Domingo, Fevereiro 28, 2010

A Defesa de Faro completa hoje 4 anos!


O Blog "adefesadefaro" completa hoje 4 anos de existência.
No torvelinho dos dias que correm lestos, até nos admiramos de já ter
passado tanto tempo!
Tempo rápido por um lado, mas, por outro, prenhe a transbordar de
acontecimentos, de histórias, de crises, de desafios, que o tornam,
paradoxalmente, ampliado e extenso.
Como espiral centrípeta, cujos ciclos são transpostos em cada vez
menos tempo, 4 anos actuais, de Faro e do Mundo, correspondem a uma
fatia significativa de mudança e de avanço da História.
Podemos eleger a liberdade como a suprema conquista dos tempos
recentes, que redimensionou o homem e as sociedades.

Para isso, foi decisivo a amplificação dos meios de comunicação e de
informação que permitiu que as ideias (e as denúncias), chegassem a
todo o lado.
A intervenção cívica é, hoje em dia, uma força incontornável na
dinâmica das sociedades.
A cidadania é a marca indelével da democracia do século XXI.!

O Blog "adefesadefaro", tem-se esforçado no sentido de possibilitar
a divulgação e discussão de um conjunto de assuntos e temas, que possa
contribuir para a reflexão sobre a sociedade que temos e aquela que
queremos para o futuro.
Mas não chega somente reflectir, é preciso também agir. E um blog pode
constituir um meio privilegiado de acção, de contestação ou de
sugestão de propostas.

Neste 4º aniversário, aproveitamos para enviar um abraço sentido à diáspora farense espalhada por todo o mundo, desde o Brasil à Holanda, e que regularmente nos acompanha e nos dá força para continuramos, mesmos nos dias mais cinzentos. E outro abraço também, àqueles farenses que por motivos de doença ou idade têm encontrado no blog uma forma de pertencerem a esta vibrante e intensa comunidade que se revê no "A Defesa de Faro".

Um blog vive fundamentalmente daqueles que o visualizam e com ele
inter-agem, seja através de artigos, comentários ou simples recolhas de imagens e textos.
Por isso, os números que avançamos com orgulho, são o resultado deste
trabalho conjunto entre nós, promotores do blog, e vós, assistentes do
mesmo:
720.000 entradas únicas
1.200.000 páginas vistas
19.500 comentários

por fim um apelo várias vezes aqui repetido:
Existe uma história de Faro e dos seus cidadãos que nos enche de orgulho e nos faz gostar ainda mais da nossa cidade. Mas se estiver fechada no baú da memória, desaparecerá irremediavelmente à medida que desaparecerem os seus protagonistas. E uma cidade sem memória, sem história, é um subúrbio, condenado ao desaparecimento. Por isso, este blog é feito por todos e espera todos dias por novas memórias para contar.

ADF.

Sexta-feira, Fevereiro 26, 2010

Outros Mercados.Bons exemplos!


De: Nuno Brito Jorge - "A propósito dos mercados - exemplo de Barcelona (outra vez Barcelona!...)"
in Baixa do Porto
Há já algum tempo que me tinha lembrado daquilo que presenciei em Barcelona durante algum tempo - uma política de remodelação de mercados municipais exemplar. Os mercados, alguns quase tão bonitos como o Bolhão (!), foram sucessivamente remodelados resultando em locais agradáveis, onde se podem fazer as compras de forma personalizada, combinando da melhor forma o contacto humano com a diversidade da oferta.
Cada mercado tem secções (peixes, carnes, fruta, verduras, etc.) onde existem bancas com vendedores. Algumas bancas servem também refeições ideais para um almoço rápido de "cozinha de mercado". Para evitar a necessidade de ir a um supermercado comprar "o resto" das necessidades de casa, alguns destes mercados têm também uma loja (tipo supermercado) onde se podem encontrar os produtos que não são vendidos nas bancas, seja o leite, as bolachas ou o detergente para a máquina de lavar.
Este é o site dos mercados de Barcelona, cheio de bons exemplos. O mercado de "La Llibertat" é um dos últimos a ter sido concluído. O de Sarrià também é um óptimo exemplo. O da Boqueria dispensa apresentações, talvez ainda não tenha sido remodelado para manter a imagem de marca que o turista das Ramblas procura. Espero que possa servir de inspiração pois acredito que além de defender aquilo em que acreditamos devemos procurar a solução nas melhores práticas conhecidas. Apesar de acreditar pouco na vontade da maioria dos portugueses/portuenses de fazer as suas compras indo de Metro ao mercado, acredito que se as condições adequadas forem proporcionadas as mentalidades podem mudar. Tenho a certeza que eu seria um feliz cliente!
Cumprimentos,
NBJ

Faro - Fagar e Toponímia

FAGAR VAI LIMPAR TODO O CONCELHO
A Câmara Municipal de Faro viu aprovada na Assembleia Municipal do passado dia 22 de Fevereiro, uma proposta que prevê a contratualização com a Fagar da gestão dos espaços verdes, das áreas balneares e dos núcleos urbanos das ilhas.
A medida radica nos benefícios que produz a junção e coordenação dos serviços de gestão dos espaços verdes e de limpeza urbana, bem como na eliminação de contratos e protocolos diversos, envolvendo Juntas de Freguesia, empresas privadas e associações de moradores. Deste modo, uniformiza-se a limpeza do concelho, reduzem-se custos e operacionaliza-se o serviço, os meios humanos e a maquinaria. Faro terá, por isso, melhor limpeza a mais baixo custo para o erário público.
Cria-se assim uma coordenação integrada da recolha dos resíduos resultantes da manutenção de jardins e da limpeza urbana em articulação com as tarefas de varredura manual, varredura mecânica, lavagem de arruamentos, monda e poda.
Os benefícios traduzem-se a vários níveis e importa referir que haverá uma redução dos “conflitos de fronteira” de serviços prestados (evita-se a duplicação de acções no espaço público: canteiro/passeio), que se traduzirá numa acentuada melhoria do serviço.
Está claro que a coordenação global e integral dos serviços de limpeza, gestão de jardins, de frentes balneares e dos núcleos habitacionais das ilhas, clarifica responsabilidades, melhora a qualidade dos serviços e permite economias de escala. Por isso, tomou-se com urgência esta medida.
Com a efectivação dos contratos o Município assume com a Fagar um encargo na ordem dos 1,3 milhões de euros para o corrente ano acrescidos de cerca de110 mil euros, para os serviços que vão ser efectuados nas praias e nas ilhas.

