Quinta-feira, Junho 30, 2011

Diálogos na cidade com a arquitecta Joana Guerreiro co-organizadora do” Dia da cal em Cacela Velha” (realizado dia 19 de Junho)


Joana Celine Guerreiro é licenciada em Arquitectura do Planeamento Urbano e Territorial pela Faculdade de Arquitectura de Lisboa, UTL.
Frequentou várias formações profissionais em várias partes do mundo, entre as quais se destacam: cooperação para o desenvolvimento na Bélgica; desenho e construção de arcos, abóbadas e cúpulas no Earth Institute em Auroville na Índia; rebocos à base de cal no Centro de Formação Terre et Lumiére em Bise, França.
Profissionalmente tem colaborado com vários arquitectos em Portugal e no estrangeiro e é gestora do projecto domusmateR ®.

ADF - Qual foi o principal objectivo desta iniciativa de caiação colectiva em Cacela a Velha?

JG – Foi o de criar uma oficina de sensibilização dirigida à população, aos dirigentes políticos e aos proprietários de prática da caiação, pretendendo ensinar sobre a cal e a sua técnica. Esta acção apelou ao emprego da cal na salvaguarda do património edificado de Cacela Velha, pois preserva o ambiente e é fiel aos revestimentos.
Foi em torno de uma prática ancestral, que promovemos a valorização e dinamização do antigo cemitério situado no perímetro da Cerca Moura.

ADF - É a primeira vez que se realiza uma iniciativa deste género no Algarve?


JG - Foi a segunda vez que a domusmateR® juntamente com a “caiar-te!” promoveram a reabilitação. E porque o resultado foi positivo, estamos atentas a outras realizações do género; os municípios que ainda têm património edificado caiado, devem agir para a sua salvaguarda, em prol das gerações futuras. Para além de ser uma operação de embelezamento que valoriza o conjunto, é uma proposta inovadora que fazemos, pois, trata-se de transmitir conhecimento e uma cultura que é rica.

ADF - Na tua opinião como foi possível que o uso da cal, tão arreigado na cultura algarvia, pudesse, em poucos anos, praticamente desaparecer?

JG - A partir da altura em que os transportes permitem distribuir mercadorias por toda a rede, surgem as novas soluções como o cimento, surge a noção de “rapidamente” e sem restrições (dinâmica imperial!). Infelizmente, esta escolha da modernidade, incentiva o desmantelar, pouco a pouco, dos fornos de cal que existiam por todo o Sul de Portugal e, com eles, a perda de um material de proveniência local e de uma tradição constituinte da cultura! É um facto que o emprego da cal requer tempos de maturação e de secagem mais alargados e o conhecimento profundo do processo, por razões de segurança e de eficácia.

ADF - Aqui em Cacela Velha, que constatei estar profundamente descaracterizada, a população não se mostrou muito interessada e sensibilizada pela acção de caiação. Em Alte como reagiram os seus habitantes?

JG – Acho que foi boa a iniciativa e foi edificante! Desenrolou-se num circuito turístico; as pessoas passam e param e no geral compreendem bem as vantagens da cal na reabilitação do património vernacular; relatam as suas crenças e estórias; apoiam-nos explicando como se fazia, como fazer. Afinal, é uma solução económica que apela à participação e faculta emprego!! Devemos continuar!
Em relação aos municípios, a acção foi bem recebida. Contudo, devo confessar, que neste sector pouco preocupado com detalhes, a mensagem pode ter ficado aquém das expectativas, sendo necessário mudanças na sua consciência e sensibilidade. Quanto muito, pôde fazer-se cidadania activa. Os meus agradecimentos às Juntas de Cacela e de Alte e aos municípios respectivos, que nos apoiaram.

ADF - Ainda se encontram operários no activo conhecedores das várias tecnologias tradicionais em torno da cal e sucedâneos?

JG - Sim e não. Felizmente em Portugal os pedreiros são excelentes, sabem aplicar as argamassas com brio, sabem rebocar! O que esqueceram foi como preparar e fazer o uso da cal aérea obtida a partir da pedra mas, apesar disso, um projecto de renascimento é viável a longo termo, mais viável aliás, do que noutros países da Europa em que certas práticas tradicionais se perderam de todo.
As técnicas de emprego da cal aérea na construção civil devem renascer. Alerto para o facto de que, salvo em casos raros, as cais que se compram não se adequam às paredes antigas; as hidratadas não são duráveis e as hidráulicas aproximam-se do cimento, que é rígido e não deixa respirar as paredes.
Quanto ao acto de caiar, ele aparece aos pintores como algo totalmente antiquado, uma vez que é preciso saber preparar a cal. Não existe quem queira fazer esse trabalho e as populações, sobretudo as mulheres, que o faziam não acham que esse saber é digno de ser transmitido. Eu diria que há um problema de conhecimento e de imagem da cal.

ADF - E qual é a receptividade das empresas e firmas ligadas à construção relativamente a estes materiais tradicionais?

JG - Estamos num mundo hiper-concorrencial, em que as exageradas rentabilidades impõem as condições estreitas nas quais operam as pequenas empresas. Em Portugal mais de 97% das empresas do sector da construção tem menos de 20 trabalhadores.
Por outro lado existe falta de transversalidade entre a investigação e o mundo empresarial. É fundamental estabelecer essas pontes! É difícil e ingrato pois as soluções a aplicar negociam-se, devendo o arquitecto, o cidadão e o dono de obra apressar-se a saber escolher a implementação das soluções adequadas face à pressão concorrencial.
Penso que no sector da reabilitação, o interesse pela cal deve surgir, pois, é o único que permite legar às gerações vindouras superfícies autênticas.

ADF - Existe da parte das entidades municipais alguma nesga de sensibilidade relativamente a este problema do desaparecimento da cal com a consequente descaracterização dos cascos urbanos tradicionais?

JG - A tarefa dos municípios na promoção do património deve ser revestida de uma maior seriedade, pois estes devem traçar o caminho para a evolução, tomando as decisões e servindo de suporte para agir. São os municípios que sustentam as políticas de salvaguarda, aprovando perímetros de protecção e regulamentos municipais específicos de cada lugar e de cada riqueza construtiva. São eles os responsáveis pela definição de áreas de reabilitação urbana que estão na base da implementação de uma política governamental que confere fundos, leis e instrumentos de gestão urbanística, como nunca existiram antes.
Penso que o desafio é enorme, porque um em cada quatro fogos portugueses encontra-se abandonado e os municípios devem dotar-se de capital humano, técnico e científico para encontrar soluções viáveis e, por outro lado, serem capazes de incorporar novas dinâmicas como o envolvimento cívico das populações e dos grupos de interesse, para que de um modo geral, se facilite a implementação de boas práticas e a longo termo a revitalização dos lugares. Enquanto habitantes e cidadãos devemos exigir o reconhecimento e o respeito pela Carta de Veneza, entre outros textos, que definem estratégias para a conservação e restauro do património edificado.

Concretamente, a domusmateR® defende a criação de “bancos” de pasta de cal em cada sede municipal.

ADF – E como explicas que também a população mais esclarecida e culta seja tão insensível a esta perda cultural, estética e simbólica?

JG - Julgo que nem todos sejam insensíveis. Afinal, qualquer edifício, classificado ou não, revela as nossas facetas! Acho que existe uma generalizada falta de acesso à informação de qualidade e, em consequência, a falta de crítica. Impotentes, assistimos aos pastiches, às tendências custosas e às transfigurações inesperadas. Perdeu-se o autêntico.
Importa-me ponderar a questão cultural e ensinar que a cal é pedra, foi inventada como tecnologia há 7000 anos e é um material muito belo.

ADF - Sei que tens um projecto denominado Domus Mater, precisamente centrado nas tecnologias de construção tradicional. Podes-nos explicar os objectivos e o alcance pretendido com esse projecto?

