Quinta-feira, Setembro 30, 2010

Rosário da Silva – Um Farense Esquecido?

No seguimento do artigo de opinião escrito por Viegas Gomes, na edição de 23 de Setembro de «O Algarve», intitulado «Rosário da Silva – Artista farense de grande mérito», que se anexa a estes curtos parágrafos, considero que uma figura como Rosário da Silva, artista farense de grande envergadura, merece bem mais do que uns simples rabiscos efémeros.

No seu vasto percurso ligado às Artes – a letra maiúscula é propositada –, Rosário da Silva, falecido no passado mês de Agosto, em Lisboa, onde residia, teve um percurso singular e multifacetado.

Apesar de ter na sua vasta produção artística várias colaborações com diversas empresas, galerias e museus, foi nos CTT, empresa para a qual foi admitido em 1943, que Rosário da Silva se evidenciou como homem de artes. Actualmente, é possível ver trabalhos seus em vários edifícios dos CTT, um pouco por todo o país, de norte a sul. Em Faro, no Largo do Carmo, no actual edifício da Portugal Telecom ou nos Correios da Pontinha, estão expostos dois trabalhos seus.
As suas colaborações iam da tapeçaria à cerâmica, à escultura, ao desenho técnico de mobiliário e máquinas para os CTT, à escrita, ao cinema, ao mosaico e azulejo (numa imagem anexa pode observar-se um trabalho que está patente numa conhecida estrutura de Faro), à gravura, à ilustração, à fotografia, à publicidade e, claro, à filatelia. Neste último campo, tal como uma das imagens documenta, produziu selos postais, aerogramas e telegramas que circularam pelo território nacional e pelas antigas colónias ultramarinas.

Um dos trabalhos mais emblemáticos é a tapeçaria exposta na Estação dos CTT da Rua Conde Redondo, em Lisboa, que se anexa também, onde está retratada a história dos serviços postais, do Século XVI ao Século XX.
No artigo de Viegas Gomes, o seu percurso está bem pormenorizado, não vale a pena repetir-me mais.
O seu trabalho está exposto em museus como o das Comunicações, da Fundação Calouste Gulbenkian ou no Museu Municipal da Horta.
Deixo este singelo texto à consideração dos responsáveis do Museu Municipal de Faro.

João Vasco Resende – amigo da família de Rosário da Silva


clicar na imagem para ampliar.


Painel Azulejos - casa particular


painel de azulejos - Faro, Coobital


postal - correios da Guiné Bissau


tapeçaria - estação central CTT - Conde Redondo

Juca & Zeca

Quarta-feira, Setembro 29, 2010

Bater na parede!



Passos Coelho acusa Governo de "enganar o país"
"Se os números que foram ontem apresentados pelo Governo são corretos, então todos os números que apresentou até esta data não estão certos", afirmou o líder do PSD.

«O deslumbramento é sempre a outra face de uma ofuscação, de um dogma, de uma cegueira. O deslumbrado olha, mas é incapaz de ver. Quando hoje analisamos a crise que temos vivido nos últimos anos, percebe-se que não foi por falta de saber que não se viu o que lá vinha, mas por excesso de deslumbramento: porque o deslumbramento desvaloriza a prudência, inutiliza o conhecimento e dilui o saber. E esta crise foi, em grande medida, a consequência de um duplo deslumbramento: com a nova finança e a sua delirante criatividade, com as novas tecnologias e as suas mirabolantes promessas, que se impuseram com uma tóxica cumplicidade. Foi este duplo deslumbramento que cegou e manietou tanta gente. E é ainda ele que, hoje, leva muitos a pensar que será com a retoma dos factores que provocaram a crise que se sairá dela. Isso acontece porque o deslumbramento, ao desprezar o passado e ao ignorar o futuro, vive e faz viver num presente completamente virtual. Num presente que é feito de activismo sem estratégia, colado a um imperativo de modernidade que se apresenta como um acelerador de tudo, mas que, na realidade, ninguém vislumbra ao que conduz. Ser moderno tornou-se simplesmente nisto, em ser deslumbrado!...»
Manuel Maria Carrilho, DN


SALÁRIOS DA FUNÇÃO PÚBLICA CORTADOS EM 5%
IVA AUMENTA PARA 23%
Teixeira dos Santos congela investimento até final do ano.

mais medidas ver aqui

O Governo vai cumprir o défice de 7,3% previsto no Orçamento de Estado deste ano graças à transferência do fundo de pensões da Portugal Telecom (PT) para o Estado, um encaixe no valor de 1,6 mil milhões de euros

uma frase triste vinda dum dinossauro espertalhão que no Algarve sempre se orientou muito bem... Almeida Santos
O presidente do PS considerou hoje que o esforço pedido hoje pelo Executivo com novas medidas de austeridade “não são sacrifícios incomportáveis” e que “o povo tem que sofrer as crises como o Governo as sofre”.

a noticia no El Mundo com Cavaco Silva no lugar de Sócrates:

ECONOMÍA También reducirá el sueldo a los funcionarios
Portugal aprueba un plan de austeridad que subirá el IVA hasta el 23%
Cavaco Silva y su ministro de Finanzas presentan un plan que pretende salvar el déficit y la "credibilidad" del país.

As medidas:

REDUÇÃO DA DESPESA
1. Congelamento do investimento até ao final do ano (já em 2010)
2. Corte de 5% dos salários da Função Pública
3. Redução da despesa com ajudas de custo, horas extraordinárias e acumulação de funções, bem como impossibilitar a acumulação de salários públicos com pensões (já em 2010)
4. Congelamento das pensões durante o ano de 2011
5. Redução em 20% com o Rendimento Social de Inserção
6. Redução da despesa com indemenizaçoes compensatórias e subsídos às empresas
7. Congelamento de promoções e progressões na carreira
8. Redução em 20% na frota automóvel do Estado
9. Congelamento das admissões e redução do número de contratados na Função Pública (já em 2010)
10. Congelamento do abono de família para os rendimentos mais elevados (já em 2010)
11. Redução das transferências para os fundos e serviços autónomos, para as autarquias e para as regiões.
12. Reduzir as despesas no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente com medicamentos e meios complementares de diagnóstico (já em 2010)
13. Reduzir os encargos da ADSE (já em 2010)
14. Reduzir as despesas com o PIDDAC
15. Extinguir/fundir organismos da Administração Pública directa e indirecta
16. Reorganizar e racionalizar o sector Empresarial do Estado reduzindo o número de entidades e o número de cargos dirigentes

AUMENTO DA RECEITA
1. Aumento da taxa máxima do IVA para 23%
2. Revisão das tabelas anexas ao Código do IVA
3. Imposição de uma contribuição ao sistema financeiro em linha com a iniciativa em curso na UE
4. Revisão das deduções à colecta do IRS
5. Revisão dos benefícios fiscais para pessoas colectivas
6. Convergência da tributação dos rendimentos da categoria H com regime de tributação da categoria A
7. Aumento em 1 ponto percentual da contribuição dos trabalhadroes para a Caixa Geral de Aposentações (já em 2010)
8. Código Contributivo
9. Outras receitas não fiscais previsíveis resultantes de concessões várias: jogos, explorações hídricas e telecomunicações

Comissão de Utentes da Via do Infante adere ao protesto nacional de 8 de Outubro.


A recém criada Comissão de Utentes de luta contra as portagens na Via do Infante – A22, decidiu aderir à jornada de protesto nacional marcada na reunião, a nível de todo o país, das comissões de utentes contra as portagens nas SCUT, protesto agendado para o próximo dia 8 de Outubro. Tal como ficou definido na reunião, o protesto irá “assumir diversas formas e horários”, consoante as determinações de cada Comissão.
Assim, a Comissão de Utentes da Via do Infante convida toda a comunicação social a estar presente na conferência de imprensa que terá lugar no próximo dia 30 de Setembro (quinta-feira), pelas 18 horas, na Sociedade Recreativa e Artística Farense - Os Artistas, Rua do Montepio nº10, em Faro (perto do parque de estacionamento do Largo de S. Francisco).
Nesta conferência de imprensa, com a presença de vários convidados, incluindo novos elementos que irão fazer parte da referida Comissão, serão dados a conhecer os pormenores do protesto contra as portagens na Via do Infante.
Serão ainda enunciadas outras medidas, no âmbito da luta contra as portagens, que a Comissão decidiu na sua última reunião.
Com os nossos cumprimentos.

A Comissão de Utentes da Via do Infante

Sáb. 2 Out., 21h30: apresentação do polémico "Eu Roubei o Santa Maria" no Pátio de Letras



Escrito em 1972, agora traduzido enfim para a língua portuguesa, é o relato do assalto ao navio “Santa Maria”, praticado por um comando revolucionário luso-galaico, o DRIL, em Janeiro de 1961.
Escrito por “Jorge Soutomaior”, nome de guerra do activista galego José Fernández Vázquez, nele se fazem revelações inéditas sobre o acontecimento que se liga com o início da insurgência em Angola, a 4 de Fevereiro.
Livro polémico, mostra as contradições políticas da operação, os conflitos de personalidade do autor com o capitão Henrique Galvão que passou para a História como tendo sido o estratega e o líder do acto. O que “Eu roubei o Santa Maria” desmente. O drama histórico e a tragédia humana fluem ao longo da escrita de uma aventura que custou a vida ao piloto do navio, Nascimento Costa.