APROVADO REGULAMENTO DE TOPONÍMIA
Foi aprovado, em sessão da Assembleia Municipal do passado dia 22 de Fevereiro, o Regulamento Municipal de Toponímia e Numeração de Polícia, que se destina a organizar, ordenar e identificar de forma precisa o espaço social e urbanístico do Município de Faro. Tudo isto estava ainda por fazer.
A inexistência, até hoje, de regulamentação, a complexa realidade urbanística actual, a numeração de polícia sem regras, o grave problema de ausência de topónimos nos arruamentos resultantes de operações de loteamentos, os problemas de distribuição de correio, de registo dos edifícios nas finanças, assim como nas Conservatórias Prediais, foram as razões ponderosas e inadiáveis que levaram o Município a elaborar um instrumento capaz de definir normas claras e precisas que permitam responder com eficácia às necessidades de milhares de cidadãos. A toponímia assume um papel fundamental enquanto elemento de identificação, orientação, comunicação e localização de imóveis. Reveste ainda grande importância, na medida em que os nomes atribuídos aos espaços públicos registam épocas, personalidades de relevo, costumes e acontecimentos que marcaram a história do Concelho em determinado momento. Não é matéria de somenos importância nem devemos menosprezar a nossa identidade.
Mas, para operacionalizar o procedimento de atribuição e garantir que as decisões têm fundamentação técnica avalizada, constitui-se a Comissão Municipal de Toponímica em que figuram o Presidente da Câmara, o Presidente da Junta de Freguesia da respectiva área, o Director do Departamento de Urbanismo, o Director do Departamento de Cultura e Património, um representante da Assembleia Municipal, um especialista de história local, um especialista em património cultural, um técnico da Divisão de Sistemas de Informação Geográfica e um técnico da Divisão de Ambiente, Mobilidade e Trânsito.

Quinta-feira, Fevereiro 25, 2010

Apontadores e sugestões


Ministro Franklin Martins (Comunicação Social), Fidel Castro e o presidente de Cuba, Raúl Castro, em fotografia feita pelo presidente Lula. Foto: Luiz Inácio Lula da Silva

Orgulho português nos confins do país dos Karen

CUBA: CONDENAR A TIRANIA

Metade espanhola do Baixo Guadiana será parque natural

Universidade do Algarve: ESGHT organiza VIII Seminário Internacional «Empresa e Futuro»

Café Doglioni debate hoje o Desemprego no Algarve


ATOPÍA
Arte y ciudad en el siglo XXI

Hoje no Club Farense às 18:30



MUDAR
Clube Farense
R. Santo António, Faro

Esta Penha esquecida, parte II


Deixem-se de bandeirinhas partidárias e sigam a interpretação de Eça de Queiroz “ Os políticos são como as fraldas, devem ser mudadas”
Estamos em 2010, será que o presidente teatral da junta da Sé conhece este acordo?
Penso que não!
Não se iludem porque uns passaram outros irão passar e enquanto durar o adormecimento do cidadão tudo irá continuar ao gosto do poder autárquico.
O direito de contestação existe na Constituição mas o melhor é a contestação no café e em tertúlias de copos.
Assim não!

Em 30 de Novembro de 2006 foi celebrado um contracto na presença do secretário de Estado Adjunto e da Administração Local Eduardo Cabrita um apoio para melhorar as infra-estruturas no Bairro Cabecinha, Ruas Jornais “ O Algarve” e “Correio do Sul” na Penha.”
“ Foi deliberado em reunião de
Câmara Municipal de Faro em 05/12/06
Acordo de Colaboração – “Ligação Viária
no Bairro Cabecinha – Rua Jornal O
Algarve,Correio do Sul– Penha”,
no Município de Faro
Deliberado, por unanimidade, ratificar os termos do
Acordo de Colaboração em título, celebrado entre a
Direcção – Geral das Autarquias Locais, a Comissão de
Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e
o Município de Faro.”

Albertina da Silveira da Madre de Deus.

Sessões Publicas de Esclarecimento - MODCOM 5.ª Fase

A ACRAL – Associação do Comércio e Serviços da Região em parceria com o IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento e a Associação de Desenvolvimento e a Associação de Desenvolvimento de Portimão Pró-Comércio está a organizar duas Sessões Públicas de Esclarecimento sobre o MODCOM – 5ª Fase. Estas Sessões irão contar com a presença do Dr. João Rodrigues, do IAPMEI, que fará uma apresentação deste projecto. A 5.ª fase do programa MODCOM, cujas candidaturas decorrem até 12 de Março, disponibilizará 20 milhões de euros de apoios a fundo perdido para projectos de modernização do comércio tradicional e apostará, nesta edição, na rapidez de execução.
Neste sentido, e tendo em conta as mais valias que este projecto poderá trazer para o Comércio Local do Algarve, somos a convidar todos os interessados a estarem presentes nestas Sessões de Esclarecimento que terão lugar:

Faro – 25 de Fevereiro – Auditório da CCDR (Praça da Liberdade, 2 – 8000-164 Faro) pelas 15 horas;

Portimão – 26 de Fevereiro – TEMPO – Teatro Municipal de Portimão (Largo 1º de Dezembro 8500-538 Portimão) pelas 14:30.

Pelo Gabinete de Imprensa.
O Técnico
Bruno Santos

Quarta-feira, Fevereiro 24, 2010

Juca & Zeca


Esta Penha esquecida!



Sr.Presidente da Junta de Freguesia da Sé.

Esta é a Rua Jornal Correio do Sul, bem perto de vós, e que às 17.25 de hoje, com 5 minutos de chuva ficou assim.

Até quando?

Ventura

Terça-feira, Fevereiro 23, 2010

Transportes: dois apontamentos.


foto de luis rosa
1º apontamento.
As possíveis consequências da privatização de aeroportos

segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010
Será que se vai repetir o erro cometido no contrato da Ponte Vasco da Gama, onde o Estado Português ficou dependente de uma empresa privada, relativamente a uma infra-estrutura essencial para o País?
Rui Rodrigues

Email: rrodrigues.5@netcabo.pt

Site: www.maquinistas.org

Tem sido noticiado pela imprensa que a privatização da ANA-Aeroportos de Portugal iria incluir os aeroportos de Faro, Francisco Sá Carneiro (no Porto), dos Açores e o terminal civil de Beja, além do novo aeroporto internacional de Lisboa, previsto para o campo de tiro em Alcochete. Se o Governo vai entregar todos estes aeroportos a um só concessionário, então, será a substituição de um monopólio do Estado por um monopólio privado.

