Sábado, Abril 30, 2011

Os quatro magníficos

O actual parlamento despedido, não se revendo no 25 de Abril, relegou-o para o palácio presidencial. Cavaco Silva aproveitou o momento, para emparedado pelas outras múmias presidenciais, desferir um discurso directo de reentrada na situação política e lançar uma mensagem condenada ao sucesso conjuntural - o imposto entendimento pela “troika”, entre as tribos do PS e do PSD.
Quatro presidentes e quatro discursos em consonância sobre a eminente tragédia do país. O aniversário do golpe de Estado foi o pretexto para um convénio de efeitos históricos de toque a rebate sobre os políticos. O que os uniu não foram os ares de liberdade que o povo impôs na rua no 25 de Abril, mas as preocupações sobre a falência da condução política de 37 anos de democracia burguesa.
 Os quatro percebem o caminho que ajudaram a percorrer e nunca tendo assumido o preço que consentiram que o país viesse a pagar a prazo, com dois dos eloquentes nas culpas directas de governação, querem uma convergência sobre a situação de embaraço e soluções em direcção única – a sujeição da população para o pagamento da dívida.
Cavaco Silva, frontal e como bom entendedor de ordens externas, afirmou que o propósito do acto eleitoral não pode extravasar os limites de linguagem que inviabilizem a base eleitoral para suportar todas as imposições explicadas pela “troika” enviada pelos credores.
 Os principais partidos são conhecedores da gravidade das medidas exigidas. Na realidade, filosoficamente, a propalada democracia para não perder o seu véu de ilusão nos termos em que é praticada e usada, tem de passar pela farsa dos custos das eleições. Foi no palavreado da “democracia” que se produziu a falência e terá de ser solucionada nas mesmas condições. Pela credibilidade do sistema que entre sectores dos pares, é alvo de críticas ténues para a sua mudança.
O 25 de Abril de 2011, fica na História como uma espécie de golpe de influência palaciana em que os quatro principais rostos eleitos do regime falido, em consciência de culpa e ultrapassando rancores antigos pelo poder, se viram obrigados ao acto de denominador comum: colocarem-se do lado da “troika”, prolongar a ordem ao bloco central, na sua presunção de convencerem o povo português a aceitar os sacrifícios que lhes querem impor. Para que a farsa continue!
A não divulgação dos novos pacotes de austeridade, fazem bem pressupor a sua profunda gravidade! Num privilégio, os dois principais partidos têm lá as suas linhas de audição de propostas.
Considerado despiciendo o 25 de Abril, as forças políticas concentram-se nos moldes e nos resultados do 5 de Junho. Com a improbabilidade de maioria absoluta e a condição imposta de uma base eleitoral (que não é a mesma coisa de base social), os fazedores da crise, com a cartilha lida e agora solenemente avisados pelos quatro magníficos, têm as faces condenadas ao cumprimento das ordens. No fundo e legitimados pela “troika”, vão apenas cumprir a sua vocação. Fizeram o mal, vão agravá-lo, tudo em nome da “democracia” e de um futuro melhor!
Dito de outra maneira, a miséria, o desemprego, a precariedade, o roubo dos salários, do ensino e da saúde, o desespero dos jovens, dos reformados e das famílias, são a receita para a prosperidade.
O 5 de Junho foi montado para votar esta receita! Que se não passar, terá já alternativa preparada…

Luis Alexandre

Aumento dos preços do minibus em Faro


Os preços dos bilhetes do minibus de Faro vão aumentar, em alguns casos, «50 por cento em relação ao atual», denunciou esta sexta-feira, num comunicado o movimento «Com Faro no Coração» (CFC). (mais aqui)

Quarta-feira, Abril 27, 2011

Diálogos na Cidade com João António Santos



















João António Santos, 58 anos, beirão de Gouveia (Serra da Estrela), residente no Algarve desde 1979. Biólogo e professor do ensino secundário. Casado, pai de dois filhos já maiores de idade (Martim e Morgana). Vive em Loulé, exclusivamente do seu trabalho, sem outros rendimentos, mordomias ou tachos. 
 1 - Foste o fundador da Almargem no ano de 1988. Também tens ocupado o cargo de presidente a maior parte destes anos.
Que balanço poderás fazer nesta altura ao trabalho da associação nestes quase 25 anos de actividade?
Acho que o balanço é positivo pois a Almargem tem procurado dar voz às questões ambientais que, numa região completamente virada para um modelo de desenvolvimento turístico muito pouco sustentável, foram quase sempre subalternizadas. Houve mesmo alturas em que fomos acusados de sermos uma força de bloqueio anti-Algarve, o que é injusto pois o que sempre procurámos fazer foi defender os principais valores do património cultural e ambiental desta região contra interesses particulares e especulativos que não olham a meios para conseguir o que querem. Por outro lado, principalmente nos últimos anos, temos implementado projectos que contribuem directamente para o desenvolvimento de áreas economicamente pouco favorecidas e desertificadas, como é o caso da Via Algarviana que atravessa todo o interior algarvio.
2 – Quais as principais dificuldades com que a associação se debateu nestes anos de funcionamento?
No início uma grande incompreensão, poderei mesmo dizer desconfiança, quanto à utilidade e ao papel fundamental que uma ONG ambiental pode desempenhar nesta região. Depois, uma tentativa de trazer a Almargem para o lado institucional, bem comportado, da sociedade, o que, a nível associativo interno, nem sempre foi olhado de forma pacífica. Para além disso, e ao contrário do que muita gente pensa, temos tido sempre uma crónica falta de meios financeiros para desenvolver as actividades mais consentâneas com o nosso estatuto de organização ecologista, em paralelo com uma crescente falta de empenhamento dos sócios nas tarefas associativas.
3 – A Almargem desenvolve um conjunto de actividades, algumas das quais envolvem um número alargado de pessoas. Podes descrever essas actividades?
A actividade que realizamos desde o início e sempre com bastante adesão dos sócios, têm sido as caminhadas e percursos temáticos de observação da natureza. Isso tem-nos permitido conhecer de perto a realidade ambiental algarvia, para além de motivar algumas pessoas, infelizmente, como disse, cada vez em menor número, a empenharem-se noutras funções dentro da associação. Também a criação há uns 15 anos do Centro Ambiental da Pena (Salir, Loulé), possibilitou o envolvimento, que tem sido crescente, das crianças e jovens algarvios nas actividades de educação ambiental que aí realizamos, com o apoio do município.