JG – Achei que devia agir pela integridade das alvenarias, porque estão a desaparecer e importa implementar a renaissance da cal aérea. O ano passado surgiu a domusmateR®, para fomentar a implementação de materiais e técnicas tradicionais nos projectos e nas obras de reabilitação. Surgiu como marca registada, propondo soluções adaptadas às alvenarias antigas e é promovida por Joana Guerreiro, arquitecta na especialidade de planeamento urbano e territorial desde 2002. Procura ir ao encontro das necessidades dos clientes, prestando acções de formação práticas e sessões de esclarecimento sobre os rebocos de pasta de cal, as caiações bem como os pigmentos. Podem ver no blogue http://domusmater.blogs.sapo.pt/
É um atelier de arquitectura, urbanismo e paisagismo, que promove o reconhecimento das tecnologias pacíficas, praticando a defesa do vernacular e da compatibilidade dos materiais. Joana Guerreiro cria o conceito de tecnologia pacífica e de Slow building, em acções de conhecimento para a revitalização da imagem da cal aérea, da taipa, do adobe e da cerâmica na eco-construção:

Skype: Joana Celine
Email: domus.mater@sapo.pt
Blogue: http://domusmater.blogs.sapo.pt/










entrevista realizada por Fernando Silva Grade

Quarta-feira, Junho 29, 2011

"Betonização" da Campina de Faro - o comentário

É pena que não se tenha defendido a zona das campinas da betonização selvagem. Trata-se de uma zona de caracteristicas unicas. Caso se perca será uma perda irreparável para Faro e para o Algarve.
E entretanto o centro de Faro vai sendo abandonado. È o efeito «donut». Noutros paises europeus mais avançados, as soluções das cidades passam por não licenciar novas urbanizações na periferia enquanto existirem casas devolutas ou por recuperar nos centros.
anónimo

Caro autor do comentário,
O efeito donut é uma consequência natural da incapacidade do planeamento em disciplinar os empreendimentos urbanísticos. As periferias das cidades, pela simplicidade do processo eram os alvos preferências dos investidores imobiliários (ou especuladores, se quiserem). Como em qualquer outro negócio, e apenas de um negócio se trata, investe-se onde se conseguem melhores mais-valias com menores riscos. Disse “eram” porque já não são e não se sabe quando virão a ser de novo. Penso que os empreendimentos que se falam para a periferia de faro irão ficar em banho-maria à espera de uma conjuntura mais favorável que a actual.
O pouco planeamento que se vai fazendo limita-se apenas a tentar impedir algumas acções especulativas consideradas prejudiciais em espaços muito limitados do território.
No centro das cidades e da nossa cidade tudo é muito complicado, moroso e sem a evidência do aumento significativo do volume de construção pelo que não é um território atractivo para os especuladores imobiliários tradicionais. Nem para esses nem para ninguém. Só que já tentou fazer uma obra no centro da cidade é que consegue ter a noção das força de bloqueio que é preciso enfrentar. Estas forças de bloqueio nasceram de boas intenções (salvaguarda do nosso património arquitectónico e cultural) mas as pessoas foram transformando estas boas intenções em monstros com poderes paralisantes.


Paulo Charneca

Terça-feira, Junho 28, 2011

Faro: AM chumba moção do BE em defesa da Campina


cartaz dum evento ocorrido no CCDR


A Assembleia Municipal de Faro chumbou na segunda-feira à noite a moção do BE sobre a defesa da Campina de Faro, com os votos contra do PS, PSD e CDS-PP e votos a favor do BE, CDU e movimento CFC.

Na sessão da Assembleia Municipal de Faro, o Bloco de Esquerda (BE) de Faro apresentou a moção intitulada "Defender a Campina de Faro é Defender o Futuro da Cidade e do Concelho de Faro".
No documento, o BE defende a preservação do uso agrícola daquela zona, a consolidação dos núcleos urbanos existentes e consequente não aprovação de novas urbanizações.

Na moção do BE propunha-se que a Assembleia Municipal se comprometesse com uma "moratória" perante qualquer nova proposta de urbanização na Campina, e que a Câmara de Faro negociasse a "relocalização das urbanizações já aprovadas" que ainda não estão em construção.
O documento defendia ainda a "fixação de novos agricultores na Campina" e a criação de mecanismos de acesso dos produtores locais aos mercados do concelho.

A proposta, que foi discutida durante mais de uma hora entre os deputados municipais e que culminou com uma explicação do presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, sobre as qualidades do solo e as dimensões do terreno, foi chumbada com os votos contra das bancadas do PSD, PS e CDS.

O BE, a CDU e o deputado do movimento cívico "Com Faro no Coração" (CFC) votaram a favor da moção.

A 15 de abril de 2010, a CDU apresentou uma moção sobre a necessidade de defender a Campina de Faro e o seu potencial agrícola que foi aprovada com a abstenção do PSD.

Há terrenos da Campina de Faro com pomares de citrinos, hortas, fruteiras tradicionais, alguma vinha e estufas que no passado chegaram a abastecer a região e a zona de Lisboa com produtos agrícolas.

Na década de 90 surgiu o problema da contaminação das águas subterrâneas dos terrenos por teores excessivos de nitratos, nitritos e cloretos (fertilizantes).

in Observatório do Algarve


Vamos lá ver se entendemos os grandes políticos da praça farense.

A 15 de abril de 2010, ou seja há pouco mais de 1 ano aprovaram uma moção sobre a necessidade de preservar a Campina. Agora, os mesmos que tinham viabilizado a moção da CDU votaram contra a preservação da Campina.
Viva Faro!

Praia de Faro e a Concentração motos - comentário

Verão em cheio talvez, mas não na Ilha de Faro. Vejamos:


a)- 14 15 16 17 de Julho Concentração de Motos do M.C.Faro pelos vistos ainda vão por mais pins p/não deixar estacionar.

b)- Concordo pois se houver uma emergencia as ambulancias não passam e ainda alguém morre por atraso de socorros.

c)- Alternativa comboio ou carreira de barco. Certo

d)- Não concordo nem tem cabimento é fecharem a Ilha a partir do P.Campismo. Ou seja beneficiam os comerciantes da entrada e o Havana, Arcos, Quiosques, Rest. Zé Maria etc etc não teem direito a vida? Se é por causa dos artistas dos burns, cavalos, éguas e demais animais incluindo os próprios artistas se não fazem aí vão concerteza fazer até ao P.Campismo. Portanto é uma falsa questão e principalmente o prejudicar os comerciantes dessa zona que ao longo dos anos sempre receberam bem quem visita Faro e a S/unica praia.

d)- Quanto aos proprietários desses negócios em vez de andarem de costas voltadas entre eles c/invejas e não só deviam era unir-se todos pedir uma audiência ao P.C.M. de Faro Sr. Engº. Macário Correia e apresentarem o problema correctamente e unidos pois quem vai sofrer com esta prepotencia são eles e que m visita a Ilha nessas altura.

e)- Quanto aos artistas a policia que tome conta do assunto pois é para isso que todos descontamos e pagamos IMPOSTOS.

f)- Por fim NÃO CULPEM O MOTO CLUBE DE FARO por estas situações que ao longo de 30 anos sempre defendeu Faro os Comerciantes da Ilha e de quem nos visita e não teem nada a ver com estas situações

comentário anónimo

Faro Cidade criativa
















apresentação dum trabalho
Decorreu mais uma iniciativa de Faro Cidade Criativa, na sua 3ª edição com o Projecto Escolas 2010/2011, que contou com a participação das escolas secundárias João de Deus, Tomás Cabreira e Pinheiro e Rosa.


A iniciativa atingiu, em nossa opinião, os objectivos traçados, nomeadamente, no que se refere à aproximação entre a Escola, a Administração e a Sociedade Civil, à utilização da teoria na resolução de problemas concretos do concelho e da cidade e no fomento da criatividade e do espírito crítico dos estudantes.

A apresentação final dos trabalhos ocorreu no auditório do IPJ, no passado dia 7 de Junho, e a partir da pré-selecção de 5 grupos que apresentaram trabalhos (de acordo com o regulamento da iniciativa) nas seguintes temáticas:

a)Arquitectura paisagista/ambiente urbano;

b)Intervenção urbana/artes e design;

c)Intervenção social/humanitária.

De acordo com os trabalhos apresentados, o Juri resolveu atribuir o 1º prémio ao Grupo Dar ASA’s, da Escola Secundária Pinheiro e Rosa que desenvolveu um tema muito actualizado e com grande pertinência para o contexto conjuntural actual – “Os sem-abrigo, as famílias carenciadas e os idosos excluídos socialmente em Faro”;

O 2º prémio foi atribuído ao Grupo FI Agricultura, da Escola Secundária João de Deus, que desenvolveu um tema muito pertinente para o contexto social e urbano de Faro – “Agricultura Biológica, Vertical e Urbana”, e o 3º prémio coube ao Grupo PDP, da Escola Secundária João de Deus, que desenvolveu um tema muito pertinente para as sociedades modernas relacionado com a inclusão de pessoas com limitações – “Projecto Diferentes Porquê”

A Câmara Municipal de Faro concedeu o 1º prémio oferecendo ingressos para as Piscinas Municipais.

