de termos uma cidade enorme e sem as condições de beleza e sustentabilidade para prenderem proprietários e visitantes.
De cidade turística que já chamou no passado turistas durante oito meses do ano, estamos agora nuns escassos 3 ou 4 meses, o emprego que era para todo o ano ou a maior parte dele, está sujeito a contratos cada vez mais curtos e com piores salários, os encargos financeiros dos investimentos e de sustentação do negócio que se liquidavam no verão seguinte arrastam-se por mais anos levando à degradação das estruturas e da imagem dos estabelecimentos, enfim, enfrentamos problemas que nunca foram compreendidos pelas autoridades responsáveis, quanto mais combatidos.
Em oito anos de gestão do PSD, apesar de o seu programa falar timidamente de sazonalidade, na realidade nada foi feito para manter os níveis de apetência e chamamento dos visitantes de modo a minorar os efeitos negativos do crescimento desmesurado da oferta e do inegável afastamento das franjas com maior poder aquisitivo.
O Turismo de Albufeira degradou-se, somos obrigados a investir mais em captação e convencimento, quando no passado não muito distante, todas as qualidades naturais do concelho funcionavam por si e induziam a voltar, bem como uns bons milhares de idosos escolhiam esta terra para permanecerem os meses de inverno.
O cimento e a perda de qualidades não têm convencido as novas gerações de turistas e o executivo camarário, que renovou os seus votos á frente do concelho, voltou a falar do assunto nas suas promessas eleitorais sem que contudo se conheçam quaisquer planos a não ser o de continuar com o cartaz de fim de ano.
É pouco e precisamos de muito mais. Já o afirmámos no passado, a cultura e os seus consumidores são um potencial inexplorado. As iniciativas temáticas sustentadas em programas dirigidos a determinadas faixas etárias, são outra direcção a seguir e até o envolvimento das comunidades estrangeiras radicadas entre nós pode ser conseguido em acções que geram riqueza e têm reflexos além fronteiras. É tudo uma questão de vontade e imaginação e por vezes não são precisos muitos meios.
Também corroboramos as críticas dirigidas ao ALLGARVE, entendendo que em tempo de crise, mais do que animar é preciso concentrar os meios financeiros disponíveis em publicidade do destino nos velhos mercados onde já somos conhecidos bem como em novos e promissores.
É preciso travar o avanço da sazonalidade e preparar planos e meios para o fazer. Basta de atitudes contemplativas.
Também temos consciência que não basta agir ao nível da publicidade e da animação e que são precisas intervenções paralelas ao nível da requalificação urbana, dos edifícios históricos e tradicionais, da paisagem, do ambiente e da criação de actividades económicas alternativas e incremento das pescas e agricultura regionais.
Estas são tarefas de concertação e empenho globais que ultrapassam as competências da ERTA e exigem uma confluência de vontades de organismos, autarquias e forças sociais e políticas.

Luis Alexandre

Gruta da Bita Algarve 1980


Exploração da Gruta da Bita
Após as minhas primeiras aventuras na Espeleologia no Algarve 1979-1980, tive o privilégio de reunir um grupo de amigos em Faro e começar a praticar esta actividade na sua vertente desportiva.
Esses amigos meus eram: Silva Lobo, Maria José Fazenda, José Pedro Fazenda, Sérgio, Domingos, e José Palma.
Escolhemos a Gruta da Bita, perto de Moncarapacho, para levarmos a cabo as primeiras aventuras espeleológicas.
Para lá chegar, apanhámos o comboio em Faro, descemos na Fuseta, e percorremos a pé o percurso até Moncarapacho, sendo o nosso objectivo a Gruta da Bita já na estrada para Estoi.
Após subirmos uma pequena elevação chegámos à entrada da gruta e montámos a escada (corda de nylon com degraus em pvc, de fabrico caseiro) e corda de segurança.
Colocámos os arneses (cintos de segurança) e ligámos as lanternas dos capacetes.
Descemos um primeiro poço com cerca de 10 metros de profundidade sem dificuldade de maior.
Este poço termina numa pequena sala, onde se encontra uma fenda vertical por onde passamos para ter acesso a outra sala bem maior, com estalactites, estalagmites e colunas, onde aproveitámos para tirar umas fotos.
Nessa sala, do lado esquerdo, encontrámos o acesso a mais um pequeno poço com pequena verticalidade e profundidade.
Decidimos então descansar um pouco e comer umas sandes que trouxemos de casa para repor energias.
Voltámos então à exploração da gruta, onde nos deparámos com mais um poço.
Decidimos avançar.
A meio desse poço descobrimos uma pequena passagem, difícil de transpor, que nos levou a outra sala onde encontrámos mais um poço vertical (chaminé), o qual igualmente explorámos.
Estivemos cerca de cinco horas a explorar os recantos desta gruta, encantados com a beleza e espectacularidade que só o mundo subterrâneo nos permite observar.
Foram excelentes as aventuras que passámos na Espeleologia.
Luis Nadkarni

SteppingStones live on national radio



Stepping Stones live on national radio
this Tuesday 19:00 to 21:00
http://www.obalive.nl/default.aspx?lIntEntityId=1065

in our website, on page http://www.steppingstonesmusic.com/concerts.html
click on (Radio 5) to listen us live online
or
click on (Spirit 24) to watch us live online
-- Best greetings,
Tom Severino
http://www.steppingstonesmusic.com/
0031 (0)229 279157
0031 (0)625 480275

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

Estádio Algarve - comentário de Tiago Torégão



Será bom recordar que para além dos estádios pertencentes aos 3 grandes, nenhum dos estudos de viabilidade económica feitos antes da construção dos estádios do Euro concluio que estes seriam sustentáveis.
Dos cerca de 65 milhões de euros investidos no Parque das Cidades, 35 milhões foram investidos no estádio, e os restantes 30 milhões serviram para criar infra-estruturas em torno deste, nomeadamente saneamento básico para toda a população do Esteval. A construção do Parque das Cidades, que revitalizou uma área completamente inospita, permitiu ainda aprovar em Plano de Pormenor a construção de um Hospital Central (o único dos previstos pelo Governo que desse ponto de vista pode começar a ser construido amanhã, haja verbas para isso), de um Centro de Congressos (outro equipamento estruturante para a região, que tem o estudo de viabilidade e de arquitectura feito, haja verba para a sua construção), de uma Pista de Atletismo, do laboratório Regional de Saúde Pública, e de uma Área Verde Equipada, obra que se encontra concluida, embora a área possa ainda ser dotada de mais campos de treino e balnéarios. Mais recentemente, foi ainda possível enquadrar na área o futuro Pólo Tecnológico da Universidade do Algarve, outro equipamento estruturante para o Algarve.

