Quarta-feira, Março 31, 2010

Animação na Baixa - Dirty




A Banda Dirty, com o vocalista André Boniche de 14 anos
a actuar na Rua de Santo António,uma enchente de juventude na Baixa.
O resto da Banda: Merlim(13), Bolha(13) e Xaba(15)

Animação na Baixa.


Ontem actuaram os Mongalize(Reggae), hoje actuam às 16horas
os Dirty a banda mais jovem residente da ARCM, com elementos dos 13 aos 15 anos.

É mesmo electrizante viver em Faro




Olá a todos.
Moro numa rua da Penha onde há vários anos os postes de iluminação pública foram alvo de um upgrade tecnológico.
Num rasgo de criatividade de roça estupidez, os nichos de acesso aos componentes eléctricos, anteriormente protegidos com fechadura, passaram a ser encerrados por uma placa de PVC presa por duas cintas metálicas.
Solução de um brilhantismo ofuscante.
Ontem junto à esplanada do café onde é frequente encontrar-nos crianças a brincar, a tampa de grande arrojo tecnológico já lá não estava e os componentes eléctricos do poste já se encontravam ao alcance da natural curiosidade das crianças.
Hoje a situação continua na mesma, pelo resolvi fazer esta chamada de atenção a quem de direito, para que não seja necessário acontecer uma fatalidade para que a EDP venha finalmente resolver esta vergonha.

Paulo Charneca

Terça-feira, Março 30, 2010

Diálogos na Cidade com João Alves - Director do Parque Natural da Ria Formosa.


João Manuel da Silva Alves, é natural de Santa Engrácia, Lisboa, e nasceu a 30 de Junho de 1959.
Licenciou-se em Biologia, em Outubro de 1982, pela Faculdade de Ciências da Universidade Clássica de Lisboa.
Efectuou o Estágio de conclusão do curso de Biologia, no ramo científico, na Reserva Natural do Estuário do Tejo e Zonas Envolventes, entre Setembro de 1991 e Outubro de 1992, versando o "Estudo da Flora e da Vegetação" desta zona.
Exerce actualmente, em regime de Comissão de Serviço, e desde 1 de Maio de 2007, o cargo de Director do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas - Sul, o qual integra três Parques Naturais: - Ria Formosa, Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e Vale do Guadiana, para além das ZPE's e Sítios da Rede Natura do Algarve, do Baixo Alentejo e parte do Alto Alentejo.

Nota introdutória:
“Situando-se Faro numa ampla linha de contacto com a Ria Formosa e perspectivando-se no futuro próximo um estreitamento da sua relação com esta área natural excepcional, gostaria de lhe colocar um conjunto de questões que, longe de esgotar todas as problemáticas inerentes à relação cidade/ria, se me afiguram mais pertinentes na actualidade.”

ADF - “A acção dos areeiros foi durante anos uma situação que sob o ponto de vista ambiental e legal infringia todas as leis, mas que, pese embora esse facto, teimou em se manter activa. Qual a situação presente?”
J.A. - Presentemente, e desde meados de 2008, o licenciamento da ocupação, utilização e exploração de recursos do Domínio Público Hídrico (neste caso do Domínio Público Marítimo) é da responsabilidade da ARH-Algarve (Administração de Região Hidrográfica do Algarve). Porém, a actividade dos areeiros foi sendo progressivamente regulamentada e, com a aprovação do POOC Vilamoura – Vila Real de Santo António, em 2005, deixou de ser possível retirar areia do sistema da Ria Formosa. As dragagens de manutenção dos canais, deverão recolocar as areias, desde que de características adequadas, nos sistemas dunar ou nas praias das ilhas-barreira da própria ria. Para além das dragagens de manutenção dos canais ou de desassoreamento das barras, as únicas possíveis são as realizadas por pequenos operadores locais que recolhem e transportam areia para os viveiristas para recobrimento dos viveiros, com a devida autorização do PNRF e, actualmente, da ARH.

ADF - “A poluição da Ria é um problema que se tem arrastado ao longo dos anos com impacto negativo na fauna e flora e nas actividades económicas. Ainda subsistem esgotos e efluentes industriais que são despejados directamente na Ria? As águas que são emitidas pelas ETAR's não põem em risco, devido à sua composição, o equilíbrio da salinidade das águas da Ria e consequentemente o seu ecossistema?”
J.A. - As situações que possam existir de lançamento de efluentes de qualquer natureza (que não os pluviais) na ria, sem o devido tratamento prescrito pela lei em vigor, são manifestamente irregulares. Não são do nosso conhecimento, casos concretos de lançamento continuado de efluentes em situação irregular. Esporadicamente, chegam ao nosso conhecimento ou são detectados pelos agentes de fiscalização, casos pontuais de escorrências “acidentais”, as quais são prontamente averiguadas, quer pelos Vigilantes da Natureza do PNRF, quer pelos da ARH ou da própria CCDR-Algarve. Sempre que são identificados os infractores, são promovidos autos-de-notícia e executados processos de contra-ordenação.
As ETAR’s, pelo seu lado, têm vindo a melhorar a sua eficiência, têm sido renovadas e reforçadas e as mais antigas, do tipo de “lagunagem”, que apenas procediam a tratamento primário (e parcialmente secundário) têm vindo a ser substituídas por novas unidades que funcionam em sistema fechado e que procedem a tratamento terciário, aumentando assim o nível de cobertura dos aglomerados populacionais e melhorando a qualidade da água que é lançada na ria. Mais informações podem ser obtidas junto da ARH e das Águas do Algarve.
Sobre a questão da salinidade, a quantidade de água lançada pelas ETAR’s comparada com o volume de água salgada que entra bidiariamente na ria e com as águas pluviais que entram no sistema directamente das chuvas e proveniente dos cursos de água, é muito pouco significativa. Por outro lado, os sistemas biológicos da ria estão adaptados a variações de salinidade, as quais são características dos sistemas lagunares como é o caso da ria Formosa.

ADF - “Também tem havido alguma controvérsia sobre a utilização da Ria para fins recreativos. Questões como a velocidade limite das embarcações, as zonas de circulação, a discriminação relativamente a alguns tipos de actividades náuticas, não são fáceis de resolver. E por último temos a poluição originada pelos barcos a motor. Consegue vislumbrar a fórmula para solucionar esta difícil equação?”
J.A. - Qualquer das situações que refere encontra-se regulamentada ou pelo POOC Vilamoura-Vila Real de Santo António, ou pelo Plano de Ordenamento do Parque Natural da Ria Formosa, entre outros diplomas. Um e outro classificam os canais existentes, em três níveis distintos, e determinam as embarcações que neles podem navegar e as respectivas velocidades. Também em ambos os casos, os diplomas legais foram amplamente participados por diversas entidades com responsabilidades e interesses locais, (desde as Autarquias, até ao IPTM, Autoridade Marítima, CCDR, Associações locais representativas de diversos sectores económicos) e estiveram acessíveis em longos períodos de discussão pública de modo a incorporarem as sugestões construtivas pertinentes. Por esta via foram alteradas, por exemplo, as velocidades de circulação nos canais. Finalmente, a Carta de Desporto e Turismo de Natureza, prevista no PO do PNRF, a elaborar pelo ICNB/PNRF e o Plano de Mobilidade e Circulação da Ria Formosa, previsto no Programa Estratégico do Polis Ria Formosa, identificarão e regulamentarão todo um largo conjunto de actividades desportivas, recreativas e de animação e turismo ambiental que se podem compatibilizar com a conservação dos recursos naturais da ria Formosa.

ADF - “A zona do Pontal situa-se dentro do Parque Natural da Ria Formosa. Contudo, existe uma forte pressão de interesses imobiliários, que pendem em permanência sobre o futuro daquele espaço. Por outro lado, a hipótese do Pontal se transformar num parque ambiental, com inúmeras valências de fruição, e poder constituir um reduto excepcional de educação ambiental, colhe a adesão da maior parte da população de Faro. Qual a sua posição relativamente a esta situação?”
J.A. - A zona do Pontal encontra-se classificada no PO do PNRF como zona de grande valia ambiental, sendo por isso área não edificável, pelo que não são permitidos empreendimentos imobiliários. A questão do parque ambiental, é compatível com a salvaguarda dos valores presentes, dependendo do conceito inerente a parque ambiental. Ele encontra-se previsto no Programa Estratégico do Polis Ria Formosa, mas deverá ser apenas um espaço requalificado de fruição das populações com um mínimo de infra-estruturas de apoio, como sejam observatórios de aves, trilhos pedonais, painéis informativos e zonas de descanso, etc.