José António Barreiros traduziu e apresentará a obra que prefaciou referente ao que foi denominado como “Operação Dulcineia”.
Camilo Mortágua, que com Henrique Galvão, integrou o comando revolucionário do DRIL, participará no debate, evocando a sua memória e a sua vivência pessoal que já confiou a um livro de memórias que editou.

O primeiro teleférico urbano de utilização funcional em Portugal


O FMI não precisa de bater à porta.

O FMI já não é visita da casa, não precisa de ser convidado, tem as portas franqueadas, velhos amigos no território e é conhecedor dos cantos (leiam-se vícios) da casa.
O Dr. Soares, patriarca do PS, fez amizades no serviço, noutros tempos embaraçosos de primeiro-ministro que lhe pouparam as desculpas e o trabalho, fazendo dele, naturalmente um homem compreensivo, disse-o na imprensa, se o seu colega no cargo for agraciado com a hospedagem destes endireitas endeusados das finanças públicas, acima dos Estados e sem que se conheça quem e os termos que os legitimaram.
Esta instituição supra-financeira, sem rostos visíveis e em jeito de operações especiais, de acção rápida para os efeitos desejados, constitui a última reserva de intervenção pacífica do ponto de vista social na escala dos meios do sistema capitalista que, quando os desmandos políticos atingem o limite nas cedências às populações, pondo em risco a apropriação dos meios de produção e dos seus valores acrescentados, aparece como espada de intervenção que não perde tempo em explicações e age para recompor a ordem vigente.
O estado supremo de vagabundagem das finanças portuguesas e o aproveitamento das organizações dos credores, que se desdobram em três frentes: investimentos com apoios locais e desvios lucrativos (multinacionais), saque dos lucros para financiamentos (off-shores e fundos de investimento) e empresas de julgamento depreciativo para maior aproveitamento (rating), não vão em jogos contemplativos e sabem como usar as ambições e os serviços dos políticos oferecidos e as suas irresponsabilidades, como peças das suas estratégias.
Antes do pacote de eleições do ano passado, tivemos ocasião de denunciar o pacto geral dos partidos, do parlamento e do Presidente da República, sobre o estado de falência do país e da gravidade das soluções que estavam pressionados a tomar e que se abateriam violentamente sobre os trabalhadores, os reformados e as micro, pequenas e médias empresas de todos os sectores da actividade económica.
Durante a expansão alegórica de convencer os eleitores nada foi dito fora do pacto e, logo à saída das eleições, quando já tinham arrumado os apoios aos sectores estratégicos do capital, com injecções de garantias do Estado de dezenas de milhões de euros, tudo se revelou de forma cruel sobre os cidadãos indefesos.
Como resultado, o despesismo público escondido era quase o triplo, a dívida externa equiparou-se ao PIB de quase um ano mas, a nomenclatura não perdeu o polimento e a concertação, apressando-se a correr a cortina dos custos do Estado social, que tem estado no centro das polémicas artificializadas, dando forma à estratégia de PS e PSD, de lançar o ónus das culpas e os custos para as costas dos trabalhadores.
Como os PEC não estão a dar conta do recado e os especuladores aproveitam o cerco, o OE para 2011 tem de escrever as ordens que vêm de todos os lados, impondo o acerto de maioria parlamentar, ignorando o que se passa na vontade das ruas, relativizando a acesa luta pelo poder e a vacuidade da retórica de Cavaco Silva.
Os credores e as suas diversas organizações querem a inversão da situação, que o povo seja responsabilizado pelo pagamento da desordem para o restabelecimento da velha ordem económica, deixando a questão do poder para depois.
O que o povo português pode perceber da grave crise criada, é que os partidos responsáveis não têm soluções, se agacham para sobreviver, sem excepção, cumprindo os seus papéis históricos de fazer vergar o trabalho.
Continuamos um país atado e humilhado, a mando…

Luis Alexandre

Terça-feira, Setembro 28, 2010

prazo de validade - Dez 2013

A chanceler alemã diz que a Alemanha rejeitará alargar além de 2013 o fundo de resgate europeu destinado aos países mais endividados.
"A Alemanha não consentirá alargar os fundos, tal como eles estão agora", disse hoje Merkel num discurso a uma federação de trabalhadores em Berlim.
Em Maio, a braços com uma espiral de défice na Grécia, os líderes europeus criaram um pacote de ajuda de centenas de milhares de milhões de euros, apoiado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e por bancos centrais de todo o mundo.
O pacote consiste em 440 mil milhões de euros em garantias de países da zona euro, 250 mil milhões de euros em empréstimos do FMI e 60 mil milhões de euros em empréstimos angariados em conjunto pelos 27 países da União Europeia.
"Temos de nos assegurar que os países que hoje estão fracos se vão tornar mais fortes", disse a chanceler.
A Alemanha, a maior economia da Europa, é a principal contribuidora para o fundo, pelo que advoga agora punições mais duras para os países da UE que repetidamente violem as regras do défice impostas pelo bloco.
O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, redigiu recentemente um documento em que explicava a posição da Alemanha: sanções automáticas para quem viole as regras, incluindo a suspensão dos direitos de voto e o corte às ajudas comunitárias.

E você, quer o FMI, José Sócrates ou Passos Coelho?

Ficção ou realidade?



ONU tem embaixadora para comunicar com extraterrestres.

A ONU vai nomear uma embaixadora para o Espaço para coordenar a resposta da Humanidade na eventualidade de um contacto alienígena.
Esta missão será confiada à astrofísica malaia Mazlan Othman, que na próxima semana irá explicar as suas competências, numa conferência, em Inglaterra.
Este novo cargo surge depois de terem sido descobertos um grande número de planetas que orbitam estrelas, o que aumenta a possibilidade de um contacto extra-terrestre.

Poesia e números.


Baixa de Faro

Espaço & Tempo

os lugares estão vivos quando conduzem a outro tempo.

retirado livro Polishop, de Tiago Nené.


quase com 5000 post publicados, a caminho do milhão de visitas únicas,
com 1 5000 000 de páginas vistas e 20 000 comentários publicados, o blogue e os seus administradores mantém o mesmo objectivo desde o início, defender com paixão a Cidade de Faro, embora às vezes seja muito dificil explicar a certas pessoas esta linha de orientação e este sentimento. Adf

ALGARVE SAUDOSISTA - Meridionalidades…Vaidades nossas ?





Por Eduardo Brazão Gonçalves

4 – AS AMENDOEIRAS.

Quem diria que a mais vistosa produção agrícola do nosso Algarve de há menos de cinquenta anos se viria a tornar motivo dos nossos ciúmes, quando começámos a verificar que os passeios às amendoeiras em flor já não se faziam para estas bandas mas sim para a região do Douro?
A amendoeira era o nosso ex-libris. A qualidade das nossas amêndoas era o nosso orgulho. Repare-se só que, para defesa dessa qualidade e para evitar a confusão com as amêndoas de outras regiões, foi criada a designação oficial de origem “Amêndoa do Algarve” pela Lei nº 1704 de 19.12.1924.
Mas a agricultura deu a volta que deu! É o confronto da macro e da micro produção! O destino!

O Homem das Castanhas.



Na Praça da Figueira,
ou no Jardim da Estrela,
num fogareiro aceso é que ele arde.
Ao canto do Outono,à esquina do Inverno,
o homem das castanhas é eterno.
Não tem eira nem beira, nem guarida,
e apregoa como um desafio.

É um cartucho pardo a sua vida,
e, se não mata a fome, mata o frio.
Um carro que se empurra,
um chapéu esburacado,
no peito uma castanha que não arde.
Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado
o homem que apregoa ao fim da tarde.
Ao pé dum candeeiro acaba o dia,
voz rouca com o travo da pobreza.
Apregoa pedaços de alegria,
e à noite vai dormir com a tristeza.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais calor p'ra casa.

A mágoa que transporta a miséria ambulante,
passeia na cidade o dia inteiro.
É como se empurrasse o Outono diante;
é como se empurrasse o nevoeiro.
Quem sabe a desventura do seu fado?
Quem olha para o homem das castanhas?
Nunca ninguém pensou que ali ao lado
ardem no fogareiro dores tamanhas.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais amor p'ra casa.

Esta canção é dedicada ao Engº Macário Correia.

ADF

Segunda-feira, Setembro 27, 2010

Associação Académica quer residências na zona velha de Faro

A criação de residências universitárias na zona velha de Faro e a promoção de ações conjuntas de limpeza urbana são actividades que a Associação Académica da Universidade do Algarve quer concretizar para aproximar a comunidade estudantil da cidade.

