Sábado, Outubro 30, 2010

Os sobressaltos do Turismo regional

A vinda a banhos dos portugueses para o Algarve, que no aproveitamento da crise beneficiaram do excepcional boom de ofertas postas à disposição, ao entupirem em Julho e Agosto partes da região, satisfizeram o ego e a parte do bolo do Governo como atordoaram alguns críticos sediados nas estruturas económicas e sociais do sector.
A quebra acentuada da procura externa ao longo do ano e de forma agravada na estação alta, minorada pelo trabalho das low-cost, foi relegada para a penumbra dos resultados globais, quando deveria cavar a discussão das suas razões e efeitos.
Um ambiente de preocupação pairava sobre o Turismo regional para 2010 que, depois das marcas negativas da crise das cinzas impulsionou um apelo presidencial, embalado na falta de rendimentos do mercado nacional para outras paragens.
Se o Governo se ficou pelo contentamento dos seus objectivos e os insinua como pertença das partes, os intervenientes do sector, para além do elemento-tipo do alojamento, que enfrentam um ano inteiro de encargos e diminuição global de receitas, não só não concordam como se podem considerar intranquilos com a falta de ambição das políticas actuais e as de lançamento do futuro.
O recente episódio do cancelamento das operações de Inverno de dois dos mais prestigiados e velhos parceiros - a TUI e a Thomas Cook -, independentemente do desconhecimento geral se as razões de base são de conflitualidade ou desacerto de negociações e interesses, mereceram do Secretário de Estado do Turismo a despreocupada consideração de que as duas companhias de aviação low-cost a operarem no Algarve, irão assegurar 500 mil lugares nas suas linhas.
Percebido o jargão oficial, o que os agentes no terreno sentem sobre o assunto é desconfiança sobre a perda e se foram envidados todos os esforços para sanar desencontros. Lembramo-nos que no Inverno passado, em pleno mês de Dezembro, uma comitiva de 200 agentes da Thomas Cook passearam-se por Albufeira e possivelmente por outros lugares, para atestarem a capacidade de receptividade aos seus clientes.
Consumada a fuga de clientes para outros destinos e sem desprimor para os putativos 500 mil lugares que não significam 500 mil visitantes, o que a consumar-se dará uma média de 2.780/dia ao longo dos próximos 6 meses, temos de considerar a desproporção para justificar o funcionamento das estruturas de oferta a todos os níveis.
Perante mais um contratempo para a sazonalidade que nos afunda, fica a sensação de que muito ficou por planear e fazer, com o incidente a levantar de novo a polémica da organização dos hoteleiros sobre as vantagens e quem deve participar no processo da criação da central de reservas, numa ligação directa aos consumidores e aproveitando as novas ferramentas de oportunidades da internet.
Todos parecem estar de acordo com o passo (muitos anos atrasado e que deveria ter acompanhado o surgimento das low-cost), mas as rivalidades partidárias de quem controla quem e o quê, levantam as barreiras que muito têm contribuído para que o sector seja controlado à distância e não consiga desenvolver-se em permanente renovação pelo papel principal das forças locais.
Ao final de cada estação, quando a hora seria de balanço, afinação e lançamento de novas iniciativas previamente elaboradas, rebentam-nos mais bombas sobre a crise que muitos teimam em esconder, não olhando para os números do desemprego no sector, da diminuição no tempo de trabalho e dos salários bem como o aumento do incumprimento das responsabilidades sociais e financeiras das empresas.
Entre as forças do sector ainda existe perplexidade e falta de iniciativa para contornar a nocividade da primazia das disputas partidárias que funcionam como travão ao Turismo sustentado.

Luis Alexandre

A Bomba!



Desde 1984, salvo erro,que a CMF na enganosa perspectiva de compensar o Farense pela sua actividade desportiva e cultural, teve intenção de dotar o SCF de condições com vista à instalação duma Estação de Serviço/Posto de Combustivel.

Já passaram Negrão Belo, Botelheiro, Luis Coelho, Vitorino e Apolinário .Um prometeu um alvará, mas o mesmo foi entregue a uma empresa( Mobil). Outro prometeu mas no seu mandato foi aprovado um alvará a outra empresa.(Repsol) Outro prometeu, mas aprovou alvará a outra empresa.(Repsol). O mesmo doou terreno e ainda nada sabemos sobre a finalidade que lhe vai ser dada.
O outro prometeu que anularia o alvará concedido pelo presidente anterior e não cumpriu e forçou a oposição a negar a autorização de instalação dum Posto
naquele terreno. O outro virou-se para o estádio e esqueceu o combustivel, mas nem uma coisa nem outra.
E agora dá-se a machadada final propondo-se ao fim de 25 anos de promessas, que seja a CMF a vender terreno para instalação dum Posto de Combustivel.
Se existe "pudor" politico nesta Camara não enganem mais e digam claramente que querem acabar com o Clube.

O Farense foi muito usado durante estes 25 anos para alcançar outros objectivos.Penso que não serão os mesmos do actual presidente. Aguardemos.Pensei ir à assembleia do próximo dia 4 para expor esta situação, mas como só se pode falar no fim do que já estiver aprovado, então resolvi dar conhecimento da revolta interior que vou controlando.

A.Braz

Sexta-feira, Outubro 29, 2010

1030 camas para Faro - Concurso aberto


Estão abertos os concursos dos Núcleos de Desenvolvimento Turístico do concelho. As propostas deverão ser formalizadas nos próximos 90 dias. São 1030 camas para Faro.
Estão a concurso 515 camas do NDT Litoral, que compreende o perímetro territorial da freguesia do Montenegro, e mais 515 do NDT Barrocal/ Campina, que abarca as freguesias de Estói, Sta. Bárbara de Nexe e Conceição.
Os concorrentes nas suas propostas deverão promover o reforço das valências do local, a compatibilização com os valores ambientais e patrimoniais, bem como as relações com o turismo cultural da cidade e do núcleo de Estói.
Deverão também, em função da freguesia respectiva, promover diferentes produtos turísticos: na freguesia da Conceição, a relação com a Campina de Faro; em Estói, a componente cultural de Milreu e o centro histórico da aldeia; em Sta. Bárbara de Nexe, a relação com a paisagem e o quadro panorâmico existente; e na freguesia de Montenegro, a Ria Formosa, o turismo de natureza e o turismo de investigação.
A consecução dos núcleos turísticos propostos constituirá um indispensável instrumento de afirmação turística do concelho, e emerge como um vector estratégico de relançamento económico, promoção de emprego, criação de riqueza e reconversão da base económica local a um vasto horizonte de oportunidades que se avizinham.O concelho tem que se afirmar e por cobro à escassez de unidades hoteleiras aqui sediadas.
Nesta direcção, como é sabido, a Câmara visa harmonizar as assimetrias de oportunidades entre a área urbana e o espaço rural, favorecendo a implantação de unidades hoteleiras e conexas que primem pela qualidade, qualifiquem a oferta turística e originem um efeito multiplicador que se reproduza por todo o concelho.
É um passo no presente, a pensar no ordenamento territorial e nos sustentáculos estratégicos de desenvolvimento futuro que o progresso do concelho deve e vai acompanhar.
Aguardam-se, agora, as propostas de grupos empresariais que desejem concorrer apresentando projectos de investimento para as referidas zonas e que poderão consultar as peças processuais em www.cm-faro.pt ou, presencialmente, solicitar esclarecimentos aos serviços da autarquia.
Com os melhores cumprimentos.(CMF)

I competição local de Engenharia.


mais informações aqui

Henrique Venda


Bom dia a todos.
Fico revoltado quando acontece algo de grave a um jogador de futebol é logo motivo para especiais nos jornais e telejornais, a este atleta português e algarvio Henrique Venda que a representar o nosso pais em França numa prova de motocross sofreu um acidente muito grave pouco ou nada se sabe.
Como é uma "brincadeira de crianças" não e motivo para grande cobertura para o estado do piloto.
Para os interessados aqui fica este link http://www.apoiahenriquevenda.pt.vu/
Paulo C.

Eventos nos artistas - "O ludo" Sábado 30 Out. 22h30 e 9ª Semana dos Artistas




mais informações aqui

Quinta-feira, Outubro 28, 2010

Requalificação da EN125 !!


fotografia daqui
Como já há algum tempo não percorria uns bons quilómetros na 125, hoje deparei-me com algumas prostitutas em vários pontos desta dita estrada nacional. Serão estas as primeiras medidas do governo de maneira a tornar a 125 numa alternativa justa à Via do Infante?
comentário anónimo

recuando 3 anos:
Outubro de 2007
Algarve: Requalificar a EN125 será o grande projecto estruturante na próxima década.
"Consagrar o investimento ao que é considerado como uma imagem de marca do Algarve, como a EN125, que tem forte impacto no Turismo, será o grande objectivo estruturante dos investimentos neste Quadro Comunitário", disse João Faria à Agência Lusa.
resto aqui

Quarta-feira, Outubro 27, 2010

Uma missão acertada ou propaganda?

