Terça-feira, Novembro 30, 2010

As voltas da política

Com o orçamento aprovado de fresco na congregação de esforços do Governo PS e o PSD de Passos Coelho, sob a bênção de Cavaco Silva e a insatisfação de inutilidade dos restantes partidos, os cenários da sociedade portuguesa não sofreram grandes alterações, exceptuando o engrossar da revolta popular.

Funciona um Governo vazio de ideias sobre um país falido e à mercê dos especuladores financeiros e das ordens da Alemanha e França, com o partido que o sustenta em profunda convulsão interna, entre o apego de Sócrates, os tons do desalinhamento do movimento crítico, a confusão estratégica e a fabricação do seu sucessor.

De mau Governo e más políticas, sem qualquer base social de apoio e preso pelo calendário constitucional, tudo só poderá piorar, não importando a lavagem da remodelação, porque nada nem ninguém amenizará a sua agonia até ao despedimento.

Do lado do PSD, temos uma plateia sequiosa de poder capitaneada por um chefe igualmente ansioso que, com os olhos postos no relógio político faz afirmações reveladoras: “de que contribuímos para melhorar este Orçamento” ou que, “estamos preparados para sermos Governo em colaboração com o FMI”, mostrando à saciedade que todos sabem mais do contam à população.

O PSD, que continua a ser a alternativa dos nossos credores e depois do seu papel ao longo de anos ao lado do PS na criação da dívida, a qual é absolutamente consentida e alimentada como força de subjugação para ser usada quando necessário, o que está a acontecer, quando a inexperiência da liderança hesitou na viabilização das exigências da ordem de pagamento, rápido se recompôs na obediência para resgatar o caminho do poder.

O PSD, cujo líder corporiza a impreparação na condução política e se dispõe a ser poder com a cortina e sob as ordens do FMI, que lhe permite supor lavar as feridas da responsabilidade da crise e das medidas protagonizadas, vive para as sondagens e a alimentação da voragem das fileiras, em completo e natural desprezo de classe sobre o sofrimento que a sua cumplicidade está a causar sobre o povo português.

Com a intenção objectiva do poder capitalista que nos aprisionou na dívida a usar a chantagem dos juros como forma de entorpecer a sociedade portuguesa e “convencer” o Governo a liberalizar os despedimentos, ficam esclarecidos os esforços de que o Orçamento aprovado não era o único interesse final.

Quando a Greve Geral saiu à rua, num movimento popular de grande envolvimento da população activa, à qual deve ser associada a força dos desempregados, o movimento estudantil, os reformados e outros sectores da sociedade, os seus dirigentes e organizadores sabiam destes pressupostos da luta intestina e que constitui uma exigência dos credores para “salvarem a nossa situação financeira” e não a nossa economia, sobre a qual não lhes interessa emitir qualquer juízo de intenção.

O profundo descontentamento latente na população vive momentos difíceis e não veio para a rua porque não tem uma direcção forte e na qual confie, que dê uma expressão justa às suas aspirações.
No parlamento, os chamados partidos de esquerda, que se misturaram na rua e se arvoram de inspiradores, limitaram-se a citações da força de protesto e que esta exigia mudanças de políticas, recebendo a indiferença do Governo e do respectivo partido de suporte, que reafirmaram não ceder e dos outros partidos do arco, dos quais ouviram naturais elogios dirigidos às centrais sindicais e concretamente ao PCP, de grande capacidade cívica e espírito de ordem.

Uma verdade inegável no país, é que o descontentamento abrange a maior parte da população e não apenas os 3 milhões de grevistas, que percebem a desordem institucional montada e o atropelo das filosofias programáticas dos partidos, que são saco roto e comprovadamente contra os seus interesses.

Os portugueses estão a abrir os olhos!

Luis Alexandre

Moda na Baixa de Faro


Segunda-feira, Novembro 29, 2010

aperitivos e o prato principal.



Krugman: Grecia, Portugal e Irlanda son tapas, España es el plato principal.

"Por sí misma, Irlanda no puede hacer mucho daño a Europa. Lo mismo se puede decir de Grecia y Portugal", asegura Paul Krugman en su último artículo en 'The New York Times', titulado 'The Spanish Prisoner'. "Son tapas", continúa el Nobel de Economía, que subraya que "España es el plato principal". mais aqui


Para o economista-chefe do Citigroup, não há volta a dar. Portugal está “insolvente” e terá muito provavelmente de se juntar à Irlanda e à Grécia e pedir ajuda externa.

Foram-se as árvores do Largo Manuel Teixeira Gomes...o esclarecimento da FAGAR



Exmos. Srs.

Vimos pelo presente prestar os esclarecimentos que consideramos necessários, relativamente às podas que realizámos no Largo Manuel Teixeira Gomes e que têm provocado comentários, contraditórios, no vosso Blog, assim:

Efectivamente não é prática da Fagar, EM, efectuar as podas denominadas de atarraque. No entanto em situações em que a arvore promove o conflito aéreo, com marquises, com varandas, com redes viárias e denuncia alguma podridão e fragilidade mecânica dos ramos, como era o caso, teremos que adoptar este tipo de poda.

Relativamente à poda executada, do referido local era muito difícil fazer outro tipo de poda devido às lesões que as mesmas apresentavam e a má manutenção que durante anos não tiveram…

Ponto 1: Ramadas superiores muito podres, e completamente secas (falta de podas anuais);

Ponto 2: Todas as árvores apresentavam zonas com fungos nas ramagens superiores (falta de tratamento adequado);

Ponto 3: As árvores apresentavam também graves problemas de orientação e estabilidade para o local (trata se de uma zona residencial e de passagem de muitas viaturas ), estão a menos de 1 metro da faixa de rodagem onde as viaturas pesadas também contribuíram para o seu mau crescimento e lesões ,desta forma vamos proporcionar um crescimento muito mais saudável e uma orientação adequada para o local;

Ponto 4: Caso não fossem limpas desta forma não teriam muitos mais anos de vida atendendo ao seu estado elevado de lesões, foi feita a sua cicatrização a nível da poda ,e tratamento para os fungos que todas apresentavam;

Ponto 5: Com a chegada da primavera vão ficar muito mais saudáveis e com muito mais longevidade;

PONTO 6: Estas amoreiras negras de folha pequena são árvores que em media nas cidades podem ter um crescimento controlado entre os 4 e os 10 metros e tem uma duração media de vida cerca de 100 anos (estas árvores devem ter cerca de 60 anos mais ou menos).

Estamos certos que agora a nossa acção, nomeadamente, as razões que nos levaram a tomar tão drástica medida, está esclarecida e justificada.

David Santos
Presidente Conselho de Administração
e-mail: presidente@fagar.pt

ALGARVE SAUDOSISTA - Meridionalidades…Vaidades nossas ?




Por Eduardo Brazão Gonçalves

14 – AS BARCAS

Foi numa barca que o diabo de Gil Vicente carregou os vários personagens da Trilogia das Barcas, dos quais, após a crítica moral de cada um, apenas deixou passar para a barca do Paraíso quatro cavaleiros que morreram combatendo e um parvo que não errou por maldade.
Era também numa mitológica barca que Caronte, o barqueiro dos infernos, para aí transportava as almas dos mortos através do Estige, rio que rodeava esses mesmos infernos.
Mas aqui, neste mundo, nesta nossa terra, mais feliz e mais real, foi também em barcas que, em bons tempos, se carregavam os nossos frutos secos para exportação e se descarregava muito esparto e muita palma, com que se faziam as nossas úteis e indispensáveis alcofas e demais artefactos, cuja utilidade actualmente se limita a ser “souvenir” do visitante estrangeiro, mas que para nós ainda funciona como souvenir-saudade de genuínos tempos passados.

Boxe em Faro!



PROGRAMA DO EVENTO

16:00 - Combates de exibição (Escolas de Formação)
16:30 - Combates preliminares
17:00 - Taça do Algarve (Apuramento regional p/ Taça de Portugal)
18:00- Encerramento

mais informações aqui

futebol e música!


Armindo Silva - sócio fundador da ARCM

Faro: Tribunal decide despejo da Associação de Músicos (ARCM)

A Associação Recreativa e Cultural de Músicos (ARCM) está em risco de ir para a rua, agora que o Tribunal Judicial de Faro emitiu, a 1 de Outubro, sentença de despejo das instalações de há 20 anos, “considerando não haver necessidade de julgamento e dando a razão ao senhorio”. Músicos contestam em tribunal e na rua.

Assim, já no Sábado, 4 de Dezembro, a ARCM está a preparar um desfile pelas ruas de Faro para “dar visibilidade à real possibilidade de dezenas de projectos musicais, grupos de teatro, grupos de dança e outros projectos artísticos que se desenvolvem na sua sede, poderem ficar sem este espaço e serem obrigados a ficar na rua com todos o seus instrumentos musicais, equipamento sonoro ou material cénico”, anuncia a associação.

A concentração dos participantes terá lugar às 9h30 na sede da ARCM e o desfile percorrerá o centro da cidade, com passagem pelo Mercado Municipal, Teatro Lethes, Rua de Sto. António, terminando no Coreto do Jardim Manuel Bívar



Portimonense 1 - U. Leiria 0: Jogo interrompido aos 53 minutos

Tudo se ficou a dever a uma avaria numa caixa de iluminação no exterior do estádio ainda no decorrer da primeira parte. Foi chamado um piquete da EDP, mas a avaria não foi resolvida em tempo útil. Rui Silva ainda deu início à segunda parte, mas foi obrigado a interromper o jogo aos 53 minutos, quando a visibilidade já era muito reduzida.

