Terça-feira, Agosto 31, 2010

A EDUCAÇÃO

O título pode sugerir uma reflexão sobre o problema da Educação no nosso país, na sua vertente formal e escolar, onde, nos últimos anos, se têm vindo a esgrimir pais, alunos, professores, sindicatos e órgãos de tutela, num emaranhado de razões, que se atropelam e acabam por mostrar que a liberdade conquistada, não terá sido, muitas vezes, aproveitada da melhor forma, havendo dado lugar, paradoxalmente, a muitos actos e decisões, irreflectidas, irresponsáveis, algumas delas, já infelizmente, irreparáveis.
Mas não é sobre essa Educação, que versam as presentes linhas.
Vamos antes situar-nos a montante desse conceito de Educação, falando de uma outra educação, que aqui redijo em letras minúsculas, não porque tenha menos importância do que aquela, mas apenas para que se não confunda com ela.
A educação a que me refiro, é, em minha opinião, condicionante daquela outra.
E quando digo que se situa a montante da mesma, quero com isso significar que, sem educação, não há Educação.
Ultrapassada que está uma concepção errónea do significado dos conceitos de liberdade e democracia (que muitos confundiram com irresponsabilidade) acho que é chegado o momento de pugnar, com denodo, pela educação, na conotação que o termo tem com delicadeza, afabilidade, atenção e o apreço pelos outros.
É de bem nascido, ser-se agradecido diz o nosso povo.
É de bom estado, ser-se educado, reza o refrão popular.
O recente comportamento de um professor, de um educador, com importantes responsabilidades na Selecção Portuguesa de Futebol, voltou a colocar este assunto no centro das atenções.
A grosseria, o insulto, a indelicadeza e a falta de educação, nunca hão-de ser características dos portugueses.
Nunca o foram, e nunca o serão.
A afabilidade tem sido sempre característica própria do nosso povo, demonstrada pela forma amável, correcta e delicada como recebemos quem nos visita.
E se, nesse aspecto, os portugueses são, correntemente, considerados pessoas afáveis e delicadas, já entre nós, na “nossa casa” as coisas não se passam sempre assim.
Por dever de profissão frequento um sem fim de espaços e repartições onde pulula gente necessitada de encontrar solução para os mais diversos problemas, que a vida, diariamente, lhes apresenta.
Verifico, muitas vezes, quão pouco delicada é forma como algumas pessoas (utentes e funcionários dos serviços) se tratam e consideram.
Vai sendo raro ouvirem-se palavras e expressões como, “por favor”, “com licença” ou simplesmente “muito obrigado”.
Mais raros ainda são os sorrisos e as palavras amáveis, que se (não) trocam, ou a cedência de lugar, e de vez, a pessoas cuja debilidade fisica é patente e inquestionável.
O tratamento por “você”, frequentemente utilizado na conversa com pessoas mais velhas, “arranha” profundamente os nossos ouvidos.
Não meus amigos, a educação nada tem a ver com o assumir-se uma opção de vida de esquerda, de direita ou do centro.
Tem a ver com a cultura de um povo. E quanto mais culto, e educado, for um povo, mais exemplar e eficaz é a democracia por ele vivida.
Não nos demitamos de educar os nossos filhos, os nossos netos, ensinando-os a tratar com delicadeza, com afabilidade e, sobretudo, com respeito, todos que se encontram à sua volta, e de uma forma muito especial os mais velhos.
Necessitamos, para isso, de lhes dar o exemplo.
Quando visitamos outros povos, ficamos, muitas vezes, admirados com a sua cultura, a sua educação, o seu civismo, a sua democracia.
Não deixemos de dar também esse testemunho, no nosso comportamento quotidiano, quer nos situemos, politicamente, à esquerda, à direita ou ao centro.
Ensinemos os nossos filhos, e os nossos netos (porque eles só aprendem se os educarmos nesse sentido) que não é correcto interrompermos o discurso de uma pessoa que se encontra no uso da palavra, que não é educado falarmos com uma qualquer pessoa, com as mãos metidas nos bolsos, ou permanecermos sentados, enquanto quem nos interpela, se encontra de pé.
Expliquemos-lhes que proceder assim, é desconsiderar o nosso interlocutor, é não ter para com ele todos os detalhes de delicadeza, de consideração e de amizade, que deve caracterizar o relacionamento humano.
Dar os bons dias ao merceeiro, ao farmacêutico, ao funcionário administrativo, ao carpinteiro (enfim, a todos os que se preocupam connosco, e trabalham para que a nossa vida seja melhor, e mais feliz) é prova de maturidade cultural, de boa educação e de crescimento em democracia.
As grosserias, os maus modos, as indelicadezas, são apanágio de quem não quer ser educado e civilizado, e vira, propositadamente, as costas aos outros.
Ainda há pouco tempo liguei a um amigo, senhor já de alguma idade.
Quem me atendeu foi a mulher, que, depois de nos cumprimentarmos, chamou o marido, a quem passou o telefone.
Tive oportunidade de ouvir a forma como aquele meu amigo agradeceu à mulher facto de ter atendido e de lhe haver passado o telefone.
Fiquei encantado com a forma tão delicada, tão educada e tão amiga, reveladas naquele agradecimento, referente a um acto tão simples.
Não esqueçamos a delicadeza, e transmitamo-la às gerações que se seguem à nossa, corporizadas nos nossos filhos e pelos nossos netos.
O facto de duas terças partes dos meninos das nossas escolas serem filhos de pais separados, é significativo, e tem na sua génese, muitas vezes, a falta de carinho e de delicadeza com que “se não tratam” os próprios cônjuges, no seu relacionamento diário e familiar.
No trabalho de voluntariado, por exemplo, os voluntários distribuem sorrisos, carinho, afectividade e delicadeza por todos os que estão à sua volta.
Têm a noção de que tudo será mais fácil (ou menos difícil) se nos entre ajudarmos, tendo sempre um sorriso presente na nossa face.
Se no nosso relacionamento com os outros cultivarmos a delicadeza e a amabilidade, dificilmente se repetirá, estou certo, o comportamento daquele professor e educador, que de forma tão indelicada, tão deseducada e tão pouco amável, recebeu os profissionais de medicina desportiva, que, em prol, e ao serviço, da verdade desportiva, visitaram a nossa Selecção Nacional de Futebol.

Jorge Leitão

A fabulosa Ria Formosa - de Faro a Cacela!


barra da Fuzeta

Cabanas de Tavira

Praia do Barril

Fuzeta

Trabalhos na Praia da Fuzeta

Barra da Fuzeta


Doca de Faro

entrando na Doca!

Polis de oportunidades! o comentário.

Um Polis de Oportunidades
O Polis da Ria Formosa é uma oportunidade única de valorização de um património natural que a ocupação humana desregrada tem degradado com prejuízo para todos.
Isto já foi dito mas nunca é demais repeti-lo e é importante que os cidadãos tenham esta percepção.
Os sacrifícios exigidos às pessoas afectadas pelas intervenções, designadamente na demolição de casas de segunda habitação em zonas do domínio hídrico e de renaturalização, não devem ofuscar a defesa do bem maior que é o interesse colectivo na defesa de um património que a todos pertence.
Todas as intervenções que afectam a vida e o património das pessoas, são difíceis de realizar e encontram muitas resistências. Por isso são muitas vezes feitas tardiamente, quando actuações mais responsáveis ao longo dos tempos, remotos mas também nos mais recentes, podiam ter evitado que o que há a fazer causasse tanta dor e sofrimento aos afectados.
Agora que se começou o trabalho, há que levá-lo até ao fim com firmeza e com justiça. E há que apoiar quem o faz, mesmo que não haja ganhos de popularidade.
Poucas vezes o que é popular está certo e o que tem que ser feito é fácil!

Fórum Farense

Imaginem-se em 1970 a viver um dilema,comprar uma casa na praia de Faro (legal com escritura)ou dois apartamentos em Faro (também legais),isto depois de ter vendido uma horta herdada na campina de Faro.O cidadão decidiu-se pela casa na praia,cumpriu todos os preceitos legais e paga IMI desde esse dia.Passados 4 anos dez metros ao lado da sua casa em terreno público outro cidadão ,com mais possibilidades económicas que o já residente ,construiu ilegalmente uma casa(pagando apenas os materiais) e hoje em dia acha que as duas situações são iguais porque acha que o tempo lhe conferiu o direito que nunca teve.As pessoas tiveram opções e tomaram-nas e agora finalmente se ainda vivermos num país de direito vão ter as consequências dessas mesmas opções para que a legalidade seja reposta e quem legalmente optou perceba que tomou a opção correcta e que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.Mais válido que isto só os direitos hístóricos que devem prevalecer acima de tudo e que qualquer plano deve respeitar integralmente.Agora defender o indefensável só o desespero pode permitir.
Do Ilhote.

Guimarães, a má da fita?


Um dos históricos representantes do patronato regional, detentor de cargos sociais e partidários, deu fôlego a uma forma de linha de pacovice e hipocrisia algarvia, abrindo o saco para desancar o polvo, na sua opinião que não estará desamparada, que o berço do país, conspira contra o Algarve.
Um slogan publicitário com uma praia vazia, ferveu os miolos deste opositor laranja, Elidérico Viegas, homem que se arrasta sem sucessor e sem ideias, no cargo de presidente da AHETA.
Depois da saga contra o ALLGARVE, cujas razões são apenas de cor partidária, o sangue quente ao serviço da estratégia global do PSD em chegar ao poder, impeliu-o ao quixotismo de ver em Guimarães, capital da cultura a uma distância de dois anos, um inimigo da região que está parada no tempo e de cuja quota-parte de culpas não se deve esquivar.
O presidente Elidérico, como se lhe faltassem outras razões de crítica e em quase desespero, aponta as baterias também sobre o Governo, exigindo a suspensão de tal aviltação e reposição de uma pretensa honra, que de modo nenhum parece incomodar os restantes algarvios.
Ainda longe de 2012, pergunta-se a este dirigente do Turismo algarvio, que tipo de medidas estão a ser tomadas para a retoma e projecção da imagem de marca do Algarve, sabendo que os públicos para os dois lados são substancialmente diferentes?
Guimarães não tem sol e praia e vai puxar um tipo de público culto e interessado em valores, a que o Algarve tem dado pouco valor. Guimarães é uma cidade património com o seu cunho próprio e o Algarve tem vindo a esquecer e a desbaratar muito da sua riqueza arquitectónica e paisagística, pelo que é um fait-divers atacar a imaginação dos outros.
Elidérico Viegas e o PSD, são praticantes do Turismo de massas, assente em lucros rápidos e investimentos de betão sem critérios, factores que afastam os públicos com outras visões de História, economia e desenvolvimento.
Com o modelo de Turismo cansado e a precisar de imaginação e novos intervenientes, a par da grave crise económica e financeira que abala partes do mundo, o que se exige são combates vigorosos contra as políticas centralistas que continuam a condicionar o desenvolvimento do Algarve e não contra uma ideia de uma cidade que faz pela vida.
De notar, que perante a ameaça de uma medida mais gravosa para a região, como é a questão das portagens, este responsável e as estruturas regionais do seu partido, não sejam tão radicais e eufóricos.