O redireccionamento do edifício da antiga Fábrica da Cerveja para um Hotel de charme é, com certeza, acreditando na noção de lucidez oficial do impacto da reincidência na propaganda barata anterior, uma ideia apropriada ao actual momento de crise que a cidade vive.
Concordo com a estrutura da ideia avançada pelo executivo, sem que tal represente qualquer apoio político.
Estratégica e estruturalmente, a deslocação do espaço para a primazia ao investimento criativo e potenciador de riqueza, nas vertentes da arquitectura, ordenamento e segurança da área e criação de emprego, são um factor de impulsionamento de uma nova imagem de cidade sustentada.
Como já escrevi no passado recente, o acordar atrasado para o Turismo, permite-nos acautelar erros e definir um conceito elevado para as iniciativas dos investidores, estabelecendo visões diferentes para o interior e exterior do perímetro da cidade velha.
Em determinado momento, os olhos de prospecção de mercados, com a presença conjugada do aeroporto, da maravilha da Ria Formosa, a preservação do espaço natural do Pontal/Ludo, um núcleo histórico consolidado, um suporte educativo e de investigação em crescente valorização, finalmente o esboço de um projecto náutico e o desenvolvimento dos conceitos de viajar, teriam de abrir-se para a lapidação deste diamante.
Os cidadãos de Faro têm consciência desta conjugação de valores e os maiores perigos vêm da falta de uma linha objectiva de definição dos seus interesses, a qual tem de ser estabelecida em suporte legal camarário, que condicione os interesses e os vícios do poder financeiro. Quem vier, sabe com o que conta!
Se o hipotético investimento anunciado tem aceitação e por implicar alienação de património municipal em tempo de crise, o negócio tem de ser transparente, feito no conhecimento geral dos termos e dentro de valores justos de mercado.
Pela localização em causa, num espaço com falhas estruturais, os custos da transferência das feiras e festas, a reconversão das instalações camarárias contíguas, a aproximação dos transportes, a iluminação e o policiamento implícito, exigem disponibilidade de organização e financeira que têm de entrar nas condições do pacote de venda.
Sendo o Museu de Arte Contemporânea uma promessa eleitoral do elenco perdedor e que rapidamente se tornou um dado adquirido no sortilégio de aspirações farenses, a sua concretização continuará a ser uma exigência que não pode estar presa a um local e a um tempo específico e limitador de outra iniciativa dinamizadora que, de forma natural, aumenta a pressão de uma forte componente cultural da cidade.
O presidente da Câmara de Faro e o seu executivo sabem que estão debaixo de muita pressão, que advém dos insucessos acumulados em anteriores mandatos, pelo que não são admissíveis mais jogos de propaganda ou de fraque e cartola.
Pelo valor acrescentado da ideia e da reafirmação do Museu, ponho-me do lado dos interesses dos meus conterrâneos, dando força para que o Município leve por diante a sua concretização, com elevado sentido público.

Luis Alexandre

Morreu Victor Passos, uma figura do Basquetebol da Cidade de Faro.



S.C. Farense - equipa vencedora de vários campeonatos do Algarve
estreia positiva no campeonato Nacional 1ª divisão - zona sul

de pé esqª para dirtª: José Carlos, Oliveira, Vinhas, Santos, Bastardinho e Castro (técnico)
em baixo: Fontainhas, Nobre, Octávio, Morais
e Passos.

O Passos morreu ontem ao fim da tarde, vítima de doença prolongada.
L.S.

Assembleia Municipal

EDITAL Nº. 06/2010
Luís Manuel Fernandes Coelho, Presidente da Assembleia Municipal de
Faro.........................................................................................................................................
Torna público que está marcada uma sessão ordinária desta Assembleia
Municipal, a realizar no dia 03/11/2010 (quarta-feira), pelas 21.30 horas, no Salão
Nobre dos Paços do Município, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1. Período Antes da Ordem do Dia.
2. Determinação das Taxas da Derrama, IMI, IRS, Direitos de Passagem e
aprovação do Orçamento para 2011 – Proposta n.º 247/2010/CM.
3. Declaração de Desequilíbrio Financeiro Estrutural – Proposta nº. 248/2010/CM.
4. Regulamento das Zonas Pedonais da Baixa de Faro – Proposta n.º 206/2010/CM.
5. Regulamento dos Trens Turísticos do Município de Faro – Proposta n.º
207/2010/CM.
6. Bolsas de Estudo – Alteração ao Regulamento – Proposta n.º 237/2010/CM.
7. Destaque de uma parcela de terreno destinada a equipamento hoteleiro e
alienação em hasta pública – Proposta n.º 219/2010/CM.
8. Destaque de uma parcela de terreno destinada a equipamento (Estação de
Serviço – Posto de Combustível) e alienação em hasta pública – Proposta n.º
246/2010/CM.
9. 2.ª Revisão ao Orçamento de 2010 – Proposta n.º 240/2010/CM.
10. Informação do Sr. Presidente da Câmara sobre a actividade municipal.
11. Período de intervenção destinado ao Público.
A.M. Faro, 25/10/2010

O Presidente da Assembleia Municipal
Luís Manuel Fernandes Coelho

OE: Governo e PSD falham negociações.


O Governo e o PSD falharam as negociações para chegar a um acordo para viabilizar o Orçamento do Estado para 2011. O PSD não decidiu qual vai ser o seu sentido de voto em relação à proposta do Executivo. Uma decisão só será anunciada esta noite. mais aqui

A Matança - de Luis M. Jorge



A matança.

“Em 1978 fui com o meu pai ao acampamento anual do MDP/CDE, no Alentejo profundo. O partido era a cheerleader dos comunistas no processo revolucionário em curso: meneava-se no relvado, içava bandeirolas, fazia parte da equipa, mas corriam gentilmente com ele no princípio dos jogos. Mais tarde formaria com o PC a Aliança Povo Unido, uma versão modesta do pacto de Varsóvia, e seria tomado, como a Checoslováquia, pelas brigadas do Cominterm.”

clicar aqui para continuar a ler.

FARO | Espaço onde ia ser erguido museu pode converter-se em hotel.




O edifício que deveria albergar um museu de arte contemporânea em Faro poderá converter-se num hotel, disse à Lusa o presidente da Câmara, que garante não haver dinheiro para erguer o museu, um projeto do anterior executivo.

O projeto do museu, a instalar na antiga fábrica da cerveja de Faro, atualmente sem qualquer utilização, foi lançado pelo socialista José Apolinário, que estava a estabelecer contactos com a Fundação Serralves, no Porto, para formalizar uma parceria.

Pouco antes de perder as eleições para Macário Correia (PSD), em 2009, Apolinário acreditava que o concurso para a obra pudesse avançar até ao final desse ano, uma vez que os projetos de especialidade e arquitetura tinham sido aprovados.

Contudo, a obra acabou por nunca sair do papel e agora “não há dinheiro” para realizá-lo, disse à Lusa o líder da autarquia, que admite vender o espaço para onde estava previsto o museu a um grupo hoteleiro.

A expetativa de José Apolinário era a de obter metade do financiamento (a obra estava orçada em quatro milhões de euros) através de fundos comunitários, mas neste momento, segundo Macário Correia, é impossível obter esse apoio.

De acordo com o atual presidente da Câmara, a antiga fábrica já foi visitada pelos grupos portugueses Vila Galé e Pestana, mas também por grupos hoteleiros internacionais, estando previstas mais visitas para os próximos dias.

Seria importante para a economia da cidade ter um hotel na zona do casco histórico central”, sublinha o autarca, que recorda já ter havido há uns anos grupos interessados em converter aquele espaço numa unidade hoteleira.

Contudo, o social democrata não descarta a hipótese de ter na cidade um espaço para expor obras de arte contemporânea e pensa usar o dinheiro da venda da antiga fábrica na requalificação do museu municipal da cidade, situado a escassos metros.

Existe um conjunto de anexos e uma área que ainda pode ser expandida no museu municipal onde pode ser integrada a vertente de arte contemporânea de forma mais simples e sem custos”, conclui.

JA/AL, In Jornal do Algarve

A par da eterna promessa do edifício do Magistério Primário para um Hotel de Charme surge agora mais esta "boa" noticia, a Vila Adentro tem futuro com habitação, hoteis, restaurantes e demais comércios que se mantenham abertos para além das 18/19 horas, espero um dia ver alguma destas promessas(com barbas) concretizadas. adf


Mais uma vez o poder económico a dominar tudo o resto.

OK. Um hotel ali dava um grande hotel de charme e Faro precisa de mais atracção. Será uma boa decisão, se o dinheiro da venda for utilizado no museu contemporaneo. Na verdade o Eng. Macário tem alguma razão: Junto ao museu municipal existem muitos anexos camarários e oficinas da CMF que poderiam ser aproveitados para expandir o museu. Tirem de lá as oficinas e o armazem de aprovisionamento da cmf e aumentem o museu. É uma boa ideia.

Também outros edificios devolutos na cidade velha poderiam ser utiliados para criar mais nucleos museologicos e hoteis de charme, transformando assim cidade velha num museu aberto e vivo, com hoteis e cultura misturados.