Juca & Zeca


Domingo, Novembro 28, 2010

Foram-se as árvores do Largo Manuel Teixeira Gomes... o comentário





fotografias daqui
Estas árvores foram cortadas e não podadas!!
A poda tem como principais objectivos a revitalização das plantas e no caso das de fruto o aumento da área exposta ao sol para induzir a produção.
Em todo o país as árvores ornamentais são mal podadas!
Os cortes que estas árvores sofreram têm vários erros e passo a enumerar:

1 - As técnicas de corte não foram respeitadas deixando feridas enormes expostas com arrancamento de casca nas zonas inferiores do tronco e sem aplicação de qualquer produto antifungico e isolante.- Estas podem causar problemas fitossanitários e o apodrecimento de partes das árvores.

2 - Uma árvore deve ser podada garatindo um mínimo de equilíbrio entra a copa restante e o tronco, de forma a garantir um mínimo de actividade de fotossíntese - estas árvores foram decepadas deixadas sem qualquer folha que, mesmo em plantas de folha caduca e uma vez que não tinham caído ainda estavam a desempenhar um papel ainda importante.

3 - Esteticamente não são precisas grandes explicações ao trabalho feito não se pode chamar poda mas sim arraso. Ou melhor usando o termo corrente em algumas zonas agrícolas e para árvores de fruto "arreio" , mas mesmo assim mal feito pois não respeitou a forma da árvore.

4 - No momento da poda deve ter tido em conta o desenvolvimento futuro da árvore e fazer uma chamada "poda de formação", para que a árvore ao voltar a emitir ramos o faça de forma mais apropriada. Ora estas árvores foram simplesmente cortadas e de tal forma que para vencer o tal "stress" de que falei vão lançar ramos por todos os lados criando uma copa fraca, pois não há nenhum ramo dominante e que obrigará a muitas mais intervenções futuras.

5 - Outra coisa a ter em atenção no momento da poda é a idade das árvores e neste caso estas árvores já com alguma idade não vão ter a mesma resposta que uma árvore nova.
Nas árvores o que existe acima do solo é equivalente ao que existe por baixo, temos assim um conjunto de árvores completamente desiquilibrado , que poderão ter problemas de apodrecimento de raízes, pondo em causa a sobrevivência das plantas e mais grave em casos urbanos como estes (mas não de emediato) esse apodrecimento poderá causar abatimentos de terra e pavimentos que deixarão de ter o suporte que essas raízes lhes davam.

Escrevo isto com conhecimento de causa, sou Arquitecto Paisagista, tal como o Presidente Macário Correia, se eu sei isto ele também sabe e deverá insistir com a FAGAR para formar os seus funcionários e desenvolver as técnicas correctas.
Aliás nota-se que este tipo de intervenções se generalizou com a entrada da FAGAR na gestão dos jardins, na AV. Gulbenkian, na 5 de Outubro, nas laranjeiras em frente ao Teatro que também foram arrasadas, na Alameda, etc.
Não se confunda manutenção de espaços verdes com operações que só visam aumentar o período de intervenção para dar menos trabalho corrente.

Existe uma delegação da Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas em Faro, Sr. Eng./Arq. Paisagista fale com eles para promover uns cursos de formação de jardineiros, de certeza que o IEFP apoiaria e talvez se conseguisse tirar mais alguém do desemprego e ter um espaços verdes melhor cuidados.

Arquitecto Paisagista residente em Faro


Deixo os seguintes comentários como, e apenas, mais uma opinião pessoal sobre os pontos de vista muitos vezes contrários que existem sobre a poda de atarraque:

1. O atarraque é um tipo de poda tão válido como qualquer outra, dependendo a sua escolha da idade da árvore e dos objectivos que se pretendem atingir.

2. O objectivo principal da poda de atarraque é contrariar o crescimento dos ramos, o seu desguarnecimento e minimizar os risco de esgalhamento e queda, pela acção do vento ou outro tipo de forças.

3. O atarraque é uma tipo de poda desaconselhável em árvores novas, sendo as árvores adultas as que respondem melhor a este tipo de poda.

4. Todas as árvores velhas respondem mal a todos os tipo de poda, devendo o seu rejuvenescimento ser ajudado pela aplicação de fertilizantes ou rega (enquanto a idade da árvore o permitir, quando o tal não acontece é sinal de que terminou o seu ciclo de vida, devendo ser substituída por novo exemplar, como acontece com todos os seres vivos).

5. Culturalmente, em termos sociais e de economia rural, o atarraque foi uma poda muito usada no rejuvenescimento da folhagem do freixo, espécie de árvore cuja folhagem era usada tradicionalmente na alimentação de gado. Esta prática cultural, ou o que resta dela nas sebes de compartimentação dos campos agrícolas, ainda hoje pode ser observada no planalto Mirandês,
onde este tipo de poda molda a paisagem desta região transmontana.

5. Em termos estéticos, pessoalmente, não me choca nada, pelo contrário, acho muito interessante, as formas nodosas que os choupos vão tomando ao serem submetidos a este tipo de poda. Pena é que sejam raros os exemplos de espaços públicos bem desenhados, por forma a realçar as características e o ambiente peculiares que podem resultar do recurso a este tipo de poda.

Fernando W. Macedo (Arquitecto Paisagista)

ESCLARECIMENTO:
VI O MEU NOME CHAMADO A ESTE DEBATE SEM NADA TER QUE VER COM O MESMO.
E passo a esclarecer:
Chamo-me Fernando Augusto Ferreira Macedo, (não Fernando W Macedo)sou realmente Arquitecto Paisagista e fui Chefe de Gabinete durante a Presidência de José Apolinário e neste momento já assisti a várias reuniões de Câmara na qualidade de Vereador em exercício eleito pelo Partido Socialista.
Profissionalmente, e uma vez que alguns comentadores mostratram interesse nisso posso dizer que durante durante 12 anos trabalhei exactamente na área da manutenção dos espaços verdes em dois municípios, sendo um deles o de Lisboa.
Durante esse tempo para além de projectar construir e manter espaços verdes urbanos, promovi e leccionei em vários cursos para jardineiros, e já agora posso informar que recebi vários prémios pelos meus trabalhos.
Desde que me fixei em Faro que não trabalho nessa área, não me tendo eximido de opinar sobre esta matéria durante os 3 anos que estive na CM Faro, empenhando-me sempre que necessário, mas sem me sobrepor à estrutura camarária, uma vez que não era essa a função que era suposto desempenhar nesse momento.
Quanto aos que se preocupam com a minha colocação devo informar que já por 3 vezes exerci cargos de chefia, NUNCA por questões políticas mas sim por mérito técnico e no dia 20 de Outubro de 2009 com a tomada de posse do actual executivo voltei ao meu local de origem onde desempenho as funções de Técnico Superior sem qualquer tipo de problema de "pôr as mãos na massa" e de tratar dos assuntos de forma profissional, correcta e célere como se pede na Administração Pública.
Um ultimo esclarecimento para informar que quanto a Formações não preciso de aconselhamento, Tenho uma pós graduação em Gestão e Políticas Ambientais, e para além de outro tipo de formações mais pontuais, tenho um diploma do Instituto Nacional de Administração, para dirigentes intermédios o FORGEP e estou neste momento a aprofundar esta formação com o Curso de Alta Direcção para a Administração Pública igualmente leccionado pelo INA.

Agradecia ao ADF a publicação deste comentário, sendo por certo esta a ultima vez que comentarei ou responderei a qualquer tipo de comentários que por este blog apareçam.
Obrigado
Fernando A.F Macedo

No meu último comentário neste blogue referi-me ao Choupo, quando pretendia referir-me ao Plátano. Fica aqui a correcção.
Relativamente às causas que podem levar a optar-se por um tipo de poda rasa, como a que se fez no Largo de Faro, para além da questão de segurança pública, aproveito para acrescentar o sombreamento excessivo, mas em geral, como já disse, quer se trate de árvores urbanas ou de produção o objectivo do atarraque é estimular o vigor vegetativo das plantas.
No meu comentário anterior também referi, ainda que apenas de passagem, o mau planeamento e desenho dos espaços urbanos (fazendo parte do projecto a manutenção e conservação dos espaços), porque o tema do blogue era a prática da poda de atarraque. No caso concreto do Largo Teixeira Gomes, parece-me óbvio o problema do mau planeamento, pois o porte dos plátanos adultos é completamente desajustada à escala do local. A área do Largo é demasiada pequena para o tipo de árvores que aí se plantaram, não permitindo, por exemplo manter uma afastamento de segurança de 10-12m da estrada. Não sei quais as razões que levaram a optar pela poda de atarraque, mas se o problema for o porte da árvore, a meu ver, apenas existem duas soluções: continuar-se a fazer-se periodicamente a poda de atarraque para manter um porte das árvores adequado às dimensões do Largo e diminuir um pouco os riscos de acidentes nos automóveis que circulam nas ruas, ou arrancar as árvores, como alguns comentaristas aqui já referiram. Se a justificação, em detrimento de outro tipo de poda, for apenas por razões económicas, por mim também acho aceitável.