O Estádio do Algarve, que também é bom recordar, começou a ser construido pouco tempo depois de o S.C. Farense ter ido à UEFA, permitiu para além dos jogos do Euro, receber inúmeros eventos, como os jogos da Fundação Luís Figo, jogos das selecções nacionais de Sub-21 e AA, várias finas do Mundialito de Futebol Feminino, várias edições do Rally de Portugal, vários concertos, nomeadamente os do Algarve Summer Festival, finais da Supertaça de Portugal, entre muitos mais eventos que só foram possíveis de acontecer graças à existência desta infra-estrutura.

Haja vontade política para encontrar consensos e soluções para completar as obras estruturantes previstas para o Parque das Cidades, e continuar a dar vida ao Parque e ao Estádio Algarve, porque o Algarve bem precisa.

"Não temos dinheiro para grandes obras"

Macário Correia assume que o equilíbrio orçamental da Câmara Municipal de Faro será a prioridade da sua presidência e alerta para o facto de a "dívida galopante" impedir maior investimento em equipamentos públicos.

Deixou Tavira, onde presidiu à Câmara pelo PSD, para retirar Faro ao PS. Tendo como objectivo tornar a cidade uma capital de referência, Macário Correia assume a liderança do município anunciando um programa para dois mandatos.
Garante que a dívida lhe limita a obra e diz-se disponível para manter uma política dialogante com a Assembleia Municipal, onde não tem maioria.
Durante quanto tempo amadureceu a hipótese de trocar Tavira por Faro?
Na minha vida política, nunca fiz previsões a longo prazo. Só no final de 2008 é que me abordaram, insistentemente, para concorrer em Faro.
E Tavira?
Em Tavira estava a completar os 12 anos que a lei impõe como limite. Preferi sair por vontade própria do que por imposição. Quem está com o tempo contado perde objectivos e sabe que não será avaliado por esse trabalho. Isso era desmotivante.
A candidatura independente de José Vitorino [ex-presidente da Câmara de Faro, eleito pelo PSD] impediu-o de obter uma vitória folgada sobre o PS?
Há posturas que não me merecem comentários. No caso desse candidato, por razões de saúde e de idade, não me vou pronunciar.
Faro tem um PIB per capita e um poder de compra acima da média nacional. Quando diz que o concelho perdeu liderança ao que se refere?
As referências estatísticas são boas para quem relativizou o facto de a riqueza produzida em Faro ser distribuída por uma população que não vive cá. A realidade é muito diferente.
Que realidade é essa?
A de um concelho que do ponto de vista das infra-estrutruras e de outras condições que oferece aos cidadãos fica atrás de outros concelhos do Algarve. Há 15% da população sem água e sem esgotos, uma enorme lista de candidatos para Habitação Social, as ruas estão sujas e desqualificadas em termos urbanos. Não há sequer um parque de feiras e exposições ou industrial.
A herança é assim tão pesada?
É. A começar pelo edifício da Câmara. Os funcionários trabalham em cubículos, limitados por imenso papel. Venho de uma Câmara onde não se gastava papel numa reunião. Cada vereador utilizava um computador portátil e era tudo tratado por via electrónica. Aqui [em Faro], ainda estamos na época da distribuição de um molho de fotocópias a cada vereador. A Câmara está sufocada de papel e não tem procedimentos ágeis.
A dívida da Câmara irá condicionar fortemente o investimento?
Com as contas do município num estado caótico, o orçamento não pode fazer uma grande aposta em equipamentos públicos. Não temos dinheiro para grandes obras.
Quais serão então as prioridades?
Neste meu primeiro mandato, a Câmara vai ter em atenção, sobretudo, a gestão financeira. Tentar esmagar a dívida, que é galopante. Se este problema continuar, todo o dinheiro que se arranjar, em vez de ser para a obra a favor dos cidadãos, será para amortizações e contenciosos.
Quer dizer que obra pública de envergadura só dentro de dois ou três anos?
As contas não são solucionáveis em dois em três anos. Vou dar-lhe números: a Câmara tem realizado, nos últimos anos, cerca de seis milhões de investimento. Tem neste momento cerca de 30 milhões de facturação, vencida, não paga. Isto significa que teria de pôr o investimento ao nível zero para conseguir em cinco anos pagar a divida. Ao fim do mandato, a população não via obra, apenas sabia que tinha sido paga uma divida e a sua insatisfação com o espaço público seria maior .
Equaciona a subida de impostos?
Não. A população sentiria isso como uma injustiça.
E a venda de património?
Há terrenos e edifícios que a Câmara pode alienar. Com isso, gerar receita para reduzir a dívida e também gerar obra pública.
Receia que esses planos esbarrem na Assembleia Municipal?
Não entrarei em confronto com a Assembleia Municipal. Vou optar por uma política de diálogo. Há um empate entre os principais grupos políticos [PSD e PS], que querem o bem para a cidade.
Refere-se várias vezes ao primeiro mandato. Já equaciona um segundo?
Nunca, após o 25 de Abril, um presidente da Câmara de Faro conseguiu governar com estabilidade dois mandatos seguidos. Ganhei as eleições e quero ficar, no mínimo, dois mandatos.
O problema do saneamento no concelho ficará resolvido neste mandato?
Acredito que nos próximos quatro a cinco anos toda a população fique servida. É pena que não tenha sido mais cedo, mas a Câmara optou pelo debate politiqueiro.
Mas houve obra, principalmente no centro de Faro. E os problemas não surgiram apenas no mandato do PS...
Os problemas vêm de há várias épocas, é verdade. Mas neste último mandato foram feitos cartazes a anunciar que 800 famílias ficariam ligadas à rede. Na verdade, ficou metade. E há outras 15 mil pessoas sem esgotos. Com metas de 800 famílias por mandato, imagine quantos quatro anos seriam precisos para resolver esta situação. Não é um trunfo referir isso.
Mantém a intenção de criar uma Agência de Investimento Municipal?
Sim. Aqui em Faro foi criada uma agência [Ambifaro], supostamente para o desenvolvimento do concelho, que não passou de uma empresa de distribuição de facturas de espectáculos e não, propriamente, para fazer agenciamento de processos de desenvolvimento económico.