Luis Alexandre

Segunda-feira, Agosto 30, 2010

Homenagem a Francisco Zambujal - de 4 Set. a 8 Out. - FARO


Os presos políticos da Ria Formosa

Vivem há muitos anos, há alguns anos ou mesmo há poucos anos, mas usufruem usam e cuidam de uma área dita protegida, que tem estatuto de protegida, porque tudo é proibido e ninguém com responsabilidade para isso cuida de coisa nenhuma, pois isso implicaria sair dos gabinetes e ver o que se passa.
A área é protegida por decreto pois ninguém que mande a protege de coisa nenhuma, nem do assoreamento da Ria, nem dos espanhóis que levaram as “bocas” e levaram também os caranguejos, para fazer farinha, nem do assoreamento provocado pela errada intervenção que foi a construção da Marina de Vilamoura, do modo como foi construída, e consequentemente dos molhes de Quarteira, que “levaram” o Forte Novo, mas a culpa parece ser das casas da Praia de Faro.
No entanto está mais uma vez em curso mais uma etapa para a protecção de tudo e de nada sem se saber para onde vamos e segundo me parece sem que quem devia saber para onde vamos, saiba exactamente para onde devemos ir, ou não estaria a planear de uma maneira tão secreta.
Parece que se descobriu mais uma vez que as ilhas barreira, tinham gente em cima. Gente, que são pessoas, mas não estão a ser tratadas como tal.
Gente são seres descartáveis que por acaso até pensam, e isso em democracia é um problema. Aliás seres que pensam tornam-se pessoas e pessoas em democracia são um problema.
A democracia mantém-se com rebanhos dirigidos por pastores mesmo que bêbados, e com cães mesmo que pareçam os melhores amigos do Homem.
A democracia sobrevive com seres que não pensam ou que só pensam naquilo que os eleitos pelos seres que não pensam querem que eles pensem. Assim nasceram os presos políticos da Ria Formosa.
São perseguidos por empregados dos eleitos, (que são pagos pelos seres que não pensam), e que os perseguem devagar, (porque em democracia convém mandar devagar, e proibir devagar, não vá ficar muito parecida com a ditadura, e correrem o risco de, mesmo a malta que não pensa reparar).
Essas pessoas, também têm família a viver nas ilhas, e que também está revoltada, mas não pode dizer nada, pois todos têm, irmãos, mães, filhos, primos e tias a trabalhar nas Câmara, na CCDR, na ARH, na Direcção Regional da Agricultura ou noutros organismos quaisquer onde se receba ao dia 20, e se mantém a sobrevivência em troca de não se fazer muitas ondas, ( que é o que dá cabo das ilhas-barreira - as ondas)
O problema nasce a partir de um POOC ( Plano de Ordenamento da Orla Costeira que até foi a inquérito público mas tinha tantas páginas que ninguém conseguia ler mas assim legitima-se a sua entrada em vigor) que aperfeiçoado pelos planos seguintes que nunca mais vão acabar pois são eles que dão emprego ás Sociedades de capitais meio público meio privado que empregam os outros primos que não têm emprego e que também são pagos pelos que não pensam, e que criam um clima de medo, insegurança, indefinição e de inquisição, com tecnologias de ponta e excesso de informação impossível de assimilar, que faria inveja ao sistema do “lápis azul”, e mesmo a qualquer Torquemada do século XXI.
Estas Sociedades peregrinas até têm um estatuto anti-corrupção, como se poderá constatar daquilo a que chamam de “Governo da sociedade” que no ponto que se refere a “Relacionamento com terceiros” diz textualmente que “ os colaboradores não devem aceitar bens ou objectos de valor patrimonial significativo. Não sendo possível a recusa ou devolução, essa oferta deverá ser comunicada á hierarquia para, em consenso se decidir o seu destino final”.
Deve ser por exemplo o caso das garrafas de Moet & Chamdon ou as Barcas Velhas que deverão ser atribuídas á hierarquia a gosto de cada superior hierárquico, não vá o presente não servir para nada. Claro que o valor significativo do objecto, (leia-se, prenda) dependerá do ordenado de quem o recebe, mas isso não é o assunto deste artigo de opinião.
Depois deste parêntesis deduzi que ter uma segunda habitação sem ser politico, director geral ou mesmo rico de nascença é tornado crime.
De repente aqueles que têm que gastar o subsidio de Férias recebido ao dia 20, para poderem tomar um copo no quarto a ver o mar, ou mesmo com os pés dentro de água nas Seixeles ou noutro paraíso tropical qualquer, descobriram que havia quem tivesse essa regalia há anos, sem que tivesse roubado nada a ninguém e de uma maneira naturalmente consentida e a maior parte das vezes legal, conseguindo a mesma coisa com o ordenado mínimo. Uma injustiça, que numa sociedade capitalista tem que ser reprimida.
E assim começaram a inquirir-se os seres que usufruíam da área protegida que afinal ninguém protegia, (veja-se a Arrábida, o Gerês, a serra da Estrela e todas as outras áreas protegidas alem da Ria Formosa que continua a arder e apodrecer, e que pouco mais se protege que o ordenado ao dia 20 de quem lá trabalha, salvo honrosas excepções, das quais, por acaso agora não me lembro de nenhuma).
Claro que ao terem a noção de que os pescadores numa primeira fase, outras pessoas normais no decorrer dos anos, (muitos antes da revolução feita com cravos para acabar com os ricos, e que como se sabe devia ter sido feita com metralhadoras para acabar com os pobres, pelo que deu a asneira que deu, pois não criou sofrimento suficiente para que se sentisse uma verdadeira mudança), pudessem estar a beber “minis”, a 60 cêntimos com vista para o mar dos dois lados. Não podia ser.
Assim e com as ideias da antiga policia politica, (com as devidas adaptações democráticas), delinearam uma estratégia baseada num dos grandes bastiões que sustenta a democracia portuguesa, - a burocracia - aliada ao grande desígnio nacional, a Inveja, com uma pitada de prepotência inerente a quem é eleito e recomenda o primo para Director-geral, começando a inquirir as pessoas ( leia-se gente) para apresentarem comprovativos de tudo o que tinham feito até aquela altura, e se tinham comprado as mobílias na Moviflor, ou no IKEA, pois isso poderia interferir com a permanência ou não nas sua casas nas ilhas, ou mesmo se tinham ido á tropa, que era uma coisa fora de moda pois havia Presidentes da República que nunca tinham ido, e candidatos a presidentes que também não, mas já há vários anos viviam do erário público sem nunca terem feito nada para isso, antes pelo contrário como os historiadores do futuro se encarregarão de esclarecer, de preferência depois deles morrerem, para que não venham a morrer antes do tempo.
Parece que os presos políticos da Ria Formosa, não podiam ter filhos a estudar no “Continente” mesmo que não houvesse escolas na ilha barreira onde viviam, e não pudessem cumprir a lei que obriga a cumprir a escolaridade obrigatória, assim como outras perguntas bem delineadas pelos geógrafos e sociólogos que estão empregados nas Sociedades Polis que foram criadas para ordenar estas áreas protegidas e as outras, e que têm a exclusividade da Parque Expo, que foi criada para a Expo 98 que já acabou e que deu um prejuízo desgraçado e que tem vários processos de burla sobre alguns dos seus colaboradores, mesmo que estejam quase todos arquivados.
Alguns dos inquéritos que fossem bem preenchidos poderiam significar que se poderia ficar mais uns meses nas ilhas até inventarem um plano novo com outros inquéritos, para arranjar mais umas verbas para perpetuar os empregos dos administradores dessas sociedades criadas para dar empregos aos primos. Para isso, alem dos advogados ou os primos dos primos mais ninguém sabia o que dizer nos inquéritos, o que levou a uma estratégia brilhante de dividir para reinar, que se usava muito nos tempos do antigamente, mesmo de algumas monarquias absolutistas como a que temos no Algarve onde os que mandam casam sempre, com os outros que mandam, para que o poder não caia na rua, ou pior nas mãos de alguns que ainda pensam e que decerto estragariam tudo, e toda a estratégia para proteger uma asneira que vem de Vilamoura mas que ninguém, (mesmo os que mandam) podem falar, porque há sempre uns mais poderosos uns degraus acima.
Haviam inquéritos que perguntavam se a avó que tinha nascido na ilhas tinha carrapito, ou se o avô ia á “redinha”, apanhar chocos e alcabrozes á noite, ou mesmo se tinham ido ao gambozino (sinal de que já tinham sido putos e vivido na ilha nessa altura). Também perguntavam se tinham dado mergulhos da ponte antes de ser proibido como as outras coisas todas que se fazia nas ilhas barreira e que tinha a ver com a infância e com o resto da vida das pessoas e que já não se podem fazer). A única coisa que não era proibida era ir ao gambozino, pois os directores e outros quadros superiores deste Estado Novo que nos governam, iam muitas vezes para se inspirarem para fazerem as leis proibitivas que justificam a manutenção dos empregos deles, mas que estavam a levar o país á falência.
A seguir ás ilhas virá a primeira linha de Quarteira, e outras localidades do litoral, depois a edificação dispersa, ( qualquer estratégia que mantenha o povo em pânico, para que seja controlável, e para o qual ajuda a televisão, quer pública quer privada, como se fosse possível ter uma televisão privada sem o apoio de quem manda na televisão pública) pois é muito mais difícil controlar os que vivem na edificação dispersa que aqueles que vivem nas cidades em “prateleiras”, e têm que ir ao hiper-mercado e ao Take-Away para irem para casa ver a programação televisiva que os irá domesticar o suficiente para votarem em quem os deixar ficar em casa quieto sem pensar, nem levantar problema, se possível recebendo ao dia 20, e fazendo o que as várias sociedades Polis e outras deste país lhes mandam .
È este o futuro que nos espera, sem que pensemos e sem que por isso criemos problemas ou façamos perguntas parvas, que embaracem aqueles que mandam, e que estão ao serviço dos Outros que mandam neles. Caminhamos alegremente via democracia para a escravatura, sem darmos por isso. Só espero que os vossos filhos, quando começarem a pensar (se os deixarem), não os acusem de não terem feito nada para mudarem este sistema, porque eu farei o que estiver ao meu alcance para que os meus filhos não me venham a acusar de ser conivente com este tipo de sociedade esventrada de conteúdo onde seremos apenas carneiros, sem nunca nos deixarem sequer ser uma ovelha negra, nem ao fim de semana. Acordem.