4 – A Almargem também está ligada à concretização de projectos em várias áreas. Podes referir alguns desses projectos?
Podemos dizer que a Almargem tem sido pioneira em muitas áreas. Começámos a fazer caminhadas pela natureza quando quase ninguém mais o fazia no Algarve. Fomos os primeiros a dinamizar no Verão espaços do centro histórico de Loulé com momentos de animação cultural e musical, quando ainda ninguém pensava em Festival MED ou Noite Branca. Lançámos ideias e concretizámos iniciativas em outras áreas (energias alternativas, biodiesel, vigilância florestal, educação ambiental) que contribuíram para sensibilizar as entidades competentes para a importância de desenvolver acções ou projectos de maior dimensão e com outros meios. Sempre defendemos alternativas ao turismo de sol, golfe e praia (ecoturismo, birdwatching), o que só nos últimos dois anos foi reconhecido como útil pelas instituições regionais. Procurámos, ao longo do tempo, evidenciar as potencialidades dos espaços naturais da região e, em particular, do interior algarvio, quase sempre ignorados pelos poderes públicos.
5 – Tem-se verificado que a Almargem tem estado, nos últimos anos, menos interventiva a nível da denúncia das muitas situações que infelizmente atentam contra o ambiente e o património no Algarve.
Qual a razão dessa situação?
Nos últimos anos, muitas das energias dos poucos militantes e dirigentes da Almargem têm sido canalizadas para a concretização de projectos institucionais como a Via Algarviana e a Educação Ambiental. Isso tem provocado efectivamente uma menor presença nas várias lutas ambientais que se têm desenrolado na região. Não por nos termos “vendido”, como alguns nos acusam, mas simplesmente porque nos faltam forças e meios humanos para fazer melhor. Reconheço isso como extremamente negativo e considero esse o grande desafio da actual Direcção, eleita há poucos meses atrás. Conseguir conciliar uma estrutura de colaboradores remunerados, que embora sejam sensíveis às questões ambientais têm sobretudo de se dedicar a projectos concretos em várias áreas (e que actualmente conta já com uma dezena de pessoas, quase uma mini-empresa…), com o regresso ao espírito e à dinâmica associativa inicial, que nos permita intervir, de forma mais constante e sem amarras, nas várias situações de conflito ambiental.
6 – Neste momento, aquilo que se poderá passar nas ilhas barreiras, nomeadamente na Praia de Faro, em consequência do programa Polis, prende a atenção da população. A perspectiva da demolição de um número muito grande de casas (mas não de todas), é uma possibilidade que está em cima da mesa. Ouve-se também falar de uma duna gigante a elevar na zona da duna primária. E depois ainda há a questão dos pescadores.
Na tua opinião, e em função de todos estes elementos, quais as soluções apropriadas para este problema tão sensível?
A minha opinião pessoal é que muito do que está previsto não faz qualquer sentido. Arrasar núcleos como os Hangares que estão mais protegidos no interior da Ria e deixar de pé zonas de alto risco como parte do Farol só porque estão no domínio da Capitania, ou deitar abaixo casas de pescadores na Praia de Faro, poupando prédios de dois ou três andares que aí existem, nada disso tem lógica quer do ponto de vista ambiental ou social. É evidente que, à partida, nenhuma construção devia ter sido permitida nas ilhas-barreira (exceptuando casas ou abrigos de pescadores/ mariscadores e equipamentos de interesse geral como faróis, apoios marítimos e de praia, etc.). Quer se queira admitir ou não, as ilhas-barreira irão, um dia (daqui a 50 anos ou já amanhã, quem o sabe) ser afectadas pela subida do nível médio do mar ou simplesmente riscadas do mapa por um tsunami associado a um terramoto oceânico. E toda a gente “responsável” prefere assobiar para o lado e gastar milhões em projectos de requalificação e em intervenções de reforço das praias. De uma vez por todas, dever-se-ia olhar para as ilhas-barreira como um local maravilhoso mas de grande risco ecológico, capaz de ser utilizado pelo homem mas sempre com as devidas cautelas.
 entrevista realizada por Fernando Silva Grade

Terça-feira, Abril 26, 2011

PORTAS ABERTAS NO ÚLTIMO JOGO DA ÉPOCA
























Um empate é suficiente, mas a equipa de Faro espera oferecer a todos os que irão estar presentes no próximo Sábado, no S. Luís, a vitória.
O jogo que pode garantir a manutenção do Sporting Clube Farense na II Divisão Nacional, que se realiza no próximo Sábado, às 16 horas no Estádio de S. Luís, frente ao Reguengos, vai ter entradas livres para todos.
O clube espera assim contar com o apoio dos farenses que nas horas mais necessárias souberam sempre estar com a equipa dando todo o seu apoio.
Durante a semana irão ser distribuidos convites nas escolas e ATLS da cidade, no intuito de levar os mais novos à bola”.

Estás convocado… ou não…

Antes de 5 de Junho, o país verá fechado o manual de exigências impostas de fora. O valor de um ano inteiro de produção em dívida (PIB), descontando a fluorescente economia paralela que não vai para os bolsos dos trabalhadores, ajoelha um país aos ditames exteriores. Curiosamente, chegam notícias do Japão, onde os custos da desgraça recaíram sobre a dívida superior à nossa e não se fala de ingerência.
O que nos querem impor e alguns argutos do poder vão soltando laivos, fá-los tremer. Soares, o velho negociador de outras ocasiões teme um novo PREC, Pacheco Pereira vocifera sobre a liberdade de expressão dos blogues, com razões de queixa sobre prejuízos das expectativas do PSD e os meios de comunicação, sob ordens e a indiferença dos partidos parlamentares, segregam as outras forças políticas e sectores da sociedade. Têm medo do campo que armadilharam e poderá ficar fora de controlo.
Na Islândia, a revolta popular e uma nova gestão do país saqueado, teve a coragem de apurar as responsabilidades, têm 125 pessoas referenciadas e duas prisões efectivas. Estão no lote políticos, parlamentares, banqueiros, empresários e outros altos responsáveis que conduziram as acções fraudulentas e deverão ter os seus bens confiscados.
Da Irlanda, atentos ao que se passa nas outras economias, sopram ventos de exigências no mesmo sentido. Existe uma consciência popular de abuso sobre o país. O novo Governo de direita, também em regência sobre manual, procura pela propaganda travar quaisquer revoltas. Um caso a seguir.
Na Grécia, onde as medidas recessivas afundaram a economia e a pobreza atingiu o impensável, perante as manifestações de revolta sindical e popular e o fracasso do Governo da dívida, a Europa dos saqueadores, perante as fortes possibilidades de rotura social, já ponderam a renegociação da dívida.
E em Portugal? O que fazer perante uma situação que a população não criou? Vamos aceitar o que não contraímos e ilibar os culpados? Esta é a questão central até ao acto eleitoral e depois dele! Com a agravante de que os nossos credores nos querem impor soluções governativas que confirmem os seus aliados internos - PS, PSD e o apêndice CDS.
Os partidos estão a preparar uma nova onda de ilusões e qualquer que seja a fórmula governativa, a ideia da drª. Ferreira Leite de suspender a democracia vai mesmo ser aplicada. No quadro parlamentar, por ser causa própria, a dívida e os autores não vão ser postos em causa. A legitimidade da recusa da dívida está com a população.
O percurso para o 5 de Junho, na inutilidade de programas desautorizados, será o de fugir aos diálogos e a desculpabilização sobre a “troika”. Mas a população deve feri-los com perguntas sobre os problemas que a afligem.
Tal como a rapinada economia grega, apesar das avultadas e ainda consideradas insuficientes verbas injectadas não consegue solver a sua “dívida” e criar riqueza, o enganado povo português, corre os mesmos riscos de mais de uma década de trabalho e sacrifícios para os bolsos dos especuladores e dos seus colaboracionistas internos.
É bom que os portugueses percebam, que a actual crise vem da actividade fraudulenta da alta finança e empresarial em conexão com a Banca e o bem pago suporte de lei dado pelos políticos.  
No dia 5 de Junho, vamos todos ao acto eleitoral demonstrar o nosso descontentamento, rejeitando os partidos causadores da situação e que no-la querem fazer pagar! Exijamos um Governo democrático de compromisso com o interesse nacional. Estás convocado!

Luis Alexandre

Sábado, Abril 23, 2011

Recordando Abril - 25 de Abril: Salgueiro Maia, um homem inteiro
























Recordando um militar de Abril que serviu sem se servir: Salgueiro Maia. 
Foi muito injustiçado. Acho exemplares (e bem próprias de um militar) as palavras com que se dirigiu na madrugada de 25 de Abril de 74, na parada da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém aos seus soldados:

"Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!"