Faro em potencial, acreditem...
anónimo

Grande noticia. Fico triste com o que leio por aqui. Sou empresário à 20 anos e tenho criado riqueza e valor nesta região. Um hotel em faro, especialmente de um grande grupo hoteleiro é das melhores noticias para a cidade. São mais camas, vai criar dinamismo num local sombrio actualmente e posto de trabalho privados. Se contassem o numero de postos de trabalho na cidade velha que são públicos e privados garanto que 90% são públicos. Portanto vai haver trabalho, vai haver movimento, vai atrair outros grupos hoteleiros, vai dar mais trabalho aos restaurantes, às viagens na ria, às lojas da baixa. Isto tudo é mau? Chega de bota abaixo. Vamos construir Faro.
anónimo

Terça-feira, Outubro 26, 2010

Quem tem bóia?

A montagem da actual situação política, com o empenho claro de manter as ilusões no povo português de que tudo gira nos termos do próximo OE e na vontade exclusiva e obscura dos dois habituais partidos, conspurca a análise do que está em causa e revela o grau de prepotência que estes exercem sobre o país.
O concurso de ideias sobre o OE arrasta-se, com o mesmo pano de fundo - a podridão em que mergulharam o país -, estando os dois concorrentes ao exercício do poder num derramamento dos limites da dignidade, sem a farsa dos pedidos de desculpa, limando de portas fechadas as propostas para a ordem de pagamento que tem de ser cumprida.
Nos fundos perdidos de S. Bento e blindados do obscurantismo popular, amargam o plano que os tirará do sufoco da incompetência, onde o que conta são as decisões rápidas porque os patrões apertam.
Quem não queria mais impostos engole, quem não cedia chegou-se à confraternização, tudo com os olhos postos na permanente verborreia política do futuro do país, que passado o centro da tempestade não se escusam de apunhalar para as novas crises de obediências e proveitos.
Gerações de políticos, incluindo os que fizeram oposição ao anterior regime, produziram o actual contexto, repudiando o lema “orgulhosamente sós” de Salazar, substituindo-o pelo “orgulhosamente europeus”, cujos resultados insistem em peneirar a verdade de que não temos voz em qualquer matéria e que o nosso esforço por preservar a UE, vendida como salvadora, não tem correspondência nas potências mais ricas.
Potências que, para além de ordenar e comprarem a destruição das nossas forças produtivas, se surpreenderam com os seus próprios jogos financeiros, não respondendo como um todo à crise, mostrando à evidência as fragilidades construídas de cada economia e acabam de enterrar mais uma teoria europeia – a do multiculturalismo -, que serviu de capa à necessidade de mão-de-obra barata, para voltarem a adoptar em termos territoriais as exigências da segregação.
De Belém a S. Bento, passando pelo Parlamento e os afins partidários, está estabelecida a premissa de que os une compor o que descompuseram, que importam as lealdades para quem manda e fazer vingar as estruturas do regime que se pressionadas pela revolta do povo lesado, cairiam como farrapos.
Com a tragédia iminente, o capitalismo solvente, impôs a ordem das coisas - o futuro do sistema – e só depois quem tem unhas para o poder.
Entre o atoleiro de avisos, preces e apelos dos que podem ver as regalias irem ao fundo, sobressaem algumas pessoas que não se atolaram no regime, percebendo o desconcerto geral e a pouca lucidez da febre do poder, vão avisando que as consequências das soluções preconizadas se estenderão por uma década ou mais de pobreza.
Trinta e seis anos de democracia parlamentar burguesa em gestão de desperdício, com mais uma década de sacrifícios sobre promessas não fundadas, o salazarismo/marcelismo só será vencido em tempo.
A classe política portuguesa em vez de estar a combinar as novas regras da exploração, com todos os matizes parlamentares concentrados nos seus papéis, principais ou suplementares, devia estar a ser julgada pelas responsabilidades na dimensão da destruição do país.
A jornada de luta de 24 de Novembro tem de ser mais um passo histórico para esse julgamento.

Luis Alexandre

TOPONÍMICA


Caminhar pelas ruas dizem ser um exercício saudável.
Pessoalmente tenho mantido esse hábito de forma constante.
O exercício de caminhar significa estarmos em contacto com o ambiente local, sentir a brisa do vento, o sol no rosto ou os pingos de chuva.
As vezes é também inalar um pouco de fumo dos carros, tropeçar nos buracos das calçadas, ou pisar os detritos expostos.
No entanto o mais importante quando caminhamos é saber olhar, ficar atento aos acontecimentos, mas também, saber olhar as construções novas e as antigas, olhar as pessoas que vem e vão à procura de algo, talvez atrás da tal felicidade, mal sabem elas que ás vezes ela passa sorrateira bem perto de nosso ombro e não a vemos.
Mas caminhar por FARO faz-me reflectir, rememorar, e ficar feliz por participar de um progresso vivo e dinâmico, palpitante, que nos faz sentir vivos.
Caminhar por Faro é divertido quando encontro antigos moradores e amigas de infância.
Caminhar por Faro é descobrir sua história olhando as suas ruas os seus espaços, o seu progresso e crescimento.
Pensando sobre as ruas de Faro percebi que várias delas possuíram, e ainda algumas possuem, nomes desconhecidos de uma grande maioria.
Aliás, muita vezes certos nomes de ruas são decididos por políticos e usados de acordo com seus interesses.
Ninguém pergunta para ninguém sobre a sua preferência ou não.
Eles mudam e pronto!
Tudo isto a propósito da Rua Professor Franklin Marques,por mais que procure não consigo encontrar nenhuma habitação a que possa dar número de polícia.
Então e a Rua Francisco Zambujal que a única alternativa é utilizar os números das campas do cemitério.
Interessante é a Praceta” Quando Começo, A Cantar” António Aleixo, na Urbanização Os Bons Camaradas e foi pena não terem criado nova toponímica na cidade, tais como Praça “ Tu Que Tanto Prometeste” Rua “ Mentiu Com Habilidade” Av. “Sei Que Pareço Um Ladrão”, seguindo a prosa de António Aleixo.

EKKLESIA

A nova Economia


Jack Soifer
"... No «Prós e Contras» de 11 de Outubro, o velho protagonismo travou o debate de progresso; que não é crescimento. Há décadas estamos a regredir, apesar de crescer no PIB. Como muitos Prémios Nobel de economia já disseram, o PIB não mede bem-estar. Pois, quanto mais crimes e prisões, doentes e hospitais, maior é o PIB.
Aquele debate juntou três ex-presidentes, que permitiram à União Europeia impor a Portugal o que bem quis. Eles reconhecem que tomámos emprestado a mais durante décadas (com o ámen deles) e assim temos que fazer o que os grandes da UE querem. Não é verdade!

A Argentina, quando o FMI quis impor regras, negou-as e adotou a Nova Economia, que nem é nova. Já Kennedy a praticara. Ela foca-se na economia real e não monetária. Aceita alguma inflação, desde que existam mecanismos a compensar os assalariados. Aceita um temporário défice público, se trouxer emprego e exportações.

O défice público é secundário ao da balança comercial, endividamento acumulado há décadas, e à baixa competitividade.

Quase 44 mil milhões foram investidos em imóveis que não se vendem. Com este capital em PME industriais teríamos competitividade para exportar, mais emprego, mais arrecadação com menos impostos, mais equidade..."

resto do artigo clicar aqui

Jack Soifer
*Autor de Empreender Turismo de Natureza e de Como Sair da Crise

Juca & Zeca


Segunda-feira, Outubro 25, 2010

Diálogos na Cidade com Cristina Garcia.


Cristina Garcia é licenciada em Ciências Históricas. Frequenta o programa de doutoramento "Património Natural e Cultural".
Trabalhou no Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza, Câmara Municipal de Vila Real de Santo António.
Actualmente integra o quadro da Direcção Regional de Cultura do Algarve. É autora de diversos artigos e conferências, destacando-se a obra recentemente publicada "Cacela, terra de Levante. Memórias da paisagem algarvia".

ADF- Embora não sejas da terra, já por cá andas há muito tempo. Porque razão decidiste trabalhar e viver no Algarve?

CG - Foi a vontade de aventurar-me fora de Lisboa, onde residia, estudei e iniciei a vida profissional. Estudava colecções arqueológicas nos laboratórios do Museu Nacional de Arqueologia como bolseira do então Instituto Nacional de Investigação Científica e queria trabalhar no terreno.
Assim, em 1989 o director do Parque Natural da Ria Formosa procurava um arqueólogo para organizar o processo de identificação e classificação da cidade romana da Balsa (Tavira) e não hesitei.
Gostei de trabalhar no Parque Natural da Ria Formosa. Integrei uma equipa composta por arquitectos paisagistas, biólogos, engenheiros do ambiente e jurista. Aprendi muito sobre ordenamento do território e gestão sustentável dos recursos naturais e culturais aplicando acções no terreno ou analisando projectos.
Quanto a viver no Algarve, claro que o factor climático tem peso. É óptimo poder desenvolver actividades ao ar livre durante praticamente o ano inteiro.

ADF- O que é fazer Arqueologia em Portugal, num país, em que o património imóvel é desvalorizado e muitas vezes votado ao abandono?

