Quinta-feira, Dezembro 31, 2009

Um bom ano para todos!


Com muita animação por todo o Algarve.

Fagar - Contentores em manutencão.




Boas novamente sou o Vitor e hoje de manhã quando sai de casa para ir deitar o lixo fora reparei que os contentores cinzentos estavam tapados com um plástico preto e com um papel informativo, e também contentores convencionais no outro lado da estrada ao pé da clinica veterinária.
Fiquei contente ao ver isto porque acho que contribui para o melhoramente na área onde deposito os meus residuos, e acho que todas as pessoas deviam fazê-lo na sua aréa onde vivem, mandar os vossos comentários aqui para o blog, assim muitas das vezes as pessoas que comandam esta cidade abriam os olhos para a realidade. Obrigado

OBS: Mais uma coisa, espero bem que os contentores convencionais (verdes) se mantenham e que fiquem no local onde foram colocados e que não sejam retirados quando os cinzentos estiverem bons, mas esses agora ainda ficam assim até 2011.
Cumprimentos.

Comentário do "PROVEDOR", ao post "Contentores em risco de derrocada"

Exmos. Senhores
Venho por este meio manifestar a minha perplexidade pelo comentário do “Provedor” do vosso blog pelas afirmações que produziu, nomeadamente:
“…nalgumas zonas e especificamente onde existe este tipo de contentores a recolha era bissemanal passou a uma única vez, resultado; na semana do natal havia lixo espalhado junto destes contentores superlotados que metia nojo.”, relativas ao post “Contentores em risco de derrocada”.
A responsabilidade do Provedor é acrescida, e implicaria no mínimo colocar a questão à Fagar, de modo a obter esclarecimento sobre o afirmado.
É totalmente falso que exista qualquer recolha, de subtainer, bissemanal que tenha passado a diária; efectuamos recolhas de segunda a sábado; temos 42 locais de recolha com 96 sutainers, no Natal efectuámos um reforço da recolha, mas infelizmente tivemos 2 tipos de problema (alguns cidadãos ainda não efectuam a separação dos resíduos e atiram o saco do “lixo” para junto da “boca” do contentor enterrado).
Estamos ao vosso dispor para todos os esclarecimentos, pois como é óbvio temos um plano de operações de recolha de contentores enterrados, bem como de todos os outros contentores.
Aceitamos a critica e é sempre bem-vinda, pois ajuda-nos a prestar um melhor serviço público, pois essa é a nossa missão.
Agradeço a vossa atenção, sempre ao dispor.

David Santos
Presidente Conselho de Administração
e-mail: presidente@fagar.pt

Em primeiro lugar regozijo-me por verificar que os nossos políticos estão atentos ao blogue pois muitos afirmavam não ligar aos blogues e caracterizavam-nos como sítios da má-língua, eventualmente mudaram de pensamento e ainda bem.
Em segundo lugar estranho o Sr. David Santos não ter uma palavra para o Vítor e para o seu post, será que este inventou as fotografias do local as quais levaram ao meu comentário o qual volto a afirmar: não moro no local mas fui passar o Natal à casa de um familiar morador numa urbanização situada no Montenegro a primeira à direita depois da passagem de nível que por sinal o Sr. David Santos conhece muito bem e verifiquei visualmente o lixo fora dos contentores, o meu familiar abriu inclusive a porta traseira dos mesmos e estes estavam completamente cheios, não se tratando de má utilização, dos 4 ou 5 contentores existentes verificamos também para nosso espanto um destes contentores se encontra selado com arrebites colocados por um morador que não quer ser incomodado com barulho e talvez algum cheiro do contentor junto da sua porta.
Segundo o meu familiar a veiculo da recolha passava duas vezes por semana verificava se estes estavam cheios ou não procedendo de acordo com a verificação feita e que ultimamente só passam uma vez por semana e para agravar a situação retiraram dois contentores normais (verdes) situados na estrada junto á urbanização pois ao que parece estão colocar um passeio em condições, isto não invalida o retirar destes contentores que eram o suporte para o despejo de volumes maiores que como sabe não cabem nos contentores enterrados, reconheço igualmente que por vezes existe uma grande falta de civismo que também potencia estas situações de qualquer forma acho que o senhor devia estar mais incomodado com a realidade da Rua José de Matos do que responder a um comentário, espero sinceramente a resolução destes problemas que bem verificados não são únicos.

VIVA A FARO

O PROVEDOR

Lixo e civismo! O Comentário

Sejamos realistas.
O grande problema desta cidade é a falta de fomação cívica.
A colocação dos residuos domésticos fora dos contentores destinados à sua colocação é uma situação generalizada na Cidade.
Chegou a hora de colocar na rua Fiscalização do cumprimento dos principios básicos de Urbanidade.
Chegou a hora de educar alguns cidadãos incumpridores.
A situação relatada é por exemplo comum aos sub-tainers existentes no Largo do Mercado.
C.C.

Diocese do Algarve promove Concerto de Reis dia 6 de Janeiro no Auditório do CCDR às 17h30

Diocese do Algarve promove Concerto de Reis.
(CCDR dia 6 Janeiro às 17h30, entrada Livre)
Procurando retomar o significado da Festa dos Reis, a Diocese do Algarve promove no próximo dia 6 de Janeiro de 2010, um Concerto de Reis com a cantora Ivelina Assenova Pereira e o grupo coral “Novas Vozes do Algarve”, num espectáculo que se realiza pelas 17h30, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, em Faro.
O concerto pretende celebrar as Tradições Natalícias mas tem um alinhamento que vai desde os cânticos de Natal, à música étnica, até à música erudita, passando pelos espirituais negros, música de filmes e clássicos.

Por último, refira-se que o concerto, com entrada livre, complementa o programa do workshop sobre recuperação de património a realizar no mesmo dia 6 e marca o encerramento da mais uma edição dos «Presépios nas Aldeias do Algarve», uma iniciativa promovida pela CCDR Algarve pelo sexto ano consecutivo.

Quarta-feira, Dezembro 30, 2009

Contentores em risco de derrocada.





Boas sou o Vítor moro na rua Dr. José de Matos e vou-lhe falar hoje de uma coisa que me atormenta todos os dias quando vou deitar o meu lixo fora.
Estes contentores foram colocados com a construção do prédio, que nomeadamente é novo e estes dois contentores ficaram muito mal acabados e o chão onde estão colocados está em risco de derrocada, o chão mais dia menos dia com estás chuvadas todas haverá ainda um desastre. Estes contentores encontram-se na rua Dr. José de Matos, no princípio da rua Libanio Martins, em frente à clínica veterinária.
Isto é uma pouca vergonha, com as reciclagens, tiraram também os contentores convencionais (verdes) desta zona e colocaram estes, que determinadas pessoas nem se dão ao trabalho de levantar a tampa, porque simplesmente jogam o mesmo para o chão.

OBS: Deixo isto para sua observação e das pessoas da zona que têm falado entre si mas ninguém se pronunciou, cumprimentos.

Não é situação única na cidade, uma das maiores criticas que sempre fiz ao anterior executivo foi negligenciar as obras de proximidade e pelo o que tenho observado este executivo vai no mesmo sentido, sendo que nalgumas situações piorou como por exemplo o Largo de S. Francisco que continua por recuperar depois da feira, nalgumas zonas e especificamente onde existe este tipo de contentores a recolha era bissemanal passou a uma única vez, resultado; na semana do natal havia lixo espalhado junto destes contentores superlotados que metia nojo.
Sr. Macário saia do gabinete e contacte com as pessoas e não se deixe iludir pelos mensageiros da boa nova foi assim que seu antecessor perdeu as eleições para o senhor, não basta as notícias papagueadas de limpeza quando no dia a dia falha esta mesma limpeza.
Como cidadão quero o melhor para a minha cidade independentemente da cor partidária do executivo como tal tomarei as mesmas atitudes que tomei com o anterior, critico ou apoio conforme as situações.

VIVA A FARO

O PROVEDOR

Votei em Macário Correia e depositei todas as minhas esperanças numa cidade mais cuidada com este novo presidente...
Começo a perdê-las!
Realmente a cidade está de dia para dia mais suja e abandonada. As armações de metal dos cartazes eleitorais continuam a poluir visualmente toda a cidade. É inacreditável como passado todo este tempo (4 meses) ainda não houve a coragem ou decisão de os mandar tirar.
Os grafittis são cada vez mais e mesmo em zonas nobres(Praça da Pontinha, Largo de S. Francisco etc).
As árvores continuam partidas, arrancadas e não substituidas por toda a cidade.
A Doca é uma vergonha com os toldos e barcos e mesas de venda de excursões.
Os vendedores ambulantes no Largo de S. Luís continuam lá a sujar tudo e a incomodar todos.
Poderia continuar por aqui fora...
Nada mudou, apesar da promessa de que logo na semana seguinte, após a tomada de posse se iriam ver alterações.
Se as houve, passaram-me ao lado.