ADF - “O ecoturismo, com todo um conjunto de actividades não poluentes, tais como a observação de aves, vela, remo, canoagem, mergulho, passeios pedestres e de barco, surf, etc, poderia ser uma mais-valia económica e cosmopolita que iria em muito beneficiar as regiões adjacentes à Ria. Por outro lado, temos tido uma exclusividade do turismo de massas que tem dificultado o desenvolvimento deste turismo ambiental. Qual a sua opinião sobre estas questões?”
J.A. - A resposta a esta pergunta ficou em parte já respondida numa das questões anteriores. Estão em curso os trabalhos tendentes à elaboração e publicação da Carta de Desporto e de Turismo de Natureza do PNRF, que irá regulamentar e definir quais as actividades desportivas, de recreio e de lazer, e os locais onde podem ser exercidos, compatíveis com os valores naturais, promovidos pelo ICNB/PNRF e, por outro lado, pela Sociedade Polis Litoral ria Formosa, o Plano de Mobilidade e Circulação da Ria Formosa, que irá complementar aquele instrumento.
Ambos os documentos regulamentares serão executados através de uma ampla participação pública, envolvendo todos os interessados, quer na óptica das empresas e promotores turísticos, quer na perspectiva das associações de defesa do ambiente.
Finalmente, não sendo de todo incompatíveis com a finalidade de um Parque Natural, as várias utilizações que se perspectivam não podem assumir níveis de tal modo intensos que constituam eles próprios um factor acrescido de perturbação e degradação do meio natural, afinal a razão de ser do interesse e do valor deste ecossistema.

Entrevista realizada por Fernando Silva Grade a João Alves
Director do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas – Sul do ICNB
Biólogo – Assessor Principal do quadro do ICNB
Março de 2010

Juca & Zeca


Uma sugestão!



Imagem obtida através do "Google Earth" com a pista de Atletismo ainda em Construção.
Imagem aérea saida Faro/Olhão.

Local ideal para fazer a semana académica e parque de exposições.

Contactei com a Câmara municipal de Faro e ao contrário do que acontecia com o Presidente José Apolinário deram-me uma resposta imediata.
A Resposta foi de que a intenção do executivo camarário é mesmo que de futuro a zona desportiva da Penha será totalmente ordenada e será o grande espaço de eventos da cidade, mas devido ao inverno rigoroso de 90 dias de chuva seguidos não permitiu entrar no terreno na altura devida. Por isso, terá que ser no Largo de S. Francisco pela ultima vez.

Assim já fico mais descansado e acredito que a cidade possa melhorar no futuro.

Luís S.

Segunda-feira, Março 29, 2010

Visita de autarcas às obras e equipamentos em curso no concelho.


Esta imagem não é oficial, serve para ilustrar a potencialidade
do passeio Ribeirinho, é uma proposta de extensão do passeio de
autoria do Arqº Miguel Caetano.
clicar na imagm para aumentar.

Realizou-se no Sábado, pela manhã, mais uma visita de autarcas e técnicos às obras e equipamentos em curso no concelho de Faro. Estas visitas realizam-se de 2 em 2 meses, sendo esta a 3ª.
Com a presença do presidente da Câmara de Faro Eng. Macário Correia, os participantes reuniram-se no Largo de S Francisco, onde tomaram um autocarro que se dirigiu ao primeiro destino da visita.
A casa do Cercado, que se encontra já em fase de conclusão, constitui um equipamento inserido num projecto denominado"Porto de Abrigo", desenvolvido pela Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação de Faro, que se apresenta dividido em duas valências, Comunidade de Inserção e Serviço de Apoio ao Domicílio.
A Casa do Cercado tem capacidade para 16 utentes (2 em unidades de Emergência; 8 em regime de permanência e 6 com frequência diurna).
O grupo alvo é constituído por elementos do sexo masculino dos 18 aos
65 anos, que por determinados factores se encontram em situações de exclusão ou de marginalização social.
A seguir o grupo dirigiu-se para o Passeio Ribeirinho inserido no Projecto Polis.
O Arq. Gonçalo Duarte Gomes, com a ajuda de um mapa da área, descreveu aos presentes, a situação relativo ao andamento do projecto assim como às valências a implementar.
A área de intervenção, na zona poente de Faro, abarca um total de 39 ha, dividido em 2 zonas.
A primeira corresponde a cerca de 16ha e a segunda a cerca de 23 ha.
A intervenção de requalificação compreende a preservação do património ambiental e paisagístico, com intervenções que visam a renaturalização, reestruturação e valorização do equilíbrio dos ecossistemas e a minimização de situações de risco e dos impactos ambientais.
A intervenção originará 3 zonas distintas, que englobam as acções a desenvolver no Parque Ribeirinho de Faro: 1. Núcleo Piscatório, Docas e Anfiteatro; 2. Parque Natural; 3. Pomar e Bosque Encantado.
A 1ª fase da obra integra as zonas 1 e 2, onde é proposto um terreiro de jogos tradicionais, anfiteatro, equipamentos lúdicos e de manutenção, entre outros.
Prevê-se também a ligação pedonal e ciclável ao Montenegro e Aeroporto, a partir do qual será garantida a ligação à Praia de Faro.
O início das obras está previsto para o 4º trimestre de 2010, com uma duração de 6 meses.
Em seguida o grupo dirigiu-se sucessivamente para três escolas: Escola
EB1 de Lejana, Escola EB1 de Vale Carneiros na Penha e Escola EB1 da Bordeira.
Nestas escolas vão ser construídos diversos equipamentos com o objectivo de acrescentar valências essenciais no âmbito da actividade escolar, nomeadamente, instalações de refeitórios, sanitários, salas para actividades educativas e lúdicas, bibliotecas, etc.
Finalmente o grupo encaminhou-se para a última paragem situada em Palhagueira, Gorjões.
Trata-se de um projecto de um hotel de 4 estrelas com campo de golf de
9 buracos.
O hotel tem capacidade para 160 camas, com uma série de equipamentos, tais como, piscina interior e exterior, 2 campos de ténis, clube de saúde (SPA), etc.
A edificação concentra-se num único edifício composto por vários módulos, desenvolvendo-se em adaptação à topografia do terreno, aos seus vários aspectos ambientais e atractivos paisagísticos.
Encontra-se em fase de projecto. Postos de trabalho permanentes, cerca de 150.
adf.

