Quinta-feira, Março 31, 2011

Quem chama o FBI?


 
mosca no teclado - fotografia de Reynaldo Monteiro 

O ministro das finanças, Teixeira dos Santos, não tem neste momento "confiança" em que não seja necessária a ajuda externa, mas garantiu que não será este Governo que a vai pedir, porque não tem condições para o fazer. aqui



Cavaco Silva

"... mas disse mais em directo nas televisões. Se o país precisar de ajuda externa, o Governo, agora em gestão, tem condições para requerer essa ajuda do fundo de estabilização europeu e o FMI. Foi quando disse que o Executivo “não está impedido de praticar os actos necessários à condução dos destinos do país, tanto no plano interno como no plano externo”.

Um “dever tanto mais acrescido” tendo em conta o momento de “grande exigência e responsabilidade”. Noutro ponto da comunicação – cerca de 10 minutos – Cavaco advertiu ainda que Portugal vive, “porventura, um dos momentos mais críticos da vida nacional desde que foi instaurado o regime democrático”.Temos a obrigação de defender o regime democrático, a nossa economia e o bem-estar dos cidadãos e das suas famílias”, dramatizou..."

aqui

Cavaco anuncia eleições para 5 de Junho

Juca & Zeca

"Portugal exagerou mais que a Grécia"

Praia do Vau - fotografia de Fátima Borges
O ex-ministro das Finanças diz que a crise de Portugal resulta de uma desgovernação a que os portugueses assistem atónitos.
"Não se está a governar Portugal. Está-se a governar uma coisa que se quer ser moderna. Os portugueses olham atónitos para um comboio que em câmara lenta vai caminhando para um choque. Eu acho que esse choque não é inevitável se soubermos criar uma ampla coligação para a mudança", disse Braga de Macedo, em declarações à TVI 24.
Para o economista, Portugal desprezou totalmente as regras do não endividamento: "Portugal tem o défice maior dos países todos da União Europeia. Portugal exagerou. Mais que a Grécia, mais que a Espanha. Em Portugal, o desprezo pelas regras do bom senso do não endividamento foram totais", sublinhou Braga de Macedo.

Crise política é "golpe" de Sócrates para se vitimizar
O sociólogo António Barreto afirmou que a demissão do Governo foi um "golpe" do primeiro-ministro José Sócrates para provocar eleições.

in Diário Económico


O INE acaba de revelar que o défice de Portugal ficou em 8,6% no ano passado, acima do limite de 7,3% estabelecido pelo Governo

Quarta-feira, Março 30, 2011

Vamos ver o Farense



















Entrada livre e desfile dos atletas do Clube
Cerimónia do hastear da Bandeira, dia 1 às 9.00 horas.
O jogo entre o Farense e o Carregado que se realiza no Domingo, às 16 horas, vai ter entrada livre, no âmbito das comemorações do 101.º aniversário do Clube.
A partir das 15 horas os atletas que representam o Farense nas diversas modalidades e escalões vão desfilar no relvado do S. Luís.
Ficam desde já todos os farense convidados a participar no evento.
Está também marcada, para o dia 1 de Abril, sexta-feira, a cerimónia do “Hastear da Bandeira”, que se vai realizar em frente do edifício sede do clube, pelas 9.00 horas.

Governo pode congelar portagens nas Scut

Executivo em gestão reavalia se quer avançar ou travar portagens nas SCUT. A cobrança de portagens nas SCUT, que o Governo tinha anunciada para 15 de Abril, está novamente a ser estudada pelo Governo, uma vez que o país enfrenta actualmente uma crise política, com um Governo de gestão.
Segundo revela o Diário de Notícias, o Governo está a avaliar juridicamente se no actual contexto a formalização da introdução das portagens nas Scut é legalmente correcta.
Tecnicamente, o Ministério das Obras Públicas e dos Transportes diz ter tudo a postos para pôr portagens nas quatro Scut que ainda restam (Beira Interior, Interior Norte, Beira Litoral e Alta e Algarve) a 15 de Abril.
As renegociações com as concessionárias estarão prontas; os pórticos de portagens automáticas encomendados; os respectivos locais de afixação decididos. Mas se o Governo tinha já anunciado a decisão como final, a crise política levou tudo a ser reequacionado.

in diário Económico

O exemplo de Aveiro



Continuamos a não ter espaços verdes... a não ter locais seguros para " andar de bicicleta"... continuamos a não poder passear e contemplar a ria...
Temos mais sol ...mais dias com o céu azul mas...continuamos a ser uma pequena cidade de Portugal...
M.S
Aveiro/Faro, mais aqui

Terça-feira, Março 29, 2011

As eiras do mel

Com o país de rastos e uma população em sofrimento, os responsáveis políticos por todo este desassossego, que não viveram em momento nenhuma provação da sua culpa e na habitual desfaçatez, disputam a palmo os terrenos do poder e das capelinhas.
O Algarve não escapa ao clima de guerrilha, de golpe e contra-golpe, de que os casos da ERTA e da ALGAR, são bem demonstrativos.
Sempre de boca cheia "pela defesa dos interesses do Algarve", o PS e PSD regionais, para além da natural surdina sobre as lutas intestinais para os lugares nas listas eleitorais, preparam as estratégias de assalto aos lugares públicos de privilégios que apesar da crise se mantêm intocáveis.
Com o bolo requintadamente dividido ao longo de todos estes anos de democracia burguesa, nesta amostragem da ERTA e da ALGAR, retomam uma ferocidade desapropriada, numa evidência sobre as suas carteiras de prioridades.
Os graves problemas que o Algarve atravessa no contexto da crise mais geral e na própria, nunca tiveram tanta preocupação e empenho.
O desemprego mais elevado do país, as portagens iminentes e recessivas, as obras adiadas da EN 125, o Hospital Central que continua na gaveta, a rede de transportes e outros problemas e investimentos estruturais, continuam atropelados pelos PEC associados destes senhores, que transformaram a região numa quinta de interesses pessoais e de casernas. Não só não se lhes reconhece empenho, como fazem parte da política de espartilho que se abate sobre a região.
Na ERTA, que não soube arrumar a casa sem escândalos e apesar de uma reacção tardia de alguns assentos oficiais com propostas mais consentâneas – as eleições -, a novela, depois da passagem pelo Tribunal, inclui episódios com o ministro das Finanças. O aluno que chegou à presidência e se derreteu em elogios "ao mestre" na hora da posse, passou à defesa do lugar. O ex-presidente que diz não se importar por não receber… resolveu voltar e encontrou apoios… que não devem só assentar no texto dos estatutos.
Esta luta pelas capelas do poder regional, que inflama os peitos dos quadros do PS e do PSD, contagiou a ALGAR e promete não ficar aqui. O presidente da edilidade de S. Brás de Alportel não se importa de trocar de cargo e acaba por resolver o problema da passagem do poder local dando evidência ao futuro candidato.
Serão estes os problemas do Algarve? Estarão aqui contidos os nossos problemas de primeira linha? Claramente que não!

Luis Alexandre

Tacadas nos paposecos


± EGO SUM PANIS VIVUS ± from PlusqueMinusque on Vimeo.

EGO SUM PANIS VIVUS
XIX CAVUM'
Assembleia da República Portuguesa
Dia 23 Março 2011 * Dia da demissão do Primeiro Ministro

manhãs difíceis!