Esta situação poderá ser prejudicial para a economia nacional e para os interesses de Portugal, como já ocorreu no caso do modelo de ‘Project Finance’ que um anterior Governo Português efectuou com a Lusoponte para a construção da Ponte Vasco da Gama e que lhe dá o direito de opção para a construção das novas travessias rodoviárias, entre Vila Franca de Xira e Algés-Trafaria durante as próximas décadas. Tal acordo deixou o Estado português dependente, através de um contrato com uma empresa privada e, por esta razão, se a nova Ponte Chelas-Barreiro for rodoviária, o Governo terá que negociar prováveis indemnizações com a Lusoponte. Apesar dos responsáveis por aquele contrato terem garantido que a grande vantagem daquele sistema de financiamento era a possibilidade de se construir a Ponte Vasco da Gama sem recorrer ao Orçamento Geral do Estado, passados poucos anos de exploração, tal objectivo não veio a acontecer, antes pelo contrário. O Estado Português já pagou centenas de milhões de Euros de indemnizações à Lusoponte e, além disso, como a Ponte 25 de Abril já está paga, são os seus utentes que estão a financiar a nova travessia. Fazendo as contas relativamente ao prazo de concessão e exploração da Ponte Vasco da Gama, por parte da empresa referida, chegamos à triste conclusão a que chegou o Tribunal de Contas - a nova ponte vai ser paga cerca de três vezes, relativamente ao valor de custo. Teria sido mais inteligente recorrer à banca e pagar ao longo dos anos com as receitas das portagens.

O projecto de financiamento da Ponte Vasco da Gama, com um valor total de 897 milhões de Euros, foi financiado na sua maioria pelo sector privado sob um esquema de "Build, Operate Transfer" (BOT). Os comentários do Tribunal de Contas, relativamente ao financiamento da Ponte, foram os seguintes: “Só pelo facto do Estado ter prolongado a concessão 7 anos as perdas foram superiores a 1050 milhões de euros”.

Um projecto BOT é concebido habitualmente com uma mistura de financiamentos de entidades privadas através dos seus accionistas, empréstimos bancários e, algumas vezes, por meio de financiamentos públicos. Os accionistas assumem os riscos, recebendo dividendos como contrapartida pelos seus investimentos, enquanto a recompensa subsequente do Estado é obter uma infra-estrutura que, de outro modo, teria de ser financiada a partir do seu orçamento. A Ponte Vasco da Gama foi financiada a partir dos seguintes recursos financeiros:

• Fundo de Coesão da União Europeia: 319 milhões de Euros (35%);
• Empréstimo do Banco Europeu de Investimentos: 299 milhões de Euros (33%) ;
• Portagens cobradas na Ponte 25 de Abril: 50 milhões de Euros (6.0%);
• Outros: accionistas, apoios do Governo, etc... : 229 milhões de Euros (26%).

O resultado da evolução da concessão e das sucessivas mutações sofridas pela sua arquitectura contratual, até à etapa actual, foi consumado com a celebração do novo acordo de 2000, que não defendeu da melhor forma os interesses dos contribuintes e dos utentes das duas travessias sobre o rio Tejo e que acabou por consolidar o desvirtuamento do modelo inicial de financiamento da Ponte Vasco da Gama, concebido como um ‘Project Finance’.

“Na verdade, afinal, o Estado concedente tornou-se no mais importante e decisivo financiador da concessão, sem a explorar.”, conclui o Tribunal de Contas, como se pode ver no seguinte site: http://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_auditoria/2001/47-2001v1.pdf

O novo aeroporto

Caso o Governo entregue todos os aeroportos a um só concessionário, será a substituição de um monopólio do Estado por um monopólio privado, como já foi referido. A questão que se coloca, agora, é saber se no futuro contrato, para o novo aeroporto de Lisboa, e durante o seu prazo de concessão, vai ser permitida a construção de outros aeroportos privados ou não, tanto na região de Lisboa como no resto do País.

No futuro, vai ser cada vez mais frequente a construção de pequenos aeroportos de baixo custo, que exigem uma pista e um pequeno terminal para servir as companhias aéreas de ‘Low Cost’. É o que se está a verificar na Europa. Um desses exemplos será, brevemente, uma realidade em Badajoz.
in Baixa do Porto - Público
2º apontamento directamento do Brasil.

“Durante décadas, o transporte rodoviário foi tão favorecido, que hoje responde por 58% do movimento de carga no país. O ferroviário transporta 25%. Nós temos trabalhado para mudar esse quadro. O transporte ferroviário é mais barato que o rodoviário e reduzir custos é fundamental para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros. Estamos com várias ferrovias em obras. O trecho original da Norte-Sul, ligando o porto de Itaqui (MA) a Anápolis (GO), estará concluído até o final de 2010. Já inauguramos 356 km e mais 1003 km estão em obras”, disse Lula.

Dr. Luis Gordinho Moreira


Dr. Luís Gordinho Moreira
Tendo o “defesa de faro” publicado alguns post sobre o roubo do busto do antigo Presidente da Câmara de Faro, Dr. Luís Gordinho Moreira, informamos que a família recebeu da autarquia o seguinte email:
No seguimento da participação efectuada via e-mail, na Câmara Municipal de Faro em 16 de Novembro de 2009, informamos que o assunto mereceu a nossa melhor atenção.
Assim, informa-se V. Exa., que de acordo com informação prestada pelo Gabinete de Projectos Municipais, e dada a dificuldade de se reconstituir a memória homenageando o antigo Presidente da Câmara de Faro, Luis Gordinho Moreira, que se encontrava aplicada na fachada principal do Estádio de S. Luis, a Câmara Municipal de Faro apresentará à futura Comissão Municipal de Toponímia uma proposta para atribuição a um dos novos arruamentos da cidade, o topónimo Luis Gordinho Moreira , antigo Presidente da Câmara Municipal de Faro.
Aproveitamos ainda a oportunidade para agradecer o envio do e-mail e informar que estamos ao Vosso inteiro dispor para os esclarecimentos suplementares julgados por convenientes.
Com os melhores cumprimentos,
A Vereadora do Planeamento Urbano, Equipamentos Municipais e Infraestruturas
( Publicado igualmente em “temosqueconversar.blogspot.com/”

Com os melhores cumprimentos
David Mousinho
(mousinho@netcabo.pt)