Fernando Santos

VIVA FARO.

OLA AMIGOS FARENSES EU SOU UM FARENSE COM 53 ANOS DE IDADE NASCIDO EM FARO E DESDE HA 11 ANOS EMIGRADO EM FRANCA MAIS PROPRIAMENTE EM LYON. ESTIVE DE FERIAS NO MES DE AGOSTO NA NOSSA CIDADE E COMO SOU UM LEITOR DA DEFESA DE FARO GOSTAVA TAMBEM DE AQUI DEIXAR A MINHA OPINIAO SOBRE O QUE VI DURANTE AS 3 SEMANAS EM QUE AI ESTIVE BEM COMO DO MEU PENSAMENTO SOBRE BASTANTES COISAS QUE TENHO LIDO NO DEFESA DE FARO E TALVEZ DAR UMA IMAGEM DIFERENTE DA NOSSA CIDADE DE QUEM ESTA HABITUADO A VIVER NELA TODOS OS DIAS. O MAIOR PROBLEMA QUE EU SENTI EM FARO E O DA PERDA DE IDENTIDADE QUE SE SENTE NA NOSSA CIDADE ANTIGAMENTE O SER FARENSE NASCIDO EM FARO OU COM MUITOS ANOS DE FARO NO QUE DIZ RESPEITO A MUITAS PESSOAS QUE VIERAM HABITAR PARA FARO E QUE SE SENTIAM FARENSES COMO NOS TINHAM UM GRANDE SIGNIFICADO QUE ERA A ALMA FARENSE E ISTO DESPERTAVA NESSAS PESSOAS UMA UNIAO E UM SENTIR FARO QUE SEMPRE NOS LEVOU MAL OU BEM A ULTRAPASSAR MUITAS DIFICULDADES EXEMPLO O AEROPORTO A UNIVERSIDADE DO ALGARVE O FARENSE NA PRIMEIRA DIVISAO A DELEGACAO DA RDP E RTP E ATE VARIOS ATAQUES PARA CONTESTAR A LIGITIMIDADE DE FARO COMO CAPITAL ALGARVIA TUDO ISTO E MUITO MAIS FOI CONSEGUIDO PARA A NOSSA CIDADE PELA UNIAO E VISAO FUTURISTA DA MAIORIA DOS FARENSES MUITO PELA ALMA FARENSE QUE E O MAIOR PATRIMONIO DE FARO E QUE NESTE MOMENTO ESTA EM RISCO E PORQUE? PORQUE NOS FARENSES NOS DEIXAMOS DOMINAR PELA DESUNIAO PELA INVEJA PELA MA LINGUA E PELA SEDE DE PODER E MAIS GRAVE AINDA PELO SINDROMA DO CAVALO DE TROIA DEIXAMOS NOS INVADIR POR CERTAS PESSOAS DOUTROS LADOS DA NOSSA REGIAO ALGARVE QUE MESMO POR MUITO BEM INTENCIONADAS QUE SEJAM NUNCA TERAO A SENSIBILIDADE FARENSE E COMO SE UM ESPANHOL NATURALIZADO PORTUGUES FOSSE PARA PRIMEIRO MINISTRO DE PORTUGAL . EU PENSO QUE ESTA NA HORA DOS FARENSES QUE AINDA TEM ALMA FARENSE DAREM AS MAOS SEJA DE QUE PARTIDO OU RELIGIAO FOREM PARA PODER MOS SALVAR ESSE GRANDE PATRIMONIO DE FARO QUE E A ALMA FARENSE EU SEI QUE ISTO E QUASE IMPOSSIVEL POR CAUSA DOS JOGOS DE PODER E INTERESSES INSTALADOS MAS TEMOS QUE NOS LEMBRAR QUE A DIGNIDADE DE UM POVO NUNCA PODE SER DADA OU VENDIDA . JA AGORA PARA TERMINAR QUERIA DIZER QUE CERCA DE 90% DAS PESSOAS QUE EU FALEI NAO CONHECEM O DEFESA DE FARO NAO SERA ALTURA DE FAZEREM UMA GRANDE DIVULGACAO PUBLICITARIA NA NOSSA CIDADE DESTA PUBLICACAO TAO IMPORTANTE PARA A DEFESA DA NOSSA CIDADE E DE TODOS OS FARENSES? VIVA FARO .
Fernando R.

Juca & Zeca


Sábado, Agosto 28, 2010

Ainda o Café Aliança e a baixa de Faro - comentário


Sendo um espaço emblemático da nossa cidade, porque é que a Câmara não promove um concurso publico para que possam restaurar o mesmo. O mesmo se passa com o Celeiro de S. Francisco, na Rua Drª Teresa Ramalho Ortigão. Um destino turístico, que vem nos mapas da cidade, como monumento histórico da cidade e está a cair aos pedaços.Será que os presidentes que ultimamente tem passado e o que está no executivo não se preocupam com as relíquias históricas da nossa cidade?!?!? anónimo

Reabilitação urbana, vale a pena ler isto.

Sexta-feira, Agosto 27, 2010

Que injecções para a agonia?

No estertor do salazarismo e com a entrada em cena da cadeira maldita, o regime pensou em lavar a cara, trazendo para primeiro plano da agonia, a voz delicodoce das conversas em família.
Marcelo Caetano, eleito com a vénia de eventual símbolo menos putrefacto do regime fascista, tinha a missão de perdurar o patamar de requinte alcançado na organização do Estado, onde todas as instituições trabalhavam nos serviços da quase perfeição e na mesma direcção, incluindo o pilar da informação.
As mãos duras dos órgãos do Estado, que foram violentando as vidas e as aspirações de um povo, não tapavam as brechas do isolamento das suas políticas.
A caminho dos mesmos 40 anos de vida, a democracia parlamentar, os seus alicerces e os seus principais devotos, trabalharam arduamente na consolidação e controlo das instituições do Estado sob novas vestes e formulas, não deixando nada ao acaso, numa verossimilhança com a preciosidade do Estado fascista nos seus objectivos de fundo - preservar o controlo nas mãos de uma classe -, apenas distinguida e disfarçada pela insolência ideológica dos arrazoados.
O facto de mais de 50% da população não se dignar a votar em quem quer que seja ou umas largas dezenas de milhar se darem ao trabalho de lhes atirar o branco à cara os faz pensar, talvez guiados pela suposta eternidade da máxima de Churchill, em cenário de guerra e destruição, que usou a generosidade que a palavra democracia encerra.
Dirão alguns que as conquistas fazem a diferença mas, furtam-se a analisar como e quem produziu essas conquistas e o baixo nível a que estão caindo, sempre em nome do interesse público, com a diferença para o passado a situar-se entre a usura de uns e o despesismo de outros e sempre às costas do povo.
A inaudita democracia parlamentar e o seu arco de sapadores, que todos sabemos ser financiada por quem tem muito dinheiro, tem crédito bancário para derivas e financiamento estatal, de renovadas produções teóricas para a sua sustentação, vai dizimando o Estado social enquanto financia e protege, sem recato, as acções dos poderosos.
A aparente serenidade e os factos com que os políticos conduzem a vida nacional e o farejar do poder, andam no limiar da falta de convicção das conversas em família, onde os mandados têm de andar na linha do convencimento de que as instituições do Estado, descontando as tramas dos produzidos defeitos e proveitos, são a sua garantia.
Uma parte da população arrasta esta hipnose, dividida entre favores, medos e incultura mas, a grande maioria tem uma compreensão cada vez mais clara da necessidade de mudanças.
As contradições sociais avolumam-se, a actual crise pôs a nu a apropriação da força do Estado para usufruto de uma pequena parte da população que se julga eleita e insubstituível, que controla os fluxos da lei e do dinheiro e montou uma almofada de protecção sediada em primeiro plano nos partidos, como forma de chegar aos quatro cantos da sociedade.
Os alertas vão soando na surdez de quem conduz o regime, as formas de comunicação restringem-se ao bailado das falsas promessas e à caça do voto, a imprensa acolita a estratégia de desinformar, a Justiça sabe a quem obedecer, o aparelho repressivo atingiu um elevado nível de organização e o povo parece perdido como um vulcão, nos campos e no tempo, em gestação lenta das primaveras de mudança.
Com os indicadores económicos e sociais a aproximarem-se do salazarismo/marcelismo, as diferenças políticas acabarão por se esbater também. É uma questão de tempo.
Salazar, não tem razões para se revolver na tumba…

Luis Alexandre

Quinta-feira, Agosto 26, 2010

Juca & Zeca


O estado da Baixa (Doca) de Faro!


Doca de Faro, Agosto de 2010.
Já que por questões de segurança vedaram(com muito mau aspecto!)
o Aliança, porque não começar a vedar metade da Baixa da Cidade?
adf

As 4 Maravilhas do Algarve


Está a decorrer a nível nacional uma votação por internet e por SMS para eleger as 7 Maravilhas Naturais de Portugal (7 maravilhas Naturais de Portugal). Após um período de pré selecção, que decorreu durante vários meses, foram seleccionadas 21 finalistas. Deste grupo, em Setembro próximo, sairão as 7 maravilhas naturais de Portugal, onde serão eleitas 1, de entre as 3, de cada categoria, das sete existentes.
O Algarve é neste aspecto, apesar de toda a exploração humana registada, uma região privilegiada pois tem 4 em competição (Costa Vicentina, Pontal da Carrapateira, Ponta de Sagres e Ria Formosa). Poderiam ser mais, já que a região é rica em beleza natural. E foram várias as que chegaram até ás 221 pré finalistas. Todavia, para as finalistas, foram seleccionadas «apenas» as 4 que referi anteriormente. A votação decorre, até Setembro. Ainda há poucas semanas, a organização revelou um balanço intermédio da votação em curso. A nossa Ria Formosa está entre as mais votadas a nível nacional. Esta situação é algo quer nos deve motivar e orgulhar. Todavia pode não chegar. È que na categoria em que a Ria Formosa concorre, está também o arquipélago das Berlengas, que tem sido outras das maravilhas mais votadas. Contrariamente, as restantes 3 maravilhas algarvias a concurso (a Costa Vicentina é supra regional), estão, infelizmente, entre as menos votadas o que não deixa de constituir uma injustiça. Pena é que as entidades oficiais algarvias não aproveitem esta oportunidade para divulgar estas maravilhas e a sua votação.
Este tipo de concursos vale o que vale e até pode ser muito subjectivo, mas, num mundo fortemente baseado na imagem este tipo de promoção é da maior importância. Por isso e já que a as entidades oficiais regionais não o fazem, façamos nós a divulgação. E votemos nós nas nossas maravilhas, para que elas possam ser mais reconhecidas e acarinhadas. Eu já o fiz.