Todos os 240 homens que ouviram estas palavras, formaram de imediato à sua frente e acompanharam-no na marcha para Lisboa.
MC
As comemorações de Abril em Faro ver aqui

O Despertar de Faro para o Turismo


Finalmente, se começa a perceber que Faro encerra um grande potencial turístico, em vários sub produtos, mas, somente agora com a expansão do  Low cost esse efeito se torna mais evidente.
O que mudou? Até há pouco tempo atrás, o Aeroporto de Faro, apesar do grande fluxo de passageiros (o 2º do país) era essencialmente um aeroporto de «charters». Os operadores fretavam os aviões, levavam os turistas directamente para os empreendimentos turísticos seleccionados. O alojamento, as refeições e as deslocações, eram, regra geral, controlados pelo operador. Era um turismo do segmento sol e praia extremamente vantajoso, especialmente, para o operador e empreendimento turístico. Depois veio o turismo residencial. Quem gostava, especialmente do clima da região começou a adquirir casa. Foi muito lucrativo para o sector da construção e actividades conexas, bem como na venda de terrenos. Ao Algarve chegavam milhões de pessoas e de euros. Entretanto, Faro era apenas o nome do aeroporto e em virtude da ausência de operadores turísticos a operar no concelho praticamente não captava turismo.
Mas, actualmente o paradigma mudou com a generalização da oferta turística pela internet associada a preços de baixo custo para as deslocações e alojamento. O turista já não está sujeito às condicionantes do operador, chega mesmo a dispensa-lo. Agora é o próprio que marca o voo, selecciona o hotel e o itinerário a visitar. Trata-se de um turista diferente, de city, culto, curioso, sofisticado e exigente nos itinerários mas, mais poupado no alojamento e viagens. Geralmente fica poucos dias, mas mais vezes, durante o ano, dai procurar voos e alojamento low cost. Aprecia a gastronomia e as tradições locais, gosta de conhecer os locais de interesses, os monumentos e as gentes locais.
È neste contexto que cidades como Faro, associadas a um aeroporto, com algum património cultural, artístico, histórico, ambiental e gastronómico, tiram vantagens.
Ambientalmente, a cidade é situada no coração de uma das 7 maravilhas nacionais, a universidade, o aeroporto e os serviços, conferem-lhe  o seu carácter cosmopolita, cultural científico e artístico. Tem historia, tradição e gastronomia.
Se a cidade se adaptar a esta nova realidade pode tirar o máximo partido turístico do seu potencial, pois o seu aeroporto já está ligado às principais cidades da Europa. Mas, para isso a cidade deve dotar-se demais unidades hoteleiras e equipamentos, tal como, um centro de exposições e congressos (que poderá potenciar o turismo de negócios), divulgar a sua gastronomia, tradições e Ria Formosa.
Este novo segmento turístico, poderá impulsionar a economia da cidade e da região, sendo complementar ao produto sol e praia, com a vantagem de que é menos sazonal e de as empresas locais retirarem mais dividendos, pois ao contrário do turismo charter, promovido por agência, onde boa parte da receita fica na origem, aqui o grosso das despesas dos turistas fica na região ou seja no destino.
Este facto é uma realidade, assim como é visível o aumento de turistas em Faro durante quase todo o ano.
Faro escapou à massificação turística ocorrida em quase todo o Algarve, nas décadas anteriores. De certa forma, foi poupada a destruição massiva do tipismo. No essencial Faro manteve o seu legado. Por outro lado, cada vez mais empresários do segmento alojamento de low cost querem investir em novas unidades na cidade. Resta aos empresários da cidade e da região aproveitarem também esta oportunidade e esta porta que se abriu.

Paulo Gordinho

Sexta-feira, Abril 22, 2011

A Rasteira

“…Hoje não é possível mudar as leis eleitorais mas é possível afastar os eleitores das urnas. É por isso que os socialistas, que sabem que não podem ganhar em circunstâncias normais, tudo estão a fazer e tudo farão para que a 5 de Junho a abstenção seja a mais elevada possível, única forma de alimentarem a esperança que os votos do seu núcleo duro sejam suficientes. Já seguiram a mesma táctica nas Presidenciais, e com sucesso, pois trata-se de um recurso tão simples como rasteiro: fazer crer que são todos iguais naquilo que os políticos têm de mau, isto é, na mentira, no compadrio e no nepotismo. Criarão os casos que forem necessários não para provar que Sócrates não é mentiroso, pois aí não teriam sucesso, mas para dar a entender que todos os demais são igualmente mentirosos. Não podendo fazer esquecer os casos da licenciatura, do Freeport, da Cova da Beira, das casinhas na Guarda ou da casona na Rua Braamcamp, tentarão descobrir uma qualquer Casa da Coelha ou um simples pionés desviado. Como os republicanos de Afonso Costa, há muito que ao grupo de Sócrates lhe é indiferente as regras democráticas ou o prestígio do regime. Pior: neste momento interessa-lhes mesmo o desprestígio do regime e a descrença na democracia…”

“…Os custos para Portugal dos erros, da obstinação e do populismo de Sócrates já estão a ser muito pesados - e verdadeiramente não se sabe se o país está mesmo determinado a pôr-lhes fim. Até porque há em Portugal uma preocupante menoridade democrática:
em mais de 150 anos de eleições, só uma vez um primeiro-ministro em funções foi derrotado. Aconteceu com Santana Lopes, e por muito menos do que hoje deveria ser suficiente para afastar Sócrates. Só que ele não liderava um partido com raízes longínquas no republicanismo da propaganda…”

artigo completo
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Juca & Zeca

O papel da “troika” visto do sul

Nas eleições de 2009, escrevemos sobre a impendência deste serviço de receitas para cobranças de dívidas difíceis. Os únicos sinais exteriores de riqueza, vieram a comprovar-se, cingiam-se ao vernáculo político, pródigo em promessas e camuflagens.
Enquanto por cá seguia a volúptia das fantasias, no exterior, os ramos dos serviços de créditos em risco de mal-parados, preparavam o assalto final sobre uma economia e finanças que exploraram como quiseram com os cúmplices conhecidos.
Correram quase dois anos com os cofres em queda e de gestão sob pedincha flageladora e as famílias políticas que abriram as portas a mais uma humilhação, à violentação e exploração de um povo atónito sobre o que lhe estão preparando, ainda se dilaceram pelo controlo da simples regência.
Está agora mais claro que o sonho europeu que nos levou a abandonar o mar, a terra e a produção local de riqueza (bens transaccionáveis), com a compra de serviços e bens aos nossos parceiros e o consequente endividamento, incluía este fim de ciclo - a invasão até agora pacífica dos instrumentos dos credores.
Fomos sempre enredados pelo chavão do "bom aluno" e do objectivo do "pelotão da frente", enquanto os países que mandam engordaram pelo saque e pela dívida, com o consentimento das carreiras de políticos que foram falcatruando a escrita do Estado.
Para esta gente, a "troika" é amiga, não os envergonha, não lhes vai mexer nos bolsos ou pedir contas, retiram-lhes legitimidade no seu próprio país, conferindo-lhes o que sabem fazer melhor, mentir e enganar o povo para o dobrar e reprimi-lo policialmente, quando se impuser.
O sonho europeu e os seus mentores, que se banquetearam com os fundos recebidos e as comissões da venda do país, oferecem ao povo um prato de fome e miséria que se estenderá por anos. Do sonho ao pesadelo, salvam-se os Judas e o seu sistema, que está pronto para a estrada e a grande missão. E ainda dizem, sem despudor: "É nestas horas que se vêem os bons políticos".
Neste cenário de surrealismo como Nação, invadidos pelas hordas dos novos exércitos e meios de tomar um país soberano, as casernas partidárias dividem-se entre o heroísmo de se sentarem à mesa ou não. Como se as opiniões deles valessem.
O que vale é a luta do povo português pela exigência da saída da "troika", fazer a sindicância da dívida para separar o roubo e a especulação da parte efectiva e aplicar um programa de Governo de relançamento da nossa economia e finanças, com todas as personalidades e forças sociais que se comprometam.
O eixo do futuro está na dívida. A direita e a "esquerda" não a questionam e apenas se dividem em propostas teóricas de propaganda de sobrevivência. A "troika" traz apenas ordens e as formalidades estendem-se aos sindicatos. A CGTP e a UGT não querem os pobres prejudicados, fugindo à questão central de que o trabalho não deve nada! O papel das centrais em obediência aos partidos que as comandam, é o de controlar as acções de protesto localizadas para que não entronquem em acções de rua que ponham em causa a política de liquidação da dívida.
O PCP e o BE estiveram no parlamento e vivem do lamento de que as suas propostas não foram aplicadas, o PSD e o CDS, na eventualidade de poder, têm planos ambiciosos de acrescento aos da "troika", com a privatização de mais sectores rentáveis da economia e, o dito Partido Socialista, ainda socratista, oferece-se para todos os serviços, incluindo o de carrasco, a troco da manutenção.
A sul, onde a primazia são os cargos para serventuários que obedeçam e tenham consciência do silenciamento que faz falta impor, a ordem preferiu generalizar as reconduções, com o PSD na excepção de subir o prémio. As políticas na continuidade estão asseguradas.
Entre a população o descontentamento dimensiona-se, com lutas que vão ultrapassando os medos. Quando nos unimos e pensamos pelas nossas cabeças, o sistema teme. E porque será? Então temos de procurar novas soluções!

