Quarta-feira, Junho 30, 2010

Eurodeputado Nuno Melo (CDS/PP) "patrocina" em Bruxelas dúvida de socialistas sobre Via do Infante


O eurodeputado do CDS-PP Nuno Melo decidiu “apadrinhar” as dúvidas de deputados socialistas sobre a legalidade da cobrança de portagens na Via do Infante, no Algarve, e apresentar a questão à Comissão Europeia, segundo um comunicado hoje divulgado.

Segundo o comunicado de Nuno Melo, os deputados à Assembleia da República João Soares, Miguel Freitas e Jamila Madeira "questionaram a Comissão Europeia sobre a legalidade de portagens na Via do Infante, uma vez que grande parte dela foi financiada por fundos comunitários, e só mais tarde incluída no sistema SCUT (sem custos para o utilizador)”, para o que não têm competência.

João Neto entre paixões


Aos 5 anos cantava para os amigos e família, aos 13 começou a tocar guitarra e a compor as próprias músicas.
Para João Neto a música é uma paixão. Os Nome são a concretização de um sonho. Nascido em Faro há 33 anos, divide o seu tempo entre a música, o bodyboard e a profissão de empresário no mundo da moda. Dedica-se com igual entusiasmo a todas elas e está sempre pronto para um novo desafio.
"Codigo Pele" é o nome do primeiro disco da banda, gravado por Luís Guerreiro e masterizado por Nelson Carvalho nos estúdios da Valentim de Carvalho.
Desafiamos o João para um editorial de moda e no percurso fomos conversando.

1-Como surgiu a banda e resume o percurso da mesma até hoje!
Os NOME nascem de um convite feito por pelo João Vagues (guitarrista) em 2004/05 e foi criando contornos ao ganharmos alguns concursos a nível regional, o que nos proporcionou tocar algumas vezes com os XUTOS E PONTAPÉS e participar também em algumas semanas académicas.

Há cerca de 6 meses os NOME lançaram o seu primeiro trabalho “CóDIGO PELE” e 4 meses depois nasce o primeiro videoclip do seu primeiro single “RETOCOU BATON”.

2- Como classificas a actual situação da cidade e da região para o surgimento de bandas, continua a ser preciso sair daqui para triunfar?
Não é fácil para qualquer banda singrar no panorama algarvio. Na minha opinião por diferentes e a vários factores: falta de Salas de ensaio e estúdios de gravação entre outros, poucos bares com música ao vivo.

Bem condições existem, mas na minha opinião não chegam e é claro que por vezes temos que sair do sítio onde vivemos para poder triunfar.

3- O vosso vídeo parece-me muito bom e pelos vistos foi bem aceite pelo público. Onde e como realizaste e será possível a partir daqui fazer uma comunicação internacional da banda?
O nosso videoclip tem sido sim bem aceito pelo público em geral.

Foi realizado numa das salas mais bonitas e carismáticas do Algarve, nas salas Farenses do CLUBE FARENSE.

É claro que com a internet podemos ser vistos no mundo inteiro e sentir o feedback de países mais avançados que o nosso.

4- A rádio, as editoras e os concertos, continuam a ser fundamentais para o lançamento das bandas. Qual o panorama Algarvio?
No nosso caso é, e continuará a ser importante todos esses meios de comunicação mas... Bem hajam os que existem mas mais uma vez são poucos.

5- Qual o teu sonho para 2010?
Em termos musicais gostava de ver os NOME assinarem contrato com uma editora, o que possibilitava outras abordagens em termos do panorama nacional.

Em termos pessoais não iria pedir mais do que já tenho. Sinto-me uma pessoa realizada, mas tenho muita ambição. A sorte é um factor determinante também, e quando se juntam as duas coisas é perfeito.





João Neto vestido por:

António Manuel, Lda
Blazer Gucci - 1160 euros
Camisa Dolce & Gabbana - 175 euros
Malha D&G - 165 euros
Calça D&G - 299 euros
Ténis D&G - 180 euros

Scoon
Calção Desigual - 69 euros
Polo Desigual - 49 euros
Lenço Pieces - 8.95 euros

Óptica Graça
Ray-Ban
aviador - 99 euros

Trabalho realizado pela aluna Cátia Soares,
do curso profissional de fotografia da
Escola Secundária João de Deus.
Da nossa parte, ADF um agradecimento especial
à professora Paula Pereira e ao Contreiras.
O trabalho original pode ser visto aqui.

Juca & Zeca


INDEPENDENTE CLUB DE FUTEBOL






OLÁ, ALGUÉM SE LEMBRA DO CLUBE INDEPENDENTE?? O VITOR SILVA ( CANTOR ) DESCOBRIU ESTAS FOTOS NA AUSTRÁLIA, E ERA GIRO VER SE ALGUÉM SE LEMBRA. ALGUMAS CARAS SÃO CONHECIDAS.. O DIAS, O ISAURINDO E MAIS UM OU OUTRO QUE NÃO SEI O NOME MAS LEMBRO AS CARAS.
ILIDIA SÉRIO

Workshop de fotografia no Pátio de Letras.


Terça-feira, Junho 29, 2010

últimas.



O Executivo revelou hoje a lista de 46 municípios atravessados pelas SCUTS que ficarão isentos de portagens "se for alcançado um acordo".
"O IPCC (Índice de Poder de Compra Concelhio) é um indicador publicado pelo INE, sem periodicidade definida, embora com alguma regularidade (o mais recente foi publicado em 2007), e é deduzido a partir de um conjunto de 18 variáveis, que visam caracterizar os concelhos portugueses do ponto de vista do poder de compra", explica o Executivo

Governo revela concelhos que não vão pagar portagens nas SCUT, no Algarve ficam isentos:
Castro Marim,Lagoa, Olhão, Silves, Tavira e Vila Real de Santo António. mais aqui

Macário Correia classifica de «perfeita idiotice» a proposta do Governo que determina a isenção de pagamento de portagens para os concelhos que não tenham determinado nível de riqueza.




Passados 11 anos mais um balão de oxigénio:
FARO: Tribunal da Relação vai ser "realidade", diz secretário de Estado. aqui



Mundial de Futebol, sem dramatismos, aqui

Pátio de Letras / Sexta-Feira às 21h30


Contras!


Ontem no programa dos prós e contras para além do que Macário referiu e bem acerca do tipo de financiamento da via do Infante e dos problemas da "rua da morte" EN125, faltou referir esta piada, que é a alternativa do comboio regional do Algarve, um cenário catastrófico, muito diferente em relação à rede ferroviária e de metro da grande Lisboa e Porto. adf

"...Em 1906, cinquentenário da inauguração do Caminho de Ferro em Portugal chegou a Linha do Sul a Vila Real de Santo António ! Em 2010, passados 104 anos, dessa inauguração ainda existem estações de caminho de ferro no Algarve que relembram esses tempos.

Imagine o caro leitor que, vivendo em Lagos decide ir até Vila Real de Santo António (VRSA). E que tem de estar em VRSA ao final da manhã, por exemplo. E que decide recorrer aos serviços da CP no Algarve:

Pois bem, sairá de Lagos às 6h57, de madrugada ainda no Regional 5903 e depois de parar na Meia Praia, na Mexilhoeira Grande, em Portimão, em Ferragudo, em Estombar-Lagoa, Silves, Poço Barreto, Alcantarilha, Algoz, Tunes, Albufeira, Boliqueime, Loulé, Almancil e Parque das Cidades, chegará à cidade de Faro às 8h39. Aí terá de esperar até às 9h25 para a tão desejada ligação a Vila Real de Santo António. E começará de novo o calvário. Passará pelo Bom João às 09h29, depois Olhão às 09h41, Fuseta-A às 09h50, Fuseta "mesmo" às 09h53, Livramento às 09h57, Luz às 10h02, Tavira às 10h10, Porta Nova às 10h13, pela Conceição às 10h17, Cacela às 10h25, Castro Marim às 10h30, Monte Gordo às 10h34 e, finalmente, chegará a Vila Real de Santo António às 10h39. Isto se não ocorrer nenhum atraso. Ou seja passadas 3h e 42 minutos. Quase quatro horas para que chegue de uma cidade europeia a outra, separadas por 140 km planos.

Numa das principais regiões turísticas da Europa. E pagando mais caro pelo bilhete de comboio do que pagaria em gasóleo. Claro que poderia sempre partir às 09h46 no Regional 5907, levantando-se um pouco mais tarde, e chegar a Vila Real já perto das 14h, mais concretamente às 13h39 percorrendo o mesmo percurso em 3h e 53 minutos..."


Já fiz essa viagem como passeio e mesmo para passeio é uma tortura...
Alguém que diga que o comboio no Algarve é alternativa para o que quer que seja, é porque não conhece a realidade do Algarve e mais vale ficar calado.

Rui Silva

Novo regulamento camarário de Faro tem «erros graves», diz PCP

A Comissão Concelhia de Faro do PCP acusou o executivo camarário liderado por Macário Correia de ter proposto e aprovado na Assembleia Municipal de Faro da passada semana, com apoio do PS, um regulamento municipal com «erros graves».