Paulo Gordinho

Quarta-feira, Agosto 25, 2010

Encerramento do Café Aliança


O Café Aliança, sediado num edifício cuja traça é de qualidade assinalável, foi um dos mais eminentes palcos de cultura, convívio e confraternização dos farenses no último século e, por isso, tem um sentido histórico notável pelo qual a autarquia manifesta particular apreço e reconhecimento.
Todavia, após vistoria realizada no mês passado por uma comissão de peritos nomeada para o efeito, concluiu-se que o edifício não reúne condições de segurança e salubridade correndo risco de desmoronamento. Tal resulta da realização de obras ilegais levadas a cabo no seu interior, com a colocação de lajes de betonilha sobre soalhos de madeira nas quais assentam paredes sem suporte adequado, que põem em causa a solidez estrutural do edifício.
Por outro lado, já a ASAE, em recente acção de fiscalização, aludia à inexistência de condições higío-sanitárias para a confecção de alimentos no estabelecimento em causa. Também a autarquia não licenciava a esplanada, desde 2004, porque se suscitavam dúvidas sobre a resistência das paredes adjacentes.
Deste modo, em cumprimento da lei e visando zelar pela segurança de pessoas e bens, a autarquia procederá ao encerramento imediato do Café Aliança.
A Câmara informa que, para além de reuniões realizadas na autarquia afim de promover uma solução, já notificou os proprietários para a elaboração de projecto e realização de obras de conservação. Estas obras são indispensáveis para possibilitar a reabertura do espaço, garantir a segurança de pessoas e bens, bem como para restaurar a dignidade e distinção de um edifício que diz muito a todos nós.

Faro, 25 de Agosto de 2010 Serviço de Atendimento e Relações Públicas


O MONO ENCAPUZADO
já agora e uma vez mais alertar a CMF
para a remoção deste mono situado no
passeio da Doca e que está neste bonito estado
já vai para uns 3 ou 4 anos
, se querem exigir dos
privados comecem também por dar o exemplo, e também
alertar, para o Parque de estacionamento de S.Francisco
que se encontra quase às escuras tal a quantidade de lâmpadas
fundidas.
Brevemente regressamos (com fotografias)
às Palmeiras, umas cortadas e outras doentes, e à venda ambulante
no Jardim Manuel Bivar.
adf

É uma grande perda para a cidade mas se estava em causa a segurança não resta outra solução, contudo as situações deixam sempre no ar alguma suspeição porque só agora !, afinal a câmara já não passava licenças da esplanada desde 2004 e a inspecção também foi feita já algum tempo a esta parte, não quero levantar insinuações mas que é esquisito é.
O estado em geral gosta de fazer os cidadãos cumprir as leis mas é mesmo estado que promove o desleixo e a incúria como está patente nesta fotografia, este poste de iluminação foi derrubado por um carro hà pelo menos três anos e ali continua coberto de plástico à espera que uma criança por curiosidade lhe vá mexer e aconteça uma desgraça e já agora uma das palmeiras centenárias do jardim pode estar em risco de cair e acontecer algo como na Madeira.
Ingenuamente pensei que a quantidade de regulamentos aprovados por este executivo fossem o pronuncio de uma nova mentalidade mas verifico que os mesmos foram aprovados mas que nalguns casos e já são muitos ninguém os respeita e é o próprio executivo a permitir e a promover o seu desrespeito talvez por isso montou um aparato ao nível de Hollywood no encerramento do Café Aliança, eram pelo o menos uns 50 policias quando precisamos de segurança não há nenhum, eu até pensei que algo de grave acontecia na zona dado o aparato policial no final era para encerrar um estabelecimento comercial, sinceramente não compreendo este show a não ser que o executivo camarário não se sinta em segurança na própria cidade que preside.

VIVA A FARO

O PROVEDOR

A associação de moradores da Ilha da Culatra e o Polis.


Porto de abrigo - Ilha da Culatra
A AMIC (Associação de Moradores da Ilha da Culatra), no seguimento de Notas de Imprensa anteriores vem, mais uma vez expressar publicamente a sua indignação e revolta por:
A Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, continuar a exercer um poder soberano sobre situações que a nós, moradores, pescadores e viveristas, dizem directamente respeito;
A Sociedade Polis emitiu uma Nota de Imprensa, sobre um programa a transmitir pela RTP, no dia 25 de Agosto de 2010, “ 7 Maravilhas Naturais de Portugal “, dedicado à Ria Formosa, sem que a esta Associação tivesse sido dado qualquer conhecimento;
A AMIC sente-se mais uma vez marginalizada pela Polis, da dinâmica que sempre imprimiu ao desenvolvimento e reconhecimento da Ilha da Culatra como Núcleo histórico;
A Sociedade Polis ignorou a população Culatrense como parte integrante da Ria Formosa, não lhe dando oportunidade de dar a conhecer, através do referido programa o trabalho de defesa e preservação dos valores naturais.
Pelos factos apresentados a AMIC sente-se injustiçada e repudia veementemente o facto de não ter tido conhecimento da realização do referido programa, pois considera ter sido uma óptima oportunidade de dar a conhecer o que é efectivamente uma Maravilha: o equilíbrio Homem-Natureza que se vive na Ilha da Culatra.

Ilha da Culatra, 24 de Agosto de 2010
A Direcção

Terça-feira, Agosto 24, 2010

Pesada herança...


É com pesar que verifico que dia após dia, subsistem na vía publica estas
pesadas heranças dos cidadãos " Faro no coração".
Foram centenas de milhares de euros, desbaratados de modo imoral e que esta
foto retrata na perfeição.
Cobertos de ferrugem, desprovidos das bolas de ornamentação, sem pés de
suporte, esta imagem é elucidativa daquilo que alguns são pródigos em fazer:
desbaratar o erário publico em aquisições de algo que à partida se sabia que
era um tiro no escuro, sem retorno.
Por favor, retirem estes monos da vía publica e enviem para reciclagem..assim,
ao menos ganha o planeta, porque os farenses já perderam e muito.

José Carlos Bento Pereira Dias

Segunda-feira, Agosto 23, 2010

A Ilha de Faro e a roda da regeneração.


Neste preciso momento em que escrevo este texto uma casa na Ilha de Faro, de assinalável traça arquitectónica da autoria do grande arquitecto Gomes da Costa, está ser alvo de uma intervenção aviltante, que a irá transformar em mais um aborto a juntar a todos as outros que enxameiam de uma ponta à outra um lugar que em tempos se caracterizava por uma qualidade ambiental e arquitectónica ímpar e única.
Desde há 40 anos que a Ilha de Faro, de forma contínua e sistemática, vem sendo delapidada num vórtice de brutalidade, de demência destruidora e de insensibilidade indescritível.
Comecei por referir o exemplo da casa do Gomes da Costa, mas poderia ter iniciado o texto a falar das dunas que, uma após outra, foram aniquiladas e subterradas; ou da invasão, consumado o 25 de Abril, de uma horda avassaladora de "barracaria", ao nível de qualquer favela das metrópoles sul americanas; ou do abastardamento sucessivo de todas as casas de alvenaria (incluindo todas as outras casas do Gomes da Costa), ao sabor do mau gosto reinante e que, em tempos, na sua concepção original, formavam um conjunto pitoresco de grande qualidade visual; ou das incursões dos patos-bravos que, a meio do caos instalado, aí puderam empoleirar a asa, edificando sem pudor, lucrativos "apartements" em inerranáveis prédios de 3 e 4 andares; ou do crescimento exponencial do alcatrão que dizimou os últimos resquícios de dunas, para dar passagem (e vassalagem) ao ícone supremo de afirmação e de amor do cidadão português: o automóvel!

Em Setembro de 2006 escrevi um texto - A ILHA - neste blogue, em que analiso a problemática da Ilha de Faro, nomeadamente o antes e o depois. Não retiro uma única vírgula ao texto da altura.

Vamos fazer um exercício de imaginação.
Imaginemos então, que uma personalidade de destaque mundial decidia vir passar uns dias de férias à Ilha de Faro.
Teoricamente não é descabido tal cenário, já que a Ilha é a praia da cidade de Faro que é a capital do Algarve, conhecido em todo o mundo como destino turístico (a sua fama ainda se suporta na inércia temporal de uma época em que o Algarve era um destino de excelência).
Com dezenas de repórteres, de televisões e de jornais a invadirem a nossa Ilha, dissecando naturalmente metro a metro os encantos da terra, não seria difícil adivinhar a sua opinião unânime sobre o local.
Uma opinião que nos iria alvejar de forma contundente com uma vergonha e humilhação indizível e que iria conspurcar, de forma indelével, a imagem do Algarve no mundo.
Mas essas hipotéticas apreciações mediáticas em nada diferem das apreciações que os viajantes anónimos, todos os dias registam quando ali se deslocam. E se não se transmitem pela televisão, transmitem-se de boca a boca e, como sabemos, grão a grão enche a galinha o papo (o crédito de fama do Algarve de qualidade esvazia-se ano após ano. À excepção de pequenas bolsas e de alguns turistas desprevenidos já quase que não há turismo de qualidade no Algarve. Basta irmos no Verão a Lisboa, Porto, Alentejo, Douro ou Açores para se constatar a diferença entre o turista que visita aqueles sítios e aquele que aparece por cá).
Falei de vergonha e humilhação.
Mas será que os farenses o sentiriam? Ou simplesmente a situação não os tocaria?
O principal elo de cidadania tem a ver com o orgulho e o amor à terra, que se traduz, em qualquer parte do mundo, no orgulho pela sua História, pela sua cultura, pelos seus monumentos, pelos seus bairros e praças, pelos seus usos e costumes, pelo seu dinamismo económico científico e artístico e pelas suas belezas naturais.
Nos anos setenta ainda havia uma coisa que era a hospitalidade, resultante directa do orgulho e do amor à terra.
Lembro-me a satisfação que tínhamos em receber os estrangeiros, em os acolhermos muitas vezes em nossa casa e em lhes mostrarmos as belezas da região.
Nessa altura Portugal tinha uma cotação máxima, a nível da avaliação que os viajantes faziam dos vários países europeus. Contrariamente aquilo que sucedia com a maior parte desses países já muito descaracterizados, ambientalmente degradados e sujeitos a estilos de vida standard e anti-naturais, Portugal, e também a Espanha, representavam os últimos redutos europeus de países em que a cultura original e autêntica e o meio ambiente praticamente intocado ainda imperavam.
Lembro-me, invariavelmente, de cidadãos desses países afirmarem: vocês ainda sabem viver! Nos nossos países as pessoas tornaram-se autómatos.
Vivem em contextos artificiais com um quotidiano previsível e rotineiro que já não as entusiasma!
E acrescentavam: não cometam os mesmos erros que nós cometemos. Ainda têm a possibilidade de se desenvolverem mas preservando a cultura, o ambiente e a identidade (foi por essa altura que o Algarve grangeou a fama que ainda hoje o faz conhecido em quase todo o mundo, e foi a partir dessa altura que repetimos todos os erros e mais uns tantos que aqueles países haviam cometido).