Farense triste e desiludido

A ACTA temina a digressão do espectáculo "George Dandin" de Molière no Teatro Lethes



A ACTA termina a digressão do espectáculo “George Dandin” de Molière, no Teatro Lethes, em Faro, com apresentações nos dias 8 e 9 de Janeiro, às 21h30, dia 10 de Janeiro, às 16h00 e nos dias 15 e 16 às 21h30 e dia 17 às 16h00. O espectáculo encenado por Luís Vicente, tem a duração de 1h15m, é indicado para maiores de 12 anos e o custo de entrada é de 10€ com vários descontos.
Aparentemente trata-se apenas de uma hilariante comédia de costumes, cujo enredo assenta nos estratagemas de uma jovem mulher para ludibriar o seu marido. Dá-se, porém, o caso, de o enredo ter como pano de fundo o prenúncio da Revolução Francesa: portanto, não é uma mera comédia de costumes. E este aspecto, a nosso ver, absolutamente fundamental, foi que levou Marx a estudar o texto de Molière, e a referi-lo como um documento exemplar no que respeita à análise da aliança de classes; e que nos leva a nós a pô-lo em cena numa perspectiva de contemporaneidade no que se refere os seus conflitos internos.
George Dandin vive um drama interior e um drama social que o tornam ridículo, porque se deixou envolver por uma situação à qual não é capaz de se adaptar. É ridículo não como pessoa, mas como elemento desajustado duma estrutura em que entrou indevidamente, sem todo um ritual de iniciação ideológica e afectiva. A casa onde, na condição de trabalhador rústico se sentia bem e feliz, tornou-se atroz, não tanto pela ameaça de infidelidade de sua mulher Angélique, mas sobretudo pela impossibilidade de estabelecer relações de convivência que respeitassem a sua personalidade e os seus valores.
A sua tensão psicológica não é de um «marido enganado», mas a de um marido confundido socialmente por ter feito um casamento desigual, de que já está profundamente arrependido, com uma mulher que não lhe pode pertencer, mesmo que tenha assinado uma acta matrimonial.
George Dandin assume um estatuto ideológico bem definido, tornando-se o personagem e o lugar de um conflito, de um processo levado ao palco, em que o público fará de jurado. Duas (o)posições sociais que se digladiam num espectáculo que dá mais para pensar do que para rir.
Este espectáculo conta com a participação dos actores Afonso Dias, Bruno Martins, Elisabete Martins, Glória Fernandes, Luís de A. Miranda, Mário Spencer, Pedro Mendes e Tânia Silva, os figurinos são de Alice Alves, a execução cenográfica é de Tó Quintas, a assistência de encenação de Elisabete Martins, com direcção de cena de Pedro Mendes, desenho e operação de Luz de Octávio Oliveira, operação de som de Pedro Leote Mendes, produção executiva de Elisabete Martins, comunicação e divulgação por Cristina Braga, secretariado por António Marques e direcção de produção de Luís Vicente.

BOM ANO NOVO PARA TODOS

No início de um novo ano, é costume desejarmos um Bom Ano Novo aos nossos amigos e conhecidos.
É o que venho fazer hoje:
Desejar-Vos a todos, sem excepção, que o ano de 2010 seja bem melhor do que o agora vai terminar.
Dirijo-me efectivamente a todos os munícipes do nosso concelho, a todos mesmo, sem qualquer excepção.
Gostaria, contudo, de destacar dois conjuntos de destinatários especiais, destes meus Votos:
Em primeiro lugar, dirijo-me a todos os que escrevem, comentam e colaboram neste espaço, e, de uma forma especial aos seus comentadores anónimos.
Quero agradecer-lhes, sinceramente, as suas palavras, que me têm feito considerar e questionar as ideias, que aqui venho expondo.
Não critico minimamente a sua “clandestinidade”, enquanto comentadores anónimos”, mas gostaria de lhes pedir que considerassem passar a assinar os seus comentários, assumindo, publicamente, a autoria das suas intervenções.
Penso que esse comportamento daria mais força às suas ideias, e aos seus argumentos, permitindo, e possibilitando, em muitos casos, uma frutuosa troca de impressões.
É uma ideia, que aqui Vos deixo expressa, e que julgo poder vir a valorizar o discurso político, tornando-o mais adulto, mais maduro e mais responsável.
Mas o outro grupo especial de destinatários, desta mensagem de Ano Novo, é constituído por cerca de metade dos eleitores do nosso concelho.
Exactamente aqueles que não votaram nas últimas eleições autárquicas.
E que não votaram, possivelmente pelo facto de haverem, há muito, desacreditado e perdido a esperança.
Desacreditado em consequência do desencanto provocado pelos políticos e pela sempre nociva “partidarite”.
É a esses que me dirijo, duma forma muito especial, neste fim de ano.
Para os convidar a regressar, para lhes pedir que voltem a acreditar, para que compreendam que é muito importante a sua presença, como colaboradores activos na administração do nosso concelho.
Não é verdade que a política autárquica tenha que ser, fatalmente, uma luta política de pessoas “enfeudadas” a partidos políticos, defendendo fielmente os “catecismos” de cada um deles, sem qualquer hipótese de discussão.
A política autárquica necessita de todos os que estão interessados na gestão correcta dos assuntos da nossa terra.
Todas as ideias são importantes, todos têm um lugar certo e indispensável na administração do nosso concelho.
Não tenhais medo de gritar, bem alto, as Vossas opiniões, ainda que as mesmas possam vir a ser questionadas e discutidas.
Não é possível queixarmo-nos dos “políticos de profissão” se abrirmos mão da nossa colaboração, e lhes dermos todo o espaço (mesmo o que nos pertence) para que actuem sozinhos.
A política autárquica é transversal.
A esquerda e a direita têm, ambas, ideias boas, que deverão ser aproveitadas e prosseguidas.
Como têm propostas erróneas, de que nos devemos afastar.
Não é verdade que tudo o que a direita defende esteja errado, como nem que tudo o que a esquerda aponta seja correcto.
Não estamos enfeudados a ninguém, em termos de política autárquica.
Queremos aproveitar tudo o que de bom há em todas as propostas, e nesse aspecto a filosofia partidária é de grande importância.
Mas queremos, também, rejeitar tudo o que de menos correcto e aceitável, existe, também, em todas elas.
Não somos de nenhuma cor política, somos da cor dos interesses da nossa terra, que variam conforme as situações e as opiniões, formando como que um arco-íris multicolor, que bebe, e se inspira, em tudo o que de bom existe em todas as fontes filosófico/partidárias.
Queremos, nós, os cidadãos da nossa autarquia, que constituímos o seu eleitorado, colaborar com o Executivo e com os demais Órgãos Autárquicos, na gestão do espaço onde vivemos.
Atermo-nos a um partido, ou a uma só cor, é estreitarmos os horizontes da nossa visão e, consequentemente, a nossa capacidade de decisão.
Não aceitemos tal facto.
Olhemos com bonomia colaborante para aqueles que elegemos, para o governo do nosso concelho, e apoiemo-los com a nossa opinião, traduzida em aplausos ou contestação, conforme for o caso.
Não cometamos nunca a deslealdade de apoiar o que não merece apoio, ou de contestar o que merece ser apoiado.
Os nossos órgãos autárquicos esperam de nós uma enorme seriedade, que se traduza na honestidade das nossas opiniões.
E têm todo o direito a isso.
Os “profissionais da política” ou “politiqueiros” que se digladiem entre si, sem que nos deixemos utilizar por eles.
Não temos porque fazer “favores” ou “concessões” a ninguém.
Sejamos “apenas” nós, e neste “nós” cabem todos os cidadãos anónimos, eleitores deste concelho.
Queremos analisar cada decisão tomada, e poder, livremente, aplaudi-la ou contestá-la, conforme entendermos que estão, ou não, protegidos os interesses dos munícipes.
Tomaremos posição livre, séria e consciente acerca de cada intenção, acerca de cada projecto, acerca de cada decisão.
Queremos colaborar no processo de decisão, dizendo o que pensamos sobre cada assunto, e queremos que a nossa opinião seja ouvida e tida em conta, nas decisões, que vierem a ser tomadas.
É um posicionamento novo, de gente isenta, séria, não enfeudada, não alinhada, que pugna pelos interesses da sua terra.
Regressemos todos, sem excepção, ao exercício da cidadania, à política autárquica da nossa terra, tomando posição criteriosa sobre tudo e sobre todos.
Não entreguemos nas mãos de outrem, o exercício dos nossos direitos.
Não percamos a esperança. Não desistamos. O nosso concelho precisa de todos nós.
O peso da nossa opinião séria, justa e honesta, é importantíssimo para quem governa.
O Bom Ano Novo para todos.

Jorge Leitão

Variante Norte - Ligação à Penha?


clicar na imagem para ampliar.

Caro ADF,

a propósito da imagem publicada para ilustrar o percurso da Variante, constatei que nesta não estava inscrita a ligação para a Estrada da Penha e atravessamento até à estrada de São Brás. Se a memória não me falha, antigamente este percurso estava definido e julgo que o corredor para a sua construção ficou resguardado, ilustrei-o a amarelo na imagem em anexo.
Será que este troço que retiraria boa parte do transito que acede à Rotunda da Penha porque é obrigado, congestionando ainda mais aquele "gargalo" ficará para mais tarde ou os terrenos serviram as construtoras de imobiliário.
E porque não continuar a ligação do Vale da Amoreira até às Estrada da Sra. da Saúde e a um nó nas Pontes de Marchil?

Obrigado pela atenção.

Valente

Terça-feira, Dezembro 29, 2009

Aeroporto de Faro mete água.




Chuva forte que se fez sentir esta manhã em Faro
provocou inundações no interior do aeroporto da
Capital do Algarve. ( fotos do Sol)

Variante Norte a Faro: avançar sim, adiar não. Esclarecimento de José Apolinário.


clicar na imagem para ampliar

Variante Norte a Faro: avançar sim, adiar não

A propósito da Variante Norte à cidade de Faro, tem vindo a ser repetida pelo actual Executivo uma linha de ataque e bota abaixo, que importa esclarecer publicamente.

“Fraude”, “mentira”, “propaganda”, “projecto por fazer”, eis as acusações.

Porém :
1. Ao longo do mandato de 2005 a 2009 fizemos tudo para vencer os obstáculos ao avanço da obra da Variante Norte : foi a Câmara que pagou o projecto, trabalhou para a avaliação de impacte ambiental e desenvolveu todos os contactos para que a obra entrasse na requalificação da EN 125, assegurando o financiamento não só da Variante Norte como da ligação à Via do Infante e ao MARF.