Para os comunistas, o erro mais gritante do novo Regulamento de Acesso e Gestão do Parque Habitacional «está relacionado com as condições de acesso à habitação municipal, que permitem a ocorrência de situações bizarras», como a potencial exclusão de um agregado familiar com um filho deficiente.

«Um agregado familiar constituído por um casal com um filho e um avô pode candidatar-se a uma habitação social se tiver um determinado rendimento mensal; contudo, se o casal tiver mais um filho, deficiente, mantendo o mesmo rendimento, deixa de ser elegível para uma habitação social», garantiu o PCP de Faro, que apresentou mais exemplos de situações que consideram injustas do ponto de vista social.

«O Executivo Camarário, chefiado por Macário Correia, numa ânsia de mostrar trabalho e vender uma imagem de eficiência, optou por privilegiar a quantidade em vez da qualidade. O resultado está à vista: regulamentos municipais de baixa qualidade, recheados de erros, falhas e omissões, que não servem devidamente os Munícipes nem dignificam a Autarquia», rematam o PCP de Faro, num comunicado.

Da parte do executivo, chegou às redações uma nota a dar conta da aprovação de «um conjunto de quatro regulamentos que visam criar regras claras, objetivas e concretas, de molde a que os cidadãos que se relacionam com a edilidade, em domínios como a ocupação do espaço público, acesso e gestão do parque habitacional do Município, estacionamento de duração limitada na cidade e atribuição de distinções honoríficas por parte da autarquia, tenham conhecimento de antemão dos parâmetros que norteiam as decisões sobre essas matérias».

Até agora, garantiu o executivo liderado por Macário Correia, as regras não eram claras, «oferecendo margem discricionária ao executivo para que decidisse como melhor entendesse o que provocava iniquidades, tratamento desigual em circunstâncias semelhantes e uma incerteza dos cidadãos quanto ao sentido das decisões que suscitavam à autarquia, com prejuízo sério para a confiança, boa-fé e idoneidade que uma instituição pública se deve revestir».


Cumpts,
Sérgio Martins.

O mal de muitos comentadores é não conhecer as leis e opinar, por opinar!!! Nenhum regulamento pode ir contra a lei, porque pura e simplesmente enferma de nulidade. No caso da lei do arrendamento, não se pode "por na rua" uma pessoa com mais de 65 anos, a não ser pela falta de pagamento das rendas. Portanto o senhor "Sempre Socialista (mas envergonhado)" não precisa ficar preocupado, porque isto não pode ser feito. Por outro lado uma pessoa que tem rendimentos, carros topo de gama, etc. e vive numa habitação social, deveria ter vergonha na cara e entregar a casa ao município imediatamente e, não esperar pela aplicação de qualquer regulamento, mesmo que viva há mais de 40 anos na mesma...Também concordo que as rendas devem ser calculadas de acordo com os rendimentos das famílias, há no entanto, a famosa esperteza saloia, de pessoas que conseguem o prodígio de ter declarações de rendimento a zeros e viver a "grande e a francesa", mas as finanças nada fazem para por cobro neste descalabro!!! É o país que temos... anónimo

Faro no Mundial da África do Sul 2010. E tudo o que é bom, acaba-se !!




Um verdadeiro pedaço de África que ficará gravada na nossa memória, ao fazermos os cerca de 600 Km desde Maputo até Durban, passando pela muito sui generis estância balnear fronteiriça de Ponta do Ouro. O caminho desde Maputo até à Ponta do Ouro varia desde a terra batida até à verdadeira picada de areia. Uma verdadeira aventura, e uma paisagem de cortar a respiração. Claro que está, pouco mais de 100 Kms só acessíveis de todo-o-terreno.
Do lado Sul-Africano tudo muda. Na fronteira todos se põem a encher os pneus dos jipes, porque do lado de lá, é tudo asfalto. A viagem da fronteira até Durban é feita a alta velocidade, apenas com atenção redobrada pelos animais que por vezes se põem na estrada (cabras e vacas são os mais vistos, mas vimos vários macacos e ainda um javali).
Finalmente o grande dia do Portugal-Brasil. O ambiente no estádio era espectacular, e antevia-se um jogo sem grande espectacularidade, pois desde que não houvesse nenhum descalabro, as duas selecções seguiriam em frente. Sobre o jogo nada a dizer (já foi tudo dito pelos expecialistas…), o que me chamou verdadeiramente a atenção foi ver um estádio cheio a celebrar o espectáculo do futebol.
Esmagadoramente, o estádio era por Portugal. As cores (vermelho/verde e amarelo), estavam muito aproximadas. Mas a grande parte das camisolas amarelas eram efectivamente Sul-Africanos, com a camisola dos Bafana Bafana. De qualquer forma a festa fez-se em Português.
O jogo foi mauzinho, sem golos. Mas no estádio isso não importava. Tugas e Brasucas, mandavam-se bocas e riam-se juntos. Muito bonito de ver !!…
Ao meu lado estavam, todas as cores da lusofonia. Para além de Portugueses e Brasileiros, os Angolanos e Moçambicanos em maioria. Muitos outros foram avistados, para citar apenas alguns: da Namíbia, Venezuela, EUA e até de Timor-Leste. Incrível…
Depois do jogo festa continuou… Cantava-se a canção:
“Nós somos os Tugas, de Portugal,
Viemos à África do Sul para ganhar o Mundial.”
Vamos a ver se desta vez o fazemos mesmo… Amanhã com a Espanha já veremos…
Uma noite memorável em Durban e o regresso logo de seguida, pois o avião já esperava por nós em Maputo. Desta vez fizemos o regresso pela Suazilândia, esse reino com um rei que tem umas dezenas de mulheres e todos os anos continua a acrescentar mais uma ou outra.
A zona que percorremos é plana, e cheia de animais selvagens. É um zona de safaris e de plantações de cana de açúcar… Uma curiosidade, todos os postos de abastecimento que vimos no caminho desde a fronteira da África do Sul até Goba, eram da GALP. Não tinha a menor ideia que era assim. Porque será que o rei Suazi, gosta tanto da Galp ??
O caminho de regresso já em Moçambique, de Goba a Maputo foi feito em boa estrada, e fomos directos para o aeroporto onde o avião da TAP nos lembrou que é hora de regressar à realidade.
Destas 2 semanas por terras africanas, vão ficar guardadas na minha memória: a beleza das paisagens, e a simpatia das gentes (um abraço especial a todos os moçambicanos que conhecemos e que aplicaram na perfeição a máxima: “Amigo de amigo, amigo é !!!”). Uma grande lição de humildade, dos contornos da pobreza latente em Moçambique, mas um brilho nos olhos orgulhosos dos Moçambicanos. E um clara sensação de que o país está a avançar muito rapidamente para algo melhor.
Da África do Sul, ficou a organização de primeiro mundo, e a impressão de um país ainda dividido, talvez já não institucionalmente, mas visivelmente social e economicamente. Espero ansiosamente por ver como é que serão os próximos anos deste país.
Da Suazilândia, o pouco tempo aí passado deixou a vontade de voltar com um pouco mais de calma e conhecer este pequeno reino.
Agora, de volta a Faro e ao nosso Algarve. Fiquei a saber que ainda estamos crise (Fónix !!). Que anda tudo doido com as SCUTS que vão passar a ser pagas, e que continua tudo a dizer mal da selecção. Nada de novo, portanto !!
Eu pela minha parte, vou voltar ao trabalho. Absorver com calma tudo o que vi. E tirar o máximo desta visita para o futuro. Afinal, fui apenas mais um Mulungo, a apaixonar-me por África, e a ficar com vontade de lá voltar.
À Defesa de Faro: espero que as minhas narrativas amadoras e despretensiosas tenham dado tento prazer a ler, como a mim me deram a escrever.
Pela minha parte, agora de volta à realidade do verão Algarvio, apenas digo: Até Breve !!!

E … Força Portugal !!!

João Mascarenhas

Segunda-feira, Junho 28, 2010

Diálogos na Cidade com Ricardo Barradas/Natura Algarve


Ricardo Borges da Costa Barradas é natural de Lisboa e nasceu a 3 de Fevereiro de 1979.
É Professor de Educação Física graduado pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias - Lisboa e Mestre em Treino de Alto rendimento em desportos Colectivos pelo INEF da Catalunha – Barcelona desde 2007.
Actualmente dedica-se a tempo inteiro à Natura Algarve onde desempenha o cargo de Sócio-Gerente e simultaneamente é a responsável pedagógico pela área escolas – Natura Escolas.