25 dias de festa na semana Académica/Faro2010, na Baixa de Faro.( duas opiniões)



Realmente parece que existem muitos farenses que têm ódio aos estudantes.
Não sei o motivo.
É obvio que a localização não é a melhor.
É obvio que existe distúrbios durante a Semana Académica.
Mas isto existe durante o ano todo... Deviam perguntar onde está o policiamento durante o ano. Casas, carros e pessoas assaltadas durante o ano todo.
Local para a Semana Académica em Faro idial não existe.
Parque das Cidades é uma opção…. É …. Se quiserem fazer uma festa a 10 Klm de Faro, e praticamente no CONCELHO DE LOULÉ.
A UALG é FARO e não Loulé.
Bolas até o Rock in Rio incomoda pessoas, se calhar mais pessoas que toda a população de Faro.
Compreensão é necessário. Se todos fomos fanáticos e se quisemos silencio absoluto então é melhor ir para o Campo. Mas ai até existe barulho.
Cumprimentos, e juízo para os estudantes e para os moradores.
Só mais uma nota. Mais de 60% do pessoal que frequenta a Semana não são Estudantes da Universidade do Algarve. E isto é um dado oficial. Basta ver o numero de bilhetes vendidos para não estudantes da UALG.
André Martins


Caro André Martins,

Eu não sou o anónimo a que se refere. Contudo quero dizer-lhe que seja lá como quiser ler a coisa a qualidade de vida de quem reside junto ao Parque de estacionamento de S. Francisco termina quando a Semana Académica começa. Seja lá porque há barulho até às tantas e ninguém consegue dormir, os que no dia seguinte têm de se levantar cedo para trabalhar, para levar os seus filhos à creche, os novos, as crianças, os idosos e os doentes que sem alternativa são obrigados a acomodar-se. E se a festa atrai os gangues, os vândalos e os vadios então mais um motivo para que a festa seja em local delimitado, vedado, afastado de bens privados e com segurança reforçada, de modo a conseguir conter eventuais excessos ou lutas. Dentro do recinto a organização que trate de arranjar segurança privada que garanta as devidas condições de funcionamento. Fora do recinto peçam colaboração às forças de segurança. Não pode é continuar o sacudir de água do capote, atribuindo as culpas aos outros, aos não estudantes, porque no final de contas quem sofre é quem nada tem nem quer ter a haver com o assunto.
No porto por exemplo, o recinto da festa é no limite exterior da cidade, no Parque da Cidade, na sua fronteira com Matosinhos a 7 kilometros do centro, num terreno também sem grandes condições, com o piso inicialmente em terra batida e recentemente asfaltado por força do Red Bull Air Race e ainda assim a festa faz-se e as pessoas divertem-se. Com a vantagem de terem uma área enorme para extravazar emoções e frustrações. Foram mudados para lá porque quando tentaram realizar a festa dentro da cidade, nos jardins do palácio de cristal a consequência foi a maior parte das aves mortas á pedrada.
Encare-se o problema com a seriedade que lhe é devida e resolva-se a bem de todos.
Cordiais cumprimentos,
António Costa

SUCESSO NO MULHACÉN



No dia 28 de Março o Alpinista Luís Nadkarni realizou com sucesso a ascensão ao Mulhacén que com os seus 3482 m é a montanha mais alta da Península Ibérica.
Acompanhado por dois alpinistas brasileiros e dois portugueses o Luís logrou alcançar o cume desta mítica montanha realizando a ascensão pela segunda via mais difícil de acesso ao cume, dado que a mais difícil se encontrava intransponível devido ao risco de avalanche.
Mais uma vitória para o alpinista farense.

Faz Portugal Melhor - O Caso da Mobilidade em Faro.



trabalho realizado por alunos da Escola Pinheiro e Rosa.

OS SUORES FRIOS DA VITÓRIA

O trabalho de dois anos deu resultado, triunfando Passos Coelho sobre a expectativa e falta de planificação da direcção de Manuela Ferreira Leite. Absorvidos pelo terreno político minado pelo PS e o fait-divers do Congresso, o cavaquismo dirigista não deu a devida atenção às questões internas. A única medida preventiva que tomaram foi, a de não lhes dar espaço no Parlamento.
A vitória de Passos Coelho, vista pelos observadores internos como expressiva, não terá a mesma leitura fora de portas. Os 61% de quase 79.000 militantes, representam apenas um terço do apoio do partido e, uma boa parte dos quadros influentes, (ainda) não estão com ele.
Sócrates, sabendo que ultrapassava um obstáculo de semelhança obstinada, apressou-se a saudar a vitória e desejar melhores relações entre partidos, distinguindo a falta de experiência do novo líder da linguagem autoritária de Ferreira Leite. O PS amarrou o PSD às suas propostas e o novo líder não tem antídoto, pelo menos até ao próximo Orçamento de Estado.
Outro dado relevante no panorama interno do PSD, é que se a percentagem de Aguiar Branco faz dele um serviçal, os 34% de Paulo Rangel, a qualidade dos apoios internos, a distância do Parlamento Europeu e a auréola de vencedor de umas eleições nacionais, deixam intacta a qualidade e o respeito de qualquer intervenção que venha a ser produzida no futuro.
Passos Coelho, que evidenciou muito nervosismo na hora da vitória, percebeu a situação e procurou, na posse dos resultados, dar a volta á questão, enviando convites à unidade e adiantando contar com os derrotados para os órgãos do partido.
Com a vitória de Passos Coelho, o lobby de Gaia e o de Mendes Bota a sul, também se sentem pela segunda vez vencedores. E com naturais expectativas quanto ao futuro, sacudindo um quase eterno ostracismo e injustiça de afastamento dos lugares de maior envergadura curricular.
A parte vencedora do PSD vai viver os próximos dias no deleite e o pior virá com a reabertura dos dossiers, que têm lá escrito os próximos passos, ficando apenas espaço para a crítica de serviço e intangível.
Passos Coelho, sem a tribuna parlamentar e com um grupo que não escolheu, vai andar por aí com o seu livro de ideias debaixo do braço e, tal como Meneses, vai ter de produzir opiniões avulso sobre a vida do país, que não são vinculativas mas podem contribuir para a fogueira.
O novo presidente é um neo-liberal convicto, tem ideias claras sobre os sectores rentáveis do Estado que são apetecíveis para os privados e trabalhará nesse sentido, como na redução exclusiva da despesa com o sector público, no que resta da protecção social.
Vêm aí tempos difíceis para todas as partes. A população sabe que lhe destinam carregar o sistema às costas, o Governo vai governar o que aplanou e recolher os frutos, o PS vai gerir o fim do unanimismo, com o decrepitar de Sócrates e a nova era de ousadia das críticas internas, o PSD procurará saber quem é e o que quer, com uma missão definida: eleger Cavaco.
Com o país refém do deficit, da dívida pública e do policiamento de proximidade, todos têm de trabalhar na mesma direcção, com ou sem precipitação de eleições, que só mudaria as moscas.
Alguma escribaria tem lançado apelos para que apareça um Programa razoável e pragmático, claro que para os mesmos fins e, alguns focos saudosistas, clamam por lideranças fortes, que depois das experiências mal sucedidas com Cavaco e Sócrates, não sabemos se de estilo mais próximo do passado.

Luis alexandre

Domingo, Março 28, 2010

25 noites de Festa na Semana Académica na Baixa de Faro. O Comentário!


Todo o Bairro de S.Francisco-onde vivem milhares de cidadãos- se queixa, cada ano mais.
Não das feiras e dos eventos mas da semana académica.
Porquê?
Porque depois do som a partir de certas horas normais, a bandalheira continua.
E de madrugada, eis senão quando a malta volta para casa, carros são riscados, acessórios destruidos, portas pateadas.
Esta será a gota a mais.
Aprendam eles jovens (oxalá) leis e fórmulas mas estes promitentes selvagens terão de ter mais educação social.
Já que na Europa assim é há mais de 50 anos, onde seus congéneres nunca arriscam..porque há autoridade efectiva e dura.!
Será tempo que a Autarquia pense numa alternativa, mesmo às 4 da manhã...
A hora a que esse Bairro é aviltado..!!
cumprimentos
Marceano

Sábado, Março 27, 2010

Domingo vamos ver o Farense!



Estamos a 3 pontos de subir.
A cidade veste-se de preto e branco, enquanto as bandeiras do clube engalanam as suas rotundas.
Comemoremos um passado histórico com 100 anos, mas vamos ajudar à festa do futuro do clube da nossa terra apoiando a equipa!

Força Farense!

Cumpts

Ferreira

Começa hoje!


S.C.Farense, F.C.SLuís, Escolas de Futebol de Faro, Geração de Génios (Benfica) e
A.Academia do Sporting de Faro, são os clubes do Concelho de Faro
presentes no Mundialito 2010, só o F.C.SLuís leva 4 equipas...
( 5 clubes com 13 equipas de Faro presentes, cerca de 180 atletas farenses, 10% do total, é obra e um record a nível nacional!)
Grande prestação dos clubes, Força Faro.

Pedro Passos Coelho


O novo líder do PSD.
Nasceu em Coimbra, passou por Angola
e estabeleceu-se em Vila Real, é da Juventude
Social Democrata desde os 13 anos; demasiado
parecido com o Sócrates, digo eu.
adf

Sexta-feira, Março 26, 2010

Há auto-estradas na baixa de Faro!