CG - A actividade arqueológica permite recolher informação e complementar o estudo histórico das comunidades através dos documentos e dos monumentos. Por exemplo, o estudo das sociedades sem escrita, como as épocas pré e proto-históricas depende exclusivamente da Arqueologia.
O património arqueológico é extremamente frágil, porque pode desaparecer sem sequer termos conhecimento dele. Por isso a Arqueologia é um desafio permanente, que passa por identificar, estudar e desenvolver a salvaguarda e valorização dos bens arqueológicos de maior valor patrimonial.
Claro que, nestes processos, a protecção do património arqueológico depende da cooperação institucional e do grau de educação/cultura dos dirigentes das instituições da administração pública.
Na maior parte dos casos, perseguem-se moinhos de vento. Vai-se fazendo o que se pode com os meios de que se dispõe, o que é pouco para o Património que temos.
Mas é uma alegria imensa quando é possível agir correctamente, atempadamente, cumprir objectivos e ver resultados!

ADF- Há pouco tempo publicaste um livro denominado "Cacela terra de levante - memória da paisagem algarvia". Tratando-se de um livro fundamentalmente científico, incidindo sobre o levantamento arqueológico de vários sítios no concelho de Cacela, está amplamente ilustrado o que torna a leitura acessível a qualquer pessoa. O levantamento fotográfico é excepcional. Contudo verifica-se que a grande maioria dos lugares registados fotograficamente desapareceram ou estão profundamente transformados, tal com avisas no início do livro. Tendo o trabalho sido efectuado entre 1997 e 2002, como comentas o facto de em tão pouco tempo tenha desaparecido tanto património inestimável?

CG - Cacela é uma pérola (das verdadeiras) algarvia. A aldeia de Cacela Velha é um conjunto secular que remonta ao século X. As escavações arqueológicas ali realizadas, revelaram que a povoação assentou sobre uma "villa" romana, tendo ali posteriormente germinado um povoamento muçulmano. A ocupação muçulmana perdurou até ao final do período almóada (primeira metade do século XIII).
A conquista de Cacela pelo exército de Paio Peres Correia veio alterar novamente a sua configuração. As casas islâmicas foram arrasadas e foi construída nova fortificação. Lentamente, procedeu-se ao arrendamento e cultivo das fazendas, montes, quintas e sesmarias em seu redor. E os armazéns/lagares localizados naquelas propriedades evoluíram para habitações, conforme as pessoas se foram instalando no campo. É interessante verificar nas propriedades de Cacela, esta evolução arquitectónica associada à História local e regional.
Infelizmente, não foi a tempo um Regulamento da intervenção na Arquitectura Popular ou um Plano de Pormenor para a freguesia. Mais de metade das construções de carácter histórico ou etnográfico foram demolidas ou alteradas dando origem a moradias incaracterísticas e descaracterizadoras da paisagem.
Mas Cacela possui ainda um conjunto patrimonial arqueológico e arquitectónico de interesse regional e nacional. A zona de Santa Rita encontra-se ocupada com vestígios pré e proto-históricos (a anta de Santa Rita foi recentemente escavada e pode ser visitada). Foram identificados vários núcleos de ocupação romana na Manta Rota, Santa Rita, Arrife e Muro. E, claro todos os vestígios da ocupação islâmica, desde silos, bairros habitacionais, muralhas e casa do chefe local.
A escrita deste livro assentou num intenso trabalho de campo ao longo de alguns anos conjugado com o estudo de fontes escritas e bibliografia. Resultou o levantamento e caracterização do Património Imóvel de Cacela, abrangendo sítios arqueológicos, monumentos históricos e arquitectura popular. A leitura da obra permite uma visão de conjunto do território e da sua evolução, o que permite delinear estratégias de intervenção no Património Cultural.
No Algarve, o tempo urge para o Património.

ADF- Um dos principais conjuntos arqueológicos do Algarve situa-se no concelho de Faro, junto a Estoi. Trata-se das ruínas de Milreu. Com os conhecimentos actuais que conclusões podemos tirar sobre as características e importância do local na época romana?

CG - A "villa" de Milreu é o sítio arqueológico de época romana mais significativo do Algarve.
A evolução funcional e arquitectónica da "villa" de Milreu acompanha a história da ocupação romana no sul de Portugal. Resumidamente, os primeiros edifícios ali construídos no século I, compunham-se de uma casa de pequeno pátio e algumas instalações agrícolas de apoio à produção de azeite ou vinho. A partir do século III o conjunto é amplamente remodelado e construída uma imponente "villa" de peristilo com balneário e um templo dedicado às divindades aquáticas. A "pars fructuaria" foi alargada e edificado um impressionante conjunto de talhas e prensas de azeite. A última grande intervenção na arquitectura do conjunto ocorreu nos séculos IV/V, em que foram largamente aplicados painéis de mosaicos nos pavimentos e paredes.
Estes conjuntos policromáticos representam temas relacionados com a fauna marinha, temas geométricos e vegetais.
Segundo a opinião dos especialistas, esta "villa", pela sua magnitude terá pertencido a um funcionário de elevada posição na hierarquia da administração romana. O porto marítimo de Ossonoba (Faro) teve certamente um papel importante no escoamento da produção agrícola deste latifúndio.
Para além do mais, Milreu é um lugar bonito e onde apetece parar.

Entrevista realizada por Fernando Silva Grade

o estacionamento em Faro, a saga continua!


Na minha modesta opinião, as linhas amarelas devem ser respeitadas. Na rua Libânio Martins (Bom João), uma rua sem saída numa zona residencial, deve haver mais de 2 anos que foram colocadas linhas amarelas nas 2 curvas desta rua. Pois há moradores que têm lugar cativo de estacionamento nas mesmas. Nem sequer procuram outro lugar, mesmo havendo estacionamentos disponíveis na zona. Acresce a esta situação que os carros de recolha do lixo não conseguem, muitas vezes chegar aos contentores, devido a estes estacionamentos indevidos. É lamentável!! Será da falta de educação, do desconhecimento do código da estrada ou do egoísmo de cada um dos prevaricadores? Será que a CMF pode colocar "zebras" ou sinais de proibição de estacionamento/paragem proibida nestes locais?
Disse.

Oh! Senhores pintores das linhas amarelas...
Vejam lá se também vão pintar umas linhazinhas amarelas na rua por detrás do supermercado Modelo!!!
Os senhores Engº's/Doc's/Prof's donos das vivendas com garagens de estacionamento para 2 ou 3 carros, preferem mais estacionar os seus carrinhos no passeio em toda a sua largura, à frente das suas ditas vivendas, atirando por quem lá passa (principalmente os miudos que frequentam a escola Pinheiro e Rosa) para a estrada. anónimo

ALGARVE SAUDOSISTA - Meridionalidades…Vaidades nossas ?



Por Eduardo Brazão Gonçalves

9 – MERIDIONAL PRAIA LUSITANA

Meridional, “meridie” latino, meio-dia. O zénite do sol é ao meio-dia. No lado do sul. No lado do sol.
É aí, é aqui, a terra meridional, a terra do sul, a terra do sol. Aqui, a terra do bom mar, a terra do bom sol, a terra do bom sul, a terra da lusitana praia meridional.
E é lusitana porque até aqui chegaram uns dos nossos ascendentes, chamados lusitanos. Outros também por cá andaram. Todos amaram esta nossa terra e esta nossa praia meridional. Todos nos antecederam, todos nossos antecedentes, todos nossos ascendentes. E todos nós, seus descendentes nesta meridional praia lusitana. Não renegarás as tuas origens, os teus ascendentes, mesmo se, com razão ou sem razão, não te orgulhares de alguns deles.

Sexta-feira, Outubro 22, 2010

Cada povo traça o seu destino

Vivemos momentos difíceis.
Temos, ao longo das últimas décadas, prodigalizado os nossos parcos recursos.
Sempre agimos, e actuámos, como se fossemos ricos, numa atitude perfeitamente perdulária e…infantil.
Nem as sociedades abastadas, mal gastam como nós.
Cegueira de um país, que teima em não ver…, que continua a fechar os olhos ao que é evidente …
Continuamos a não assumir a responsabilidade que nos cabe, enquanto povo, enquanto país.
Cedemos à tentação de teatralizar a culpa, procurando encontrar, no seio da comunidade política, bons e maus, culpados e anjos, como se, no seu todo, algum dos conjuntos actuantes não fosse censurável.
Não há inocentes. Todos somos culpados.
Culpados por acção, culpados por omissão.
Inocentes só as vítimas, os mais pequenos, os mais débeis (a arraia miúda, no dizer de Fernão Lopes) que sofre diariamente o descalabro e as consequências das atitudes negligentes, de quem vem conduzindo o país à décadas.
Não é já o momento de parar para pensar?
Vamos aceitar, novamente, a política de arremesso, que se trava no parlamento, em que ninguém se considera politicamente culpado e todos se julgam a coberto de responsabilidades?
Que justificações se podem dar àqueles que têm confiado na classe política, e dela recebem, agora, um país falido, desgovernado e gravemente ferido, no que se refere a políticas de educação, de saúde, de habitação e de segurança social?
Estamos condenados a ser governados por gente incompetente e de duvidosa seriedade, cuja actuação enche, sem quaisquer consequências visíveis e palpáveis, as páginas dos jornais e os tribunais criminais?
Reclamamos uma nova política, uma gestão cuidada, competente e séria em substituição do desalinho em que temos permanentemente vivido, nas últimas décadas.
O nosso país tem gente séria, competente, que o pode e sabe governar.
Que esperam, essas pessoas, para avançar, para dar um passo em frente, para se disponibilizar para o serviço à comunidade?
Não mostraram já “estes políticos” o que sabem fazer?
Ainda há quem acredite que a consequência das más politicas não nos atinge a todos?
Ainda há quem julgue que não será penalizado, como os demais portugueses, se continuarmos com a presente situação?
Não meus amigos. Somos também responsáveis, pelo estado a que tudo isto chegou.
Quem não age, quem não se disponibiliza, quem aceita este estado de coisas, e fica comodamente sentado no seu canto, é conivente.
Ou pensais que teria sido possível, certas pessoas chegarem onde chegarem (trepando até onde as deixámos trepar) se as pessoas sérias e competentes deste país, se disponibilizassem para o serviço público?
Este país não é melhor nem pior do que qualquer outro, já o escrevi por variadíssimas vezes.
Mas este país continuará a afundar-se, inevitavelmente, inexoravelmente, se as pessoas sérias, válidas e competentes, que nele vivem, não se disponibilizarem para o serviço público.
A salvação está na renovação, está no apelo a nova gente, que se disponha a trabalhar, a organizar e a amar este pobre país e este povo, que tanto tem confiado em quem o tem governado, e que, desilusão após desilusão, tão humilhado tem sido.
Será possível que desaproveitemos a liberdade, que tão entusiasticamente saudámos em Abril, que desaproveitemos a democracia, que efusivamente os republicanos iniciaram há uma centena de anos anos?
Não creio, não aceito, não me conformo.