NUNO MIGUEL ROPIO in JN

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

O ESTAD(I)O DA NOSSA AGONIA


Passados cinco anos sobre o EURO 2004 e contabilizadas as consequências para o concelho de Faro, já ninguém tem dúvidas do mau negócio que foi o nosso empenhamento em prol do estádio.
As vantagens imediatas conseguidas na altura para o concelho, ficaram a anos luz das conseguidas na altura para o concelho vizinho e parceiro e até de outros concelhos que tinham maior oferta hoteleira instalada e não despenderam um tostão para as infra-estruturas.
Tendo sido o EURO 2004 e a construção do Estádio Algarve, considerado um investimento estratégico para a região, acontece que mesmo as vantagens de projecção que se espalhariam no futuro, passaram ao lado do concelho de Faro mas não da sua tesouraria.
Embora ainda hoje as opiniões se dividam, uma linha de pensamento mais sensata recorda a quantidade de argumentos usados na altura sobre as potenciais qualidades da zona para investimentos públicos e privados e rentabilização daquela infra-estrutura. O tempo passou e o elefante branco continua desamparado.
O país lançou-se numa legítima aspiração, a organização conjunta com Espanha do Mundial de Futebol de 2018 ou 2022, agora apoiado na rentabilização dos investimentos passados, as entidades andam há meses a mexer nos dossiers, falaram de vários estádios mas na hora de as coisas tomarem outro rumo, eis que as franjas recebem o aviso de que se quiserem ver os seus estádios regionais incluídos, têm de pagar.
São os jogos de bastidores que, pelos vistos, apanharam de surpresa os presidentes de Câmara de Faro e Loulé e o irrequieto presidente da ERTA, que declarou a incontornável presença do Algarve.
Que a ERTA defenda o Algarve faz sentido, que o Município de Loulé tem orçamento para a nova aventura não duvidamos mas Faro parte em situação de desigualdade, que deverá levar os seus responsáveis autárquicos a reflectirem muito bem.
Colocar o concelho em bicos de pés e começar a gerar ondas de entusiasmo a quente, pode não ser uma boa receita. Aceitamos a ideia de marcar uma posição mas, não aceitamos que daqui por diante, no decorrer do processo, não se fale com toda a clareza com a população.
É um facto que estamos a boa distância do eventual evento mas, também é verdade que não estão reunidas as condições necessárias e suficientes para tirarmos vantagens em definitivo.
Desde a captação de investidores, às estruturas hoteleiras, uma boa estrutura de transportes, ao alindamento da cidade, à oferta de espaços culturais de referência que prendam os visitantes e façam deles os nossos publicitários e ajudar o clube centenário e de referência do concelho, a recuperar a imagem perdida, tudo está por fazer.
Não estamos a falar de impossíveis mas sabemos que não queremos embarcar em aventuras. Voltam a estar em causa muitos milhões de investimentos que têm de ter retorno para além do acontecimento.
Vamos ver se Faro está primeiro.

Luis Alexandre

Apontadores, sugestões e um comentário



Faro: Executivo liderado por Macário Correia toma posse perante sala cheia.

Mundial/2018: Presidente do Turismo do Algarve considera «incontornável» presença do Algarve

Macário Correia quer plano estratégico que permita equiparar Faro às outras capitais regionais

Concertos Promenade regressam a Faro com Músicas do Mundo.

Deixai falar o pobre Saramago.

Depois da Virtude

O Presidente da Assembleia Municipal, eleito nos termos da legislação em vigor, é Luís Coelho.
Ontem,após a votação que conduziu à sua eleição,tive oportunidade de o cumprimentar e de lhe desejar as maiores felicidades para o exercício do seu cargo.
Disponibilizei-me para uma colaboração franca, leal e amiga, no âmbito dos trabalhos da Assembleia Municipal.
Entendo, aliás, que, nenhum de nós pode abrir mão da ajuda,da colaboração e da crítica de ninguém.
Este espaço, por exemplo, é absolutamente essencial ao são desenvolvimento e aprofundamento da nossa democracia autárquica.
Todas as opiniões interessam e são importantes.
Quantas vezes não formamos uma idéia, que julgamos correcta, e após ouvirmos a opinião de outras pessoas, chegamos à conclusão que incorremos em erro.
Em minha opinião, apenas uma realidade é essencial, a honestidade intelectual, ou seja, o acreditar-se naquilo que se defende.
Penso que não há espaço, nem na política, nem no espaço social, para quem defenda o que, interiormente, sabe não corresponder à verdade.
Este, para mim, é o único limite.
Todas as pessoas têm direito a ser escutadas, e de pugnar, pelo que entendem ser justo e correcto. Podemos estar equivocados, mas temos todo o direito a ser ouvidos, porque teremos também a capacidade de abraçar as idéias propostas, quando, honestamente, concluirmos que estamos errados.
Terminaram as eleições e as tomadas de posse. Já me "esqueci" apesar de concorrente independente,porque lista fui eleito para a Assembleia Municipal. Apenas me interessa a minha cidade, o meu concelho, a defesa do que melhor for para os seus habitantes, tendo sempre em atenção aqueles que precisam de mais protecção, de mais ajuda, de mais apoio. Vamos trabalhar todos, em conjunto, pela nossa cidade, pelo nosso concelho, aceitando todas s sugestões, crentes de que poderão ser sempre melhores do que as nossas.
Vou assumir o meu lugar na Assembleia Municipal do nosso concelho, como um dos demais eleitos,de quem sou, óbviamente, igual. Voltarei diáriamente a este espaço, não só para escrever, mas, sobretudo, para ler as opiniões de quem nele escreve.
Gostaria, também, nesta minha primeira intervenção de agradecer a todos (aos que votaram e aos que não votaram em mim)pela forma amável, correcta, educada e amiga como me trataram sempre.
Foi mais uma lição de democracia que recebi, ao ser abraçado e cumprimentado, com amizade, por amigos que apoiaram outros projectos.
Procurei estar à altura desse comportamento, ao abraçar ontem após a sua eleição para a Assembleia Municipal, o seu Presidente, Luís Coelho, amigo dos bancos de escola,que nunca foi meu opositor nestas eleições autárquicas, e que teve, neste processo, toda a atenção a amizade e o carinho de um amigo.
Obrigado a todos.