Luis Alexandre

Quinta-feira, Abril 21, 2011

À roda dos círculos uninominais

A criação dos círculos uninominais nas eleições para a Assembleia da República é defendida como uma reforma capaz de aproximar os cidadãos dos eleitos, que hoje se limitam a ser meros funcionários partidários, ao serviço do partido e do chefe, em quem de facto os eleitores votam, fazendo pouco ou nenhum caso dos nomes que compõem as listas, como bem esta semana declarava um "expert" na questão, o Dr. Marques Mendes.
 
Concordo que a salvação do nosso sistema democrático passa pela sua oxigenação através da introdução de mecanismos que aumentam a representatividade e aproximem os cidadãos dos eleitos.
 
A introdução dos círculos uninominais poderia ajudar a aproximar cada deputado dos eleitores do respectivo círculo, que assim saberiam perfeitamente quem os representa e a quem pedir contas.
 
Porém, a eleição por círculos uninominais não garantiria, por si só, um suficiente grau de autonomia e independência do eleito face ao partido pelo qual concorre, libertando-o da vassalagem partidária que domina a acção dos nossos deputados.
Se antes de se submeterm a sufrágio, os candidatos têm que ser indicados pelos partidos, tal como o são actualmente, a simples alteração do sistema eleitoral não garante à partida o aumento da autonomia do deputado e a maior representatividade do sistema.
 
O cerne da questão parece residir desde logo no processo de escolha dos candidatos. Nos Estados Unidos da América ( em alguns Estados, não todos), as eleições para a Câmara dos Representantes também por sistema de círculos uninominais (single-member district), são precedidas de primárias entre os concorrentes de cada partido à candidatura, no fundo o mesmo sistema usado nas Presidenciais americanas.
 
Este sistema garante maior representatividade, porque a própria escolha dos candidatos tem logo a participação dos cidadãos, dando desde logo representatividade ao candidato e um peso político próprio que transcende em muito aquele que teria se tivesse sido meramente indicado pelo partido.
 
Os círculos uninominais levantam ainda outra questão. Mesmo que mitigados pela existência de um círculo nacional, podem facilitar a formação de maiorias parlamentares de um só partido. Uns dirão que isso é positivo porque tende a criar condições de estabilidade e governabilidade.
 
Esta ideia até pode fazer sentido, mas na prática o que o exemplo Português demonstra é que as maiorias parlamentares são é especialmente favoráveis à captura do estado pelo partido da maioria e à redução do pluralismo democrático, não resultando em qualquer exercício de boa governação.
 
Estas questões estão na ordem do dia e há o sentimento de urgência de que a introdução de alterações no nosso sistema democrático, são indispensáveis à sobrevivência da nossa democracia.
 
Contudo, há sinais (os "signs"), de que a oxigenação da nossa democracia passa eventualmente por outros caminhos. Atente-se aos apelos de todos os lados para soluções governativas assentes em coligações partidárias, a consensos alargados e a entendimentos em torno de questões essenciais e estruturantes.
 
 
Apelos estes a que, os partidos do regime (que no fundo são todos sem excepção os que estão representados na AR), são completamente insensíveis, porque são partidos de natureza monopolista, sem a menor capacidade de partilhar seja o que for.
 
Da Europa também vêm esses "signs". O governo alemão é sustentado por uma coligação de 3 partidos; O Governo Sueco é sustentado por uma coligação de 3 partidos; O governo Italiano é sustentado por uma coligação de 3 partidos; O governo Norueguês é sustentado por uma coligação de 3 partidos; na Holanda também 3 e o Inglês é sustentado por uma coligação de dois partidos. Só para referir alguns exemplos.
 
Os governos de coligação, tradicionalmente criados em épocas de guerra ou crise, são cada vez mais a regra na Europa.
 
O ciclo político que se iniciará a 5 de Junho com as eleições legislativas, será provavelmente um ciclo curto, devido às condições difíceis e impopulares em que o governo terá que governar. Mesmo que se forme uma coligação alargada, a cultura partidária dominante, intriguista e fraccionária, não permitirá grande longevidade à coligação.
 
Os sinais de cansaço destes partidos e o seu afastamento dos eleitores, que se acentuará no aumento da abstenção e do voto em branco nas próximas eleições, abrirão eventualmente caminho para que nos 2 anos seguintes aparecem novas formações partidárias. Eventualmente resultantes do amadurecimento dos movimentos cívicos, de que já se vêm os embriões, ou mesmo de fracturas nos partidos existentes.
O aparecimento de novos movimentos, poderá provocará a pulverização dos votos (como já aconteceu nas últimas presidenciais), e, paulatinamente, abrir caminho à regeneração do nosso sistema político-partidário.
 
Os partidos existentes, e sei do que falo, são incapazes de se renovar por dentro e dificilmente podem fazer diferente e melhor do que têm efeito.
 
Saudações Farenses
Miguel Sengo da Costa

Semana Santa em Faro - Procissão do Senhor Morto

Realiza-se na próxima Sexta-Feira dia 22 de Abril a já tradicional Procissão do Senhor Morto. As celebrações da Semana Santa em Faro remontam a 1678.

Ressalta pela sumptuosidade a Procissão do Enterro do Senhor, celebrada na noite de Sexta-Feira Santa, para a qual as ruas são ricamente decoradas, evocando a paixão de Cristo.
Esta Procissão é sem dúvida uma das maiores do Algarve e a mais imponente que se realiza em Faro. Representa a morte e enterro de Jesus Cristo e o cortejo que os Romanos Lhe fizeram até ao sepulcro.

Caracteriza esta procissão aquilo a que se chama o seu ecumenismo: toda a gente, seja qual for o seu credo religioso a aceita bem, sendo milhares as pessoas que participam ou assistem.
"...A procissão parte da frontaria da igreja aberta por um friso de tochas e segue o seguinte percurso: Rua 1º de Maio, Rua Filipe Alistão, Largo de São Pedro, Rua Batista Lopes, Rua Lethes, Rua Justino Cúmano, Rua João de Deus, Rua Reitor Teixeira Guedes, Praça da Liberdade, Rua de Santo António e recolhe à Igreja da Misericórdia..." Ao som da a matraca, cujo som áspero que se ouve ao longe, simboliza as ondas de ódio amontoadas pelos Judeus à volta de Cristo. A certa distância vem o guião ladeado por duas lanternas.
Alguns metros desviada, a iniciar as alas as balandraus com tochas, a cruz com o lençol pendurado. Entre as alas, o tumbinho carregando o Corpo de Cristo, debaixo do palio.
Seguem a procissão, o clero, todo vestido de negro, as entidades oficiais, representantes de várias instituições e alas intermináveis de "promessas", composta por uma imensidão de homens e mulheres e, no meio, os três andores.

A Câmara Municipal de Faro apela à população a associar-se a esta iniciativa, integrando a procissão ou assistindo acendendo velas e colocando colchas nas varandas e janelas nas ruas de passagem, convidando também os visitantes a associar-se.