Para o patrocínio dos 2º e 3º prémios obteve-se a colaboração, já habitual, da Associação de Desenvolvimento Comercial da Zona Histórica de Faro, com a atribuição de vales de desconto nas lojas da Baixa, e da TMN- Portugal, Telecom, com a atribuição de cartões TMN.

O nosso Algarve - boas perspectivas

Praia de Faro
foto João Xavier

Hotéis do Algarve têm mais reservas este Verão


A retoma das economias alemã e francesa, e os problemas políticos do Norte de África explicam a maior procura.
Os responsáveis pelos principais hotéis de luxo do Algarve estão confiantes e esperam superar este Verão as taxas de ocupação verificadas no ano passado. mais aqui

mesmo sem a TAP a voar para a região!!

Obras do Túnel do Marão param por falta de dinheiro.
















quem paga a conta???

As obras do Túnel do Marão pararam completamente hoje e vão estar suspensas nos próximos 90 dias por falta de dinheiro.


Segundo Albano Ribeiro, do Sindicato da Construção de Portugal, os cerca de 1.400 trabalhadores foram alertados para o encerramento das obras na quarta-feira passada, mas alguns "foram ficando até hoje", sendo que a partir de agora estão "totalmente paradas" as obras os túneis e os acessos.

Para aquele sindicalista, a preocupação centra-se não sobre os funcionários de "empresas idóneas como a Somague", que lidera o consórcio encarregue da obra, mas sim sobre os trabalhadores ligados a empresas que poderão vir a dispensar os funcionários, a partir desta suspensão. mais aqui

Segunda-feira, Junho 27, 2011

"Betonização"




































Área de escritórios vazios no Grande Porto equivale a 15 estádios
Há 150 mil metros quadrados destinados a escritórios no Grande Porto sem ocupantes. Uma área que equivale, em dimensão, a 15 campos de futebol. A oferta excede largamente a procura e existem cada vez menos interessados em arrendar esses espaços.


Longe vão os anos dourados da década de 90 e do início do século XXI em que, na falta de moradores, muitos apartamentos da Baixa do Porto foram convertidos em escritórios. O negócio com as empresas era bem mais lucrativo para os proprietários, que podiam cobrar rendas mais elevadas. Hoje, o investidor surge selectivo e, com a crise económica, tornou-se numa espécie rara.

A Tap a abandonar o Aeroporto de Faro.
















TAP deixou de ter rotas para a Europa em Faro


A TAP já não tem ligações a destinos europeus a partir de Faro. O aeroporto algarvio sempre serviu para receber sobretudo voos ‘charter', mas nos últimos anos foram substituídos por voos das companhias ‘low cost', que retiraram mercado à companhia aérea liderada por Fernando Pinto.


A ligação Faro-Londres foi a última a ser eliminada. A TAP realiza, de acordo com um relatório interno da empresa a que o Diário Económico teve acesso, apenas a ligação Lisboa-Faro, com três voos diários. aqui

depois do despedimento colectivo da Groundforce, único até agora, segue-se esta politica anti-Algarve, concerteza que vão seguir esta linha nos restantes aeroportos de Portugal???
adf

braço de ferro.Quem ganha?

Dez câmaras da Margem Sul combinam fechar hipers ao domingo.


Ganham todos aqueles que tem direito ao descanso ao domingo para que possam estar com os seus filhos e vê-los crescer. Ganha a economia local porque em vez de oferecermos de bandeja às grandes empresas de distribuição TODO o mercado, promovemos as merciarias, os mini-mercados e os pequenos negócios do país. Ganha a civilização...por que ir passear para o centro comercial em alternativa a passear ao ar livre ou a um programa cultural implica um retrocesso civilizacional...em suma, ganham todos menos os 5 barões da distribuição em portugal.
anónimo

Sábado, Junho 25, 2011

A ser verdade, Ganda Manel!



Portimão: Contratos com bancos



O presidente da Câmara de Portimão, Manuel da Luz, assinou ontem os contratos com os bancos relativos ao plano de saneamento financeiro da autarquia. Estes serão remetidos segunda-feira ao Tribunal de Contas. O empréstimo atinge quase 95 milhões de euros. O plano atrasou porque “o sindicato de bancos contratou um escritório de advogados”.

roubos nas explorações agricolas.Para quando uma grande manifestação contra esta vergonha qua atinge a nossa sociedade. Comentário

Em Faro,agora que começa a temporada da apanha das alfarrobas(para quem tem um emprego isto parece ridiculo mas para quem vive da agricultura é muito importante porque as alfarrobas são o emprego dos proprietarios) com o numero de assaltos que tem existido nos ultimos tempos,vai ser um ano de tragedia social para os que ainda subsistem na agricultura.Não é minimamente aceitavel num país democratico como dizem que é o nosso,que passem multas a quem trabalha por não ter uma guia de remessa incompleta do material que transportam e os ciganos circulem na estrada com carrinhas completamente carregadas de sacos de alfarrobas roubadas!Tambem não se admite numa democracia que existam compradores de alfarroba roubada,que todos os dias receptam mercadoria,durante as ultimas dezenas de anos,e continuem a efectuar o negocio ilicito sem qualquer problema judicial!Na minha opinião,e certamente de todos os que têem algum tipo de agricultura, a PSP e GNR,estiveram nos ultimos 20 anos e estão a fazer um pessimo trabalho no combate ao verdadeiro crime que são os assaltos confundindo com coisas menores como,por exemplo,os carros mal estacionados.


anónimo

Ciganos aos tiros no Centro Comercial Colombo.

Um tiroteio no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, provocou esta noite de sexta-feira quatro feridos graves, disse fonte do Comando Metropolitano da PSP (COMETLIS).

Segundo o COMETLIS, o tiroteio ocorreu às 22h30 horas no espaço Funcenter, quando um grupo se envolveu em confrontos utilizando armas de fogo.


De acordo com a TVI, “terá sido uma desordem entre indivíduos de etnia cigana no centro comercial Colombo, na zona do Fun Center, com recurso a armas de fogo”.

O incidente provocou ferimentos de bala em quatro pessoas, tendo sido transportados para os hospitais São Francisco Xavier, Santa Maria e Amadora Sintra.

O alerta chegou às autoridades através de chamadas feitas para o número de emergência 112.

Um segredo chamado Algarve e que nunca é demais voltar a partilhar!

Sexta-feira, Junho 24, 2011

o que faltará acontecer e este mundo?



No tempo do barco do amor, não havia telemóveis, portáteis nem piratas informáticos, agora é outra loiça. 

Francisco Assis apresenta a candidatura aos militantes socialistas do Algarve

Apresentação da Candidatura de Francisco Assis a Secretário-Geral do Partido Socialista e da Moção Política de Orientação Nacional - A Força das Ideias que terá lugar hoje, Sexta-feira, dia 24 de Junho, pelas 21 horas no Auditório da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, em Faro.
Francisco Assis prossegue com a apresentação das linhas de orientação política da sua candidatura a Secretário-Geral do Partido Socialista, estando agendadas sessões com os militantes hoje, dia 23 em Leiria, dia 24 em Faro, 25 em Évora e 27 de Junho, em Aveiro.

Entram e saem a conspirar…



A cidade e o concelho de Faro continuam na mira dos especuladores imobiliários. Um jornal diário deu-nos conta de novos projectos megalómanos que se preparam para zonas de valor acrescentado e classificação agrícola.



Mesmo enfrentando fortes críticas sobre o abandono geral da cidade e os eros ambientais e de ordenamento das zonas da Penha e Bom João, o executivo de Macário Correia apadrinha as intenções.

Com o estrangulamento financeiro em pano de fundo e ainda sem soluções, o executivo do PSD parece virado para o mais fácil, o procurar de receitas sem acautelar o desenvolvimento harmonioso da cidade.

