Domingo, Julho 31, 2011
Sexta-feira, Julho 29, 2011
Diálogos na Cidade com Luís Santos
Pequena biografia
Nasceu em Faro, em 1949. Frequentou o Liceu Nacional de Faro e a Escola Comercial e Industrial Tomás Cabreira.
Fez o curso de professor de Educação Física no Instituto Superior de Educação Física.
Leccionou em Faro, em várias escolas, de 1976 a 2005.
Publicou quatro livros:
“A pesca do atum no Algarve”
“Os moinhos de maré da Ria Formosa”
“Os acessos a Faro e aos concelhos limítrofes na segunda metade do Século XIX”
“Faro, um olhar sobre o passado recente”
Diversos trabalhos artísticos publicados:
Desenhos
“Faro Antigo I”
“Faro Antigo II”
“Algarve Tradicional”
“Aspectos de Loulé Antigo”
“Os moinhos de maré da Ria Formosa”
“A pesca do atum no Algarve”
Serigrafias
“Faro, cidade velha”
“Loulé”
“Olhão”
“Tavira”
“Vila Real de Santo António”
“Silves”
Projectos:
Livro
“O Ensino Público no Distrito de Faro – 1820 a 1910”
Audiovisuais
Faro, um passeio nos finais do Século XVIII
Olhão, o casario típico da primeira metade do Século XX
ver trabalhos aqui
ADF - O teu 1º projecto abordando o património surgiu há já algumas décadas. Lembro-me, na altura, de ter ido à tua casa e tu mostraste-me, além da série sobre Faro antigo, alguns desenhos de carácter criativo.
Desenhar Faro antigo surgiu como uma simples temática dentro de um contexto de aperfeiçoamento do desenho artístico ou o objectivo fundamental foi descrever esses espaços urbanos, numa altura em que muitos deles já tinham desaparecido ou estavam a modificar-se a uma velocidade avassaladora?
LS – O desenho e a pintura surgiram como actividade quase diária, por volta dos oito anos, em certa medida por sã “imposição” do meu pai. Fazia, essencialmente paisagens a guache e figuras a lápis. Mais tarde, por volta de 1968, veio o retrato a carvão. Só dez anos mais tarde, devido a dois ou três postais que tínhamos em casa, com cenas de Faro, no início do século XX, veio a atracção pelos temas antigos, tipo gravura, cuja técnica sofreu influências de Cruzeiro Seixas. A intenção a partir de então foi descobrir e dar a conhecer o aspecto da cidade, nos séculos anteriores. Para isso contei com a preciosa ajuda do Dr. Lyster Franco, do Prof. Pinheiro e Rosa e de José Manuel Bivar, entre outros.
ADF – Esses desenhos foram, talvez, a 1ª reacção com peso no sentido de se olhar para o nosso legado histórico/arquitectónico como algo precioso, numa altura em que a esmagadora maioria da população aclamava a “modernização” do Algarve que se traduzia, nas cidades, na destruição sistemática das estruturas urbanas tradicionais sob a acção da ofensiva de um urbanismo às ordens da especulação imobiliária.
Pensas que esse trabalho constituiu uma contribuição pedagógica importante para voltarmos a identificar o nosso património como algo a preservar?
LS – Penso que sim. Hoje a maioria dos habitantes de Faro conhece a evolução da cidade ao longo dos últimos séculos, coisa que há trinta anos só era do conhecimento de muito poucos. Acho que contribuí para a “banalização” da antiga Praça da Rainha, da Alagoa, da Ribeira, etc. Gostaria, também, de contribuir para a criação de um novo estilo para o Algarve, através da adaptação de novas ideias e técnicas de construção em função das características arquitectónicas ancestrais da província. Processo que já está em marcha.
ADF – O teu trabalho mais recente a nível de imagens de computador em 3D é, de certa forma, um aprofundamento do trabalho de desenho, conseguindo-se perspectivas fantásticas da estrutura urbana da cidade de Faro.
Quais os documentos e processos que utilizaste a nível de pesquisa histórica para conseguires fazer a reconstituição dos locais representados?