Jorge Leitão

A força da Greve Geral

Depois do vigor da grande jornada de luta que foi a manifestação de 29 de Maio passado, os sectores mais avançados da classe trabalhadora que saiu à rua para exigir novas políticas, formularam a necessidade de convocação de uma Greve Geral.
O desenrolar da crise económica e financeira do país e os conluios da classe dominante para aplicarem os custos sobre os sectores mais desfavorecidos da sociedade, têm vindo a precipitar a revolta, sinais que a CGTP e UGT não podiam mais ignorar, sob pena de se desmascararem do colaboracionismo e da inércia passada.
Com os trabalhadores de todos os quadrantes a gritarem os seus protestos, saiu a marcação do dia 24 de Novembro.
A nova jornada de luta de 24 de Novembro é uma vitória dos trabalhadores, não pode estrategicamente confinar-se ao movimento sindical e tem de constituir um passo do movimento popular de descontentamento, alargando-se a todos os sectores da vida social e económica, dos reformados aos pequenos e médios empresários, das mulheres ao movimento estudantil e à intelectualidade democrática.
A divulgação, a preparação e a mobilização para a Greve Geral reveste-se de particular importância no actual contexto da luta política, tem de envolver as energias de cada português, para retirar o centro de gravidade da discussão do interior dos gabinetes do Parlamento.
Os objectivos da Greve Geral têm de constituir-se numa voz de propostas concretas dos trabalhadores para a definição de políticas ao seu serviço e derrotar as soluções de intensificação da exploração do povo, negociadas pelos causadores da crise e que se arvoram em nossos salvadores.
Uma Greve Geral, se é um dos instrumentos de reacção popular poderoso, pode também ser instrumentalizado por forças políticas de uma falsa esquerda, ciosos de participarem e jogarem os interesses dos trabalhadores a favor das suas estratégias de poder.
As ideias avançadas de um alvo menor para uma Greve Geral, assustar a burguesia, na boca de um responsável, são claramente desviantes da consistência do alvo central de afirmar que o trabalho quer discutir o seu futuro em todas as frentes que lhe dizem respeito.
Se a movimentação popular de 29 de Maio não se desenvolveu em volta do principal palco político, o Parlamento, onde discutem a política pelo povo e quase sempre contra ele e por total falta de convicção dos organizadores, a Greve Geral, como objectivo mínimo, tem de pôr em causa a autoridade do poder sobre as suas intenções para o Orçamento de 2011 e futuros.
A Greve Geral, tem de ter consequências políticas para além da revolta e das palavras de ordem das 24 horas de 24 de Novembro.
As horas seguintes, são o espaço de inferir o papel da direcção que, ou resultará em novas acções e exigências que sirvam a imensa maioria da população ou, voltou a usar uma força de transformação para formas de sublimação do poder instalado.

Luis Alexandre

Dois grandes operadores turísticos mundiais cancelaram negócios para o Algarve - TUI e a Thomas Cook


Dois dos grandes operadores turísticos a nível mundial - a TUI e a Thomas Cook - cancelaram as operações para o Algarve, na época baixa, decisão que pode precipitar a falência de algumas empresas do sector turístico naquela região. mais aqui

Este problema só acontece porque os grandes operadores turísticos querem as mesmas condições para os seus aviões que as companhias low cost, estas recebem dos governos um subsidio por cada passageiro que transportam para o pais respectivo alem de pagarem menos taxas nos aeroportos, não é por milagre que se anunciam bases destas companhias em Portugal, no meio disto tudo quem perde é a economia e as pessoas. sendo assim estes operadores retaliam com estas medidas prejudicando o Algarve, dai o termos que apostar numa atitude mais agressiva de marketing no exterior e aproveitar ao máximo as possibilidades que a internet nos proporciona.
J. Napoleão

Isto é o que dá os nossos hoteleiros cairem na perguiça, e em vez de arranjarem os seus proprios clientes, dependerem destes operadores turisticos,que depois se aproveitam deles, e quando arranjam presa melhor, tiram-lhes o tapete, e deixam-os a flutuar. Os hoteleiros Algarvios, em vez de estar à espera que os clientes lhe caiam no colo, deveriam criar os seus proprios canais junto dos clientes, e não estar dependentes desses parasitas, que só encaressem o produto, e manobram a seu belo prazer.
Lima

Juca & Zeca


Quinta-feira, Outubro 21, 2010

Continua a saga do Eng. Macário contra os carros na cidade de Faro.



Depois dos riscos amarelos que têm sido espalhados um pouco por todo o lado na cidade de Faro, especialmente, na frente das casas dos moradores de Faro, agora é a vez de retirar os lugares aos funcionários dos organismos públicos da baixa. Mas, a coisa promete não ficar por aqui. Nas Gambelas, a GNR começou a multar os excessos de estacionamentos nos arredores da universidade. E, no Largo de S. Francisco, último bastião do estacionamento livre na cidade de Faro, o presidente promete caça aos estacionamentos «ilegais». Não especificando o que se entende por ilegal, mas presume-se que são os de «longa duração». Isto é, quem pensava que não podia estacionar gratuitamente junto da sua porta, ou porque tinha parquímetros, ou os famosos riscos amarelos e podia levar a sua viatura para o largo de S. Francisco, enganou-se. Segundo o edil farense, existem muitos lugares subaproveitados, tais como: …«os do parque da pontinha», citando o Jornal Barlavento, desta semana.

Não se pode estacionar gratuitamente em cada vez mais sítios na cidade de Faro, mas, podem-se colocar parquímetros (a pagar portanto) «legais» em frente a garagens, como ilustra a foto 2 tirada na Av. da Republica.

Mas, a coisa até se compreende, numa altura me que os portugueses «mansos», da classe média, em geral e os funcionários públicos, em particular, levam pancada de todos os lados, conclui-se que não têm nada que ter carros. Comecem é a vende-los e andem a pé. E aqueles que não tiverem transportes públicos ou alternativas em condições, que peçam demissão ou transferência. O Estado agradece.

Estacionar em Faro está-se a transformar numa novela. E as alternativas prometidas (metro, novos parques de estacionamento, ciclo via em condições), onde estão?
È típico. Só em Portugal é que se começam as casas pelo telhado…


Paulo Gordinho

(Curta) Nocturna - mençao honrosa no festival MoteLX, no cinema S.Jorge, em Lisboa.


com a participação do Actor farense João de Brito

Praia de Faro.



Bom dia,
Envio esta foto em anexo que e da paragem de autocarros na praia de Faro que está sem protecções laterais desde o inverno passado.
É o que eu chamo de paragem com vista panorâmica.

Paulo C.

" Ao Presidente da Câmara Municipal de Faro - Macário Correia"


Fagar - Factura/Recibo de água e saneamento

Como o V/blog é bastante seguido e procurado, não só pelos Farenses como por várias entidades públicas e privadas e até pelo País fora, agradeço que dêem a conhecer o comentário (artigo) intitulado «Ao Presidente da Câmara Municipal de Faro - Macário Correia» postado no meu blog, como também os comentários que lá constam, tudo isto porque acho que interessa a todos os cidadãos, principalmente aos consumidores domésticos, hiperligação:

http://dedosnasferidas.blogspot.com/2010/10/ao-presidente-da-camara-municipal-de.html

Bem hajam,
Francisca Palma

Quarta-feira, Outubro 20, 2010

Europa - medidas e protestos!


A Negociação que se segue, antes da chegada do FMI.