Questionado sobre as decisões na calha, o presidente que anunciou estar a levar a cabo a construção de pequenas artérias de desentupimento de determinadas áreas da cidade para colmatar velhos erros urbanísticos, refugiou-se na desculpabilização de “aprovações de há 20 anos”.

Segundo o matutino (curiosamente a imprensa local não esteve atenta), as duas urbanizações em desanexação de terrenos RAN (Reserva Agrícola Nacional), vão comportar um total de 3050 fogos (1250 na Penha e 1800 no Vale da Amoreira). Estes projectos e possivelmente outros ainda escondidos, podem levar quase à duplicação da população farense.

Afinal, com a economia estagnada e o panorama do Algarve sem planos e objectivos para o seu crescimento sustentado, que sentido faz este crescimento da capital que hoje é praticamente uma cidade escolar e administrativa?

Onde estão os investimentos na economia do concelho e da própria região para justificarem este alargamento dos limites da cidade sobre terrenos de incomensurável valor agrícola? Com uma cidade necessitada urgentemente de requalificação e ordenamento como principal factor estratégico de desenvolvimento e suporte da sua entrada na actividade turística sobre as suas valências de mar (o desfrute da Ria Formosa) e terra (património monumental, cultural e paisagístico), não há qualquer fundamentação para alimentar novas zonas de especulação imobiliária.

Com um histórico recente de desordenamento e constrangimentos e um parque habitacional excedentário que engoliu parte da riqueza que deveria sustentar outros sectores da economia e levará muitos anos a escoar, o engº Macário Correia não pode, a pretexto de decisões antigas e erradas, repetir erros estratégicos ( a direcção de agricultura está contra e a CCDR debate…). Os problemas financeiros não podem ser explicação para ceder perante interesses que só procuram os lucros fáceis e não reinvestidos noutros sectores, como deixam os problemas posteriores às costas do erário público e não raras vezes da Banca.

As razões dos promotores privados colidem, neste caso, com os interesses globais da população do concelho. Os próprios negócios não têm base de sustentação, com a procura em baixa e o excesso de oferta. Quem vai comprar estes fogos? Imigrantes ou emigrantes? À custa de mais desertificação do interior? À custa de mais investimento sobre mais academia, sendo um dado absoluto as políticas de restrições no Ensino e com a cidade administrativa em depressão?

Na actual situação política, social, económica e financeira, cobrir a intenção será dar um passo em falso e o futuro da cidade e do concelho não podem passar por aqui!

Estejamos atentos e obriguemos os autarcas à discussão pública e não nos comprometam com factos consumados!
Luis Alexandre

Quinta-feira, Junho 23, 2011

Uma boa ideia para o Aeroporto de Beja...

Um empreendedor espanhol teve uma ideia que pode ser imitada com proveito noutros lugares onde se fizeram aeroportos mas não há vôos.

O que se pode fazer num aeroporto sem aviões? Tudo. Em abril, um grupo de jovens tentou convocar uma 'gran fiesta rave inaugural y pública' para o aeroporto de Castellón, em Valência (Espanha). Inaugural porquê? Porque o aeroporto, embora esteja pronto há algum tempo e tenha custado uns alegados 151 milhões de euros, ainda não foi aberto ao tráfego, supostamente por falta de licença.
A certa altura, umas 18 mil pessoas haviam já anunciado a comparência na rave, e foi preciso a intervenção das autoridades. As Forças e Corpos de Segurança do Estado anunciaram um "seguimento" da situação, com o objetivo de evitar, conforme explicou a delegada do governo na Comunidad Valenciana, Ana Botella, um eventual "efeito-chamada sobre determinados coletivos".

O risco existe. Um aeroporto vazio é uma tentação permanente. O próprio presidente do Aerocas (sic), nome oficial do dito, não resistiu um dia a levar os seus netos em passeio pelas pistas desertas. É oportunidade que não vão ter mais tarde, disse Carlos Fabra, explicando que qualquer cidadão podia fazer o mesmo durante mês e meio. Mas quando a imprensa o citou ipsis verbis, chamou aos jornalistas uma coisa demasiado feia para referir num site respeitável (estúpido do c... é uma tradução aproximada). Também exprimiu a esperança de que essa "espécie de promoção" ajude a contrariar a ingrata imagem que o aeroporto adquiriu.

Independentemente dos motivos por trás da ociosidade forçada (Ana Botella deplorou o hábito e as consequências de inaugurar instalações "sem efetivamente pôr em funcionamento os serviços"), a natureza tem horror ao vazio. Assim, foi decidido pôr lá a circular... bicicletas. Aproveitando o facto de a Federação Espanhola de Ciclismo ter escolhido Castellón como sede dos seus campeonatos em Espanha, surgiu a ideia de usar o terminal de passageiros como lugar de saída da Volta a Espanha - o chamado quilómetro zero da prova. Vai ser este domingo, dia 26. Com o grande trepador Alberto Contador como chamariz, só pode resultar.

O homem não voa, mas quase. Como o aeroporto.

in Expresso

Quarta-feira, Junho 22, 2011

Passos muda bilhetes de executiva para económica.

Os serviços da TAP já estavam habituados a receber pedidos para procederem ao upgrade de bilhetes, passando de económica para executiva. Mas, nunca acontecera a situação inversa, agora protagonizada pelo novo primeiro-ministro.

Novas Esplanadas de Faro – A minha opinião

Notei este verão alguma dinâmica na requalificação deste tipo de espaços da nossa cidade. Reportando-me apenas aos poucos que me chamaram a atenção (este texto não pretende de modo algum confundir-se com uma análise exaustiva) pressinto que existe por parte de alguns dos empresários de restauração uma vontade de elevar a qualidade dos seus estabelecimentos.

Notei significativas melhorias no Mar a Mais (Farol) no Eme (antiga geladaria da doca) e no Aqui Há Mar (Praia de Faro).

Se se por um lado se saúda a melhoria no design dos espaços e seu mobiliário, por outro lado, em dois dos três casos que referi senti que fui atendido de uma forma displicente.

A qualidade do atendimento, o profissionalismo e simpatia de que tem por missão contactar com os clientes parece-me ainda uma lacuna por resolver, até nos espaços que, pelos preços que praticam, teriam a obrigação de fazer melhor.

Cumprimentos a todos os que gostam desta cidade.

Paulo Charneca

A nova farsa e os novos farsantes

Vem aí um novo Governo e todos os basbaques comentaristas se apressaram a dar os seus palpites, ministro a ministro, sobre o seu futuro, desejando-lhes felicidades e antevendo-lhes dificuldades de várias ordens. Com nuances, todos desejam o cumprimento das suas tarefas, sem questionar a sua natureza de classe, a quem servem, a profundidade da injustiça que representam e sobre que classes se vão abater com mais violência.


O Estado de desgraça a que nos conduziram o falso socialismo com o compadrio do PSD e CDS, trouxe à estampa um novo Governo de maioria de direita. Passos Coelho, primeiro-ministro e o seu comparsa Paulo Portas, engendraram uma estratégia de tecnocratas controlados por políticos vigilantes, para os primeiros impactos das políticas impostas pela “troika”.

O manual de medidas deixado e as que ficaram em segredo para a gestão dos 78 mil milhões que nos vão “emprestar” para lhes pagar os frutos da especulação e os rombos que produziram na nossa economia e finanças, vai desde logo ser posto em prática e nem eles duvidam da profunda recessão que vão produzir.

Com o desemprego em números históricos estes subirão em flecha pelo abrandamento da produção e serviços e pela queda dos milhares de empresas que não conseguirão aguentar os seus custos de funcionamento em função da retracção do mercado e da pressão dos impostos.

Os números da pobreza e das famílias sem meios de subsistência aumentarão exponencialmente, colocando ainda mais problemas de insegurança de pessoas e bens. Novas camadas de classe, sobretudo entre o pequeno empresariado, conhecerão a falta de meios de sobrevivência pela queda da economia de que não têm qualquer culpa.

A “troika”, que nos repetiu em particular a receita da Grécia, sabe dos níveis incomportáveis das exigências para as debilidades da nossa economia e não pode esperar outra resposta que não as que se ouvem da península helénica.