2. Ao fim de 7 anos de discussões conseguimos que o projecto tivesse declaração de impacte ambiental favorável com a ligação directa à futura terceira circular e entrada na zona nascente junto à ribeira das lavadeiras, entre o skate park e a pista de atletismo. Por nossa intervenção ficou prevista uma passagem inferior pedonal e ciclável permitindo o atravessamento entre o parque de estacionamento nas traseiras e junto ao Pavilhão Municipal e a Pista de Atletismo.

3. Este traçado permite a ligação directa à zona do Bom João, colocando a zona nascente da cidade a 5 mn do Aeroporto, potenciando a proximidade entre o Aeroporto e a frente ribeirinha do Bom João. E quando, no final de 2005, assumimos funções já o estudo prévio apontava este traçado, com a inclusão do Skate Park, ou seja, sempre com o conhecimento e acompanhamento das Estradas de Portugal.

4. Aquando do lançamento da primeira pedra a Câmara aprovou, por UNANIMIDADE, a cedência de uma faixa de terreno, propriedade do Município, justamente entre o Skate Park e a Pista de Atletismo. Essa cedência consta de protocolo assinado entre o Município e o consórcio da obra, liderado pela EDIFER, e foi apreciado e preparado entre os serviços da Câmara Municipal de Faro e os serviços jurídicos do consórcio EDIFER/Tecnovia. Ficou acordado com o Senhor Ministro Mário Lino e o consórcio o início imediato da obra nessa faixa, cedida Pelo Município.

Em AGOSTO de 2009, em declarações à comunicação social, o responsável do consórcio avançou mesmo com a data de meados de Setembro para inicio das obras no terreno.

5. Nos termos da concessão é da responsabilidade do consórcio EDIFER/ Tecnovia a efectivação das expropriações. Foi esta entidade que se atrasou na elaboração do projecto de expropriações, não o projecto de execução, que já existia, e , repete –se tem aprovada a avaliação ambiental.

6. Dentro da normal informação aos munícipes foram instalados 4 painéis alusivos à obra, como informação institucional aos cidadãos, em duas séries de cartazes, através de uma empresa de Faro, que sempre cobrou 350 euros mais IVA por cada painel informativo.

7. O que se verifica efectivamente é que, DENTRO DA POLITÌCA DE DIZER MAL DE TUDO E ANUNCIAR OS AMANHÃS QUE CANTAM o actual Executivo está a incentivar e até a defender uma alteração do traçado de entrada nascente na cidade, ADIANDO A CONSTRUÇÂO DESTE TROÇO DA VARIANTE, apenas e só para, politicamente, vir depois dizer que o projecto não estava pronto, que a obra não podia avançar, que se faltou à verdade aos farenses.

Tenho a firme convicção que mesmo as Estradas de Portugal não querem, nem estão certamente interessadas, em alterar o traçado e atrasar a obra.

A actual maioria na Câmara de Faro, quer atrasar a obra da Variante para apresentar como sua uma obra que foi totalmente preparada no anterior mandato e só não é já visível no terreno devido a todo o processo que entretanto surgiu com o Tribunal de Contas.

As acusações pessoais que me são dirigidas não têm qualquer fundamento. São certamente fruto do tempo, mas a campanha eleitoral já terminou. O importante é iniciar a obra da Variante. Amanhã, se possível.

José Apolinário

Autarca

Presidente da Câmara Municipal de Faro de Outubro de 2005 a Outubro de 2009

Luís Vicente a Acta e o Teatro Lethes - O comentário

Com todo o respeito pelo apelo, não quero ferir susceptibilidades, por isso uso o anonimato. Com a minha idade e devido ao meu interesse e à minha profissão já vi muito teatro em Portugal e no estrangeiro.
Não tenho dúvidas de que o L.V. é um actor de grande nível em qualquer parte do mundo. Os seus desempenhos no Calígula, no Otelo ou no Ricardo III são inesquecíveis e bastariam para mo comprovar (e otelos já vi 4, dois deles em Londres e o L.V. no seu Yago suplantou-os a todos). Também admiro o bom gosto das suas encenações. Como dirigente de uma companhia não posso falar, mas parece-me que a programação da Acta fala por si. Também tenho lido o que ocasionalmente diz à imprensa,e escreve noutos sítios, e a sua preocupação de rigor é inquationável. É ousado e moderno sem embarcar em modernices e soube criar uma equipa. Também me disseram que o seu nome foi referido para director do D. Maria II,cargo que acabou por ser entregue ao Diogo Infante.
Em Faro, ao nível da Acta só me lembro do movimento poesia 61 com o Ramos Rosa, o Casimiro, a Luíza, o Gastão, que ultrapassaram os limites da cidade, do Algarve e do país.Todos nós, dos menos jovens aos mais jovens só temos de nos orgulhar disto. Parece-me que é de todo o interesse para todos que a Acta se fixe no Lethes e dê ao nosso lindo teatro o que ele merece. Não tenho dúvidas de que o L.V. sabe como o fazer e todos só têm a aprender com isso. T.D.N.

(Boas) Vendas de Natal.



Com algumas opiniões que obtive no comércio tradicional e nos Shoppings, que as coisas até estão a correr bem neste natal e com estas notícias começo a pensar que esta conversa aqui não está totalmente certa com a realidade de Dezembro. adf

Os portugueses gastaram 2,58 mil milhões de euros em compras e um valor médio de 44 euros, entre os dias 1 e 26 de Dezembro deste ano, de acordo com os dados da SIBS. Em montante total, os gastos superaram em cerca de 300 milhões os do ano passado (2,3 mil milhões).

Natal bate recorde com mais de 6,8 milhões de operações na rede de Multibanco
De acordo com um comunicado da SIBS, foram efectuadas naquele dia mais de 6,8 milhões de operações, correspondentes a um valor total movimentado superior a 380 milhões de euros.

As acções das principais retalhistas norte-americanas fecharam em alta, a digerir os dados preliminares que apontam para uma subida de 3,6% das vendas durante a época natalícia.

Segunda-feira, Dezembro 28, 2009

Cruzamento do Patacão.


ESTRADAS DE PORTUGAL PROVOCA INSEGURANÇA EM FARO
A Câmara Municipal de Faro manifesta publicamente o seu profundo descontentamento pelo estado de insegurança, desleixo e carência de conservação a que foi votado o cruzamento do Patacão. Há mais de uma semana, após as intempéries que assolaram a região, que a semaforização e as placas electrónicas não se encontram em funcionamento, o que acarreta gravíssimos riscos para a integridade de pessoas e bens.
Este cruzamento é um ponto viário de alto risco, com um elevado caudal de tráfego, pelo que se exige da Estradas de Portugal que zelem, com prontidão e celeridade, pelo normal funcionamento desse nó. Tal não tem sido feito, estando a Estradas de Portugal a prestar um deplorável serviço público e a violar reiteradamente o seu compromisso de velar pela segurança dos utilizadores da EN-125, o que nos merece o mais vivo repúdio.
A Câmara Municipal de Faro não se conforma com esta lamentável situação e tem exigido junto da Estradas de Portugal a imediata resolução do problema, pelo que, para além dos contactos insistentes que tem levado a cabo, já enviou uma missiva ao Presidente desta instituição a sublinhar que Faro e o Algarve não podem estar reféns da inépcia e inabilidade da Estradas de Portugal.
A Câmara Municipal de Faro reivindica que a Estradas de Portugal, a partir de agora, assegure a qualidade de serviço que garanta parâmetros de segurança adequados na EN-125.
Com os melhores cumprimentos - CMF

"Diálogos na Cidade" Luís Mendes e a praga das palmeiras


Palmeira cortada no Jardim Manuel Bivar - Faro
Na sequência dos post publicados neste blog divulgando a praga do escaravelho da palmeira, situação que se tem agravado exponencialmente nos últimos meses, resolvemos, face à actualidade premente do assunto, voltar a debatê-lo, agora através duma entrevista com Luís Mendes, engenheiro agrónomo da empresa Greenpedia, uma das empresas que tem sido mobilizada para enfrentar a praga do escaravelho das palmeiras no Algarve.

Adf - A praga que neste momento dizima as palmeiras no Algarve apresenta um carácter devastador, que pode levar à perda da grande maioria das palmeiras da espécie" Phoenix canariensis", que desde há muito constitui uma variedade botânica ornamental emblemática da paisagem algarvia. Pode-me explicar os contornos históricos e geográficos desta praga, e a forma como chegou a Portugal?

LM - Esta praga, Rhynchophorus ferrugineus, foi identificada pela primeira vez em Almeria em 1994 e é originária das zonas tropicais da Ásia. Nos últimos 6 a 7 anos começou a ter um grande impacte económico em Espanha. Terá entrado em Portugal no início de 2007, tendo sido identificado o primeiro exemplar em Fevereiro de 2007 na zona da Galé(Albufeira).
Acredita-se que terá vindo em importações de palmeiras Phoenix dactyliferas vindas do Egipto, no entanto, como podem calcular é extremamente difícil ter a certeza absoluta acerca da rastreabilidade da praga.

Adf- Sabendo-se com antecedência da sua existência em vários países da Europa mediterrânica, porque não se tomaram medidas preventivas, para evitar o aparecimento da praga?

LM -Pois, essa é efectivamente a questão fulcral. Questão para a qual ninguém tem, ou diria melhor, pode ter uma resposta concreta.

Adf - Porquê?
LM-Porque só boa vontade normalmente não chega...

Adf- Na sua opinião quais deveriam ser as medidas e acções preventivas necessárias para controlar a praga?