"... As musas socráticas, estilo Canas e um outro qualquer, indignaram-se com os pobres "pressupostos" que Passos inventou para justificar a abstenção do PSD. O tumulto revela, uma vez mais, o PS actual como uma horda de perigosos aldrabões de feira a quem nunca passou pela cabeça negociar fosse o que fosse. Passos, que se sentou com eles à mesa em Maio, terá de beber o costumeiro cálice até ao fim como bem explicou o Nuno Morais Sarmento. A adega do vinho martelado ficará toda por conta do "povo", esse cacho indistinto de bananas que serve para tudo e para nada..."
João Gonçalves

Em 2011 começamos a pagar portagens na Via do Infante.


via do infante vai ter portagens em 2011.

Governo admite portajar todas as SCUT antes do prazo definido

El Mundo" não poupa nas palavras e considera o novo sistema caótico, avisando os galegos sobre "a aventura" que é chegar a Portugal.


Portugal implantou a portagem mais cara e caótica do mundo.” É assim que o jornal “El Mundo” titula um artigo sobre o fim das SCUT em algumas auto-estradas do Norte de Portugal.
Além do preço - “mais de um euro por quilómetro” -, o “El Mundo” critica também a forma de pagamento, “tão complicada que a maioria dos condutores, por desconhecimento ou como forma de protesto”, não cumpriu as regras no primeiro dia.
Viajar de carro até Portugal, vindo de Vigo, tornou-se – continua o periódico espanhol - "numa aventura, um caminho cheio de incertezas” com painéis a alertar para o “novo sistema de portagens”, mas sem possibilidades de adquirir o novo sistema electrónico.
Segundo as contas dos espanhóis, uma viagem entre Vigo e o Porto, pela A28, custa 77 euros para um troço de 76 quilómetros.
A situação, refere o jornal, complica-se mais ainda para os cidadãos estrangeiros. O texto do jornal espanhol lembra que há um pagamento para portugueses e outro para estrangeiros, além de um conjunto de excepções para locais.
O “El Mundo” avisa os cidadãos galegos que vão ser os mais afectados, dada a próxima ligação com o Norte de Portugal, mas recorda, desde já, que as SCUT vão terminar em Portugal até Abril de 2011.

Carlos Calaveiras

Isto faz-me lembrar uma realidade que constatei na América do Norte: nos Estados Unidos, percorria-se milhares e milhares de Kms de Auto Estrada, sem que alguem estende-se a mão a pedir um centimo, quando cheguei ao México, por uns poucos Kms de auto Estrada, exigiram-me um pagamento de quase 100 dollares, é por esta pequenez de visão, que a USA é o pais mais rico do mundo, e o México uma miséria, o pagamento das portagens, vai ser a machadada na "galinha dos ovos de ouro" O Turismo.
Lima

ALGARVE SAUDOSISTA - Meridionalidades…Vaidades nossas ?



Por Eduardo Brazão Gonçalves

8 – SAGRES

Crê-se que sacro, ou sagrado, foi o ditoso promontório, agulha esquiva neste fim do mundo, como o considera o seu convencido continente europeu que, apesar de estudar profundamente a história do homem, se continua a considerar o princípio e não o resto desse mesmo mundo.
E saber que foi daqui deste exacto fim do mundo e pela mão destes “fim-do-mundistas” que o pretensioso europeu aprendeu o que havia pelos outros mundos.



Farol de S.Vicente em Sagres fechado ao público
desde meados de 2005, abriu portas este ano 5 anos
depois, com núcleo museológico, esplanada, loja e a sua
beleza natural, vale a pena uma visita.. adf

Terça-feira, Outubro 19, 2010

A dívida e a intoxicação

Para se compreender os objectivos da novela interminável à volta da teoria da dívida externa e da dívida pública portuguesa e de quem a deve pagar, é preciso perceber que o mês de Setembro de 2008, representou tão simplesmente o fim de linha dos jogos financeiros das elites económicas e da classe política que lhes obedece e aproveita, chamando-lhe convenientemente de crise.
Durante anos foram contraindo dívidas, pedindo dinheiro emprestado nos mercados externos e interno, cujos valores representam mais de 80% da produção nacional, que todos temos consciência que não foram usados para usufruto da população portuguesa mas para o financiamento das actividades capitalistas nacionais e estrangeiras instaladas.
Como nos lembramos e depois do rebentamento da bolha financeira externa, a classe dirigente na economia, na alta finança e na política, apressou-se a apregoar a falsidade de que a crise vinha de fora, quando os fundos dos cofres nacionais estavam rapados pelo despesismo público, pelos jogos perigosos da Banca e pelo aproveitamento das janelas de mordomias pelo grande capital.
A classe política que dirige o país, no seu leque partidário, escondeu os resultados da sua actividade e quando confrontada com o aumento das exigências dos credores externos e pressionada pelas mais variadas formas ao dispor destes, os contratos políticos, os golpes das rating, a chantagem dos juros e o fantasma da expulsão do euro, encarregaram-se de cercar os raciocínios dos portugueses, aterrorizando-os com a apocalíptica imagem de não termos outra saída senão vergar às medidas terroristas que o grande capital desenhou para lhes pagarmos a dívida e os continuarmos a engordar com a exploração dos nossos recursos em seu proveito.
Esta é que é a questão de base da dívida, o tomar por dentro a nossa economia, destruir as nossas forças produtivas e substituí-las pelas importações e o desequilíbrio da nossa balança de pagamentos.
Processos que se requintaram com a entrada na UE e os nossos políticos a construírem a cada passo a situação de enredo legislativo e o elevado endividamento a que chegámos.
Com os trocos do saque, os políticos obrigaram-se a construir as estradas para a penetração das mercadorias, ofereceram terrenos e isenções de encargos para exploração da mão-de-obra barata, engordaram as estruturas do Estado com os fiéis partidários e com os empréstimos estrangeiros fáceis injectados na Banca, aliciaram-se os portugueses ao necessário consumismo, gerador de receitas para o encobrimento da farsa das políticas governativas de subserviência e indispensável para manter toda esta máquina capitalista em funcionamento.
Os políticos enterraram-nos na crise construída à distância e agora, com o mesmo desplante de sempre, sabendo que a troco de 30 dinheiros entregaram o ouro ao bandido, reclamam hipocritamente os sacrifícios sobre o povo português.
A dívida não é do povo porque foi fabricada à revelia das suas decisões e à custa da sua exploração! Quem a deveria pagar? Quem se apropriou dos chorudos rendimentos do trabalho e os levou para outras paragens!
O povo português não deve ceder à chantagem partidária (as divergências entre os partidos não põem em causa a crise da dívida mas as formas de a pagar) de aceitar ainda mais exploração e miséria para a satisfação do capitalismo voraz e insaciável.
O povo português deve reclamar por uma política patriótica, de rejeição de uma dívida que não criou e de reconstrução do tecido económico e financeiro do país, no respeito, igualdade e reciprocidade nas trocas comerciais e no relacionamento político devido entre nações.

Luis Alexandre

Praia de Faro - o comentário



Praia de Faro - Setembro 2010

A política do "quanto pior melhor" é péssima.

A Praia de Faro tem uma função social e económica que compensa largamente os custos da manutenção e preservação das condições ambientais que suportam as actividades humanas.
O abandono da gestão da Praia de Faro é evidente
. Sem que o mar tenha "subido" ou as ondas virado "tsunami" (os ondógrafos e marégrafos hão-de corroborar esta afirmação), os galgamentos que dantes eram raros hoje em dia são vulgares. Passou o Verão e os locais onde o mar galgou nos temporais de Março (entre o Zé Maria e o Havana, nos vãos das escadas, defronte ao Forte, no estacionamento a poente do Paquete e no parque de estacionamneto da entrada) não foram objecto de nenhuma medida correctiva e minimizadora do risco de ruptura do cordão dunar (paliçadas, enchimentos, enrocamentos, sobreelevação de acessos, plantações, etc.). Mas lá ao fundo, em quantos milhões de euros de despesa pública vai o custo das dragas que trabalham na protecção da piscina de Vale de Lobo?
...
O Polis da Ria Formosa está a gastar mal rias de dinheiro, em coisas desnecessárias, e não realiza as acções urgentes.

É urgente evitar que Faro fique sem praia.

TZ

Juca & Zeca


Segunda-feira, Outubro 18, 2010

Demolições e realojamentos na Praia de Faro podem começar em 2011


Praia de Faro - Setembro 2001
«Podemos, no decurso de 2011, avançar para algumas intervenções, que podem passar por realojar pessoas de primeira habitação, eventualmente aliviar algumas construções na crista da duna, para criar condições de maior segurança e que podem levar ao realinhamento da própria estrada», disse Macário Correia.

Esta última intervenção, cuja urgência é defendida pelo autarca farense, evitará que «se tenha de tirar areia da estrada, de doze em doze horas, sempre que a maré está mais alta e há mau tempo». Uma ação que «traz enormes custos» à autarquia e obriga a manter máquinas em permanência neste local.

Quanto à grande intervenção de renaturalização prevista no Polis para a Península do Ancão, que prevê a demolição de centenas de casas, ainda não tem data anunciada. O plano para a parte Poente e Nascente será apresentado no decurso do ano que vem, mas as obras em si não devem começar em 2011.

Como revelou Valentina Calixto, o levantamento das habitações existentes nas zonas pertencente ao domínio público marítimo, situadas nas pontas Poente e Nascente da Praia de Faro, ainda continua. «Neste momento, já foram identificadas mais de 50 casas de primeira ou única habitação», num universo «de perto de 400 casas».