O Governo PSD/CDS, que não tem margem de manobra e recebeu um calendário para resultados que transmitam confiança para a entrega das tranches, sabe que não pode falhar. Os próximos dias serão esclarecedores e os tecnocratas não deixarão de receber os aplausos pela frieza do seu dinamismo. Nenhum sector da sociedade escapará à gula devoradora dos cortes dos direitos e soma de encargos sobre a população a que chamarão racionalização de custos. A argumentação das gorduras do Estado, não consiste em mexer no essencial dos privilégios e dos desperdícios. Forçados transitoriamente, terão de mexer em velhas lealdades de serviçais como forma de exemplo. O dilúvio de medidas descambará no aumento do custo de vida e degradação das condições de vida de mais largos sectores da sociedade. Tão inevitável como a revolta que despertarão.

Os chefes das centrais sindicais portuguesas questionados sobre o novo Governo, adoptaram a diplomacia e esperam para ver o que vai sair para o sector do trabalho (!?). As mesmas duas centrais que não quiseram derrubar o Governo Sócrates e a sua política miserável, no meio da qual está o roubo dos subsídios de desemprego, dos abonos de família, o aumento de impostos e o Código de Trabalho, que será ainda mais agravado.

O vazio eleitoral, feito sobre escombros financeiros, deixou um ar de expectativas envolto em panos quentes e um cheiro sepulcral, num interregno, há espera do que sabemos dramático pela mesma mão do oportunismo e da mentira política… até que o vozeirão e as pedras se levantem!

Este Governo espraiará o que a direita sabe fazer de melhor: aumentar os níveis de exploração!


Luis Alexandre

Segunda-feira, Junho 20, 2011

Juca & Zeca

os riscos da bancarrota!












Georgios Papandreou propôs este domingo um referendo para mudar a Constituição e poder pôr na rua 150 mil funcionários públicos. A Grécia tem até ao final do mês para aprovar novas medidas de austeridade.
mais aqui 

Em Espanha a luta continua - os "indignados"

"...Dezenas de milhares de pessoas de todas as idades invadiram este domingo as ruas de várias cidades espanholas para repetir as manifestações contra a crise e o desemprego que se iniciaram há um mês pelos denominados "indignados".


indignados por isto.

Verão em Cheio



(Pseudo)Feira de artesanato realizada no Jardim Manuel Bivar fotografia de 2009
FARO COM UM VERÃO EM CHEIO


Faro vai ter um Verão cheio de animação e de espectáculos que certamente irão ao encontro dos gostos dos farenses e de todos aqueles que nos visitam.

A oferta é diversificada e vai desde exposições, folclore, feiras temáticas com sessões de autógrafos, música, animação, circo, gastronomia, a dança. O palco de toda esta animação é a baixa de Faro e do extenso programa destacamos os seguintes eventos:

2 de Julho a 11 de Setembro – Exposição – Motoclube de Faro – 30 anos (Museu Municipal de Faro);

14, 15, 16 e 17 de Julho – 30.ª Concentração Internacional de Motos;

9 de Julho a 31 de Outubro – Exposição – Eduardo Gageiro – Fotografia 1950-1980 (Galeria Trem);

22 de Julho a 7 de Agosto - Feira do Livro da Cidade de Faro (Jardim Manuel Bívar);

29 de Julho a 7 de Agosto – Festa da Ria Formosa (Largo de são Francisco);

19 a 28 de Agosto – Feira dos Doces, Bebidas e Frutos Secos (Jardim Manuel Bívar);

20 a 28 de Agosto – FolkFaro (Passeio da Doca e diversos locais do concelho);

2 e 3 de Setembro – Festival Vila Adentro – presença de grupos musicais nacionais e internacionais e artesanato;

7 de Setembro – Inauguração da exposição de Rosário da Silva (Museu Municipal);

Além dos eventos aqui destacados é de referir que no Coreto (Jardim Manuel Bivar) estão programados momentos de animação diários de 23 de Julho a 7 de Agosto que abarcam várias disciplinas artísticas (música, animação, circo, teatro…).

Visite Faro e surpreenda-se.

CMF

Parece mesmo que de 7 de Agosto a 19 de Agosto não vamos ter animação no Jardim Manuel Bivar?? 

Assembleia Municipal

EDITAL Nº. 03/2011


Luís Manuel Fernandes Coelho, Presidente da Assembleia Municipal de

Faro.........................................................................................................................................

Torna público que está marcada uma sessão ordinária desta Assembleia


Municipal, a realizar no dia 27/06/2011 (segunda-feira), pelas 21.30 horas, no Salão


Nobre dos Paços do Município, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1. Período Antes da Ordem do Dia.

2. Concurso público para a concepção, construção e concessão da exploração do

Crematório de Faro – Proposta n.º 101/2011/CM.

3. Comissão Arbitral Municipal de Faro / Prédios Devolutos em 2011 –

Proposta n.º 106/2011/CM.

4. Desafectação de parcelas do domínio público municipal – Proposta n.º

112/2011/CM.

5. Estudo de Conjunto do quarteirão entre um troço da Estrada de S. Luís e a

Av. Cidade Hayward – Proposta n.º 116/2011/CM.

6. Adesão do Município de Faro à MARALGARVE – Associação para a

Dinamização do Conhecimento e da Economia do Mar no Algarve –

Proposta n.º 119/2011/CM.

7. Concurso público para prestação de serviços de elaboração do Plano de

Urbanização do Patacão e Mar e Guerra – Repartição de Encargos – Proposta

n.º 121/2011/CM.

8. Concurso público para a prestação de serviços de elaboração do Plano de

Urbanização da Coroa Norte da Cidade de Faro – Nova Repartição de

Encargos – Proposta n.º 122/2011/CM.

9. Candidatura ao BEI – QREN Empréstimo – Quadro – Proposta n.º

128/2011/CM.

10. Requalificação ribeirinha e aquisição de terrenos - Revisão Orçamental.

11. Informação do Sr. Presidente da Câmara sobre a actividade municipal.

12. Período de intervenção destinado ao Público.

A.M. Faro, 15/06/2011

O Presidente da Assembleia Municipal

Luís Manuel Fernandes Coelho

Domingo, Junho 19, 2011

A Igreja do Carmo e o gato escaldado




Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
 linda vista para o mar,
Minho verde, Algarve de cal, (…)

Alexandre O`Neill

A Igreja do Carmo entrou em obras. O que é motivo de arrepios e medos fundados.


O histórico é esclarecedor. Quase infalivelmente quando se mexe estraga-se, ou quanto muito, piora-se. E quando ainda se tem bem fresco na memória o caso da Sé, todos os cuidados são poucos!
Até há bem pouco tempo todas as Igrejas eram caiadas. Parece que agora isso já não acontece, o que é deveras lastimável e pode conduzir à extinção completa da cal e do seu legado patrimonial e artístico, já que o traço identitário fundamental das construções vernáculas no Algarve e em toda a zona mediterrânica é a expressão matérica dos revestimentos, isto é, a textura.
Há 40 anos todos os edifícios em Faro evidenciavam essa característica marcante.
A textura é a pele orgânica e viva que se vai formando e crescendo à medida das sucessivas sobreposições das camadas de cal e à sua inter-acção com os elementos atmosféricos.
A cal, material mutante, pasta de modelagem e matéria escultórica é o actor fundamental dessa “arte em construção” que vai enriquecendo, complexizando e elaborando pacientemente ao longo do tempo autênticos baixos-relevos, sempre mutáveis em função da incidência da luz ao longo do dia.
Outrora as extensas fachadas de todas as construções (no Algarve devido à “violência” da luz as paredes entre janelas são enormes) eram “decoradas” com esses baixos-relevos de carácter táctil e abstracto. Isto é, a arte plasmada em cada porção de construção.
Oiçamos o grande pintor farense Manuel Batista: “No Algarve que era a terra onde vivia, a textura dos muros brancos sempre me seduziu. Havia em mim uma grande apetência para as coisas tácteis. As primeiras experiências que eu faço têm a ver com muros fictícios que fazia na tela com pasta de tinta e depois pintava ou não pintava.”
Depois do 25 de Abril a febre do novo-riquismo, higienismo e mau gosto, aniquilou de uma ponta à outra de Faro e do Algarve este revestimento sensível, tendo sido substituído pelo cimento, os azulejos de casa de banho e a tinta plástica.
É oportuno referir que essa organicidade das casas, muros e igrejas está na origem da adjectivação mais repetida pelos turistas que nos visitavam: “very typical”
Também a nossa literatura é pródiga nas referências apaixonadas aquele manancial escultórico que dantes cobria as cidades e aldeias e alegrava a paisagem rural: Alexandre O`Neill, Natália Correia, Teixeira Gomes, Sophia de Mello Breyner, são alguns nomes que se seduziram com os caprichos da cal.
E na pintura, os naturalistas Silva Porto, Henrique Pousão, Malhoa, Marques de Oliveira entre tantos outros, não se cansaram de reproduzir até à exaustão os casarios pitorescos desse Portugal fulgurante de beleza.