São várias as entidades que se associam a este procissão, nomeadamente a Câmara Municipal de Faro, o Motoclube de Faro; os Bombeiros Municipais e os Bombeiros Voluntários de Faro; Protecção Civil Municipal; Escuteiros de Portugal e a Cruz Vermelha.

parece-me que a comunicação desta procissão uma das maiores procissões do Algarve é de ano para ano mais pobre..
Algumas  fotos da procissão, aqui

Juca & Zeca

Quarta-feira, Abril 20, 2011

A JANELA da INDIFERENÇA

Chove! Águas de Abril valem por mil (vox populi). Mas, a sabedoria popular não diz o que fazer ou dizer da janela, mais uma vez, aberta do Palácio de Belmarço. A abertura desta janela constitui um mistério. Quem a abre? Porquê? Para arejar? Não parece. O que parece é que a janela aberta é um convite à entrada de humidades e chuva que irão degradar ainda mais o edifício. A incúria trata de desfazer o que resta do pouco património que ainda há na cidade.
Hoje, quando se fala tanto de esbanjamento de dinheiro público, urge perguntar a razão pela qual se investiu na recuperação deste edifício (e bem) para depois o votar ao mais completo abandono. Senão não serve o Tribunal da Relação (os motivos da sua não instalação darão azo a outro post), porque não o aproveitam para instalar, por exemplo, associações que carecem de sede própria (ou qualquer outro serviço ou organismo público)?
Continuamos a agir impunemente, ou seja, cada um (entenda-se organismo), lá do alto da sua quinta, faz o que quer sem se importar com as consequências dos seus actos, nem por eles ser responsabilizado. Neste caso, o Ministério da Justiça...

Rainha de Copas

encerrados na Páscoa - motivo greve.

Os comboios da CP vão voltar a paralisar de 22 a 25 de Abril devido a greve de maquinistas. Entre os dois feriados colados ao fim-de-semana da Páscoa, apenas estão garantidos serviços mínimos nos comboios Intercidades e nas ligações urbanas entre Porto e Aveiro. aqui


Os funcionárioe têm direito à greve e os portugueses pagadores de impostos têm o direito de não os querer amamantar eternamente.Também recordo que o vencimento MÉDIO da CP é de 2400 euros mensais.Fechem a merda da CP e REFER, que os portugueses agradecem.MamõesC.C.

As luminárias da dívida

Inspirados no aparente segundo fôlego do socratismo, os liberais do P”S” de Faro procuram esconder a mão sobre o desastre da sua execução autárquica. Fazem o mal e a caramunha.
A desfaçatez da linguagem política, com recurso à enumeração dos feitos, leva-os a incluir o Forum como obra sua. Sobre a forma como o fizeram, espezinhando as regras comerciais e a profundidade dos problemas criados no tecido empresarial, não lhes merece reflexão. Fizeram obra… com o dinheiro dos outros… e total desprezo pelas consequências. Para nascer obra pública, quantos litígios, despesas, despedimentos e falências provocaram? Nem uma ponta de respeito exibem!
Se temos matéria crítica nas derrapagens e excesso dos preços base da obra feita, que são uma prática recorrente do bloco central e não está criminalizada, nem tão pouco investigada, é revoltante ouvir o vilão passar-se por herói. E nas suas considerações, ainda acrescentam o que há de pior na sociedade e está bastante desenvolvido nas fileiras, que é o silenciamento das críticas pela divisão entre quem faz e não faz. Como se criticar e desmontar ideias e factos errados, não fosse fazer. O P”S” lida mal com a liberdade de expressão. E o que é necessário relembrar, é que os eleitos estão lá por vontade própria e remunerados.
Mais uma vez fica provado que a democracia burguesa é uma sucessão de jogos que resultam melhor de forma organizada, usufruindo das influências tentaculares que trespassam os organismos que deveriam exercer funções de controlo. Alguma vez os organismos centrais de fiscalização actuaram em tempo útil? Porquê? Se as famílias políticas que se revezaram tinham todo o crédito político! Tudo num país armadilhado e a transparência e isenção das instituições não sai do papel e das contradições!
Dentro do estilo autocrático que o poder alimenta, dizia publicamente o presidente de Junta da Sé, de forma eriçada, que fazia o contraditório das críticas dirigidas aos partidos, que as pessoas não aparecem para colaborar e trabalhar. Pudera! Com tanta compreensão…
O que é grave no momento que atravessamos é a confusão da (des)culpa… com os cidadãos do concelho a terem todas as razões para pedirem responsabilidades, rejeitando os maus políticos e exigindo novas políticas.

Luis Alexandre  

Troikas!




































À Atenção do FMI

Terça-feira, Abril 19, 2011

Parque de Lazer da Horta das Figuras

Este é o espaço verde que fazia falta a Faro. Pois apesar de a cidade já possuir um conjunto de espaços verdes e equipamentos vocacionados para o desporto de lazer de ar livre, tais como, a mata do liceu (recentemente requalificado de parque), o passeio ribeirinho e o Ludo (futuros parques), o Parque das Cidades e a cidade desportiva (em especial a pista de atletismo), não tinha nenhum espaço verde desta natureza, amplo, polivalente e multidisciplinar, aberto à população, como é o caso do relvado do futuro parque das figuras, já que todos os outros que referi permitem praticar diversas actividades, nomeadamente, correr, andar de bicicleta, ou caminhar, mas, não permitem uma utilização mais diversificada e abrangente como o relvado das figuras o permite. O recente convívio das Guias de Portugal, na comemoração do seu aniversário, é um desses exemplos, de utilizações possíveis.
Muitas outras cidades têm também amplos espaços verdes polivalentes, em zonas nobres, para o usufruto da população.
Em Faro, o espaço tem ainda a virtude de se situar numa das zonas mais nobres e centrais da cidade, o que lhe confere grande visibilidade e constitui um balão de oxigénio e de vistas largas, numa zona de expansão que se tenderá tornar cada vez mais central. Sendo que o seu sucesso será completo se a população e as associação/clubes fizerem uso dele.
Assim, é de saudar a iniciativa da CMF em requalificar o espaço colocando-o a serviço da população, aproveitando uma iniciativa iniciada pela sociedade civil farense, e demonstrando que o poder não é surdo nem cego face a movimentos de cidadania, que urge apoiar.
Resta-nos esperar pela conclusão do projecto. Espero eu que se mantenha o espaço verde amplo e desimpedido, embora complementado com algumas árvores e equipamentos, como por exemplo, um café com esplanada, onde se possa relaxar e os pais possam aguardar, enquanto os filhos se divertem.
Paulo Gordinho

o endividamento de Faro.