Na Quinta-feira dia 25 de Março de 2010, pelas 13h00m, presenciei uma situação de grande risco para integridade física de qualquer pessoa que ouse caminhar na baixa da cidade de Faro e que passo a descrever. Enquanto andava na rua pedonal Rebelo da Silva, quase que fui colhido por um automóvel que, realizando enormes acelerações, ali circulava a grande velocidade em estilo rally com direcção ao largo 1º de Dezembro. Atendendo a que o piso se encontrava escorregadio, devido à chuva que caíra na manhã, não será difícil imaginar o que aconteceria se algum peão, eventualmente uma criança, decidisse caminhar despreocupadamente na referida rua (vindo, por exemplo, da esplanada da pastelaria Gardy) aquela hora. Será necessário que a tragédia ocorra para que sejam tomadas medidas sérias nesta matéria? Por que razão esta e outras ruas pedonais contíguas à Rua de Santo António (e.g. rua do Belmarço) estão transformadas em autênticas vias de circulação automóvel em ambos os sentidos de trânsito? Como cidadão farense, gostaria de ter resposta para estas questões...
Refira-se ainda que, a calçada do largo 1º de Dezembro e do jardim da Alagoa, bem como a rua do Belmarço, são constantemente utilizadas como parque de estacionamento de veículos motorizados quando existe, nas proximidades (Pontinha e Largo de São Francisco), zonas próprias para o efeito. Convém relembrar que foram investidos vários milhares de euros no calcetamento destas zonas e que o seu uso para estacionamento automóvel é, simplesmente, um luxo.
De facto, este escandaloso problema da circulação/estacionamento de veículos motorizados em zonas pedonais da cidade de Faro é antigo e nunca foi resolvido. No entanto, estava convencido que o novo executivo camarário liderado por Macário Correia iria finalmente solucionar esta chaga que persiste na baixa farense e nos envergonha a todos. Ao que parece, foi pura ilusão.

JFLS

UM PRESIDENTE A PRAZO?

Tal como as claques clubistas, as facções do espectro laranja preparam uma boa esfrega para o precário presidente do PSD.
Se o advento de quatro candidatos já é em si uma fraqueza e põe a nu a forma algo consolidada de demarcação das correntes sectárias, as capacidades providenciais dos mesmos ficaram expressas na confusão das propostas e na forma como resistiram em não transpor a linha ténue do insulto.
A efervescência paliativa que não pareceu entusiasmar as fileiras (os candidatos andaram muito desacompanhados), muito menos tiveram eco na sociedade que desde o papel do PSD na aprovação do OE, influenciada pelo PR, percebeu a intenção de fundo, dos argumentos contraditórios com a decisão de o viabilizar pela abstenção.
O PS, que com sucesso e a ajuda de Cavaco Silva pôs o PSD na linha conjunta da salvação do país, ao marcar a votação do PEC para a véspera da eleição laranja, sabia que contava com a serenidade da direcção vigente e furtava-se à turbulência e necessidade de afirmação do sucessor.
O actual PSD, ao contrário do que querem fazer crer, não está refém dos problemas e soluções para o país, mas dos seus próprios erros e necessidades, entre elas, a estratégia eleitoral para a reeleição de Cavaco Silva.
E nas actuais circunstâncias políticas, é mais fácil o PSD chegar ao poder pela mão da intervenção presidencial da sua cor, do que pela vontade do eleitorado e confiança no valor das suas propostas.
Com a abstenção ao OE e ao PEC, o próximo presidente nasce marcado, embora os candidatos digam o contrário e muito menos saibam como sair da teia que vão herdar. Só a vitória improvável de Aguiar Branco e até, em última análise, de Rangel, entrariam em consonância com o assumido. Com a vitória de Passos Coelho, que não agrada a Belém, teremos duas cabeças e muitos atritos, porque este PSD não está preparado para a unidade e nem a figura se revela capaz de tal feito.
O PSD, com a sua estratégia de amante que não pode andar de braço dado à luz do dia, tem de se pôr ao lado do Governo nas críticas ao movimento social que se vai levantar e pagará com ele o preço da próxima execução orçamental. Com qualquer novo líder que queira comprar uma guerra com o PS, insinuando uma mudança de visão e de atitude, não são líquidas as vantagens do PSD junto dos eleitores em prejuízo do seu parceiro.
O OE e o PEC são dois instrumentos de desigualdades e o que está interiorizado entre a população, é que tão ladrão é o que vai à horta como o que fica à porta. Se o PSD fosse poder, só se invertiam os papéis.
Luis Alexandre

Semana Académica no Parque de Estacionamento de S.Francisco de 29 de Abril a 8 de Maio



Semana Académica de Faro durará 25 dias.

A Semana Académica da Universidade do Algarve deste ano vai ser bem diferente das anteriores e irá durar 25 dias, o número de anos que a festa já leva.
Em cima do palco, que será de novo montado no Largo de São Francisco, já está confirmada a presença da cantora brasileira Daniela Mercury. O restante cartaz é hoje apresentado.

A 25ª edição do evento começa no dia 15 de Abril, mas o «País das Maravilhas», o recinto onde se realizam os concertos e onde a festa se torna mais rija, só abrirá ao público entre os dias 29 de Abril e 8 de Maio.

A escolha do Largo de São Francisco para a realização da festa, embora tenha sido opção em vários anos antes deste, acaba por ser inesperada. O atual executivo camarário colocou reservas à utilização deste parque de estacionamento na Baixa da Cidade, por questões ligadas ao ruído e ao tráfego automóvel.
Ainda terá sido equacionada a hipótese de se fazer o evento num terreno junto ao Complexo Desportivo da Penha (não no seu interior, como também já aconteceu por diversas vezes), mas a opção final acabou por recair no mesmo local que acolheu a festa em 2009.
mais aqui

1-Esperemos que o actual executivo tenha em linha de conta a questão da Baixa ficar sem o único estacionamento grátis durante este tempo todo e que à semelhança dos anteriores executivos proporcione às pessoas a utilização gratuita dos pisos -2 e -3 do parque da Pontinha.

2- Embora o espaço não seja o minimamente indicado, e isso fica aqui sempre bem explicado todos os anos, há pormenores que fazem toda a diferença, trânsito, segurança (especialmente no final dos espectáculos, durante a madrugada com policiamento à vista) controle do som e horários dos espectáculos.

3- Utilizador pagador - quem usufrui do Largo de S.Francisco para promover eventos e parte ou destroi, sejam candeeiros, calçada, árvores, etc, tem que rapidamente sustituir por novo ou reparar, é uma grande vergonha a situação actual do largo de S.Francisco, com candeeiros arrancados, calçada mal tratada, àrvores raquiticas ou por plantar; uma vergonha nas "barbas" de quem manda..

adf

Quinta-feira, Março 25, 2010

Páscoa com MÚSICA NA BAIXA DE FARO


A Associação de Comerciantes da Baixa de Faro, em parceria com a Câmara Municipal de Faro e a Blind Note, realizará uma série de concertos que terão lugar na Baixa de Faro durante a semana da Páscoa.
Os eventos musicais terão como objectivos animar a Baixa da cidade, promover os artistas locais e proporcionar momentos agradáveis aos residentes e a todos os que nos visitam nesta altura do ano.

Local:

Pontinha – Rua de Santo António - Faro

Programa:

Segunda-feira (29 de Março), 16:00h – “THEM” (Covers)
Terça-feira (30 de Março), 16:00h – “MONGALIZE” (Regaee)
Quarta-feira (31 de Março), 16:00h – “DIRTY” (Originais)
Quinta-feira (1 de Abril), 16:00h – “IN-TENTO”
Sexta-feira (2 de Abril), 16:00h - “YN-YANG” (Covers)
Sábado (3 de Abril), 12:00h – “ANGEL DEL VAL” (Stand Up Magic)
- “B-FIGTHERS” (Dança do ventre e artes marciais)
- “ZIG ZAGAITA” (Música tradicional, gaita foles e precursão)

Cinco anos depois:como estamos de Capital? e de Cultura?