Segunda-feira, Fevereiro 22, 2010

ACTA / Formação - Parceria com a Escola Pinheiro e Rosa


Elenco
A ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve está a desenvolver uma parceria com a Escola Secundária Pinheiro e Rosa, de Faro, no âmbito do Curso Profissional de Artes do Espectáculo, realizando uma Formação em Contexto de Trabalho.
Esta formação, apesar de assegurar aos formandos a possibilidade de continuarem os estudos académicos, tem como objectivo prioritário a formação de técnicos qualificados que possam estar habilitados a serem inseridos imediatamente no mercado de trabalho com uma função profissional.
Para a consecução destes objectivos, a Escola Secundária Pinheiro e Rosa quis partilhar esta responsabilidade formativa com a ACTA, que irá proporcionar a sete formandos experiências profissionais e condições de aprendizagem prática em contexto real.
Esta parceria concretiza-se no acolhimento de sete alunos que irão estagiar na ACTA durante seis meses, no período de Janeiro a Junho de 2010. Estes alunos irão participar na próxima produção da ACTA, “Cova dos Ladrões”, encenada por Paulo Moreira, um texto de Luís Campião, um jovem algarvio que dá os primeiros passos na escrita para teatro. A estreia está agendada para dia 1 de Abril, em Vila Real de Santo António.
Um dos alunos terá ainda a oportunidade de trabalhar no Serviço Educativo – VATe, na criação da nova produção intitulada “D. Quixote e Sancho Pança e a Aventura da Sementeira”, que irá para a estrada no dia 13 de Abril, e percorrerá as Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico do Algarve.
Esta parceria proporciona um investimento na juventude e na formação em contexto de trabalho, complementar à realizada pelos formandos em ambiente escolar. Neste sentido, a ACTA pretende possibilitar a criação de emprego a jovens que terminam a sua formação profissional e que estarão aptos a integrar o mercado de trabalho.
Este contributo da ACTA antecipa, de forma experimental, o projecto da Companhia que se insere no contexto da sua instalação no Teatro Lethes, o qual visa a criação de um gabinete de apoio a jovens criadores, proporcionando-lhes condições de produção orientadas para a sua inclusão no mercado de trabalho.

Grande manifestação na Capital do Algarve!




Mais de 600 pessoas, provenientes de vários pontos do Algarve e de lugares tão distantes como Aljezur e Vila Real de Santo António, juntaram-se em Faro no passado sábado dia 20 de Fevereiro para reivindicar os seus direitos ao trabalho e protestarem contra a crise e o desemprego.
Esta manifestação teve como slogan “É Tempo de Mudar” e foi organizada pela União dos Sindicatos do Algarve, contando com a presença de trabalhadores da Alicoop e Alisuper, empresas estas de supermercados de venda a retalho e para o consumidor final e ainda com a representação do Sindicato dos Enfermeiros; Sindicato dos Professores da Zona Sul; Função Pública do Algarve, Sindicato de Hotelaria do Algarve de entre outros.
Na posse da palavra, António Goulart, dirigente sindical da União dos Sindicatos do Algarve, referiu que “o Algarve vive actualmente uma situação muito grave que nunca tinha acontecido nesta região, de crise económica e social e cerca de 30 mil desempregados no mês de Janeiro de 2010, segundo os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional” e proferiu ainda algumas palavras sobre a situação dramática que vivem os trabalhadores da Alicoop e Alisuper "É uma empresa que como se sabe é perfeitamente viável e neste momento o que está a travar essa viabilidade é a ausência de decisão por parte da banca pública de investir 1,2 milhões de euros na empresa, quando é do conhecimento geral que, se a empresa for encerrada, só em subsídios de desemprego desses trabalhadores é ultrapassado o valor que a CGD não quer neste momento investir".
"O que temos dito é que é necessário um plano regional articulado de combate à crise e ao desemprego, que reúna um conjunto de medidas, de políticas, de investimentos que sejam credíveis e permitam à região ultrapassar estes problemas", acrescentou.
Esta manifestação começou no Liceu João de Deus em Faro cerca das 15,30 horas e terminou no Jardim Manuel Bívar por volta das 17,30 horas, após a entrega simbólica por uma funcionária da Alicoop e por Maria José Madeira, dirigente e representante sindical da CGTP, de uma carta assinada pelos trabalhadores, nomeadamente na Caixa Geral de Depósitos e Governo Civil de Faro e que referia ”Exigir ao Governo da República, CGD e restantes credores a viabilização das empresas Alicoop, Alisuper, Macral e Geneco e medidas urgentes que acautelem a degradação da situação financeira, comercial, social e a “imagem” do grupo, designadamente perante os consumidores, fornecedores e opinião pública.
Cada dia que passa degradam-se os indicadores e pioram as condições, para a recuperação comercial das empresas e perde-se um tempo absolutamente essencial para preparar as lojas, com a nova imagem e equipamento, potenciar para a época estival a campanha de vendas que garanta futuro e emprego.
Apelam que se superem as hesitações e dificuldades e se viabilizem as empresas para salvaguardar emprego, desenvolver a região e assegurar os direitos dos credores.”

José Farias

ESTACIONAMENTO NO LARGO DO MERCADO - CAOS ORGANIZADO


Provado que está que os arruamentos envolventes ao EDIFÍCIO DO MERCADO MUNICIPAL comportam, na maior parte da sua extensão, estacionamento em ambos os lados da via de circulação, seria oportuno repensar o modelo de utilização que se está a dar ao espaço publico e, em simultâneo, terminar com o suplicio das multas por encomenda a determinados dias e horas, tarefa que julgo não ser fácil para a Autoridade.
A solução do problema é, a meu ver, de uma simplicidade atroz: aplica-se, com as devidas adaptações no terreno, o regime de zona tarifada já em vigor em arruamentos adjacentes.
A fiscalização das infracções fica automaticamente resolvida, os residentes saem beneficiados pela obtenção do cartão de estacionamento grátis e a disciplina no ordenamento do transito facilitará quem, por necessidade, precisa de circular na zona, nomeadamente na rua dos Bombeiros Portugueses onde o parqueamento em 2.ª fila é o ex-libre.

Jorge Oliveira

Domingo, Fevereiro 21, 2010

Maravilhoso Cristiano!


Maravilloso Cristiano
El portugués hizo todo lo bueno del Real Madrid, bien secundado por Higuaín, que firmó otro doblete y ya suma 14 tantos en la Liga. Cristiano marcó el primer tanto y participó activamente en otros cuatro del Madrid, que aplastó al Villarreal con más pegada que juego. El Madrid ha ganado los doce partidos que ha jugado en el Bernabéu.

Maravilhoso também na atitude! Todos a ajudar a Madeira.