LM - Bem, em primeiro lugar, deveríamos começar por onde deveríamos ter começado assim que se detectou a praga. As importações de potenciais hospedeiros da praga deveriam ser fiscalizadas e exigir-se e fazer-se cumprir a apresentação do passaporte fitossanitário de cada lote de palmeiras. Assim podíamos sempre apontar responsáveis.
Uma vez que estas acções foram realizadas da mesma forma que se fiscaliza quase tudo em Portugal, a praga efectivamente instalou-se e agora não resta muito mais a não ser tratar todas as palmeiras.
As palmeiras que ainda podem ser salvas devem ser tratadas seguindo à risca o plano de tratamentos mensais recomendados pelas entidades credíveis. Nas palmeiras, cujo meristema (zona de crescimento da palmeira) já se encontra irrecuperável, devem eliminar-se todos os vestígios da praga e imediatamente abatê-las e transportá-las para depósito credenciado. Até se começar a resgistar uma diminuição efectiva dos números de capturas há que tratar todas as palmeiras, as que apresentam alguns sintomas e as que não apresentam sintomas também.
Sei perfeitamente que não é uma situação fácil de ser executada, mas sinceramente não vejo outra solução a não ser a solução final, ou seja, deixam-se morrer as palmeiras todas. Esta última teria um custo patrimonial incalculável e lá poderíamos dizer uma vez mais que a espécie X ou Y extinguiu-se sem que tenhamos feito tudo ao nosso alcance. A mim, esta não me parece ser a solução, como tal, sigo tratando as palmeiras diáriamente e com uma taxa de efectividade bastante elevada.

Adf - As acções levadas a cabo pela Direcção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) e pelas autarquias estão à altura da gravidade da situação?

LM - Infelizmente estão à altura dos recursos que têm disponíveis, ou seja, recursos escassos, acções igualmente escassas.
Num tempo em que as autarquias têm os seus planos de investimento e orçamentação totamente limitados e o endividamento não é uma hipotese, é extremamente complicado arranjar verbas para tratamento mensal das palmeiras. Já algumas autarquias estão a fazer tratamentos, tais como a de São Brás de Alportel, Silves, Lagos etc. Outras pretendem igualmente fazer o tratamento mas não é facil a um responsável dos espaços verdes fazer passar a mensagem a um vereador ou até mesmo ao presidente de uma autarquia que aquelas palmeiras que aparentemente parecem sãs, têm de ser alvo de tratamentos preventivos mensais.
Se as autarquias têm cada vez mais menos verbas a DGADR quase que nem sabe o significado da palavra verbas. É muito complicado fazer-se omoletes sem ovos.
Só boa vontade, não chega...

Adf - Que tipos de tratamento estão sendo utilizados no combate ao escaravelho? Na sua opinião qual é o tipo de tratamento mais adequado e eficaz?

LM-Existem duas substâncias activas insecticidas recomendadas (como uso
menor) para combate à praga a imidaclopride e a abamectina e existe um outro insecticida que até é biológico que são nemátodos entomopatogénicos (Steinerma carpocapsae). Todos devem ser aplicados directamente por pulverização em baixo volume no meristema da palmeira (por cima, no meio) A efectividade das substâncias químicas é mais elevada conforme menor for a palmeira, isto é, para palmeiras até 2 metros de tronco são eficientes, perdendo eficiência com o aumento das dimensões do tronco. Existem empresas a aplicarem estes insecticidas através de injecções, facto que para as palmeiras que são "ervas daninhas gigantes" e não árvores (monocotiledóneas e não dicotiledóneas) sobre vários aspectos não é um tratamento que preconizo.
Preconizamos, isso sim, a aplicação de nemátodos entomopatogénicos cuja eficienciência é também extremamente alta qualquer que sejam as dimensões da palmeira. Para além da sua elevada eficiência como tratamento totalmente biológico é altamente recomendado para tratamentos de espaços públicos por razões óbvias. E para desfazer as dúvidas que normalmente existem quando se fala em biológico, não, não é mais caro e sim, é extremamente eficaz.

Adf - Assim sendo, qual será a razão desse tratamento biológico não constar nos folhetos de informação da DGADR?

LM - Deverá ser porque teve que se criar um uso menor para estas duas substâncias activas uma vez que elas não estavam homologadas para tratamento do escaravelho das palmeiras e porque o tratamento biológico não necessita de homologação apesar de necessitar de uma "permissão", contudo acredito que essa questão não me deve ser colocada a mim, mas sim à DGADR.

Adf - Relativamente a custos, pode-me dar uma ideia dos montantes envolvidos nas várias fases do tratamento e também aqueles que envolvem a remoção das árvores que não se consegue salvar?

O tratamento mensal pode custar entre 50 a 150 € + IVA. Quando a palmeira já está muito atacada deve ser alvo de um saneamento mecânico que pode custar entre 400 e 750 € + IVA e o abate custará sempre acima dos 750 € + IVA, consoante a dimensão da palmeira pode chegar até 1500 € + IVA.
É evidente que são custos extremamente elevados e que nem todos têm possibilidades de os aguentarem durante muito tempo, mas neste momento, no ponto em que as coisas estão não existem mesmo muitas mais alternativas.

Fernando Silva Grade

Domingo, Dezembro 27, 2009

O CLIMA, A ONU E QUEM MANDA


Escrevi no decurso da cimeira de Copenhaga, que as potências poluidoras porque são poderosas, se iriam apresentar com os dois pés atrás, ou, dito de outra maneira, de mãos vazias quanto a quaisquer compromissos sobre acções e metas reais.
Na realidade, estas posições, assentam na constatação de que ainda têm espaço de manobra política entre as nações e na opinião pública, de que os efeitos catastróficos que pendem e se abatem sobre os povos e regiões mais afectadas, não chegaram à saturação e à revolta por outros meios.
A ONU, como sociedade de nações, que liderou as negociações preparatórias da cimeira e despendeu as suas energias e verbas ao longo de dois anos, sai derrotada e colocada num plano secundário, porque os senhores do mundo não tinham intenções coincidentes e fizeram os jogos de diplomacia paralela para darem forma aos seus exclusivos interesses.
A cimeira de Copenhaga foi um fracasso esperado, lia-se nas entre linhas das declarações das segundas linhas e com a chegada dos chefes, tudo ficou claro para o mundo. Não poderia haver decisões vinculativas mas havia muitos milhares de milhões de dólares para industriar os líderes das nações pobres a aceitarem o progresso… dos poluidores.
Nestas farsas, que deixam quase tudo como estava sobre direitos de poluição, existe outro lado importante a considerar que é a quantidade de informação produzida, as acções de rua protagonizadas por toda a parte e os efeitos de tomada de consciência das pessoas.
As cimeiras têm vindo em crescendo. Quioto foi um passo em frente e contribuiu decisivamente para a maior mobilização e para a mais aprofundada discussão de sempre na cimeira de Copenhaga.
As principais figuras políticas e apesar da concertada falta de acordo, viram-se obrigadas a renovarem afirmações de reconhecimento da gravidade do aquecimento global, das suas consequências e dos novos problemas que se levantam.
Mais uma vez o mundo falha na prevenção, preferindo apostar nos custos exagerados das situações imprevisíveis que advirão.
Os dados da questão estão lançados, a opinião mundial está mais atenta do que nunca e os dirigentes políticos serão responsabilizados pelo acréscimo e violência das catástrofes naturais.

Luis Alexandre

“Faça do seu coração o seu motor”








O Autódromo Internacional do Algarve (AIA) tinha lançado o seguinte desafio: «No dia 26 de Dezembro, o AIA sugere a Fórmula Desporto. Este evento visa levar ao AIA a população em geral, para a prática de actividade desportiva e sem motor, numa vertente de vida ecológica e saudável. Sob o lema: Faça do seu coração o seu motor, a pista vai estar aberta para todos aqueles que queiram participar. O objectivo passa por dar a oportunidade às pessoas de conhecer o Circuito de Portimão ao mesmo tempo que praticam desporto. De bicicleta, a pé, de patins, triciclo ou trotineta, vale tudo… desde que sem motor.»

Desafio lançado, desafio aceite. Não é todos os dias que se tem a oportunidade de pisar o alcatrão onde habitualmente circulam bólides a alta velocidade. E percorrendo toda a pista a pé, apreciando com calma a paisagem, constatei aquilo que já muitos disseram: a pista do AIA é fantástica, uma das melhores do mundo. Este é um investimento de que todos nos devemos orgulhar, feito numa região que muitos só vêem como um local de praia.

Uma pista de alcatrão que parece ter sido deixada cair sobre o relevo natural do terreno. Esta última imagem mostra uma parte do circuito onde existe uma descida de elevado declive, seguida de uma curva à esquerda a subir. Excitante, e certamente, de cortar a respiração.

Parabéns ao AIA por uma iniciativa louvável. Esperemos que existam repetições.

Autódromo Internacional do Algarve

Texto original publicado aqui http://makejetomosso.wordpress.com/2009/12/26/faa-do-seu-corao-o-seu-motor/

bluewater68

Sábado, Dezembro 26, 2009

Faro - Variante Norte!




Expropriações para variante

O Governo declarou de utilidade pública, com carácter de urgência, as expropriações dos terrenos necessários à construção da Variante Norte de Faro. A decisão foi publicada quinta-feira em Diário da República. Mas o presidente da autarquia, Macário Correia, diz que ainda falta concluir o projecto da obra.

Segundo um despacho do secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, a Rotas do Algarve Litoral (empresa concessionária dos trabalhos de reabilitação da EN125) está autorizada a tomar posse administrativa das referidas parcelas de terreno. A urgência das expropriações é justifica com o facto de ser de interesse público que "a obra projectada seja executada o mais rapidamente possível".