Depois de várias reuniões no Departamento do Urbanismo da Câmara e na Direcção Regional de Cultura fiquei a saber que a tinta a ser utilizada é a tinta de silicatos. Um mal menor se tivermos em conta a ameaça sempre presente da tinta plástica.
Quero referir o exemplo do Palacete Doglioni em que o decidido foi a utilização da tinta de silicatos, mas o empreiteiro marimbou-se e aplicou tinta plástica. Se passarem por lá agora, é visível o estado miserável do revestimento, com a tinta, toda empolada, a ser rejeitada pelo reboco.
A tinta plástica não é mais do que petróleo. Já temos petróleo no ar que respiramos, no alcatrão que pisamos e agora revestimos todo o ambiente urbano com petróleo. As casas de arquitectura tradicional precisam de respirar, mas com tal revestimento a sua degradação é inevitável. Imaginem se nós nos vestíssemos de plástico! Sufocávamos. Por outro lado o petróleo e sucedâneos têm outra característica: são feios!
Esta manhã passei pelas obras e fui verificar ao pormenor o resultado da aplicação da tinta de silicatos. Resultado sofrível já que a sua textura, brilho, transparência e cor não chegam aos calcanhares da cal. (já agora uma reflexão: como é possível que as obras de reabilitação em monumentos sejam feitas por meros empreiteiros sem qualificações para tal?)
E, portanto, estamos perante mais um caso de desvalorização de um monumento emblemático de Faro, com concessões ao utilitarismo e facilitismo, prejudicando o essencial que é a autenticidade e o valor intrínseco de um edifício histórico.
Na arte e no património, para salvaguardar a sua essência, não pode haver aldrabices. O carácter valioso das obras de arte tem a ver com factores como muito trabalho, muita habilidade, perfeccionismo, tempo disponível e também dinheiro envolvido. Por isso é que não é possível fazer obras de arte em série numa fábrica. Qualquer rotura nestes pressupostos condena uma obra de arte à banalidade.
Portanto, todos os argumentos que me foram apresentados de que já não há caiadores, que a cal já não tem qualidade, que já não sabem utilizar o sebo para a caiação ter durabilidade, etc, etc, não podem constituir razões sustentáveis em face da valia do património em causa.
Enfim, há exemplos por todo o lado na Europa de intervenção no património respeitando todos os seus aspectos fundamentais. Porque não os imitamos nessas coisas boas?
A causa que está por detrás destas situações lastimáveis é este Portugal decadente, em perene vassalagem ao novo-riquismo e rejeitando a sua cultura imemorial.
Quem, hoje em dia, liga ao património desde os governantes aos cidadãos? Basta ver o seu estado ruinoso para termos uma resposta cabal.
Durante os últimos anos tenho divulgado nos textos aqui escritos a contagem decrescente dos edifícios que em Faro vão resistindo à descaracterização. Ainda há poucos meses referi que a última casa particular incólume tinha sido abastardada. Neste momento a contagem revela o seguinte: em toda a cidade resistem três edifícios que mantêm toda a sua integridade: Igreja de S. Pedro, Convento de N.ª S.ª da Assumpção e a Ermida de Stº António do Alto.
Mas há um quarto. Para aliviar o ambiente termino com uma referência positiva e indicadora de que o bom trabalho e a esperança são possíveis: a reabilitação perfeita do solar da Horta do Ourives, junto ao Teatro das Figuras (em que todo o exterior foi caiado!).


“(…) Somos um país antigo. Dizem-nos que somos um país pobre. É estranho que destas coordenadas resulte uma arquitectura de novos-ricos. (…)”

Sophia de Mello Breyner

Fernando Silva Grade

PS: E para aqueles que me acusam de ser um fundamentalista da cal prestem atenção: eu sou um cidadão que tento manter vivo o legado dos nossos antepassados e evitar a extinção desse elemento chave da nossa cultura. Mas não o único. Domingo, mais de 20 pessoas vão caiar voluntariamente edifícios em Cacela Velha e, podem acreditar, iniciativas como estas vão crescer e fortalecer-se e a cal voltará a cobrir o casario sem margens para dúvida!

"A textura, alma da arquitectura vernácula"

Festival Med 2011 - Loulé 22 a 25 de Junho (coisas muito bem feitas!)



Mais que um festival uma atitude e um olhar competente pelo património da Baixa histórica de Loulé.

Sábado, Junho 18, 2011

Ilha Deserta - a maravilhosa Ria Formosa.( a partir de Faro)

OBRAS DA VARIANTE NORTE

No âmbito da empreitada da Variante Norte foi encerrada ao trânsito a Estrada Municipal 519 (Estrada da Penha) entre as instalações da EDP e a rotunda nova da Conceição de Faro. De acordo com as previsões da empresa concessionária este encerramento vai verificar-se até Setembro de 2011, todavia este período os residentes e os veículos de emergência poderão circular no troço agora encerrado.
Em alternativa os utentes poderão utilizar a Estrada Nacional 2 (EN 2) ou a Estrada Municipal 518 (Estrada Caldeira do Neto).

Após a conclusão destes trabalhos será encerrada ao trânsito a EM 518, desde a EN 125/Rio Seco até à rotunda nova da Conceição. Este encerramento está previsto entre Setembro e Outubro de 2011. Em alternativa os utentes já poderão utilizar a EM 519 e a EN 2.

É de referir que este segundo encerramento só será efectuado quando terminados os trabalhos na Estrada da Penha.

Para os utilizadores do serviço de Minibus informamos que o Circuito 1 (Alto Rodes > EN 2 (Junto ao Motoclube de Faro) > Centro de Saúde), nos horários em que servem a Conceição de Faro, não efectuará a passagem na Urbanização Janelas de Faro, Escola Secundária Pinheiro e Rosa e Cemitério novo (estrada de Penha). Não há alterações fora destes horários. Nos horários da Conceição o percurso alternativo é o seguinte: EN 2 > Chelote > Rotunda da Conceição > Conceição e o inverso. Entretanto a esta alternativa serão criadas duas novas paragens, em funcionamento a partir de segunda-feira (20 de Junho) – a primeira na EN 2 (Junto ao MotoClube de Faro) e a segunda no Chelote (na EM 518 junto à Urbanização Principado do Chelote).

O Município de Faro pede a melhor compreensão pelos constrangimentos causados mas que, graças a estas obras, as ligações na envolvente de Faro conhecerão uma considerável melhoria, novas estradas e melhores condições de acesso à cidade.

CMF

Sexta-feira, Junho 17, 2011

JET A - 1 (esclarecimentos)





















Porto comercial de Faro
12:52:


JP8 não é necessário em Faro, porque é combustível para jactos militares.
O que o amigo quer dizer é JET A-1 para a aviação civil.
Actualmente o JET A-1 chega-nos por comboio em tanques cisterna que são depois tranferidos por camião, de Loulé até ao Aeroporto de Faro.
Em relação aos restantes comentários, é bom saber que estamos a exportar cimento para Cabo Verde. Há muitos anos que a CECIL, em Setúbal, na Serra da Arrábida o faz. Tem o seu próprio mini-porto para os cargueiros.
Por outro lado, é como o outro senhor comentador disse. Tirando cimento e sal, que mais é produzido no Algarve para exportar?
Obrigado.
anónimo

Sex on the Beach!























Meus Caros,
Venho por este meio partilhar um " COCKTAIL " convosco, visto que o
tempo neste momento é a única coisa que está do nosso lado
proporcionando aquela cor saudável que todos gostamos de observar e
nos conforta o espirito, permitindo usufruir ao máximo e sem taxas ou
IVA adicionail do nosso cantinho e sua abençoada maravilha da natureza
tais como as nossas ilhas...
Está na altura ideal para ouvir uma boa musica, usar aquele vestido há
muito tempo guardado, colocar o sorriso no ar e dizer algumas palavras
sensatas na companhia dos nossos queridos amigos...
Saber viver é aproveitar o que temos e acreditem que é muito o resto
são detalhos.
Esta é a nossa receita de fim de semana : SEX on the BEACH ?! Poucos o fazem ...