LS – A pesquisa assenta sobretudo nos mapas antigos, nas plantas antigas de Faro e de Olhão e até em alçados de construções militares. Neste último caso temos o castelo de Faro, a prisão, junto ao Arco da Vila, a ponte do Arco do Repouso, etc. A planta mais precisa de Faro remonta a 1876 e de Olhão à mesma época. Depois temos aguarelas inglesas, gravuras militares e dezenas de fotografias e postais ilustrados. Nem todas as casas correspondem ao que existiria na altura mas a Praça da Rainha e as principais artérias de Faro estão bastante próximas do que terá realmente existido.
ADF – Tendo ainda presente o contencioso com a Direcção Regional de Cultura que divulgaste neste blog, quero colocar a seguinte questão:
Na minha opinião, o teu trabalho devidamente divulgado, poderia constituir um suporte muito importante para acções pedagógicas a nível dos valores que a arquitectura tradicional veicula, nomeadamente os estéticos, culturais e afectivos.
Tens tido, ao longo dos tempos, algumas iniciativas com as entidades oficiais nesse sentido?
LS – Infelizmente não, e não percebo porquê. Será pelo facto dos trabalhos serem realizados com o apoio de meios informáticos? Será que se considera os trabalhos assistidos por computador como uma arte menor? A criação de maquetes 3D surgiu quando eu leccionava na Escola E. B. Santo António e me convidaram para fazer uma palestra para os alunos do 2.º ciclo. Eu então pensei que nada melhor para os interessar do que fazer um esboço 3D da cidade, ainda com a muralha seiscentista, os moinhos de maré e a Ribeira. Pus mãos à obra e surgiram algumas animações para apoiar a minha intervenção. Passaram-se seis anos e o projecto evoluiu e estendeu-se a Olhão. Neste espaço de tempo contactei autarquias e outros organismos mas não tive qualquer apoio e só fui convidado para apresentar um excerto do trabalho na “Tertúlia Farense”.
ADF – Tu, que tens tido ao longo dos anos, um empenho consistente no sentido de reabilitar a memória da cidade quando ela apresentava um carácter arquitectónico harmonioso, que comentários podes tecer ao estado de ruína e de abandono progressivo e dramático a que o centro histórico da cidade chegou, sem que se desenhe no horizonte qualquer solução?
LS – É uma situação preocupante. Vemos surgir urbanizações em zonas agricultáveis e os núcleos urbanos mais antigos estão abandonados e decadentes. Penso que será necessário criar legislação que, ao se comprovar que os proprietários desses fogos se demitiram das suas responsabilidades, não se entendem ou não têm meios económicos, permita que outros executem obras de restauro e fiquem com o usufruto dos mesmos, durante três ou quatro décadas.
Entrevista realizada por Fernando Silva Grade
O Jardim Botânico do Algarve.
Considerado um dos mais antigos e bonitos jardins do Algarve. Alberga inúmeras espécies de plantas, oriundas de várias partes do Mundo. Muitas destas já são centenárias.
Recentemente, foi alvo de melhorias e a maioria das espécies foram classificadas. Junto situa-se uma biblioteca municipal, num edifício de um mix de arquitectura sui generis, com uma fachada árabe e outra contemporânea. Existe ainda uma pousada da juventude, onde se pode ver algumas exposições.
Embora seja um espaço algo esquecido pelos munícipes, vale a pena visita-lo, para praticar algum desporto, passear ou simplesmente relaxar. Internet Wireless gratuita e possibilidade de tomar um café.
O seu nome é Alameda João de Deus e fica em Faro. Mas, quanto a mim, dever-se-ia chamar antes, jardim Botânico João de Deus.
Paulo Gordinho
Quinta-feira, Julho 28, 2011
Duas ideias de esperança…
Com o alto patrocínio da Universidade do Algarve, foram lançados recentemente dois projectos para o interior e para o mar, que acendem uma luz de inovação e intervenção em duas áreas carecidas de novos desafios.
Numa delas, inédita entre nós, um professor universitário convenceu a instituição e um grupo de jovens licenceados algarvios a sediarem-se numa aldeia do concelho de Loulé - Querença -, fustigada pela desertificação e envelhecimento para, em inter-acção com a população ao longo de nove meses (curioso o augúrio com o tempo de gestação de um novo ser humano), definirem as valências, a sua estruturação e formas de desenvolvimento que abram vias de investimento, de captação e fixação de pessoas.