Centenas de utentes do Metropolitano de Lisboa aguardaram hoje longos minutos à chuva por autocarros que os pudessem levar ao trabalho devido à greve dos trabalhadores convocada para esta manhã.
aqui

Trabalhadores do Metro de Lisboa adiantam que as paralisações de 5 e 7 de abril serão as últimas, avançando depois para outras formas de luta.

Outras formas de luta?  

Região de Turismo - quem é o Presidente?


"...Não é legalmente admissível o exercício de qualquer função pública por aposentados, como seja a de Presidente da ERTA, sem que o ministro das Finanças o autorize previamente”, refere uma nota enviada ao Turismo do Algarve pelo gabinete de Teixeira dos Santos..." mais aqui

Segunda-feira, Março 28, 2011

Juca e Zeca

Levis Water< less




200 milhões de litros de agua limpa: Levi’s Watertank, em colaboração com Water.org, incentiva-nos a mudar os nossos hábitos de consumo de agua em apoio aos mais necessitados. Os novos Levi’s Water<Less™, a colecção que usa menos agua no processo de acabamento, ajudou a poupar milhões de litros desde Janeiro. Queremos convidar-te a colaborar com este desafio: http://bit.ly/LevisWaterTank

A Cidade deprimente - 3 casos na Baixa de Faro.



Fotografias :
Entrada do Atrium, café Aliança I e II e prédio na Rua de Santo António, casos que acreditamos estarem em vias de resolução mas que entretanto dão uma imagem de degradação e abandono do património da Baixa de Faro. 

post de Janeiro de 2011

A Baixa de Faro continua a Ruir

A opinião de Macário Correia

Faro-Estoi

A ligação de Faro à Via do Infante podia ter sido resolvida há 20 anos e com menos custos.
Faro e Olhão podiam ter uma ligação comum, algures entre Estoi e Pechão, saindo nos Salgados – Meia Légua.
A ligação de Olhão para a Via do Infante é contra o sentido normal do trânsito e só serve os que vão ou vêm de Espanha. Por isso tem pouco uso.
Agora, o que está feito e pensado é contra o bom senso.
Quer a Estradas de Portugal arrasar as campinas de Faro para fazer um monumental dique, destruindo os melhores solos agrícolas, quando existem outras opções melhores e explicadas há bastante tempo a quem de direito.
Mas como o ainda Governo tem por hábito decidir contra tudo e contra todos, sem considerar outras opiniões está pensado um crime.
Apelamos a que o bom senso impere e podemos ajudar.

in Correio da Manhã

Ensaio sobre o que se pensa incorrigível

Na fragilidade somos ainda mais vulneráveis. Fragilizam-nos para nos convencerem de que não somos nada. Usam a nossa vulnerabilidade para nos fragilizarem, quando os valores da democracia, mesmo a burguesa, teoricamente sustentam o contrário. Nos processos degenerativos da democracia conduzidos pela mentira e proveito de uma classe sobre as outras, os custos e as culpas são estupidamente democratizados. Prega-se o medo e não a análise para recuperar a iniciativa. Na luta de contrários entre o capital e o trabalho, no nosso país só conhecemos a vitória do primeiro. De democracia produziram muito pouco. O que se faz em política na democracia burguesa, afinal são jogos…
Com a precipitação dos acontecimentos, Cavaco Silva, antes de outros passos institucionais e comprovando a exclusiva preocupação estratégica de cinco anos para a sua reeleição, quis saber a real situação financeira do país e chamou o governador do Banco de Portugal. Logo, o presidente economista tem desconfianças mas não conhece a situação exacta. Pelos vistos, conhecem melhor as instâncias europeias e as agências de rating…
O anterior governador passou uma vida tranquila, não foi chamado a prestar contas… e o melhor, na hora das verdades sobre os rebentamentos, foi oferecer-lhe um prémio europeu de uma vida descansada.
O povo português, tratado como estúpido e que aparentemente não tem fuga, nem conhece o rombo. Só lhe dizem que tem de pagar. Sócrates e o seu Governo demissionário sabem-no há muito mas só se preocuparam com as correcções pelo lado das receitas. Trabalharam quatro, mais dois anos contra o deficit, um Adamastor construído, e as suas propostas foram sempre continuando insuficientes. E porquê? Porque o buraco tinha outros buracos escondidos.
Segundo o Banco de Portugal, o Estado tem uma dívida pública superior a 82% do PIB e muitos analistas afirmam-na superior, ultrapassando assustadoramente muito mais do valor de um ano de rendimentos brutos do país.
A julgar pelos resultados colaterais da demissão do Governo e os vários truques da contabilidade do Estado (que sobrevive à passagem de poderes governativos), a verdade oficial deverá ser uma mentira. Para o atestar, ficam as análises do Eurostat e o conhecimento das instituições europeias que em Portugal não embaraça.
Muito dinheiro mal gasto em milhares de milhões, espalhados por autarquias e as suas empresas municipais, em conjunto com o sector empresarial do Estado e o descontrolado rol de institutos e organismos para o emprego das clientelas, continuam sem peso contabilístico. E, de uma maneira geral, a Banca que delapidou as poupanças dos portugueses, também precisa de urgente socorro, o qual foi prometido pelo Governo de saída.
 Num PIB de 176 mil milhões de euros em 2010, o que se sabe é que devemos muito mais! E os votos da população foram para legitimar esta situação.
Com a queda do Governo, os mercados dos nossos credores (que só por ingenuidade é que se afirma que não têm identidade), insistiram no aumento do roubo. Se já tinham alimentado os nossos políticos para o sobre endividamento, com o proveito de um permanente bando de empresários e serviços que não dispensam as negociatas, agora levam-nos a comprar dinheiro para pagar apenas despesas correntes do Estado a preços proibitivos.
A situação é insustentável e a base de pagamento é sempre a mesma. Os economistas da nossa praça nunca tiveram coragem de o denunciar. Alguns deles, vão avisando que os custos actuais se podem estender para lá de uma dúzia de anos, o que significa que os jovens à rasca estão barbaramente condenados nas suas aspirações. Os que têm trabalho, se não reagirem, terão de vender a mão-de-obra barata no desassossego do Código de Trabalho, que lhes retira voz e direitos. Tudo à sombra de um movimento sindical que quis… ser controlado.
Com os desenvolvimentos do arrepio português, a vizinha Espanha que nos vinha anexando com investimentos avultados e uma cobrança de dívida que ultrapassa os 90 mil milhões, fica com a caixa da tesouraria exposta aos ataques da voracidade dos especuladores.
O que não foi respondido até hoje, é como se permite tanto dinheiro nas mãos dos especuladores. Estamos a falar da qualidade da política. A acumulação advém dos dinheiros roubados às economias reais dos países que fogem aos impostos pelos agentes conhecidos, em vez de serem um factor de criação de riqueza nacional. Reproduzem-se a partir de paraísos protegidos, são um factor de desequilíbrios e ingerências e até aqui falaram mais alto.
Se um pequeno país, pobre e periférico, deve mais de 100% do seu PIB, imaginemos os números astronómicos de todas as economias endividadas.
Um sistema injusto de actividade política e económica produziu estes resultados. E Portugal não foi excepção. Tem de voltar a fazer o seu encontro com a História e mudar de políticas.
O que está no horizonte não nos serve! Vivemos uma oportunidade de desmontar a democracia de embuste e fazer escolhas. Por trás do abuso da nossa vulnerabilidade, está uma grande força.