Sinceros Cumprimentos a toda a Equipa


Miguel Gião
Columbus Bar - Baixa de Faro

O que vai mudar no Algarve?

Com a troca de cadeiras nacional e regional, aumentam as expectativas (?!) sobre as repostas reclamadas para os problemas do país e da região.
Mendes Bota, abrace ou não um qualquer lugar governamental, tem um rol de alegadas “impotências” para desembrulhar, a começar por novos paradigmas em socorro imediato da actividade de sustentação da região. Fazer avançar o Turismo, intervindo ao nível da imagem e promoção externa, da segurança e das suas razões, do desemprego, da requalificação urbana, das energias renováveis para uma região mais limpa e no relançamento da agricultura, pescas e de indústrias que se enquadrem na preservação da qualidade do espaço físico, são tarefas prioritárias.

Com longos anos de jejum de poder e atribuindo aos outros as responsabilidades, não há lugar para lamúrias e indefinições.
Reorganizem-se as instituições e as pessoas pelas competências, agilizem-se os processos de decisão, reclame-se descentralização, mude-se o PROTAL no interesse das pessoas e do desenvolvimento do interior, estabeleçam-se metas para combater o desemprego, lance-se a requalificação da EN 125, construa-se o Hospital Central (que darão um impulso na actividade económica e no poder de compra), reorganizem-se as polícias e a sua forma de prestação na especificidade do Algarve, coloque-se a Justiça na razão do interesse dos cidadãos, ponha-se o QREN ao serviço do empreendedorismo para a objectividade do período que atravessamos, criem-se planos concertados entre as várias entidades, com destaque para a AMAl, as Câmaras e as secretarias de Estado, para um programa de ordenamento do território, requalificação ambiental e patrimonial de suporte dos novos vectores de crescimento do Turismo para combater a sazonalidade, analise-se a relação dos impactos e custos do ALLGARVE no âmbito da importância da cultura e do espectáculo como suportes do Turismo, implementem-se medidas para o aproveitamento das energias renováveis em que a região é fértil e cumpra-se ou faça-se cumprir a lei em matéria de degradação do património privado dos centros das cidades e vilas.

Os algarvios já não pedem intervenção, exigem-na! Não pedimos megalomanias mas precisamos de planos e metas para o desenvolvimento e a urgência de combater os perigos sociais que as franjas mais fragilizadas da sociedade algarvia vivem. Queremos o progresso prometido… na oposição. Agora têm de novo o poder!
Mendes Bota e o PSD reclamaram a oportunidade e a região deu-lhes a cobertura laranja do mapa. Para trabalharem na urgência das respostas e não em descontos na exploração… como o caso das portagens…

Atentem que o Algarve não espera! Desespera!


Luis Alexandre

Miguel Freitas e os patins! quem se perfila para o lugar?

















O presidente da Federação do PS Algarve não dá sinais de querer demitir-se. Os presidentes de Câmara estão preocupados com o futuro do partido a nível regional e, muito provavelmente, vão empurrar Miguel Freitas para a demissão.
Segundo o «barlavento» conseguiu apurar, os presidentes de Câmara socialistas vão realizar um encontro antes da Comissão Política para traçarem uma estratégica, que consta essencialmente em demonstrar que o partido necessita de se renovar e dar uma nova moralização à política.

Quinta-feira, Junho 16, 2011

A Obra.


















BAIRRO CABECINHA LIGADO À RUA CORREIO DO SUL


Na zona da Penha estão a ser dados passos firmes em direcção ao reordenamento e à fluência de trânsito com a ligação das várias ruas que até à presente data estavam sem continuidade provocando constrangimentos de vária ordem.

No “Bairro Cabecinha” está em fase de conclusão a ligação da Rua Jornal Correio do Sul à Rua da Amendoeira, cuja circulação automóvel já será possível a partir do próximo dia 20 de Junho (segunda-feira). A alteração desta situação representa um investimento da autarquia na ordem dos 67 mil euros e seguem-se outras artérias com igual problema na Penha.

A próxima alteração será feita com a ligação da Rua Jornal do Algarve com a Rua da Amendoeira. Neste caso concreto a autarquia vai formalizar a compra de terreno no dia 4 de Julho para poder efectivar a ligação destas duas artérias.

Estas obras apesar de serem de pequena dimensão revestem-se do maior significado numa das zonas da cidade onde se identificam maiores constrangimentos de trânsito. Ganha-se qualidade de vida numa das zonas mais habitacionais da cidade.

CMF

Quarenta e cinco! - o comentário



















Verifica-se que algumas mentes estão a ficar descontroladas, quando num qualquer assunto de cães ou de gatos terá que aparecer sempre o Macário.
Deviam era questionar quem deixou uma divida de 45 milhões que cortou o credito à Câmara Municipal de Faro.
Terá que se pagar conforme ditam as leis do mercado, porque fazer filhos em mulher alheia como diz o povo é fácil.
E quem é o responsável?
Para os bloguistas muito atentos e preocupados com a gestão camarária nada melhor que a presença para questionar o executivo politico na próxima assembleia municipal dia 27 de Junho pelas 21,30 e na sessão de câmara dia 29 de Junho pelas 14,30.
A entrada é livre e ainda tem direito a água, poderão digeririr algumas posições assumidas pelos vossos eleitos.
De certeza que deixarão de mandar palpites se estiverem em boa fé!

Respeitosos/cumprimentos

Pascoal de Melo

Em Espanha "los indignados" mostram o cartão vermelho aos politicos e à corrupção.

mais aqui

Em Portugal os Políticos e os corruptos são intocáveis a "malta" anda calma e o País vai
afundando e afundando em lume brando.

Juca & Zeca

A triste herança dos mentirinhas - memória futura

O Estado português vendeu ontem mil milhões de euros a três e seis meses. Pagou o mesmo preço que os mercados exigem à Grécia.


Há um ano, depois de Atenas pedir ajuda externa, a frase que mais se ouvia na Europa era "Portugal não é a Grécia". Um ano depois, se não é, parece. O Tesouro português colocou ontem mil milhões de euros em dívida no mercado e pagou juros semelhantes aos que a economia helénica está a pagar para vender títulos de igual maturidade. mais aqui


Bandalhos
Gente que pretendia vir a administrar a justiça ou a conduzir a acção penal, respectivamente nos tribunais portugueses e no Ministério Público, foi "apanhada" a copiar em exames no Centro de Estudos Judiciários, uma instituição que, nos últimos tempos, entrou manifestamente em decadência. Mesmo assim, deram-lhes nota 10 e o lamentável sindicato dos juízes apenas acha a coisa "lamentável". Mas nem por isso deixam de ser uns bandalhos.
in Portugal dos pequeninos

Quarta-feira, Junho 15, 2011

Porto comercial de Faro.

foto de Henrique A.

P”S”: o que vem aí?


Com o xuto tardio que o país deu em Sócrates e no partido que encarnou a personalidade do chefe, por razões de timing do PSD e o medo de orfandade do resto da chamada “esquerda”, o P”S” quer voltar à vida.


Percebendo o fim, a cacicagem subserviente da direcção “socialista”, o cortejo das distritais e os lotes de mordomias e nomeados cerraram fileiras em torno do chefe num último esforço e sem convicção… com os olhos postos no dia seguinte e na sucessão.

A demissão pronta de Sócrates, corresponde ao conhecimento da realidade e ao fim da encenação que foi longe de mais com prejuízos para o país. Sócrates sabia que o partido percebia a profundidade dos problemas causados e lhe dava a última oportunidade. A montagem do congresso da unidade pré-eleitoral não se transportou para a população…

Com a demissão ainda quente… já se perfilavam as tendências, numa prova clara dos velhos trabalhos de sapa.

Nem o legado de uma política de direita ao serviço do grande capital nacional e interesses estrangeiros que se serviram da economia do país e a estrangularam, substantivada pelos PEC, Orçamentos de Estado castradores e por fim o acordo da “troika”, demoveram os dois candidatos que deram o passo em frente.