O que o senhor Luis Alexandre não percebe ou não quer perceber? È que as dividas em que a CMF está mergulhada não se devem inteiramente (nem sequer, em minha opinião, na maior parte) a más gestões camarárias. O problema em Faro deve-se à falta de dinheiro estrutural e ciclico. As receitas não cobrem as despesas.
A gestão de Faro, não é muito diferente á de outros municipios. Mas, Faro por ser capital de distrito, tem um custo acrescido de capitalidade. Isto é, a cidade tem cerca de 50 mil residentes, mas, provavelmente cerca de 100 a 150 mil pessoas utilizam as suas infra estruturas diáriamente. Isto representa um esforço adicional que os cidadões farenses sozinhos não conseguem suportar, apesar de já terem das taxas e custos mais elevados do país. Estes custos de capitalidade não são compensados em Faro, como acontece noutras capitais de distrito, que não têm tanta concorrência vizinha. Cá o governo central tem investido pouco, preferindo repartir os investimentos na região por outros municipios vizinhos. Vejam-se os investimentos efectuados em cidades como Beja, Evora, Guimarões ou Aveiro, cidades de dimensão semelhante a Faro mas, com investimentos bastante superiores. Sem ovos não se fazem omoletes.Por isso se justifica o Aval do estado, mas, não vai resolver os problemas ciclicos de financiameto da cidade. anónimo 1:55


Caro anónimo da 1:55

O seu raciocínio estruturado e direccionado sob o anonimato, mostra muita proximidade com a hecatombe.
Já que temos de falar assim, um de cara destapada e outro na comodidade de não assumir responsabilidades públicas, não vou deixar de lhe dizer cinco coisas:

1ª Existindo o que entende introduzir como "custos adicionais" de capitalidade, estes terão de estar reflectidos no orçamento da Câmara;

2ª Se as verbas que reclama são atribuídas a outras capitais e não chegam cá (?!), deve-se unicamente às políticas de subserviência partidárias praticadas pelos líderes regionais que sempre trocaram as mordomias pessoais pelas da região;

Para uma cidade quase parada no tempo, pela mão de PSD e PS, uma dívida três vezes superior às receitas é abuso de gestão pública à conta do sofrimento de empresas e munícipes, e não, como insinua, quaisquer custos colaterais de capitalidade;
4ª Em toda a extensão da gestão municipal, ouviram-se ideias mas nunca houve traduzido na prática, um plano de orientação e desenvolvimento estratégico para a cidade e o concelho. Houve sim uma política de betão orientada para o curto prazo e para os bolsos dos patos bravos que não investem em mais áreas, uma política de centros comerciais que liquidaram o comércio e o centro da cidade que está a cair e se o nosso espaço estratégico de desenvolvimento está virado para o Turismo e a Ria Formosa, é bom que se perceba que o actual Polis trata-se de uma intervenção generalizada e não orientada para a nossa frente de cidade.

5ª O nosso futuro foi hipotecado e a culpa tem nomes.

Luis Alexandre

LISTAS UNINOMINAIS. PORQUE NÃO ?

Temos vindo a assistir, nos últimos dias, ao habitual vaivém partidário, em torno da elaboração das listas de deputados à Assembleia da República.
      É uma operação já conhecida, que acaba sempre da mesma forma, ou seja, com a indicação (leia-se imposição) ao eleitorado, por parte dos partidos políticos, das pessoas em quem devemos (ou temos) que votar.
      Significa isto que, ainda que os eleitores tenham razões, ou motivos, de sobra para não confiar o seu voto a algumas das pessoas indicadas pelos partidos, sempre se terão que conformar com elas, dado que integram lista única e plurinominal.
      A alternativa seria deixar de votar ou votar em branco.
      E assim, por esta via, se perpetua a permanência, na cena política, de pessoas que, se apresentadas isoladamente ao eleitorado (e não servidas num “menu feito”) há muito teriam recolhido ao “doce lar”, mais não seja por nos transmitirem uma imagem requentada e “mole” que já não convence o eleitorado.
      Para quando a alteração da legislação, por forma a que seja possível a apresentação de listas uninominais?
      Quando será possível, a qualquer cidadão, apresentar-se por si só, a sufrágio dos seus eleitores, com, ou sem, apoio partidário?
      Estamos certos que, dessa forma, atingiríamos a essência da democracia.
     O conjunto de cidadãos eleitores analisaria os que se propunham representá-los na câmara de deputados, e, sem ter que votar em grupos de pessoas antecipadamente impostas pela “partidarite”, elegeriam directa, e livremente, os seus representantes.
    Não convirá, decerto, aos partidos políticos, esta opção, porque lhes retiraria o essencial da sua força: o poder que resulta de escolherem, e de imporem, o conjunto de pessoas, que constitui as suas listas.
    Mas seria muito útil, quer para os candidatos, quer para os eleitores, quer para o país.
    Para os candidatos, porque poderíamos ter a representar-nos pessoas fora do espectro político actual, com ideias novas, não enfeudadas a ideários partidários.
    Para os eleitores, porque poderiam escolher livremente entre os que se propunham representa-los, sem a necessidade de comprar um quilo de maçãs já ensacadas, em que algumas estão sãs, mas outras bichadas.
   Seria finalmente útil para o país, que, cansado dos mesmos, podia eleger um a um, os seus deputados, vendo-se livre, de uma vez por todas, dos que já deram prova da sua inutilidade. 

Jorge Leitão

Segunda-feira, Abril 18, 2011

o futuro é amanhã!

A Mistificação
A irresponsabilidade e a tolice dos partidos à esquerda do PS estão bem evidenciadas na sua recusa em falar com os prestamistas. Partidos tribunícios, amantes do panfleto, escondem aos seus adeptos que, agora, nada se pode fazer sem (ou contra) os prestamistas. Julgam, porventura, que essa bravata pueril lhes traz votos. Não traz. Nem tão pouco o monopólio do protesto político e social. Não é com mais ou menos subidas e descidas da Avenida que a coisa lá vai. Tem de ir a doer e é terapêutico que isso seja assumido sem traumas ou dramas. Fingir que não é assim é uma pura mistificação.
in Portugal dos pequeninos



O FMI quer que o Governo reduza ou corte na totalidade os subsídios de férias e Natal dos pensionistas, avança o Correio da Manhã. Se esta medida for aceite pelo Executivo, o Estado poupará 3233 milhões de euros.
Sol


"Margem de espaço para medidas alternativas à troika é quase nula" miguel sousa tavares
Basílio Horta considerou hoje, em Celorico de Basto, que o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, "não está preparado para governar o país nesta fase" e que o chumbo do PEC4 foi "uma decisão muito errada".

O fiscalista Medina Carreira, em entrevista exclusiva ao Expresso, alerta que entre 10 a 20 anos não haverá dinheiro para pagar as pensões de reforma.

Juca & Zeca

Vêm aí os milhões para Faro

De todo expectável, o Governo da falência do país, acrescentou mais uns milhões ao buraco nacional, para cobertura da gestão de vagabundagem que foi exercida na Câmara Municipal de Faro. São mais 48 a juntar aos mais de 100 milhões da escrita a vermelho.
Mas o que é grave nestas dívidas dos maus políticos e que ninguém quer abordar, são a agonia provocada nas empresas privadas e o abuso do poder público. Num país civilizado as punições para os privados, que vão até à prisão, deveriam ser extensivas a quem as produz. Mas se quem faz as dívidas é quem manda…
O pedido da CMF tinha subido pela audiência PSD/PS (com uma excepção) e a resposta à asfixia, com tão bom advogado de defesa em causa própria (o PS), saiu para alívio.
Macário Correia, há um ano e meio com uma gestão aos papéis e um orçamento mais de três vezes inferior às dívidas, pode dar forma aos contactos que vinha arrastando com a Banca. Falava e não o ouviam. Agora tem o trunfo do aval do Estado. O bloco central da dívida uniu-se para a aumentar. E será que a festa vai recomeçar?
Do lado da população as perguntas e as preocupações são diferentes. Seguramente. Se o dinheiro não for também para acrescentar investimento e criação de riqueza que tirem a cidade e o concelho da profunda letargia, não haverá saída para o beco. E se o executivo tem um plano, este que seja amplamente divulgado e transparente. Na opinião da população, enganada pelas gestões anteriores, não há espaço para mais técnicas de enredo e propaganda.
Macário Correia quando concorreu, sabia que o principal dos passos era a elaboração e aprovação de um Plano de Reequilíbrio Financeiro, sem o qual as portas do Município fechariam. Até ao último minuto, a vereação cessante adiou este passo necessário. Vivia-se de dívidas e propaganda. A conjuntura de linha política da cor favorecia e o adiamento da decisão só prejudicou o concelho. O resultado? Foram mais encargos e a paralisia total da iniciativa.
Com a entrada efectiva deste dinheiro emprestado, com toda a inerência de pressupostos do Plano que recaem sobre os munícipes a somar com as exigências de carácter nacional em tempo de grave crise, o executivo municipal não tem margem para falhas.
Como já se percebeu pela situação geral do país que querem obrigar os portugueses a pagar o que não criaram, a mesma situação, por cúmulo, se passa em relação ao buracão do Município. E se não há fuga para os munícipes, o mesmo acontece para o executivo. Cada cêntimo deste plano tem de ser aplicado com total transparência e explicado ao pormenor.
Exigimos conhecer as linhas estratégicas para a criação de riqueza. Exigimos soluções para as empresas municipais que nunca deveriam ter saído do âmbito da responsabilidade pública dos eleitos. Exigimos racionalidade e eficácia dos serviços municipais. Exigimos o fim das negociatas e da parasitagem e um serviço público que respeite os cidadãos e os seus esforços.
Quem não estiver bem que se demita!