Jorge Leitão
(este comentário está relacionado com este post)

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Macário Correia estranha exclusão do Estádio Algarve da candidatura ibérica ao Mundial de 2018


Macário Correia, que hoje toma posse como presidente da Câmara de Faro, estranha a eventual exclusão do Estádio do Algarve na candidatura ibérica à organização do Mundial de 2018 ou 2022, noticiou a rádio TSF.

Segundo o presidente da Federação Portuguesa de Futebol Gilberto Madaíl, o plano que hoje está a ser apresentado na Suíça, pela candidatura conjunta de Portugal e Espanha, deverá apresentar apenas três estádios portugueses (Luz, Alvalade e Dragão).

Em declarações à TSF, Macário Correia afirmou não compreender a exclusão do Algarve e considerou que a região algarvia reúne todas as condições para receber o Mundial de futebol.Macário Correia diz ainda que não aceita o argumento de que o Estádio Algarve não tem a lotação ideal e garante que existem soluções técnicas para que possa receber mais espectadores.

Reviravolta, em Maio era assim


A grande festa do Euro 2004 em Faro

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

Ria Formosa Polis Litoral


Praia de Faro
Polis Litoral inicia Consulta Pública para Avaliação Ambiental Estratégica, agora sim, disponível aqui.

ACTO DA INSTALAÇÃO DOS ÓRGÃOS MUNICIPAIS

Tem lugar amanhã, dia 20 de Outubro, o acto de instalação dos órgãos municipais eleitos no passado dia 11 de Outubro.

A Cerimónia decorrerá no Teatro das Figuras, pelas 18:00.

Gabinete de relações públicas da CMF

NÃO BRINQUEM COM O FOGO!

De repente, assim como do nada, temos um bom punhado de figuras públicas do Algarve, envolvidas em polémica à volta da (in)segurança na região.
O que ressalta das trocas de acusações, entre “a atenção que é preciso prestar aos factos e aos seus impactos”, defendidos por uns e a teoria “de que não se passa nada de invulgar”, defendida por outros, é a de que a realidade e os números não mentem.
Nos invernos de 2007 e 2008, o recrudescimento dos assaltos, o aumento da sua espectacularidade, a sua entrada nos perímetros urbanos, a agressividade com morte associada e a sua ocorrência à luz do dia em recepções de hotéis, foram razões que levaram os dirigentes da ACOSAL, a pedirem uma reunião com a Governadora Civil que, na mesma linha do presidente da Câmara de Albufeira, desvalorizou o assunto.
Mas os assaltos continuaram, tal como a sua eficiência e objectivos revelavam actuações profissionais e bem sucedidas. A sensação de impunidade e o grau de perigosidade, nunca mais deixaram de ser uma preocupação de comerciantes e população.
O concelho de Albufeira foi um dos palcos preferidos dos meliantes, que justificaram relatos quase diários da imprensa nacional.
Mesmo com a introdução desse dado novo que foram os assaltos a recepções, a quartos e a clientes nas imediações dos hotéis, a comissão concelhia de segurança presidida por Desidério Silva e onde pontuam todos os membros do executivo, o presidente da assembleia municipal e o presidente de uma associação empresarial com sede em Albufeira, não mexeram uma palha.
O verniz estala quando, o insuspeito Foreign Office inglês, em legítima defesa dos seus cidadãos, faz os primeiros avisos de que a sucessão de incidentes com os súbditos de sua magestade, exigiam mais cuidados das autoridades nacionais.
Só perante a calamidade do principal mercado emissor de turistas emitir as suas ameaças e possivelmente pressionado pelos seus associados, é que o presidente da AEHTA, Elidérico Viegas, “surpreende tudo e todos” com as suas declarações “de que é preciso agir e investigar as possíveis ligações a redes terroristas”.
Mais uma vez, têm de ser os de fora a porem os dedos nas nossas feridas.
Para Bacelar Gouveia, deputado eleito pela região e presidente do Observatório Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, faz todo o sentido a denúncia da situação e a sua investigação e para o líder regional do partido do Governo, Miguel Freitas, está-se a empolar a situação sem razões aparentes.
No meio fica a realidade e os avisos ingleses que, se não tiverem respostas eficazes, poderão muito bem espalhar-se a outros países, com todas as consequências para uma região que está mergulhada numa crise económica, financeira e social de que não há memória.
Em jeito de conclusão, se falar desestabiliza, então o que poderemos concluir da falta de acção? Os factos não podem ser apagados e este inverno vai ser o barómetro.
Cuidem-se políticos! Não brinquemos com o fogo!

Luis Alexandre

Centenário do S.C.Farense, faltam 5 meses.


Ai está uma chamada de atenção que merece todo o apoio, acabando-se com os anonimatos. Sabemos que a tarefa vai ser árdua e que há muito que pensar e resolver.

Aqui vai a minha chamada de atenção útil:

Que seja apreciado o mais cedo possivel o projecto de solução da situação financeira do Farense que estaria nas mãos do Presidente cessante e que se julga ter sido entregue ao futuro presidente.

Faltam 5 meses e 13 dias que é pouco tempo para preparar uma celebração condigna dos 100 anos do clube, a menos que seja repetido no dia 1 de Abril de 2010 (quinta-feira santa) o hastear da bandeira, com 3 cornetadas e a presença de 5 pessoas.

Foi isto a celebração do aniversário do Clube nos últimos anos a que assisti.

Braz

O Comentário

Muito bem, Rogério!