Estes casos terão um tratamento diferenciado por parte das autoridades, que se comprometem a arranjar uma habitação alternativa. «Ainda não há decisão quanto ao local. Há pessoas que querem ficar na ilha ou perto dela, mas outras que não se importam de ir para Faro, já que a sua atividade profissional não está ligada à Ria Formosa», ilustrou a mesma responsável.

O Plano de Pormenor que enquadrará a intervenção na parte central da Praia de Faro, já desafetada do Domínio Público Marítimo e sob a alçada da autarquia, está mais avançado. Será este plano que enquadrará as intervenções que Macário Correia prevê que possam avançar já no ano que vem.

resto aqui

EN125 vs Via do Infante



A Digital Mais TV faz a comparação entre as duas vias de circulação disponíveis no Algarve: a estrada nacional 125, que aguarda a finalização da requalificação, e a Via do Infante, uma scut que vai ter portagens a partir do próximo ano.

Para o público ver e conhecer as diferenças, partilhamos convosco esta viagem dupla realizada a semana passada.

Para ter acesso à reportagem basta aceder ao link:

http://www.digitalmaistv.com/index.html?id=1362

O Martins!


A medidazita que faltou
Ferreira Fernandes
Diário de Notícias de 2010-09-30
Ele é vogal de uma dessas entidades reguladoras portuguesas - insisto, não é ministro de país rico, é um vogal de entidade reguladora de país pobre - e foi de Lisboa ao Porto a uma reunião. Foi de avião, o que nem me parece um exagero, embora seja pago pelos meus impostos. Se ele tem uma função pública é bom que gaste o que é eficaz para a exercer bem: ir de avião é rápido e pode ser económico. Chegado ao Aeroporto de Sá Carneiro, o homem telefonou: "Onde está, sr. Martins?" O Martins é o motorista, saiu mais cedo de Lisboa para estar a horas em Pedras Rubras. O vogal da entidade reguladora não suporta a auto-estrada A1. O Martins foi levar o senhor doutor à reunião, esperou por ele, levou-o às compras porque a Baixa portuense é complicada, e foi depositá-lo de volta a Pedras Rubras. O Martins e o nosso carro regressaram pela auto-estrada a Lisboa. O vogal fez contas pelo relógio e concluiu que o Martins não estaria a tempo na Portela. Encolheu os ombros e regressou a casa de táxi, o que também detestava, mas há dias em que se tem de fazer sacrifícios. Na sua crónica nesta edição do DN, o meu camarada Jorge Fiel diz que o Estado tem 28 793 automóveis. Nunca perceberei por que razão os políticos não sabem apresentar medidas duras. Sócrates, ontem, ter-me-ia convencido se tivesse também anunciado que o Estado passou a ter 28 792 automóveis.

e mais esta:
Metade da receita prevista pelo aumento do IVA vai direitinha para a ASCENDI, uma daquelas "empresas" do regime. Quem domina a ASCENDI? Adivinhem, lá? Claro, a Mota-Engil.

Domingo, Outubro 17, 2010

As doenças da Saúde no Algarve

Nos últimos tempos, o Algarve protagonizou os sintomas de algumas das doenças na área da organização da Saúde e na estratégia do Estado de a dividir com o sector privado.
De uma maneira geral, as políticas de Saúde praticadas em Portugal foram cedendo aos vários lóbis do sector e ao apetite dos investidores privados, na lascividade de que o sector público não responde às necessidades da assistência médica e cirúrgica, que uma boa parte dos mesmos profissionais asseguram com disponibilidade no privado.
O caso do encerramento de um Hospital privado em Albufeira e que possivelmente nunca deveria ter aberto sem condições, assumidas publicamente pelo grupo proprietário, reconhecendo as patologias provocadas pela precipitação e a consequente desconexão de serviços, foram pelos vistos ignoradas pela ARS que não deverá ter discernido quaisquer inconvenientes de lei na sua abertura.
Se um investimento privado afirma que vai trabalhar com variadas valências e necessariamente precisará de licenças para o uso de nome de Hospital…Internacional do Algarve, quando abre só com duas que se revelam ineficazes para os próprios investidores, não haverá aqui displicência dos serviços públicos que gerem o sector?
Por acaso não houve ou não se conhecem incidentes clínicos (só laborais e éticos do foro da lei), como aqueles que escandalizaram o Algarve e o país, ocorridos numa clínica oftalmológica de Lagoa, que as autoridades reconheceram a falta de licenças e a existência de queixas que só foram levadas a sério quando decorridos muitos anos, os riscos de cegueira em alguns pacientes se tornaram públicos e escandalosos.
O Algarve, pela sua força turística e não pela capacidade financeira da sua população residente, tornou-se apetecido dos grupos privados, nacionais e estrangeiros, que vêm aqui um filão dos seguros de saúde associados às viagens.
A apetência dos autarcas e das autoridades do sector é enorme à volta dos investimentos dirigidos para as elites e para o desespero local das falhas intencionais do sistema público, levando os primeiros a esquecerem-se das suas promessas eleitorais de melhores serviços públicos de Saúde, escancarando as portas dos concelhos para a exploração da falta das respostas oficiais.
É o caso de Desidério Silva, que de memória e acção fraca, enterrou de vez a velha promessa de há nove anos para vibrar com o anúncio deste HIA e de um outro lá para os lados das Ferreiras, conhecendo que mais de metade da população não tem médico de família, nem um Centro de Saúde com instalações e meios humanos para responder ao movimento populacional do Verão.
Sobre o encerramento da sua pérola, apenas se lhe escaparam algumas palavras de conveniência para com os trabalhadores, o seu desconhecimento das razões e a desprovida afirmação de que esta unidade era uma “exigência antiga” da população (!?!?).
A atitude patronal de fechar o HIA, afinal, compadece-se apenas com interesses que como os outros negócios funcionam dentro da sazonalidade e não com necessidades básicas dos residentes, que nunca viram ali as respostas da responsabilidade autárquica e da competência da ARS.
A Saúde no Algarve vai continuar doente e sob o olhar distraído das autoridades, para gozo de alguns.
Luis Alexandre

Contas.

Queres fiado toma!
O que eles nunca dizem, e que alguns procuram não esclarecer é que o acesso às linhas de crédito para reequilíbrio financeiro do esgotamento da capacidade de endividamento do município, parte-se do principio da impossibilidade de recorrer aos empréstimos para saneamento financeiro, por terem sido atingidos os limites fixados por lei para os encargos anuais com amortizações e juros dos empréstimos a médio e longo prazo (artigo 10.º, n.º 5 da LFL 84).
Neste sentido, os empréstimos para reequilíbrio financeiro surgem como espécie de derradeiro instrumento para assegurar o equilíbrio das finanças municipais, o que se torna particularmente evidente quando confrontados com os empréstimos para saneamento financeiro, onde, o que está em causa é, fundamentalmente, a resolução de problemas de liquidez e de consolidação de passivos.
Por isso, bem se compreende que os contratos de reequilíbrio financeiro só podem ser celebrados “após os Ministérios da Administração Interna e das Finanças e do Plano
Simplificando, a declaração da situação de Reequilíbrio Financeiro será após apresentação declarada pela assembleia municipal, sempre que se verifiquem pelo menos três situações descritas no artigo 8º nº1 do Decreto Lei nº38/2008.
Por isso, sendo o problema do desequilíbrio financeiro municipal, fundamentalmente, um problema de má gestão autárquica ou, pelo menos, de gestão imprudente ou pouco prudente, qualquer solução que se pretenda implementar tendo em vista a sua resolução não pode, por um lado, deixar de responsabilizar os autarcas e, por outro lado, prejudicar os credores e as populações locais, ou recair sobre a generalidade dos contribuintes.
Ekklesia.

FARO aprova Orçamento

Faro sai a perder 600 mil com novo Orçamento de Estado

Sexta-feira, Outubro 15, 2010

Colégio Nossa Senhora do Alto e EB 2 3 de Santo António, as melhores escolas do Algarve e com resultados brilhantes no Ranking nacional.


Realizaram-se exames do 9º ano em 1295 escolas
. O PÚBLICO ordenou-as da melhor para a pior média. No ranking 1 (R1) está a posição que ocupam independentemente do número de provas. No ranking 2 (R2) só se consideram aquelas onde foram feitos pelo menos 50 exames.


Colégio Nossa Senhora do Alto 36ºlugar em 1295 escolas.
Grande resultado ao nivel das melhores escolas de Portugal,
estão todos de parabéns.

EB 2 3 de Santo António do Alto, outro grande resultado
151º em 1295, o 2º melhor resultado do Algarve. Grande trabalho.

consultar a lista aqui

Plano de Reequilíbrio Financeiro de Faro deverá ficar concluído hoje


O Plano de Reequilíbrio Financeiro da Câmara de Faro vai estar concluído esta sexta-feira e será proposto para aprovação final dentro de poucas semanas.
Antes da conclusão do documento, é seguro avançar que a dívida da Câmara de Faro anda perto dos 50 milhões de euros e que a resolução dos graves problemas financeiros da autarquia poderá passar por pedir um empréstimo à banca.