Câmara de Faro vai promover concerto de solidariedade com a Madeira

Apoiado, venham mais!




duas colectividades com novas condições

«Ajudar as colectividades», pro Macário Correia

Nestes dias o Município de Faro decidiu aprovar normas claras para o apoio aos clubes desportivos e aos seus eventos, bem como para as associações culturais e para as suas iniciativas.
Assim é tudo mais transparente, proporcional e justo.
Os recursos são escassos, mas mais vale distribuir pouco e com regras do que fazer as coisas avulso.
Ao mesmo tempo vamos entregar terrenos e edifícios degradados a associações que lhes vão dar vida e recuperá-los para actividades nobres.
Neste mês serão contemplados o Grupo Folclórico de Faro, a Cruz Vermelha Portuguesa, a Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas e o Moto Malta de Faro.
O grupo mais antigo do folclore algarvio e que melhor tem representado a região, vai finalmente ter a sua sede definitiva, num sitio central, junto do Largo da Pontinha, recuperando uma velha casa da Travessa do Pé da Cruz.
Terá condições para a secretaria, para a direcção, para o guarda roupa e para os ensaios. Há muito que mereciam, no mínimo, este gesto da cidade para com eles. A decisão só peca por tardia. É agora na comemoração dos seus 80 anos.
A Cruz Vermelha Portuguesa, cuja delegação de Faro tem um exemplar dinamismo, vai dispor de um terreno no Montenegro para um novo equipamento social virado para os idosos e desfavorecidos.
Agora que a sua Casa do Cercado no Alto Rodes, está pronta, impõe-se dar um novo passo.
O Município faculta o terreno, os projectos e as obras virão a seguir.
Por sua vez a Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas, com mais de uma centena de associados na região algarvia vai ter a sua delegação no Largo do Pé da Cruz, recuperando velhas habitações abandonadas.
Com esta obra e a do Grupo Folclórico também se faz regeneração urbana.
Por sua vez, os motociclistas do Moto Malta, que não têm sede própria, vão ergue-la no Montenegro, perto do aeroporto, num pequeno terreno disponível e adequado ao efeito.
Deste modo se resolveram mais quatro problemas. Brevemente outros se seguirão.
Dinamizando as associações ajudam-se os cidadãos nos aspectos sociais, culturais e desportivos.

in o Algarve

Juca & Zeca


Sábado, Fevereiro 20, 2010

Comentário

O grande problema, parece-me, é que se tem, nos últimos anos, atribuído subsídios (e isso não quer dizer que tenham sido pagos) sem qualquer controlo. E daí essas "guerrinhas" entre as associações locais. Se bem que haja muitas delas que, felizmente, cumpre a sua missão honrosamente (é este o caso inquestionável da ACTA), muitas outras existem que pouco mais têm feito do que fazer almoços, jantares e outros convívios afins. Ora, meus senhores, eu alimento-me todos os dias, e não peço dinheiro a outras entidades para subsidiar as minhas refeições e as dos meus amigos. Urge, parece-me, definir critérios claros e transparentes para a atribuição de subsídios. Quem apresenta trabalho em prol da cultura merece ser apoiado por quem de direito, uma vez que essas atribuições são, primeiramente, das entidades públicas, nomeadamente dos Municípios. Força, ACTA e Luís Vicente, continuação de bom trabalho!
anónimo

A GREVE


Disfuncionar

Greve geral da função pública marcada para dia 24. O Estado comendo a sua própria cauda, os postos de trabalho mais seguros dando o exemplo. Aumentos ? Claro. Descongelar acesso a carreiras ? Naturalmente. Em 1973 eram 150.000. Nessa altura fazia-se tudo com caneta na mão, teclado de aço e papel químico. Portugal tinha 2.000.000 km2 e 25.000.000 de habitantes. Hoje, com 89.000 km2, soberania evacuada e muito computador, são 700.000. Pedem aumentos. É a soltura. O país pode andar aos caixotes de lixo, mas o Estado é rico e os seus funcionários pedem mais. Uma vergonha.

in combustões

Sexta-feira, Fevereiro 19, 2010

Ria Formosa - Quercus defende um programa que preconize a desocupação total das duas penínsulas e das cinco ilhas-barreira.


Ilha da Fuzeta
fotografia de Bluewater 68


Protecção costeira

Áreas de risco devem ser desocupadas e renaturalizadas.

Os recentes temporais na Costa Sul, resultado de fortes ventos e intensa ondulação, que levaram a galgamentos oceânicos e à destruição de construções, em especial nas ilhas-barreira da Ria Formosa, vêm provar que a única solução adequada para proteger pessoas e bens contra o recuo e erosão acentuados da orla costeira é remover todo o tipo de construções e de infra-estruturas existentes, promovendo em simultâneo a sua renaturalização.

O exemplo da Ria Formosa

É comummente aceite que a Ria Formosa revela, actualmente, uma clara tendência de recuo das ilhas-barreira em direcção ao continente, com a concomitante redução progressiva do interior do sistema lagunar, situação que se deverá acentuar com a tendência para a previsível subida do nível médio das águas do mar. Para além da aceleração da erosão, não só dos troços das falésias a Oeste, mas também, e principalmente, do cordão arenoso, antevê-se também um aumento da susceptibilidade ao fenómeno dos galgamentos oceânicos que, embora sejam mecanismos essenciais ao funcionamento das ilhas-barreira, contribuindo para o seu equilíbrio dinâmico, pouco ou nada toleram a presença de obstáculos resultantes da ocupação humana da superfície (casas, estradas, estacionamentos), ainda que por vezes temporária. Por outro lado, é aceite que o principal fornecedor de sedimentos ao sistema de ilhas-barreira é a área de arribas situada entre os Olhos de Água e o Ancão, hoje sujeita a uma fortíssima erosão, com o facto, mais que expectável, de o rio Guadiana ter diminuído o fornecimento sedimentar por via da deriva litoral, devido à construção da barragem de Alqueva. Neste contexto, antevê-se um mais que provável agravamento da erosão costeira nos próximos anos.

Neste cenário, para além das construções clandestinas, vem a Quercus exigir que as autoridades ponderem fortemente a possibilidade de, a médio prazo, implementarem um programa que preconize a desocupação total das duas penínsulas e das cinco ilhas-barreira, mesmo que tal implique indemnizar os seus proprietários legais. Deve-se salientar que os custos de manutenção da actual situação são muito superiores aos da opção pela renaturalização dos sistemas dunares e protecção dos valores naturais.


Investimento avultado em esporões e alimentação artificial de praias não é solução.

mais aqui

Investimento do Estado na Cultura e Teatro Lethes. Duas considerações.