Depois de tantos discursos de retórica política sem intenção de sustentação prática, coube ao conhecimento dar um pequeno passo que traga, em função do empenho, uma nova dinâmica de esperança para o barrocal e para a serra algarvia.
Cabe a estes jovens desbravar um caminho, estudar e consultar para organizar um dossier difícil, feito de pequenos aproveitamentos da harmonia entre a terra e as pessoas, para lhe aumentar o envolvimento, a riqueza cultural, humana e produtiva.
Trata-se de um trabalho académico ligado à prática, que não pode deixar de ser aliado ao estudo das leis e à produção de argumentos para a sua adaptação à realidade envolvente. Esperemos que o esforço não seja para a prateleira das consultas… por culpa das velhas resistências políticas, supostamente iluminadas… como madrastas desleixadas…
A outra ideia, também de inegável valor e oportunidade, trata-se da constituição da Plataforma Mar do Algarve, com o objectivo, dito pelos proponentes: “ afirmar a região nos assuntos do mar”.
Com uma frente de mar claramente desaproveitada, esta associação, que arrasta consigo três municípios, tem um papel a desenvolver para além da profilaxia e colocar o dedo nas feridas das políticas nacionais e comunitárias que constrangem o retomar do aproveitamento dos largos recursos da frente de mar, das actividades profissionais às náuticas de desporto e lazer.
O mar do Algarve pode e deve voltar a ter uma importância estratégica no eixo da actividade económica, colocando-se na alternativa criativa ao Turismo de massas, cujas chagas tardam em ser lavadas e tratadas.
Nas últimas décadas, o Mar e o Sol do sustento de séculos, foram quase monopolizados pelo Turismo, numa visão estreita e castradora do seu esplendor e capacidade de alimentar as ambições do Algarve. A usura e os apoios políticos enviezaram-nos o curso histórico, que esta iniciativa deve ajudar a inverter.
A participação da UALG, como base científica de criação de ideias, da sua execução e interpretação, é de grande responsabilidade estratégica e insere-se nas expectativas dos algarvios para um novo olhar para a região. E diria mais, fazendo valer o seu histórico de leituras e conhecimentos, falta-lhe acrescentar a capacidade de confronto com os poderes da inércia…
Luis Alexandre
Numa delas, inédita entre nós, um professor universitário convenceu a instituição e um grupo de jovens licenceados algarvios a sediarem-se numa aldeia do concelho de Loulé - Querença -, fustigada pela desertificação e envelhecimento para, em inter-acção com a população ao longo de nove meses (curioso o augúrio com o tempo de gestação de um novo ser humano), definirem as valências, a sua estruturação e formas de desenvolvimento que abram vias de investimento, de captação e fixação de pessoas.
Depois de tantos discursos de retórica política sem intenção de sustentação prática, coube ao conhecimento dar um pequeno passo que traga, em função do empenho, uma nova dinâmica de esperança para o barrocal e para a serra algarvia.
Cabe a estes jovens desbravar um caminho, estudar e consultar para organizar um dossier difícil, feito de pequenos aproveitamentos da harmonia entre a terra e as pessoas, para lhe aumentar o envolvimento, a riqueza cultural, humana e produtiva.
Trata-se de um trabalho académico ligado à prática, que não pode deixar de ser aliado ao estudo das leis e à produção de argumentos para a sua adaptação à realidade envolvente. Esperemos que o esforço não seja para a prateleira das consultas… por culpa das velhas resistências políticas, supostamente iluminadas… como madrastas desleixadas…
A outra ideia, também de inegável valor e oportunidade, trata-se da constituição da Plataforma Mar do Algarve, com o objectivo, dito pelos proponentes: “ afirmar a região nos assuntos do mar”.
Com uma frente de mar claramente desaproveitada, esta associação, que arrasta consigo três municípios, tem um papel a desenvolver para além da profilaxia e colocar o dedo nas feridas das políticas nacionais e comunitárias que constrangem o retomar do aproveitamento dos largos recursos da frente de mar, das actividades profissionais às náuticas de desporto e lazer.