Vai decorrer Hoje, 25 de Março, mais uma Sessão da Tertúlia Farense
que terá como tema " Cinco anos depois: como estamos de Capital? e de Cultura? ". Fará
a apresentação o Professor da Universidade do Algarve, António Rosa Mendes.

A iniciativa decorrerá no Restaurante Pontinha, Rua do Pé da Cruz nº 5, a partir das 22h.

Em Abril faremos a Distinção às Entidades e Personalidades que se destacaram em Faro em 2009 e
que foram objecto de votação na sessão anterior. Entre 15 propostas apresentadas,
foram votadas de forma muito expressiva, e serão objecto de homenagem, o Pátio de Letras, a Sociedade Recreativa Artística Farense e o Arquitecto Paisagista Fernando Pessoa.


Tertúlia Farense

Hoje no Pátio de Letras.


Aeroporto Internacional de FARO - Base Ryanair inaugurada hoje.


Ryanair quer transportar 1,7 milhões de passageiros para Faro

É provavelmente um dia histórico para as acessibilidades do sul do país e para o Turismo Algarvio.
É inaugurada hoje a nova base Ryanair do Aeroporto Internacional de Faro.
O investimento elevado - especialmente quando em comparação com outras bases recentemente inauguradas pela companhia- traz consigo 6 aeronaves permanentemente estacionadas na capital algarvia (7 durante o período de Verão), a criação de 1500 postos de trabalho e a espectacular inauguração de novas ligações para Cork, Knock, Derry, Kerry, Madrid, Paris (Beauvais), Marselha, Milão (Bergamo), Memmingen, Hamburgo (Lübeck), Maastricht, Eindhoven, Billund, Estocolmo (Skavsta), Oslo (Rygge), Birmingham, Edimburgo e Leeds;

Previstas ainda incrementos semanais nas ligações já existentes para o Porto (de 4 para 11 voos semanais), Dublin (de 9 para 17 voos semanais), Dusseldorf (Weeze) (de 4 voos semanais para ligação diária)), Bruxelas (Charleroi) (subirá de 3 para 5 ligações semanais), Frankfurt (de 4 para 6 voos por semana), Bremen (de 3 para 4 por semana).

O primeiro voo de um avião baseado em Faro será a ligação de hoje, pelas 06.50 para o Porto (rota já existente, mas até aqui assegurada exclusivamente por aeronaves da base do Porto). Seguir-se-à a ligação a Knock, estreia absoluta no painel de rotas à partida de Faro.
retirado daqui

QUEM APAGA ESTE FOGO

cidadão comum é levado a pensar: “que razões levarão 300 bombeiros e os seus dirigentes a manifestarem o seu descontentamento na rua?”.
Não são motivações salariais ou de conquista de regalias sociais, nem a insensatez de uma contestação sem sentido social mas, tão-somente, preocupações do exercício da sua profissão e da qualidade do serviço que prestam em prol das populações.
Numa entrada sem mestria, agarrando eventualmente uma ideia já trabalhada pelo lobby laranja da cidade, Macário Correia quis mostrar serviço e acabou no papel de incendiário, transformando uma ideia, quiçá necessária, num problema onde a solução passa por voltar atrás e aceitar a discussão frontal e fundamentada com os interessados.
O erro político já está consumado, não se insista nos erros técnicos e perturbadores da estabilidade emocional e profissional destes servidores do bem público.
Mais do que afirmar que a FOCON é ilegal, é preciso que as partes se foquem no essencial: se esta força é uma mais-valia de eficiência, que pressupostos terão de ser cumpridos para a sua estruturação e se daqui advêm ganhos de rentabilização financeira e poupança de esforços físicos e psicológicos.
Não há fogo que não se apague. O que tem de haver é um recuo para se travar o fogo mais à frente, deixando os bombeiros fazerem o que sabem e os políticos fazerem o enquadramento na legalidade.
Faro não precisa de andar nas bocas do mundo por razões desta natureza.
Luis Alexandre

A farense Joana Hamrol no Portugal Fashion Porto 2010


Quarta-feira, Março 24, 2010

Juca & Zeca


NINGUÉM TRAVA AS GRANDES SUPERFÍCIES




Retail Portimão, Algarve Shopping, Ria Shopping,
Gran Plaza, Forum Algarve e Aqua Portimão.

De repente, sem que a sociedade o esperasse, a CCDRAlgarve veio a terreiro lembrar que existe um PROTAL, que se diz ser uma lei reguladora das intervenções no território algarvio.
Disse o presidente deste organismo, de nomeação política, a propósito da felicidade que por estes dias inunda o concelho de Loulé, com dois grandes grupos económicos de bolsos cheios de milhões, às centenas, a mostrarem interesse em ali investirem, que há limites na lei, que o Algarve já oferece mais grandes superfícies que a média nacional e a europeia, mas que o Governo é sensível a este tipo de investimentos.
Reconhece o dirigente máximo do principal organismo de ordenamento da região, falando na assembleia, que já foram ultrapassadas as médias da oferta de grandes espaços por mil habitantes, sem aludir às razões que nos trouxeram a este patamar, quando o Algarve tem uma população e actividades marcadamente sazonais, cujos fluxos de liquidez se têm agravado nos últimos anos.
A reconhecida simpatia de qualquer Governo pelos empreendimentos de milhões tem prolongamento nas autarquias e a bênção da sua inevitabilidade dada pela principal associação do comércio, que ao arrepio da lei que todos os outros têm de cumprir, vão construindo uma realidade que já ultrapassou o nível da mais-valia, para se constituir num problema. E aqui está uma explicação para a quebra dos fluxos financeiros e a precariedade do emprego, que vêm condenando o Algarve.
A CCDRAlgarve, que trespassou a construção desta realidade, cumpriu bem o seu papel contemplativo de apêndice do Governo, produzindo mais conselhos de sustentação do que realizar com isenção e autoridade de princípios, o papel estatutário que lhe confere a existência.
Como já se percebeu que a CCDRAlgarve pouco ordena, as palavras proferidas na assembleia municipal de Loulé tiveram a resposta pronta do edil que iria decidir em consciência, lembrando que a dita assembleia não tem poder vinculativo e confinando os projectos aos interesses concelhios.
E nestes jogos de palavras, provocados pelo cruzamento da interferência do interesse do movimento de diferentes sectores sociais e económicos e dos superiores interesses do Estado e do Município, o presidente da CCDRAlgarve retomou o assunto adiantando que esta entidade, dando uma ideia mais real de submissão ao papel consultivo, seria “célere na apreciação, desde que os projectos estejam enquadrados na revisão do PDM e demonstrem a importância do projecto”.
Depois da sobre oferta dos concelhos de Portimão, Albufeira e Faro, com as conhecidas consequências desastrosas na malha social e económica destas áreas, Loulé, pelo seu peso turístico, teria que ser alvo de cobiça.
Com a dimensão da crise que o Algarve atravessa e perante a incapacidade do Governo em lhe dar respostas, estas pretensões de investimento e emprego, justificam todos os meios e argumentos para a sua concretização, até sem recurso a qualquer declaração de PIN.

Luis Alexandre

Shoppings no Algarve, breve comentário.


Shopping Aqua Portimão - a todo o vapor.
EUREKA, EUREKA- Alguem descobriu (só agora) a pólvora.
O Sr. Dr. João Faria, que peça para lêr o Estudo elaborado/efectuado pela Universidade do Algarve, a pedido da Direcção Regional de Economia do Algarve, e que se encontra guardado a sete chaves, nos cofres dessa Direcção Regional, há vários anos (Eu já o lí), e obrigue aqueles senhores a o publicarem, para que todos saibam como vai o estado da Região, a respeito de Grandes Superfícies Comerciais.