Relativamente há confusão dos nomes (das pessoas, desta vez): o meu nome completo é Fernando Wolfango Vasconcelos Pereira de Macedo e sou arquiecto paisagista residente em Vila Real (Trás-os-Montes, não Vila Real em Faro) e apesar do desleixo e abandono que alguns espaços do distrito de faro estão votados (como de resto se passa um pouco por todo o país), de certo haverá muitos e bons exemplos de espaços agradáveis no Algarve, mas que infelizmente não conheço, porque nunca tive a oportunidade de ir a Faro.

Por último, peço ao Sr. Fernando A.F Macedo, que tome de ânimo leve todos as comentários, incluindo os meus, e os ataques pessoais que são habituais neste tipo de blogues, e não seja essa a razão para deixar de participar neste ou outro Blogues, pois as sua opinião e contribuições enriquecerão certamente qualquer espaço de debate.

Fernando W. Macedo (Arquitecto Paisagista)



É de estranhar a posição assumida pelo ex chefe de gabinete do Drº José Apolinário, segundo se lei nos comentários não se verifica nenhum conflito impondo o direito à honra e à negação da liberdade de expressão.
A liberdade de expressão é um direito fundamental individual e como principio conformador e essencial à manutenção e aprofundamento do Estado de Direito democrático, reconhecendo-se que o exercício do direito de expressão, designadamente enquanto direito de informar, de opinião e de critica, constitui o próprio fundamento do sistema democrático.
Não existe critica caluniosa ou formulação de juízes de valor aos quais subjaz o exclusivo propósito de rebaixar e de humilhar, o senhor arquitecto.
Seria de melhor utilidade que o digníssimo arquitecto paisagista e respeitado funcionário da administração pública, viesse a terreiro informar os visitantes deste blog,como exigir ao poder politico o respeito pelos eleitores.
Uma vantagem já a obteve, passou a ser conhecido o Senhor Fernando, que em tempos idos teve assento na autarquia e continua de vez em vez!

Augusto de Santa Eulália e Burney

Ao Defesa de Faro
Para complementar o ESCLARECIMENTO prestado devo dizer que não tenho nada a ver com qualquer dos comentários aqui publicados para além do que eu devidamente assino com o meu nome completo.

2- REPUDIO COMPLETAMENTE O USO ABUSIVO QUE ALGUÉM QUE SE ASSINA "Fernando W. Macedo" FAZ DO MEU NOME , UMA VEZ QUE NÃO EXISTE MAIS QUALQUER OUTRO ARQ. PAISAGISTA COM O NOME "FERNANDO MACEDO" MUITO MENOS AQUI NO ALGARVE. CREIO CONVICTAMENTE QUE ESSSE USO É FEITO PARA BARALHAR E PARA ATINGIR FINS POLÍTICOS OBSCUROS.

QUANTO Ao comentário do sr. burnay DEVO-LHE DIZER QUE a liberdade de expresão tem limites quando tentam envolver de forma pouco clara o nome de outros, aí trata-s de calúnia e usurpação de nome.
MAIS: NÃO PRECISO DE QUALQUER ESPÉCIE DE PUBLICIDADE, NUNCA PRECISEI NEM PRECISAREI.

Boa Tarde
Fernando A. F. Macedo



Pois é já começa a ser caricato esta questão dos Fernandos e dos Macedos, mas não querendo abusar da paciência dos bloguista, sobre esta questão não posso deixar de responder ao Sr. Fernando Macedo (o que tem A.F. como nomes do meio):

1. Fernandos há muitos, Macedos há muitos, Arquitectos paisagistas há muitos é, como os chapéus que também há muitos.

2.O que haverá certamente poucos serão mais que um Fernando Macedo e ainda por cima ambos arquitectos paisagistas e logo por coincidência encontrarem-se referidos no mesmo blog, mas ao que parece há.

3. Se o Sr. F.A.F. Macedo tem dúvidas sobre isso, pode tirá-las junto da APAP, e verá que existe um outro Fernando Macedo, arquitecto Paisagista, com o nº de sócio 0690 da APAP.

4. Abusivo, acho que é a sua conclusão, em julgar que eu é que usei abusivamente o seu nome, quando em nenhum momento me referi à sua pessoa, com a exepção de esclarecer a confusão de nomes que aqui foi gerada por outro bloguista.

5. Já sabia que quem anda à chuva molha-se, fico agora a saber que quem não anda também está sujeito a molhar-se.

Passe bem.

Fernando Macedo

IKEA oficializa contrato com Câmara de Loulé


localização será junto ao nó Loulé/Faro(Estádio Algarve).

Um ano depois de ter anunciado pretensões de abrir uma loja e um centro comercial Inter IKEA em Loulé, Algarve, a cadeia sueca informa hoje que vai celebrar dia 02 de dezembro com "um contrato de cooperação" com a Câmara de Loulé.

Em declarações à Lusa, a relações públicas da Ikea, Ana Teresa Fernandes, explicou que o contrato de cooperação que vai ser assinado na próxima semana em Loulé "serve no fundo para confirmar a intenção da cadeia sueca em realizar o projeto no Algarve até 2015 e que se encontrou o como para avançar com o projeto" e "continuar a levar a marca a mais portugueses".

A Câmara Municipal de Loulé, a IKEA Portugal e a Inter IKEA Centre Group vão realizar dia 02 de dezembro, pelas 11:00, nos Paços do Concelho em Loulé, a assinatura do contrato de cooperação entre as referidas entidades, que permitirá a realização do projecto comercial que compreende uma loja IKEA, assim como um Centro Comercial e um Retail Park" mais aqui

A CASA [dança] > 27 E 28 NOV > Sábado e Domingo > 16H00 > TEATRO DAS FIGURAS



27 e 28 de Novembro, Sábado e Domingo, 16h00
Duração: 50 minutos
Classificação etária: maiores de 6 anos
Preços: € 4,00 [ESPECTÁCULO TMF]


FICHA ARTÍSTICA
Intérpretes: Alban Hall, Constanza Givone e Maria Radich
Vídeo: João Pinto
Música: Paulo Curado
Cenografia: Patrícia Colunas
Desenho de luz: Carlos Ramos
Apoio à criação vídeo: Dina Mendonça
Apoio dramatúrgico: Filipa Francisco
Colaboração: Ulla Janatuinen


A Casa é um espectáculo de dança que gira em torno da casa ideal de cada um.

Alicerçada num conjunto de entrevistas recolhidas e filmadas em vídeo entre 2009 e 2010 – em todas as localidades onde será apresentado o espectáculo – a Casa é assim construída a partir de um projecto elaborado com a arquitectura das vontades das muitas pessoas entrevistadas.

Pensada tanto para uma apresentação ao ar livre como no interior, a Casa convida-nos a entrar no espaço da memória, da construção e do desejo, transportando-nos simultaneamente para os lotes de terreno da utopia.

Sábado, Novembro 27, 2010

Foram-se as árvores do Largo Manuel Teixeira Gomes...

Sou leitora assídua do vosso blog e gostaria de contribuir com o seguinte texto:

"Na passada Terça-feira, ao final do dia, quando descia pela rua Reitor Teixeira Guedes, em Faro, deparei-me com um cenário desolador: as árvores do Largo Manuel Teixeira Gomes tinham sido fortemente desbastadas . Existindo uma enorme carência de espaços verdes na cidade de Faro e, dada a sua importância em qualquer cidade, não posso deixar de me questionar sobre qual terá sido a razão de tamanho acto. Estariam as árvores doentes ou será esta mais uma medida inteligente, semelhante a tantas outras ocorridas num passado recente, com que a edilidade insiste em brindar os farenses?"

ver imagens aqui

Cumprimentos

Hoje nos Artistas!


Sexta-feira, Novembro 26, 2010

A pergunta?



D.Albertina da Silveira da Madre de Deus.
Saberá Sra, se nesta reunião da NATO terão discutido a continuação ou não das obras na Penha?

Sherlock Holmes da Penha

É Hoje.




"Apelamos a todos e a todas que se mobilizem para a Marcha da Indignação: na próxima sexta, dia 26 de Novembro, em Faro, com concentração a partir das 17:30h, no sítio do Arneiro (junto da fábrica da Sumol)."

assina a petição aqui

Four Oceans Faro Pro 2010 - o filme



"...O evento decorreu debaixo de condições climatéricas bastante adversas fortes ventos de SW e mais tarde de NW condicionaram a realização da prova, dificultando à organização do Clube de Surf de Faro realizar o evento da melhor Forma.

No 1º dia de prova a fraca ondulação e o forte vento fizeram com que o evento fosse cancelado, já no segundo dia realizaram-se os 16 avos de final e a prova feminina ate as meias-finais.
Os destaques do dia foram para o surfista Kikas que soube aproveitar muito bem as difíceis condições de mar.

No último dia de prova esta deslocou-se para a Barrinha, único local possível para a realização da mesma, o que veio a acontecer por volta das 13:00 horas.
Com a maré a vazar o vento a cair e com ondas entre o meio metro e o metro desenrolou-se o evento de Longboard num ambiente descontraído e de grande convívio.