Essa é uma mensagem de esperança para os farenses, mas também de exigência de responsabilidade deles para com a vossa equipa;

responsabilidade de resolverem de vez os problemas de trânsito, de estacionamento, sociais, de eficiência funcional da CMF e de todos os seus serviços aos cidadãos, do património, da cultura, das acessibilidades, da massificação das infraestruturas e da oferta desportiva para as pessoas de todas as idades e níveis de prática, da mobilidade urbana, dos obstáculos para portadores de deficiência, do deboche urbanístico, das potencialidades de desenvolvimento da cidade com o aproveitamento da frente ribeirinha que está igual desde a década de 70, da falta de aproveitamento, acesso, organização e justiça das ilhas e praias do concelho, da enorme quantidade de turistas que aterram no Aeroporto de Faro mas não passam pela cidade, etc, etc, etc...

A lista é longa, mas não é irresolúvel. À vossa equipa desejo sucesso!

Ouvi alguém dizer há uns dias, que "o Macário é uma espécie de Obama para Faro";

as pessoas têm esperança!...

A esperança de que, de uma vez por todas, Faro saia do seu estado vegetativo e se afirme da forma que merece e que os farenses merecem: uma cidade virada para a qualidade de vida de quem cá reside, para a verdadeira afirmação da sua capitalidade regional e de um incontornável ponto de passagem do roteiro turístico do Algarve.

Bem hajam vocês também!

Luis Miguel F.M. Santos

Domingo, Outubro 18, 2009

Gomes da Costa foi pioneiro do Modernismo na arquitectura do Algarve


O arquitecto Manuel Gomes da Costa
na varanda da sua casa em
Faro
Foi um dos primeiros arquitectos algarvios, formado na Escola de Belas Artes do Porto, que trouxe as linhas do Modernismo para o Algarve. Hoje, com 88 anos, abriu as portas da sua casa ao «barlavento» para contar um pouco da sua história.
A sua obra é vasta e está espalhada pelos quatro cantos do Algarve. São tantos os projectos criados pelas suas mãos que marcaram a diferença na região que é fácil perder-lhes a conta.Manuel Gomes da Costa, a par de Manuel Laginha e António Vicente Castro, trouxe da Escola de Belas Artes do Porto para a região algarvia as linhas modernas da arquitectura a partir dos anos 50 do século XX. E ainda hoje permanecem actuais. Na sua casa em Faro, contou este percurso ao «barlavento».

A sua vocação começou cedo e foi descoberta quase por acaso. «Na Primária, mandaram-me desenhar cópias de fotografias. As pessoas gostaram tanto que disseram que tinha veia de artista», contou o arquitecto. Com o seu irmão, mais velho nove anos, já tinha acontecido o mesmo, tendo este ido estudar pintura na Escola de Belas Artes de Lisboa.«Tinha 10 anos quando o meu pai faleceu e, como em Vila Real de Santo António não havia muitas possibilidades, o meu irmão quis que eu fosse para Lisboa. Estive numa escola interna de órfãos e, uns anos depois, quando o meu irmão acabou o curso e se tornou professor numa escola industrial, ajudou-me», relata.

Manuel Gomes da Costa ingressou no Instituto de Engenheiros Técnicos, tendo feito depois o exame de admissão para a Escola de Belas Artes em Lisboa, mas adoeceu e isso impediu-o de concluir o primeiro ano naquele estabelecimento, que tinha «um ambiente pesado», em parte por causa das imposições do regime do Estado Novo, confessa.«O meu irmão conversou com uns colegas escultores» e «eu fui para a Escola de Belas Artes no Porto», que era «mais liberal». Gomes da Costa foi aluno do arquitecto Carlos Ramos, tendo tomado contacto com a corrente moderna, que estava a desenvolver-se nessa altura no resto do mundo.

As excelentes notas e um projecto de grande composição de um mercado conduziram-no à bolsa da Fundação Ventura Terra. «Um era para Tomar e outro para Vila Real de Santo António. Como o professor Carlos Ramos sabia qual era a minha terra natal, permitiu que eu escolhesse. Fiz o trabalho com todo o cuidado», admite. O esforço valeu-lhe a primeira medalha, que corresponde à classificação de vinte valores.Foi dos seus tempos de estudante, quando habitou na mesma residência que Manuel Laginha e Vicente Castro, que nasceu uma amizade que perdurou sempre.

Quando acabou o curso, Gomes da Costa fixou-se em Faro, mas manteve o contacto com os outros dois arquitectos algarvios. «Cada um começou a trabalhar e fomos os três arquitectos da Escola de Belas Artes do Porto a iniciar a corrente [do Modernismo] no Algarve», reforça.Ao longo dos anos, criou projectos para quase todo o Algarve, destacando-se Faro como o concelho com maior número de obras suas.

São exemplos o Colégio da Nossa Senhora do Alto, o edifício Tridente ou o Quarteirão Branco. Ou ainda algumas casas na Praia de Faro. Projectou ainda uma creche para Aljezur, um retiro para a Diocese em Alcantarilha, bem como moradias e edifícios em locais como Portimão, Armação de Pêra, Loulé, Tavira, Montegordo ou Vila Real de Santo António.

O seu lema sempre foi «usar novas técnicas e elaborar projectos que respondessem às necessidades. É uma das melhores formas de marcar as diferenças em cada período histórico». A verdade é que todos os seus projectos são distintos, havendo características, além da funcionalidade, que mostram que ali está a mão de Gomes da Costa, como o jogo de grelhas, as escadas, os painéis de azulejo nas paredes ou a natureza como parte integrante da habitação.No dia 23 de Outubro, em Faro, a obra de Gomes da Costa será recordada numa exposição monográfica organizada pela Ordem dos Arquitectos.

in Barlavento ana sofia varela

Os elogios são justos, mas de pouco servem face à realidade. E a realidade tem sido um ataque sistemático à integridade desses edifícios que ostentam uma arquitectura excepcional. Não sei se resta alguma obra de Gomes da Costa que não tenha sido adulterada, descaracterizada e amesquinhada, à mercê do mau gosto imperante. Enfim, neste país comprova-se, constantemente, a nossa incapacidade de reconhecer a qualidade e o valor do nosso edificado arquitectónico e a acção no sentido da sua preservação.
Fernando Silva Grade

Sábado, Outubro 17, 2009

A todos os FARENSES

O novo executivo da Câmara Municipal de Faro vai tomar posse no próximo dia 20 de Outubro, pelas 18 horas, no Teatro Municipal, nas Figuras.