No seguimento deste raciocínio pergunto-me se, actualmente, existirá nos farenses esses sentimentos de amor e orgulho pela terra, de identidade e de pertença a um colectivo? E se existirá a noção de que os valores mais preciosos de uma comunidade não podem ser prejudicados por interesses individuais e egoístas?
Estamos, no caso vertente, perante um valor patrimonial de excelência
- a Ilha de Faro. Um valor de excepção pelas suas características ambientais e pela sua raridade. Quantas cidades no mundo têm o privilégio de ter um arquipélago dunar na sua esfera?
A nossa obrigação é cuidar e potenciar aquele reduto natural. Quanto melhor ele estiver preservado e cuidado mais benesses nos devolverá:
do lazer ao desporto, do turismo à pesca e ao comércio. Sítios como este são também lugares de expansão emocional, de inspiração criativa, de contemplação meditativa. Purgam o físico e elevam o espírito!

Relativamente à situação de facto, que se traduz no crime ambiental e urbanístico perpetrado na Ilha de Faro, e no imbróglio daí resultante, não existe uma solução exequível, satisfatória e justa a curto prazo e teremos um problema que se irá arrastar por décadas. (A menos que, a certa altura, a acção da Natureza resolva de vez o imbróglio).
Aliás, no Algarve existem crimes ambientais e patrimoniais por todo o lado e para todos os gostos, e as novas gerações é que vão arcar com a pesada factura deixada por uma irresponsável geração de aculturados e desnaturados que, guiada por autarcas caciques/parolos/ignorantes, espremeu a galinha dos ovos de ouro até à asfixia total.

Não quero deixar, contudo, de saudar as primeiras medidas levadas a cabo pela Câmara Municipal de Faro, no sentido de disciplinar a circulação e o estacionamento automóvel.
Esta acção da Câmara, para além das melhorias evidentes que vai envolver, é uma atitude carregada de simbolismo: finalmente alguém pôs em marcha a roda da regeneração e não a da destruição!
Que a sua acção e a sua determinação não esmoreçam face aos obstáculos de um tão grande desafio que é "repor a justiça e a integridade do lugar"!

Fernando Silva Grade


PS: no meio de tantos direitos reivindicados quero referir o seguinte:
os pescadores e os mariscadores, pioneiros das ilhas, e face ao seu estatuto histórico e profissional, são os únicos, cujo direito de habitar as ilhas, não pode sofrer contestação.

Acabou a época das festas no Algarve do céu azul...


Fátima Lopes fecha Faces Beach Club com megafesta

O recinto esteve a abarrotar na noite da des- pedida. Estilista garante que para o ano volta a abrir o espaço
Depois de toda a polémica que envolveu o espaço Faces, na marina de Vilamoura, Algarve, Fátima Lopes organizou uma festa de encerramento de temporada. O facto de a GNR ter feito uma vistoria ao local no dia anterior não impediu centenas de veraneantes de se divertirem na festa patrocinada pela rádio M80.
De entre vários anónimos que não quiseram faltar à festa, destaque para as presenças de Ana Salazar, o pivô de informação Hélder Silva e o empresário Humberto Barbosa.
"Esta festa foi a melhor maneira de encerrar um mês maravilhoso. Só gosto de pensar naquilo que realmente vale a pena. As situações patéticas que aconteceram já passaram, nem vale a pena falar sobre elas, são ridículas", revelou Fátima Lopes, com alguma indignação.
A estilista não vai desistir do seu negócio no Algarve e faz questão de mandar um recado: "O Faces volta para o ano, evidentemente. O problema não é meu, é de quem não sabe viver em concorrência", salienta.
Ainda sobre a visita da GNR ao local e a providência cautelar interposta pela Associação de Discotecas do Sul e Algarve (ADSA) contra o município de Loulé, que emitiu os alvarás de licença especial de ruído para aqueles estabelecimentos, Fátima Lopes não poupa críticas a quem deseja o fim da sua discoteca, nomeadamente José Manuel Trigo, proprietário do espaços T-Clube e Trignometria, na Quinta do Lago, em Almancil. "Há pessoas neste país que deveriam viver num país de terceiro mundo, não têm direito de viver num país democrático. A multidão que está aqui hoje fala por si, os portugueses querem o Faces, e há lugar para todos. Se fosse a esse senhor [José Manuel Trigo], enfiava-me num barquinho, tinha vergonha de mostrar a minha cara na rua", concluiu.

Aeroporto Internacional de Faro - vai crescer menos

O aeroporto de Faro devia atingir um movimento de sete milhões de passageiros até 2012, mas a evolução recente revela um abrandamento no crescimento. Por isso, a ANA – Aeroportos de Portugal decidiu que a ampliação e remodelação da aerogare serão menor do que previsto
De acordo com o Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução, a área de ampliação foi reduzida em 5 310 m2 (26 160 para 20 850) e a zona a remodelar em 6550 m2 (37 800 para 31 250 ).
A ampliação prevê, no ‘Lado Ar’ do aeroporto, a construção de uma área de embarque e desembarque por autocarros, expansão do terminal de bagagens das chegadas e da sala de recolha (montagem de um quarto tapete transportador), duas portas de desembarque, bem como alargamento das áreas comerciais. No ‘Lado Terra’, inclui a expansão do átrio público e das áreas de comércio e restauração. No exterior, serão feitos novos espaços comerciais.
A remodelação abrange as zonas de embarque e desembarque, segurança, bagagens, escritórios e átrio público. O projecto incide também sobre a rede viária e estacionamento (novos parques com 1530 lugares).
A obra insere-se numa intervenção mais vasta no aeroporto, cujo investimento global, revelou o Governo em 2009, é de 130 milhões de euros, em quatro anos. in Correio da Manhã

Quem abortou a greve geral?

A CGTP, supondo controlar o movimento alargado do trabalho, chamou os trabalhadores para a manifestação de rua a 29 de Maio e surpreendeu-se com a resposta destes. O sentimento de revolta latente, ultrapassou a noção da realidade desta central sindical, controlada e usada pelas estratégias do PCP e satélites.
À volta de 300 mil trabalhadores saíram à rua para protestar contra as políticas do Governo PS, de novo mancomunado nos bastidores com o PSD, numa demonstração de vigor e repúdio pelo estado de podridão social e financeira em que o país foi enterrado, recaindo sobre o trabalho e as pequenas e médias empresas, o aumento da exploração para pagamento dos custos.
A CGTP, que sempre se escondeu em linguagem próxima das aspirações dos trabalhadores, tem um consulado de lacrimejos entorpecidos pelas negociatas na mesa a que a lei lhe dá direito e cujos resultados são visíveis na degradação geral das condições de trabalho, regalias sociais e baixos salários.
A degenerescência do movimento sindical e a lassidão social generalizada, onde o protesto colectivo foi quase assassinado e as associações de bairro e empresa foram reduzidas a cinzas ou ao servilismo, tem exactamente explicação no aburguesamento das ideias dos seus dirigentes e adesão às regalias que os detentores do poder sempre têm para oferecer aos seus lídimos colaboradores.
Confrontados com o crescendo da insatisfação popular, com o avassalador número de desempregados e o descontentamento sobre redução de salários e reformas, aumentos de impostos, cortes na saúde e ensino, encarecimento do custo de vida e perseguição na vida pública, a CGTP, não podia perder a face e a cabeça da revolta, acabando por chamar as pessoas para a rua, encenando a necessidade de uma nova e mais afirmativa etapa – a greve geral -, de que nunca mais se ouviu falar.
Os lancinantes apelos do Governo em completa desorientação pela falta de liquidez do Estado e a chantagem externa dos credores, bem como os do grande patronato, que vêem no momento a oportunidade de serem adoptadas mais medidas em seu favor, levaram a CGTP ao acto patriótico da estratégia do silêncio, balbuciando apenas a quente que os números da rua mereciam ser reflectidos.
De facto, os números da rua traduziram bem o grau de descontentamento popular que, para além da surpresa dos organizadores terão assustado o Governo e quejandos. Foi a maior manifestação dos últimos 20 e poucos anos, mostrando que a linha avançada do povo não é mentecapta e tem capacidade de reagir às políticas contrárias ao que lhe é prometido.
A CGTP, na sua estratégia de suporte de uma falsa esquerda, avaliará que o povo é bruto e não pensa, o que lhe custará no futuro ser ultrapassada.
A força do 29 de Maio não pode ser desbaratada e, quando a classe política, depois dos bronzeados repastos de férias se preparam para lançar as teorias com que pensam exercer ou chegar ao poder, uniformizados nos propósitos do reforço do PEC para 2011 e seguintes, a CGTP e o seu papel histórico serão postos à prova, porque quando voltar a pedir aos trabalhadores que se manifestem, vai-se reforçando a ideia de que estes lhe perguntem a favor do quê e de quem…
Desde sempre que as transformações sociais se fizeram de resistência, direcção, organização e vítimas, em resposta à opressão dos poderes instituídos.
A História desenganará aqueles que pensam que os regimes opressores, mesmo mascarados, são eternos…

Luis Alexandre

Sexta-feira, Agosto 20, 2010

Barco não opera sem seguro. Opera, sim, com documento provisório


A imprensa afirmava ontem que “Barco opera na Ria de Faro sem seguro.” O texto é desenvolvido no interior, onde se afirma por sua vez que proprietário opera com documento da seguradora que não é válido.
E com o desenrolar do texto chega-se à conclusão que “a montanha pariu um rato”. Que o Tatiana e Daniel, o nome da nova embarcação que trafega entre Faro e a Ilha de Faro e a do Farol, começara a trabalhar com documento passado provisoriamente (o que é diferente de actuar sem seguro) pelo mediador não reconhecido ainda pela empresa de seguros.
Colhe perguntar se todos os problemas do tráfego de passageiros na Ria Formosa são estes?
Se os barcos que Partem de Olhão para as Ilhas, muitos deles não terão ultrapassado o prazo de validade? Se um barco que transportava automóveis décadas atrás no Guadiana é o mais apropriado para transportar pessoas na Ria?
Se cumpre um código de boas práticas, de disfrute da natureza? Se um velho cacilheiro que operou décadas atrás no Sado segue as mesmas regras?
Se o Tatiana e Daniel embateu no iate inglês do Sr. Frankland mal fundeado nas Quatro Águas? Se a culpa é do Tatiana ou do desregramento de fundeamento na chamada Canal?
“uma tempestade num copo de água”, explorada todavia visando não apenas o Tatiana, mas também Faro.