Este evento teve como finalistas Luís "Lufi" Bento 1º classificado, Bruno "Bubas" Charneca 2º classificado, Miguel Ruivo 3º classificado e João Carvalho 4º classificado.
O Longboarder Miguel Ruivo arrecadou o Troféu IBIS que distinguiu o atleta que fez a onda mais pontuada da prova.

A cerimónia de entrega de prémios teve lugar no Centro Náutico da Praia de Faro e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Faro, Eng. Macário Correia e do vereador de Desporto Dr. Paulo Santos, que reafirmou a sua vontade de projectar a cidade a nível nacional e internacional como verdadeira referência, neste caso, na área desportiva..."

Rodolfo Oliveira

O amor pode vencer a NATO

A comitiva da Geórgia, um país do amen nas questões da NATO e outras, onde o seu povo come miséria todos os dias, fez-se representar por uma delegação numerosa, que acabou por ser notícia pela questão mais trivial deste mundo - a recepção de 80 acompanhantes de luxo -, para os momentos de relax entre as duas viagens.

Uma parte dos portugueses ficaram boqueabertos com aquilo que é uma prática corrente em qualquer grande acontecimento nacional ou internacional, onde os políticos, empresários e outras classes elitistas e de elevado suporte financeiro, têm à sua disposição um serviço multifacetado, de cinco estrelas, para o alívio do stress.

Sendo a questão natural para esta gente que usa o serviço e abstraindo-nos do impacto da notícia na Geórgia, que deverá estar habituada aos desmandos dos seus políticos, que não diferem dos outros, temos a reter algumas apreensões para os cidadãos comuns:

1ª- Sendo uma prática habitual para apoio, não se terá ficado pela prestação de serviços aos georgianos (esperemos que alguém se apresse a esclarecer-nos porque as dúvidas são a porta da especulação);

2ª- Alguém se encarregou, previamente, da organização destes serviços para reunir um exército sexual e pacífico, que estivesse bem humorado e em condições de higiene, para vencer a batalha que lhes foi proposta;

3ª- Pressupondo a antecedência da contratação, ninguém leva a mal a utilização dos canais diplomáticos que, como a palavra indica e as funções determinam, têm que ser discretos, como o uso dos meios públicos na preparação dos pormenores faz todo o sentido, porque são mais baratos;

4ª- As autoridades portuguesas, como bons mestres de cerimónias, tiveram que validar "o livre acesso por entre as medidas de segurança", atribuindo o crachá para o bom desempenho das tarefas...;

5ª- O pagode da segurança, que arcou financeiramente sobre os portugueses, não afectou o estado de espírito dos organizadores e dos participantes sobre questões de guerra e paz, inserindo-se este episódio na parte da paz e do amor.

Com as decisões da cimeira já concertadas pelas principais potências, este encontro ao mais alto nível da NATO, foi para a concordância e para a descontracção, sendo o episódio conhecido das 8o call-girls, uma manobra de diversão táctica para pôr à prova a capacidade de organização e segurança do evento que, naturalmente, mereceu elogios.

Em conclusão: foi uma manobra de teste dentro do conjunto das manobras, com a NATO e os seus servidores a saírem em condições de enfrentarem novos combates!

Luis Alexandre

Quarta-feira, Novembro 24, 2010

Os dois lados...da greve geral



A CGTP é uma fábrica de desemprego, aqui

Em greve, aqui

Governo indica adesão de 20,1% na função pública e muito reduzida no privado

Helena André garante que “o país viveu uma greve geral tranquila e Portugal não parou no dia de hoje”.
Em conferencia de imprensa sobre o balanço da greve geral de hoje, a ministra do Trabalho, a adesão à greve foi “muito variável” considerando diferentes sectores, com destaque para a adesão “muito reduzida no sector privado”. A justificar esta posição, está, segundo o governo, o consumo de energia entre a uma da manha e as 16 horas de hoje “praticamente igual ao do dia de ontem”, o que sugere que não houve supressão de produção.
A ministra destacou ainda a reduzida participação em !sectores económicos relevantes” como o têxtil, metalurgia e a cortiça. No que toca ao sector dos transportes, um dos mais afectados, a ministra apontou que a adesão foi variável “entre os 5 a 95%”.
A ministra remeteu ainda “os números da administração pública” para o secretário de estado, que, posteriormente, “dará informações mais detalhadas”. actualizado às 22:43

As centrais sindicais pediram que o Governo assuma o compromisso de atualizar o salário mínimo até 500 euros em 2011, na conferência de imprensa em que anunciaram que a greve geral teve a adesão de três milhões de trabalhadores.

HOJE, CONFERÊNCIA DE IMPRENSA - APRESENTAÇÃO DO PROJECTO ARTE TOP NA BAIXA DE FARO - 24 - NOV. - 18H30 - CLUBE FARENSE


mais aqui

Para todos verem.



No passado dia 18 decorreu a Campaign Media Awards, uma entrega de prémios de publicidade que decorreu no Reino Unido.

Para além das categorias tradicionais, como a "Campanha Mediática do Ano" (venceu a agência de comunicação Carat pelo trabalho promocional à British Gas), ou a de "Melhor Programa de Comunicações" (atribuído à MEC pela campanha "Let's Grow", para a Morrison), esta cerimónia estreou a categoria "Anúncio do YouTube do Ano" que, como o nome indica, premiou o melhor anúncio de 2010 exibido no YouTube.

O vencedor nesta nova categoria foi o vídeo da campanha "Abrace a Vida - use sempre o cinto de segurança", um anúncio de serviço público dos criativos da empresa Alexander Commercials, que publicaram o anúncio em janeiro deste ano.

No YouTube já tem quase 12 milhões de visitas e já é um premiado repetente. Recebeu a medalha de ouro nos Prémios de Publicidade Internacional de Nova Iorque, o 3.º prémio nos Leões de Cannes e está classificado como o melhor vídeo educacional e o mais visto no YouTube.

O vídeo premiado não mostra as cenas chocantes nem os números das vítimas de acidentes por ano, mas consegue ter tanto ou mais impacto emocional do que os vídeos tradicionais de prevenção rodoviária.

Terça-feira, Novembro 23, 2010

Portugal é diferente da Irlanda! é mesmo!


Coitados dos irlandeses
Como se pode ler em qualquer blog de esquerda, a crise na Irlanda é a prova do fracasso do neo-liberalismo, da política de impostos baixos e da flexibilidade laboral.
Deve ser. Os irlandeses estão a pagar bem caro as suas opções económicas. O governo vai cortar o salário mínimo em 12%. Em vez de 1461 €, o salário mínimo Irlandês vai passar a ser de 1 286 €. É bem feito. Tivessem seguido o modelo português de impostos elevados e rigidez laboral e não teriam este violento corte do salário mínimo.

João Miranda

Merkel diz que há um risco “excepcionalmente sério” de outros países pedirem ajuda

Faro - Preço da água desce para 40% dos consumidores


A FAGAR está a levar a cabo a revisão dos seus tarifários para 2011. A autarquia, titular da maioria do capital social desta empresa municipal, participou activamente na definição das alterações que os preços irão sofrer. Maior equidade e particular atenção às condições dos mais carenciados foram os parâmetros que nortearam as decisões tomadas.

Em face da grave conjuntura económica-social, impunha-se que esta empresa municipal readequasse o seu preçário, de molde a desonerar as facturas de consumo de água dos titulares de rendimentos médios e baixos. Esta é uma responsabilidade social que não declinamos. Estes perfazem 40% do rol de consumidores. Vão todos pagar menos. A título de exemplo, um consumidor doméstico que consuma até 6 m3 de água/mês, vai pagar em média menos 15% de factura mensal. As famílias numerosas que consumam até 19 m3 por mês também vão usufruir em média de igual redução. O mesmo sucederá com a generalidade das IPSS e titulares de estabelecimentos comerciais. No cômputo geral, entre consumo doméstico, comércio, turismo, pensionistas, famílias numerosas, IPSS e instituições de utilidade pública, haverá cerca de 12.000 clientes da FAGAR que pagarão menos do que em 2010.É um universo muito abrangente, mas que no quadro actual se encontra perfeitamente justificado.

Dos restantes 60% de consumidores, 40% vão pagar em 2011 o mesmo que em 2010. Os restantes verão as suas facturas aumentar, sendo que apenas em patamares de consumo extremamente elevados os aumentos serão significativos. A título de exemplo, apenas para consumos domésticos superiores a 26 m3/mês é que os aumentos serão superiores a 15%.Não estão nesta circunstância mais do que 1000 consumidores domésticos.

Saliente-se, não obstante, que estes ajustamentos não comprometem o equilíbrio financeiro da FAGAR nem põe em causa a sua sustentabilidade. Através destas alterações não se estão a canalizar prejuízos para a empresa que teriam que ser suportados pela autarquia, mas sim a redistribuir o esforço de cada consumidor em função do seu dispêndio de água e da respectiva capacidade contributiva.

Numa época de crise exigem-se respostas sociais. Exige-se que o universo municipal - autarquia e sector empresarial local - seja mais eficiente. Só assim se poderá cobrar taxas e preços mais justos aos cidadãos. Temos e vamos continuar a fazer esse caminho, pese embora os constrangimentos financeiros de todos conhecidos.

Com os melhores cumprimentos.