Luis Alexandre

Aeroporto de Beja










































Beja, domingo, 17 de Abril de 2011, 15 horas

O mais recente aeroporto português, em plena hora de ponta de funcionamento. Lá dentro nota-se a agitação própria destes locais. Ao longe, a metrópole, aguarda serena, a chegada dos visitantes, consciente do seu papel estratégico no sector da aviação, pois para além do aeroporto, ainda possui uma base aérea e um aeródromo.
Aqui se vê a obra visionária dos diversos governos portugueses em matéria de investimentos e despesas.
È tão, para frente que ninguém consegue entender!

Paulo Gordinho

"...entregues aos cães, vamos sofrer como cães..."















já foi o tempo em que escondiamos o lixo...

Quando reinava em regime de absolutismo democrático, Sócrates foi, numa "rapidinha", à Finlândia. Visitou escolas e veio bimbamente encantado com as suas "boas práticas". Agora, apenas porque os finlandeses colocaram em terceiro lugar um partido (o partido que ficou em 1º lugar elegeu 44 deputados e estes senhores 39) que não simpatiza com a Europa do "porreirismo, pá" - que tão extraordinários resultados tem dado à dita Europa, em geral, e a certos países dela, em particular -, a Finlândia passou a lobo mau porque o respectivo parlamento pode virtualmente vetar o resgate tuga. Marcelo também exibiu o seu nojo democrático na televisão seguramente mais a pensar na massa do que no nojo propriamente dito. A democracia só é boa quando vota por nós. Ou, em "europês", os votos são todos iguais mas há uns mais iguais do que os outros. Patético. In Portugal dos pequeninos



 
«Os nossos parceiros do Norte da Europa não estão propriamente ‘desiludidos' com Portugal; eles querem, em resumo, esfolar-nos vivos. E o ‘resgate' que aí vem não será, como foi para a Grécia ou para a Irlanda, um mal necessário; será uma punição vingativa para civilizar os selvagens. Não que os selvagens não mereçam reprimenda e orelhas de burro. Mas, por uma questão de decência, convinha disfarçar em público. Ninguém disfarça. A começar pela própria União Europeia que, ao contrário do FMI, quer sangue. Perante isto, seria elementar que um estadista, ou um candidato a estadista, dissesse duas coisas. Primeiro, que a nossa irresponsabilidade não tem desculpa; e, depois, que a humilhação corrente também não. O que implicaria saber se vale a pena aceitar um pacote de austeridade antes da reestruturação inevitável só para que os bancos franceses ou alemães não levem com uma pesada tosquia. Infelizmente, não temos estadistas. Entregues aos cães, vamos sofrer como cães.»
João Pereira Coutinho, CM


«O "alargamento", um acto de puro oportunismo, que a propaganda democrática tornara inevitável, não entusiasmou ninguém do lado de cá. Mas diluiu a escassa identidade que a União durante trinta anos ganhara; e, para grande fúria do dr. Soares, permitiu que a Alemanha retomasse publicamente a proeminência que era de facto a sua. Hoje a "solidariedade" é uma fantasia. Os países ricos desprezam o nosso desleixo. E Portugal não perde um segundo com as pequenas tiranias que vão reaparecendo a leste, como a da Hungria. A comédia acabou ou, pelo menos, já não dura muito

Vasco Pulido Valente, Público



Será que estes é que tem razão?



PCP recusa negociar com o FMI – Jerónimo de Sousa

Extrema - direita finlandesa com resultado histórico!
É um resultado histórico, já que nas últimas eleições se tinha ficado pelos 4%. A extrema-direita finlandesa tornou-se na terceira força política do país, com números muito, muito próximos dos dois partidos mais votados. Um escrutínio que contou com
ajuda a Portugal debaixo de fogo.

A extrema-direita ficou apenas a três dos 42 lugares no Parlamento conquistados pelos sociais-democratas, sendo que, em percentagem de sufrágio ficaram empatados.

Domingo, Abril 17, 2011

A Figurinha (da 3ª linha do PS, outra vez)
























João Soares
volta a ser o cabeça-de-lista pelo PS Algarve nas Eleições Legislativas de 5 de junho, tendo o seu nome sido anunciado hoje pelo Secretário-Geral do partido José Sócrates, no fim da reunião da Comissão Nacional do PS. mais aqui

Farense - Casa Pia - Hoje às 16:00h no S.Luis, entradas gratuitas para os sócios e 2 euros para não sócios.

Pedro Aleixo (06/04/1969) a festejar o golo da vitória ao Montemor, com a segunda divisão à vista, numa época de glória do S.C.Farense, na época seguinte e passados 60 anos da sua fundação chegámos finalmente à primeira divisão.  

Sábado, Abril 16, 2011

Tangas e desvarios


































No dia em que se soube que o Ministério da Administração Interna não estava a entregar o IRS e as contribuições para a Segurança Social que desconta aos seus funcionários – empresários que usaram o mesmo expediente já acabaram na prisão –, 100 militares da GNR, 50 agentes da PSP e um número indeterminado de cães garantiram a segurança de 67 passageiros que embarcaram em Beja para Cabo Verde. Todos esses homens terão lá estado pouco tempo: o próximo voo comercial só está marcado para Maio. Até lá as infraestruturas que nos custaram muitos milhões de euros continuarão de portas fechadas. E depois não se sabe bem quantas vezes abrirão. Dificilmente encontraríamos, mesmo com muita imaginação, melhor exemplo de desvario para ilustrar o descalabro a que chegámos – e logo no dia em que os técnicos do BCE, do FMI e da União Europeia já estavam com os narizes mergulhados nas contas nacionais. mais aqui

Projeto pioneiro convida cidadãos de Faro a experimentar carros elétricos durante dois dias

O “Electric Tour”, projeto pioneiro a nível europeu promovido pela MOBI.E, entidade coordenadora da Rede de Mobilidade Elétrica, e pela Peugeot Portugal chega nos dias 15 e 16 de abril a Faro, cidade que irá acolher esta iniciativa durante dois dias, proporcionando à população a experimentação real do automóvel elétrico e das potencialidades da rede de carregamento. mais aqui