ADF - A empresa que gere apostou num tipo de turismo que não é o mais comum no Algarve, onde a prevalência se situa na receita sol e praia. Porque razão apostou nessa via?
R: O sol & praia tem e terá uma responsabilidade enorme no que diz respeito à identidade do Algarve enquanto destino turístico. De facto temos excelentes praias, hotéis e óptima comida. Somos relativamente baratos (cada vez menos) e temos um clima que faz inveja a qualquer país na Europa.
A questão é que é redutor olhar para o Algarve puramente numa perspectiva de praia e produtos/serviços associados.
Além dessa excelente praia, temos serra e as suas tradições, gastronomia e produtos regionais, o Baixo Guadiana e as questões relacionadas com a pesca artesanal, trocas comerciais e seu património histórico e, obviamente, a Costa Vicentina ou a ria Formosa, ambas com um potencial enorme no que se relaciona com o património ambiental.
O Algarve tem história, tem pessoas que continuam a depender do medronho e da cortiça, tem lugares mágicos ainda por descobrir… É esse o nosso desafio: saber mostrar esse segredos e conseguir preservá-los, dando um sinal de confiança e esperança ao Sr. João de Furnazinhas, que assiste a uma assustadora desertificação da sua aldeia para junto do betão, onde há mais trabalho e oportunidades.
Orgulhamo-nos da aposta num turismo responsável que se alicerça nestes valores. Acreditamos que é um dever mostrar esta realidade às pessoas que lhe atribuem valor. Pode não ter o mesmo retorno, do ponto de vista financeiro, que uma visita aos mercados very tipical com um autocarro cheio, mas pessoalmente considero mais gratificante e sei que cada um dos nossos clientes se vai tornar agente activo de promoção turística deste “outro” Algarve e da própria empresa – Natura Algarve.

ADF - Quais as mais valias que a região algarvia oferece para poder sustentar uma procura para esse tipo de turismo?
R: Uma das nossas mais-valias é o nosso atraso em relação ao resto da Europa.
Quando me refiro ao “atraso” como mais-valia, falo obviamente de uma faca de dois gumes… Mas a verdade é que esse gap relativamente a países mais desenvolvidos pode ser também considerado como uma oportunidade.
Basta olhar para a procura que existe neste momento na Costa Vicentina por parte do mercado espanhol. Nesta localização ainda é possível descobrir recantos quase intactos que já há muito desapareceram da Costa Brava ou Costa do Sol, bastante desgastada pela procura e subsequente oferta turística e imobiliária.
Mas há mais: factores com o clima, a acessibilidade / proximidade em relação a alguns países, a qualidade, segurança… são mais-valias.

ADF - Pode indicar o conjunto de actividades que mais procura têm?
R: O passeio de dia inteiro na ria Formosa, com desembarque na ilha da Barreta (Deserta), Culatra e na barra da Armona, um dos locais mais bonitos e exclusivos na nossa ria. Neste momento também estamos a ter uma procura grande no passeio curto – Shuttle para ilha do Farol e ilha Deserta, a partir de Olhão.

ADF - Para além da oferta actual, têm projectos para, no futuro, alargarem esse naipe a outras actividades?
R: Sim. Neste Verão iremos lançar dois novos produtos: um passeio curto entre Olhão e ilha Deserta, com várias saídas diárias a partir de Olhão. Passa a ser possível chegar à ilha da Barreta a partir de Olhão através de um passeio com guia que fará a contextualização do Parque Natural da Ria Formosa. Isto apenas por 10 euros!
Outra grande aposta será na observação de golfinhos e vida marinha. Teremos saídas diárias durante o Verão e várias vezes por semana no resto do ano.
Iremos ainda reforçar a nossa oferta para grupos – festas de aniversários, despedidas de solteiros e solteiras, prendas especiais…

ADF - O equilibro natural e harmonia paisagística do Algarve, tem sido gravemente afectado nas últimas três décadas, principalmente a nível da zona costeira. Se essa dinâmica prosseguir, não teme que o futuro do turismo da natureza e cultural, possa ficar comprometido?
R: Sim, temo. Penso nesse tema várias vezes e assusta-me que ainda tenhamos uma atitude pouco responsável com todas as questões relacionadas com o nosso passado e cultura, que têm uma relação directa com o território em que vivemos. Penso que ainda não existe uma massa crítica com força para ser ouvida e isso tem de ser analisado na perspectiva histórica e cultural do nosso país.
A falta de informação e formação é enorme e estamos perante mudanças que levarão o seu tempo para que tenhamos uma sociedade civil mais exigente e fiscalizadora… mais interveniente! Com menos Fado, Futebol e Fátima.

ADF - De que modo é que este tipo de turismo pode contribuir para o desenvolvimento económico das populações, da sua afirmação da sua cultura e identidade e para a sua fixação nas zonas de baixa densidade?
R: Essa é uma questão delicada, mas é bom que se fale cada vez mais nela.
Segundo a Sociedade Internacional de Ecoturismo (International Ecotourism Society) o Ecoturismo deve seguir os seguintes princípios:
1- Provocar um impacto mínimo
2- Contribuir para um desenvolvimento / reconhecimento ambiental e cultural
3- Proporcionar experiências positivas para visitantes e populações locais
4- Proporcionar benefícios directos para a conservação
5- Proporcionar benefícios financeiros e emprego para populações locais.
6- Contribuir para um aumento da sensibilidade política para um clima social e ambiental mais consciente
Acredito que existem poucas empresas a preencher todos estes requisitos.
Com estes elementos posso afirmar que somos pioneiros no Ecoturismo no Algarve. Actualmente existem mais empresas que optam por comunicar esta estratégia. Resta saber se a cumprem efectivamente…

Ora vejamos ponto por ponto:

1- Impacto mínimo não significa não poluir. Turismo implica viajar. Desde logo estamos a poluir!
Um carro ou barco eléctrico só por si não é garantia de emissão zero. Baterias, tintas, resinas e outros materiais são poluentes. Poluir zero não existe no turismo. Devemos ter em atenção a publicidade enganosa!
Quero com isto dizer que podemos e devemos optar por estratégias para diminuir emissões, mas que um barco a motor com um índio a subir o Amazonas para observar toda a diversidade de flora e fauna, com paragem numa aldeia onde podemos deixar alguma coisa (roupa, dinheiro, fotos, perfumes… ou simplesmente … felicidade) é ecoturismo. Andar de segway por andar não implicado que estejamos a contribuir para causa alguma… estamos apenas a não poluir…
Podem encontrar mais informação sobre ecoturismo em www.ecotourism.org
2- A contribuição para o reconhecimento e desenvolvimento ambiental e cultural de um destino pode ter várias dimensões. A comunicação social é um bom veículo de informação, mas não é o único. Redes sociais, capacidade de influenciar consumidores e penetração no mercado podem contribuir de forma positiva para que um destino seja reconhecido pelo seu estado de conservação, biodiversidade, exclusividade, inacessibilidade e obviamente pelas suas gentes.

3- Acredito que estamos perante um cenário difícil. No entanto tenho a opinião que é possível fazer negócio com preocupações reais com as comunidades locais. Vejo demasiadas vezes empresas que utilizam este argumento apenas como uma estratégia de green marketing… mas saber dos problemas, conviver, dar e receber das pessoas locais… para elas, isso fica para mais tarde. É fácil perceber se a empresa tem um papel activo numa determinada comunidade. Basta observar a relação que as pessoas da empresa têm com as pessoas locais…

4- Benefícios directos para a conservação… Dar dinheiro, participar, contribuir. É bonito dizer que se faz, mas efectivamente fazer. Nós contribuímos com 5% da facturação em todas as actividades da Via Algarviana. É pouco, mas a verdade é que, segundo o meu conhecimento, só existem três empresas que o fazem no Algarve: We2Win, MegaSport e Natura Algarve.
Gostava que assim fosse com as actividades na ria Formosa. Questões burocráticas dificultam esta estratégia. Esperemos que no futuro mais portas se abram para uma melhor e maior cooperação com o ICNB / Parque Natural da Ria Formosa.

5- Empregabilidade e contributos directos… O Zarica, a Teresa, o Rui na Culatra, Alfarrobinha, Restaurante Ti Bia no Barranco do Velho, o Luís Borges do barco do Guadiana – Alcoutim, O Renato em Olhão… entre outros locais por onde vamos passando e deixando alguma coisa. É pouco! Gostaríamos que fosse mais, mas já é alguma coisa… temos uma perspectiva de cooperação para quem olha para nós como cooperantes.

6- Sensibilidade política! Penso que 80% dos partidos são as pessoas. Uma das melhores virtudes é saber ouvir!
Os dados estão na mesa e as estatísticas também. Saber usar esses dados é uma arte que não está ao alcance de todos. Não pela inacessibilidade, mas por uma questão histórico-cultural, de valores e prioridades. Enquanto todos nós não percebermos que a ria tem muito mais além da excelente praia, enquanto as motos de água passarem a fundo entre um barco com 10 turistas com binóculos que observam aves e um bando de colhereiros, enquanto a ponta do cigarro for para a água… será difícil identificar este lugar mágico com o estatuto que ele merece. Está nas nossas mãos! Eu acredito.
Importa identificar objectivos e ser coerente com as nossas estratégias.
Nos últimos tempos fala-se bastante do turismo da natureza, da observação de aves. Se é realmente importante, devemos tomar atitudes relativamente ao uso que fazemos desta área protegida. Ou então que se assuma de uma vez por todas que podemos continuar a ver motas de água a 60 nós a fazer Deserta-Faro em 5 minutos…. E que este é um excelente local para bater recordes.
Não é consensual e certamente haverá gente descontente… Mas para sermos bons numa coisa temos que assumir uma estratégia, um caminho. Muitas vezes poderá colidir com o interesse de tudo e de todos.