Em declarações ao CM, Macário Correia considera que "as expropriações são um passo necessário para que a obra possa avançar, mas ainda falta dar outros". O autarca refere, por exemplo, que "até há cerca de 15 dias ainda não tinha sido concluído o projecto".
O presidente da edilidade farense já solicitou, com carácter de urgência, o agendamento de uma reunião com o Ministro das Obras Públicas, mas a mesma ainda não foi marcada. Macário frisou que a primeira pedra da obra foi lançada há cerca de quatro meses, mas tudo não passou de "puro eleitoralismo".

in Correio da Manhã

A CABECINHA ROMANA DE MILREU



Cabeça-retrato de uma jovem mulher - Júlia (imperatriz)

"Assim, o Algarve, a Governadora Civil e a Directora Regional da Cultura (...), conseguissem deslocar de Lisboa (...) um sonho do arqueólogo Estácio da Veiga(...)."

JORGE DE SENA, quando em 1959 visitou o Algarve, estando em Faro, em fim de Fevereiro desse ano, em companhia do seu amigo e escritor Erico Veríssimo (1), ficou admirando o poeta Emiliano da Costa, Faro e as ruínas de Milreu, levando consigo, a imagem fotográfica do magnífico busto da romana de Faro.
Na companhia do escritor de “Clarissa”, “Um Lugar ao Sol” ou “Olhai os Lírios do Campo”, que foi o celebrado Erico Veríssimo, lá seguiu para o Brasil, o grande poeta, ensaísta e Professor, Jorge de Sena, o português que estava a mais na sua terra-país.
Nesse ano de 1963, já a leccionar na Universidade de Araraquara - Estado de S. Paulo, Sena, nessa lembrança da Cabeça Romana de Milreu, compôs o poema, que haveria de o incluir no seu livro Metamorfoses – 1963 - Araraquara.
É uma homenagem que, modestamente, faço ao filósofo português, um dos grandes do século XX e autor de uma grandiosa obra, reconhecida mundialmente, desde que, nos Estados Unidos da América do Norte, na Universidade Santa Bárbara, na Califórnia, ganhou toda a projecção.

Assim, sinteticamente transcreve-se um breve excerto do poema:

Cabecinha Romana de Milreu
Esta cabeça evanescente e aguda,
Tão doce no seu ar decapitado,
Do Império portentoso nada tem:
Nos seus olhos vazios não se cruzam línguas,
Na sua boca as legiões não marcham,
Na curva do nariz não há povos
Que foram massacrados e traídos.
E uma doçura que contempla a vida,
Sabendo como, se possível, deve
Ao pensamento dar certa loucura,
Perdendo um pouco, e por instantes só,
A firme frieza da razão tranquila.
Viveu, morreu, entre colunas, homens,
Prados e rios, sombras e colheitas,
E teatros e vindimas, como deusa.
Apenas o não era: o vasto império
Que os deuses todos tornou seus, não tinha
Um rosto para os deuses. E os humanos,
Para que os deuses fossem, emprestavam
O próprio rosto que perdiam. Esta
Cabeça evanescente resistiu:
Nem deusa, nem mulher, apenas ciência
De que nada nos livra de nós mesmos.

Gostaria de ter incluído este poema de Jorge de Sena no meu recente livro Faro-Romana, Árabe e Cristã. A carta de D. Mécia não me chegou a tempo. Mas hoje a homenagem está, singelamente recuperada. Assim, o Algarve, a Governadora Civil e a Directora Regional da Cultura, apoiadas pelas forças dos Deputados pelo Círculo do Algarve (se eles nisso estivessem interessados), conseguissem deslocar de Lisboa, para o nosso Museu Municipal, desde que abalou, indevidamente, para o centralismo do futuro Museu do Algarve, um sonho do arqueólogo Estácio da Veiga que nunca se realizou.
1) Ver livro “Café Aliança - 1908-2008 - Um Século de História da Cidade”, página 53 - Edição Aliança – 2008 - T.N.

in Folha do Domingo - Teodomiro Neto

UM SÍMBOLO DA CIDADE


Como farense, sinto-me honrado que tenhamos uma instituição, sem desprimor para todas as outras, como o Refúgio Aboim Ascensão.
Esta instituição, que actua na área da protecção e recolha de crianças desprotegidas e abandonadas até aos seis anos, tem desenvolvido um papel reconhecido além fronteiras e merecido as atenções de muitas entidades e personalidades nacionais.
Depois do saudoso esplendor do Sporting Clube Farense, mais nenhuma outra instituição da cidade alcançou as atenções da imprensa, que lhe dá relevo e a apresenta como exemplo nacional, por méritos próprios.
Faro, capital do Algarve, chega á casa dos portugueses pela positiva, através das múltiplas actividades do Refúgio e do valor do trabalho desenvolvido pelas suas estruturas, que recebem crianças em mau estado social e lhes proporcionam um lar, um conforto e uma educação esmerada que deixará marcas no seu desenvolvimento.
O Refúgio, que faz parte da história da cidade, ostenta o nome do benfeitor e fundador que tem num Largo próximo, o seu nome na estátua que eu próprio vi inaugurar.
Já no obscuro tempo de falta de cuidados pelas políticas sociais, que faz parte das minhas recordações de infância, o Refúgio desenvolvia um trabalho de apoio às crianças e mães solteiras, num quadro difícil, que resistiu e evoluiu para as competências e qualidades estruturais que são motivo de admiração e precisam de renovados apoios.
O Refúgio Aboim Ascensão é uma entidade local de referência, que tem desempenhado um papel de vanguarda nos cuidados infantis e exerce uma influência muito forte nas outras instituições que actuam na área, a qual, está muito longe de satisfazer as necessidades democráticas consagradas constitucionalmente para os indivíduos sem diferenciação de idades.
Pelo seu exemplo de dinamismo e pelos seus ganhos de respeito, que devem inspirar os serviços públicos da cidade, a todos quantos ali trabalham, um bem-haja!

Luis Alexandre

Sexta-feira, Dezembro 25, 2009

Concerto de Ano Novo - ORQUESTRA DO ALGARVE Teatro das Figuras


2 de Janeiro de 2010 às 21H30
Maestro ▪ Conductor: Osvaldo Ferreira
Solista ▪ Soloist: Gonçalo Pescada (Acordeão ▪ Accordion)

Actuação: sábado 02-01-2010

Preços:
1ª plateia, normal: 10 €
2ª plateia, normal: 10 €


Obras de ▪ Works by

Johann Strauss Jr.
Astor Piazzola
Jean Sibelius
Josef Strauss

A Orquestra do Algarve convida-o a dar as boas vindas a 2010 com um Concerto de Ano Novo.
Seguindo a tradição das comemorações de Ano Novo em Viena, o reportório conta com algumas das mais célebres valsas e polcas da família Strauss. Obras de Jean Sibelius e Astor Piazzola completam o programa deste concerto, abrilhantado pelo aclamado acordeonista Gonçalo Pescada e sob a direcção do Maestro Titular Osvaldo Ferreira.

Maestro ▪ Conductor: Osvaldo Ferreira
Solista ▪ Soloist: Gonçalo Pescada (Acordeão ▪ Accordion)

Quinta-feira, Dezembro 24, 2009

O nosso cartão de boas festas.


Pietà - escultura de Miguel Ângelo

Agradecendo e retribuindo os e-mails recebidos,
os nossos votos de boas festas!
adf

Red Bull dá-te asas!


Começou com esta guerra do Red Bull Air Race, Red Bull em Lisboa: Rui Rio critica lógica centralista e acabou com esta comunicação do vereador do turismo do Porto:Turismo de "Portugal" sem decência na atribuição de verbas .

No meio desta disputa sai uma declaração do turismo de Portugal que diz que a região Norte recebe mais apoios que Lisboa, (quem não chora não mama) a acompanhar essa informação saem as verbas distribuidas pelo turismo de Portugal às regiões(Algarve incluido), as quais deixo para as vossas melhores considerações.

"... E essas verbas estão ordenadas por regulamentos de candidatura distribuídos pelas linhas PIT I (obras públicas de interesse para o Turismo), PIT II (eventos de relevância turística internacional) e Protocolo Bancário (crédito ao investimento privado em turismo).

E aí o equilíbrio é bastante notório, pois conforme consta do próprio mapa do Turismo de Portugal sobre verbas atribuídas em 2008 disponível na Internet, a repartição foi a seguinte:

Norte 5,3 milhões de euros
Lisboa e Vale do Tejo 4,3 milhões de euros
Centro 8,9 milhões de euros
Alentejo 1,1 milhões de euros
Algarve 3,2 milhões de euros
Madeira 4,2 milhões de euros
Açores 0,374 milhões de euros *
*homologados já em 2009

Resta acrescentar que essas verbas são atribuídas mediante apresentação de candidaturas pelas entidades interessadas, não tendo sido recebidas quaisquer candidaturas a estes apoios do Turismo de Portugal provindas quer da Câmara Municipal do Porto quer da Câmara Municipal de Gaia nos anos de 2008 nem de 2009, como não foram recebidas candidaturas dessas autarquias para o ano 2010, tendo o respectivo prazo terminado em 31 de Outubro passado.

E não entramos aqui em conta com as verbas oriundas do QREN, uma vez que aí a comparação ficaria prejudicada, por Lisboa estar já afastada do Objectivo 1 e não dispor de verbas dessa proveniência. Refira-se, no entanto, que só dessa fonte de financiamento o Porto e Norte recebeu 63,1 milhões de euros de verbas comunitárias, ou seja, 43,2 % do total nacional de apoios comunitários para o turismo já atribuídos..."

