Terça-feira, Agosto 31, 2010

Polis de oportunidades! o comentário.

Um Polis de Oportunidades
O Polis da Ria Formosa é uma oportunidade única de valorização de um património natural que a ocupação humana desregrada tem degradado com prejuízo para todos.
Isto já foi dito mas nunca é demais repeti-lo e é importante que os cidadãos tenham esta percepção.
Os sacrifícios exigidos às pessoas afectadas pelas intervenções, designadamente na demolição de casas de segunda habitação em zonas do domínio hídrico e de renaturalização, não devem ofuscar a defesa do bem maior que é o interesse colectivo na defesa de um património que a todos pertence.
Todas as intervenções que afectam a vida e o património das pessoas, são difíceis de realizar e encontram muitas resistências. Por isso são muitas vezes feitas tardiamente, quando actuações mais responsáveis ao longo dos tempos, remotos mas também nos mais recentes, podiam ter evitado que o que há a fazer causasse tanta dor e sofrimento aos afectados.
Agora que se começou o trabalho, há que levá-lo até ao fim com firmeza e com justiça. E há que apoiar quem o faz, mesmo que não haja ganhos de popularidade.
Poucas vezes o que é popular está certo e o que tem que ser feito é fácil!

Fórum Farense

Imaginem-se em 1970 a viver um dilema,comprar uma casa na praia de Faro (legal com escritura)ou dois apartamentos em Faro (também legais),isto depois de ter vendido uma horta herdada na campina de Faro.O cidadão decidiu-se pela casa na praia,cumpriu todos os preceitos legais e paga IMI desde esse dia.Passados 4 anos dez metros ao lado da sua casa em terreno público outro cidadão ,com mais possibilidades económicas que o já residente ,construiu ilegalmente uma casa(pagando apenas os materiais) e hoje em dia acha que as duas situações são iguais porque acha que o tempo lhe conferiu o direito que nunca teve.As pessoas tiveram opções e tomaram-nas e agora finalmente se ainda vivermos num país de direito vão ter as consequências dessas mesmas opções para que a legalidade seja reposta e quem legalmente optou perceba que tomou a opção correcta e que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.Mais válido que isto só os direitos hístóricos que devem prevalecer acima de tudo e que qualquer plano deve respeitar integralmente.Agora defender o indefensável só o desespero pode permitir.
Do Ilhote.

19 comentários:

Anónimo disse...

Então explique lá:
Porque é que, no caso de um habitante da Culatra que também tem casa em Olhão (outro concelho) a casa da Culatra é que é considerada 2ª habitação;
Porque é que, na Ilha de Faro, só as casas dos tesos é que prejudicam a natureza;
Porque é que se gastam milhões a colocar areia em Vale de Lobo para salvar o campo de golfe;
Porque é que os campos de golfe (regas e pesticidas)da Quinta do Lago e as vivendas não afectam a natureza;
Porque é que os molhes da marina de Vilamoura não vão abaixo.

Anónimo disse...

Que merda é essa de forum farense? Uma espécie de micro maçonaria do negócio do betão? Daqui a pouco poem a Valentina C. a tocar piano em espéctáculos de benificiencia qual condolezza Rise arrependida e "humana" . com chavões do tipo - O Polis é bonzinho - O Polis ajuda os deficientes

Vão -se F%$#%#$%$#
Hipócritas

Anónimo disse...

Imaginem-se em 1970 a viver um dilema,comprar uma casa na praia de Faro (legal com escritura)ou dois apartamentos em Faro (também legais),isto depois de ter vendido uma horta herdada na campina de Faro.O cidadão decidiu-se pela casa na praia,cumpriu todos os preceitos legais e paga IMI desde esse dia.Passados 4 anos dez metros ao lado da sua casa em terreno público outro cidadão ,com mais possibilidades económicas que o já residente ,construiu ilegalmente uma casa(pagando apenas os materiais) e hoje em dia acha que as duas situações são iguais porque acha que o tempo lhe conferiu o direito que nunca teve.As pessoas tiveram opções e tomaram-nas e agora finalmente se ainda vivermos num país de direito vão ter as consequências dessas mesmas opções para que a legalidade seja reposta e quem legalmente optou perceba que tomou a opção correcta e que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.Mais válido que isto só os direitos hístóricos que devem prevalecer acima de tudo e que qualquer plano deve respeitar integralmente.Agora defender o indefensável só o desespero pode permitir.
Do Ilhote.