Agora até a PGR-Procuradoria Geral da República, com o seu "Parecer nº 33/2009" publicado no Diário da República, 2.ª série — N.º 56 — 22 de Março de 2010 http://dre.pt/pdf2sdip/2010/03/056000000/1414914155.pdf, e que "licencia" a abertura dos hipermercados aos Domingos e Feriados, com essa sua interpretação de uma Lei da República, está a favor das grandes superfícies comerciais, os grandes survedores da nossa economia Local e Regional.
Anónimo,
0:22 AM, Março 24, 2010

Terça-feira, Março 23, 2010

Faro nos anos 70



Primeira imagem à esqª, funeral de José Alves, com o Sr.Gago
sócio nº1 do S.C.Farense na altura.Clicar na imagens para ampliar.


Embora seja originariamente do norte, mais propriamente da cidade do Porto, tive a sorte de ir viver para Faro em 1970, e posteriormente vivi também em Portimão e Sesmarias de Lagoa. Foi com imensa saudade que consegui ver no vosso site imagens dessa cidade de Faro que nunca irei esquecer, dessa época remota. Numa delas vê-se ainda a fachada do primitivo Hotel Faro, onde tive a honra de conhecer um dos mais notáveis barman do Algarve, o sr. Manuel Henriques da Silva. Há altura, em 1970, era segundo barman naquele hotel, e posteriormente foi director do Restauranta Casa Velha, na Quinta do Lago, e do Hotel D.Pedro em Vilamoura e em Lisboa.
Ainda conheci na Mercearia Aliança o sr. Gabadinho como gerente, e na Rua de Sto.António, a meio do lado direito havia também uma das melhores mercearias de Faro, que pertencia a uma pessoa maravilhosa, que era o sócio no.1 do Farense e por quem eu tinha uma grande amizade. Claro que já lá vão 40 anos, e a memória já não é o que era !
Era a altura da Associação de Mercearias “SPAR”, que cobriam o Algarve inteiro, e que tive de visitar uma a uma, várias vezes, e assim consegui conhecer um Algarve do interior que, na altura, era quase tão remoto como a China !
Era o tempo em que, na Ilha de Faro, com uma fisga e um candeio se apanhava dezenas de chocos, que enchiam um xalavar, em 10 minutos.
Graças a Deus que ainda vivi esse tempo, e agradeço a todos os Algarvios toda a gentileza que deles recebi e que nunca mais esqueci.

Cumprimentos,

António M. Graça

O QUE FICOU POR LIMPAR…

De norte a sul, o país foi tomado por uma ideia limpa que levou mais de cem mil portugueses a madrugarem no passado dia 20.
De todos os quadrantes ergueram-se os mais rasgados elogios e, desde os comentários superficiais aos fundamentalistas, o país sentiu-se enleado nessa enorme tarefa épica e prática de “Limpar Portugal”.
O hino à limpeza, num país claramente conspurcado de décadas de prevaricações, desleixo e conluios, mobilizou as consciências dos políticos e os braços de alguns, que fizeram notar, porque perceberam, que o país tem uma parte importante desperta para a cidadania activa e para a intervenção e que, se chegaram a este estado de compreensão sobre uma matéria pacífica, também podem ir mais longe, noutras áreas e circunstâncias.
Quando a onda de limpeza engrossou, uma certa massa institucional, com destaque para as autarquias, resolveu juntar-se-lhe, porque soava bem na moldura humana e sempre funcionava como um passo de contrição.
O país ficou aliviado de umas boas toneladas de emporcalhamento, numa gota de água do cenário nacional, no final ouviram-se vozes mais entusiasmadas de que o movimento deveria ter periodicidade mensal enquanto os políticos já estavam a lavar as mãos para voltarem às rotinas de construírem um país desenvolvido.
Nas autarquias, arrumados os materiais para as actividades esquematizadas, respira-se de alívio por as suas responsabilidades saírem incólumes de tanta vontade de limpar.
Os voluntários e alguns forçados deram uma mãozinha no “Limpar Portugal” onde a importância das leis que levaram e vão continuar a levar à sujidade não foram beliscadas, deixando no ar a poeira tóxica da impunidade de quem faz e deixa fazer.
A educação cívica até pode ter dado passos em frente mas, a responsabilização do que está mal não foi incomodada, a pergunta do que é que tem de mudar daqui para a frente ficou sem resposta e assim a nomenclatura tem todas as razões para se sentir satisfeita com os resultados alcançados.
Ficámo-nos por um só tipo de lixo…

Luis Alexandre

CCDR Algarve defende limite de construção para grandes superfícies comerciais na região


João Faria
O presidente da CCDR do Algarve defendeu hoje o estabelecimento de um limite à construção de novos centros comerciais na região, para impedir que o Algarve tenha uma área comercial muito superior à média nacional. mais aqui

Limpar Portugal


Ludo - Faro
"... Depois ruínas, de quintas, lagares, fabriquetas de vinhas de
zonas de cultivo de tomate, de campos de oliveiras, ruínas da
agricultura portuguesa. Algumas árvores resistem, umas ardidas nalgum
passado incêndio, outras atoladas na sua solidão, sem bosque. Apenas
árvores ficaram, até alguém as cortar, ou plantar eucaliptos ou
incendiar de novo. A seguir, um pequeno ribeiro assoreado, cheio de
lixo, mal passando por entre canaviais amarelecidos pelo pó da
estrada. Depois uma enorme área de restaurante para "bodas e festas",
brilhando de novo, enorme parque para estacionamento e o mesmo estilo
de casa-"maison", pórticos, colunas, com reclames dos gelados
encostados e máquinas onde se apanham ovos de plástico a gancho. Mais
lixo, garrafas de plástico, pó...."
"Portugal a voo de pássaro", José Pacheco Pereira

Participei no Sábado na maior acção de cariz ambiental que ocorreu no
país desde sempre. Parece que, ao todo, o número de participantes
rondou os 100.000, o que é um número digno de registo, e que revela
uma crescente preocupação da população relativamente ao estado
ambiental do país.
Foi-me atribuído a tarefa de coordenar um pequeno grupo de 15 pessoas
na acção de recolha de detritos de lixo na zona do Pontal, onde mais
grupos se distribuíram, quer na zona pertencente a Faro, quer na zona
já pertença de Loulé.
Todas as faixas etárias marcaram presença e se esforçaram, com empenho
durante muitas horas, para recolher todo o tipo de lixo imaginável,
que se concentrava em inúmeras lixeiras espalhadas um pouco por todo o
lado.
A quantidade e diversidade do lixo surpreendeu toda a gente, e revela
uma realidade do Portugal profundo que não pode ser ignorada.
Por detrás das grandes dinâmicas de modernização do país, tais como a
construção de auto-estradas, barragens, pontes e outras
infra-estruturas, a ampliação da rede de escolas e de hospitais, a
crescente informatização do país, o maior poder aquisitivo das
populações, etc., esconde-se uma realidade bem sombria e que se traduz
na evidência de um país atrasado, inculto e desorganizado.
Basta olharmos à volta, para verificarmos a coexistência destas duas
realidades, sintomático de um desenvolvimento populista e 3º mundista,
que não acautelou aspectos infra-estruturais essenciais para um
desenvolvimento harmonioso e sustentado:
- Zonas históricas das cidades em ruínas, versus caos urbanístico e
subúrbios galopantes; rios e campos poluídos por descargas impunes e
constantes versus barragens inauguradas com pompa e circunstância;
desertificação do interior versus urbanização desmedida do litoral;
orla costeira degradando-se e betonizando-se versus aspirações de
destino turístico de excelência; população desempregada, desesperada e
empobrecida versus nova ponte sobre o Tejo, aeroporto e TGV na calha
(com obscenos proventos para alguns).
Portugal é um país de paradoxos, de desigualdades, de injustiças e com
um território que se degrada de forma acelerada.
As mais de 70.000 toneladas de lixo (estimativa) apanhadas no Sábado
são a imagem eloquente desta realidade.
A ignorância, a falta de educação e de civismo e o desrespeito
inqualificável pelo território por uma parte da população, juntamente
com a inépcia das leis e das acções de fiscalização e da inoperância
das autarquias, reflecte, mais do que tudo o resto, o verdadeiro
estado da nação.
Rui Marinho, um dos promotores da acção, dizia ontem que "o país
ganhou cem mil novos vigilantes da natureza".
Quem participou na acção reconhece a justeza desta afirmação. A
indignação que todos sentiram perante o estado calamitoso do
território, atulhado de lixo, contribuiu, sem dúvida, para ampliar a
consciência da necessidade de proteger a terra que é nossa.
È preciso, fundamentalmente, desfazer a atitude, que ainda é apanágio
de grande parte da população portuguesa, que considera que aquilo que
está para lá da porta da sua casa ou do seu quintal não é dele nem é de ninguém.
É preciso que compreendamos que aquilo que nos rodeia, as ruas, os
jardins, os campos, as praias, o património arquitectónico e artístico
é de todos nós, e por isso também é pertença de cada um de nós
individualmente.
Temos, portanto, o dever de nos envolvermos na defesa e protecção
daquilo que, ao fim e ao cabo, não é mais do que o nosso habitat.
Existe um axioma na natureza que diz que a saúde de uma população de
animais (nós somos animais) depende da saúde do seu habitat.
Termino com o "voo de pássaro" de Pacheco Pereira, reforçando a
mensagem de que há um trabalho gigante pela frente para mudar Portugal.