O POOC poderá ser uma ferramenta de trabalho se for analisada com ponderação. Uma coisa é certa: nunca será consensual. Conquistámos um espaço que está nos limites da sua capacidade de carga, e agora…. É necessário fazer alguma coisa se queremos continuar a ter cavalos-marinhos na ria. Ou então que se assuma de uma vez por todas que não precisamos dos cavalos-marinhos para nada… Agora se é para fazer alguma coisa, que se faça já, apesar da onda de protestos que certamente surgirá e já está a surgir.

É fundamental termos a Carta de Desporto de Natureza aprovada e era muito positivo que Sociedade Polis, Capitanias, IPTM, Autarquias, Universidade do Algarve e empresas se juntassem para informar, informar e informar. Quanto a uma das causas é a falta de informação, porque se a causa-efeito fosse devidamente (em intensidade e densidade) propagada, teríamos espaços mais limpos, mais dignos e apetecíveis. E para quem não cumpre sempre resta a penalização.

entrevista realizada por Fernando Silva Grade


Sinceramente, tal como este novo empresário não sou algarvia de nascimento mas de coração, escolhi Faro para morar, já lá vão mais de 20 anos e esse tipo de "argumentos"... enfim...

Apoio e admiro! Venham mais pessoas assim povoar o nosso Algarve e chamar a atenção para a ria, para a panemia das motas e o cancro que representam alguns dos pseudo-filhos da ria. Não vi aqui defendida uma ria para alguns, defende-se uma ria para todos com consciência e respeito... como acontece noutros países ou mesmo no nosso mas em parques naturais que são verdadeiramente reconhecidos e respeitados como tal! Parabéns novamente à defesa de faro por mais este contributo para a divulgação do que realmente importa! SM

Juca & Zeca


dilemas!


«O prémio Nobel não garante a importância literária de ninguém. Basta ver a longa lista de mediocridades que o receberam. Pior ainda, o prémio Nobel é atribuído muitas vezes por razões de nacionalidade ou pura política, sem relação alguma com a obra, que num determinado ano a Academia Sueca resolveu escolher. Que Saramago fosse o único escritor de língua portuguesa a receber essa mais do que duvidosa distinção não o acrescenta em nada, nem acrescenta em nada a língua portuguesa. Só a patriotice indígena (de resto, interessada) a pode levar a sério e protestar agora indignadamente porque o Presidente da República se recusou a ir ao enterro do homem. Por mais que se diga, e até que se berre, Saramago não era uma glória nacional indiscutida e universalmente venerada.»
Vasco Pulido Valente, Público

Há para aí uns cretinos, simples e funcionais, que apreciariam que Cavaco entrasse em "licença sem vencimento" até à tomada de posse do PR em Março do ano que vem. Nunca - e já lá vão três presidentes eleitos - foi feita uma marcação tão toscamente evidente a um Presidente em exercício. Sá Carneiro, em 1980, não queria a reeleição de Eanes (quase no fim do ano juntou-se-lhe Mário Soares) mas teve a elevação de, pura e simplesmente, deixar de comparecer, como primeiro-ministro, em actos oficiais com o Chefe de Estado. Delegava. Apesar de ter sido presidente de um partido e chefe de governo, Cavaco é olhado pelos dependentes partidários e pelos serviçais do regime como um estranho e um intruso, um pouco à semelhança do que aconteceu a Eanes. Alguém se lembrou de chatear Soares ou Sampaio, duas vetustas glórias socialistas, no derradeiro ano do primeiro mandato por terem exercido plenamente as respectivas funções? Todavia, enganem-se aqueles que imaginam vergar Cavaco com os seus delírios ou as suas necedades. Independentemente da maior ou menor felicidade nas formulações, o PR disfruta de uma popularidade que decorre, acima de tudo, de uma coisa simples. Não possui dilemas com a verdade.in Portugal dos pequeninos.


«Após cinco anos em sentido inverso, o povo decidiu que o eng. Sócrates é o responsável por todas as calamidades que se abatem sobre a nação. O dr. Passos Coelho, que há meses vem legitimando as calamidades, é um herói popular. Explicações? Não mas peçam. Talvez as desculpas do dr. Passos Coelho tenham tocado o coração das massas oprimidas. Talvez as massas andem tão cansadas do eng. Sócrates que o trocariam pelo Pato Donald ou por uma torradeira eléctrica. Talvez as massas sejam definitivamente malucas. Certo é que as massas querem o dr. Passos Coelho a primeiro-ministro, e só não vêem o desejo cumprido porque, pelos vistos, a nova forma de fazer política também implica evitar o poder a qualquer custo. A nova forma de fazer política ainda será política ou já entra na pura fraude?»

Alberto Gonçalves, DN

O que quer o futuro líder do PSD regional?

Na sua nota de candidatura e com eleição assegurada, Luís Gomes, lançou várias premissas da sua futura agenda regional, de onde retirámos uma ideia principal: “Não pode haver um plano de austeridade sem um programa para o desenvolvimento do país, porque só assim se poderá gerar receitas”.
Sendo uma ideia forte, que faz todo o sentido ser arrastada para a condição regional, não esteve basilada na actividade do seu partido, embora tendo as mãos livres do poder, que lhe confere uma maior responsabilidade de fiscalização e somando o facto de ter tantos deputados como o seu parceiro de bloco central, com quem divide a autoria da crise e do PEC.
Luis Gomes está preso às afirmações, ficando a sua base eleitoral e a população em geral, na expectativa de medidas e acções concretas, que consubstanciem a ideia do tal plano de desenvolvimento para a região, com reflexo nos ganhos e no crescimento.
Contudo, na continuação da sua nota, adiantou linhas de pensamento geradoras de preocupação na sua interpretação, que não deverá andar muito longe do velho suporte imobiliário ou comercial, desconfiamos, ao adiantar após alusão a geração de receitas, que se referia a investimentos que não especificou e que só no concelho de Vila Real de Stº António: “são 936 milhões de euros, o que equivale a 15% do PIB regional. São cinco projectos só no meu concelho, imaginemos os outros”.
Como todo o trabalho político realizado até ao momento no Algarve, não foi capaz de lhe dar outros rumos, apesar da reconhecida necessidade da multidisciplinaridade da economia, vamos atribuir o benefício da dúvida sobre todo esse afirmado volume de investimento que o centralismo de Lisboa e a sua burocracia emperram, esperando esclarecimentos, esforços e resultados, para os problemas da enferrujada monocultura do Turismo, que se revela incapaz de alimentar a economia da região ao longo do ano, com maior acuidade nos concelhos cuja cegueira política os levou a girar só em torno do Sol e praia e, oferecendo como alternativa social permanente, de maior segurança e comodidade sem despesas extras, os cogumelos comerciais.
O estado de indiferença a que a região foi votada, de forma injusta e consentida pelas sucessivas vassalagens ao centralismo partidário que se revezou no poder, precisa de gente de outra têmpera, que para além de verbalizar o conhecimento dos problemas, tem de lutar por eles, com a coragem de afrontar as decisões, mesmo que lhes custe os cargos ganhos com promessas de objectivos e antes de serem passadas a forma de lei.
A direcção em hora de despedida não deixa saudades e, a que vem, anunciada em salganhada de sensibilidades, também, à partida, não reúne a confiança na mudança das estratégias seguidas no passado. Luis Gomes é o resultado de negociações, cedências e distribuição de cargos entre as elites, e não o detentor de uma linha que ganhou firmeza e respeito entre as bases do partido e a população do Algarve.
O Algarve está cheio de promessas não cumpridas e de políticas sub-reptícias que apenas nos diminuíram, apesar da inundação de estados gerais, congressos, debates e outros divertimentos.
Os tempos não estão para levar os algarvios de tolos porque a revolta vai-se interiorizando.

Luis Alexandre

Domingo, Junho 27, 2010

EN 125 reactivar a estrada da morte! o Comentário.


portagens na via do infante!!???
a N125 está rectificada como prometido??...ou voltar a ser a estrada da morte!!!
tenham juizo gentalha politica...
tenham juizo....e cuidado...não vá o povo irritar-se e tomar a sério o refrão do Hino Nacional!!
ALLHumberto

Sábado, Junho 26, 2010

A exposição "Andaime" abre hoje, sábado, às 22h00, na antiga Fábrica da Cerveja de Faro, apresentando uma seleção de trabalhos de alunos finalistas.


Demolições das casas na Ria Formosa! O trabalho continua...


Metade das casas da Culatra ficam na ‘lista negra’

"... Levantamento das casas de primeira habitação já está fechado, segundo a sociedade Polis. Mais de metade das casas correm o risco de vir a ser demolidas.

Feito o exame, que incluiu batidas de equipas de recenseamento porta a porta, há 193 habitações que ficam agora consideradas de segunda habitação e por conseguinte expostas à acção prevista no Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), que apenas permite a permanência no Domínio Público Hídrico de casas de primeira habitação, a par com edifícios públicos e de restauração ou comércio já existentes.