Um Farense Atento

As Quatro Àguas são mais um exemplo de rebaldaria permitida naquele local, pois temos que andar a fazer gincana por entre uma mão cheias de veleiros e outros fundeados de qualquer maneira. anónimo

Faro - Cais Neves Pires



fotografia de José Cerqueira

As águas turvas do Polis da Ria Formosa

Desde a primeira hora e com a experiência do Polis Albufeira, o programa de intervenção do Polis da Ria Formosa, distanciado na natureza e extensão do espaço e nas vertentes da intervenção, deixa muitas dúvidas quanto a alguns dos seus interesses de fundo.
Tratando-se de áreas de intervenção sensíveis, debaixo da alçada de muitas entidades observadoras e milhares de olhares de vários concelhos, os propósitos estratégicos apresentados de forma generalista nunca foram esclarecedores e adivinham tacticismo e imprevisibilidade para o decorrer do processo e consumação dos objectivos.
No Polis Albufeira, as pessoas nunca contaram e muito menos quaisquer sugestões dadas nos espaços de apreciação pública. Os resultados estão à vista, com a imensa maioria dos cidadãos a deplorar muito do que foi imposto e a pagar a factura dos erros grosseiros, com o impávido presidente da Câmara sentado no Conselho de Administração. Foi uma oportunidade perdida e fabricada de fora para dentro, onde pontuou a presidência de Valentina Calixto, conduzida ao mesmo lugar no Programa para a Ria Formosa.
Os fraseados distribuídos em folhetos, que assentam em recuperação, renaturalização e ordenamento, susceptíveis de mobilizar o interesse da opinião pública, bem como as reuniões de propaganda com as partes, não deram sinais claros dos procedimentos e tratamento dos problemas da presença humana nas áreas do cordão dunar e na distinção entre o valor das actividades profissionais marítimas, de exploração, desportivas e lúdicas.
O Programa Polis da Ria Formosa nasceu inquinado entre situações de excepção, de legalidade circunstancial e legalidade histórica, que podem ferir de injustiças partes dos intervenientes e ficar aquém dos nobres objectivos apregoados.
A intervenção da força da natureza na ilha da Fuzeta, escreveu uma página do Programa, facilitando a limpeza e o ordenamento desejado, devolvendo à comunidade a visão de beleza, usufruto e equidade.
Se o problema da Fuzeta com a mão da natureza ficou resolvido, os outros afiguram-se sombrios na linguagem e relacionamento com os lotes de interesses espalhados. O subir de tom da incompreensão pelas incongruências, quando faltam as partes mais complicadas do Programa, antevêem a possibilidade de uma separação que pode levar a divórcio.
Numa acção inédita e desta longitude, abarcando cinco concelhos diferenciados na relação e ocupação da área natural da Ria Formosa, sabendo que à partida do Programa havia estudos, intenções e uma linha mestra que não foram provados pela prática, tudo deveria ter sido assumido publicamente para que todas as correntes de ideias se exprimissem, na interpretação, rigor e execução dos objectivos estratégicos, preparando a salvaguarda das comunidades piscatórias, a satisfação das suas necessidades e a afirmação da ideia que não há situação de excepção que dure para sempre.
O Conselho de administração da Sociedade Polis tem nos seus bancos os presidentes de Câmara que, à partida deveriam dominar os problemas, têm um compromisso com as populações que lhes atribuem um papel de mediadores privilegiados e aos quais não são permitidos nem silêncios nem ausências.
O Estado levou séculos para olhar para a riqueza da Ria Formosa, assinou de cruz ou assistiu impávido ao rocambolesco das atitudes camarárias que permitiram excessos e crimes ambientais, pela sintonia das cores partidárias, pelo que não pode chegar ao terreno e usar de fundamentalismos ou hipocrisias que escondam planos que não queiram ver discutidos.
Quase metade da população algarvia está a olhar para a Ria, cujas águas transparentes em fundos de areia inspiram a exigência de limpidez de processos que devem ser seguidos e para que o Programa não fique comprometido.
O ambiente de pré-guerrilha que a Sociedade Polis está a gerar, revela fraqueza desta e a merecida acusação de falta de respeito para com as populações, às quais se deverá destinar o essencial do Projecto.
Apenas por uma questão de memória, a Parque Expo fugiu de Albufeira sem honra nem glória e, o presidente de Câmara, com as suas culpas, nem quer ouvir falar do Programa, que ainda hoje não está acabado mas está abandonado, ao fim de mais de 60 milhões malbaratados.

Luis Alexandre



Caro Luis Alexandre,

Parece que está a alinhar com os que gostam de complicar tudo para que não se faça nada, falando mal de tudo e de todos.
A intervenção na Ria Formosa pelo Polis em cumprimento do POOC , é declaradamente feita contra as pessoas e contra a ocupação humana daqueles territórios. É e sempre foi esse o propósito da intervenção.
É claro que os políticos lidam muito mal com as questões que afectam os seus eleitores, mesmo que por causas nobres, por isso não se estranha o apagamento dos Presidentes das Câmaras neste processo. Do lado público o único rosto e nome que está a ser sacrificado é o da Engª. Valentina, que com coragem, competência e espírito de missão está a fazer o que tem que ser feito.
O que faltava agora era entrarmos em papagueadas sobre esta matéria.
No próximo dia 15 de Setembro assinala-se o Dia Mundial da Limpeza das Praias. Entre nós esse dia é um dia de vergonha por termos permitido uma ocupação selvagem das ilhas barreiras.

Miguel Sengo da Costa


Para que conste, não estou a responder ao sr. Sengo da Costa, ex-líder concelhio do partido do Governo, que suponho andar com os bolsos cheios de calhaus da praia, sempre prontos para atirar.

Qualquer alusão ao dia mundial da limpeza das praias, feita por qualquer político oriundo dos partidos que consumaram a sujidade, não passa de um "fait-divers" trôpego.

Quanto aos presidentes de Câmaras deixarem "abandonada às feras" a Engª. Valentina Calixto, continua a ser uma incompreensão dos eleitores, que exigem sempre a verdade e não querem saber de motivações pessoais ou partidárias na gestão dos interesses públicos.

Quanto ao POOC ser declaradamente feito contra as pessoas, o que é uma afirmação disparatada, este tem de ser contra interesses privados, o que é substancialmente diferente.

Também quanto aos que gostam de complicar, que concordo devem ser isolados e desmascarados, não há que ter contemplações, esperando que não estejam do lado dos autores do Programa.

Publicamente, só a raia miúda, que tem a tal legitimidade natural, veio fazer declarações de agravo, que espero não sejam confundidas com o trabalho de sapa que fazem todos os outros interesses e de que os partidos têm absoluto conhecimento.

Para rematar o assunto, falar mal de tudo e de todos, é um conceito de elogio dirigido por quem não quer fazer bem...

Luís Alexandre

Quinta-feira, Agosto 19, 2010

Dia mundial da fotografia






4 fotografias do Cais novo de autoria do Cerqueira, uma delas
do Luso Tagus, um navio "fantasma" que durante muitos anos
esteve a apodrecer no Cais e que felizmente recentemente desapareceu.

Associação de Discotecas do Sul e Algarve protesta por «Faces» e «Villa» não terem sido encerrados Decisão do Tribunal Administrativo de Loul

A Associação de Discotecas do Sul e Algarve (ADSA) protestou, em comunicado, por a sentença de encerramento do «Faces» e do «Villa», dois espaços de animação nocturna em Loulé, decretada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé, ainda não ter sido cumprida.

A providência cautelar interposta pela ADSA para suspensão dos actos administrativos que atribuíam licenças especiais de ruído àqueles espaços, instalados em hotéis de Vilamoura, teve decisão dia 13 de Agosto, refere a associação em comunicado.

Decreto a suspensão dos actos administrativos emitidos pelo município de Loulé (…), determino a imediata cessação dos eventos de animação nocturna realizados ao abrigo dos indicados alvarás de licença especial de ruído”, conclui o despacho, citado pela ADSA.

Certo é que, cinco dias volvidos, os hotéis mantêm as discotecas a funcionar nas suas instalações, desrespeitando a ordem do tribunal” e “nenhuma autoridade fez cumprir a ordem do tribunal”, acentua a Associação de Discotecas do Sul e Algarve.

De acordo com a associação, “a gravidade da situação ultrapassa, em largo, a concorrência desleal, os prejuízos de cada um, ou outros direitos que porventura estivessem feridos de morte”.

“Estão em causa os pilares de um Estado de Direito democrático. O Estado não acata as decisões judiciais, os órgãos de policia criminal, quando instados pelo Tribunal (in casu), não fazem cumprir essas ordens. Que se passa?”, questionam em comunicado os associados da ADSA.

in Região Sul

Festival Aéreo Fap- Faro 1978!


gentilmente enviado por José Rodrigues

Somos o Presente e o Futuro!

Na minha revista diária pelos jornais regionais fiquei a reflectir sobre duas notícias: uma relacionada com a taxa de desemprego no Algarve, outra relativa ao sucesso de Sandra Correia e da sua marca Pelcor.
O Algarve é neste momento, a par do Norte do país, a região com a mais elevada taxa de desemprego - 12,2%. Este flagelo continua a ser um motivo óbvio de preocupação, merecendo uma análise séria que resulte num conjunto de medidas que permitam uma intervenção urgente e absolutamente incontornável no sentido da criação de emprego.
Sandra Correia e a sua Pelcor, marca de renome internacional made in São Brás de Alportel, continuam a fazer sucesso por esse mundo fora. Esta jovem empresária algarvia apostou num dos melhores produtos que a serra algarvia pode oferecer: a cortiça.
Utilizando uma fina aplicação deste material deu largas à imaginação e inovou! O famoso guarda-chuva com um design inovador, apresentado em tempos idos numa Feira em Madrid foi o pontapé de saída para a internacionalização.
O último êxito foi ver as suas peças expostas no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, ao mesmo tempo que aparecem no catálogo Outono/Inverno, dando assim cartas no exigente e competitivo mundo dos Acessórios de Moda.
A economia algarvia baseia-se, como todos sabemos, quase exclusivamente no Turismo. Já salientei em outros fóruns que não pode haver sustentabilidade baseada apenas na “monocultura” de um sector tão sujeito a flutuações, como aliás tem sido evidente nos últimos anos e cujos impactos negativos na nossa economia são tão importantes.
O caminho só pode ser o da afirmação de um turismo competitivo e apelativo, que realce o melhor da nossa região: a beleza natural dos recantos algarvios, a gastronomia, a cultura, os nossos produtos tradicionais!
Mas não só! Temos que reabilitar outras actividades tão essenciais ao desenvolvimento sustentável da nossa região: a agricultura, o aproveitamento dos recursos do mar e a exploração das energias renováveis são alguns exemplos.
O caminho está identificado: a aposta no que temos de qualidade e que nos distingue, inovando e abrindo novos horizontes!
Como jovem, aflige-me o desemprego, a precariedade laboral, a noção de que estamos a enfrentar e enfrentaremos problemas e dificuldades que derivam de opções e decisões erradas das gerações anteriores. Só temos uma solução: enfrentar os desafios, abraçar a causa, envolvermo-nos e reinventar-nos!
Recuso-me a emigrar, a voltar as costas ao meu País. Quero que o meu futuro e o dos meus filhos seja aqui! Sei que temos que lutar muito, dar tudo de nós, sem medos ou hesitações, mas vai valer a pena! Porque acredito em nós e no Algarve! Porque somos o Presente e o Futuro!