Luis Alexandre

Domingo, Março 27, 2011

Sébastien Ogier (Citroën) venceu a edição deste ano do Rali de Portugal, repetindo o triunfo do ano passado.

O Rally de Portugal, fotografia de João Fontainhas algures no Algarve. mais aqui 

Juca & Zeca

Hora legal - o comentário


















 
No regime da «Hora de Verão» que vigorou entre 1993 e 1996 a hora estava 120 minutos adiantada em relação à do meridiano de Greenwich, igual à da Europa Central, para aferir os horários de trabalho em Portugal com os dos restantes países europeus. Este regime horário imposto por Cavaco Silva facilitou as comunicações e os transportes internacionais, mas provocou queixas no país por parte de algumas pessoas que estavam contra o governo e para implicar não tiveram qualquer problema em prejudicar o resto da população.
Neste país sempre foi assim:dez pessoas conseguem arranjar algum mecanismo que possa prejudicar os restantes dez milhões.Deveriam repensar a hora legal.

A hora vai mudar hoje,tecnicamente ficamos com a hora de inverno de Ayamonte a uns kms daqui. 
comentário anónimo na defesa de Faro

Sábado, Março 26, 2011

António Pina e Nuno Aires "assumem" presidência do Turismo do Algarve ao mesmo tempo.























O Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé acolheu a previdência cautelar de Nuno Aires e decretou a suspensão da eficácia dos atos praticados por Elidérico Viegas, presidente da Assembleia Geral e do reempossado presidente António Pina. Há 5 dias para contestar.

António Pina, reempossado a 14 de março, em declarações à Lusa revelou que vai inibir-se de tomar atos administrativos na sequência da providência cautelar apresentada por Nuno Aires, que ocupou a cadeira de presidente daquela instituição, após a suspensão do mandato de Pina por incompatibilidade legal, e que contestava a sua reintegração. mais aqui

Os velhos da torre

Sexta-feira, Março 25, 2011

semana académica no Vale das Almas. O comentário.

Mas que óptima notícia! Parece que ficamos todos a ganhar!
A Semana Académica apresenta-se num formato inovador, distinguindo-se do que se faz no resto do país, e a cidade continua a ter este evento cultural mas com menos impacte ao nível do estacionamento na baixa comercial e do ruído nocturno.
Para ajudar, o cartaz parece ser bastante apelativo!
A AA está de parabéns!

Joana Cunha

O Busílis

Joana Vasconcelos - sapato com tachos.

Cerca de 1.200 chefes em risco de cair com o Governo


Segundo os especialistas, cerca de 30% dos dirigentes superiores são substituídos quando o Governo muda.
Com a demissão do Governo, os cerca de 1.200 dirigentes superiores do Estado ficam agora na dúvida sobre a sua recondução no cargo. É que, segundo a lei, os cargos de direcção superior caem automaticamente com a mudança do Governo, a não ser que o novo Executivo decida mantê-los em funções. E, tendo em conta experiências anteriores, em média, perto de 30% das chefias são substituídas quando o Executivo cai.

in Diário económico

Vale das Almas.

Vale das Almas - concentração 2010.

Semana Académica muda para o Vale das Almas.
Um conceito totalmente novo, bem próximo do de um festival e onde nem sequer falta local para acampar, marca a edição de 2011 da Semana Académica da Universidade do Algarve (UAlg), que decorrerá entre 5 e 14 de maio, no Vale das Almas, junto ao Aeroporto de Faro.
A 26ª edição do evento foi apresentada esta quinta-feira e as novidades, nomeadamente a área de campismo e os transportes gratuitos do recinto para a cidade e para a Praia de Faro entusiasmaram os muitos estudantes que encheram completamente o auditório da Faculdade de Economia do Campus das Gambelas da UAlg.

Também o anúncio das bandas já confirmadas foi recebido quase sempre com alegria e aplausos. Dos nomes já conhecidos destacam-se o músico e realizador de cinema sérvio Emir Kusturica, os Deolinda, os Tara Perdida, Áurea e Natiruts, todos a atuar no palco principal. mais aqui

uma boa noticia para quase todos, com transporte público e gratuito, evita-se a utilização dos carros particulares é o modelo utilizado pelo moto clube e que resulta, espero que tenham atenção à limpeza e segurança do evento para que tudo corra bem e a semana académica de Faro continue a ser uma festa referência a sul de Portugal  agora com uma nova "casa" maior e com mais condições para crescer. adf 

Quinta-feira, Março 24, 2011

A 19 de Março de 2011 a Câmara Municipal de Faro (CMF) organizou a campanha de limpeza "Limpar a Ria Formosa".



trabalho de Ana André

O fim.


Tabarra, salvamento
«Era assim que tudo fatalmente acabaria. Com um primeiro-ministro acossado e em fuga, recorrendo a todos os truques para falsificar a sua responsabilidade, vitimizando-se e com um PS domesticado e desesperado por salvar o que resta. Quem quiser perceber a manobra fugitiva de Sócrates que leia um texto do cientista político espanhol José Maria Maravall "Responsabilidade e manipulação" (está disponível na Internet). O caso estudado por Maravall é a conduta do PSOE espanhol nos anos 80. Para manipular o processo de responsabilização política pelos eleitores, os media foram apertados; escondeu-se informação relevante que permitisse acompanhar o Governo; falsearam-se os resultados das políticas governamentais; o partido começou a viver com férrea disciplina e centralismo para aparecer artificialmente unido na crise, culpou-se a oposição pelo que fez e não fez; o Governo apresentou as suas políticas como necessárias e inevitáveis. Sócrates abraçou em absoluto esta retórica da manipulação da responsabilidade. É a sua única saída. A responsabilidade não é dele, é de outros. A crise não é dele, é de outros. Muito haverá para dizer sobre este período deletério que Sócrates encarna na nossa política. Um dia perguntaremos como foi possível.»
(retrato do neo-fascismo socrático in Portugal dos pequeninos.)

Pedro Lomba, Público

Faro vai ter um novo Shopping.

"...O aumento em mais 97 mil metros quadrados de área de construção nos terrenos do mercado abastecedor para a implantação do "Algarve Style Outlet” obriga à execução de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Há condicionantes devido aos aquíferos subterraneos no local.


O promotor do outlet, a empresa Neinver Lusitana solicitou já informações à Direção Regional de Economia (DRE) sobre as condicionantes relativas à atividade comercial das grandes superfícies a cumprir no âmbito de um Estudo de Impacto Ambiental, ao que o Observatório do Algarve apurou junto de fonte técnica daquele organismo.

Por sua vez, Cristóvão Norte, chefe de Gabinete do presidente da câmara de Faro esclareceu que “o processo não está concluído e estão a ser limadas algumas questões com a CCDR e só quando a viabilidade do mesmo ficar garantida é que serão prestadas declarações públicas sobre o assunto, o que deverá acontecer em breve..”

"...Em 2009 a posição do PSD era esta:PSD contestou o negócio


O protocolo entre o promotor e a autarquia foi assinado pelo anterior executivo camarário, liderado pelo socialista José Apolinário.