Parte de um comunicado de Luís Manuel Patrão,
Presidente do Turismo de Portugal. resta
aqui

Quarta-feira, Dezembro 23, 2009

É necessário questionar…questionar sempre…

A capacidade de um executivo autárquico, mede-se pela sua apetência para resolver, adequadamente, os problemas que se lhe apresentam.
A sua sustentabilidade depende da forma com inter-age com os seus munícipes.
Daqui decorre que se torna necessário questionar permanentemente o executivo.
Questioná-lo acerca das suas intenções, bem como sobre o conteúdo das opções, que pretende tomar e por em prática.
Só analisando a fundo, as medidas propostas pelo executivo, poderemos conhecer da eventual bondade das mesmas.
E relativamente às decisões tomadas, haverá que perguntar das razões que as determinaram.
O executivo municipal toma, no decurso do seu normal exercício, decisões que alteram, de forma estrutural, a vida dos seus munícipes.
Não vamos “colaborar” aplaudindo como “apoiantes incondicionais”.
Como não alinharemos nunca pela “negação sistemática” de uma qualquer “oposição militante”.
Temos direito a todas as explicações profundas e sérias, que nos convençam, ou não, do acerto das medidas tomadas, e a tomar, pelo executivo do nosso Município.
E, conforme o caso, gritaremos bem alto, tanto o nosso aplauso, como o nosso desacordo.
Para isso, temos todos nós, munícipes, que nos preparar sobre os diversos temas em discussão, o que significa conhecer a fundo os problemas, sem subterfúgios, nem superficialidades.
O nosso olhar crítico, relativamente a medidas tomadas, e a tomar, partirá do estudo, que efectuarmos sobre cada um dos assuntos, e será completado pelas explicações detalhadas da factualidade, que nos serão fornecidas pelo executivo.
Serão, absolutamente essenciais, todas as opiniões de quem, com seriedade, queira contribuir, para a correcta administração da “coisa pública”.
Queremos, em cada um dos assuntos, chegar a uma conclusão fundamentada sobre o dossier em questão, e sobre a decisão tomada, ou a tomar, relativamente ao mesmo.
Quando dissermos que concordamos, ou que não concordamos, com alguma das deliberações do executivo, fá-lo-emos de forma criteriosa e fundamentada, com verdadeiro conhecimento dos factos envolventes.
E essa postura dar-nos-á todo o direito a ser ouvidos, e a que as nossas opiniões sejam devidamente consideradas e valoradas.
Não vamos analisar, o que quer que seja, pela rama, sem profundidade e sem critério.
Não estaremos à altura, enquanto munícipes, se concordarmos, e dissermos sim, apenas para “agradar ou fazer favor” ou se, contestarmos com base no “dever de oposição militante”.
Se procedermos com critério, com discernimento e com Justiça, daremos um significativo passo em frente, na nossa postura como munícipes.
Seremos dignos do respeito do poder, e da oposição, e contribuiremos com seriedade para a solução dos problemas do nosso concelho.
Ao fim e ao cabo, trata-se de responder com competência e acerto, ao que nos é solicitado.
O estudo e tratamento aprofundado das situações, por parte do executivo e dos munícipes, gera, necessariamente, um resultado de excelência.
Ao fim e ao cabo, não fazemos (todos nós, executivo e munícipes) mais do aquilo que nos compete:
-Tratarmos qualquer assunto com a atenção, com o cuidado e com a competência, que nos são exigíveis, e que o mesmo justifica.
É um serviço, que se impõe, a favor da comunidade, que somos todos nós.
E esse serviço traduz-se em gastarmo-nos, diariamente, em prol da “coisa pública”, ou seja, no verdadeiro interesse do nosso concelho.
Podemos enganar-nos, podemos errar, porque isso é humano.
Mas não erraremos por negligência, por falta de estudo, por falta de análise dos problemas, no esforço do encontro da solução mais correcta e justa.
Está, assim, dado o mote.
Não vamos falar de generalidades. Não vamos falar arbitrariamente.
Não vamos atribuir culpas ao passado, ao presente ou mesmo ao futuro.
Não vamos, arbitrariamente, falar de arrogância ou de intransigência, com se tais conceitos fossem simples generalidades, e não estivessem ligados a condutas concretas e determinadas.
Vamos analisar cada assunto de “per si”, vamos estudá-lo, discuti-lo em profundidade e tomar a nossa posição sobre o mesmo.
Os demais munícipes julgarão o nosso trabalho. Eles é que dirão se trabalhámos bem, se agimos correctamente, se fomos arrogantes ou determinados, enfim, se agimos bem ou se agimos mal.
Nada de “partidarite” seja de que lado for.
É o nosso concelho e só ele, que nos interessa.
Por ele (apenas por ele) lutamos. No interesse dele (e só dele) trabalhamos.
A maior ajuda, o maior auxílio, que podemos dar ao executivo camarário, é questioná-lo, questioná-lo sempre, a propósito de tudo o que se proponha fazer no interesse do nosso concelho.
Ele saberá, decerto, reconhecer a qualidade dos seus munícipes, a excelência da sua participação, o valor da sua intervenção na gestão do município.
Ao proceder assim, seremos adultos, cativaremos o respeito de todos e não deixaremos nunca, de pugnar pelo que é correcto, coerente e justo.
Teremos, estou certo, o respeito e o reconhecimento de todos, sem excepção.
Desejo-Vos, a todos, um Santo e Feliz Natal.

Jorge Leitão

S.C.Farense - negócio à vista!! - 13 milhões para limpar o passivo


O Farense já tem negócio para abater o passivo de 9 milhões de euros. Para isso tem de ceder a Bancada Sul do Estádio São Luís e terrenos do clube.
O presidente do Farense, António Barão, anunciou ontem, em Assembleia Geral, que o clube já tem um possível comprador para o património. Uma venda que se centra na Bancada Sul do Estádio de São Luís e nos terrenos da Horta das Figuras. Resto aqui

Fundação Pedro Ruivo apresenta Concerto de Ano Novo Com a Orquestra Silver Strings


A Fundação Pedro Ruivo apresenta, no dia 1 de Janeiro, pelas 18h00, um Concerto de Ano Novo com a Orquestra Russa Silver Strings.
Esta orquestra foi originariamente fundada em 1918, nessa altura com um estatuto amador, sendo uma das mais antigas formações deste tipo, na Rússia. A “Silver Strings” (Cordas de Prata) é originária da região de Kolpino, o subúrbio mais próximo de S. Petersburgo e caracteriza-se por possuir um reportório variado e um elevado nível técnico. Possui uma sonoridade muito particular, fruto do uso de instrumentos como as balalaikas e as domras, que constituem o suporte fundamental de toda a orquestra.
Profissional desde 1993, é constituída por 25 músicos, alunos graduados do Conservatório de S. Petersburgo. Apesar da sua estrutura jovem (a média de idades é de 23 anos), a maioria dos músicos são galardoados em várias competições e festivais. Estes músicos são extremamente profissionais e criativos e trabalham sob a direcção do maestro Alexander Afanasyev, exímio maestro e compositor, responsável pelos arranjos fabulosos desta Orquestra, uma das mais importantes orquestras russas.
A Orquestra Silver Strings tem, nos últimos anos, realizado espectáculos em palcos europeus tendo já gravado 14 CD`s e 3 DVD`s.
A convite da Fundação Pedro Ruivo, “Cordas de Prata”, regressa ao Auditório Pedro Ruivo para mais um concerto memorável.
Os bilhetes encontram-se à venda na Fundação Pedro Ruivo e na loja FNAC do AlgarveShoping, da Guia, ao preço de 7 euros na plateia central e 5 euros nas plateias laterais. A entrada é grátis para menores de 12 anos (inclusive) e Alunos do Conservatório Regional do Algarve Maria Campina.

Duas metades do mesmo zero!

Nuno,
Envio-te um pequeno texto escrito no final do xéculo XIX, por um dos grandes nomes da nossa literatura. Nele de descreve com uma actualidade impressionanete a nossa sociedade..
Como podes ver é pura e simplesmente uma questão de DNA, e esse é dificil de alterar.
1 ab
João Currito



"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,
aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,
sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;
um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que
um lampejo misterioso da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,
não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha,
sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima,
descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,
da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;
este criado de quarto do moderador; e este, finalmente,
tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política,
torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,
incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos,
iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,
e não se malgando e fundindo, apesar disso,
pela razão que alguém deu no parlamento,
de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

Guerra Junqueiro, 1896.

Terça-feira, Dezembro 22, 2009

Projecto Alma na Baixa de Faro




Um espaço muito bonito, cosmopolita, dedicado aos
criadores de moda portugueses, podem encontrar peças de
Ana Salazar, Nuno Gama, Dino Alves, Luís Buchinho e outros.
Os responsáveis são os irmãos Pedro e Paulo Lopes.
A loja está na Rua Reitor Teixeira Guedes, 7 em Faro.
Para eles os nossos parabéns e bons negócios.
adf

Renovação - O exemplo da Baixa do Porto (mais uma vez!)

15 espaços muito trendy a não perder no Porto.

Fomos descobrir o Porto renovado e alternativo e gostámos. Um roteiro de novidades de espaços - cafés, restaurantes, loja, galerias - que vale a pena conhecer.


Pitch e Pimenta Rosa

O Porto mexe. Convida e apetece. Renovou-se. Está mais cosmopolita e boémio. Inspira-nos. Nos últimos anos, a zona da Baixa foi tomada de assalto por um movimento de jovens urbanos e criativos com iniciativa e vontade próprias. As velhas ruas e artérias foram ocupadas por lugares com alma que respiram o ar deste tempo. São lojas, cafés, mercearias, galerias, restaurantes e bares pluridisciplinares que servem à la carte um novo modo de estar.