As propostas, que visam criar uma maior sinergia entre a cidade e os 10 mil alunos da universidade, vão hoje ser debatidas em Assembleia Magna, poucos dias depois de a academia ter cancelado o luto académico convocado na passada semana.
Em causa estava a redução do horário da festa de receção ao caloiro imposta pela Câmara de Faro e contestada pelos estudantes, que ameaçaram realizar a festa da Alcoolização dos Perus fora do concelho.
A autarquia acabou depois por autorizar a realização da tradicional festa de encerramento da receção ao caloiro até às 05h00, que se realiza na sexta feira no Largo de São Francisco, onde durante nove noites decorre o evento.
A criação de uma residência universitária na cidade velha e a organização de ações conjuntas de limpeza - em terra e na ria - são iniciativas que a associação quer concretizar para unir os estudantes a Faro.
A ação de limpeza na malha urbana e outra subaquática na doca de recreio de Faro são actividades que a academia quer realizar já nos primeiros dias de outubro, assim que terminarem os festejos de receção aos novos alunos.
"Queremos que a cidade de Faro goste da universidade e que nós possamos dar também o nosso contributo para o seu desenvolvimento", resumiu o presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUAlg), Guilherme Portada.
Segundo o dirigente académico, existem edifícios abandonados no coração da cidade que podiam ser recuperados e dar lugar a novas residências universitárias, proposta que parece ser do agrado dos serviços sociais da universidade, diz.
A maioria das residências em Faro estão localizadas junto aos polos de Gambelas, fora da cidade, e Penha, na periferia. in Observatório do Algarve

Bloco promove sessão pública sobre «Reabilitação Urbana» da cidade de Faro


Carmo
«Faro, melhor Cidade para viver» é o tema da sessão pública sobre reabilitação urbana, que o Bloco de Esquerda promove no dia 1 de Outubro, às 21h30, no Clube Farense, na Rua de Santo António, em Faro.
A iniciativa terá a participação de Rita Calvário, deputada do BE e autora da proposta de lei apresentada na Assembleia da República sobre recuperação urbana.

O deputado municipal de Faro pelo BE José Moreira e o arquiteto paisagista Fernando Pessoa compõem o painel de oradores. A deputada bloquista Cecília Honório, eleita pelo Algarve, encerrará a sessão.

«Reabilitação urbana: uma ação necessária e urgente» é mote inicial para a conversa em volta do êxodo urbano para a periferia da cidade: «Estamos a construir uma cidade oca, onde o automóvel se torna indispensável para viver. Faro tem vindo a alargar e a crescer para o exterior, ocupando o solo rico da Campina de Faro, enquanto o seu interior envelhece e morre», salientam os promotores.

O Bloco de Esquerda afirma defender «a recuperação urbana dos centros das cidades, contribuindo para o desenvolvimento harmonioso e sustentável entre residentes e comércio local, ao mesmo tempo que promove o emprego e o desenvolvimento económico da região».

Em paralelo a esta iniciativa, mas com uma dinâmica própria, foi lançado o site «A ruína de Faro», que tem por objetivo inventariar casas e edifícios, devolutos e degradados da cidade de Faro.

O blogue apela à participação dos cidadãos farenses, através do envio de fotos e vídeos georreferenciados com a localização do imóvel e uma breve descrição.

É ainda sugerido o envio de ideias para uso e destino dos imóveis degradados, «pois só a contribuição de todas e todos poderemos recuperar as ruínas da nossa cidade», remata o propósito do site.





Quem atira logo pedras à iniciativa do BE, ou está cego, ou vive na ignorância ou é claramente tendencioso.

Na verdade, este é um tema que está na ordem do dia.

É pertinente e muito mais importante do que muita gente julga.

Portugal, neste dominio, ainda está a dar os primeiros passos. Na Europa a questão é central e assume grande importancia, estando muito mais avançada. Lá, a construção de novas habitações é fortemente restringida em cidades onde existam casas devolutas e por recuperar.

Penso que portugal pode aprender muito com o exemplo de outros paises europeus.

A recente solução encontrada pela CM de Lisboa, de dar créditos de licenças para construção em novas zonas de Lisboa a quem recuperar imoveis no centro, que poderão ainda ser trocados ou vendidos, pode ser uma via a seguir com sucesso.

Ainda esta semana, na edição do Expresso, especialistas revelavam que existem, em Portugal mais de 1 milhão de casas devolutas, que se forem avaliadas, em termos médios, por cem mil euros cada, significa que Portugal tem empatado a quantia astronómica de 100 mil milhões de euros em casas vazias (que daria para construir 33 novos aeroportos de Lisboa), que devidamente recuperadas e revaloriazadas, poderão potenciar a economia das cidades e do país.

Concluem ainda, que esta situação chegou a um ponto insustentável e a um paradigma, sendo reflexo dos excessos de construção nas decadas de 80 e 90.

Mas, também está aqui um produto económico por explorar e rentabilizar.
P. Gordinho

Visita às obras e equipamentos em curso no concelho de Faro.




Sede do Moto Clube de Faro em obra.

Visita às obras e equipamentos em curso no Concelho.

Realizou-se dia 25 de Setembro mais uma visita às obras em curso no concelho de Faro, com a presença do Presidente da autarquia Eng. Macário Correia.
A 1ª paragem ocorreu na Escola Secundária Tomás Cabreira. Este projecto inserido no Programa de Modernização das Escolas do Ensino Secundário está a cargo da Parque Escolar EPE, sendo o Arq. Victor Manuel Teigão o responsável. O objectivo do projecto é adequá-lo a um conjunto de novas exigências e à correcção de problemas existentes:
reforço anti-sísmico, reparação e/ou substituição parcial de redes de águas, esgotos, electricidade, telecomunicações, etc; melhoria das redes informáticas; melhoria das condições de segurança e acessibilidade; preservação da integridade arquitectónica do conjunto edificado; reposição da eficácia ambiental.
O edifício principal encontra-se de um modo geral em situação aceitável, mas não responde às actuais necessidades e regulamentos. Os restantes edifícios (oficinas, ginásio e refeitório) serão demolidos para dar lugar a blocos de três pisos visando responder às necessidades do presente e do futuro.
O início das obras está previsto para Dezembro. Duração da
intervenção: 18 meses.

A seguir rumou-se até à nova sede do Moto Clube de Faro, já com os blocos estruturais do edifício em adiantado estado de construção. Esta nova sede vai proporcionar a instalação de uma infra-estrutura de suporte às actividades e objectivos sociais do MCF, bem como o fomento do turismo e intercâmbio cultural associado à função do motociclismo.
O edifício é constituído por uma cave e dois pisos e um anexo constituído por garagens. Em termos arquitectónicos o edifício evoca a construção tradicional local, com referência às formas brancas ortogonais, remates e mirantes." O edifício em construção resulta de uma grande reformulação a cargo do Arq. Miguel Caetano ao projecto inicialmente aprovado"

Próxima paragem: sítio da Lejana, nos arredores de Faro, onde será construído um Lar Residencial e um Centro de Actividades Ocupacionais sob a tutela da Associação Algarvia de Pais e Amigos de Crianças Diminuídas Mentais. O terreno foi cedido pela Câmara Municipal de Faro, para a implementação deste equipamento de solidariedade social.
O edifício contará com dois pisos:
O piso térreo servirá o CAO, com quatro salas de actividades para 30 clientes. O piso superior servirá o lar residencial, com quatro quartos individuais e dez quartos duplos, para 24 clientes.
A obra está em fase de projecto.

Próxima paragem: Patacão
Projecto de um parque polidesportivo inserido na área residencial.

Terá 660 m2 de área e será dotado de equipamentos desportivos de uso colectivo tais como mini-basquete, andebol e futebol de salão. A zona de permanência e convívio terá cerca de 200 m2 de área livre para a prática de outras actividades ao ar livre.
As obras estão previstas para serem iniciadas em Outubro e terminadas em Junho.

Paragem seguinte: Conceição de Faro
Trata-se de um projecto implementado na antiga escola primária que visa acolher um "Centro de Dia", com capacidade para 60 utentes, prestando paralelamente um serviço de apoio domiciliário a 40 utentes.
O projecto de intervenção pretende manter as características do antigo edifício a nível do "casco". Os novos espaços projectar-se-ão para trás sob a forma de três corpos intervalados com pátios exteriores, cada um com a sua função. Também está contemplado uma área exterior considerável, destinada a actividades ao ar livre e também para a organização de bailes.
A obra está em fase de projecto.

Última paragem: Antiga Escola da Arjona
A escola, já abandonada há algum tempo, foi entregue pelo Município de Faro ao Clube de Caça e Pesca Amigos da Alcaria Cova, no intuito de apoiar e promover os movimentos associativos sem fins lucrativos, importantes pilares na socialização das populações. O contrato foi celebrado a 3 de Agosto de 2010. Nesta paragem na escola procedeu-se à entrega simbólica das chaves ao clube.

ADF

esclarecimento:

Desde já peço desculpa pela maçada, mas impõe-se um esclarecimento.
Gostaria de expor alguns pontos quanto às alterações introduzidas ao projecto inicial, a bem da grande estima que tenho para com o Arq. Vivaldo Luís, de quem sou amigo pessoal.
O projecto inicialmente licenciado para a Nova Sede Social do Moto Clube de Faro foi da autoria do Arq. Vivaldo Luís, em estreita colaboração com o Motoclube de Faro e alguns dos seus ilustres membros e após um longo período experimental com vários esboços conhecidospara encontrar um programa funcional adequado à nova Sede.