Um, Seguro de si mesmo, vinha montando o distanciamento num discurso próximo de uma ala mais à “esquerda”, sem faltar à lealdade e que, julgamos, acabará por arrancar o apoio do poeta Alegre como referência. Percebendo que é necessário mudar o discurso e voltar a recuperar o sentido retórico de identificação com os problemas da população, Seguro vai apregoar a linha de um novo P”S”. Em cada metamorfose, o falso partido socialista vai mostrando o distanciamento dos valores que apregoa e a sua capacidade de serviço à ordem do capital dominante.

O outro candidato de nome Assis, outro homem do aparelho e de primeira linha dos velhos compromissos que nos levaram à bancarrota, avança e como o terreno da “mudança” está marcado, resta-lhe afirmar que há esperança para o P”S”.

O terreno vai decidir-se com o afastamento das bases, cabendo às turmas de carreiritas as opções pelo candidato que encurte o regresso às mordomias do poder.

Os dois partem amarrados à assinatura do acordo com a “troika” e serão chamados, estejam no poder partidário ou não, a cumpri-lo. O P”S” é um partido da confiança dos especuladores e das suas agências e não quer perder esse estatuto.

Tal como o PSD foi parceiro do Governo anterior e das suas medidas de “salvação” do país, agora o P”S” é parceiro do próximo Governo PSD/CDS e de todas as novas medidas reaccionárias, impostas de fora, contra a economia nacional e os interesses do povo.

Assis ou Seguro, com o primeiro mais consciente de uma linguagem próxima da estabilidade da situação política para o cumprimento da dívida e o segundo mergulhado em contradições entre o que diz e vai fazer, são parte das anteriores e novas políticas de desemprego e miséria, falências, privatizações dos sectores rentáveis do Estado, aumento dos impostos e bens essenciais, ao serviço do capitalismo que nos retirou a condição de país soberano.

Como no tempo do rotativismo sob a monarquia, os partidos da democracia parlamentar estão mais próximos do total desmascaramento.



Luis Alexandre

aquecimentos em Espanha e outras bacoradas!

Cargas policiales


Los Mossos d'Esquadra cargan contra los manifestantes indignados reunidos ante el Parlament catalán, que protestaban contra el debate presupuestario y contra los recortes en Sanidad y Educación que está aplicando la Generalitat.


O presidente da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) defende que Portugal tem excesso de hospitais e considera que é necessário encerrar algumas unidades sem que se ponha em causa o acesso dos cidadãos aos cuidados.














Hospital Central do Algarve uma miragem cada vez mais distante
(cambada de vigaristas)

Back in Action

Inicia-se esta semana, a partir do Porto Comercial de Faro, em navio de carga com cerca 80 metros de comprimentos, uma ligação semanal entre Faro e Cabo Verde. Assim, a partir de agora, 2 navios assegurarão, semanalmente, a partir de Faro, o transporte para exportação de cimento para Cabo Verde.


Numa altura de crise nacional e regional, esta é sem duvida uma grande noticia para a economia regional, para o Porto de Faro e para todas as empresas a jusante e montante destas actividades. O porto de Faro volta igualmente a adquirir algum do dinamismo que outrora já teve, depois dos últimos anos de marasmo comercial, em que os movimentos se resumia ao transporte de areia ou sal ou ainda a um ou outro navio, que ocasionalmente ali chegava.

Eu ainda me recordo dos tempos, há mais 30 anos, em que o porto de Faro apresentava um acentuado movimento de barcos, chegando a estar as três gruas em simultâneo a operar. Eram barcos de carga ou petroleiros que descarregavam ou carregavam carga de empresas ou ainda combustíveis para os depósitos do Bom João.

Nos últimos anos, o porto de Faro definhou, as exportações e importações de carga passaram para outros portos, nomeadamente, para Sines ou Lisboa. Os depósitos de combustível deixaram de ser utilizados e o porto praticamente transformou-se numa zona de sucata. Este ressurgir do porto, com estas exportações semanais para Cabo Verde fazem lembrar outros tempos e constituem algo de muito importante, para revitalizar o mesmo, ajudando a economia local e regional a prosperar. Espera-se pois que constitua um sinal económico positivo e duradouro e que permita finalmente modernizar e dotar o Porto de Faro de melhores condições e infra estruturas modernas.


Paulo Gordinho

Os Lugares de Loulé e de Faro (Março de 2009)



Dois são os eixos estruturantes do sotavento algarvio (triângulo definido pela fisiografia que tem como centro de distribuição o Barranco do Velho e centros de recolha V.R.S. António a Nascente e Carvoeiro a Poente): um eixo estruturado pela linha Loulé/Quarteira, o outro pela linha Loulé/Faro.
A assumpção do eixo Loulé/Quarteira reforça e garante a potência de Loulé enquanto charneira económica principal do Sotavento ou mesmo do Algarve. O reforço do eixo Loulé/Faro serve o princípio de Faro enquanto capital administrativa do Sul.
Todavia, a fonte potencial de riqueza de Faro é a mesma que a de Portugal - o mar.


Faro acompanha historicamente o desígnio de Portugal. É factual que o abandono do mar projectou Portugal para a rampa da decadência. O sentido de Faro como verdadeira capital administrativa do Sul nunca foi, não é, nem nunca será possível sem o porto comercial da cidade a funcionar (foi isso que lhe permitiu roubar essa qualidade a Silves).


Enquanto o Porto de Faro não voltar a funcionar a deslocalização da capital para o burgo de Loulé afigura-se uma fatalidade.
O reforço urbano estruturado por equipamentos administrativos e institucionais a Norte da campina de Faro, e a defesa desta, parece acto de inteligência. Deste modo, Faro irá ver o seu novo e moderno centro sobre esse dobrado que sustém a Goldra. Santa Bárbara que se prepare...
Quando o porto da cidade de Faro regressar às rotas de cabotagem, a pujança actual de Loulé tenderá a definhar. A assumpção do novo centro de Loulé nas Quatro Estradas afigura-se acto político decisivo; é nessa expectante, mas também de sempre, encruzilhada distributiva onde devem ser lançados os novos alicerces administrativos municipais que irão garantir a continuidade próspera do município louletano.
O reforço do eixo Loulé/Faro serve, e bem, a capital cristã em primeira ordem. Porém, como referido acima, esse reforço deve incidir em equipamentos e estruturas administrativas e de carácter institucional, de forma e escala adequadas à capital que Faro pela sua posição geográfica face ao mar sempre tende a ser.
A assumpção de Loulé/Quarteira vai esvaziar todas as tendências litorâneas de separatismos e vai dinamizar com mais essência e riqueza os movimentos e interacções de ataque perpendicular à linha de costa, as dinâmicas Sul/Norte/Sul.
A deslocalização do novo centro administrativo do território fisiográfico que dá sentido ao município de Loulé para as Quatro Estradas, deverá ser suportada por estruturas comerciais e de prestação de serviços modernas dimensionadas para o tráfego de pessoas e bens que cruzam o local.
As Quatro Estradas centram um circulo de influência cuja prosperidade resultará do reconhecimento da sua posição nas dinâmicas que podem ocorrer entre os eixos polarizados por Huelva/Sagres e Beja/Mar-Atlântico…
Para o posicionamento do Algarve ao serviço de Portugal e, assim, do concerto das nações, importa o reforço imediato dos dois eixos: um alimentado por equipamentos e estruturas edificadas institucionais administrativas da plataforma logística que é em potência o Algarve, outro, gerador de actividade comercial e de prestação de serviços moderno catalizador e distribuidor de cargas que transitam entre os barros de Beja e o Mar-Atlântico e a Meseta Ibérica e os Portos do Ocidente…
Se os critérios de construção secular da paisagem portuguesa nos pode servir de exemplo, sendo que o país resulta da paisagem que se constrói, e Portugal é um dos países mais antigos do mundo, convém lembrar, entre muitos exemplos históricos, o exemplo dos monges cistercienses que primeiro "inventaram" o pêro de Alcobaça com a consciência e o conhecimento dos solos e exposições mais adequados á sua abundante produção e a posição logística relativa para o seu eficaz escoamento. Só depois de garantida essa fonte de riqueza, eles dedicaram-se à construção dos edifícios de carácter institucional que definitivamente ajudaram no ordenamento da vida naquele território, designadamente o famoso mosteiro.
Nuno Cavaco