Um assunto: O jornal Público de domingo, 7 de Fevereiro, publicou um interessante trabalho jornalístico assinado por Alexandra Prado Coelho do qual, entre outros dados, constam os do quadro abaixo, relativos ao investimento do Estado na Cultura.



Elucidativo, creio.

Há anos que venho alertando diversas autoridades e personalidades, nacionais e regionais, para esta incontornável realidade. Pelo menos desde 2004, tenho vindo a fazer chegar às supra ditas, exposições, memorandos, sínteses descritivas, bem como quadros e gráficos analíticos comprovativos dela.

De um modo geral, as minhas insistências têm, como prosaicamente se diz, “caído em saco roto” – salvo uma ou outra excepção, que não me parece oportuno aqui nomear, de pessoas que fazendo fé nos dados que lhes tenho facultado, têm procurado intervir no sentido de resolver o escândalo. Entre essas pessoas estão dois ex-Secretários de Estado da Cultura, um do PS outro do PSD, que procuraram sinceramente resolver o escândalo. E resolveram-no...mas provisoriamente. Portanto, logo que deixaram de exercer funções (o que acontece com uma tal frequência que as melhores intenções ficam pelo caminho), ficámos, não no mesmo estado, mas sim em pior estado...

Mas a generalidade de tais autoridades e personalidades, como digo, tem considerado não sei bem o quê. Suspeito, que fazendo ouvidos de mercador às minhas insistências será por razão de as entenderem como uma acintosa teimosia de quem já muito tem e ainda quer mais.

Sim, é verdade: quero mais porque ao Algarve tem cabido muito pouco.

E a estrutura da qual faço parte, e que se conta entre as mais prestigiadas e produtivas Companhias de teatro do país, tem, por mérito próprio, direito a mais. É dado adquirido e reconhecido. Porém, desígnio não cumprido. Porque ao Algarve tem faltado a força política necessária face ao poder da centralidade; porque a matéria que trabalhamos é considerada menor no quadro da reivindicação política e de cidadania.

Sabemos que o Primeiro-Ministro anunciou, em fase de campanha, mais verbas para a Cultura. Não sabemos é para quê e como vai ser feita a distribuição. O que é que as autoridades e personalidades do Algarve têm a dizer e/ou tencionam fazer para que seja corrigido o défice assombroso que nos tem vindo a caber em sorte?

....outro assunto

Nesta oportunidade ainda, um breve apontamento acerca de uma mais ou menos corrente consideração, mais ou menos pública, cuja direi ser também de entendimento de ordem prosaica, relativa ao assunto Teatro Lethes. Clarifico: há quem defenda a peregrina idéia de um concurso público para determinar quem deve habitar, programar e gerir o referido equipamento.
Até parece que estamos num meio onde abundam excelência e capacidades! Até parece que temos de escolher entre o Peter Brook e o Luís Miguel Cintra!

Ocorre-me o seguinte: Recordo que há mais ou menos uns trinta anos, na Suécia, se colocou questão idêntica (enfim, salvo as devidas distâncias) relativa ao direito do Ingmar Bergman em dirigir o Teatro Nacional de Estocolmo. O governo sueco fez então a vontade ao grupo recalcitrante, que exigia concurso público, encabeçado por um “artista” de cujo nome não me lembro. E Bergman foi afastado. Durou menos de 3 anos o seu afastamento. Depois, o governo pediu-lhe públicas desculpas e devolveu-lhe, sem concurso, a direcção do Teatro. A incongruência e a incompetência haviam sido demonstradas. Acabaram-se para estas matérias os concursos públicos. Porquê? – Porque esta é matéria à qual tal modelo não se adequa. Também em Portugal temos na matéria (e apliquem-lhe o contorno jurídico que entenderem) vários exemplos de não aplicação de concurso público, a saber: os Teatros Nacionais (D. Maria, São Carlos, São João) o Teatro de Almada, o Theatro Circo de Braga, o Teatro Aberto (Lisboa), o Teatro da Cerca de São Bernardo (Coimbra)...Querem mais? – Pois, sendo-me requerido, poderei dar mais exemplos portugueses e europeus – de França, de Itália, da Alemanha. Concursos públicos para obras de Brecht, Shakespeare, Strindberg ou Ionesco? Estamos a falar de quê? De mesas e cadeiras e pontes e estradas? Da construção de edifícios públicos? – Pretende-se o quê? - Pôr o carro adiante dos bois? Pôr o sapateiro a tocar rabecão? Ser mais papista que o Papa? O Teatro (o modelo de teatro que defendo e pratico e tudo o que com ele se relaciona) não é um ofício; é uma Arte! Não é um negócio; é um sacerdócio! O modelo de concurso público atende a pressupostos que não são compagináveis com os pressupostos enunciados por Cícero em “Dos Deveres” e que, do meu ponto de vista, constituem uma bíblia de cidadania. É certo que a democracia permite que digamos tudo o que nos aprouver e que criemos todos os artifícios a coberto da capa da legalidade, mas vamos lá a ter um pouco de discernimento e comedimento, meus senhores! Se quisermos aferir a nossa integridade democrática pela norma da aplicação do concurso público, deste entendimento rapidamente se chega a outros, por certo legais, mas assustadoramente perversos. E temos, infelizmente, na nossa história recente alguns casos bem ilustrativos disto que digo – entre eles um episódio com uma obra de José Saramago.

Luís Vicente

Fim de semana no Pátio de Letras


Quinta-feira, Fevereiro 18, 2010

Centenário do Sporting Clube Farense - Espólio de fotografias e recordações


No âmbito das comemorações do Centenário do Sporting Clube, está previsto uma exposição de fotografias e recordações do clube.

Nesse sentido, pedimos a todos aqueles que tenham em sua posse esse tipo de material e queiram ceder temporariamente para essa exposição o favor de contactarem o telefone 968 528 819 ou o mail: scf.gab.imprensa@gmail.com.

SCF – Gab. de Imprensa

No próximo dia 20 de Fevereiro, Sábado, pelas 21.00h vai-se realizar o 10 Komboyo dos Lokos!