Às páginas tantas conheci o Vivaldo, fizemos alguns trabalhos em conjunto e, do Moto Clube de Faro chegou a vontade e o convite para reformular a proposta licenciada. O meu amigo Vivaldo, por razões várias que levaram à sua falta de disponibilidade, "passou a bola" e desenvolvi as alterações que se conhecem.
Alterou-se:
- A "torre" principal que era inicialmente um bloco transparente revestido a vidro agrafado com uma escada metálica ao centro, passando a algo mais encerrado com um sistema de circulação periférico, espacialmente relacionado com o mezzanine do 1º Andar, abrindo ainda uma grande clarabóia no topo mesma;
- A localização da entrada principal que se voltava para a urbanização contígua a Poente passou a voltar-se para a Avenida Cidade de Hayward.
- Alguma compartimentação no piso térreo;
- O desenho, a quantidade e a localização de todos os vãos do edifício;
- A forma e o sistema construtivo da cobertura da sala principal que por motivos estéticos passou de uma estrutura metálica para uma treliça de vigamento de madeira;
- A pala de sombreamento do pátio; A forma da varanda voltada para a BP; Os alçados das garagens anexas;
- Na periferia do Nascente-Sul do pátio exterior criou-se um banco continuo associado a uma enorme floreira a todo aquele perímetro;
- cerca de 40% dos arranjos exteriores envolventes ao edifício, aumentando a área verde voltada à Av. Cidade de Hayward;
- A escada exterior de acesso entre a Av. Cidade de Hayward e o piso térro, que por sua vez levou à reestruturação da compartimentação interior em cave, que também ampliou a sala polivalente principal e passou a integrar mais salas polivalentes e arrumos;
- Finalmente alterou-se a linguagem formal do edifício, ao nível dos materiais utilizados, estereotomia, cores etc.

De facto da intervenção do meu amigo Vivaldo mantém-se muito. A base está toda lá. Da proposta inicial mantém-se a volumetria com ligeiras excepções, a implantação, muita da compartimentação interior, a lógica de funcionamento e o ex-libris da proposta inicial: o escape gigante . Todos sabemos disso. A minha intervenção foi mais um contributo, espero que positivo.

Um abraço a todos aqueles que, além do Vivaldo, também contribuíram para o projecto da Nova Sede Social do Moto Clube de Faro.

Miguel Caetano

Propaganda do Leal!


Reparei neste placard na EN125 ao chegar a Olhão.
A Câmara de Olhão que se queixa de falta de dinheiro foi gastar algum a mostrar o orgulho que tem em a Ria Formosa ter sido eleita "Maravilha Natural de Portugal", ainda bem que foi eleita, mas agora há que trabalhar muito para manter este estatuto.
As descargas das ETARs e outros esgotos para a Ria e todos os outros atropelos que esta dita "Zona Protegida" tem sido alvo e mesmo assim foi eleita, ou anda tudo a dormir, a concorrência era muito pouco atractiva ou alguém gastou muito dinheiro (quase de certeza pago por nós contribuintes) em chamadas de valor acrescentado!
Pólis, ARH, Municipios e as outras milhentas entidades papa-tachos que têm responsabilidades sobre a Ria Formosa, se até agora pouco fizeram, agora façam algo que se veja em prol da Ria Formosa, pois a paciência da natureza tem limites...MR

Juca & Zeca


Domingo, Setembro 26, 2010

"O Estranho Caso das Piscinas Municipais de Faro"



Algo de muito sério e grave se passa actualmente nas Piscinas Municipais de Faro. Situação a que muitos farenses não utilizadores desta infra-estrutura poderão estar alheios, mas que para as centenas de utilizadores regulares está a passar a barreira do compreensível e do aceitável.
A situação actual é que neste momento as piscinas estão encerradas, quando por todo o Algarve, as piscinas municipais das diferentes câmaras já se encontram em pleno funcionamento. E as explicações dadas são parcas em fundamento, sendo apenas referido que estão a decorrer obras de requalificação.

Mas façamos então um pequeno retrocesso no tempo e analisemos as coisas, de acordo com as informações que pude obter junto das piscinas, pois outros problemas se identificam na actual gestão de uma infra-estrutura que deveria servir a população ao longo do ano.

As piscinas (interiores e exteriores) no mês de Julho estiveram em funcionamento, sendo que nesse mês já não houve quaisquer aulas e as piscinas exteriores apenas funcionavam a partir das 15:30h!!! Sim, leram bem e não é um qualquer erro de escrita, um espaço que poderia servir como alternativa à praia, principalmente para muitas crianças que se encontram de férias ou para quem não tem disponibilidade de se deslocar à praia, apenas pode beneficiar das mesmas a partir das 15:30h. Justificações para este facto, não pude apurar, mas gostaria muito de saber.

No mês de Agosto, as piscinas interiores fecharam ao público e manteve-se o horário das piscinas exteriores!

Chegamos então a Setembro, e qual é o meu espanto quando chego um dia ás piscinas com a minha filha para praticar um pouco de natação e inscreve-la numa turma e sou informado que as piscinas interiores estão encerradas para obras, e que provavelmente só estarão abertas a partir de Outubro!!!

A minha questão é se durante o mês de Agosto, em que as piscinas estiveram encerradas não poderiam ter realizado essas obras?!?! Faz algum sentido que todos os que estão inscritos nas diferentes turmas e classes, estejam 3 meses (Julho, Agosto e Setembro) sem acesso à prática da natação e outras modalidades aquáticas que estão disponíveis?!
Sempre aprendi que devo sempre ouvir as explicações, antes de tirar conclusões, dai que após não as conseguir junto das piscinas, lanço aqui o repto para que alguém me explique os porquês desta situação e o que realmente pretendem de uma infra-estrutura, que segundo li recentemente e pelas palavras do Srº Presidente da Câmara, tem um prejuízo anual de 500.000€?! Ou o plano do actual executivo para combater esse deficit passa mesmo por manter as piscinas encerradas o maior tempo possível?!

Ass: LG

Portugal tem um milhão de casas devolutas e 300 000 casas novas por vender.


ruina em Faro.
Sector da construção está em crise, por isso é vital apostar na reabilitação urbana. A solução passa também por criar mais oferta de arrendamento que permita a ocupação de fogos devolutos e degradados. mais aqui

Faro - as nossas gentes. O Sr.Gago.


O funeral a que a foto diz respeito,é do Zé Tó Alves,antigo jogador do Farense,que faleceu num acidente de viação.era filho do Zé Alves antigo dirigente do Farense,que se encontra nessa foto do lado esquerdo ao fundo.O Pai Zé Alves faleceu este ano no mês de Junho.Ao meio da foto Sr.Gago, comerciante e sócio nº1 do Farense durante largos anos.

Só hoje tive a oportunidade de voltar a ver o vosso site e não pude deixar de sentir uma enorme tristeza, mas ao mesmo tempo um grande orgulho em ter conhecido o sr.Gago que realmente se encontra na fotografia que V.Exias. incluem. Ele na altura (1970) era meu cliente e a quem eu (Inspector de Vendas de uma firma inglesa de V.N.de Gaia) servi com orgulho. Aliás devo dizer que, com poucas honrosas excepções, a maioria dos algarvios com quem tive a honra de privar sempre foram pessoas que muito me ajudaram, respeitaram e a quem sempre fiquei muito grato.
Tenho muita pena que esse Algarve tenha desaparecido da realidade, mas acho que continuará sempre vivo na memória de todos os que o conheceram e amaram tal como Cesar dos Santos, outro filho dessa terra, tão bem descreveu no seu livro “Terra Morena – Algarve do sonho e da realidade”, editado em Agosto de 1965.
Eu acho que ser algarvio não é só o que teve a sorte de ter nascido nessa terra, mas todos os outros que aí encontraram uma realidade e uma maneira de transformar os sonhos em concretizações apreciando o que as gentes e as terras têm de melhor.

Com os meus melhores cumprimentos,

António M. Graça

Sábado, Setembro 25, 2010

«Churchill - The Musical» tem estreia mundial marcada para 1 de Outubro em Lagoa



O Auditório Municipal de Lagoa prepara-se para receber, no dia 1 de Outubro, «Churchill – The Musical», o primeiro grande espetáculo ao estilo do que melhor se faz na Broadway a estrear-se mundialmente em Portugal.
Escrita por Derek Ash e Trevor Holman, esta peça foi totalmente pensada e produzida em Lagoa, no Algarve, local onde residem estes dois britânicos, resultando na execução de dezasseis músicas originais para esta peça no espaço de seis meses.

A escolha de Portugal para a estreia mundial prende-se, segundo os produtores, com o gosto especial que Winston Churchill, o célebre Primeiro Ministro britânico, tinha por este país, tendo chegado a visitá-lo algumas vezes.

O musical, cantado em inglês, vai ficar em cena entre 1 e 8 de Outubro, com espetáculos diários com um horário muito britânico e pouco apropriado aos ritmos de vida dos portugueses: 19h30.

Haverá ainda matinés, pensadas em especial para o público escolar, nos dias 3 e 6, às 15h00. Os bilhetes custam entre 25 e 35 euros e 12,5 euros para as matinés.