Anónimo disse...

É importante preservar o património que é de todos mas de que serve esse património preservado se não pudermos dele tirar partido?

Na deserta só não é proibido, e isso aos milionários, aceder ao restaurante, aos tesos nem à porta podemos chegar, mas podíamos desfrutar da beleza e da calma da Ilha hoje e porque os pássaros são mais importantes que a sanidade mental dos que para lá iam é proibido.

Será que depois de deitar abaixo todas as casas de 2ª habitação vão deixar todos passear livremente por cima das dunas dormir ao relento nas noites escaldantes de verão? apanhar 250gr de berbigão para fazer um arroz?

Para quando deitar abaixo as casas do Ancão colocadas em cima das dunas e que no meu tempo de adolescente chamávamos Paraíso porque nada nem ninguém se vislumbrava por aquelas paragens? será que lá os pássaros não fazem ninhos ou os milionários criaram-lhes berçários?

Fui educada a respeitar a natureza e espero que ela me respeite.

Se não puder-mos com ela conviver de que nos serve tê-la preservada?

Dêem hipóteses e alternativas às pessoas que têm casas nas ilhas barreiras para que possam lá continuar mas de forma ordenada.

Casas de madeira geminadas com área de construção limitada, ordenadas em duas ou três filas, com espaços de passadeiras que tornem acessos ao mar acessíveis a todos,regulamentos de segurança e higiene assegurados é fácil de fazer e de fazer cumprir em alternativa a deitar tudo a baixo.

E quem neste momento tem casas construídas à balda sem regra nem norma como era aceitável nos tempos da outra Sra, entre deixar de poder usufruir das ilhas e investir em qualidade a bem da requalificação não terá dúvidas quanto à decisão.

Mas este é o País do 8 ou 80, fechou-se os olhos durante anos ao ordenamento das ilhas e agora quebram-se raízes que deixarão feridas graves em todos a que a demolição bater à porta.

As gentes que há dezenas de anos têm casa nas ilhas barreira merecem o mesmo respeito que os pássaros que elas recebem para nidificar. Criem-se regras e façam-nas cumprir e todos viveremos em harmonia.

Para que não haja dúvidas não sou proprietário de nenhuma casa nas ilhas barreiras, mas entre amigos, familiares, políticos e autarcas, ricos e pobres tenho muita gente conhecida que lá tem casa há dezenas de anos.

A.M.

Anónimo disse...

bravo do ilhote até que enfim um comentário esclarecido!

Anónimo disse...

Está a parecer-me que o Forum Farense é o blogue da concelhia do PS!

Anónimo disse...

Gosto particularmente do argumento (anónimo 6.17) de que se se fez asneira em Vale do Lobo e na Quinta do Lago também se devia poder fazer nas ilhas...tanta falta de seriedade...

Anónimo disse...

Ah, e expliquem lá ao Sr. do primeiro post porque é que as casas em ilhas/praia são consideradas 2ª habitação...é que ele ainda não percebeu...

Anónimo disse...

eu acho que o Sr. do primeiro coment só com desenhos a cores entende o que é 1ª e 2ª habitação...e mesmo assim...

Gaiana disse...

e as casa da quinta do lago e ancão são 1ª habitação?
os prédios na zona ribeirinha da Fuzeta construidos a menos de 30 metros da preia mar são 1ª habitação?
Sim porque tanto mal faz uma casa em cima da ilha como uma casa em terra desde que não respeite a lei,e a lei do dominio publico maritimo diz que as distâncias minimas pqra qualquer construção são 50 metros do maior preia mar conhecido.

Anónimo disse...

Boa, vamos começar os programas polis pela terra natal(onde tenham interesses) de cada um dos dirigentes da Parque-Expo ,e da Polis,vamos ver se gostam.
Quer dizer,os lisboetas destruíram o estuário do Tejo e outros,e agora vêm adomestar os gajos (Algarvios).
Mas o que está escondido,são os milhões ,o esquema dos milhões,que quando isto acabar vocês vão ver onde foram gastos.
Quanto à primeira Habitação,então os cidadãos ,através do seu esforço não podem ter mais que uma habitação?
Então eu tenho que gastar o dinheiro que ganho em carros novos e férias no estrangeiro ? tenho que dar ao Partido ? eu nem gosto de politica, nem convido os ministros para uma partidinha de golfe na quinta do lago.
O que é isso de primeira Habitação ? Em que lei é que está isso ?
Andam a gozar com quem trabalha?
Pelos parâmetros da polis Ria Formosa, eu, que tenho uma pegada de carbono "perfeita" ,que me lavo com dois dedos de água ,não tenho "direito" a uma Habitação ,por o consumo desta ser diminuto,como tal ,não prova que a casa onde vivo seja habitada,então deveria ter uma piscina para poder convidar a Engª Valentõna? E ai ,já tinha "direito" a uma casa?
Não me fo... pá.
Só aprendem quando vos tocar.
Abram o'zolhos porra!