Assim, todas as decisões tomadas a partir de 21 de Outubro de 2009 serão, única e exclusivamente, da responsabilidade do Executivo eleito em 11 de Outubro de 2009.

Todas as alterações ao funcionamento dos Serviços da Câmara Municipal, concordemos com elas ou não, que ocorram até 20 de Outubro próximo, não nos podem ser atribuídas.

A campanha eleitoral já terminou, a eleição já ocorreu, agora o que interessa é governar para todos os Farenses, independentemente da sua cor politica, para que o futuro nos seja mais risonho e para que os Farenses tenham mais orgulho na sua cidade e na sua capital.

Vamos todos esquecer e deitar para trás os boatos. Vamos contribuir para melhorar o futuro com chamadas de atenção úteis e com criticas construtivas.

Este é um post, único e excepcional, que pretende calar as vozes da desgraça e fazer um apelo a todos para que contribuam para a execução de um projecto que pretende apenas a melhoria das condições de vida de todos os FARENSES.

Bem hajam

Rogério Bacalhau

Visita ao passado da Cidade de Faro - A Pontinha



http://faroalgarve3d.planetaclix.pt/animacoes3d.htm

Enquanto aguardamos a tomada de posse da nova equipa autárquica e enquanto esta perspectiva as medidas que deverá tomar no futuro próximo, que tal uma vista ao passado da cidade!

Trata-se de um conjunto de animações que vão evoluindo consoante as minhas disponibilidades e engenho. A área em estudo expandiu-se e ocupou também a zona da "pontinha".

Para correr as animações terá de usar o browser Internet Explorer visto que não funcionam no Fire Fox. A sua fraca qualidade deve-se ao formato utilizado (flash) para não as tornar demasiado pesadas.

Obrigado pela visita

Luis Santos

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

Faro: relatório ambiental preliminar para requalificação da Ria Formosa em discussão pública

"O Relatório Ambiental Preliminar do Plano Estratégico da Intervenção de Requalificação e Valorização da Ria Formosa vai entrar fase de consulta pública de 19 de Outubro a 27 de Novembro, por um período de 30 dias.

Todos Munícipes podem dar o seu contributo para este plano. O Polis da Ria Formosa, coordenado pelo Parque Expo, vai aplicar cerca de 40 milhões de euros nos próximos três anos em Faro. O objectivo é requalificar a zona urbana e as Ilhas-barreira.

O relatório poderá ser consultado nas instalações da Câmara Municipal de Faro e no sítio oficial da Sociedade para a Requalificação Valorização da Ria Formosa, S.A. – Polis Litoral Ria Formosa (www.polislitoralriaformosa.pt)"

A Maitê no Desunited!


A Feira de Santa Iria e o parque de estacionamento de S.Francisco

Sobre este infeliz tema, que ano após ano continua a marterizar quem vive e tem de trabalhar em Faro, sobretudo, próximo da Feira, deixo aqui link para um texto que continua actual (infelizmente)

Feira, amada, odiada ou o cidadão Farense é possuidor de uma compreensão inesgotável?

Nota: esse texto foi também por aqui publicado, mas não encontrei o link (não existe forma de pesquisar neste blogue?)

Cumprimentos a todos

Bluewater68

Pergunta


Boas,
Antes de avançar com a pergunta que vou fazer aproveito já para dizer que não sou farense, não voto em faro e como tal não sou a favor nem de macários nem apolinários nem vitorinos. Como tal não pretendo com isto falar mal de ninguém nem apoiar ninguém. Por outro lado sou algarvio e sou apenas mais um dos milhares de estudantes universitários que vêm para a Universidade do Algarve todos os anos, sendo este o meu 5º ano a viver na cidade de Faro. A questão que vou colocar está relacionada com algo que ouvi dizer e como nem tudo o que se ouve dizer é verdade venho por este meio questionar-vos visto que certamente andam mais a par da política da cidade do que eu. O que ouvi dizer foi que esta semana a meia dúzia de luzes que acendiam todas as noites no recém inaugurado skatepark de Faro deixaram de acender (eram poucas mas suficientes para uma utilização normal do recinto). Segundo me disseram deixaram de acender porque o novo presidente da câmara disse em conferência de imprensa que iriam ser desligadas porque a utilização do skatepark à noite iria retirar alunos das escolas, provocando abandono escolar. Fiquei estupefacto quando ouvi tal coisa e como tal gostaria de saber se realmente é mesmo verdade. Têm algum conhecimento da situação?

Obrigado pela atenção,

Com os melhores cumprimentos,

Mário Saleiro

A Feira de Santa Iria.....

Tudo começa uma ou duas semanas antes do inicio da feira....
primeiro fecham algumas zonas do Largo de S. Francisco para dar inicio á montagem das estruturas e os lugares de estacionamento comecam a escassear.... quando o Largo fica definitivamente intransitavel.....inicia-se a confusão ( tipico de qualquer Vila ou Aldeia de Portugal em dias de festas ou romarias ).....
a rua Teresa Ramalho Ortigão ( via que passa a ser a unica saida da zona da Baixa) fica completamente congestionada ( que digam os condutores dos transportes publicos que (com dificuldade) diariamente a fazem...e de nada vale as riscas amarelas, os lugares para deficientes ou para ambulancias a avisar da proibição em estacionar ( e as forças de segurança em perfeita sintonia com a festas fazem de conta que nada se passa)....
o maior parque de estacionamento da cidade fica indisponivel, provocando obvias dificuldades nas zonas envolventes, não só zonas de comercio e serviços ( clinicas, infantarios ) mas tambem habitacionais ( como é o caso da Urbanização Horta do Ferragial )....tudo vale para arranjar um metro quadrado afim de estacionar o carro.....mas a montagem tem que prosseguir e a agravar tudo isto....têm ainda as pessoas que sujeitar-se á falta de educação e falta de segurança no trabalho do pessoal da AlentExpo que manobram as maquinas sem querem saber de quem passa ou de quem precisa diariamente de percorrer a zona ( isto acontece dirariamente junto aos infantarios que existem nas redondezas do Largo)....Mas a festa tem que começar ....e então o caos instala-se.....o barulho.... a gritante falta de estacionamentos....e os estacionamentos selvagens e prolongados ( no caso dos feirantes) que invadem toda a zona da baixa até ao Bom João .....passeios ,pilaretes e candeeiros partidos......tudo isto acontece e....dura cerca de uma semana.....Depois....bem depois a festa acaba e é necessario mais uma ou duas semanas para a cidade voltar á calma....
Tudo isto pode parecer exagerado....mas aconteçe anualmente desde que se dá inicio á montagem da feira....não se trata aqui ( como é evidente ) de criticar a feira, sabendo á partida que é a mostra privilegiada da economia de Faro e que serve para trazer inumeros visitantes á Cidade....trata-se sim de criticar o local em que é realizada....ano apos ano toma-se a decisão mais facil ( fechar o Largo de S.Francisco ).....sendo obvio que a Cidade precisa de um parque de Feira e Exposições digno de uma capital regional.....