O Komboyo dos Lokos surge em 1998 com um grupo de jovens da cidade de Faro ligados à musica, à percussão, à dança, às artes plásticas, ao fogo, ao teatro, à animação de rua com grande vocação social e internacional e de educação não formal. No início começou por ser uma arruada na forma de desfile expontâneo e algo carnavalesco extemporâneo, portanto, já depois da quarta feira de cinzas, no qual se passeava efusivamente pelas várias estações (paragens). Os bares eram os parceiros mais comuns destas paragens, onde o komboyo encontrava o apoio necessário à sua realização e existência.
Deste princípio evoluiu-se para estações no meio da cidade, com temas estudados para serem fortes a abrangentes, que motivasem uma organização por etapas na forma como o komboyo se deslocava e apresentava, sugerindo reflexões sobre o nosso futuro, o nosso presente, o nosso passado, e aglomerando artistas de várias nacionalidades e complementado com workshops durante o dia e espectáculos durante a noite.
Com este ritmo crescente chegámos até ao 7.ºK em 2005, com 400 artistas a compôr as carruagens deste komboyo loko e a mexer com a cidade de Faro.
Após este esforço enorme, a ARCA, Associação Recreativa e Cultural do Algarve, sediada em Faro, e os seus elementos que faziam e se dedicavam a este projecto, acabaram por ganhar a medalha de prata da Câmara Municipal de Faro, pelo seu dinamismo e presença forte na cidade. Mas entretanto, a estrutura tornou-se demasiado pesada para gente voluntária à demasiado tempo e parou-se a máquina dos Lokos, e os Lokos fizeram-se ao mundo do trabalho remunerado.
Mas em 2008, o tempo agarrou o 8.º Komboyo fruto do voluntariado de algumas pessoas e associações de Faro, que não queriam deixar de ver o Komboyo a mexer com a cidade e fez-se o primeiro komboyo sob o tema «geração expontânea» onde se libertaram os pesos da organização pela responsabilidade de cada interveniente, assegurando assim a logística mínima e a recriação máxima. O desfile passou a ser o único objectivo até que...
10.º Komboyo dos Lokos, 20 de Fevereiro de 2010 !
Os intervenientes do passado e do presente se juntam livres por uma causa e se organizam com algo mais para oferecer, com olhos num futuro crescente e necessário.
Tema tão Revolucionário como Loko: A BIO ADVERSIDADE SEM REPÚBLICAS! fazendo a sopa das agendas internacionais e nacionais deste ano.
No Liceu faz-se o ponto de encontro à tarde, onde podemos trocar ideias, energizar as baterias e onde se oferece jantar (sem arroz não há verbo!)
O desfile com algumas surpresas organizadas e outras espontâneas!
À REVOLUÇÃO DA LOKURA! ;-)
apareçam. sejam adversos a isto.

Quarta-feira, Fevereiro 17, 2010

O documentário «Vizinhos – Turquia: Outro lado da Europa», produzido pelo algarvio João Romão e Maral Jefroudi e Vico Ughetto, estreia-se hoje na RTP2


RTP 2 - às 23:30h
Todo o visionamento, edição e pós-produção do filme foi realizado na Switch, empresa de audiovisuais algarvia sediada em Faro. mais aqui

Temporais - O caso da Fuzeta e da Ilha de Faro, muito bem apresentado pelo Bluewater 68


Na Fuzeta, o mar corrige a clandestinidade.

A Ilha que o mar quer levar. Gráfico animado, clicar aqui.

As casas eram ilegais e estaria prevista para este ano a sua demolição. Uma situação que eu não contesto. Mas coloco a dúvida de saber quando é que iriam efectuar essa operação, já que quando toca a demolições, tudo é feito para que esse momento inconveniente se arraste no tempo. Para já, o Mar fez aquilo que as entidades competentes deveriam ter feito. Só que o mar faz o seu trabalho à bruta, pouco se importando em colocar os resíduos em local adequado. Se as entidades competente já tivessem feito o seu trabalho, de certeza que não haveriam pedaços de muros de alvenaria, detritos ou varões de aço retorcidos, meio escondidos ao longo de toda a praia. Alguém se irá preocupar em remover aquilo, ou vão deixar que o Mar, bem ou mal, faça aquilo que lhes compete fazer?

No caso da Fuzeta, gostaria de acrescentar uma informação que foi publicada hoje no "O Algarve"
«Valentina Calixto disse que neste momento está um processo a correr de preparação para um concurso público de remoção dos destroços e das ruínas, cujo objetivo é retirar todo o lixo da praia e Ria Formosa até à Páscoa. As casas destruídas na Fuseta este inverno são fruto de um fenómeno natural registado numa frente costeira de cerca de 100 metros, onde o mar rasgou a duna e em consequência galgou para a Ria Formosa, um sistema lagunar natural.» (mais aqui)
Aquilo que se espera é que a praia fique em condições de ser usada.

resto do post aqui


A defesa da ilha de Faro.

O comandante da Polícia Marítima, Marques Ferreira, explicou que, cerca das 04:00 de hoje, ocorreu uma forte ondulação de sudoeste, com cinco metros de altura, e uma preia-mar de marés vivas que fez com que o mar galgasse a duna e as areias invadissem a área urbana do lado nascente da praia de Faro.

“estamos a sofrer as consequências de urbanização anárquica do cordão dunar desde há 50 anos” – Macário Correia

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Terça-feira, Fevereiro 16, 2010

fotografias do Cortejo de Carnaval de Faro (Terça-Feira)













Jardim Manuel Bivar
gentilmente enviadas por José Farias e
Vasco Santos.

O jardim Manuel Bivar, na baixa de Faro, contou hoje com a presença de cerca de 3000 visitantes naquele que foi o Carnaval de Faro 2010.
Apesar do frio e da ameaça de chuva que acabou por cair por volta das 16.30h, os foliões não desistiram e participaram neste desfile de Carnaval trajados a rigor e onde a imaginação não tinha limites. Os temas foram desde a Ria Formosa, figuras populares, turismo e profissões de entre outros.
Neste evento participaram algumas dezenas de grupos e ainda cerca de 20 viaturas, incluindo uma conduzida por Macário Correia, actual presidente da Câmara Municipal de Faro e ainda muitos “mascarinhas” individuais de entre crianças e adultos.