Nos termos do artigo 38º prevê-se a demolição prioritária das edificações implantadas na duna primária e em áreas de risco e a remoção de todas as edificações que impeçam o livre acesso à praia. Nos termos do artigo 84º, para o núcleo da Culatra prevê-se demolição das construções que correspondam a segunda habitação. Nos termos do artigo 85º, para o núcleo da Armona, prevê-se a demolição das edificações que se encontrem sem condições de habitabilidade, que se encontram em zona de risco ou que se encontrem em situação de ilegalidade”, pode ler-se no documento..."
mais aqui

Recuso-me a aceitar que continuem a fazer de Portugal uma República "bananeira".
"Casa de primeira habitação" tem enquadramento, juridíco:qual?
Não é a definição de qualquer,são as leis da Repúlica.
A Sociedade Polis e afins, os seus representantes,têm de demonstrar que estão de boa fé e transparência. Indiquem o articulado da lei onde assenta esse conceito,isto é, que digam; Para a Sociedade Polis " casa de primeira habitação" é isto e isto... ou então segundo a Lei tal, artigo tal e tal.
A partir dessa base,sim:face à Lei a casa tal é ou não de 1ª habitação.
Por favor, não voltem aqueles tempos de triste memória.A democracia é construida por pessoas bem formadas e não por manhosos: se assim não for será como no passado:uma questão de tempo, não a democracia mas sim certas pessoas. anónimo

A toda a velocidade sem respeitar os sinais?


Se analisarmos à lupa as declarações oficiais dos líderes regionais dos dois principais partidos, encostados às cordas por tudo o que foi dito no passado, por eles e pelas direcções nacionais, constataremos o refúgio na linguagem tecnocrática e legalista à volta do desalinhamento do estatuto da Via do Infante e, na reclamação junto da UE.
Ideias e atitudes concretas de salvaguarda dos interesses globais do Algarve não existem e vão, cautelosamente, adiantando que a isenção de residentes e empresas registadas na região, são um factor minimizador…
Toda esta atrapalhação à volta das SCUT, cuja revolta nortenha levaram o PSD a entrar em segundo tempo, introduzindo a radicalização da universalidade, fazem parte de uma estratégia que corresponde ao propósito de levar a população a vergar, segundo a introdução da sensatez da justicialidade. Os partidos do PEC não têm muitos argumentos e pensam cada passo para cada medida. E não estão sossegados, porque os patrões da EU querem mais e aqui podem estar escondidas as intenções do que hoje são promessas para os moradores, amanhã poderão ser mais uma receita para o propósito nacional…
Em 2004, quando fomos alvo da primeira tentativa, saímos à rua e a situação do Algarve, embora já em curva descendente, afigurava-se bem melhor que os tempos actuais.
Economicamente estamos em grandes dificuldades, o investimento privado está parado e o que está em espera não muda em nada a orientação imobiliária e dos grandes espaços comerciais, que muito têm contribuído para o esvaziamento da qualidade turística, do emprego e fixação de capitais, financeiramente, uma boa parte das autarquias estão tecnicamente falidas e sem capacidade de investimento e o Estado central só dispara medidas de corte sobre os
desempregados, que são quase um terço da população activa, descrimina negativamente, de ano para ano, as obrigações de investidor, criando um volume de factores negativos que o tecido regional não consegue responder.
A ordem de cobrança que cuidadosamente preparam sobre as SCUT e a Via do Infante, que o primeiro-ministro considera justa para as regiões com rendimentos acima da média nacional, é mais uma cereja para cima de um bolo em degenerescência.
Quantos impostos tem o Estado sobre a circulação automóvel? O que fez o Estado pela EN 125 e pelos transportes regionais? E agora querem-se aproveitar de uma estrada financiada com 2/3 da EU e apenas por um terço do OE, que não cobre a enorme dívida para com os algarvios?
E deixamos uma pergunta: quanto custará no futuro, acreditando que alguma vez esta crise passará, para restabelecer a degradação alcançada?
Pensem nisto senhores dirigentes! Os algarvios estão mais atentos do que nunca e não julguem que não percebemos a diversão de levar o assunto da A22 aos vossos chefões da Europa…

Luis Alexandre

O que eles não dizem!

O Plano de Saneamento Financeiro consiste fundamentalmente num pedido de empréstimo à banca para substituir a divida a fornecedores por dívida bancária, com o objectivo de se reestruturar o passivo da autarquia, dispensando qualquer intervenção da administração central.
Sendo o prazo de vencimento dos empréstimos para saneamento financeiro a um máximo de 8 anos conforme decreto-lei nº258/79.
Devido ao acréscimo das despesas com investimentos locais e à redução das receitas fiscais dos municípios e não compensada pelo aumento das transferências do Estado, provocou em alguns municípios uma situação de ruptura financeira, (esgotamento da capacidade de endividamento, incumprimento das obrigações assumidas por insuficiência de recursos financeiros). Perante esta situação surgiu a possibilidade do Plano de Reequilíbrio Financeiro para que se possa resolver a situação de esgotamento da capacidade de endividamento do município e de todos os outros instrumentos legais, incluindo o saneamento financeiro.
Declarada a situação de desequilíbrio estrutural ou de ruptura financeira do município, são objecto de apresentação aos Ministros da Administração Interna e das Finanças para efeitos de aprovação do plano de reequilíbrio financeiro, decreto-leinº322/85.
Aprovado por despacho o município pode celebrar com uma instituição pública de crédito um contrato de reequilíbrio financeiro com vários objectivos programados, mas o mesmo não pode ter um prazo superior a 20 anos, incluindo um período de diferimento de 5 anos.
Enquanto o saneamento financeiro pode ser considerado um assunto a resolver dentro do município o reequilíbrio financeiro depende e é controlado pelos ministérios, além de vários pressupostos vigiados pela assembleia municipal, que irá ter uma grande responsabilidade perante a apresentação anual de contas.
Contratação de pessoal, aquisição de bens e serviços ou a adjudicação de empreitadas superior ao estabelecido terá sempre de ser comunicado ao ministro das autarquias locais.
Enquanto o saneamento corresponde a uma operação de passivo de curto prazo em passivo de médio prazo, o reequilíbrio corresponde ao esgotamento da capacidade de endividamento e ao incumprimento das obrigações perante terceiros.
Muito mais analise no decreto-lei nº38/2008.
Perante tudo isto será de questionar aquém de direito por que motivo os elementos do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Faro irão alinhar no Reequilíbrio Financeiro proposto pela edilidade, contrariando a ideia sempre defendida por José Apolinário que apostava no saneamento financeiro.
Será para repetir:” Mudam-se os tempos mudam-se as vontades”

Ekklesia

Sexta-feira, Junho 25, 2010

" Não há guerra de mais aparato do que muitas mãos no mesmo prato."


miguel freitas deputado do PS
Os deputados do PS eleitos pelo Algarve questionaram a Comissão Europeia sobre a possibilidade de introdução de portagens na Via do Infante, já que a estrada foi financiada em grande parte por fundos comunitários e incluída no sistema SCUT.

João Soares, Miguel Freitas e Jamila Madeira consideram que “há dúvidas sobre esta matéria” que querem “ver totalmente esclarecidas, em nome do interesse das populações, já que uma parte importante da Via do Infante foi paga por verbas comunitárias e por isso a Comissão Europeia deve-se pronunciar sobre a regularidade de introdução de portagens”.

No entanto, para o deputado e presidente do PS Algarve, Miguel Freitas, a proposta do Governo de isentar os residentes e as actividades económicas com sede na região “salvaguarda um dos aspectos essenciais do compromisso com o Algarve”.

“Uma coisa é certa”, desdramatiza Freitas, “há uma diferença essencial entre a proposta do Governo e a posição do PSD. Com o PSD todos pagariam. Com o PS os algarvios não pagarão”.

o resto aqui.

Macário aplaude tomada de posição do PSD para revogar obrigatoriedade de chips nas matrículas


O deputado Miguel Freitas mas tambem a Jamila Madeira e o filho do Soares tiveram ontem oportunidade de mostrar o seu descontentamento quando votaram ao lado de todos os seus camaradas a introdução das portagens. Não o fizeram no local próprio que é a Assembleia da Republica, e agora tentam atirar-nos areia para os olhos com esta petição a Bruxelas? Quero vê-los aqui na manif contra mais este imposto. Tal como o PSD que não contente com a revolta dos autarcas do Norte, quer agora tambem portajar a Via do Infante. Vá lá que o Macário lhes tenta abrir os olhos, mas aquilo é má gente. anónimo

Faro no Mundial da África do Sul 2010. Um dia com os animais !!





Afinal nem só de futebol vive a África do Sul nestes dias. Seguindo a recomendação de uns amigos Moçambicanos, passámos o dia no Parque Kruger. Este parque natural é uma reserva mundialmente famosa pela quantidade e porte dos seus animais.