"... A única verdadeira fábrica que está em acção é a da produção de
fealdade, a do Portugal feio. E não me venham com a história de que
este olhar de pássaro é passadista e hostil aos "melhoramentos" ou ao
"progresso económico". Todos, quase todos eram possíveis, sem esta
destruição da qualidade de vida, da vista, da paisagem, do equilíbrio
natural e mesmo do equilíbrio artificial...."

Fernando Silva Grade

Segunda-feira, Março 22, 2010

"O segredo do património é o uso". Eduardo Souto Moura


Porto foto de K&p
Olhares Cruzados: Competitividade e reabilitação urbana em debate.

A reabilitação urbana conta para a competitividade do Porto? Foi esta a pergunta que se procurou responder quinta-feira em mais uma conferência do fórum "Olhares Cruzados" na Universidade Católica.
Na segunda conferência da iniciativa "Olhares Cruzados sobre o Porto VII", denominada "Urbi et Orbi", a reabilitação urbana do Porto foi o tema, bem como a sua importância para a competitividade da cidade. Com apresentação de João Ferrão e intervenção de Arlindo Cunha e Eduardo Souto Moura, o encontro foi moderado por Mário Melo Rocha, na Universidade Católica.
Segundo João Ferrão, professor de Ciências Sociais, a reabilitação urbana faz hoje "parte do politicamente correcto", o que pode ter "vantagens e desvantagens". De positivo, o professor destacou o facto de estar nas várias agendas, tanto a "política", como a "mediática" e até mesmo a "académica". "Nunca houve em Portugal tantos debates sobre o assunto como agora", entende.
Pela negativa, João Ferrão, falou na "ambiguidade" que pode surgir quando o assunto é falado por todos. E acrescenta que pode haver também uma "facilidade irrealista", já que a reabilitação passou a ser algo que "parece que tem de ser feito". O professor diferenciou também reabilitação urbana de reabilitação de edificados, dizendo que "embora se sobreponham", têm "instrumentos diferentes".
João Ferrão falou ainda de uma "razão de fundo" e de "razões circunstanciais" para explicar o "estado" das cidades actualmente. A "razão de fundo" prende-se com "crenças e valores". "Há uma ideia de modernização que levou a que se apostasse, sistematicamente, no que é novo em detrimento do que é velho", explica. As "razões circunstanciais" estão ligadas aos "interesses e obstáculos". "Tudo estava feito para beneficiar a construção nova, porque era mais fácil, mais barata, mais rápida, mais lucrativa", remata.
A reabilitação não é um processo rápido
João Ferraz lembrou, ainda, que a "reabilitação não é para apressados". Arlindo Cunha, presidente executivo da sociedade de reabilitação urbana Porto Vivo, corroborou a opinião de João Ferrão, explicando que "a reabilitação não pode ser célere", porque "a natureza do processo não dá para pressas". Lembrou a questão do congelamento das rendas, afirmando que é "urgente" rever esta lei e "motivar os proprietários". Por último, frisou que a reabilitação "só se faz se houver uma continuidade de políticas".
O último orador foi Eduardo Souto Moura, que começou por dizer que o "problema do património não é um problema técnico", e acrescentou que "o património não tem discussão", uma vez que é "o nosso quotidiano". De acordo com o arquitecto, há um "triângulo sagrado" fundamental para o problema da reabilitação. "É preciso uma vontade política fortíssima" aliada ao dinheiro, que, na sua opinião, se "arranja" e a "bons técnicos e bons arquitectos". Por último, deixou a ideia: "O segredo do património é o uso".
Esta foi a segunda conferência do fórum "Olhares Cruzados" de 2010, que promote a discussão sobre o Porto actual. A próxima conferência decorre a 25 de Março e tem como tema as políticas económicas necessárias para inverter a taxa de desemprego no Norte. A conferência é apresentada por Vieira da Silva, o debate será moderado por Manuel Carvalho e contará, como oradores, com Daniel Bessa e José António Barros.

In JN

Festival Caixa Geral de Depósitos começa dia 25 em Faro


Teatro das Figuras - fotografia de Bruno C.C
O dia 25 de Março marca o início da 5ª edição do “Festival Caixa Geral de Depósitos”, uma iniciativa que, este ano, passa por diversos locais do município de Faro: Pousada de Estoi, Universidade do Algarve, Museu Municipal, Teatro Lethes e Teatro das Figuras.
mais informação aqui

Domingo, Março 21, 2010

OS SUBTERRÂNEOS DE FARO


ARCM - Faro
Quando na aparência julgamos que Faro não mexe e na realidade a crise não a deixa mexer à superfície, tudo se prepara nos subterrâneos da política, porque os agentes económicos congeminam a nova ordem de oportunidades.
O conflito instalado entre um grande projecto e a Associação de Músicos, trouxeram à praça pública, as negociatas no aproveitamento da crise e dos naturais temores do mercado e, mostram à evidência como os carris da influência política são uma garantia dos projectos chegarem a bom porto.
Sem o contratempo musical, com certeza apenas conheceríamos a dimensão do investimento em situação de facto concreto, uma vez que a associação de factores dá-nos a noção de que o processo vem de trás e já estaria nos elevados domínios da vereação socialista e, agora, terá de ser decidido por outra cor.
No passado, falou-se do interesse de um grande grupo económico para o quarteirão e que o mesmo esbarrou entre o pretendido e o autorizável. Passados vários anos, não há razões para que as exigências tenham mudado, porque, apesar de ser uma zona necessitada de reabilitação, não deixa de ser, também, uma zona sensível, onde não se deseja ver mais abusos tipo “prédio Coutinho”.
Os cidadãos, têm razões para estarem descansados, acreditando que existem planos de pormenor que acautelam a integração das pretensões numa área de interesse histórico e que a altura dos silos seja um erro que os tempos modernos e as exigências arquitectónicas, não verão repetir.
Faro é uma cidade castigada pela santa aliança entre interesses imobiliários indiscriminados e política, com resultados negativos na sua estruturação e desenvolvimento. Os últimos 30 anos não podem ser apagados, deixaram custos elevados e não se podem repetir, nem debaixo da pressão das finanças autárquicas, cujas necessidades não justificam passos históricos errados e irreversíveis, neste ou noutro local do perímetro da cidade.
A gestão camarária tranquila, demasiado tranquila aos ouvidos dos munícipes, deixa alguma apreensão sobre os bastidores do planeamento e da urgência de receitas.
O actual elenco camarário deve ter herdado dossiers aceites por políticos que o eleitorado rejeitou, pelo que, devem merecer novas preocupações, mais de acordo com o aumento das exigências e dos desejos da população em ver a cidade sair do marasmo em que a enterraram.
No entretanto, relembramos as promessas de requalificação das restantes áreas da cidade que oferecem um triste espectáculo a quem nos visita.

Luis Alexandre

Ameaçada de despejo, Associação de Músicos pede terreno camarário para nova sede.