Negócio que em 2009 gerou contestação por parte do PSD/Faro, que acusou José Apolinário de “estar a acabar com a economia farense, não tendo qualquer visão estratégica sobre qual o futuro do comércio em Faro”.

Por sua vez, o antigo autarca justificava o protocolo subscrito com a Neinever, empresa que é líder no mercado de outlets em diversos país europeus sob a marca Factory, com a falta de know how do MARF na área dos projetos comerciais deste tipo, salientando também existirem terrenos disponíveis naquela estrutura, visto não avançar a proposta da segunda fase, que apontava para a construção de um entreposto para pescado e marisco (frio) e mais dois entrepostos..."


mais aqui

Os centros comerciais do Algarve já apresentam um índice que atinge 465 m2 por mil habitantes, “consideravelmente superior” ao país e à média europeia de área bruta locável (ABL). Há sinais de “saturação” e “canibalização do mercado”.



Um outlet é um shopping que vende produtos de marca com pequenos defeitos ou de colecções já passadas, pelas suas caracteristicas não deve situar-se próximo de nenhum centro comercial ou do comércio tradicional , na situação de Faro o que  poderá acontecer:
1º - corre o promotor o  risco das próprias marcas não querem aderir ao outlet
2º - este projecto de outlet tem um concorrente no Algarve em Alcantarilha, chama-se Algarve fashion Outlet, os promotores são os do Freeport, tem uma melhor localização os promotores são melhores e as marcas vão preferir este centro.
3º - Se este cenário acontecer é mau para o comércio tradicional de Faro, para o Forum e para o próprio OUTLET, quem ganha neste processo?
adf

e mais estes:

O Algarve tem quatro novos centros comerciais a caminho

O Algarve tem quatro novos centros comerciais autorizados, devendo três deles ser inaugurados em 2012, indica um estudo da Direção Regional de Economia do Algarve sobre «Os Conjuntos Comerciais do Algarve», concluído no final do ano passado

A FRASE!




































«Portugal precisa de se defender de José Sócrates.» O A. Barreto, na sicn. Chapeau

aqui

Inverter a fórmula

O parlamento e a sua composição não conseguiram chutar Sócrates. Este saiu pelo seu pedido de demissão. Ao quarto famigerado PEC, todos se puseram de acordo. Só este é que ultrapassava os limites… usando como argumentação, cada um há sua maneira, o sofrimento da população.
Cavaco Silva, encavacado na sua magistratura activa, engoliu as distâncias do primeiro-ministro e do seu correligionário de partido. Vai reencarnar o seu papel de estátua, debaixo de um coro de críticas de passividade e assinar o papel que a Constituição lhe impõe.
Pelas declarações após a consumação do acto, todos os partidos estão felizes pela realização de eleições. Para eles o povo e o voto é que têm de decidir quem vai aplicar as medidas repressivas de que o país precisa. Produziram a situação que vivemos, lançam os custos sobre a população, não são capazes de resolver o que criaram e ainda se preparam para nos arrastar na decisão de se alternarem no poder.
Os partidos da direita tradicional exultam com o momento que prepararam de forma cautelosa, prescindindo da intervenção do presidente, Sócrates e o seu Governo montaram o PEC IV de forma a precipitar-lhes as intenções e a suposta esquerda, ainda andava a congeminar moções de censura.
Uma manobra política do dito partido socialista, ponderada e sufragada “ingenuamente pelas instâncias europeias”, deu uma forma de escape a José Sócrates, que com a demissão na mão, diz bem alto que contem com ele.
O PCP e o BE, apenas por linguagens diferentes, dizem que a política de direita está esgotada. Quando mais de 300 mil pessoas saíram à rua e 3 milhões fizeram uma massiva greve geral, não lhes foi apontado o caminho de exigirem o derrube deste Governo e a exigência de um verdadeiro Governo Democrático, com um programa virado para a independência nacional, a recuperação da nossa economia e a rejeição da dívida que o capital contraiu.
Na Islândia, um pequeno país levado à bancarrota, tem uma nova linha dirigente que já anunciou a rejeição da dívida a alguns bancos e países. E fazem-no porquê? Porque constataram a forma fraudulenta como a economia do país foi conduzida para servir interesses externos!
Os partidos em Portugal, que andam à volta do pagamento da dívida, à entrada desta sua nova crise de relacionamento continuam peremptórios, por afirmação (os da direita), ou por omissão e vergonha (os ditos de esquerda), que o país tem de encontrar as melhores fórmulas de pagar o que deve!
Com os três PEC às costas e mais um Orçamento recessivo, o país fica pendurado à espera de mais uma sessão eleitoral de folclore político da burguesia, para se decidir se sai um congeminador desta política para entrar o seu parceiro. Será difícil descobrir que não há diferenças de fundo?
O país está de novo a ser empurrado para uma ilusão como se tivessem outro objectivo que não seja salvar o sistema caduco e explorador que lhes permite os gozos da alçada do Estado.
Os trabalhadores portugueses têm de aprender as lições e não abdicarem de um programa político que sirva os seus interesses!

Luís Alexandre      

Quarta-feira, Março 23, 2011

Algarve volta a receber os melhores do mundo no Vodafone Rally de Portugal




































O Vodafone Rally de Portugal, a terceira etapa do Campeonato do Mundo de Ralis – WRC 2011, na estrada de 24 a 27 de Março, vai voltar a ter o Algarve como «quartel-general». Entre os portugueses, destaque para a estreia de Armindo Araújo, ao volante de um Mini, entre os melhores.

Apesar da crise, o número de inscritos para a 44.ª do rali mais importante do país cresceu face ao ano passado – com a receção de 75 pedidos de inscrição, na maioria de formações estrangeiras –, prometendo ainda mais emoção.

A discussão pela vitória vai animar os percursos do Alentejo e do Algarve, além da grande novidade para este ano – a superespecial de arranque da prova, amanhã, em Lisboa. O Parque das Cidades continua a servir de «quartel-general» mas o troço especial no Estádio Algarve foi, este ano, descartado.

mais aqui



Litoral de Faro e de Loulé, comparações. A opinião de TZ



quinta do lago e quarteira e vale do lobo.(Loulé)
Esta comparação da Praia de Faro e do litoral do concelho de Faro ao que se passa em Loulé é todo um engano:

1- A Praia de Faro é inquestionavelmente melhor que qualquer uma das que servem directamente os empreendimentos referidos no texto:
a) A praia da Quinta do Lago não existe na maré cheia, está cheia de calhau na rebentação, a água está quase sempre turva. Os constrangimentos no acesso quase privatizaram um grande troço de costa, não tem sítio para se fazer umas necessidades... a não ser que se vá ao GiGi, um restaurante para "elites" a que se acede nos jipes privados por um "estradão" implantado na duna e consentido pelas autoridades. Tem uma bonita ponte, construída com dinheiro público, que deve ter custado mais do que todos os investimentos alguma vez realizados pela Câmara de Loulé na parte da praia de Faro que administrativamente é território daquele concelho (a área de habitações a poente da estrada de alcatrão).
b) A praia de Vale do Lobo esteve toda a época balnear de 2010 a carregar areia puxada do mar para proteger casas, piscina e buracos de golfe, o que custou centenas de milhar de euros ao Estado. Na areia só se pode andar de chinelo para não cortar os pés nas conchas partidas que "deram à costa". Praia a evitar por todos aqueles que gostem de praia, mas tem uns duches porreiros...
c) As praias de Vilamoura apresentam tudo o que de mais insustentável se fez na costa algarvia: hotéis, urbanizações, discotecas..., tudo no areal e, muito importante, os esporões que retêm a areia da deriva litoral que devia alimentar as praias de Santa Maria. Em 2010, na Falésia, já no concelho de Albufeira, para onde fogem os habitantes de Vilamoura que querem "fazer praia", houve dias em que o número de utentes era tanto que as pessoas vinham embora por não ter sítio onde esticar a toalha...
2- Se quanto a praia propriamente dita não restam dúvidas sobre a superior qualidade da de Faro, relativamente a "emprego e equipamentos" directamente relacionados com o uso balnear, apesar do subaproveitamento do potencial existente em Faro, o nº de empregos, o volume de negócios, o número de "dias abertos ao público", o número de turistas nacionais e estrangeiros é na Praia de Faro maior do que em qualquer outra dos 60Km de litoral do Parque Natural da Ria Formosa.
O elevado uso balnear da Praia de Faro e a procura dos seus equipamentos já dura há muitos anos a esta parte, não apresenta sinais de crise, tem sido melhorado continuamente e é um caso de sustentabilidade económica e social. Apresenta alguns problemas de ordem ambiental por não terem sido feitas as devidas aplicações de fundos na manutenção, gestão e qualificação dos ecossistemas e por razões externas à praia (redução da alimentação de inertes)...
Podemos assim dizer que a Praia de Faro, apesar dos "abarracados" (há turistas que reconhecem neles valor estético e carácter diferenciador) não "impede turismo de qualidade" e tem maior atractividade para "sol e praia" do que os lugares citados no texto.
3- Aqui chegados: o que é que afinal foi diferente em Loulé que permite ao autor do texto em apreço acenar com o "mito dali"?
"É importante perceber a diferença estratégica": é simples, não está na praia, está na intensidade da urbanização turística do litoral. Em Loulé, para além de predominar uma costa sem sistema lagunar, sem aeroporto, sem a cidade... mesmo os lugares com maior valor ambiental foram sendo artificializados a partir dos anos 60/70. Está quase tudo urbanizado, centenas de hectares na frente de mar e de ria, áreas incomensuravelmente maiores do que toda a Praia de Faro. Ainda recentemente, em Vale do Lobo, na Quinta do Lago ou em Vilamoura se fizeram operações urbanísticas sobre habitats que quando ocorrem no concelho de Faro são considerados intocáveis pela administração autárquica e ambiental. Mas isso é outra conversa...Correspondendo ao apelo à responsabilidade e sentido de interesse público, resta-me apenas alertar que há vias de desenvolvimento sustentável da Praia de Faro mais favoráveis do que a opção da demolição massiva com construção de um "castelo de areia"...*
Os argumentos aduzidos no texto do Correio da Manhã não justificam de forma alguma a pretensão que, aparentemente, lhe está por detrás. O único argumento que a meu ver pode justificar o "abandono" da praia é um comprovado e elevadíssimo risco de colapso da estrutura dunar. Até prova em contrário não ocorre essa situação, embora preocupe o desleixo que se vem assistindo na implementação das competentes medidas minimizadoras.

*nota: escrito sem conhecer o PPPF e os respectivos relatórios

TZ

entretanto no Concelho de Faro na Ilha do farol vai acontecendo isto , à falta dum buraco 16 e duma piscina redonda para salvar como em Vale do Lobo,aqui ninguém toma medidas, talvez lá para a frente venha a ser dada uma ordem de demolição.... à semelhança da Praia de Faro.

Terça-feira, Março 22, 2011

chegou a hora de "mudar Portugal"



 

Fitch: Conflito político não ameaça ‘rating’ de Portugal
A disputa política entre PS e PSD não coloca em risco a notação de Portugal porque não constitui ameaça imediata ao défice para 2011.

A Rã e o Boi

Downwind de Kitesurf Cidade de Faro

Semana de Engenharia na Universidade do Algarve























 
A Universidade do Algarve vai acolher a BEW – BEST Engineering Week entre os dias 28 de Março e 1 de Abril, organizada pelo BEST Faro Algarve, com o apoio do CRIA, que se afirma mais uma vez na área de Competição de Engenharia.

Trata-se de uma semana dedicada aos estudantes da UAlg, criando a oportunidade de contacto com a realidade empresarial. Por outro lado as empresas conhecerão os futuros graduados desta instituição académica, com a oportunidade de testar as suas capacidades inventivas, de aprendizagem e de trabalho em equipa, através da resolução de desafios de casos reais técnicos, teóricos e práticos propostos pelas empresas, inseridos nas categorias Case Study, Team Design e Debate. Esta semana de Engenharia irá ao encontro de temáticas diversificadas tais como a informática, ambiente, engenharia, empreendedorismo, mecânica, marketing e electricidade.

O objectivo deste desafio empresarial na Universidade será através da aplicação prática de conhecimentos teóricos, demonstrar competências, motivar a comunicação junto de audiências, promover o trabalho em equipa e o debate de ideias, com o fim último da resolução de casos reais pelos alunos da UAlg.

Uma das provas da BEW será uma competição de Engenharia, cujos vencedores terão acesso directo à ptBEC - Portuguese BEST Engineering Competition, onde posteriormente serão apurados os vencedores para a EBEC - European BEST Engineering Competition. A EBEC juntará depois 96 estudantes de engenharia vindos de toda a Europa seleccionados a partir de uma fase inicial com cerca de 5000 alunos determinados em encontrar uma solução para um problema.

O BEST (Board of European Students of Technology) Faro Algarve recentemente fundado também na Universidade do Algarve (UAlg) é uma ONG de estudantes de Tecnologia sem fins lucrativos. Está presente em 30 países da Europa, organizados em 86 universidades, que coordenam os seus esforços de forma a providenciar aos estudantes oportunidades de formação complementar em temas variados tais como tecnologia, economia, gestão e marketing, ou na participação em competições de engenharia e feiras de emprego. Reúne cerca de 3000 membros envolvidos activamente na organização, contando com um público-alvo de cerca de 1 milhão de estudantes de toda a Europa.
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António Carvalho
President of Local BEST Group Faro Algarve
Universidade do Algarve

Board of European Students of Tecnology
Mobile: +351 919 415 670
e-mail:antonio.carvalho@BEST.eu.org