O parque situado no norte do país junto à fronteira com Moçambique, tem uma dimensão semelhante a 1/3 do território nacional Português. Um território vasto percorrido por picadas (na verdade algumas das estradas são asfaltadas!!), em que os animais vivem em liberdade, e podem ser observados de forma controlada pelos visitantes do parque. O acesso dos visitantes é condicionado, por forma a que nunca haja um número excessivo de pessoas a interferir com os animais. Só é permitida a passagem dos visitantes dentro de viaturas (próprias ou do parque) em marcha lenta e em silêncio. Como os percursos são fixos, é preciso ter a sorte de estar no local certo, à hora certa e assim ver os animais o mais próximo possível.

Existem no parque algumas portas (vias de entrada ao parque) distribuídas ao longo do seu perímetro, com horários de funcionamento bastante rígido. Depois de passado o número de acessos estipulados para cada dia, mais ninguém entra… A porta por onde entrámos denomina-se Crocodile (Crocodilo), e fica a cerca de 100 Km de Maputo, pela fronteira de Ressano Garcia.

Nesta altura do ano, passada a época das chuvas, o capim encontra-se ainda bastante verde e ainda se vêem bastante zonas de água. Por ser inverno e não haver um calor excessivo, vê-se bastante actividade dos animais. Tudo isto fez com que o levantar de madrugada, fazer o trajecto até ao parque, os mais de 100 Km de marcha lenta no carro (em observações), e o consequente regresso já de noite tivessem valido bem a pena.
Dos Big 5 (cinco grandes animais – elefante, rinoceronte, búfalo, leão e leopardo) vimos 4 – só nos faltou ver o leopardo. Para além de uma série de outros animais…. Deixo-vos aqui algumas fotos sugestivas…

Pelo que pude constatar, foi sem dúvida um dia muito bom. Uma experiência que infelizmente só pode ser presenciada, por estes lados… Pela minha parte fiquei um fã… E recomendo !!
Um ponto de destaque à passagem da fronteira Moçambique-África do sul. Confesso que já há alguns anos que não vivia esta experiência (desde que a Europa abriu as fronteiras que não temos de passar por isto, e para o resto a memória é curta). Os procedimentos arcaicos, as bichas de espera enormes (e os esquemas de as furar – só no lado moçambicano, claro !!), a desorganização africana, enfim, só por si uma aventura.

Outra nota que me parece de monta, no trajecto para a fronteira, do lado moçambicano, a savana natural sem (quase) nenhum tipo de desenvolvimento. Ao passarmos a fronteira tudo se altera, agricultura, urbanização e acima de tudo organização. São realidade completamente diferente no espaço de poucos quilómetros. Parece que até nisto deixámos uma má herança na nossa antiga província ultramarina.
E por hoje é tudo. O dia começou de madrugada e esta noite é para deitar cedo e recuperar forças numa noite bem dormida.

Até amanhã.
João Mascarenhas

Quinta-feira, Junho 24, 2010

a nossa realidade!



«Temos hoje uma classe política corrupta, um governo autoritário, 600 mil desempregados, menos imprensa livre, educação medíocre, justiça lenta, saúde para alguns, mais impostos e um Estado arruinado. E o povo, prosperou? O Eurostat diz que não: Portugal e Malta são os únicos países que, com um PIB per capita inferior à média europeia em 1998, se afastaram desta média nos dez anos seguintes. Ou seja: os outros convergiram, Portugal divergiu. Os números estão aqui

Luís M. Jorge, Vida Breve

Agradeceram-lhe em Ouro…

No dia 24 de Junho de 2010, dia de S. João, festejou Tavira o dia do seu concelho, e viveu o seu feriado municipal.
Na Biblioteca Álvaro de Campos, onde decorreu a Sessão Solene comemorativa do evento, reencontrei várias figuras ilustres da cidade do Gilão, que, ao longo dos últimos cinquenta anos, muito contribuíram, com a sua personalidade e o seu prestigio, para a dignificação e para o desenvolvimento da cidade de Tavira.
Vou referir-me apenas a duas personalidades, que simbolizam a cidade, o seu passado, o seu presente e a certeza de um futuro promissor, nas gerações actuais, que ajudaram culturalmente a criar.
Refiro-me ao Sr. Dr. Jorge Correia e ao Sr. José Sotero, filhos ilustres daquela cidade, que denodadamente, ao longo da sua existência, muito têm dignificado e enriquecido a cidade de Tavira.
Poderia citar vários outros nomes, de pessoas também presentes, mas cumprimento, nestas duas personalidades, toda a cidade de Tavira.
Em conversa amena, recordámos várias outras figuras, que já se não encontram entre nós, mas que fizeram de Tavira, no âmbito do desenvolvimento, e da cultura, um dos mais dignos bastiões, situados a sul do Caldeirão.
Recordámos, entre outros, os Srs. Drs. José Correia e Eduardo Mansinho, figuras ilustres, residentes que foram na cidade de Tavira, que tanto a dignificaram, e dos quais aquela cidade tanto se orgulha.
Tavira, aproveitou também o seu dia de festa, para homenagear algumas das suas personalidades da actualidade, figuras de grande prestígio, continuadores da sua cultura e tradição, que a enchem de orgulho e de brio.
Uma das figuras homenageadas foi o Sr. Eng. Macário Correia, natural do concelho de Tavira e, também ele, filho muito querido daquela terra.
No Eng. Macário Correia, homenageou Tavira um seu filho ilustre, com um curriculum académico, científico e humano verdadeiramente notável.
Mas em Macário Correia, Tavira homenageou, sobretudo, o seu Edil, o homem que chefiou a equipa, que, durante vários mandatos, e muitos anos, geriu os destinos do concelho, e a transformou, definitivamente, na cidade airosa e bem arranjada, que hoje encontramos à beira do Gilão.
Tavira já era bonita, sempre foi bonita, mas a equipa chefiada por Macário Correia, adornou-a, embelezou-a e enriqueceu-a, qual noiva que pela mão do rio, que lhe banha docemente aos pés, a dá em casamento ao mar azul e tranquilo, que a espreita junto à Foz, suavemente afagado pela Ria Formosa.
A Câmara Municipal de Tavira, hoje gerida por uma outra força política, não teve qualquer dúvida em agradecer a Macário Correia, tudo o que o mesmo fez em defesa da sua terra.
Quis agradecer-lhe em ouro, toda a competência, todo o trabalho, todo o amor posto ao serviço do seu concelho.
Foi extraordinário, comovente mesmo, verificar como Tavira, e a sua actual Câmara Municipal, pondo de lado a “partidarite” se uniu para agradecer, em uníssono, sem dissonâncias, o trabalho deste seu filho, deste seu autarca, deste seu amigo.
Diz o povo que “é de bem nascido, ser-se agradecido” e Tavira soube agradecer e estar à altura do seu nome, e do seu passado mui ilustre.
Foi mais uma lição de democracia, que recebi, e que agradeço a Tavira, aos seus autarcas e aos seus munícipes.
Macário Correia, estou certo, terá, também, muito orgulho no seu concelho, na sua cidade, que de forma tão digna, tão bonita e tão reconhecida, traduziu em ouro a sua profunda gratidão.

Jorge Leitão

O presidente de todos os portugueses…

Entre perder as eleições e dar um passo de Estado, Cavaco Silva, arguto, escolheu-se a si próprio.
José Saramago, escritor, militante do PCP, com tudo o que representa ou lhe imputam, viveu longe do Estado e sobreviveu às humilhações que uma parte da sociedade clerical e outra de conveniência clerical, onde eventualmente se incluirá o venerando Lara, lhe dirigiram.
A nobelização de Saramago e a linguagem escrita de raiz humanista, não foram suficientes para suplantar a imagem do seu compromisso político-partidário, que se por um lado se procura incluir nos sentimentos deste povo martirizado pela ferocidade do capitalismo, por outro, não se identifica com as soluções justas para a sua libertação.
O espírito, que alguns fiéis consideram indomável e outros somente de simples rebeldia e confrontação com uma parte da sociedade portuguesa, do velho mecânico da Azinhaga e representado no seu afastamento para outro país, manteve uma guerra de valores, passada a escrita, procurando dar força a uma visão de forma de poder dentro do sistema. Da sua confrontação, o que fica para a História, são o reconhecimento de uma parte do país, sem que o movimento popular tenha logrado uma visão justa, de contributos de natureza doutrinária, para as suas tarefas revolucionárias.
Cavaco Silva e os sectores de classe que representa, nunca gostaram de Saramago e das suas matérias escritas, consideradas provocatórias para o seu quadro de valores de sustentação, onde se inclui o império do catolicismo reinante, levando-as longe de mais, ao contrário do espíritode convivência do PCP com as virtudes da democracia parlamentar burguesa.
Depois dos amargos de boca sofridos pelo apostólico Presidente da República, com o casamento homossexual, que o devem ter deixado em penitência pelos longos dias de notícias de juízos de valores, de todo injustos no historial de missas e novenas, perante a morte de um persistente crítico da Igreja, não havia outra solução senão ignorá-lo, sem olhar à imagem passageira que daí resultaria.
Dois erros num curto espaço de tempo seriam fatais para as ambições pessoais e para as ordens de aguentar a pressão da situação de ser uma peça importante no desenvolvimento da situação política, económica e financeira do país.
Cavaco Silva é um economista, sabe fazer contas, sobretudo as que são a seu favor e, entre ele e Saramago, preferiu os milhões de votos que precisa, contra a valorização fotográfica da morte de mais um escritor.
O momento vale mais, sabendo que a História não se esquecerá e avaliará, a fundo e no tempo, as confluências das comparticipações destes distintos contribuintes.

