No seu vasto percurso ligado às Artes – a letra maiúscula é propositada –, Rosário da Silva, falecido no passado mês de Agosto, em Lisboa, onde residia, teve um percurso singular e multifacetado.
Apesar de ter na sua vasta produção artística várias colaborações com diversas empresas, galerias e museus, foi nos CTT, empresa para a qual foi admitido em 1943, que Rosário da Silva se evidenciou como homem de artes. Actualmente, é possível ver trabalhos seus em vários edifícios dos CTT, um pouco por todo o país, de norte a sul. Em Faro, no Largo do Carmo, no actual edifício da Portugal Telecom ou nos Correios da Pontinha, estão expostos dois trabalhos seus.
As suas colaborações iam da tapeçaria à cerâmica, à escultura, ao desenho técnico de mobiliário e máquinas para os CTT, à escrita, ao cinema, ao mosaico e azulejo (numa imagem anexa pode observar-se um trabalho que está patente numa conhecida estrutura de Faro), à gravura, à ilustração, à fotografia, à publicidade e, claro, à filatelia. Neste último campo, tal como uma das imagens documenta, produziu selos postais, aerogramas e telegramas que circularam pelo território nacional e pelas antigas colónias ultramarinas.
Um dos trabalhos mais emblemáticos é a tapeçaria exposta na Estação dos CTT da Rua Conde Redondo, em Lisboa, que se anexa também, onde está retratada a história dos serviços postais, do Século XVI ao Século XX.
No artigo de Viegas Gomes, o seu percurso está bem pormenorizado, não vale a pena repetir-me mais.
O seu trabalho está exposto em museus como o das Comunicações, da Fundação Calouste Gulbenkian ou no Museu Municipal da Horta.
Deixo este singelo texto à consideração dos responsáveis do Museu Municipal de Faro.
João Vasco Resende – amigo da família de Rosário da Silva
clicar na imagem para ampliar.

Painel Azulejos - casa particular
painel de azulejos - Faro, Coobital
4 comentários:
Que pena só agora depois de falecer se falar dele.
Não conhecia mas pelas imagens era um Artista com A grande.
A.M.
Faro sempre teve e tem o problema de ignorar os da terra.
Sempre que alguém faz algo de relevante ou é criticado, achincalhado ou ignorado.
É assim a sociedade farense onde é praticamente impossível triunfar.
FARENSE MUITO ATENTO
A ingratidão vive com os artistas, fazem criação do que não existe, as pessoas contemplam mas não querem saber quem são os autores, só depois de mortos ganham respeito.
Alguém fez alguma coisa para apresentar o homem?
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