Inês Morais Pereira


Cara amiga,

Concordo consigo, mas com estes lideres políticos não vamos lá.

Esta gente vê a região como um conjunto de quintinhas. Cada um tem a sua, e se tu não mexeres na minha, eu tb não mexo na tua.

As capacidades do Algarve são imensas a vários níveis. O interior do Algarve está ao abandono. Na área das madeiras, das resinas, da valorização de resíduos florestais está um nicho interessante, bem como toda a area de produtos regionais, artesanato, cortiças e derivados.

Apostar também nas energias renováveis, sobretudo na área do foto-térmico, bem como a criação de uma central foto-térmica para produção de energia eléctrica (a semelhança da central de almería).

Depois a malta tem de se convencer que tem de voltar ao antigamente, a cultura do figo, da amêndoa, da azeitona,valorizar estes produtos e exporta-los como produtos Gourmet para mercados onde se valorize este tipo de produto e criar uma trademark ALGARVE como produto de excelência.

Potenciar a cultura de produtos agrícolas locais, para consumo domestico, gerando emprego e diminuindo as importações.

Voltar a requalificar a industria da pesca artesanal, potenciando o peixe de alta qualidade, exportando para mercados onde este seja valorizado, permitindo assim a alavancagem necessária a este sector.

Fazer com que a Universidade do Algarve deixe de ser um deposito de professores que nada querem fazer, a excepção de dar umas aulinhas, e ter uma atitude pro activa como o Instituto Superior Técnico ou a Universidade de Aveiro, trabalhando activamente com os diversos parceiros, inovando, investigando e ajudando as empresas a ser mais competitivas.

E por ultimo, acabar com a corrupção a nível politico, eleger pessoas que não privilegiem os jogos de interesses mas sim a região e o seu progresso.

Assim talvez se consiga, mas não vislumbro grandes progressos no Algarve nos próximos 20 anos. Ainda se vive o delírio parolo de que o progresso e betão, e o turismo de massa e sem qualidade ainda impera, se bem que já se vai fazendo alguma segmentação, mas o que há não chega para sustentar a região.

Enfim... seja o que deus quiser... e os Algarvios permitirem...

Luis Passos

Quarta-feira, Agosto 18, 2010

Moto Clube de Faro - a grande marca do Algarve.



29.ª Concentração Internacional de Faro Culmina com Oferta de Duas Viaturas à Cruz Vermelha da Capital Algarvia.

Resistindo à crise instalada um pouco por todo o mundo, o Moto Clube de Faro conseguiu, uma vez mais, que a Concentração Internacional de Motos fosse um sucesso, onde cerca de 20 mil inscritos e 10 mil visitantes passaram pelo Vale das Almas.

Mais um ano e mais outra edição da Concentração Internacional de Motos de Faro que resultou num êxito absoluto. Se for considerado o panorama conjectural actual, e as dificuldades que muitas famílias atravessam, sob o ponto de vista económico e social, poderemos afirmar que o número de 20 mil inscrições, aproximadamente, num evento do género é um feito ao alcance de poucos, o que só reflecte o prestígio e a capacidade de mobilização e organização que o MCF ostenta.

Parte dos louros e ganhos da Concentração Internacional de Faro revertem não só para colmatar despesas com a logística do evento, mas também para projectos de cariz social que possam beneficiar a comunidade local e regional e a sociedade civil. Neste ano de 2010, e ao abrigo do protocolo existente com a Cruz Vermelha, o MCF canalizou o montante de 30 mil euros para a aquisição de duas viaturas equipadas para o transporte de pessoas portadoras de deficiência que foram, posteriormente, oferecidas à Delegação de Faro da Cruz Vermelha Portuguesa, reforçando o papel de responsabilidade social que vem caracterizando o MCF ao longo destes últimos 30 anos de existência.

Se a oferta das viaturas à Cruz Vermelha, a forte adesão ao certame, dada a crise existente, e o facto de mais uma vez não terem ocorrido acidentes mortais entre os visitantes da grande festa motociclista do Sul da Europa, no âmbito da campanha rodoviária “0 Killed”, onde pautou o genuíno espírito motard e a camaradagem entre os membros das diversas organizações diferentes, são aspectos extremamente positivos, a actuação da Guarda Nacional Republicana para com os motociclistas pode ser considerada de lamentável.

Numa campanha caracterizada de dissuasora por aquela força de autoridade, o excesso de zelo marcou a sua actuação, já que a acção, que decorreu nos dias da Concentração Internacional de Faro, distinguiu-se pela perseguição aos participantes na festa motociclista desde a Auto-Estrada do Sul (A/2) até, praticamente, à entrada do recinto. Se a falta de conhecimento do espírito que envolve um acontecimento desta envergadura pode ser apelidado de gritante, o impedimento para que a festa se prolongasse até à Praia de Faro manifesta requintes de absurdo e é altamente prejudicial ao evento em si e à própria economia local, que tanto necessita de acções deste género para fazer face à maior crise económica dos últimos 100 anos.

Numa opção dissuasora pouco compreensível e nada fundamentada, a GNR conseguiu que a imagem do evento ficasse manchada, não só perante outros motociclistas, mas, essencialmente, junto da opinião pública, já que nem todos os motociclistas são o que esta força de autoridade pretende fazer crer, porque se assim fosse, o desfile final pelas artérias da cidade de Faro não teria, todos os anos, milhares de pessoas a saudar efusivamente os participantes na Concentração Internacional de Faro e a desejar o seu regresso no ano seguinte.
MCF

Exmos. Srs. Pescador de Passagem e AGAIN, talvez a mesma pessoa (são as vantagens de ser anónimo e neste caso Cobarde
Confesso que fiquei sem vontade de escrever depois de ler a opinião do Sr. “Peixinho da Ria Formosa” que melhor resposta não poderia ser dada. Mantém-te à tona de água a alerta “peixinho” visto que o mar está cheio de tubarões bem-falantes.
Mas Vou focar 3 pontos que me parecem de elementar importância:

1º Ponto: Ser Farense… para mim de facto é um orgulho ser Farense, mas não basta só ter nascido em Faro para se sentir Farense, isso só nos responsabiliza ainda mais em relação à nossa cidade. Farenses são todos aqueles que nascendo cá ou não escolheram Faro para construir as suas vidas, para observar as tradições, costumes, enaltecer, ajudar e proteger as suas instituições.
Faro sempre foi no meu entender, também por alguma culpa nossa Farenses ,uma cidade mal tratada em todos os níveis, Faro tem sido talvez mais madrasta do que mãe para muitos dos seus filhos, mas não contem com o MCF para a denegrir ainda mais, contem sim com o MCF para a enaltecer todas as suas virtudes e a proteger sempre dos mal falantes, reconhecendo também os seus defeitos e aos poucos tentando ir corrigindo para que seja sempre uma referência para todos. Deixaria aqui exemplos de grandes Farenses não nascidos em Faro a recordar o Dr. Joaquim Magalhães, o Prof. Pinheiro e Rosa, o Dr. Campos Coroa, Prof. Franklin, etc., referências estas pelo seu saber , seu ser e estar a nível pessoal. Para a grande maioria dos elementos do MCF foi para nós também um grande orgulho termos colaborado no Centenário do S.C.Farense, ostentando nas suas camisolas o nome do MCF.

Ponto 2- “dirigentes ultrapassados e pensamento inadequado reinante no clube aos dias de hoje”
Aqui sim concordo de facto consigo: não somos politicamente correctos, não nos adaptamos a falsas amizades, ao mal dizer, á arrogância, á falta de carácter, ao olhar só para o seu umbigo esquecendo os outros e quando se pensa nos outros ter que se pregar a sete ventos, o clube tem 29 anos e não deve dinheiro a ninguém se não é boa gestão, bom então tem razão, hoje é normal ter se dividas. A postura de elementos da direcção tem sido sempre em prol do clube e não deles próprios.
Centenas e centenas de amizades por toda a Europa e não só, pois vá de viagem a Espanha, França ou Inglaterra e veja o carinho com que somos recebidos, isto é sinal de quê? Bom, você nunca compreenderia…visto que em hora bem-falante sua falta-lhe algo.
Em com grande satisfação e orgulho que temos colaborado com diversas instituições e pessoas, e não só a nível de Faro. É com grande orgulho que o MCF tem ajudado alguns sócios a ultrapassar algumas fases difíceis da sua vida, você não compreenderia isso.
Colaboramos sempre com todas as câmaras independentemente de quem estivesse lá, nunca nos colamos fosse a quem fosse e isto é de facto difícil de engolir nos dias de hoje a quem tem mentalidades como a sua. Nunca fomos “e isto não é contra quaisquer pessoas” a jantares nenhuns seja de que candidatura fosse. Nunca fomos a uma tomada de posse fosse de quem fosse, todos eles podem confirmar isso. E não é por arrogância mas talvez como você diz seja feitio e enquanto estivermos na direcção do MCF será assim. Outros virão e nessa altura tomarão as atitudes que entenderem.
De facto tem razão, ostentar ser honesto, apartidário, não ser arrogante, lutar pelas instituições e não por si e ter carácter é sinal evidente de um desenquadramento total da sociedade vigente. Pequeno ex. perto do final do mandato do Prof. Negrão Belo fui chamado á câmara e foi nos transmitido que estavam a pensar oferecer umas carrinhas a vários clubes do conselho, e o MCF era um dos contemplados. Muito obrigado! Mas recusamos a oferta visto pensarmos que existiam instituições muito mais carenciadas do que nós. Esta tem sido a nossa postura e esperemos que continue a ser independentemente de quem esteja a dirigir o clube. Você não entenderia, falta-lhe algo.