Luis Alexandre

Turismo do Algarve lança passatempo «Algarve Vintage – Desafio Fotográfico»



FOTOGRAFIAS DO ALGARVE COM 40 ANOS DÃO PRÉMIOS

Todas as fotografias com mais de 40 anos que tenham o Algarve como protagonista podem agora dar direito a um prémio. «Algarve Vintage – Desafio Fotográfico» é o novo passatempo do Turismo do Algarve que quer tirar das prateleiras os álbuns antigos de família. Começa no dia 1 de Junho.

O passatempo «destina-se a incentivar o envolvimento do público em geral com a região do Algarve», lê-se no regulamento que estará disponível para consulta a partir da próxima semana no blogue http://blog.turismodoalgarve.pt, espaço onde serão publicadas as imagens candidatas ao passatempo. Será então uma espécie de «fotoblogue» que reunirá numa galeria virtual todos os olhares pessoais da região há mais de 40 anos.

Para participarem, os candidatos – portugueses e estrangeiros, residentes em Portugal – têm apenas de enviar fotografias originais tiradas no Algarve antes de 1970. Paisagens, cenas do quotidiano, monumentos, recordações de viagens, pessoas, festas e romarias, decoração e design, todos os temas servem ao passatempo que decorre no âmbito das comemorações dos 40 anos de existência do Turismo do Algarve.

As imagens devem ser enviadas entre 1 de Junho e 31 de Agosto por correio electrónico para o endereço algarve.vintage@turismodoalgarve.pt, sendo seleccionadas 40 para irem à final, na qual o júri escolherá as três melhores.

Os vencedores são anunciados no dia 27 de Setembro nos sítios www.turismodoalgarve.pt e www.visitalgarve.pt, habilitando-se a prémios que incluem viagem e estada para duas pessoas num hotel de 5 estrelas do Algarve durante cinco ou três noites (1.º e 2.º lugares), ou que garantem apenas a estada (viagem não incluída), no caso do 3.º lugar.

Quarta-feira, Junho 23, 2010

Registo da origem do Ténis no Algarve (parece que não há registo de fotografias?)


Em 1880 tiveram lugar no nosso país os primeiros jogos de ténis, praticados entre os representantes da comunidade inglesa, que confraternizavam de raqueta na mão, nos relvados do Porto, Cascais e Carcavelos.

FARO

Os judeus e o Lawn-Tennis

Mas a comunidade não trouxe a Faro apenas esplendor social, novas dinâmicas comerciais e rituais algo diferentes dos que a religião cristã seguia. No Inverno de 1903, o jornal “O Sul” iniciava uma secção que julgavam vir a interessar os seus leitores. Tratava-se da secção desportiva. No seu primeiro artigo fazia referência às partidas de Lawn-Tennis que se realizavam no Court de ténnis existente na antiga cerca do Teatro Lethes. Bernardo Ayalla envidava, desde há algum tempo, esforços para dar a conhecer à sociedade elegante de Faro esta útil diversão. Embora se tenha ausentado para Lisboa, a ideia acabou por ser colocada em prática por António Ramalho Ortigão.
Pouco tempo depois, o terreno estava apto à função de court que lhe haviam destinado. Teria a forma dos primeiros courts de ténis, em H, mais estreito, ao centro, local onde estava colocada a rede.
Às segundas, quintas e sábados disputavam-se animadas partidas em que tomavam parte alguns judeus tais como D. Orovida e D. Rachel Sequerra e Isaac Ruah. Além destes participavam também D. Eugénia Salter, D. Justina, D. Isabel Fialho, D. Ângela Reis e António Ramalho Ortigão, José Mattos, António Trigoso, Jayme Barrot, Dr. Alberto de Moraes, Francisco Coelho de Vilhena e João Fonseca.
Pouco tempo depois, já as sessões se realizavam noutros dias da semana. No final de Abril de 1904 as partidas tinham início às seis horas da manhã. Participavam geralmente dez senhoras e doze cavalheiros das famílias Sequerra, Bivar, Salter, Sabath, Alexandre, Vilhena, Ruah e Mattos.
No final de Maio, pelas dezassete horas, realizou-se aquele que terá sido o primeiro torneio de ténis da província e dos primeiros do país. Constou de várias partidas de carácter semi-oficial. O júri era formado por D. Anna Bivar Cúmano, o Cons. Álvaro Ferreira e o Dr. João de Mattos. Realizaram-se cinco partidas de pares e uma de singulares. Os resultados foram os seguintes:

Pares

D. Esther Sabath / Francisco Vilhena - 3 D. Eurydice d’Araújo / Abrahão Sabath - 0

António Trigoso / João Fonseca - 3 Borja Araújo / Bernardo Ayalla - 2

D. Maria Luíza Bivar / Eduardo Araújo - 3 D. Maria Eugénia Salter / José de Mattos - 0

Dr. Alberto de Moraes / Ferreira de Sousa - 1 Manuel Soares / Isaac Ruah - 3

D. Orovida Sequerra / D. Eugénia Salter - 3 D. Mafalda Ferreira / D. Rachel Sequerra - 2

Singulares:

Pereira Leite - 6 Samuel Sequerra - 3

Ao terminar o Match houve distribuição de prémios numa das salas do Teatro Lethes. Estes, constavam de medalhas e brindes oferecidos, uns, por uma comissão de senhoras e outros, pelos cavalheiros que tomaram parte no torneio. Depois, improvisou-se um baile que decorreu cheio de animação e entusiasmo até às vinte e três horas e trinta.


Retirado do livro "FARO - Um olhar sobre o passado recente".
Luís Santos.

P.S. - Se alguém tiver fotografias destes jogos realizados no Lethes era importante enviar para se copiar, assim o registo ficava completo e podia-se fazer um trabalho multimédia para a divulgação da modalidade e do Algarve. o mail é adf.participa@gmail.com

Enganados! A grande palhaçada.



PSD faz ultimato ao Governo para alargar portagens a todas as Scut.


É um ultimato e a reafirmação de um desmentido: O PSD desafia o Governo a dizer se avança para a cobrança de portagens em todas as Scut e impõe uma data limite – 9 de Julho - dia em que o Parlamento aprecia o decreto que determina o pagamento das portagens nas três Scuts. Caso contrário, o PSD votará a favor nesse dia da revogação do diploma que introduz as portagens no Litoral Norte, Costa de Prata e Grande Porto, mais aqui

Macário Correia, por seu turno, sublinhou que “não se pode tratar de modo igual aquilo que é diferente”, recordando que a A22 foi paga com fundos europeus e que a Estrada Nacional 125 (EN-125) não é uma alternativa nacional à A22, porque é “uma rua urbana”.

A A22 não foi construída ao abrigo da engenharia financeira recente das SCUT e como tal não tem o tratamento financeiro do lado do Estado que têm as outras. Não é um encargo real para o Estado atualmente”, frisou Macário Correia.

Macário Correia argumentou ainda que a EN-125 não é uma alternativa técnica à A22, porque é uma rua urbana que atravessa todos os perímetros urbanos, aldeias e cidades do Algarve, onde há limites de velocidade de circulação adequados”.

O autarca de Faro acrescentou ainda que na questão das portagens da Via Infante “vários ministros, de vários Governos, disseram sistematicamente, que não havia condições técnicas objetivas para a introdução de portagens no Algarve”.

Portagens: Macário Correia acusa "algumas pessoas" do PSD de falarem do que não sabem

Governo quer portagens em todas as SCUT mas isenta moradores

Terça-feira, Junho 22, 2010

Macário Correia proíbe longas pausas para café.


Despacho interno do presidente da Câmara de Faro contra longas pausas para café alerta funcionários para eventuais sanções disciplinares que podem levar à quebra de vencimento.
Faltas injustificadas, processos disciplinares e quebra no vencimento é o que pode acontecer aos funcionários da Câmara de Faro que fazem pausas para café demasiados prolongadas, disse à agência Lusa o presidente, Macário Correia.

O presidente da Câmara de Faro assinou recentemente um despacho interno alertando os funcionários para que se fossem detetadas pausas para café demasiado longas o facto seria tratado como uma "falta injustificada", uma sanção com consequências disciplinares que pode levar à quebra de vencimento.

"Estou a fazer um alerta para puxar pelo brio e dever profissional de que as horas de serviço são para trabalhar (...). Temos de respeitar os cidadãos que às vezes estão ali em fila à espera e há alguém que está no café em vez de estar a trabalhar", disse o autarca Macário Correia, em entrevista à Lusa. in Expresso mais aqui


Tavira atribui medalha de mérito a Macário Correia. in Observatório do Algarve, mais aqui.