Este plano surge pouco tempo depois de a autarquia ter sido notificada por ter ultrapassado o limite de endividamento em 2008, algo que custará à autarquia quase oito milhões de euros, e é anunciado como uma solução contra o avolumar das dívidas da autarquia, cujas contas são deficitárias.

Este plano foi uma das promessas eleitorais de Macário Correia, em 2009, e uma medida assumida como indispensável pelo autarca, em diversas declarações que fez a depois da sua eleição como presidente da Câmara de Faro. mais aqui

Tomates grandes! precisam-se!


mesmo com os PECs e portagens
não há dinheiro suficiente para alimentar esta mamagem
.

Depois de na passada semana ter divulgado uma longa lista de empresas e institutos públicos que, no seu entender, podiam ser extintos, o ex-líder do PSD Marques Mendes voltou hoje ao ataque. Desta vez, o alvo foram os ordenados dos gestores públicos.

O ex-presidente do PSD revelou quatro exemplos ocorridos em 2009, “ano de crise” e “com muita gente a passar dificuldades”, – os ordenados das administrações do Porto de Lisboa, Carris, CP e Docapesca foram elevados. Neste caso para o dobro.

Um dos casos relatado no seu comentário na TVI24 (Jornal das Dez), é o da CP. A empresa, que em 2009 teve prejuízos 231 milhões de euros (CP e CP Carga), passou a 12 de Junho do ano passado, por decreto-lei governamental, de Empresa Pública (EP) para Entidade Pública Empresarial (EPE). Um mês depois (13 de Julho), por despacho dos secretários de Estado do Tesouro e Finanças e dos Transportes, foram alterados os vencimentos dos seus gestores. O presidente que ganhava 4.725 euros passou a ganhar 7.225 euros (mais 52 por cento) e os vogais passaram de 4.204,18 euros para 6.791 euros (quase 60 por cento).

Outro exemplo é o da Carris. A empresa, que em 2009 teve cerca de 41 milhões de euros de prejuízo, viu, por decisão governamental, os ordenados dos seus gestores igualmente aumentados de forma significativa em Março de 2009. O presidente ganhava 4.204 euros e passou a auferir de um ordenado mensal 6.923 euros (mais 65 por cento). Já os vogais passaram de 3.656 para 6.028 (mais 65 por cento).

Mendes citou ainda as subidas de ordenados dos gestores da Administração do Porto de Lisboa. Lembrando que estes aumentos tiveram sempre o aval do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, o ex-líder do PSD revelou que em Junho de 2009 o presidente da empresa pública passou de 4.752 de ordenado mensal para 6.357 euros (mais 34 por cento). Já os vogais passaram de 4.204 euros para 5.438 (mais 29 por cento). Mendes afirmou que são apenas três exemplos – “mais há”. E lembrou que a sua fonte de consulta são documentos do próprio Estado, considerando estes aumentos “escandalosos”.

Quinta-feira, Outubro 14, 2010

ALGARVE SAUDOSISTA - Meridionalidades…Vaidades nossas ?




Por Eduardo Brazão Gonçalves

7 – O SORTILÉGIO DA SARDINHA

A sardinha, a rainha que foi de ricos e de pobres, e destes o recurso fácil em plena época estival em que o trabalho e o pecúlio rareavam mas a sardinha não. Dos primeiros, o prazer, dos outros a salvação, a sobrevivência.
Até do próprio país pobre que então éramos, ela era a salvação, sacando divisas ao estrangeiro rico, a troco do prazer de apreciar a sua excepcional qualidade. Daí, também o benefício, mais um, que ela constituía para o pescador e para o operário das conserveiras, classes então muito desfavorecidas.
Será este o sortilégio da sardinha?

G.A.TO. Celebra 20 anos com Gala de Solidariedade.


Macário Correia e Gisela Marques - Jantar de Solidariedade de o G.A.TO

O Grupo de Ajuda a Toxicodependentes (G.A.TO.) festejou o seu 20º aniversário com uma gala de solidariedade, realizada na passada 6ª-feira, dia 1 de Outubro, onde marcaram presença várias entidades e personalidades do Concelho de Faro, tal como os órgãos dirigentes de o G.A.TO. e os técnicos e outros funcionários dessa associação farense que, ao longo destas últimas duas décadas, tem combatido o flagelo da toxicodependência, um pouco por todo o Algarve.

Para Gisela Marques, actual presidente da direcção, o evento que assinalou os 20 anos de existência de o G.A.TO. pretendeu “dar uma maior visibilidade ao laborioso trabalho que os nossos técnicos e voluntários têm vindo a fazer, em prol de crianças e jovens em risco e das suas famílias, bem como de outras populações desfavorecidas” afirmou. Saliente-se que esta associação, sedeada em Faro, possui várias valências de cariz social, indo mais além do que a luta contra a toxicodependência como o apoio a indivíduos sem-abrigo, através do trabalho das suas equipas de rua, o gabinete de apoio psicossocial ou o projecto ADIS/SIDA, que intervém nos estabelecimentos prisionais do Algarve. Na área de intervenção social, o G.A.TO. possui, além das referidas, estruturas como a Comunidade Terapêutica do Azinheiro, apartamentos de reinserção social, em Faro e no Concelho de Tavira e um protocolo conjunto com o Centro Distrital de Segurança Social de Faro, materializado em equipas de intervenção, denominadas de Equipas RSI, reportando-se a beneficiários do Rendimento Social de Inserção.

Gisela Marques recorda o grande lema da associação “Viver em Comunidade”, ao consubstanciar o mote para o cumprimento dos objectivos desta Instituição Particular de Solidariedade Social, já que se pretende “manter todas as actividades que temos presentemente e candidatarmo-nos, logo que surjam as candidaturas, a novos projectos” sustentou, levantando um pouco o véu sobre novos propósitos que o G.A.TO. ambiciona ver concretizados, como a criação de um Centro de Alojamento e de uma Casa de Saída para ex-reclusos.
Para o Presidente da Câmara Municipal de Faro, Macário Correia, também ele presente no «1º Jantar de Solidariedade», o G.A.TO. “tem desempenhado uma meritória acção no domínio da toxicodependência, designadamente na prevenção, tratamento e reintegração social” sublinhou, acrescentando que esse percurso notável da associação levou a que a autarquia “cedesse, pelo prazo de 26 anos, um espaço para que esta instituição ampliasse as suas iniciativas e pudesse perseverar o combate a este flagelo que destrói muitos jovens e causa sofrimento às suas famílias” atestou o autarca farense.

Questionado sobre o papel positivo de o G.A.TO., no que concerne ao seu contributo para a segurança colectiva, designadamente da cidade de Faro, através do seu trabalho de minimização de danos, Macário Correia lembrou que “uma sociedade civilizada tem que cuidar dos que, por vicissitudes da vida, se encontram em posição mais frágil e o G.A.TO. age com esse sentido de dever. Para além disso, sabemos bem que a toxicodependência acarreta problemas de segurança e criminalidade, pelo que as intervenções para prevenir ou amenizar este drama também se repercutem no bem-estar das populações” reforçando a ideia de uma comunidade mais segura pelo trabalho efectuado pelo G.A.TO.

Também as recentes medidas de austeridade anunciadas pelo governo português atormentam os órgãos dirigentes de o G.A.TO., sobretudo, porque a crise repercute-se nas actividades da associação e se alguns subsídios já chegam com um relativo atraso, presentemente e com estas medidas extremas, paira o receio de existirem “cortes nos subsídios dos quais nós necessitamos para sobreviver, daí o nosso apelo à sociedade civil” com a realização deste «1º Jantar de Solidariedade», lembrou Gisela Marques.

Recorde-se que várias entidades privadas apoiaram este evento, onde também se evocou quem sempre apoiou o G.A.TO., como individualidades em nome próprio e pessoas colectivas, tal como cidadãos anónimos que nunca deixaram de auxiliar a associação e as fundadoras do G.A.TO., Margarida Gouveia e Margarida Guerreiro, que juntamente com Gisela Marques, também ela fundadora, tiveram há 20 anos um sonho que se revelou num sucesso de intervenção social.

amigo João, mais vale tarde que nunca, com as minhas desculpas aqui fica o apontamento. adf

Flesk criou em Faro o maior Data Center do Algarve.


os fundadores da empresa
Para que possamos surfar na Internet, há que ter estruturas físicas que alojem os sites que visitamos. A empresa algarvia Flesk é um dos guardiões dessa informação e investiu forte na melhoria do seu serviço
Flesk criou em Faro o maior Data Center do Algarve

Para que possamos surfar na Internet, há que ter estruturas físicas que alojem os sites que visitamos. A empresa algarvia Flesk é um dos guardiões dessa informação e investiu forte na melhoria do seu serviço

O negócio da Flesk é todo feito no ciberespaço, mas, para que isso seja possível, há que ter uma boa dose de servidores e de técnicos no mundo físico.

A empresa sedeada em Faro, especializada em domínios e alojamento de sites na Internet, vai abrir um novo Data Center (Centro de Dados) antes do final do ano, uma estrutura construída de raiz e que conta com alguma da mais moderna tecnologia existente no mercado.

Com este investimento, que ultrapassa o milhão de euros e já só depende de pormenores para ser inaugurado, a empresa algarvia coloca-se na vanguarda do seu setor a nível nacional.

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