O diretor artístico de «Churchill - The Musical» é Ray Jeffery, vencedor do prestigiado «Waterford Trophy» pelo número recorde de 26 vezes e detentor de um percurso inigualável no mundo do teatro musical.

Ray dirigiu já mais de 1700 produções musicais, incluindo «Billy Elliot», «Fiddler on the Roof» e o famoso «Les Miserables».

O espetáculo conta ainda com 287 mudanças de iluminação, a cargo de Andy Chafer, um dos maiores profissionais da área da iluminação teatral do Reino Unido, e com uma sequência de dança Lindy Hop, coreografada por Ryan François, reconhecido como o melhor do mundo neste tipo de dança swing.

Esta história desenrola-se no período específico da vida de Winston Churchill que se inicia com o seu casamento com Clemmie, o amor da sua vida, e termina na altura em que o protagonista abandona a vida pública.

Durante este período dá-se a II Guerra Mundial e serão por isso representados momentos marcantes dessa época como, por exemplo, o momento em que Anne Frank esconde nazis no seu sótão, Amesterdão.

Alguns dos mais conhecidos discursos do protagonista, estão igualmente incluídos em «Churchill - The Musical», servindo também de inspiração para algumas das músicas desta encenação, bem como as suas célebres e bem-humoradas frases que ficarão para sempre na história.

A encenação conta com a participação em palco de 50 atores, cantores e bailarinos e com uma equipa de produção de 25 elementos.

Depois de Lagoa, «Churchill – The Musical» vai estar em tournée pelo Reino Unido e, mais tarde, o objetivo passa por realizar um espetáculo totalmente em português, em Lisboa.

«Churchill – The Musical» integra o programa «Allgarve’10» e é um dos mais de 90 eventos que se realizam entre Fevereiro e Novembro.


Informações:
Espetáculos de 1 (estreia mundial) a 8 de Outubro. Nos dias 3 e 6 há matinés para as escolas
Horário: 19h30 (espetáculos diários); 15h00 (matinés)
Local: Auditório Municipal de Lagoa
Preços: 35 € (estreia); 25 € (dias normais); 30 € (espetáculo de encerramento); 12,50 € (matinés)

Recomeço!


«No seu pior, o FMI não deixaria de pôr as finanças em ordem, ou a caminho de uma certa ordem, façanha de que, por razões de oportunismo, os nossos partidos não são obviamente capazes. Mas talvez fizesse mais. Talvez convencesse o eleitorado da irremediável irresponsabilidade do regime e dos políticos que hoje o exploram e conduzem. Não acredito que, a seguir ao sarilho em que nos meteram e à cura brutal de uma intervenção estrangeira, os portugueses continuassem a votar imperturbavelmente no desastroso sr. Sócrates ou no sr. Passos Coelho e na tropa-fandanga que os segue e aplaude. Há limites, mesmo para a tradicional mansidão indígena. Com alguma sorte, uma boa vassourada permitiria um recomeço. E nós precisamos de um recomeço.»

Vasco Pulido Valente, Público

Estudantes de Faro cancelam luto académico após acordo com Câmara sobre festa do caloiro

A Câmara de Faro autorizou a Associação Académica do Algarve a fazer a 01 de outubro uma das festas da receção ao caloiro no centro da cidade e até às 05:00, pelo que os estudantes desistiram dos dois dias de "luto académico" anunciados esta semana.

O presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUALg), Guilherme Portada, explicou à agência Lusa que esteve hoje à tarde reunido com o presidente da Câmara de Faro, a quem entregou “548 assinaturas de residentes em Faro e de estudantes universitários” a pedir que a tradicional Alcoolização dos Perus fosse feita dentro da cidade.

Conseguimos chegar a um entendimento com o autarca. É uma vitória para a cidade de Faro e para os estudantes universitários e por isso a Associação Académica já não vê necessidade de fazer dois dias de luto académico”, disse Guilherme Portada.

Segundo o presidente da AAUALg, o principal receio da academia relacionava-se com o facto de os estudantes universitários terem de pegar em automóveis para realizar fora da cidade a Alcoolização dos Perus. Contudo, com o entendimento conseguido com a autarquia os estudantes não vão precisar de conduzir, acrescentou Guilherme Portada.

Os dois dias de luto académico anunciado esta semana pela AAUALg vão ser agora substituídos por outras atividades “mais simpáticas” a decidir na Assembleia Magna agendada para segunda feira, às 18:00, no Auditório da Escola Superior de Hotelaria e Turismo.

Na quarta feira passada, cerca de dois mil estudantes da Universidade do Algarve concentraram-se à frente da Câmara de Faro para pedir ao presidente autarquia que reavaliasse a decisão de reduzir os horários de abertura do recinto em que decorrerá a festa de receção aos novos alunos.

Nesse mesmo dia, o presidente da Associação Académica convocou uma Assembleia Magna para votar dois dias de luto académico como protesto.

Na quarta feira, em comunicado de imprensa, a AAUALg acusou a Câmara de Faro de tratar os estudantes da cidade como “bandidos” e de “esmagar” a receção aos novos alunos por impor horários restritivos à Festa do Caloiro.

in Região Sul


Caro Presidente da CMF,

Votei em si, e concordo com a maioria das atitudes que tem tomado.

Gostaria no entanto, de manifestar a minha profunda decepção pela falta de firmeza que demonstrou perante esta situação.

Voltar atrás numa decisão, pode ser salutar quando se verifica que realmente a primeira decisão não era a melhor. Não foi o caso!

548 assinaturas numa cidade de 50000 habitantes? E numa Universidade com quase 10000 estudantes??? É uma clara minoria! Nem os estudantes estão motivados para assinar tal petição...

Termino, manifestando mais uma vez a minha decepção com a sua falta de firmeza perante esta situação pois: em primeiro lugar cedeu "ao mal", porque o barulho e a bebedeira não devem sobrepor-se ao descanso dos residentes nem ao usufruto do espaço público por quem que passear tranquilamente; em segundo lugar porque a associação de estudantes que lhe solicitou esta alteração no horário da "festa", e em particular o seu presidente, não representam minimamente a cidade com a sua patética petição com 548 assinaturas.

Cidadão farense, Professor da UAlg, e que felizmente reside longe do parque de S. Francisco.

Praia de Faro.







Boa noite,

Hoje inesperadamente o Mar na Praia de Faro surpreendeu-nos com uma sequência de 4 Ondas de 2m, aproximadamente, que varreu a Praia desde o Paquete até ao Restaurante Zé Maria,

Com os melhores cumprimentos,

Rodolfo Oliveira (Didi)

Clube de Surf de Faro

Sexta-feira, Setembro 24, 2010

As portadas de uma situação inconveniente

O conflito criado entre a autarquia e o movimento de estudantes, em volta de uma das suas iniciativas, se tem matéria conflitual expectável - a identificada inadequação do espaço e o incómodo inadmissível para os cidadãos -, acarreta também a gravidade da despreocupação das duas partes, conhecedoras dos problemas envolventes e que deveriam ter sido resolvidos em tempo útil e com frontalidade.
A autarquia, como poder público sobre o território e os acontecimentos, depois de autorizar, ainda que de forma verbal em primeira instância, não pode dar de si a imagem de agir sobre a proximidade dos factos, alegando para a decisão as tardias preocupações sobre o bem-estar dos munícipes e as suas velhas e desrespeitadas queixas.
A confrontação pública levada à forma de manifestação, com ecos por todo o país, acabou por levar a capital algarvia a uma desnecessária exposição, em torno de um problema meramente local com culpabilidades divididas.
A população de Faro, que foi surpreendida por este mau cozinhado, embora estejam em causa os seus interesses, e aqui falamos da importância da recepção aos novos estudantes que são um factor de dinamização social e económica da cidade, tem razões para se sentir preocupada e desconfiar da natureza política deste confronto, envolvendo o executivo que legitimou para governar com isenção e primar pelo respeito de todas as instituições, respeitando as suas acções enquadradas no estrito cumprimento das leis e da análise do histórico dos impactos.
Se ao executivo autárquico, como órgão de poder, se devem assacar as principais
responsabilidades pelo extremar de posições, dando o flanco com mais uma falta de tacto (porque é ridículo dar mais uma hora de sono aos moradores, quando subsistem todos os factores de perturbação e o uso indevido do espaço), o inflamado Portada, dirigente político e associativo, filho do ex-presidente e vereador da oposição, resolveu aproveitar o titubear dos gestores camarários e a fresca mão-de-obra estudantil, para transformar o incidente numa peça dos jogos partidários que chamuscam ambos os contendores.
O problema, ainda que se refira a uma componente da vida associativa - dar largas ao espírito prazenteiro e de descontracção dos jovens estudantes -, não pertence aos problemas de fundo do ensino em Portugal e do estado de crise aguda do país, sobre os quais as academias, historicamente relevantes nas transformações sociais e políticas, têm mostrado um resfriamento de discussão e acções, com certeza explicado por um dirigismo frouxo, controlado politicamente para o desviar das suas tarefas essenciais.
A própria cidade, que enfrenta a sua crise a par da geral e cuja dimensão deste problema não mexeu em nada relevante, tem vastos temas em aberto e deficit de envolvência, onde a academia instalada deve ter a sua parte de intervenção, trazendo a sua frescura de conhecimentos e irreverência de propostas para a pressão sobre as soluções.
Finalizando, para os próximos eventos, as partes têm de se comprometer em soluções apropriadas, deixando-se de artificialismos que não ajudaram Faro.