José Farias

NÃO É POR FALTA DE COMUNICAÇÃO

Todos os países são ou produzem “casos de estudo”, estando as diferenças no ritmo, gravidade, sustentação e capacidade de os resolver.
Temos um país pasmado com o “atrevimento” de um homem, de um partido e de um Governo, que resolveu levar por diante um plano que é sonho e foi tentativa de outros, não havendo preconceitos nem limites.
De todos os lados se ouvem gritos de que estão a assaltar a democracia, a mesma que insistem, de dentro e de fora, que está arrombada, passando o assalto do OE, que é o primeiro passo de um plano prolongado, com certeza para além de 2013, para posição secundária.
Em boa verdade, a democracia parlamentar está em apuros para tapar os buracos e, nesse exercício, com a manta curta, deixa o país a testemunhar, numa revolta contida e sem direcção, as manobras para encontrarem uma saída.
A desorientação geral e a gestão táctica do tempo para digerirem a avalanche de atropelos aos valores apregoados da democracia, cria cenários de declarações que, no essencial, longe de analisarem a gravidade do momento à luz dos deveres e responsabilidades dos titulares de cargos públicos e dos interesses do país, são filtrados pelo lado estreito dos interesses partidários.
Nos bastidores da crise, diz-se e escreve-se que noutro qualquer país, o primeiro-ministro já se tinha demitido mas, estamos em Portugal e falamos de José Sócrates, curiosamente, um homem que evidencia o mesmo estilo convencido do cavaquismo e das maiorias absolutas.
Nos outros órgãos do poder, o Presidente fala de serenidade, pensando em si, na reeleição e no partido, no Parlamento assiste-se ao arrastar de trocas de acusações, pedem-se inquéritos sem coragem de irem mais longe no uso dos instrumentos de que dispõem, e, nos outros círculos de influência, só uma voz dispersa do PSD pede o óbvio, para uma ilusória restauração da credibilidade.
O maior partido da oposição ao Governo, se tivesse um líder forte e uma situação estrutural mais estável, com certeza aproveitava a ocasião de ouro para derrubar o opositor que, certamente, também montou o chamado polvo sobre a comunicação, (porque dos outros polvos ninguém fala, como as alternadas mudanças de boys em tudo o que são lugares chaves da administração e empresas públicas) aproveitando a ocasião e as fragilidades dos adversários.
Dos restantes partidos, que não escondem os seus papéis de apêndices do regime, pensam pequeno e enrolam-se em questões processuais inócuas, à procura do mito da transparência, quando deveriam adoptar posições firmes de denúncia e exigência de atitudes, para merecerem o respeito das pessoas.
A invocação do chavão, de que não querem dar pretextos ao Governo para não governar e provocar uma crise política, não passa de uma falácia, porque o que estão a escrever para a História é que um Governo e o partido que o apoia, pode infringir com gravidade as regras da democracia e não lhe acontece nada. E, na matéria em questão, dando-lhe características agravadas, há ainda boas razões para julgar as interpretações e omissões da Justiça no seu desenvolvimento.
Os políticos e os partidos do regime, não se dão conta dos efeitos esclarecedores e irreversíveis que produzem nas consciências políticas da população.

Luis Alexandre

HOJE : Cortejo de Carnaval da Cidade de Faro


Segunda-feira, Fevereiro 15, 2010

Hoje - Carnaval nocturno em Faro.


O ano passado foi assim.

Olive Tree Dance ao Rubro na Associação dos Músicos de Faro


OliveTreeDance.com

Olive Tree Dance esteve ao rubro no passado sábado dia 13 de Fevereiro, véspera de domingo gordo e Dia de São Valentim. Uma noite alternativa diferente marcada por ritmos tribais ao som do Digeridoo, Percussão e Bateria num espectáculo cheio de animação e boa disposição que mostrou mais uma vez o papel importante da Associação Cultural dos Músicos na nossa cidade de Faro.

Olive Tree Dance criado em 2003 por Renato Oliveira (Oliver), ano em que o grupo edita o seu primeiro álbum "Deep Inside The Organic". Em 2005 fizeram a sua primeira apresentação ao vivo no Festival "Andanças" em São Pedro do Sul. Foram ainda convidados pela Embaixada da Australia para actuar no espectáculo da Televisão Portuguesa alusivo às Sete Maravilhas do Mundo e de Portugal. Editaram o seu primeiro EP- "Urban Root s - Explosive energy in 100% organic dance mus ic” pela Optimus Record.
A sua música resulta de uma fusão de Dance Music, Acústica, Sons Tribais e o Digeridoo, um instrumento aborígene australiano (na imagem), classificada como Bio Natural Dance Music combina uma miscelânea de "ancient sounds" de África e Brasil com Jazz e Percussão originando um som original e inconfundível em que a energia, a inovação se unem num ritmo do outro mundo.
De norte a Sul do País de Festival em Festival, e lá fora, no Brasil, Índia, Holanda, Espanha e Itália, entre outros, Olive Tree Dance mostra ao público um espectáculo fora de série numa ode aos sentidos, o único projecto em Portugal deste tipo, vai continuar em tourneé pelo País até 20 de Agosto.

Uma experiência do outro mundo, alienígena a não perder.

www.youtube.com/olivetreedance

Chuve e mais chuva, não há Carnaval que resista!


tudo o que é cortejo no Algarve foi adiado para amanhã, a única coisa que resta,
pode ser isto e isto.

Juca & Zeca


Domingo, Fevereiro 14, 2010

UAlg espera perto de três mil visitantes durante a Semana aberta 2010


único polidesportivo do Campus das Gambelas
uma vergonha para toda a Universidade




A Universidade do Algarve volta a abrir as portas, entre os dias 23 e 26 de Fevereiro, para receber cerca de três mil estudantes vindos de escolas do Algarve e do Baixo Alentejo, no âmbito de mais uma edição da Semana Aberta. O do evento é divulgar junto deste público-alvo a oferta formativa e a investigação produzida na UAlg, através dobjectivo principal e um leque variado de actividades que incluem visitas guiadas, palestras e sessões desportivas.

Mais de cinquenta actividades experimentais diárias esperam três mil jovens estudantes que vão rumar à UAlg durante a Semana Aberta 2010. Este evento, que se realiza anualmente sempre durante o segundo período lectivo do ensino secundário, integra diversas actividades, de carácter informativo, pedagógico, experimental e lúdico, oferecendo um conjunto de propostas que se dirigem a públicos diversificados como estudantes, docentes e outros agentes educativos, procurando igualmente incluir encarregados de educação e demais cidadãos interessados na oferta regional ao nível do ensino superior.

Assim, entre os dias 23 e 26 de Fevereiro, será proporcionada aos visitantes uma verdadeira viagem ao mundo da investigação, através dos vários departamentos da UAlg, onde os jovens estudantes poderão assistir e participar em actividades que contemplam áreas científicas tão distintas como as Ciências da Vida, da Terra, do Mar e do Ambiente, as Ciências Básicas e da Engenharia e as Ciências da Saúde, mas também as Ciências Sociais, da Educação e da Formação, as Artes, Literatura e História e a Economia, Gestão e Turismo. mais aqui