M.S.

Resta acrescentar que o protocolo entre a CMF e o parque da pontinha que permitia utilizar os pisos -2 e -3(cerca de 400lugares) do parque de estacionamento da pontinha durante o periodo da Feira, este ano e até à data não se realizou, ao contrário dos últimos anos, o que vai agravar a situação caótica no trânsito na baixa.
adf

Para mim o maior problema ainda é o tempo ENORME que a Alentexpo demora a desmontar os pavilhões. Já chegou a passar mais de um mês e ainda tudo continuava na mesma. Para mim é completamente inadmissível que se demore tanto tempo a desmontar o "estaminé".

Se as operações de desmontagem fosse tão céleres como são as da montagem "ainda era como o outro". Não é um bom local, mas a malta remediava-se por 3 semanas (1 semana para montagem, 1 para a feira e 1 para a desmontagem), não obstante os óbvios prejuízos para os moradores da zona e as centenas de utentes diários do Largo de São Francisco (nos quais me incluo)
anónimo

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

Venha fazer parte de »Amar Guitarra« (Pátio b@r)


O REAL DIA DO CONCERTO DOS "AMAR GUITARRA" é SÁBADO dia 17 de OUTUBRO pelas 22h00.
Local: Pátio B@r

Descrição do evento:
... com paixão e alma... Amar Guitarra

João Cuña_____guitarra portuguesa/acústica
Luis Fialho______guitarra acústica
Luis Henrique_____baixo
Chris McCartney___percussão

“Uma viagem instrumental pelo universo musical latino conduzida por duas guitarras em diálogo revisitando o Jazz, o Flamenco e o Blues”. O Quarteto “Amar Guitarra” é a evolução natural do projecto de música instrumental “Las Guitarras Locas”, com João Cuña e Luís Fialho. Após o primeiro CD “Las Guitarras Locas”, João Cuña e Luís Fialho apresentam o seu novo álbum: “Amar Guitarra”, que acrescenta ao projecto a sonoridade única da guitarra portuguesa, além de uma harmoniosa secção rítmica

Dúvida?


Com esta discussão surgiu a dúvida.

Qual é o maior empregador no Concelho de Faro?

A - Câmara Municipal de Faro

B - Aeroporto Internacional de Faro

C - Universidade do Algarve

D - Hospital Central de Faro

E - Forum

F - Comércio Local

OS FARENSES DECIDIRAM

No passado dia 11 os farenses decidiram! Só que não decidiram só uma coisa decidiram várias. Ou melhor, uns decidiram num sentido e outros noutro.Uns decidiram substituir o executivo da Câmara Municipal. Outros decidiram que o Executivo do PS devia continuar. Por uma margem curtíssima como é sabido, ganharam os primeiros. O sistema funcionou e todos o respeitamos. Mas, embora o sistema só permita um vencedor, permite porém todas as leituras políticas. E esta margem mínima, legitima a leitura de que os vencidos não foram derrotados!E uma larga maioria decidiu também que o PS é o partido com maior representatividade no concelho e aquele em que a maioria dos Farenses se revê e deposita confiança para influenciar os destinos do concelho.Disso é sinal a extraordinária votação que o PS consegui contra uma coligação pontual que fez o pleno da direita. Disso, também é sinal inequívoco o facto do PS ter sido o partido mais votado para a Assembleia Municipal.Cremos que compreendemos bem os que os Farenses esperam de nós! Que estejamos presentes, activos e intervenientes no futuro do concelho, que defendemos uma ideia e um projecto para a cidade e que fiquemos alertas na defesa das liberdades cívicas, da solidariedade e dos estilos de vida dignos de uma cidade aberta e cosmopolita como Faro.Os Farenses decidiram e nós respeitamos essa decisão, por isso vamos corresponder ao voto que nos confiaram com todo o nosso empenho.
Podem contar connosco!

Forum Farense - FF

Quem vai ser o Presidente da assembleia Municipal? (o comentário)

Macário para aqui Apolinário para acolá enfim todos grandes oradores e conhecedores da politica local.
Não nos podemos esquecer que muito do que vai ser resolvido terá que passar pela assembleia municipal.
Expresso o desejo de que a assembleia municipal seja um local de debate, confronte de ideias e propostas, num clima de serenidade e seriedade.
Aqui está um assunto interessante para debater.
Quem vai ser o Presidente da Assembleia Municipal?

Agostinho da Silva

Quarta-feira, Outubro 14, 2009

A vitória de Macário Correia

No passado dia 11 de Outubro, o concelho de Faro viveu a mais disputada eleição autárquica da sua história. Por uma escassa margem de cento e trinta votos, Macário Correia, venceu José Apolinário na corrida para a Capital do Algarve.

Numa eleição em que a maioria dos eleitores optou pela estabilidade governativa, reforçando o voto de confiança nos executivos em funções, o resultado eleitoral registado em Faro, ganha um significado político que exige uma reflexão séria.