Sexta-feira, Abril 15, 2011

Na má política não se mexe

Sempre em surdina, todos os níveis dirigistas dos vários partidos da ordem, procederam ao ordenamento das listas eleitorais e poucas são as surpresas. De uma maneira geral, as inutilidades vão continuar.
O CDS e BE reconduzem. O PSD promoveu Mendes Bota e o PS poderá seguir-lhe os passos na estratégia de pagamento de serviços. Face ao volume de críticas sobre a usurpação do espaço de vozes do Algarve, com os resultados conhecidos, os grandes partidos mandantes reconsideram, preservando o essencial.
Os eleitos para a legislatura despachada, sobre a ordem das sedes, não deixaram qualquer saudade. Os que lhes seguiram em escala, desclassificados e desautorizados por vontade própria em obediência às quotas das direcções, fizeram parte das más políticas nacionais e as formas como se projectaram na região.
O que se prepara para oferecer ao Algarve, não varia em nada a estratégia anterior de colocar os indefectíveis, seguindo as mesmas regras da obediência aos regulamentos internos dos partidos que sempre se sobrepuseram aos interesses colectivos das populações. Os partidos mandam e eles obedecem, usando os votos para este desiderato.
Os principais partidos, O PS e o PSD, vão até mais longe, privilegiando a escola de "filho de peixe sabe nadar", preferindo os rebentos políticos dos cumpridores da velha ordem. As próximas listas trazem mais uma fornada, sempre em defesa da "democracia", de bons resultados no país e na região, na Coreia do Norte, no Médio Oriente e norte de África…
Esta incapacidade dos partidos em mudarem as vozes, recoloca a questão da sua suposta superioridade e desprezo pela aspiração popular a novas políticas. Nada de novo se augura para os problemas do Algarve no contexto da crise que criaram. Fomos maltratados no passado, com um retorno desproporcionado para a riqueza produzida e assim querem que continue. Os dados lançados apontam-no. Consideremos o preço bem pesado que estamos pagando, que alguns dirigentes que sempre viveram da teta do Estado, atribuem à solidariedade nacional…
Os cidadãos algarvios devem passar em revista os feitos de cada um destes futuros candidatos para determinarem o sentido do voto. Tendo-se servido da economia e finanças da região e do país para o progresso pessoal e dos respectivos partidos, vão repetir as velhas promessas e falar das virtudes e da capacidade de sacrifício do nosso povo para levantarmos o que afundaram.

Luis Alexandre

Faro a Ruir - chegou a vez da Rua Castilho



Fotografias de Henrique André.
Rua Castilho fechada - mais uma casa caída, mais baias, mais um problema por resolver, imaginem quem tem negócios nesta rua ou quem habita aqui; e se fechassem todas as ruas com prédios a ruir em Faro?

vejam aqui este exemplo da CMSetubal.

viva o futebol, viva o Gil, fora com o FMI




































Final da Liga Europa vai ter pelo menos uma equipa portuguesa

Crise grega: juros da dívida a mais de 19%

Será Social Democracia ou Monarquia?

Parabéns ao presidente absoluto, Macário Correia que dominou toda esta estrutura ainda se dá ao gozo de esclarecer a sua posição sobre a ilha de faro no próximo sábado nas instalações do partido em Faro.
O senhor Engº David e a Dr.ª Ofélia ficam a aguardar outras grandes oportunidades que poderão surgir.
Já se sabe quem será o futuro ou futura chefe de gabinete, mas espera-se que o sentido de lealdade tenha outro sentido.

"Um dos principais motivos que levaram ao recuo de Cristóvão Norte prende-se, como o próprio explica, com o «sentido de lealdade institucional e política para com o executivo da Câmara Municipal de Faro, que emerge das funções que desempenho e que poderia ser lesado, caso me envolvesse em disputas político-partidárias locais, com prejuízo para a percepção pública da destrinça entre o exercício da liderança do PSD/Faro e as funções que ora me estão cometidas na qualidade de Chefe do Gabinete do Presidente da Câmara»."

" Adefesadefaro
Sexta-feira, Janeiro 22, 2010"

Quinta- feira Abril 14, 2011
"Em segundo lugar da lista surge o ex-líder da JSD/Algarve e primeiro subscritor da petição pelo curso de Medicina no Algarve, Cristóvão Norte, 34 anos, actualmente chefe de gabinete da presidência da Câmara Municipal de Faro e conselheiro nacional do PSD.
A ex-vice-presidente da Câmara Municipal de Tavira quando Macário Correia foi presidente daquela autarquia, Elsa Cordeiro, 54 anos, e actualmente vereadora sem pelouro na Câmara de Tavira aparece em número três da lista.
José Pedro Soares (Silves, filho de Isabel Soares), João Silva (Albufeira, filho de Desidério Silva)."

Hagakure



O PSD divulgou os seus "cabeças de lista" distritais.
Contam pouco. Se o PSD integrar o próximo governo, muitas destas "cabeças" saltam automaticamente para lá nem que seja a título de ajudantes. Assim, interessa (interessa?) conhecer o resto das listas porque são esses que ficam no parlamento para se levantarem e sentarem. Por mim (pelo país?), teria preferido listas conjuntas de um bloco alargado de centro-direita. Como diz uma amiga minha, em marreco é o melhor que se pode arranjar.
in Portugal dos pequeninos


Finalmente um algarvio em cabeça de lista pelo Algarve, espero que o PS siga pela mesma bitola e não arranje a mascarinha do costume.Parabéns por esta decisão. adf

Quinta-feira, Abril 14, 2011

A alegria do PSD fora da razão

Eleito por maioria mas sem conseguir arrastar o partido, Passos Coelho foi lançado à experiência. Sem créditos de retaguarda como todos os novatos e arrastando um grupo de ansiedade, o líder rapidamente mostrou as incongruências.
O longo jejum de poder, intervalado pela fama trágica da fuga de Barroso e o despedimento de Santana, deixou a família laranja numa dilaceração interna e de líderes, ensinando-lhes o tempo a necessidade do benefício da dúvida.
Estigmatizado por essa dúvida, Passos Coelho, quase sempre mal aconselhado, lançou em livro as suas marcas de julgamento e, na oposição, não teve arte nem engenho para tomar a iniciativa política, cabendo-lhe o serviço de assinar os PEC e o Orçamento do Estado.
Herdando o peso da argumentação insinuadora de Manuela Ferreira Leite que denunciava o conhecimento cabal da grave situação financeira do país, cuja solução obrigava a suspender a democracia, Passos Coelho e o PSD seguiram a podridão do jogo político, não tomaram a iniciativa de denunciar o processo de liquidação em curso, fazendo-se incluir entre a surpresa da notícia vinda de fora.
O PSD e o Presidente da República, o Parlamento, tal como o presidente do BdP entre outros altos dignitários do Estado, não têm qualquer legitimidade nas suas "profundas preocupações" agora exibidas.
Com a recusa de ir para o quarto nas condições prescritas pelo Governo PS, o PSD mordeu o isco de recusar o PEC, rasgando-lhe as feridas de companheiro dos compromissos exigidos pela EU e desnudando a hora do golpe de poder. O PSD não avançou na confiança do país, não tem forma de se demarcar, exactamente porque o PEC IV é muito menos do que o PSD quer para o país. A hipocrisia tem limites.
Passos Coelho não é o líder forte. Dá uma clara nota de autoridade dependente da partilha e influência que não é por opção. Não domina o partido e o país no estilo que a direita quer. Lida com o propósito de riscar Sócrates depois de embrulhar o Governo no papel do novo PEC que corre o risco de ser obrigado a engolir.
Na corrida eleitoral que lançou, não é certo que alcance os resultados que dele esperam. Mesmo reforçado com os parceiros do costume. Na corrida para a concertação das exigências dos agentes dos credores, as propostas estão secundarizadas.
É cada vez mais líquido para a população que o PSD que subscreveu os PEC, não tem propostas políticas diferentes do PS. As duas juntas não satisfazem os abutres que se instalaram no país. As eleições são factos menores para estes senhores que exigem acordos urgentes. A ordem é: ponham-se de acordo se querem evitar a bancarrota!
O trabalho dos abutres é vasculhar os livros de contas que vão contar a verdade que vinha sendo camuflada. Os rebentamentos "não previstos", aumentou-lhes a desconfiança. Não nos admiremos que a "emergência" abrace números ainda mais aterradores.
São os resultados das governações e das oposições parlamentares, as mesmas que vos pedem votos. Votos que vão servir de garantia para os planos de mais exploração sobre as camadas mais desfavorecidas da população.
Porque não se exige um plano de Governo que contemple a renegociação da dívida considerada exigível, limpa das acções especulativas sobre a economia e finanças, o investimento na agricultura, pescas e indústrias nacionais e que os sacrifícios sejam dirigidos para o desenvolvimento interno?

Luis Alexandre