Politica Rasca

Política rasca
Apesar de nos terem enrascado, o povo não se sente rasca. Rasca é esta democracia parlamentar burguesa que, sustentada em promessas em dezenas de actos eleitorais, nos conduziu a nova bancarrota.
Percebemos para onde nos empurraram mas nem todos percebemos a gravidade da situação. Para os partidos da ordem instituída, a desordem que causaram nas finanças públicas e a incapacidade do sistema económico em dar respostas, continua a ser motivo de segredos e cozinhados. Os políticos ensaiam estratégias para a saída do enredo e o povo vive amargurado no peso da factura e no próximo papel de lhes renovar os votos.
O Governo vai e vem com os recados para os patrões europeus, anda nisto há mais de um ano e agora o PSD, depois dos seus apoios expressos com pedidos de desculpas à mistura e com a retoma de Cavaco, diz que não vai deixar o "país no pântano". Quer esclarecer quem vai continuar com o poder de fazer e aplicar os novos PEC.
Como a diluição das responsabilidades passadas parece controlada, o poder compensa e o papel do FMI, da UE ou do BCE não os afecta, o que interessa é fazer passar os sacrifícios pedidos como única medida de "salvar o país".
Uma nova farsa de eleições estará na calha, o que contraria o discurso de posse de Cavaco Silva, que é conhecedor da realidade e da necessidade de mais medidas repressivas e preferia ver este Governo levar mais longe o seu papel de desgaste, no fundo aplicando uma visão estratégica contrária à pressa da nova legião do PSD.
A corrida de Passos Coelho, que já disse ver no FMI uma solução, assume-se como uma oportunidade de capela. A provocação de eleições serve os interesses que o alimentam no imediato, numa tentativa de demarcação da égide de Cavaco e deixando dúvidas entre a velha massa dirigista e a de suporte, sobre a capacidade e resultados futuros.
Sócrates, sem mais coberturas parlamentares, o desprezo da maioria do país e na paz podre do seu partido, ainda vê bolhas de ar para respirar politicamente. Ainda não está claro que a sua demissão, que entre os indefectíveis é um fôlego, tenha terminado a sua longa caminhada quixotista contra os deficits da República.
O PCP está contra o Governo que acusa de práticas de direita e a central sindical que controla diz aos trabalhadores explorados que não vê alternativas!
O BE, que recentemente viu a sua moção de censura ir parar ao lixo, está na crise como a "esquerda de confiança", que critica as cedências às políticas de direita do PSD como se não fosse o PS e o seu Governo quem as propôs.
Num cenário destes, compreendem-se as abstenções eleitorais e os protestos da geração à rasca e das que se lhe juntaram. E estarão longe de parar!
Os políticos e o seu quadro parlamentar querem manter o poder e a iniciativa e, do outro lado, estão as aspirações esmagadas da população. Sob a capa da crise, são os interesses capitalistas que se reforçam sobre o trabalho e segundo estudos, actualmente a relação rendimentos do capital/trabalho cifra-se em 65% contra 35%, quando no marcelismo estava nos 55/45%. É para pensar!
A poeira política volta a estar no ar. Para enganar a multidão. Até os homens da ciência e da cultura, com uma visão diferente sobre os caminhos para a mudança, têm receios de darem passos. O povo tem de tomar a liderança!
Luis Alexandre

Segunda-feira, Março 21, 2011

Casa Lumena

Irá iniciar-se no final do mês a reabilitação da Casa Lumena, a qual, a pedido da proprietária, retomará a sua designação de origem, ou seja, Casa d'Alagoa. A empresa Descontrair & Descansar, através dos seus sócios fundadores, Nuno Oliveira, Diogo Perry e Nuno Almeida Fernandes, tem como objectivo recuperar este imóvel do séc. XIX, cuja traça tradicional e o valor arquitectónico serão preservados, para aí desenvolver o primeiro Hostel de Faro.

Esta intervenção vem interromper o processo de degradação em que se encontra o edifício e os trabalhos a efectuar visam a reabilitação das fachadas, dos seus dois pisos e respectivo pátio interior. Desta forma a cidade de Faro passará a oferecer aos que a visitam uma solução de alojamento, que pelas suas características próprias dará resposta à crescente procura de turismo jovem, onde Portugal tem recebido diversas distinções internacionais.

Intervenções desta natureza diversificam a oferta turística do concelho e contribuem decisivamente para reavivar o centro da cidade valorizando o espólio edificado desta área.

Manuel "Ruço" com o carro novo dos sorvetes Raja em 1967.

Mesmo sem dinheiro as demolições na Praia de Faro vão avançar.












A Ministra do Ambiente na inauguração de Cabanas Tavira em Junho de 2010.

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, admitiu hoje que as demolições na Praia de Faro são um processo "incontornável" mesmo não havendo verbas disponíveis de imediato para avançar com a remoção das construções em zona de risco.
O projeto de Plano de Pormenor (PP) da Praia de Faro, recentemente concluído, prevê a demolição de cerca de 80 por cento das construções situadas na área concessionada à autarquia.
Às 282 edificações agora sinalizadas para serem removidas da faixa central da praia juntam-se ainda as 249 dos extremos poente e nascente da praia, cuja demolição já estava prevista, o que significa que só restarão 85 das atuais construções.
Confrontado sobre a existência de verbas disponíveis para avançar com a demolição de mais de 500 construções, Humberto Rosa afirmou que existe a "sensação" de que o processo é "incontornável" mesmo sem dinheiro no imediato.
"Ainda que não haja dinheiro de repente, estes planos também não são para ser feitos no imediato", afirmou o secretário de Estado do Ambiente, sublinhando que o processo "acabará por compensar a prazo".
Humberto Rosa falava hoje durante a inauguração de um edifício de apoio administrativo da Algar, empresa responsável pela valorização e tratamento de resíduos sólidos urbanos no Algarve, situado na Estação de Transferência de Faro/Loulé/Olhão.
"O que seria uma Praia de Faro varrida constantemente no inverno por temporais com um cordão dunar a rebentar", questionou o governante, alertando para o impacto económico que as intempéries também têm na Ria Formosa.
"A motivação do Ministério do Ambiente é fazer o devidamente planeamento baseado em estudos científicos que apontam o melhor caminho e disso não nos podemos desviar", concluiu.
O projeto do PP da Praia de Faro era para ter sido debatido numa reunião da comissão específica que acompanha aquele plano na semana passada, mas a mesma foi adiada para data a anunciar.

dados, números e o pântano, só falta a tanga.



















"Estamos há demasiado tempo a jogar aos dados"

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, lançou hoje uma critica à condução política do País. aqui 

"O PSD não deixará o país ficar numa situação pantanosa" -- Passos Coelho

O Número

Marcelo, ontem, explicou a coisa. Ninguém das "amizades" políticas europeias de Passos Coelho (e no poder nos respectivos países) andou histericamente a ligar-lhe para deixar passar o PEC socrático (como disse, o homem está sereno). Para além disso, a "componente FMI" já está presente, de há muito, entre nós. O que Sócrates vai fazer a semana inteira é um "número" inteiramente privado de autocomplacência. Que ninguém leve tal "número" a sério. in Portugal dos pequeninos

Domingo, Março 20, 2011

Ilha de Faro - o pensamento de Macário.