CMF

"Sevilha em Bici" - Uma ideia com rodas para andar... até em Faro.




mais aqui

PLAN DE LA BICICLETA DE SEVILLA

Plan director para el fomento del transporte en bicicleta 2007-2010
La estrategia de fomento de la bicicleta no puede llevarse a cabo al margen de los actores y la ciudadanía. Por tanto, el Plan Director propone una estrategia participada a través del fomento de la actividad de unos organismos ya formados, como la Comisión Cívica de la Bicicleta, y de la incorporación de otros actores y sectores ciudadanos. El hecho cierto de que los proyectos de carriles bici se encuentren entre las opciones más votadas de los Presupuestos Participativos corrobora esta opción.
Bajo el auspicio de la Delegación de Participación Ciudadana del Ayuntamiento se ha constituido la Comisión Cívica de la Bicicleta, donde están representados: las empresas del sector, las dos Universidades de la ciudad, Asociaciones de ciclistas urbanos, Asociaciones ecologistas, Asociaciones de patinadores y otros colectivos o ciudadanos a nivel particular. La labor de esta Comisión ha sido la de sugerir ideas, validar proyectos y debatir en torno a los aspectos más relevantes de la estrategia de fomento de la bicicleta, lo que ha permitido que dicha estrategia haya sido el resultado de un consenso general. El Plan apuesta porque éste sea en el futuro el organismo sobre el cuál pivoten los procesos decisorios sobre las líneas maestras del presente Plan Director y del que surja una participación activa en su desarrollo. En definitiva se trata de que la Comisión sea un órgano consultivo del Ayuntamiento que lo asesore en el diseño de la estrategia de promoción de la bicicleta como medio de transporte, en el marco de una política para potenciar su participación en el reparto modal. Ello incluiría formular iniciativas en ámbitos como la combinación de la bici y el transporte público, la extensión de la red de vías ciclistas, ordenanzas municipales al respecto, etc.…. Para ello, propone la continuidad de la Comisión en su composición actual, incluso aumentando el número de colectivos y personas participantes, y le asigna un presupuesto específico para que pueda ejercer sus funciones con la necesaria suficiencia.

Uma Greve Geral que tem de ter consequências

Na quarta-feira, 24 de Novembro, tendo por base as profundas contradições geradas pela crise capitalista e as políticas reaccionárias que o Governo Sócrates e seus aliados pretendem aplicar sobre o povo português, os trabalhadores vão fazer uma demonstração da sua força e revolta através da Greve Geral.
Não conseguindo iludir a consciência política da imensa maioria dos trabalhadores sobre as razões da crise que os querem fazer pagar, nomeadamente a criação dos números da dívida para sanar os buracos e perdas financeiras da Banca, com destaque para aqueles que faliram fraudulentamente (BPN, BPP e SLN) sob a direcção da camarilha cavaquista, o Governo do PS tem cada vez menos condições para governar e a acção de luta deve ser norteada para o seu derrube.
As condições de degradação social, os 700 mil desempregados, a emigração de volta, a precariedade de emprego, as ameaças permanentes sobre quem trabalha, a intenção de liberalizar os despedimentos, os mais de dois milhões de pobres, o encarecimento diário do custo de vida e as perdas de rendimentos e regalias decretadas nos PEC e no OE para 2011, mais as medidas adicionais que se seguirão no futuro próximo, são motivos suficientes para uma grande mobilização e demonstração de repúdio pelas fórmulas invariáveis do universo de soluções do capitalismo.
Esta acção dos trabalhadores portugueses, que será a mais expressiva depois de 1975 e tem profundo carácter político, não se pode ficar por objectivos curtos de “assustar uma certa burguesia”, como terá de ser uma resposta de que os trabalhadores têm outras saídas para a crise, para a gestão governativa e a defesa da independência nacional.
Os trabalhadores não podem gastar as suas energias para a simples defesa do Estado Social, que as direcções da CGTP e UGT e os chamados partidos de esquerda definem como horizonte, porquanto o que está em causa não é remendar as leis da burguesia mas impor as que servem o conjunto do povo português.
O dia 24 de Novembro representa apenas um passo numa luta prolongada, eminentemente política, onde o que está em causa não é ver e estreitar os problemas do país que nos são colocados apenas precisando de soluções técnicas e dirigidas pelos partidos burgueses mas, perceber e equacionar as políticas do interesse popular e impor que sejam aplicadas.
A linha de interesses e organização que separa a produção e a apropriação abusiva da riqueza produzida esteve sempre presente na governação do nosso país, cujos resultados estão patenteados na profundidade da actual crise, em que os lucros estão a salvo e são usados para a chantagem e mais rapinagem, ao invés do estado de pobreza geral da economia e finanças da Nação e do seu povo.
A Greve Geral tem de representar um corte com estas políticas de destruição nacional e pelo derrube do Governo que se propõe fazer o país vergar ao maior assalto jamais feito sobre o povo português.

Luis Alexandre

Um dia de chuva.


ALGARVE SAUDOSISTA - Meridionalidades…Vaidades nossas ?


Por Eduardo Brazão Gonçalves

13 – OS MOINHOS DE VENTOS

O actualmente obsoleto moinho de vento também teve a sua época de grande prestígio, como representante de uma das criações bem sucedidas do génio humano. Tanto mais assim é, se se levar em linha de conta que ele é dos primeiros grandes substitutos da energia do músculo humano ou do músculo animal.
Também a perfeição da sua técnica é relevante, sobretudo se atendermos que veio substituir técnicas tão primitivas, como o uso de um calhau batendo sobre uma base de pedra e os moinhos de braço, também chamados “móses” caseiras, e o pilão-almofariz ainda usado pelos povos primitivos actuais.
Mas a atestar a validade dos princípios técnicos que enformaram a sua invenção, aí estão os seus sucessores que pretendem agora aproveitar a energia eólica para proporcionar à humanidade o uso da indispensável electricidade. Agora já não para poupar o esforço físico do homem ou dos animais.
Mas uma diferença importante os separa. Se não é da habituação dos nossos olhos, os moinhos tradicionais embelezavam mesmo a natureza.

O primeiro dia do resto das nossas vidas.

Frase conhecida. Mas não gasta. Sempre com a solenidade e a gravidade adequadas a certas situações, como a que agora vivemos como País.
Não faço apelos de adesão à greve geral do próximo dia 24/11, mas sinto que esta grave geral tem, ou devia ter, um significado mais profundo do que normalmente aquele que fica da guerras dos números da adesão e da contra informação que há sempre por estas ocasiões.
Gostava que o dia 24 fosse um dia de profunda reflexão dos portugueses. Na rua ou no local de trabalho, onde quer que escolhermos estar na Quarta-feira (e todas as escolhas são legítimas), era importante que todos parássemos para pensar no que nos trouxe a este dia.
Para lá dos partidos, dos protagonistas, da história ou episódios recentes ou mais remotos, era importante reflectirmos sobre os caminhos que escolhemos para chegar onde chegámos.
Porém, esta reflexão deve servir principalmente para um novo começo no dia 25/11. Mais verdade, mais responsabilidade, mais competência!

Saudações farenses

Miguel Sengo da Costa

P.S. A ironia da data!

Segunda-feira, Novembro 22, 2010

e tudo o vento levou!


O presidente da Câmara de Portimão Manuel da Luz não está disposto a esperar mais pela construção do Complexo Desportivo, no Barranco do Rodrigo, por isso a autarquia está aberta à negociação de uma possível rescisão do contrato com o Grupo Lena.

«Neste momento, interessa mais ao município a rescisão do contrato, porque os equipamentos (estádio de futebol, pavilhão multifuncional e piscinas olímpicas) tinham que ser revistos e já não faz sentido, nesta altura de crise, a sua construção», revelou ao «barlavento» Manuel da Luz.

É que já se passou mais de um ano desde o lançamento oficial da primeira pedra, mas o Grupo Lena, vencedor do concurso público internacional para a construção do Complexo, em Janeiro de 2007, não avançou nem com um tijolo. mais aqui

e para recordar aqui, aqui e aqui

Contra as portagens!


mais aqui

"Apelamos a todos e a todas que se mobilizem para a Marcha da Indignação: na próxima sexta, dia 26 de Novembro, em Faro, com concentração a partir das 17:30h, no sítio do Arneiro (junto da fábrica da Sumol)."

Faro: Comunicador britânico Jonathan Chase anima «ArteCiência.café»


clicar na imagem para ampliar



o programa completo aqui

O comunicador de ciência britânico Jonathan Chase, vai estar presente, dia 27 de Novembro, na apresentação de um novo projecto do Centro de Ciência Viva do Algarve (CCVA), o «ArteCiência.café» na Baixa de Faro.

Baseado no formato «Café Ciência Júnior», este será “um espaço informal onde a ciência e a arte se cruzam, criando o ambiente propício para a discussão de temas de ciência e tecnologia controversos e actuais”.

O comunicador de ciência Jonathan Chase, que se tornou popular pela forma original e criativa de comunicar ciência, através da fusão entre a música rap e hip-hop e a ciência, será o primeiro convidado especial.

“Pretende comunicar ideias de ciência ao público aliando a informação ao entretenimento. A originalidade e musicalidade dos seus versos são os principais elementos do seu sucesso”, refere o CCVA, em comunicado, sobre o britânico.

Jonathan Chase já colaborou com instituições de renome como a NASA e o Science Museum of London e o seu esforço em tornar conceitos de ciência acessíveis ao grande público tem sido enaltecido por diversos meios de comunicação.