Há um bairro de artistas onde o vinil está na moda, cafés que vendem chá, roupa e objectos de design, bares que apresentam teatro, concertos e poesia, ou restaurantes que se transformam em noites de dança animadas por DJ. A geração que está a agitar a cidade cresceu com o Porto 2001, viajou, tem gosto próprio e contaminou esta energia para a zona histórica da cidade, que se encontrava praticamente esquecida.

Este é o futuro de um passado que teve início na Miguel Bombarda com a abertura de galerias e a invasão de prédios devolutos por parte de jovens artistas e comerciantes. Nas novas geografias urbanas cruzam-se tendências e experiências de várias cidades europeias. Há cada vez mais Berlim, Londres e outras capitais dentro deste mapa. Assim é o novo Porto, cool e apetecível.

Para ver o resto do trabalho clicar aqui

Apontadores e sugestões


OS TECTOS ESTÃO A DESABAR

No quadro existencial da CMF, só comparável ao desgoverno dos clubes de futebol, que vivem permanentemente nas nuvens e acima das receitas, nenhuma empresa privada sobreviveria num ambiente de descrédito.
Com uma despesa superior à receita, com encargos de curto e médio prazo aterradores, a CMF sobrevive porque é uma entidade pública, com largos anos de desgoverno fora da lei e contando com a cumplicidade dos organismos fiscalizadores do Estado.
Com o início do novo mandato e de uma nova equipa, no documento publicado no adf e no site oficial, não se descortina, às claras, entre muito palavreado estereotipado, a existência de um verdadeiro plano de salvação.
No curto prazo, de pressão muito alta e em que as dotações provenientes da Lei das Finanças Locais não conferem mais receitas, não podendo despedir ou reduzir outros custos que pouco impacto poderão produzir, não estando previstos nas actuais condições económicas e financeiras do país, investimentos privados de efeitos imediatos, não tendo meios para antecipar receitas e qualquer intenção de aumentos de impostos locais terá efeitos contra producentes, que intenções milagrosas tem o executivo?
Ou vende património em baixa, se o tiver de valor, ou recorre a empréstimos, se para tal o Estado estiver disposto, sem que lhe apresentem esse tal plano de recuperação que não enrole os cumprimentos traçados.
O aventureirismo imaculado colocou o concelho da capital de distrito na falência e alguns responsáveis locais das cores políticas comprometidas, ainda nos fazem perder tempo com queixinhas ou elogios insalubres de sentido cívico dos eleitos.
Do que existe em cima da mesa, a proposta de orçamento aprovado minoritariamente, provou que a presunção de Macário Correia quer puxar a carroça sozinho, não estabeleceu ligações para consensos alargados e nem a oposição mostrou interesse em fazer as aproximações que dêem margem de credibilidade no futuro.
As guerras político-partidárias não podem estar acima dos interesses do Município e não vislumbramos na situação criada, razões de mobilização e empenhamento da população.
Sejamos práticos, o pagode da sobre orçamentação só produz enganos e orçamentos rectificativos (vide actas da Câmara) e não resolve a questão de fundo – a liquidez.
Todos apostam no aperto político de Macário, não se comprometem com situações negociadas, jogando para a sua saúde partidária ao invés de um rumo partilhado nas situações de risco.
Macário já percebeu onde se meteu. Sem dinheiro, sem maioria, com uma oposição na espreita dos erros, um Governo Central pouco compreensivo e igualmente falido, uma situação económica e social degradada (mais de 2800 desempregados) e uma opinião pública que oscila entre a hostilidade e a indiferença, vão ser quatro anos difíceis que requerem acerto e ponderação.
Apolinário foi destronado no mesmo cenário e acabou por fugir da vereação, quiçá com medo do que (não) fez.
Macário mexe-se, entrou mal aconselhado na questão dos bombeiros, donde não vai sair com glória, promete limpar o parasitismo do parque de campismo, lança dois pólos turísticos sem que se conheçam interessados e resultados de curto prazo, com quebras de IMI e IMT, está numa luta de saídas difíceis.
Faro, capital, está transformada na cidade mais vulnerável da região e todos aqueles que concorreram politicamente para a dirigir, não têm razões para abstenções e guerras de caserna. Os julgamentos não se fazem só localmente…

Luis Alexandre

Segunda-feira, Dezembro 21, 2009

Entrevista com Luís Vicente


Luís Vicente director da ACTA
1 - Depois de iniciares a tua carreira em Lisboa, com algumas
passagens pela televisão, acabas por vir fundar uma companhia de
teatro em Faro. Como é que isso aconteceu?

LV
- Foi assim: o José Louro - que faz o favor de ser meu amigo há mais de trinta anos - telefona-me um dia a dizer-me que havia uns rapazes e umas raparigas que estavam a concluir as licenciaturas na UAlg, e que trabalhavam com ele há uns 4 ou 5 anos no Sin-Cera, andavam a falar-lhe em se profissionalizarem; se eu não queria vir cá ver se fazia sentido, se era possível, e como é que isso se fazia. Eu vim, avaliei a situação e concluí que fazia sentido. Na altura era Ministro da Cultura o Manuel Maria Carrilho, que tinha uma ideia muito clara acerca da função do Estado na definição e na sustentação de uma política cultural. Elaborei então um projecto de fundo, substancial, de acordo com uma lógica de Companhia ( e não de um grupo de interessados fazedores de teatro) que, do meu ponto de vista, depois de analisados dados do INE, deveria ser transversal à região. O Ministério avaliou o projecto e entendeu que o devia financiar. Nessa altura fiquei um pouco hesitante, porque o caso exigia que me deslocasse para o Algarve a tempo inteiro. Mas estava havia dois anos e tal só a fazer televisão, o que era para mim desconsolante.
Resolvi-me a arriscar e a ACTA iniciou então actividade em Fevereiro de 1998. Depois, foi fazer o caminho caminhando, zelando para que os parâmetros do projecto, desde os de ordem estratégica aos relativos a objectivos a alcançar, fossem cumpridos em patamares de 3, 5 e 10 anos. Ao fim de 11 anos posso dizer que tudo funcionou QUASE na perfeição. Só não na completa perfeição porque o Estado que temos é muito oscilante na definição de políticas. O Ministro Carrilho foi um oásis neste deserto de ideias.

2 - A Acta tem tido uma programação intensa e regular no Algarve. Que
aspectos consideras mais relevantes dessa actuação?

LV - Sim, é verdade que a ACTA tem tido uma programação intensa e regular no Algarve. Talvez a generalidade das pessoas não saiba mas o Algarve é a única região do país totalmente coberta de actividade teatral. Não propriamente em termos de acções dirigidas ao público em geral, mas o nosso Serviço Educativo, o VATe, cobre toda a região graças ao apoio dos 16 municípios e ao apoio dos mecenas Algar e Águas do Algarve; e o nosso Programa de Teatro para a Educação cobre 11 dos
16 concelhos com o apoio dos respectivos municípios e da Direcção Regional de Educação. Talvez as pessoas não saibam, mas... neste aspecto, somos uma referência em Portugal e na Europa. Recebemos solicitações de todo o país e também do estrangeiro, tanto para mostrarmos o nosso trabalho como para dar formação. O que se passa é que não temos calendário disponível para atender à quase generalidade dessas solicitações. Mas em Fevereiro de 2011 iremos à Alemanha e ao Luxemburgo dar formação. De resto, quem acompanhe a nossa actividade de forma regular, decerto que terá já visto em órgãos de informação estrangeiros referências ao nosso trabalho - por exemplo, na Sipário, de Itália, ou no Le Monde Diplomatique...
Responder à questão propriamente dita - os aspectos relevantes na nossa actuação - é interessante, e fácil, mas também complexo. Não consigo pensar na questão sem que me ocorra o conflito entre os paradigmas de Diderot e de Rousseau. A quase generalidade dos programadores artísticos não têm em conta tais paradigmas, que são fundadores de distintas filosofias e de distintas políticas de programação, por isso são errantes na sua actuação e nos seus desígnios. Correlativamente, há um conjunto de aspectos práticos que considero de grande relavância, tanto a montante como a juzante do estabelecimento de uma programação. Por exemplo, a existência de uma equipa sólida, devidamente estruturada, que observe disciplinadamente métodos de trabalho rigorosos, é um deles; que na relação com o público, nunca se deve fazer cedências, é outro aspecto que perseguimos - embora saibamos que nem sempre façamos aquilo que cada um de nós individualmente gostaria de fazer, mas antes aquilo que é preciso seja feito (é a noção de serviço público a ditar as suas leis - e está certo assim, segundo entendo)

3 - Qual é o tua análise sobre a situação actual do teatro no Algarve?
LV - A situação do teatro no Algarve não é diversa da situação do teatro no país - e se alguma diversidade existe é a de vantagem para o Algarve. A questão fundamental que se coloca é: o Estado não tem projecto cultural - não digo este ou aquele partido, digo o ESTADO.
Cada governo dita o seu "projecto" em linhas gerais e cada Ministro da Cultura que chega altera a legislação do anterior. Obviamente que este tipo de entendimento e de prática governativa fragiliza as estruturas de criação, de produção e de programação e fragiliza igualmente o próprio Estado. Por exemplo: não me lembro de nenhum Ministro da Cultura que tenha pensado no ordenamento do tecido teatral do país - excepção feita ao Carrilho, e ao SEC Mário Vieira de Carvalho, que tinham idéias a esses respeito, mas que ficaram pelo caminho. É claro que o país recentem-se desta falta de perspectiva. E sob este aspecto o Algarve tem lição a dar. Estou disposto a discutir este assunto num forum que permita a exposição e a discussão, ao vivo, do meu entendimento.