Praia de Faro - Fotografia de Zuleva
Nos anos 60 e 70 começaram a fazer-se empreendimentos turísticos de qualidade no litoral de Loulé (Quinta do Lago, Vale do Lobo, Vilamoura). Na ilha de Faro, ao mesmo tempo faziam-se abarracados ilegais, poucas construções licenciadas ou apenas consentidas pela câmara, em lotes, onde pelos regulamentos em vigor apenas era permitida a ocupação sazonal com barracas desmontáveis.
É importante perceber esta diferente estratégia. Num lado criou-se emprego e equipamento para captar mais turistas de forma duradoira. No outro, ocupou-se a duna primária com edifícios de residentes temporários, impedindo um turismo de qualidade. Boa parte dessas construções estão vazias boa parte do ano. A duna emagreceu e as casas ficaram com as raízes à vista ou com a areia a meias paredes. O que está em causa é muito sério. Exige responsabilidade, sentido de Estado, defesa do interesse público e a requalificação da ilha. Com um consenso alargado e atitudes elevadas e de cabeça fria.
in Correio da Manhã

portagens na Via do Infante - 2º grande protesto no Algarve em 2011.



copydel

Algarve: Manifestantes de Vila Real de Santo António a Lagos

Milhares contra portagens

Sábado, Março 19, 2011

OJL Redux toca hoje n’Os Artistas




















O IV ciclo "Artistas de Jazz" traz à Sociedade Recreativa Artística Farense hoje, sábado, a versão reduzida da Orquestra de Jazz de Lagos,(metais e ritmo) para um concerto a partir das 22h00.

a imagem




































retirado daqui

Sexta-feira, Março 18, 2011

PROTAL, PDM e Unidade Mínima de Cultura

Antes da entrada em vigor deste PROTAL a grande generalidade dos Planos Diretores Municipais (PDM) proibia a edificação de novas habitações em terrenos agrícolas, salvo ponderosas e excecionais razões, mas deixavam a porta aberta à construção de generosas áreas para armazéns de apoio à agricultura. Este facto levou a que surgissem "monumentos" supostamente agrícolas um pouco por toda a parte, muitas vezes convertidos em habitações de rendimento, alugados para atividades comerciais, ou outras. Com a entrada em vigor do "novo" PROTAL o cenário mudou. Percebeu-se o erro, mas em vez de promover o aumento da fiscalização dessas construções, limitou-se brutalmente a sua construção em solos não urbanos. Os PDM adaptaram-se cegamente às exigências e, do "80 passou-se para o 8". Se antes da entrada em vigor do PROTAL, era possível erguer numa propriedade com 2 hectares um armazém com a formidável área de 800m2 até 7,5m de altura, mas não se podia construir uma habitação com 250m2, hoje, o mesmo indivíduo, no mesmo terreno, se necessitar de um armazém, apenas poderá construí-lo com 30m2 por cada Unidade Mínima de Cultura. E o que é a Unidade Mínima de Cultura(UMC)? Ironicamente é um conceito com origem no remoto ano de 1929 para evitar a fuga ao fisco e em nada motivado por preocupações agro económicas ou de planeamento. Posteriormente foi criada a Portaria nº202/70, note-se, de 1970 e mantida até hoje, na qual define como UMC para o distrito de Faro: Regadio UMC "2,5ha arvense e 0,5ha hortícolas", ou Sequeiro "5ha". No exemplo indicado, para 2ha, ou seja 20,000m2, suponhamos, de laranjal, a área máxima para um armazém agrícola ficará forçosamente abaixo de 30m2. Nesses menos de 30m2 terá que guardar trator, alfaias, embalagens, produto, etc. E alguns PDM apenas permitem a construção desses apoios a explorações agrícolas superiores a 10ha. Atente-se às plantas do cadastro rústico e pesquise-se por parcelas com 10ha! Apenas o desconhecimento da nossa matriz rústica, composta na sua maior parte por um aglomerado de pequenas parcelas, ou o natural desfasamento dos proprietários às lides burocráticas, permite ter este PROTAL e estas regras transpostas para os vários PDM. Um pequeno agricultor que queira subsistir no panorama atual encontra sérios entraves nesta regulamentação, levando a questionar se não seria benéfico eliminar o conceito de UMC por estar desfasado, fora de realidade, onde nem na sua génese houve qualquer aspiração agro económica ou de planeamento.

Miguel Caetano. Arquitecto. info@miguelcaetano.com

Texto escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico in Jornal "Barlavento", edição de 25 de Fevereiro de 2011

O Mundo e Portugal - um caminho complicado.

Alentejo anos 70 - espelho meu, Portugal visto pelos fotógrafos da Magnum
Aí está ela! Já cheira... a Revolução!!!

excessivo com muita realidade à mistura!

O Tiranete da Beira
«O eng. Sócrates comprometeu Portugal em Bruxelas com o PEC IV, sem comunicar coisa alguma ao Parlamento, ao Presidente da República, aos partidos da oposição e aos parceiros sociais. Quando umas tantas pessoas protestaram, o eng. Sócrates respondeu, indignadamente, que o que lhe importava não era a "forma", era o "conteúdo" do que fizera. Só em Portugal esta explicação poderia ter passado sem um escândalo maior ou mesmo sem a demissão imediata do primeiro-ministro. Convém explicar porquê à ignorância indígena. A democracia é "forma". Só as ditaduras se justificam pelo "conteúdo". Uma ditadura não hesitará em invocar – como, de resto, invocou – a "defesa de Portugal" para meter por seu arbítrio os portugueses numa guerra colonial. A democracia, em que teoricamente vivemos, exige que se respeite a "forma", que em última análise legitima qualquer decisão política. Não custa compreender esta diferença. A democracia assenta na "forma". O próprio princípio representativo não é mais do que uma "forma" ou, se quiserem, de uma convenção pela qual o eleitorado transfere a sua soberania para duas centenas de indivíduos que representam a sua vontade. O "conteúdo" da vontade dos representantes nem sempre corresponde ao "conteúdo" da vontade dos representados (dificuldade que, por exemplo, o mandato imperativo tentava evitar). Mas, se por acaso se puser em dúvida a "forma" do regime, não há maneira de fundar o menor acto de Governo, excepto no "conteúdo" que um ditador, inevitavelmente sustentado pela força, à altura lhe resolver dar. O mesmo acontece com o Presidente da República. O Presidente existe para assegurar o equilíbrio e o "regular funcionamento" dos poderes do Estado. Por essa simples razão, nada lhe deve ser escondido. Também aqui se trata de uma "forma" que o Governo está obrigado a cumprir. A lei e a tradição não concedem ao Governo o privilégio de escolher o que revela ou não revela a Belém, conforme o "conteúdo" da informação de que dispõe. A "forma" prevalece para garantir o estatuto e a liberdade do Presidente e o exercício pleno das suas funções. Sócrates não percebe isto, e não por falta de inteligência, que já demonstrou, para nosso mal, numa ou noutra ocasião. Sócrates não percebe isto, porque não é e nunca foi um democrata. Resta saber se uma democracia aguenta indefinidamente e de boa saúde a autoridade de um tiranete da Beira.»
Vasco Pulido Valente

uma boa notícia para a reabilitação urbana.
