Anónimo disse...

Como outros o Forum Farense quer passar argumentos de meia verdade e esconder a opacidade do restante.Expliquem: Quais os argumentos para a demolição de todas as construções no domínio hidrico, contíguas à área desafectada?Porquê renaturalizar e não requalificar?Quais as soluções a dar às famílias de 1ª habitação, em particular aos pescadores/mariscadores, que há gerações habitam na área a demolir?A bem da transparência e do sentido de justiça, qual é o conceito de casa de 1ª habitação? Com uma verborreia a bem do interesse colectivo alguém omite o essencial.Não está em causa o bem comum,porque esse, com soluções sérias, pouco em pouco terá de ser construido, custe o que custar. O que está em causa é que neste Portugal, um "bando de manhosos" apelando ao bem comum, tenha em vista o seu contrário.

Anónimo disse...

Pois é, do Ilhote!! eu também não deixo de concordar com os seus argumentos. Permita-me o desabafo; para que serve o direito, digamos, histórico de uma família de pescadores que há três gerações vive na Praia ;que pagaram licença à capitania, à hidraulica e pós 25 de Abril, IMI ? Agora reformados e velhos têm a Soc. Polis, com argumentos de lana caprina, apontar-lhes a demolição da sua única casa? Dá também, que pensar!!Cumprimentos.

Anónimo disse...

Sugio a leitura do estudo previo/anteprojecto do Polis de Faro (ver site da CM faro).
Porque só aquela zona é que vai ser tratada? para que queremos um Anfiteatro perto do teatro Municipal será para acabar com animação no centro da cidade?O que é o Núcleo Piscatório? Restaurantes e bares?

S.O.S Ria Formosa disse...

Se o polis é assim tão bom qual o motivo que abrem novas barras na Ria Formosa e não afundam o canal de acesso à Barrinha em Faro para os pescadores não esperarem 4 horas para entrar e sair a barra nas duas ultimas horas da vazante e da enchente?
a Valentina acaba de abrir uma nova Barra em cacela,será que o poder da Valentina calixto é ilimitado que pode fechar e abrir barras conforme lhe apetece? o nosso dinheiro é assim esbanjado?

Anónimo disse...

Alguém sabe quem era o homem responsavel do ambiente em Portugal, quando foi autorizado a construção no Pontal da Engª Valentina?
Digam lá não tenham vergonha!

Anónimo disse...

então o pontal é da valentina?
tá bem tá,assim já se percebe essas estórias todas.

Anónimo disse...

As deputadas Cecília Honório, eleita pelo distrito de Faro, e Rita Calvário, da Comissão Parlamentar de Ambiente, questionaram o Ministério do Ambiente sobre a poluição na Ria Formosa.

Pescadores e mariscadores locais têm vindo a denunciar as descargas provenientes de suiniculturas e o amontoamento de lixo diversos, como eletrodomésticos, plásticos ou sucata automóvel, naquela zona do Parque Natural.

A tonalidade da água e o odor libertado, decorrentes desta situação, é mais acentuado em alturas de maré baixa, pelo que estas práticas merecem cabal resolução.

A poluição na Ria Formosa tem sido diversas vezes denunciada pelas populações dos concelhos abrangidos, nas mais variadas instâncias.

O BE recorda, por exemplo, que, em Março de 2009, a associação cívica “Somos Olhão” apresentou uma queixa, à Comissão Europeia, contra o Estado Português, motivada pelo despejo de efluentes na Ria Formosa.

As deputadas do Bloco de Esquerda exigem que o Ministério do Ambiente adote medidas urgentes para pôr cobro à situação de poluição na Ria Formosa e que promova a recuperação das áreas afetadas.

Cecília Honório e Rita Calvário querem ainda saber se o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade têm os meios adequados para garantir a preservação dos valores naturais protegidos do sotavento algarvio.

Anónimo disse...

Concordo com o Sr. A.M. Apoio completamente