4 - Visto que têm tido uma relação muito próxima com o teatro Lethes,
qual seria, na tua opinião, a melhor solução para aquele espaço cultural?

LV - Já o dissémos noutros foruns e repetimo-lo aqui: nas condições actuais e numa perspectiva de futuro o Teatro Lethes deverá ser o lugar de residência da ACTA. E contamos que o seja a breve prazo, sob pena do património que é o Teatro Lethes vir a degradar-se irreversivelmente. Para nós é uma questão de estratégia e também de cidadania. Aquele equipamento não pode ser entregue às vontades generosas do amadorismo. É demasiado valioso para ser tratado e gerido dessa forma, por um lado, e, por outro lado, a lógica do funcionamento deste tipo de equipamentos requer um entendimento e um conhecimento de práticas de gestão e de programação que não está ao alcance de quem quer, está antes ao alcance de quem quer e pode. A ACTA não reivindica para si o uso exlusivo do Teatro Lethes, sempre deixámos isto claro.
Segundo entendemos, o Teatro Lethes deve ser um lugar de criação, com as suas portas abertas à comunidade dos criadores locais, sem dúvida, mas sujeitos a regras; igualmente aberto à comunidade escolar, também com regras; aberto também a criadores estrangeiros de projecção internacional, igualmente com regras ( a propósito, temos programado para Setembro de 2011 receber no Teatro Lethes um criador polaco de renome). É preciso perceber que o Teatro Lethes é um património da cidade, da região e do país, e tem de ser tratado com elevação e dignidade.
Quem é que reúne condições de capacidade técnica e de gestão e créditos artísticos para o fazer?!
Entrevista realizada por Fernando Silva Grade

A fábula da cidadela da praia


No fabuloso Reino da Cidade Mesmo Falida existia uma linda ilha, tão linda que despertava a cobiça de povos estrangeiros e outras forças do mal. A população da Cidade Mesmo Falida encontrava-se organizada segundo um complexo sistema de castas:

- A grande maioria dessas gentes era constituída pelos servos, essa casta inferior cujos membros não têm nem o direito de ir à praia. Quando alguém desta casta inferior não resistia a ir molhar as canelas sujeita-se a sofrer terríveis tormentos por ter cometido tamanho crime hediondo.

- A casta seguinte era constituída pela arraia-miúda, gente que em tempos mais antigos e conturbados teve a veleidade de construir a sua casita de férias em cima da areia, em terrenos que não lhe pertenciam. A arraia-miúda vivia aterrorizada pelas constantes ameaças por parte de terríveis monstros conhecidos por POC e POLIS que ameaçavam destruir os seus bens mais preciosos, as ditas casinhas na areia. Mesmo nesta condição precária de intrusos, a arraia-miúda tinha que contribuir com o dízimo para o depauperado erário da Cidade Mesmo Falida.

- Finalmente a casta superior era constituída pelos príncipes da praia, 140 almas, senhores muito ciosos na sua bela cidadela fortificada. Por artes mágicas, os monstros POC e POLIS nunca se atreveram a ameaçar a magnífica cidadela dos príncipes, pela que os altivos muros apenas serviam para manter à distância os servos e a arraia-miúda que por ali andavam constantemente a rondar.

Mas um dia, o feiticeiro que mandava na Cidade Mesmo Falida achou que não deveria manter a guarnição militar da cidadela e, numa fria manhã de Inverno, ordenou aos seus 10 soldados que regressassem à capital do reino, deixando os pobres príncipes entregues a si próprios.

Sem a protecção das tropas reais, os príncipes lá tiveram que contratar um exército de mercenários para se protegerem das castas inferiores, não fossem estes energúmenos invadir a sua magnífica cidadela, ou quem sabe até, EXIGIR QUE OS PRÍNCIPES DA PRAIA TAMBÉM TIVESSEM QUE PAGAR O DÍZIMO PARA O TÃO NECESSITADO TESOURO REAL.

Felizmente, como é sabido, privilégios assim só existem neste reino do “faz de conta”.

Paulo Charneca

Domingo, Dezembro 20, 2009

Ainda o Parque de campismo! Comentário

Bastava que se praticasse a tarifa média como em qualquer parque de campismo comercial e nunca se teria chegado ao absurdo de apoio ao funcionamento duma estrutura que assim podia ser rentável e não facilitaria a permanência sem fim que não é permitida em muitos parques.
Sem isto tem sido uma obra social autárquica para quem não necessita, é inadmíssivel com os parcos recursos da cmf. Da associação basta pensar no inaudito de entregar um espaço à beira-mar a quem sempre conviveu muito bem com o "status quo"deprimente que tem sido a marca do parque de há muitos anos a esta parte, agora descobriram o Sol. Acabemos com estas benesses relaxadas que têm sido a praxis da cmf. Acredito que o período transitório seja o tempo de planear a mudança de campistas se não se fizer mais nada que haja rotatividade o que significará que os inquilinos actuais só poderão voltar daqui a 50 anos, ou não serão todos os farenses iguais de direitos?
Força Macário.
Provedor do campista.

Hoje a partir das 15:00 à Pontinha - Baixa de Faro


Participação cívica: "Incomodem! Por que é que não incomodam mais?"



O alfinete de cabeça amarela mantém-se vai para dois meses espetado ao fundo da Rua do Alecrim, num mapa virtual de Lisboa povoado de pontinhos vermelhos

Cada ponto representa uma queixa por resolver. "O local é crítico a nível de limpeza, mas é regularmente limpo", escreveram os serviços camarários, à laia de desculpa, numa nota anexa ao alfinete que teima em não passar a verde.

As centenas de transeuntes, muitos turistas incluídos, vindos do Chiado, todos os dias se deparam com o cenário de imundície quando desembocam no Cais do Sodré: latas de cerveja e de sangria, restos de lixo e um cobertor uns metros adiante, sinal de que alguém sem abrigo tomou como sua a zona defronte do prédio devoluto. A escassas centenas de metros do local, os serviços responsáveis pelo sistema de queixas on-line que recebeu a reclamação da Rua do Alecrim dizem que mantêm o sítio debaixo de olho. O queixoso escreveu que na zona convivem alegremente ratos e baratas.

Depois de uma fase em que era difícil aceder ao sistema de queixas on-line do Na Minha Rua - uma cópia do londrino Fix My Street -, as estatísticas começam a falar por si: em Outubro foram resolvidas 84 das 193 queixas recebidas; em Novembro 59 de 185; e já este mês foram solucionadas 19 reclamações das 73 que chegaram. Os buracos no asfalto e a falta de pintura das faixas de rodagem são das queixas mais frequentes.

Ângelo Mesquita, director municipal e responsável pelo serviço, admite que os números ainda não são satisfatórios. "Por vezes pedem-nos para limparmos prédios que são propriedade privada, o que só podemos fazer com uma ordem do tribunal. Também nos enviam reclamações cuja resolução é da responsabilidade de outras entidades..." Foi o que aconteceu esta semana, quando a zona da Avenida Almirante Reis ficou diversos dias sem iluminação pública: "A avaria era da EDP, mas foi à câmara que as pessoas se queixaram." E a autarquia não conseguiu acelerar a reparação da rede eléctrica, pelo que a rua ficou várias noites às escuras.
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Desfile de Natal do Moto Clube de Faro 2009



filme de Luís Rosa

Sábado, Dezembro 19, 2009

AS VARAS DO REGIME

Significados para a palavra: vara
1- Ramo delgado de árvore ou arbusto; haste.
2- Cada uma das áreas judiciais que é presidida por um juiz
3- Substantivo colectivo de porcos.
4- Caniço usado para pesca.
Cai o tempo outonal, de temperaturas mais brandas que ajudam no exercício do varejo, a agonia da morte das varejeiras anunciam os tempos frios e os frutos amadurecidos têm de ser colhidos.
As varas estão guardadas e misturadas com outros utensílios em prontidão para os momentos da acção. O varejo é um trabalho às claras e preparado com atenção, não esquecendo as redes e os sacos de assacar.
Um bom varejo precisa de uma boa vara e de boas mãos, fortes, como prolongamentos de um corpo robusto, capaz de enfrentar a dureza das horas de trabalho árduo e proveitoso. Os frutos gordos e sumarentos não caem do céu, caem das árvores.
Trabalhado em equipa, com uma boa voz de vara de comando, a safra rende mais, cobrem-se melhor os campos de produção.
A qualidade do varejo está ligada à escolha dos melhores braçais, a gente que sabe da arte de bem varejar, para bem arrecadar.
Varejar em campo alheio é que pode não dar bom resultado. Quem ouve e vê, pode não se calar. Os frutos colhidos com menos trabalho, podem amargar na boca e dar razão ao escorregar da vara pelo lombo abaixo, ao falatório mundano ou às explicações nas varas dos tribunais.
Os homens precisam das varas, no varejo estas chegam mais alto, não agem sozinhas, são comandadas e obedecem a forças para um trabalho conjunto.
Pisar o risco no uso das varas, em conluio e em terrenos onde não usamos métodos legais, criamos problemas sobre os quais a lei tem autoridade e não importa o poder de quem manda.
Quem manda, tem o poder do dinheiro arrecadado pelo produto do varejo e não faltam os amigos que se sentam à mesa para comer do rendimento. Comem hoje para lhes lembrarmos amanhã que o fruto do varejo lhes proporcionou momentos de memória que em dados momentos têm de ser retribuídos.
O regime do varejo obedece a regras e acções de suporte, a organização, lealdades, equipas, e a amigos que se contam entre as varas de julgamento, que tanto jeito dão nas horas da vara abanar por acusações de actividade menos lícita.
Um país inteiro varado com tanta energia desperdiçada e com vontade crescente de saltar de vara na mão sobre o desvario.

Luis Alexandre