O primeiro «ArteCiência.café» terá como tema as «Pradarias Marinhas» e contará também com a participação dos investigadores Joana Boavida e Diogo Paulo, colaboradores no projecto Biomares. A interpretação artística do tema em debate será feita pelos alunos da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa.

A sessão decorre dia 27 de Novembro, no Centro de Ciência Viva do Algarve, em Faro, às 15:00 horas

próximo?


Depois da Grécia, Irlanda recebe apoio financeiro

A União Europeia e o FMI responderam favoravelmente ontem, domingo, ao pedido de ajuda até 90 mil milhões de euros para a Irlanda. Será o segundo país da zona Euro a beneficiar este ano de um plano de auxílio, após a Grécia.

as opiniões dividem-se:

Com o resgate europeu à Irlanda oficializado, o foco dos mercados vai virar definitivamente para a economia portuguesa.
É essa a opinião dos analistas internacionais - com Nouriel Roubini à cabeça - que esperam que os próximos dias e semanas sejam de alta tensão para a dívida nacional.


Cavaco Silva diz que situação de Portugal é muito diferente da Irlanda.

Riesgos financieros
Portugal y España, ¿en el punto de mira tras el rescate de Irlanda?

O braço armado da globalização imperialista

Lisboa foi palco de uma das maiores manifestações da super-estrutura que planifica e vigia a protecção militar da expansão económica e financeira das principais potências que integram a NATO.
Na sequência das alterações económicas produzidas pela globalização, que fizeram emergir novas nações em poder financeiro e político, estas impuseram novas fronteiras e regras para o domínio do mundo, substantivadas na passagem de G8 para G20 e na reformulação dos alinhamentos, na definição dos perigos e dos ganhos.
A saudada Rússia, sem o véu de falso país socialista e que substituiu a opressão do capitalismo de mercado pelo de Estado, impotente para travar os novos centros de gravidade da política e da economia mundial, cercada de fronteiras que se realinharam e com as quais precisa de estabelecer alinhamentos e não sendo a China a sua opção, deu o único passo possível para evitar o isolamento.
A NATO, cujo nome deixou de reflectir a composição e os propósitos desta organização e que constitui o único conglomerado com fins militares do mundo fora do concerto das Nações Unidas, consciente das mudanças na correlação de forças mundial, procura nesta cimeira reafirmar as razões de fundo da sua existência, no novo quadro de alianças e sujeições de adaptação à permanente atenção e renovação dos seus interesses.
Com o poder económico e financeiro do mundo a deslocar-se do ocidente para oriente, as zonas tampão e ricas em sub-solo no sub- continente asiático, assumem uma importância geo-estratégica que motivam a presença e a reunião das condições que sirvam os interesses das potências representadas neste bloco.
Sob o pretexto de encontrar uma solução política para o Afeganistão, porque do ponto de vista militar a NATO está derrotada, o que está em causa para os seus mandantes é deixar no terreno as influências, os meios e os financiamentos que preservem o controlo estratégico da região.
Não sendo a Ásia, no presente, uma ameaça militar mas apenas económica, com um considerável número de potências regionais em elevado crescimento sustentado em ritmos desumanizados de exploração que não incomodam o Ocidente e podem descambar em ambições regionais, importa manter os olhos abertos e as mãos sobre um território de elevada importância para a continuação da hegemonia.
As principais decisões do conclave imperialista, sob a batuta do poderoso exército norte-americano, foram fundamentalmente de arranjos políticos para a regularização e longevidade da globalização e a correspondente ordem belicista, agora alongada às linhas russas.
O nacional porreirismo português cumpriu o seu papel de mestre-de-cerimónias, com os nossos representantes a abanarem o rabo de contentamento, afinal a NATO é a organização militar dos nossos credores, e compusemos o ramalhete daqueles que vieram para a vassalagem do que foi previamente negociado e fechado.
Os Estados Unidos não tiveram que prestar contas do seu pagode financeiro que desestabilizou o mundo e das arruaças do Iraque e Afeganistão, que trouxeram muita instabilidade à humanidade e não só aos seus causadores directos, levando debaixo do braço o servilismo da Europa, acrescentado pelo da Rússia.
A podridão dos princípios desta super-estrutura de defesa do capitalismo e onde o generalato e a política americana impõem as prioridades e os valores dos saques, deixam lugar à cobardia do Governo português e sobretudo dos vizinhos espanhóis, que não a incomodaram com o problema da ocupação do território Saraui e os massacres regulares que o Governo de Marrocos perpetra sobre um povo indefeso e seu legítimo detentor.
A NATO, que sempre atribuiu a si própria legitimidade e cujos documentos de fundo envolvem absoluto secretismo, renovou o seu mandato de, pela força das baionetas, dos mísseis ou do nuclear, poder intervir em qualquer parte do mundo, incluindo para esmagar qualquer rebelião que ocorra, mesmo no território português, onde o povo ponha em causa as políticas e os políticos que representam o capitalismo mundial.
Esta política e esta organização, que não serve a convivência pacífica e as transacções justas entre povos e Nações, tem tido a conivência da ONU, que deveria liderar o seu repúdio.

Luis Alexandre

Domingo, Novembro 21, 2010

Memorandum

Dois pontos muito importantes:

Este triste problema da Groundforce, tem um contorno especialmente trágico, que não posso deixar de pôr em evidência:
Há casais, em que ambos os conjuges são funcionários da Groundforce.
Do seu trabalho provém todo o sustento para as suas famílias.
Não vou fazer uma pergunta, mas sim uma afirmação peremptória, que, em minha opinião, não admite contestação:
Nesta situação tristíssima, não podem ficar sem emprego ambos os elementos do casal, sob pena de se criarem consequências muito graves, cujos contornos e consequências serão dramáticos, em termos familiares.
Deste modo, e independentemente de tudo o resto, terá que ser assegurada a continuidade de trabalho a, pelo menos, um dos membros do casal.

Os cortes orçamentais, que o executivo nacional vai levar a efeito, têm que ser ponderados, e analisados caso a caso.
Nem todas as situações são iguais, pelo que terão de merecer tratamento diferenciado.
Vai ser reduzido o apoio às Instituições Particulares de Solidariedade Social?
Àquelas entidades que fazem, por abnegação e sem fins lucrativos, o que caberia a um estado social ?
Isso não pode acontecer, porque se assim for, essas instituições não sobreviverão, com as terríveis consequências que daí advirão para toda a sociedade.

São dois pontos que considero, verdadeiramente, muito importantes

Jorge Leitão

Sábado, Novembro 20, 2010

PETIÇÃO «Vamos preservar a escadaria do Liceu de Faro e as árvores existentes»


A "nova" entrada do Liceu.
clicar na imagem para ampliar


anos 80


Liceu João de Deus 1948.


PETIÇÃO «Vamos preservar a escadaria do Liceu de Faro e as árvores existentes»

assinar aqui

Depois de sessenta e dois anos de história do Liceu João de Deus o plano de remodelação deste edifício, obra que será gerida pelo Parque Escolar, pretende eliminar a escadaria actual.
O edifício da Escola Secundária João de Deus construído no sítio do Alto de Santo António, é um edifício que se destaca e domina visualmente sobre a Avenida 5 de Outubro. A acentuar esta elevação discreta temos a escadaria, a enquadrar a zona central do edifício e como que a desaguar na longa avenida que desce até à baixa da cidade. Faz parte do memória visual da cidade ao qual a população está ligada e não deve a sua traça exterior ser descaracterizada.
As árvores da Escola Secundária João de Deus fazem parte do património da escola e cidade perfeitamente integrada na mata circundante. Algumas delas centenárias, resistentes como o medronheiro à esquerda da entrada. Queremos pois que toda esta riqueza construída ou natural seja preservada.

Os signatários

A estratégia duma portaria numa escola não passa pela sua visibilidade mas sim pela sua funcionalidade em relação à escola, ou seja, não deve ser um elemento de destaque de recepção principal a quem entra na escola. A sua presença deve ser discreta e eficaz e nunca elemento de realce descolado da arquitectura.
Como é que se pode reenquadrar a escadaria se o volume da portaria irá apropriar-se do espaço de entrada retirando as principais perspectivas de entrada da escola?.
Por outro lado é difícil compreender a convergência da escada quando existe um elemento opaco no meio que lhe retira precisamente essa convergência, ou seja, acaba por divergir fragmentando a escada em duas escadas laterais e criando novas barreiras.
A preservação da memória colectiva implica de certeza o somatório das memórias passadas. A dinâmica do presente e do futuro terá que ser feita respeitando todas as memórias que construímos e que deram alma à escola João de Deus.
Infelizmente ninguém se apercebeu do simbolismo que representa uma escada, nomeadamente esta que faz parte do principal ponto de encontro e convívio de várias gerações. Se a não concordância com o projecto da escadaria e portaria for considerado passadismo e imobilismo então de certeza que os sentimentos nostálgicos deverão ser interpretados já como movimento de negação do projecto o qual deu coerência a um protesto.
A fragmentação em duas escadas laterais embora de maior amplitude, só contribui para a portaria se tornar no principal elemento focal da escola, o que não tem sentido pois retira o protagonismo ao elemento primordial que é a entrada do edifício da Escola.