Luis Alexandre

Quinta-feira, Setembro 23, 2010

E agora?

«Portugal manteve a sua posição relativa no mundo, e nomeadamente na Europa: continuamos no pelotão dos mais atrasados, dos mais periféricos, dos mais aflitos. Não progredimos suficientemente mais do que os outros, como precisávamos de fazer para alterar a nossa posição no conjunto dos países. E, na última década, foi mesmo o contrário que aconteceu.»


Manuel Maria Carrilho, E agora? - Por uma nova República

e mais esta:

"Mas eu queria falar do Portugal real, e não do 'Portugal Tecnológico'". Com esta frase, Bernardo Ferrão (SIC) desfez a propaganda de José Sócrates. Meus amigos, jornalismo agressivo devia ser um pleonasmo, aqui


E para acabar em beleza a frase do dia do Ministro das finanças.

Teixeira dos Santos admite medidas adicionais em 2010 e subir impostos em 2011 , aqui

A Ruína de Faro (http://aruinadefaro.blogspot.com)



A Ruína de Faro é uma iniciativa na qual são inventariadas as casas e
edifícios devolutos ou degradados da cidade de Faro. Casas e edifícios
que merecem ser recuperados e ou ter novos usos! Casas e edifícios que
devem ser demolidos para dar lugar a novas casas, a jardins ou outros
usos. Este Blog apela a participação de todas e todos as cidadãs e
cidadãos de Faro, pois só a contribuição de todas e todos poderemos
recuperar as ruínas da nossa cidade.

A Ruína de Faro foi lançado por um grupo de cidadãs e cidadãos
preocupados não só com estado de degradação de muitos dos imóveis da
cidade de Faro, mas também com o modelo de desenvolvimento urbano
desta cidade que privilegia a expansão da cidade em altura e em
terrenos com alto valor agrícola e essenciais à conservação
sustentável do território.
Ao mesmo tempo crescem as ruínas no centro da nossa cidade,
edificações com valor patrimonial elevado são deixadas ao abandono!
Muitas casas que poderiam ser colocadas no mercado de arrendamento
estão degradadas e abandonadas. Devolver estas casas ao uso é
essencial para fixar a população no centro da cidade, tornando Faro
uma cidade viva.

Apelamos ainda à participação de todos os cidadãos e cidadãs
enviando-nos fotos ou vídeos de casas ou edifícios devolutos ou
degradados para aruinadefaro@gmail.com.
O email deve conter uma foto georreferenciada, ou a localização do
imóvel, bem como uma breve descrição do mesmo.
Elementos sobre a história do imóvel, assim como ideias sobre o seu
destino seja ele a demolição, reconstrução e novos usos permanentes e
temporários são bem vindos.

Contactos:
aruinadefaro@gmail.com

ou

José Moreira
email: moreiraj@gmail.com
TLM: 965169556

ALGARVE SAUDOSISTA - Meridionalidades…Vaidades nossas ?




Por Eduardo Brazão Gonçalves

3 – A NORA

Tenham lá paciência os nossos amigos suevo-galegos de Entre-Douro-e-Minho, que tradicionalmente menosprezam estes “mâuros” do Sul, mas esta gente sempre nos legou bem preciosas utilidades.
Já referimos o almeixar e, logo de seguida, aparece-nos a nora, esse engenhoso engenho com que eles desenvolveram a agricultura de regadio nesta região e ensinaram os autóctones a fazer melhor aproveitamento dos escassos recursos hídricos locais.
O útil engenho, sucinta designação que também se lhe aplica, é constituído por um sistema articulado de rodas dentadas que, impulsionadas por uma alimária, fazem girar uma roda maior à volta da qual se deslocam os alcatruzes que elevam a água do fundo do poço. Este termo alcatruz é, obviamente, também de origem árabe (al+kadus, este de origem grega) e designa um pequeno vaso, originariamente feito de barro cozido, havendo também os metálicos. É no furo existente no seu fundo que está a marosca toda do engenhoso objecto.
Estes alcatruzes de barro são também usados na apanha do polvo. O furo aqui também tem a sua utilidade. Maroscas...!

Juca & Zeca


Quarta-feira, Setembro 22, 2010

A Frase... e o Perú!


"... No sábado, por exemplo, é noite de «Alcoolização dos Perús», uma iniciativa emblemática da Receção ao Caloiro e para a qual já está contratado um DJ de renome.

Esta festa, disse Guilherme Portada já depois de abandonar o Salão Nobre, «não vai decorrer em Faro», mas ainda não foi decidido onde se realizará. No passado, a escolha recaiu durante muitos anos na discoteca Kadoc.

A decisão de trazer para Faro a «Alcoolização dos Perús» esteve ligada a questões de segurança, nomeadamente rodoviária.
«Se houver algum acidente grave, a responsabilidade será do engenheiro Macário», disse o presidente da AAUAlg..."

mais aqui


A decisão da Câmara Municipal de Faro, personificada na figura do seu líder máximo, Macário Correia é no meu entender justificada.
O presidente da Câmara Municipal de Faro, é o presidente de todos os farenses, e desta forma não pode nem deve prejudicar largos milhares de residentes durante vários dias seguidos, em beneficio da diversão (e por vezes mais que isso...) de pouco mais de mil estudantes que ocupam por estes dias o parque de estacionamento livre situado no centro da cidade. Quando Faro, capital de distrito do Algarve, em pleno século XXI ainda não dispõe de um espaço vocacionado para este tipo de eventos, sendo ocupado um espaço nobre da cidade, há que avaliar primeiramente a dimensão e projecção do evento, para se decidir se os farenses tem que fazer sacrifícios... Ora, neste caso concreto, a Recepção ao Caloiro, no meu entender não tem uma abrangência transversal na sociedade farense, pelo que, às excepção dos participantes no evento, creio que serão poucos os farenses que não concordarão com a medida de Macário Correia.
Aliás, esta situação não se tratará mais do que uma arma de arremesso político por parte do dirigente da JS Faro, e também da Associação Académica da Universidade do Algarve, Guilherme Portada, curiosamente o filho do grande amigo de Macário Correia, o Sr. José Apolinário... Por isso se torna caricata toda esta manifestação, tendo em conta os motivos em causa, para além de se lamentarem afirmações demagogas como "Se houver algum acidente grave, a responsabilidade será do engenheiro Macário", interrogando-nos se nos outros anos, e tendo em conta que a alcoolização dos perus era na Kadoc, se algum dirigente da AAUALG foi parar à cadeia por homicídio por negligência...
Com tudo isto, creio que num evento como a Semana Académica, o regime de excepção com horários alargados para o funcionamento dos recintos é justificado tendo em conta a importância do evento, mas deverá haver bom senso das partes envolvidas, pois a imagem acaba por não ser dignificante, primeiro devido à emissão de dois pareceres diferentes e depois pela discussão do tema central...
SamM

Finalmente "Bom senso"


Posição do Bloco de Esquerda Faro sobre a receção ao caloiro!

Nota de Imprensa

O Bloco de Esquerda de Faro conhecida a noticia da realização da Receção ao Caloiro, de 18 de Setembro a 1 de Outubro, no largo de S. Francisco. (ver programa em: http://press.algarvecentral.net/?p=7453.

O Bloco de Esquerda de faro manifesta não só a sua preocupação com a perturbação que o evento irá causar no transito da cidade, mas sobretudo com mais um ataque ao direito ao descanso dos moradores desta zona, que dificilmente poderão dormir durante 10 noites.

Tendo já este assunto sido aflorado na Assembleia Municipal o Bloco de Esquerda de Faro enviou ao executivo municipal o seguinte requerimento, o passado dia 17 de Setembro.

Assunto: Pedido de Informação relativo à de Receção ao Caloiro que irá ter lugar no Largo de S. Francisco entre 18 de Setembro e 1 de Outubro?

Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Faro

Na passada reunião da Assembleia Municipal de Faro de 21 de Junho de 2010, foi o executivo da Câmara inquirido sobre a realização da Semana Académica do Algarve no Largo de S. Francisco.
Foi recordada a perturbação causada no transito da cidade de Faro pelo encerramento do seu maior parque de estacionamento e único gratuito do centro da cidade.
Mas foi sobretudo lembrado que entre o direito de uns ao divertimento e o direito de outros ao descanso, é sem dúvida prioritário defender o direito ao descanso dos habitantes de toda a área envolvente do Largo de S. Francisco.
Foi então afirmado perante a Assembleia Municipal que esta é uma situação que não iria repetir-se a bem dos cidadãos e da sua qualidade de vida.
Recentemente fomos surpreendidos pela noticia da semana da receção ao caloiro precisamente no Largo de S. Francisco.
Perante os transtornos que tal iniciativa irá causar à Cidade pergunta-se:

1) Porque razão este evento terá lugar no Largo de S. Francisco?
2) Onde se situam os lugares estacionamento alternativos?