Faro fotografia de Manuel Dória Vilar
Rendas de imóveis reabilitados com taxa de 5% de IRS
Novas regras para o arrendamento prevêem ainda uma taxa de liberatória de IRS para as rendas em geral
As rendas de imóveis que tenham sido objecto de uma reabilitação vão passar a ser tributadas a uma taxa de IRS de apenas 5%. O pacote preparado pelo Governo prevê ainda, tal como o Negócios já noticiara, uma autónoma de 21,5% para as rendas em geral, equiparando, desta forma, os rendimentos prediais e os rendimentos de depósitos bancários

As portagens e as deserções

Na longa história das portagens, os algarvios têm muitas lições para recolherem. Amigos, inimigos e colaboracionistas estão cada vez mais visíveis. Quando no próximo sábado estivermos na estrada, veremos o povo anónimo e pouco mais.
De 2004 para cá, a luta política pelo poder central, particularmente a que travam os dois principais partidos, apesar das declarações de circunstância sobre os vários desenvolvimentos, levou-os à deserção desta que é, no momento, a componente de primeira linha do conjunto e gravidade dos problemas causados ao Algarve.
Uma região de elevada contribuição líquida para as finanças, economia e prestígio do país e que nunca recebeu as devidas contrapartidas, entregou a sua voz a figuras que apenas geriram a imagem, os interesses pessoais e os das casernas partidárias.
Os partidos dominantes, PS e PSD, que sempre governaram no Algarve, nas autarquias e instituições, deixando de parte os das cumplicidades, chegam a este ponto na completa impunidade e não se escondem de assumir a legitimidade das portagens.
O líder regional do PS esteve lá, votou as portagens e não se cansou de propagandear a justiça da medida. Naturalmente conta com a fidelidade dos muitos quadros do partido espalhados pela região e espera que façam o seu trabalho de influenciar ou mesmo intimidar os descontentes e hesitantes. O resto dos deputados e dirigentes estão mudos e quietos, em obediência sectária.
Mendes Bota, que passou a bola dirigista regional, e a D. Antonieta, parceira na AR, cumpriram a fidelidade partidária sobre os que os elegeram e nem uma palavra sobre o assunto. Não falam para não se enterrarem mais.
Os dois cabeças de lista impostos por Lisboa e aceites nas duas elites regionais, como se o Algarve não produzisse melhores quadros e que acabam por constituir uma cortina de desculpas das segundas linhas locais, estão com as portagens ou outra qualquer medida que sirva as estratégias centralistas porque outra atitude não seria de esperar.
O actual líder regional do PSD, simultaneamente presidente da Câmara de Vila Real de Stº. António, que jurou apadrinhar as políticas de Passos Coelho, não fala nem é interpelado sobre o assunto. Para ele e o seu partido, o país precisa das portagens. Logo, não mexe uma palha para mobilizar quem quer que seja.
Outros dirigentes avulsos, de entidades aderentes ou não, fingem que estão mas não vão e nem mobilizam. De uma maneira geral, o Algarve está mal servido e por isso não temos voz e nem nos respeitam.
Os algarvios têm uma lição para tirar de mais esta experiência, cujos resultados não estão definidos e enfrentam uma corrente de oposição muito grande, escudada nos vários poderes institucionais, regionais e nacionais e que não hesitarão em agir por todos os meios legais de que dispõem.

Luis Alexandre

praia de Faro - cuidado com a última curva

















 
Olá amigos:
Envio fotos do carro que caiu hoje à Ria Formosa aqui na Praia de Faro.
Cumprimentos
Luís Nadkarni

Quarta-feira, Março 16, 2011

Andaluzia - um presidente de Câmara sem dinheiro para pagar ordenados.

Reunião para discutir Plano de Pormenor da Praia de Faro foi adiada.
















A reunião da comissão específica que irá discutir o Relatório Prévio do Plano de Pormenor da Praia de Faro foi adiada.
A Câmara de Faro adiantou ao barlavento.online que ainda não lhe foi avançada nova data para a reunião, agendada pela Sociedade Polis Ria Formosa.
A reunião estava marcada para amanhã, dia 17, em Faro.
Nesta reunião vai ser discutido um relatório encomendado pela Polis que defende a destruição da larga maioria dos edifícios da zona desafetada do Domínio Público Marítimo da Praia de Faro.
A comissão específica inclui a Câmara de Faro e as três associações que representam os moradores e utentes da ilha.
Apesar de serem alegados motivos de «dificuldades de agenda» para alguns dos membros da comissão, a este adiamento não deve ser alheio o facto de o Plano prever que apenas 85 dos 374 imóveis públicos e privados identificados na zona de influência do Plano de Pormenor da Praia de Faro ficarão de pé, bem como outras profundas alterações. in Barlavento


O desenvolvimento dos próximos episódios do folhetim Ilha de Faro está nas mãos destes luminosos.

As comissões são compostas por um representante de cada uma
das seguintes entidades:

a) Plano de Pormenor da Praia de Faro:
i) Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, S. A., que preside;
ii) Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade;
iii) Administração da Região Hidrográfica do Algarve;
iv) Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve;
v) Câmara Municipal de Faro;
vi) Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos;
vii) Capitania do Porto de Faro;
viii) APRAFA — Associação para a Defesa e Desenvolvimento da Praia de Faro;
ix) Associação DUNAMAR;
Mais tarde entrou a AUIF.

Guida

Todos à estrada Sábado dia 19.

Com os trabalhos em andamento para a colocação dos pórticos, fica demonstrada a vontade do Governo e dos seus apoios locais na execução das portagens.
Quando sairmos à rua no dia 19 para um protesto em tudo convencional, convém estarmos convencidos de que a nossa manifestação e apesar da importância do número, estará devidamente enquadrada e assimilada na estratégia do Governo.
A frente alargada dos organizadores, gente que se divide em diferentes pontos de vista sobre o sim e o não às portagens, onde alguns (poucos) são desprendidos e outros, velhos servidores e aliados do regime, partem para esta prova conjunta ainda carregados de ilusões de que o assunto se resolve no diálogo e nos panos quentes.
Os exemplos vêm do norte, onde as pessoas cederam e gastaram as suas energias até à inocuidade das providências cautelares. À falta de uma liderança forte, o Governo respondeu com silêncio e agora saboreia os dividendos das cobranças das SCUT, que ultrapassaram as expectativas.
Para obter sucesso no sul e relançar a luta no país, os organizadores têm de aprender com os passos de outros e equacionar outro tipo de etapas que traduzam a autoridade da vontade e da determinação da população sobre a política errada do Governo que, para corrigir os seus erros, só conhece o atropelo e a sobrecarga de encargos.
Quando se avança para iniciativas desta natureza, há sempre perdas e a questão está aqui: como fazer o Governo perder?
Seguramente que a participação e o número são factores indispensáveis mas, a envolvência, a dimensão da notícia, os locais de paralisação e os seus impactos, são determinantes.
Terá a actual composição dirigente capacidade para a vitória ou estará a queimar etapas e energias…?
A recente decisão da AMAL de dar liberdade de decisão aos municípios, com queixas irrelevantes de despeito de tratamento por parte da tutela, vem provar a linha perdedora que ilumina o papel charneira de Macário Correia e a dos seus pares, na totalidade homens de mão e devedores aos partidos que decidiram as portagens.
O presidente da edilidade farense, antes deste anúncio, já tinha criado o seu álibi, recebendo no sábado do protesto, nos Paços do Concelho e apenas duas horas depois, a palestra de um correlegionário de partido.
A retirada da pretensa "força institucional", mais preocupados com os alinhamentos eleitorais que se avizinham e terá sido ponderada, não pode demover as forças de protesto!
À atenção da comissão de utentes, esta deve analisar o histórico desta luta, estudar outras formas de acção e apresentar-se no sábado com novas propostas concretas que utilizem as energias criadas para que não se crie um vazio na combatividade.
No momento o que temos de certo, é que o Governo PS e o PSD, mais os seus aliados locais, estão convictos das suas decisões!

Luis Alexandre