Diálogos na Cidade com Fernando Leitão Correia.


Fernando Leitão Correia, 52 anos, técnico de desenvolvimento, nascido em Faro, na Rua de Santo António, como faz questão de referir, foi dirigente do Cineclube de Faro durante 20 anos, entre muitas outras actividades associativas e cívicas, é o dinamizador da Tertúlia Farense.

ADF - Gostaria que fizesses uma breve resenha do historial da Tertúlia Farense, bem como o sentido que motivou a sua implementação.
FLC - A Tertúlia Farense surgiu em 2007 quando decidimos promover um jantar no Hotel Faro seguido de debate. A primeira sessão decorreu a 28 de Fevereiro e os convidados foram o arquitecto paisagista Fernando Pessoa e o médico Mário Lázaro que falaram sobre “ Ambiente em Faro”. Seguiu-se em Março uma apresentação do Dr. Luís Santos sobre “A cidade de Faro em meados do século XIX “ e em Abril a Amélia Santos, também paisagista, falou sobre “ O Urbanismo em Faro – Uma visão do presente”. Começámos com 19 pessoas e desde então já realizámos 31 sessões, contando com um total de participantes que já ultrapassa os 100. Tratou-se de preencher um espaço vazio na cidade. A ausência de planeamento, a grande especulação imobiliária e um urbanismo desregrado, desertificam o centro da cidade e quebram as relações de convivialidade, onde as tertúlias nos cafés da baixa tinham um importante papel. Numa cidade em profunda crise, o debate de vários temas, de forma multidisciplinar, pareceu-nos indispensável e afigura-se-nos cada vez mais importante.

ADF - Como funciona a orgânica da Tertúlia Farense?
FLC - Com a maior informalidade possível, baseando-se nas ideias, propostas e disponibilidade dos seus membros e de outros que vamos convidando. Mensalmente escolhemos um tema e desafiamos uma pessoa para lançar o debate. Marcamos um restaurante, dado que é após o jantar que é feita a apresentação pelo convidado. A nossa preocupação com a independência é tão grande (risos) que até na gastronomia vamos variando todos os meses.
Desde o nosso 1º aniversário, distinguimos, por votação dos membros, as entidades e personalidades que se destacam em Faro em cada ano. No primeiro ano escolhemos a ACTA, a associação Almargem, o blogue A Defesa de Faro, o CAPA, o Teatro Municipal de Faro e o Dr. José Louro. Em 2009 contemplámos o Cineclube de Faro e o Museu Municipal de Faro e em Abril passado homenageámos o Pátio de Letras, a Sociedade Recreativa Artística Farense e o arquitecto paisagista Fernando Pessoa.

ADF - Quais são os objectivos essenciais da Tertúlia Farense?
FLC - O debate de temas com interesse para Faro visando aumentar o conhecimento e a participação dos cidadãos na vida do concelho. Temos privilegiado aquilo que consideramos fundamental para a afirmação da cidade e que pode possibilitar o seu desenvolvimento sustentável: património ambiental e cultural, urbanismo e qualidade de vida.
A gastronomia local também nos motiva, através do desafio que é lançado aos restaurantes que se responsabilizam pela ementa, cabendo-nos a nós, para além da sua escolha, claro, negociar o preço. As tertúlias também possibilitam o restabelecimento da convivialidade que se foi perdendo numa cidade que está cada vez mais deserta.

ADF - Pensas que no âmbito das sessões já efectuadas se tem conseguido alcançar esses objectivos?
FLC- Tem sido muito gratificante o trabalho desenvolvido nestes já três anos e meio. Embora se trate de um grupo informal, é necessário um esforço constante para preparação e lançamento das suas actividades e uma permanente auscultação dos participantes. Temos tido o contributo dos fundadores que já referi, e dos outros que, mensalmente, participam nas sessões. Podemos dizer que têm sido superadas as nossas melhores expectativas, pois muitas das nossas sessões e distinções até já aparecem nos currículos de várias personalidades e entidades colectivas… . Temos também um conjunto de “jóias” da cidade que nos dão o prazer de partilhar o seu saber e conhecimentos. Para além do João Resende que já “partiu”, o António Paulino, o Brazão Gonçalves, o Luís Santos, o Mendonça Neves, o Picanço Mestre, o Veríssimo de Sousa, o Vicente de Brito, entre outros, e só para referir os mais “antigos”, são um ânimo suplementar para a concretização de um conjunto de diligências e também para enfrentar contrariedades que sempre aparecem.

ADF - Queres referir algumas das personalidades que não pertencem à tertúlia, mas que já foram convidadas para desenvolverem determinadas temáticas?
FLC- A grande maioria dos convidados participa depois nas sessões com mais ou menos regularidade É, aliás, na segunda participação que se fica membro. Pela relevância pública para além do Fernando Pessoa, que partilha connosco a dinamização da tertúlia, destaco os Professores Alveirinho Dias e Francisco Lameira, o Arquitecto Porfírio Maia, o Coronel Piteira Santos, e o Afonso Dias. Recentemente contámos também com as apresentações dos Professores João Guerreiro e António Rosa Mendes. Nas distinções, o Luís Vicente, o José Laginha, o José Louro, a Anabela Moutinho, a Graça Lobo, a Dália Paulo, a Liliana André e a Graça Cunha também já nos honraram com a sua presença e só os seus múltiplos compromissos impossibilitam uma participação mais regular.

ADF - Na medida em que na tertúlia se analisam temas pertinentes relativos à cidade não deveriam pensar em criar um canal de comunicação com os poderes locais, no sentido de lhes serem facultadas as conclusões das sessões?
FLC- As nossas actividades têm tido divulgação em vários jornais regionais e nacionais e também nos blogues que, com especial destaque para a Defesa de Faro, têm tido um relevante papel na informação e consciência cívica dos farenses. O nosso blogue (Falar Faro) está inactivo desde Julho passado por falta de disponibilidade de um nosso membro, mas será em breve reactivado e um instrumento importante na divulgação das nossas sessões e respectivas conclusões.
A nossa relação com as entidades públicas, nomeadamente com os poderes locais é curiosa, pois em Março de 2009 convidámos para uma sessão os então candidatos anunciados à Presidência da Câmara Municipal de Faro e apenas o Eng. Macário Correia aceitou, tendo posteriormente sido nosso convidado, após a posse. Ainda no mês passado assistiu, já como membro da Tertúlia (as tais 2 sessões), à apresentação do tema sobre a Baixa Comercial de Faro da responsabilidade das engenheiras Cláudia Ruivinho Graça e Paula Lopes. Os canais estão abertos e a nossa vontade é que se mantenham sem quaisquer obstruções. Independência e iniciativa são mais valias preciosas que iremos sempre preservar.

entrevista realizada por Fernando Silva Grade

Mundial da África do Sul. As mulheres gostam de futebol !!










Hoje foi dia de Portugal-Coreia do Norte. O estádio estava quase cheio, e os Coreanos contavam-se em poucas centenas. Estávamos verdadeiramente a jogar em casa.
Sentia-se alguma tensão no ar. Sabíamos que o jogo era do “tudo ou nada”, mas a verdade é que os lusófonos estiveram em força no estádio. O resultado, afinal, foi muito melhor do que o esperado.

A festa estava assegurada desde o início. Eu contei gente de todos os países lusófonos, e depois um montão de gente a vestir as cores de Portugal que o faziam , pura e simplesmente porque gostavam da selecção (Senhores do Marketing, olhem para isto com atenção!!!). a língua mais frequente é o Inglês, muitos dos luso-descendentes que envergam as nossas cores pouco ou nada falam de Português. Mas o sentimento e o orgulho, é um só….

Uma nota curiosa, encontrámos 2 agentes (um da PSP e ouro da GNR) no estádio, e após a conversa da praxe, descobrimos que o da GNR está no comando de Faro… Tirámos a foto da praxe, mas por estar de serviço ele pediu para ficar de costas. Mas de certeza que para quem conhece a GNR de Faro o reconhecerá (aliás só há dois GNRs na África do Sul)… Uma nota de atenção para eles, sempre prestáveis a fazer a ligação entre os Tugas e a polícia Sul-Africana.

E para não falarmos do jogo, porque sobre isso todos hoje o fizeram, resolvermos dar um pouco de cor à reportagem fotográfica, mostramos algumas das senhoras que acompanharam esta partida. Apenas uma pequena amostra que nos pareceu dar o tom necessário a este post.
Quem disse que o futebol é só para homens ???

A seguir vem o Brasil, já qualificado. Nós, embora matematicamente possamos ainda não seguir em frente, dependemos só de nós e estaremos na fase seguinte. Portanto, toca a preparar as nossas mentes (e os nosso corpos também, para seguir em frente…).

A logística dos próximos dias passa por voltar a Maputo e depois ir a Durban para a derradeira partida desta fase de grupos. Depois, de volta ao nosso Algarve, porque o trabalho já me espera.
Cá estaremos para partilhar com os leitores d´ ”A Defesa de Faro,” estas peripécias.

Até amanhã.

João Mascarenhas