Ponto 3- interesses e proveitos de uns quantos.
Aqui sim a porca torce o rabo. Interesses mas quais interesses?! Que eu tenha conhecimento nunca eu ou qualquer elemento da direcção do clube alguma vez se aproveitou ou subiu socialmente á custa deste, até hoje em termos monetários nunca eu ou qualquer dos seus elementos usufruiu de qualquer proveito!
Sr. Pescador de passagem, mentalidades férteis mas no mau sentido! Reveja a sua maneira de estar a sua postura e tenha respeito a quem ao longo de 29 anos seja direcção, membros, sócios e todo o voluntariado tem feito em prol do clube. Talvez aí lhe deixo um conselho, não assine “pescador de passagem” à espera de qualquer tacho, mas sim pescador local com orgulho em ser Farense.
Com tudo isto não digo que o MCF é só virtudes, não, tem muitos defeitos e algumas coisas não tem sido bem-feitas mas no cômputo geral podemo-nos orgulhar do trabalho feito. Hoje só para citar um exemplo, ao ver passar um carro de transportes de doentes com o Logo do MCF, qualquer membro, sócio e pessoal do voluntariado sentirá com orgulho e dirá: “está ali um pouco do meu trabalho…!”
José Amaro
(Membro da Direcção do Moto Clube de Faro)

P.S. peço desculpa pelo meu escrever não ser tão nobre e cândido.
Já dizia o Sr. Prof. Franklin que foi meu professor, que eu tinha certas limitações… Obrigado Professor!!!

O negócio da noite - o comentário


armazém do chá - Porto
O investimento na noite do Porto tem sido feito por privados. Não se trata de bares e discotecas abertos pela Câmara Municipal, ao estilo do Manta Beach ou do Baesuris. São sim discotecas, bares, restaurantes e casas de chá fruto da iniciativa de novos empresários, muitos deles jovens, que estão a mudar o centro da cidade. Falo da rua Miguel Bombarda, das Galerias de Paris ou da zona do Piolho. Lamentavelmente, os algarvios estão mais preocupados em ganhar dinheiro fácil com mais betão, e os jovens em conseguir uma cunha na autarquia ou noutro serviço local.

A noite do Porto só prova que não é necessário autarcas armados em empresários da noite com dinheiros públicos para haver animação nocturna. Os autarcas que se limitem a fazer o que lhes compete: mantenham as ruas e os jardins limpos e em bom estado, zelem pela mobilidade dos cidadãos e garantam a preservação das fachadas e do património arquitectónico. Deixem o resto para a sociedade civil. Nota: moro no Porto e sou natural de Faro. Luís

Segunda-feira, Agosto 16, 2010

Portimão - a grande obra continua!


"... Portimão tem uma ponte rodoviária aberta desde 1876 (antecedendo em um ano a ponte D. Maria, no Porto), que é expoente regional único da arquitetura do ferro aplicado às vias de comunicação, privilégio comummente destinado às pontes ferroviárias..."

"... A ponte rodoviária era uma elegante demonstração de alta engenharia dos finais do oitocento, com trezentos longos metros de tabuleiro sobre o estuário do rio Arade, a que podemos acrescentar os três elegantes arcos de alvenaria já sobre solo portimonense, que visaram criar as rampas de nivelamento para o tabuleiro: os dois sobre o Largo da Barca e o outro sobre a rua de S. José.

Porque uso a forma verbal passada para me referir à beleza e majestade da velha ponte sobre o Arade?
Paradoxalmente, parte da ponte foi parcialmente aniquilada pelas obras de conservação e consolidação da estrutura.

A Estradas de Portugal (EP) foi mentora de um crime de lesa-património, enquanto a empresa construtora foi a autora material. Os autarcas Manuel da Luz (Portimão) e José Inácio (Lagoa), mais o ministro das Obras Públicas Mário Lino, foram os cúmplices, quanto mais não seja, por omissão.

Quem hoje passa pelo tabuleiro da ponte certamente vê uma ponte “um pouco mais larga, muito bonita e certamente mais segura”, conforme se noticiou em 2009, mas o utente certamente não vê uma estrutura com mais de 130 anos.

Porquê?... Porque os ferros forjados das guardas foram retirados e substituídos por modernaças tubagens redondas e brancas; porque não se aproveitou (nem provavelmente se pensou nisso) a ocasião para colocar candeeiros de iluminação contemporâneos da estrutura; porque se decidiu pela laje de betão ao invés de alternativas mais consentâneas com o estilo e design da ponte…

E os rails seriam assim tão necessários neste tipo de estrutura?! ..."

Texto de David Roque , resto aqui

Largo de S.Francisco - O desleixo continua!




Junto envio 2 fotos sobre o estado em que se encontra o Largo de São Francisco desde a passada terça-feira, último dia em que o pessoal da Alentexpo trabalhou na desmontagem da Festa da Ria Formosa, que terminou no último domingo...

3 dias de completo abandono é um desleixo ao qual, infelizmente a Alentexpo, já nos habituou, ainda para mais na época do ano em que estamos, em que o Largo de São Francisco é constantemente usado por turistas que nos visitam.

É esta a imagem que queremos para a nossa cidade?

E urgente fazer algo de modo a evitar as constantes faltas de respeito perante os cidadãos farenses que a Alentexpo ao longo dos anos tem vindo a demonstrar.

Será que não é possível impor um prazo para a desmontagem das infra-estruturas afectas a este tipo de eventos e após esse prazo ter expirado aplicar coimas? De certeza que ou a Alentexpo começava a efectuar as desmontagens mais celeremente ou a Câmara Municipal de Faro garantia ai uma boa fonte de receitas....

Diogo S.

(este mail foi enviado para a Defesa de Faro no dia 13 de Agosto)

E quando vai chegar a vez de Faro?

Noites mais claras na Baixa do Porto

Branca mais branca não há. Até parece que a noite do Porto foi lavada com qualquer detergente para lavar noites. Daquelas lavagens que vale a pena conhecer...
A noite do Porto está mais clara. As noites em branco são agora noites às claras. Tornou-se possível sair do escurinho das discotecas para a clareza das ruas. Mesmo sem cuidar de saber se a lei do tabaco está a ser respeitada ou reiteradamente violada... o ar que se respira hoje nas noites do Porto é infinitamente mais puro. Mesmo sabendo que houve uma espécie de tolerância nas exigências habituais, que contrasta com a tolerância zero relativamente aos antigos espaços que foram moda de outros tempos (o que configura uma situação próxima da concorrência desleal) é hoje uma lufada de ar fresco ir passar uma noite à Baixa do Porto.
A animação é mais genuína, mais democrática, mais transparente, mais barata e começa mais cedo.
É óbvio que não deve ser fácil ser morador para aquelas bandas e querer deitar-se cedo ao fim-de-semana, mas também se devem contar pelos dedos de uma mão os que lá resistem. Aliás, para o resultado ser o sucesso que se espera, o que falta é precisamente levar a morar nessa zona o tipo de pessoas que não amua com a animação.
A moda da Baixa, com bares e restaurantes para todos os gostos e feitios, para todas as bolsas e orientações, tornou a noite mais participada e mais democrática.
O facto de os espaços serem exíguos e as ruas se terem transformado em esplanadas naturais, ajuda a noite portuense a ficar mais transparente e por isso também mais segura. Algumas desordens privadas passaram a problemas de ordem pública e a ausência generalizada de consumos mínimos torna a noite menos lucrativa mas seguramente mais calma.
Por sua vez, o facto de a animação começar logo à hora do jantar, sem que as pessoas tenham de esperar pelas 2 ou 3 da manhã, também permite que muitos estrangeiros se juntem à festa, até porque a movida da Baixa tem um estilo a que estão claramente mais habituados.
Passei algumas noites da última semana nesta zona dos Clérigos, Cândido dos Reis, Rua Galeria de Paris, Praça Filipa de Lencastre e Cordoaria. Sinto que podia ter estado numa outra qualquer capital europeia, onde as pessoas se divertem em paz e segurança, no Centro Histórico, sem coutadas sociais ou raciais, com um leque de escolha verdadeiramente democrático.
Mesmo em Agosto, vale a pena ir à Baixa do Porto.

Manuel Serrão

Domingo, Agosto 15, 2010

Olhão Cidade Cubista

O poder pela rua

O calçadão de Quarteira, depois do banho de multidão das marchas populares de Junho, foi palco da edição laranja das mesmas, de nome deslocado - o Pontal -, com o propósito de mostrar um PSD de retoma aos líderes mais próximos das bases.
A forte componente populista do PSD marcou presença, ladeados de mais três mil companheiros que deram o tom desejado por Mendes Bota, que havia rematado a metáfora: “não ser a rua um apanágio da esquerda”.
O líder regional e a sua equipa, galvanizados pela especificidade do momento político, não se pouparam em esforços para montar um ambiente de calor à volta do chefe, fechando o ciclo da ostracização e de uma nova era de reconhecimentos, obviamente traduzido em cargos.
Passos Coelho terá registado o desagravo de engasgos antigos, teve o seu primeiro banho de beijos e abraços no calor da noite algarvia e passou ao que vinha: desenrolar um discurso político virado para a estratégia de poder, para uma plateia órfã e sequiosa.
A anteceder o prato forte, badalou Mendes Bota, na sua traça eufórica e visionária e de novo de bem com o seu umbigo, bradando por antecipação, vivas ao futuro primeiro-ministro, falou da sua paixão pela regionalização e deixou no saco, um dos temas mais quentes dos últimos tempos – as portagens na Via do Infante.
Passos Coelho, o adorado líder que não conseguiu arrastar consigo nenhum dos pesos pesados do partido, que as hostes vêem a segurar a espada que cortará o jejum e abrirá o caminho do poder, nada disse sobre os avales passados ao Governo minoritário do PS e atreveu-se, num desplante valorizado pelo pedido de desculpas de troca-tintas, a dar-lhes um ultimato: “não contém com ele para assinar o OE de 2011, se este pensar em aumentar impostos e não reduzir a despesa”.
O mote para as próximas disputas políticas está dado, num aparente divórcio entre as duas principais mãos que produziram a mais grave crise social e económica do país e planearam o saque sobre o produto do trabalho e regalias sociais do povo português.
Crê este senhor que o altar o espera, alimentado pela fabricação de sondagens e putrefacção dos adversários, por uma Presidência da república amarrada e acalentado por 3 mil seguidores de rua, que o povo português vai fechar os olhos às suas responsabilidades na crise em que o mergulharam e que, inevitavelmente, o conteúdo das suas propostas agudizarão ainda de forma mais drástica.
PS e PSD, com o apoio dos sucessivos parlamentos, dividiram a governação do país até ao descalabro, malbarataram os dividendos da destruição da economia ordenada pela UE e as suas receitas, lançando as bases do endividamento e do desemprego, da destruição do sistema de saúde, do ensino e da Justiça, e foram julgados por cerca de 300 mil trabalhadores que saíram à rua a 29 de Maio.
Reclama o PSD o poder com 3 mil comensais ao relento estival e porque razão se perdeu a força de 300 mil portugueses que protestaram na rua, reclamando por políticas diferentes das que foram praticadas? Quem se afirma de esquerda e foge à continuação por outros meios, da utilização desta força para exigir as mudanças necessárias?
Não há ilusões que não se desvaneçam e regime que dure para sempre.

Luis Alexandre