E sobretudo:

3) A organização do evento assegura o isolamento sonoro do Largo de S. Francisco?
4) Caso não esteja assegurado o isolamento sonoro, tem a Câmara Municipal de Faro, ou a organização do evento, quartos alugados nas diferentes unidades hoteleiras do concelho para que os moradores possam dormir 10 noites com alguma tranquilidade.


José António Moreira

Eleito pelo Bloco de Esquerda à Assembleia Municipal de Faro


Faro: Mais mil estudantes fazem manifestação contra horários reduzidos na recepção ao caloiro
Mais de um milhar de estudantes da Universidade do Algarve (Ualg) realizam esta tarde uma manifestação à porta da Câmara Municipal de Faro. Vão protestar contra os horários de encerramento impostos pela Autarquia para a recepção ao caloiro.

Segundo o presidente da Associação Académica da Ualg, Guilherme Portada, os horários de funcionamento da festa foram reduzidos para um encerramento obrigatório às 2:00 horas da madrugada aos dias de semana, e às 3:00 horas na sexta-feira, bem como no último dia do evento, quinta-feira, 1 de Outubro.

Foi-nos garantido pela vereação que os horários seriam iguais ao do ano passado, com encerramento às 3:00 horas aos dias de semana, às 4:00 horas na sexta-feira, e às 6:00 horas no último dia da festa, uma quinta-feira. Agora fui notificado com estes os novos horários, o que prejudica seriamente a associação em termos financeiros, e a própria festa dos estudantes”, disse Guilherme Portada em declarações ao Região Sul.

O responsável prevê que esta tarde, por volta das 14:00 horas, cerca de “1500 estudantes” vão estar reunidos em frente à Autarquia no sentido de protestar contra os novos horários impostos.

A festa de recepção ao caloiro da Ualg decorre no Largo de São Francisco desde do passado dia 18 e até 1 de Outubro.



Semana de Recepção ao Caloiro.

A Câmara de Faro vem por este meio tornar público:

1-A Associação Académica da Universidade do Algarve requereu, com vista à realização da Semana de Recepção ao Caloiro no Largo de S. Francisco, entre 20 de Setembro e 01 de Outubro, licenças de funcionamento do recinto e de ruído. Seriam 12 dias consecutivos de ruído até às 6 horas da madrugada, 10 dos quais dias úteis. Não seria tolerável para ninguém.
2-Os serviços camarários instruíram os pedidos, o que resultou na emissão de uma licença de funcionamento de recinto e de ruído que vigoraria entre as 21h30m e as 03h00 (domingo a quinta) ou 04h00 (sexta e sábado).
3-Todavia, após a abertura do espaço e tendo em conta que os espectáculos se realizam ao ar livre, as queixas avolumaram-se pelo que se constatou a excessiva incomodidade que o ruído produzia para o descanso dos moradores das zonas circundantes. Num raio de 200 metros do recinto, para lá das centenas de moradores que aí residem, estão sediadas a Escola de Hotelaria e Turismo – com alojamento de alunos e turistas – e o Internato Casa de Sta. Isabel, entre outros.
4-Foram registados distúrbios consideráveis e a disseminação de centenas de garrafas de vidro pelas imediações do recinto, facto que pode por em causa a segurança de pessoas e bens.
5-Decidiu-se, por conseguinte, após ponderação aturada dos interesses conflituantes em presença, encurtar a licença de ruído para o período entre as 21h30m e as 02h00 (domingo a quinta) ou 03h00 (sexta e sábado). É uma solução moderada que assegura o regular funcionamento das festividades académicas e ameniza os constrangimentos para os residentes.


O vale tudo no Algarve do betão.



Câmara de Portimão aprova quase o dobro da construção depois de o terreno mudar de proprietário.

A Câmara de Portimão aprovou em Março a construção de um bloco de habitação com uma área de pavimento superior em 83 por cento à que viabilizara em 2002 para o mesmo local, mas para outro dono. O terreno onde o projecto vai ser erguido situa-se na estrada que liga a cidade à Praia da Rocha e foi comprado em 2004 pelo grupo imobiliário e hoteleiro RR. Entre os administradores e proprietários deste grupo encontra-se Fernando Rocha, o presidente do Portimonense que foi vice-presidente da câmara local em 2002 e 2003, eleito pelo PS.

Meses depois de adquirirem os 10.250 m2 onde funcionou durante décadas a fábrica de conservas Facho, por cima da marina e das ruínas classificadas do Convento de São Francisco, os anteriores proprietários apresentaram, em 2002, uma proposta de urbanização para toda a parcela. Considerando que ela se encontrava numa zona de expansão urbana, a câmara viabilizou, ainda em 2002, a construção de quatro edifícios de apartamentos, com 2640 m2 numa primeira fase, do lado da Praia da Rocha, e de mais quatro edifícios, com 2485 m2 numa segunda fase, na parte restante.
mais aqui

Reabilitação - um lado da questão. O Comentário


Quando se fala em autarquia deve-se falar sempre em primeiro lugar no senhorio.
Aí sim está o busílis da questão.
Como diz o artigo 89º e 90º do Decreto lei nº555/99.
A solução esbarra num estranhado de legislação.
Por outro lado porque a autarquia só pode intervir em caso de ruína.
É que o prédio pode estar devoluto mas não em estado de ruína.
O ideal é que seja o proprietário do prédio a recuperá-lo, só em determinadas situações o proprietário é notificado num determinado prazo para executar as obras que ofereça ameaça de ruína e perigo para a saúde pública e para a segurança das pessoas.
Se não se concluir as referidas obras no prazo estipulado para o efeito, pode a Câmara Municipal tomas posse administrativa do imóvel para lhe dar execução imediata nos termos do dispositivo no nº 1 do artigo 91 do referido decreto.
O problema maior está nos serviços camarários para a localização e identificação dos proprietários, afim de poderem ser notificados, aí sim é o Cabo das Tormentas.
Com Gabinetes cheios de juristas e licenciados em direito o que faz falta é um departamento com capacidade de pesquisa para contactar os proprietários porque se não o melhor é esperar deitado.
Ekklesia

Terça-feira, Setembro 21, 2010

O Documentário “BALSA, MEMÓRIA FLUTUANTE”, em festival italiano.






O Documentário “BALSA, MEMÓRIA FLUTUANTE”, que estreou na RTP2 em 24 de Fevereiro passado, foi seleccionado para a 21ª edição do Festival Rassegna Internazionale del Cinema Archeologico, a decorrer em Rovereto, Itália, de 4 a 9 de Outubro próximo.

Este filme foi produzido para a RTP2, com apoios da Câmara Municipal de Tavira, da Direcção Regional da Cultura do Algarve, da CCDR do Algarve, da Junta de Freguesia da Luz de Tavira, do Aldeamento Pedras d'El-Rei, do Museu Nacional de Arqueologia e Direcção Regional da Cultura do Alentejo.

Ao Porto de Balsa chegavam barcos e mercadorias dos mundos distantes de Roma, Cádiz, de Leptis Magna, de Thamusida, de Lixus e de Cartenna. As suas ruínas, soterradas há mais de mil e quinhentos anos, esperam para revelar uma das cidades mais vivas do Mediterrâneo ocidental.

Ficha Técnica :
Guião, Realização e Montagem: José Manuel de S. Lopes
Produção: Gerardo Fernandes/ Disfarce, Produção de Audiovisual
Produção Executiva: José Manuel de S. Lopes
Direcção de Produção: Clara Ferrão
Fotografia e Câmara: Eberhard Schedl
Assistente de realização e som: Rossana Torres