REFLECÇÃO

Em 1912, na 1ª República, os alunos do Liceu, corajosos, tomaram a iniciativa e conseguiram que o Presidente da República, Dr. Manuel de Arriaga, promulgasse o Despacho de alteração da designação do Liceu Central de Faro para Liceu Central de João de Deus.

Estamos no séc. XXI, na III República e em plena Democracia!... Nós, antigos e actuais alunos e professores do Liceu e farenses em geral, não teremos a mesma força e coragem suficientes, como tiveram os alunos de há 100 anos, para impedir que uma minoria insensível descaracterize o edifício, destruindo a Escadaria da entrada principal, parte integrante da sua Identidade, tal como as Árvores plantadas aquando da construção do edifício, há mais de 60 anos?!...
Quantas fotos de alunos e professores foram tiradas nessa escadaria?!...
Era aí o local privilegiado para gravar para a posteridade os bons momentos de uma juventude irrequieta, mas ávida do saber!...
E de futuro? As fotos terão cor política?!... Serão tiradas ao Centro, ou umas à Direita e outras à Esquerda da “casota” do porteiro?...

O edifício do Liceu, tal como foi concebido, faz parte do Património de Faro e é considerado um Monumento, cujo Nº IPA (Inventário do Património Arquitectónico) é PT050805050132

http://www.monumentos.pt/Monumentos/forms/002_B2.aspx?CoHa=2_B1

E, como tal, o seu traçado arquitectónico é intocável!... Não podemos permitir que seja devastado!...

A “Escadaria” é um dos ex-líbris do Liceu, é um “pormenor” importante da sua Identidade, tal como o “Brasão” em pedra, existente na fachada principal, onde está escrito "A ESCOLA NÃO É TORTURA NEM BRINQUEDO É SIM ESTUDO NÃO É CÁRCERE NEM PÁTEO É SIM TEMPLO JOÃO DE DEUS".

O Liceu de Faro, com um percurso histórico de excelência, não merece ser maltratado!

A PROPÓSITO …

O Prof. Pinheiro e Rosa, no Prefácio da 1ª edição da publicação das Gravuras sobre Faro Antigo do artista Luís Santos, em Março de 1983, escreveu: “(…) No meu tempo de moço, era próprio só os velhos falar do ‘como era’. Assiste-se hoje a uma consoladora evolução em que os novos começam a interessar-se pelo passado, suporte do presente e luz de contraste para o futuro. (…) Depois o Artista pôs-se a percorrer as ruas e os sítios principais da cidade. (…) encontrou imagens de prédios que muitos de nós conhecemos e, um ou outro, que ainda vemos exactamente como estavam e não foram sacrificados à fúria do modernismo, que imolando sem piedade as características desta terra, tendendo a torná-la igual a qualquer outra. (…)”

O Arqt.º Porfírio Maia, Vereador do Pelouro da Cultura da C.M.F., em 1996, escreveu no Prefácio da 2ª edição dessa publicação: “(…) Mas aquilo que não se adivinhava era a série indiscriminada de destruições devidas à ignorância ou ausência de interesse cultural, provocada por aqueles que negligentemente usaram mal a economia, substituindo, sem arte nem engenho, valores patrimoniais, como se o património fosse sua pertença exclusiva e não pertença das gerações futuras e que para elas deve ser preservado. Esta publicação é demonstrativa da riqueza do património perdido e poderá levar alguns a reflectirem sobre os crimes cometidos e incentivar outros a responsabilizarem-se pela protecção daquilo que resta. (…)”

Maria Rogélia Pereira Cevadinha Caetano
Aluna do Liceu Nacional de Faro em 1956-1963
Professora da Escola Secundária João de Deus em 1974-2008

O AINDA DESCONHECIDO ALGARVE SUBTERRÂNEO



No seguimento das explorações das Grutas Algar da Maxila e Bita em Moncarapacho nos anos de 1979 e 1980, o Grupo de Espeleologia Desportiva de Faro (GEDF) decidiu conhecer a Gruta Ibne Ammar em Estômbar.
Para esta expedição o GEDF acolheu alguns participantes interessados em descobrir a beleza do Algarve subterrâneo.
Fomos para Estômbar de comboio e percorremos a pé o trajecto até à entrada da Gruta (perto do rio Arade).
O acesso principal estava protegido por uma porta metálica (grades) que se encontrava aberta, permitindo que explorássemos o seu interior.
Quero salientar que as nossas explorações espeleológicas sempre se nortearam pela preservação do património geológico e ambiental.
A Ibne Ammar divide-se em duas zonas distintas, o lago subterrâneo e a zona denominada por "seca".
Nesta expedição começámos por transpor um sifão seco, bastante difícil tecnicamente, onde a progressão foi lenta e calculada no sentido de precaver qualquer tipo de acidente.
Chegámos então a uma enorme sala que dá acesso ao famoso lago subterrâneo.
Já no lago, observamos a beleza sempre espectacular das formações geológicas formadas ao longo de milhares de anos, estalagmites, estalactites e colunas.

Recordo-me de um colega nosso se ter aventurado por uma chaminé bastante escorregadia e perdendo a aderência lá veio ele de carrinho bater com os "costados" na água do lago, felizmente sem problemas de maior.
Tivemos igualmente a oportunidade de observar milhares e milhares de morcegos pendurados nas paredes da caverna, aguardando o anoitecer para abandonarem a Gruta e partirem à busca de alimento.
Seguidamente exploramos a "zona seca" (autêntico labirinto) onde utilizei estacas com fita fluorescente para marcar o trajecto.
A progressão nesta zona pode ser considerada como algo intimidante, dado que é necessário manter uma constante orientação para salvaguardar o regresso em segurança.
Nem todos os elementos da expedição se quiseram aventurar nesta área mas tudo correu dentro da normalidade.

Passamos um dia inteiro dentro da Gruta Ibne Ammar e quando terminámos tal não foi a satisfação por termos realizado com sucesso mais esta aventura, visitando um local extraordinário que deve ser preservado por todos.

Luís Nadkarni

Sexta-feira, Novembro 19, 2010

Intervalo


O PAÍS SEGUE DAQUI A DOIS DIAS

«A ausência de um acordo teria produzido duas coisas, ambas meritórias. Primeiro,a demissão de Sócrates. E, segundo, a certeza de que o FMI traria vigilância às contas públicas; rigor na execução; e, claro, juros incomparavelmente mais baixos do que a extorsão a que o país está submetido. Infelizmente, os consensos podres prevaleceram. E, pior, um coro de eminências pardas e comentadores parvos pedem agora um governo de ‘salvação nacional’. Para liquidar de vez qualquer possibilidade de alternativa e ruptura com a mediocridade instalada? O que nos salva é que a Irlanda, muito provavelmente, vai atirar a toalha; e, depois da Irlanda, seremos nós. Louco? Irresponsável? Antipatriota? Muito obrigado. Deixo ficar a sanidade, o rigor e o patriotismo para quem nos trouxe até aqui.»

João Pereira Coutinho, CM


O primeiro-ministro, José Sócrates, reafirmou na abertura da 22ª Cimeira da NATO, no Parque das Nações, que “Portugal continua empenhado” na estabilização da situação de segurança no Afeganistão e disponível para “reforçar o seu contributo para a missão de formação e treino das forças afegãs, que permite ao país assumir plenamente as suas funções de soberania”.

The underground force

A região algarvia, que tem sido acossada por uma série de incidentes que lhe têm colocado problemas acrescidos no contexto de crise financeira mundial, voltou a ser maltratada com o tempestivo despedimento de mais de 330 trabalhadores da empresa de handling, Groundforce.
Esta empresa, detida pela TAP, a transportadora nacional de bandeira que tem delapidado centenas de milhões de euros com a sua actividade comercial nos últimos anos, resolveu dar o golpe de misericórdia na sua subsidiária em vésperas de fim-de-ano e no decurso da preparação do dossier para a sua privatização.
A contrição do presidente da TAP, Fernando Pinto, e a frieza e golpismo dos Ministérios envolvidos na operação de tentativa de colocação da empresa no mercado, são uma forma de desfaçatez com que o capital e os seus políticos representantes tratam os trabalhadores deste país, usados como mera mercadoria, abusando das razões sociais e das leis e evidenciando a incúria e impunidade do papel das empresas do Estado.
Com o mais grave registo de desemprego da História do Algarve e a falta de medidas concretas para debelar o acumulado de problemas que afectam a actividade turística, de que o episódio recente de suspensão das operações de duas prestigiadas agências é um indicador incompreendido e mal recebido, o despedimento planeado, fundamentado em razões economicistas e da responsabilidade do proprietário Estado, mostra bem o desprezo por uma região que prestigiou o país na arte de bem receber e projectar o nome e a economia do país.
A empresa titular da Grounforce, justamente acusada de não fazer investimentos na sua rota a partir de Faro, refugia-se em números que ela própria fabricou na sua incapacidade de análise e de se adaptar aos mercados e, como não lhe interessou procurar ideias, acabou por deixar afundar o barco, servindo os objectivos da sua estratégia subterrânea de se libertar de encargos para o apetite dos investidores.
Todo este plano não é inocente, tem de merecer o repúdio dos trabalhadores em geral e a exigência de criação de um plano de reestruturação da empresa para a defesa dos postos de trabalho.

Luis Alexandre

Academia e ambiente.