Eleito em 2005, o socialista José Apolinário prometeu ao eleitorado abater um passivo de cerca de 72 milhões de euros e introduzir alterações profundas no modelo de funcionamento da autarquia. Simultaneamente, o autarca prometia à cidade um passeio ribeirinho com uma nova zona de comércio e animação nocturna, um porto de recreio, um Museu de Arte Contemporânea, o reforço do investimento nas infra-estruturas desportivas e a criação de um parque de Exposições e Feiras, entre muitas outras propostas.

Quatro anos volvidos a realidade de Faro é bem diferente da prometida por José Apolinário. O passivo agravou-se, as dividas a fornecedores persistem e a CMF continua a não servir os munícipes ao nível que estes desejariam. Para além disso, a maioria das obras prometidas em campanha eleitoral não chegou a sair do projecto, ou na melhor das hipóteses transitaram para os cartazes de propaganda política que durante os últimos meses nasceram como cogumelos por toda a cidade. De facto, se necessário fosse apontar um exemplo da gestão autárquica de Apolinário, bastaria lembrar a vergonha que foram as “obras” do largo das Mouras Velhas, onde desde há três anos a CMF coloca cartazes prometendo um parque de estacionamento que nunca se materializou.

Na verdade, a derrota eleitoral sofrida por José Apolinário em Faro constitui na minha opinião um sinal claro da insatisfação sentida pela maioria dos farenses, que ano após ano vêm a cidade perder a sua capitalidade para Portimão, Tavira, Loulé e Albufeira, revelando-se incapaz de enfrentar os desafios do futuro e garantir aos seus munícipes a qualidade de vida que se espera da Capital do Algarve. Foi precisamente a ausência de uma liderança política capaz de promover o desenvolvimento económico, social e cultural, de que o concelho tanto necessita, que levou o eleitorado farense a mudar mais uma vez o seu Presidente de Câmara.

A vitória do Eng. Macário Correia marca por isso início de um novo ciclo na história da cidade, reacendendo a esperança de todos aqueles que se recusam aceitar que a Capital do Algarve perca o comboio do progresso e continue a sonhar com promessas eternamente adiadas. Por outro lado, a derrota de José Apolinário significa acima de tudo a derrota do imobilismo político e da falta de visão estratégica que caracterizou os dois últimos mandatos autárquicos em Faro, demonstrando claramente que na actual realidade social farense só um grande líder político poderá conquistar a confiança de uma cidade que exige cada vez mais aos seus representantes. Contudo, as dificuldades sentidas por José Apolinário durante o seu mandato, devem também servir como um alerta para o novo Presidente da Câmara Municipal de Faro, que nos próximos anos terá de conseguir ultrapassar os sérios problemas financeiros da autarquia e simultaneamente implementar um projecto político capaz de satisfazer as legítimas expectativas da maioria dos farenses.

Esperemos pois que Macário Correia consiga fazer mais e melhor do que os seus antecessores, porque Faro merece!

Jorge Carrega in Região Sul.

SERÃO OS PRÓXIMOS MESES DE CONVULSÃO?

A sequência de actos eleitorais que poderiam ter sido trágicos para o partido do Governo, acabaram por lhe sair de feição e a ganhar uma posição de vantagem para as presidênciais.
Enfrentando a carga política do descontentamento sobre o mal-estar geral do país, Sócrates, de Junho a Outubro e não por feitos alcançados, conseguiu transferir os anátemas para as costas de terceiros quando deveriam ser estes a assumirem um papel de liderança das alternativas.
Uma manobra política bem engendrada prendeu os principais adversários na teia, PR e PSD, deixando o eleitorado órfão de grandes escolhas.
Um primeiro-ministro que sai vencedor dos dois principais actos eleitorais do país, depois do falhanço das suas políticas reformistas e com uma situação de crise económica e financeira mais profunda, um deficit público assustador e um número crescente de falências e desempregados, não é bom augúrio para o futuro e mostra bem o estado de incapacidade de renovação política.
Sócrates não tem uma estratégia para tirar o país da crise e limita-se a jogar com o tempo, esperando pela conjugação de factores internacionais.
O Governo que sair destas eleições, com ou sem queijo para cortar, já tem a lista de recados dos burocratas europeus, que o deficit público é uma prioridade a levar em linha de conta porque o país não tem mais condições para o endividamento. Se não há uma ordem, há um aviso, o que coloca a amargura sobre o pequeno e médio tecido empresarial que não tem condições por si só de fazer face aos múltiplos aspectos da actividade, como não haverá inversão no desemprego e dinheiro para aliviar as dificuldades de quem não recebe qualquer subsídio.
Durante o ruído da campanha eleitoral, os factores de crise não deixaram de se agravar em toda a extensão do território nacional, com destaque para a nossa região que continua na frente dos indicadores negativos. Como não existe qualquer política específica direccionada à economia local, o que há é a promessa de um plano de apoio à formação de trabalhadores que venham a ser dispensados e que só terá reflexos num pequeno número de empresas, deixando o universo das mais de 30.000 micro e pequenas entregues à sua sorte.
Ganho o confronto com o voto, o próximo Governo encetará o caminho da recuperação financeira do Estado, atacando a política social com cortes, aumentando subrepticiamente alguns impostos e a economia funcionará dentro dos mesmos parâmetros de falta de liquidez, à espera que a animação venha de fora.
Em termos regionais, amarrados que estamos ao Turismo, a falta de recursos das famílias e o aumento do controle do crédito ao consumo provocou um inverno passado sufocante, as receitas de verão quebraram perigosamente e o novo inverno terá efeitos mais devastadores.
Empresários e trabalhadores irão protestar, o Governo não se desviará do seu rumo, cumprindo as ordens de resistência da EU e ainda que lhe custe o desgaste e o cenário para o qual todos se preparam, de eleições antecipadas.
O capitalismo e as suas potências lançaram a miséria sobre o mundo, não beliscaram os detentores das mais-valias arrecadadas com a especulação, as off-shores espreitam as novas oportunidades e os Governos fazem o seu trabalho preparatório, afinando os novos instrumentos jurídicos para chicotearem o trabalho e este voltar a produzir riqueza.
Desta crise, o rasto de pobreza gerada, não serviu de lição e não gerou as tranformações sociais que o país e o mundo precisam.

Luis Alexandre