ALGARVE FILM COMMISSION

Cuba, a revolução traída

Isolado e desmascarado, o regime opressor de Cuba, que a par da China são as últimas expressões do capitalismo de Estado, não consegue esconder mais as misérias que produziu.
Depois de derrubar a ditadura de Fulgêncio Baptista, que transformara a ilha caribenha num arraial permanente para o gozo dos norte-americanos em particular, explorando em condições indignas uma população esfomeada, os guerrilheiros vitoriosos de Fidel de Castro, tornaram-se em políticos escravos das políticas social-imperialistas da ex-União Soviética, tornando a ilha num porta-aviões ao serviço do expansionismo estrangeiro e das suas teorias económicas de capitalismo de Estado, isolando ainda mais a ilha do respeito e apoios das nações não-alinhadas.
O revisionismo soviético, cujas ajudas dirigidas a Cuba não se fizeram no respeito por uma nação livre e independente, cobrava decisões e posicionamentos no complexo tabuleiro geo-estratégico mundial, que levaram à corrupção e degenerescência regimental, provocando a desconfiança política e a incapacidade negocial de investimentos e trocas comerciais justas.
Os protelados anúncios de implosão do modelo económico enxertado e os despedimentos de funcionários que não têm outros meios de subsistência, por falta de solvência e por incapacidade de criar soluções, feitos pelos dirigentes oportunistas do regime cubano, são o passo para justificar uma nova mudança para a sua sobrevivência e que passarão, necessariamente, por uma linha de actuação próxima do regime chinês, de deixar explorar o seu povo pelos capitais internacionais, de que resultarão mais Tienanmen e protestos internacionais para orelhas moucas.
Os escribas de todo o mundo glorificaram a queda de Fidel, confundindo-a como a derrota do socialismo, como se esta não fosse uma realidade construída nas consciências políticas da imensa maioria dos cubanos que, como qualquer povo, percebem onde termina o espaço que se transformou em tirania e se prepara o novo caminho da liberdade.
Em Portugal, o incansável Vasco Pulido Valente, na habitual hipocrisia intelectual de direita, anuncia a morte de Fidel de Castro e a ascensão do capitalismo, sem pronunciar uma palavra sobre a podridão do regime derrubado pela revolução popular de há sessenta anos e do que se está preparando.
Este historiador emparcelado, fala até das mortes e das prisões provocadas por Fidel e referir-se-á às posteriores à revolução, como se as de Fulgêncio e de outros tiranos do capitalismo, onde se incluem muitos dos dirigentes políticos do pós-guerra, não tivessem a mesma origem oportunista e de limpeza dos adversários.
No mesmo plano, a China do presidente Mao, odiada pelos capitalistas e que reviu as suas teorias socialistas e se tornou capitalista e pátria de fortunas ocidentais que deslocalizaram tecnologias e elevados meios financeiros para exploração livre de uma mão-de-obra abundante e indefesa, não merecem mais do que sorrisos escritos e protestos inóquos.
O regime cubano vai caindo apodrecido pela sua base capitalista e isolamento do Estado, num jogo de paciência dos EUA e aliados que sabiam ser perigoso na área o jogo das armas, embora num dos cantos da ilha - Guantánamo -, tenham praticado um dos mais recentes e denunciados episódios de violação dos Direitos do Homem mas, não caem as aspirações de justiça pelo valor do trabalho, comum a todos os povos.
Se Fidel se deixou vencer e é uma página da História que julgam voltada, Cuba é um país com grande sede de liberdade e esperança.

Luis Alexandre

Segunda-feira, Setembro 20, 2010

A calçada portuguesa na Baixa farense




De ex-líbris para vergonha dos farenses.
Estado actual (desde meados de Agosto, em que se encontra
a famosa calçada na Rua de Santo António.)

Quem já viajou pelo mundo constata que a calçada portuguesa é um exclusivo do nosso país. À excepção de uns poucos exemplares no Brasil e nos países lusófonos, só em Portugal é que ela se estende revestindo todos os passeios das cidades.
É, sem dúvida, um exclusivo valioso que representa um factor identitário marcante.
Já por várias vezes ouvi confissões de turistas surpreendidos e agradados por este tipo de pavimentação de cunho artesanal e artístico.
Em todos os outros países os pavimentos são de cimento, de alcatrão ou de lajes pré-moldadas. Em algumas zonas históricas são em calçada grossa ou em lajes de pedras.
Este tipo de revestimento surgiu em Lisboa em meados do séc. XIX, tendo rapidamente se espalhado por todo o país e colónias, com padrões decorativos cada vez mais complexos e sofisticados.
Em Faro a primeira calçada construída foi no jardim Manuel Bivar, no início do séc. XX. A autoria do desenho coube ao ilustre pintor e pedagogo farense Carlos Augusto Lister Franco.
Este artista também criou a escola de artes de Faro Pedro Nunes, onde se formaram os canteiros que esculpiram as fachadas do café Aliança, do Banco de Portugal e de outros edifícios nobres da cidade.

Há cerca de 40 anos a rua de Santo António foi empedrada com um revestimento de extrema riqueza e complexidade e que se tornou num dos ex-líbris da cidade.
A rua de Santo António é, sem dúvida, a artéria mais emblemática da cidade. É lá que se concentra o reduto mais forte do comércio tradicional e, pese embora a desertificação do centro da cidade e a emergência dos centros comerciais, ainda continua a ser a rua mais movimentada da cidade, quer por transeuntes nacionais quer por estrangeiros.
Infelizmente esta artéria tem sido muito maltratada nos últimos anos.
A demolição do edifício apalaçado do BNU é o símbolo maior dessa política de destruição que tem varrido a cidade. Mas não é caso único.
No mesmo lado da rua, o edifício onde funcionou o banco Pinto e Sotto Mayor e o edifício ao lado da Gardi são mais duas aberrações que se ergueram sobre os escombros de dois belos edifícios. Por último, temos o prédio no fim da rua, cuja volumetria e estilo não deveriam para ali ser chamados.

Não quero também deixar de referir o estado de degradação e de abandono de parte considerável das fachadas dos edifícios ao nível do 1º andar. Trata-se de edifícios com assinalável valor arquitectónico de que destaco os importantes trabalhos em ferro forjado nos gradeamentos das janelas de sacada (exemplares do séc. XVII e XVIII de prumos verticais com forro interior de reixas ; e do séc. XIX com gradeamentos característicos bastante trabalhados); os vários exemplares de portas de madeira com almofadas e grelhas trabalhadas em ferro fundido e as janelas em madeira com caixilho de duas folhas, com ou sem bandeira; as molduras em pedra, cujas configurações variam em função do século de construção e de influências orientalistas e em que sobressaiem as riquíssimas molduras na setecentista casa das Açafatas ao nº 35; os duplos beirados, as platibandas, os medalhões, as cornijas e as pilastras, elementos típicos da arquitectura tradicional, que caracterizam os edifícios marcando a sua individualidade, mas dando-lhes simultaneamente unidade e conjunto.
Não admira, pois, que os turistas que passam pela rua de Santo António se detenham mais tempo a observar e a fotografar o 1º andar dos edifícios do que o R/c.
Bom, mas voltemos à calçada portuguesa.
É evidente que não passou despercebido a nenhum farense, mesmo aqueles pouco observadores ou de sentidos mais embotados, a readaptação arquitectónica do edifício que sepultou o antigo palacete do BNU.
Apetecia dizer pior a emenda que o soneto!
O "novo" edifício que lá surgiu, de estilo arquitectónico indefinível, parecendo mais um pombal em ponto grande e ostentando rutilante tonalidade amarelo canário, esteve cercado por tapumes durante as obras, que desmantelaram uma área em volta de calçada portuguesa.
Depois de levantados os tapumes procedeu-se à reconstituição da calçada.
Convido todos os leitores a passarem pelo sítio para verificarem pessoalmente a qualidade do trabalho efectuado.
- Uma bandalhice, o trabalho efectuado!
As pedras brancas são de um creme sujo; as pedras de outras cores estão degradadas e acinzentadas; nos padrões desenhados as pedras com cores estão aldrabadas; há um desnível acentuado relativamente ao pavimento que não foi mexido, para lá de ondulações na zona intervencionada; as pedras estão mal calcetadas e estão a soltar-se, revelando um trabalho efectuado por pessoas não qualificadas quando este trabalho exige especialização.
Exorto os cidadãos de Faro para manifestarem a sua indignação no sentido de pressionarem as autoridades para se resolver de vez o problema (já houve várias queixas sem qualquer resultado visível), já que se trata de uma situação tão deplorável quanto caricata.
Já se percebeu que as questões do património são primordiais em função dos novos desafios que se avizinham e de uma nova mentalidade emergente. Não podemos mais pactuar com aquilo que continuadamente tem acontecido em Faro e no Algarve, e que se traduz por um completo alheamento e incúria relativamente aos valores da nossa História e do nosso património.
Os mestres calceteiros que, esforçada e meticulosamente construíram este ex-líbris de Faro, não merecem o borrão que neste momento conspurca a sua obra de arte.

Fernando Silva Grade

Formação de uma Comissão de Utentes da Via do Infante (A22)


Um grupo de cidadãos oriundos de várias localidades do Algarve vai levar a efeito uma assembleia para a constituição de uma Comissão de Utentes da Via do Infante (A22), com o objectivo de lutar contra a injustas e inaceitáveis portagens que o governo quer introduzir nesta via. Desta assembleia irão sair propostas para a luta imediata contra a introdução das referidas portagens.
A assembleia irá ter lugar na próxima segunda-feira, dia 20 de Setembro, pelas 18 horas, no edifício-sede da Assembleia Municipal de Loulé (situado frente à Câmara de Loulé, no edifício Engº Duarte Pacheco).
Desde já se convida toda a comunicação social a estar presente na referida assembleia.
Com os nossos cumprimentos.

O Grupo Promotor – Pró-Comissão de Utentes da Via do Infante (A22)

Telef. para contacto: 91 817 83 29 e 96 516 22 23

Reabilitar é Preciso.



O estado a que algumas ruas de Faro chegaram é confrangedor. A degradação de certos edifícios é enorme e em alguns casos irreversível. Existem ruas, que desde que tenho memoria (já vai para mais de 35 anos) da minha existência, que o único investimento municipal feito, foi na iluminação pública. São os casos das ruas da zona ribeirinha, curiosamente ruas muito utilizadas por visitantes, locais e por empresas, bares e restauração.
E já que nem a autarquia, nem alguns dos proprietários reabilitam, são os próprios donos dos bares a meteram mãos à obra (o que até se compreende porque são os frequentadores da dos mesmos os que mais sujam muitas das paredes). Ninguém compreende porque se deixou chegar estas casas (testemunhos da historia de Faro), a este ponto, mas é urgente recuperar, antes que seja tarde.

Paulo Gordinho.