No link abaixo, imagens do estado em que ficou o Ludo após as
cerimónias da praxe dos estudantes da UALG.
A Associação de Estudantes estará a pensar promover a limpeza do local?

http://www.4shared.com/dir/sWb2KKbj/Pblico.html

J Ataíde Ferreira


Quinta-feira, Novembro 18, 2010

Obra parada.


Fui informado que a Câmara Municipal de Faro tomou medidas para a paragem imediata e efectiva das obras que estavam a decorrer na Vidreira e que infringiam o regulamento do Centro Histórico de Faro.

Deste episódio pode tirar-se 2 conclusões principais:
-Por um lado, constatar que, cada um de nós como cidadão, tem capacidade de intervir de forma efectiva nos destinos da nossa terra. Temos que nos habituar a ser actores, e não meros espectadores, da cena política à nossa volta. Como já afirmei anteriormente o selo da democracia do séc. XXI é a cidadania.
Tal como a velhinha na Alemanha que escorraçou o matulão, zelando pela conduta pública, que o meu amigo Brazão Gonçalves descreveu, temos o dever de vigiar o espaço público que é nosso. A Vidreira não é minha propriedade mas insere-se num espaço que também é meu e tem que o respeitar.
-Por outro lado, a constatação que esta Câmara está receptiva à intervenção de cidadania. A sua acção célere nesta e noutras situações demonstra-o e abre a oportunidade para todos nós começarmos a participar de forma activa no destino da cidade de Faro.

Fernando Silva Grade

O dia em que um sorriso parou São Paulo.



uma pequena ideia um grande sorriso.(Public.)

Palmeiras, pragas e tratamentos.

Doença das Palmeiras

A Câmara Municipal de Faro, em face de informação imprecisa que tem sido veiculada a respeito das medidas tomadas para controlo e erradicação da praga do escaravelho das palmeiras, vem tornar público o seguinte:

1. O escaravelho das palmeiras é um insecto que vive e se alimenta no interior do tronco desta. Tem preferência pela Phoenix canariensis - palmeira comum em Portugal com tronco grosso em forma de ananás mas pode atacar outras espécies. Os danos produzidos são tão graves que findam a vida da palmeira hospedeira. Para além disso, estes insectos gozam da aptidão de sustentar voos contínuos de longa distância entre 4- 5 km, pelo que a sua propagação é crítica de conter, como se tem observado pela sua difusão na faixa costeira algarvia.

2. A FAGAR, em estreita articulação com a autarquia, estabeleceu como prioritário o combate a esta praga. Têm garantido um apertado plano de vigilância às palmeiras na identificação dos sintomas da doença e prepararam atempadamente um plano de ataque em que avulta a aplicação regular de produtos de acção preventiva e curativa.

3. O método que tem oferecido mais garantias de êxito no tratamento de cada palmeira, e que quando aplicado num estágio inicial da praga pode consentir a sobrevivência da planta, é o que consiste na pulverização por inundação da coroa de um produto biológico à base de nemátodos. O tratamento, sem garantia de sucesso, dura pelo menos 2 anos e apenas oferece resultados visíveis ao fim de 9 meses.

4. A Fagar trata todas as palmeiras, independentemente de estas apresentarem sinais de infestação e está nesta altura a executar a aplicação do insecticida que compreende a fase de preparação e pulverização, que pode custar entre 100 a 250 euros por palmeira, dependendo da altura desta e dos meios utilizados. Já foram empregues cerca de 29.000 € nestes tratamentos e serão necessários mais 36.000 € para proceder à limpeza, corte e incineração das 70 palmeiras já identificadas como irrecuperáveis.

5. Das cerca de 400 palmeiras existentes no concelho estima-se que 100, na melhor das hipóteses, tenham que ser removidas. Estamos a envidar todos os esforços para atenuar o cataclismo ambiental que esta praga acarreta, já que esta espécie é um marco identitário da cidade e do concelho pelo que merece o esforço financeiro que esta intervenção demanda.

Com os melhores cumprimentos.

Juca & Zeca


Melhores do que os melhores do mundo.


Margarida Cepeda
óleo s/tela
enfrentando-se

aqui

Quarta-feira, Novembro 17, 2010

Estórias farenses.





fotos de FSG tiradas hoje manhã.
No âmbito dos meus deveres e direitos de cidadania, estou permanentemente atento aquilo que se passa em Faro a nível do património histórico e ambiental, áreas que me são particularmente caras.
Deste facto, resulta que me dirijo vezes sem conta às instalações do Departamento do Urbanismo da Câmara Municipal para me reunir e expor factos que observo e que transgridem objectivamente o regulamento da zona histórica de Faro.
O que se passa é que, sempre que existe uma intervenção em qualquer casa do centro histórico, ela é recorrentemente penalizadora da integridade patrimonial do edifício devido à utilização de materiais inadequados e devido a alterações da traça original.
Tenho conseguido com a minha acção algumas pequenas vitórias que se traduzem em minimizar alguns estragos que de outro modo seriam grandes estragos. Contudo, o facto consumado é, a maior parte das vezes, a arma utilizada para levar avante intervenções descaracterizadoras e que destroem sem dó nem piedade mais um pedaço da nossa cultura.

Na semana passada verifiquei que estavam a destelhar uma antiga vidreira perto do Arco da Vila. Sabendo de experiências anteriores o que isto pode significar, fui logo alertar o Departamento do Urbanismo para a situação.
Na 2ª feira, o que receava veio a acontecer. Verifiquei que estavam a colocar telha lusa no edifício, o que viola o regulamento do centro histórico, que unicamente permite telha de canudo (a telha lusa de cor vermelha vivo é um dos materiais que maior impacto negativo tem sobre as construções tradicionais).
Dirigi-me imediatamente ao Departamento do Urbanismo e lá disseram-me que a obra tinha sido embargada. Disse-lhes que naquele preciso momento as telhas estavam a ser colocadas. Responderam-me que estão a acompanhar a situação e que as diligências previstas na lei tinham sido accionadas e que o processo estava a decorrer.
Resolvi de seguida ir à Fiscalização.
Como aquela hora esta se encontrava já encerrada, somente na manhã seguinte (ontem) consegui ser recebido no departamento de Fiscalização da Câmara.
Expus a situação e voltaram a dizer-me que a obra estava embargada. Informei-os que tinha acabado de passar pelo edifício e que continuavam a trabalhar.
Responderam-me que não podiam pôr lá uns homens para tentar pela força impedir a obra.
Disse-lhes que sendo assim eles iriam fazer a obra até ao fim e iriam utilizar a estratégia do facto consumado, dando-lhes a entender que essa acção iria penalizar o centro histórico e que tudo aquilo era ilegal e imoral.
- E não há maneira de depois se corrigir a infracção e obrigar o proprietário a repor as coisas em conformidade com a lei?
- Isso depois é com os tribunais… responderam-me.

Esta pequena história reflecte bem o estado da nação!
Vivemos num país em que as leis foram feitas, não para se cumprirem, mas para serem contornadas!
E é com base nesta premissa que o país funciona!
Esta é uma das razões que faz com que Portugal esteja no estado deplorável que se revela a cada dia que passa.
O nosso Centro Histórico, uma das últimas esperanças para a revitalização desta cidade estagnada, sofre todos os dias ataques idênticos (só nos últimos dias detectei meia dúzia de casos).

Quero também anunciar, com muita mágoa, que a última casa particular em Faro que mantinha todos os padrões de autenticidade intactos, já foi maculada pela tinta plástica, (que sufoca e “apasticha”, neste momento, todo o centro histórico de Faro). O edifício em questão é a casa térrea ao lado da Tasquinha da Sé. Há uns tempos fiz uma proposta ao Departamento do Urbanismo para que o seu proprietário fosse homenageado com um prémio, sugestão muito bem aceite.
Tarde demais. Estamos, portanto, perante um caso de extinção completa da casa algarvia (sem descaracterizações) em Faro.

Esta bandalheira que se passa em Faro e no resto do país é a gangrena que nos condena ao atraso e ao subdesenvolvimento crónico.
Só para ver as diferenças:
Num país civilizado os centros históricos são estudados e analisados por especialistas e são elaborados regulamentos com base nesses estudos.
A partir daí os moradores dessas zonas têm que respeitar escrupulosamente o que foi estipulado. E ai de quem prevaricar! Evidentemente que os moradores dos centros históricos têm, por sua vez, apoio dos governos para que as intervenções adequadas não os penalizem economicamente.
E os resultados estão à vista. Visitem os centros históricos de cidades na Itália, em França, na Áustria, na Suécia, etc., etc., e vejam a diferença (abissal) relativamente aos centros históricos aqui no Algarve.
Moral da história - aquela célebre frase dos romanos continua actualizada:” há um povo nos confins da Ibéria que não se governa nem se deixa governar!”

Fernando Silva Grade

4º Encontro de Coros Ibéricos - Cidade de Faro


No próximo Sábado a música coral volta a invandir a capital algarvia com o 4º Encontro de Coros Ibéricos - Cidade de Faro.
Venha assistir a este grande espectáculo pelas 21h30 no Auditório do Conservatório Regional do Algarve.
Nunca viu um espectáculo destes? Este pode ser o primeiro. Nós garantimos que não se vai arrepender!

Grupo Coral Ossónoba,