Sábado, Março 20, 2010

Erosões nas praias.


Governo da Madeira edifica muralha no meio da praia
Porto Santo
revoltado com obra de protecção a casas de férias clandestinas.
Para proteger da subida gradual do mar as pequenas casas de férias disfarçadas de 'casas da lancha', o Governo Regional está a edificar muralhas em plena praia do Porto Santo, uma das quais foi erguida à frente do que resta de um cordão dunar mal tratado pelas sucessivas intervenções do homem.

Tendo fechado os olhos, ao longo dos últimos 20 anos, à transformação de pequenas casas de abrigo de lanchas em autênticas casas de férias junto à praia, edificadas em cimento, o Governo Regional sente-se obrigado a gastar uma pequena fortuna na edificação de muros para proteger um capricho de duas dúzias de oportunistas.
noticia completa aqui

As pessoas ainda não perceberam como a Natureza funciona. Ela tem um equilíbrio próprio, na qual tudo funciona harmoniosamente. Entretanto aparece o homem ganancioso e altera tudo e mais alguma coisa. E ingénuamente pensa que assim se manterá. A Natureza não se deixa domesticar ao sabor das conveniências egoistas dos homens. Aliás, durante séculos o homem interviu sem alterar as dinâmicas essenciais da Natureza e tudo correu bem. Mas, nos tempos que correm, vale tudo ao sabor dos caprichos e interresses egoistas.
Pois acham que a Natureza vai ficar impávida e serena?
A Natureza vai fazer tudo para reactivar os equilíbrios originais e se o homem se põe no seu caminho é aniquilado sem dó nem piedade.
Pobres criaturas humanas que, na sua arrogância desmedida, não se apercebem que são formigas ao pé da força e dimensão ciclópica das leis da Natureza!
anónimo

Juca & Zeca


Serra Nevada 2010



A AMEA organiza nos próximos dias 26, 27 e 28 de Março uma actividade de Alpinismo com destino à Sierra Nevada, perto de Granada em Espanha (a cerca de 550km de Faro). Será uma actividade destinada a todos os praticantes de alpinismo, quer com pouca ou muita experiência, pois esta é uma zona de ascensões e caminhadas com vários graus de dificuldade. O objectivo da viagem é aperfeiçoar conhecimentos e técnicas da modalidade de alpinismo, através da realização de uma primeira aproximação ao refúgio Poqueira (2500 metros), e no 2º dia a ascensão do pico Mulhacén (3478 metros) pela via normal, cuja dificuldade não é muito elevada. A AMEA proporcionará o acompanhamento técnico (havendo monitores que poderão responder a dúvidas ou questões técnicas que surjam), o seguro (através da FPME), o transporte e a dormida no refúgio.

Luís Nadkarni

Sexta-feira, Março 19, 2010

Músicos de Faro recusam deixar a sede enquanto não houver uma alternativa


Armindo Silva - sócio fundador da ARCM

O presidente da Assembleia Municipal de Faro, Luís Coelho, é um dos promotores do projecto imobiliário, avaliado em mais de 36 milhões de euros, destinado a renovar todo o quarteirão da Baixa da cidade, junto à estação da CP. Mas, para tal, é preciso desalojar a Associação Recreativa e Cultural dos Músicos (ARCM), que ocupa três armazéns do conjunto dos velhos edifícios onde funcionou uma fábrica de moagem. Os artistas, mais de duas centenas, recusam-se a sair enquanto não houver alternativa.

Armindo Silva - sócio-fundador da ARCM - não está "contra o desenvolvimento da cidade", mas dali é que ninguém o tira, a não ser para uma nova sede: "Nem que venha a polícia de choque."

A Cleber - Sociedade Imobiliária, SA - moveu uma acção de despejo contra os músicos, alegando que o contrato de arrendamento caducou a 31 de Outubro de 2008. A sociedade recreativa continua a pagar 1619 euros de renda. Ao mesmo tempo, junto do Tribunal Judicial de Faro, alegou que o contrato, celebrado com a antiga proprietária do espaço, permanece válido. "A senhoria sempre afirmou, e há testemunhas, que só faria o negócio desde que a associação não ficasse na rua, e mais tarde veio a acção de despejo". De resto, acrescenta, "ela nem queria vender, mas o dinheiro [2,3 milhões] falou mais alto".

Os três armazéns, onde ensaiam 31 bandas, foram adquiridos por 2,3 milhões de euros, em 2007. Luís Coelho, socialista, actual presidente da assembleia municipal e antigo presidente da câmara, foi quem assinou a escritura de aquisição do imóvel, na qualidade de procurador da Cleber. O Banco Espírito Santo (BES) financia toda a operação. O projecto ainda não deu entrada na câmara, mas já haverá desenhos. Armindo Silva garante que os promotores já sabem o que querem: "Luís Coelho, na presença de José Apolinário [ex-presidente da câmara, PS] falou-me num projecto de duas torres de habitação de luxo e uma área comercial".

O actual presidente do município, Macário Correia, entende que, para já, só se deve pronunciar sobre a situação dos artistas. "Estou a estudar uma alternativa, mas a câmara não tem nenhum espaço, com a dimensão" necessária. O representante da ARCM frisa que a sede actual funciona 24 horas por dia. "Fizemos aqui grande investimento, e está aberto a toda a sociedade - grupos de teatro, dança, música, e outras associações. Os miúdos, quando não têm aulas, vêm para aqui tocar."

Luís Coelho reconhece que este é um "grupo de muito mérito", mas no que diz respeito à acção de despejo movida pela Cleber, justifica que "não poderia sido tomada outra atitude, porque também havia responsabilidades perante o banco e outras empresas". Na próxima segunda-feira está agendada uma reunião entre a ARCM e a câmara.

In Público

Aviso! Perigo nas praias do Algarve ... cuidado com as crianças PRINCIPALMENTE



Fica a informação. Tenham muito cuidado.

Aviso à navegação pedestre.

Depois de dois meses de tempestade hoje fui dar uma volta pela praia, e o
que vi na rebentação deixou-me a pensar.
Vi uma linha de rebentação constituída por minúsculas patas de caranguejo, o
mar a comer a praia, e acima de tudo (o motivo que me faz escrever este
pequeno texto )duas caravelas Portuguesas mortas, mas ainda frescas.
Sabem o que é isso? Caravelas Portuguesas? Bem. É apenas uma modesta medusa
azul extremamente tóxica. Se virem alguma não lhe toquem. Mesmo morta o seu
tecido mole morde como uma serpente, e as marcas que deixa na pele são
definitivas - tatuagens indesejáveis. A dôr é indescritível, e se fôr uma
criança a manuseá-las pode morrer envenenada.
O que me deixou a pensar é que essas criaturas vivem a milhares de
quilómetros da nossa costa, portanto: o que é que estas fazem aqui? São
medusas de água quente, da Austrália, Califórnia... Quando surgem nas praias
estas são fechadas ao público e consideradas mais perigosas que tubarões a
deambular na área.
Meus amigos. O tempo está a melhorar e os passeios à beira-mar tornam-se
apelativos à descontracção. No entanto se virem criaturas como estas
limitem-se a olhar e sigam à vossa vida: conselho de um amigo.
Agora vejam o aspecto que têm."

António Pereira

Praia de Faro: Ambiente quer demolir todas as casas costeiras



3 deMarço 2010 - último temporal na Ilha de Faro.

O Ministério do Ambiente quer demolir todas as habitações da Praia de Faro que se encontram no lado do mar. Autarquia já foi informada, mas moradores ainda não tomaram conhecimento da nova decisão.

A notícia avançada pela rádio TSF dá conta da intenção do Ministério do Ambiente demolir 400 casas na Praia de Faro, incluído todas as habitações construídas no lado do mar.

A decisão já terá sido comunicada à Câmara Municipal de Faro que, segundo declarações do edil Macário Correia à TSF, recebeu um pedido do Ministério do Ambiente para que fornecesse a “informação da história administrativa e urbanística destes terrenos e edifícios”, situados em terrenos afectos à autarquia desde 1956. mais aqui e aqui