O mar do Algarve pode e deve voltar a ter uma importância estratégica no eixo da actividade económica, colocando-se na alternativa criativa ao Turismo de massas, cujas chagas tardam em ser lavadas e tratadas.
Nas últimas décadas, o Mar e o Sol do sustento de séculos, foram quase monopolizados pelo Turismo, numa visão estreita e castradora do seu esplendor e capacidade de alimentar as ambições do Algarve. A usura e os apoios políticos enviezaram-nos o curso histórico, que esta iniciativa deve ajudar a inverter.
A participação da UALG, como base científica de criação de ideias, da sua execução e interpretação, é de grande responsabilidade estratégica e insere-se nas expectativas dos algarvios para um novo olhar para a região. E diria mais, fazendo valer o seu histórico de leituras e conhecimentos, falta-lhe acrescentar a capacidade de confronto com os poderes da inércia…
Luis Alexandre
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Os centros Históricos (com muitas casas devolutas) zonas muito propícias a grandes incêndios
Habitações estavam desocupadas
Incêndio destrói casas no centro histórico de Amarante
Os interiores do edifíco “ruíram por completo”, acrescenta a mesma fonte, afectando os espaços comerciais, que incluem uma mercearia, um talho e um cabeleireiro. Todas as habitações estão devolutas à excepção de uma habitada, mas cuja residente não se encontrava no local na altura do incêndio por estar de férias, informa o comandante adjunto Rui Ribeiro dos Bombeiros Voluntários de Amarante.
A Baixa de Faro precisa urgentemente de uma simulação de incêndio para testar a operacionalidade de todos os meios de combate, desde as bocas de incêndio, acessos, conhecimento do terreno, etc...
" Algarve diz não à fome "
“Algarve diz Não à Fome”
Numa campanha conjunta do
C.A.S.A com o apoio da AIHSA
O C.A.S.A. Centro de Apoio aos Sem Abrigo Algarve, com o apoio da A.I.H.S.A. levam a cabo entre 30 de Julho e 7 de Agosto a campanha “Algarve diz não à fome”, numa organização do C.A.S.A com o apoio da A.I.H.S.A.. A campanha visa angariar fundos para esta IPSS, que não conta com qualquer apoio financeiro por parte das entidades oficiais e decorre em vários Concelhos do Algarve junto da Restauração.
Para esta Campanha os Restaurantes responderam de uma forma solidária tendo em conta a crise que se atravessa pois são convidados a participar através do donativo de um pequeno valor por cada refeição servida naquele período, bem como os clientes serão convidados a participar neste esforço através de um donativo a colocar nos Mealheiros Solidários existentes em vários Restaurantes aderentes e que se destinam a apoiar as famílias carenciadas.
A campanha conta com a adesão de vários Hotéis e dezenas de Restaurantes, dado o apoio da AIHSA, que estando atenta às dificuldades e problemas das famílias Algarvias com dificuldades financeiras divulgou a mesma entre os seus Associados através do seu site podendo também ser visível no site do CASA.
Todos os estabelecimentos aderentes nos Concelhos de Loulé, Tavira, São Brás, Albufeira, Silves, Olhão, vão estar devidamente identificados com um cartaz alusivo à campanha, em local visível, o qual se anexa.
Anexam-se os Restaurantes que até agora aderiram, não estando a lista ainda fechada.
C.A.S.A. e AIHSA
Numa campanha conjunta do
C.A.S.A com o apoio da AIHSA
O C.A.S.A. Centro de Apoio aos Sem Abrigo Algarve, com o apoio da A.I.H.S.A. levam a cabo entre 30 de Julho e 7 de Agosto a campanha “Algarve diz não à fome”, numa organização do C.A.S.A com o apoio da A.I.H.S.A.. A campanha visa angariar fundos para esta IPSS, que não conta com qualquer apoio financeiro por parte das entidades oficiais e decorre em vários Concelhos do Algarve junto da Restauração.
Para esta Campanha os Restaurantes responderam de uma forma solidária tendo em conta a crise que se atravessa pois são convidados a participar através do donativo de um pequeno valor por cada refeição servida naquele período, bem como os clientes serão convidados a participar neste esforço através de um donativo a colocar nos Mealheiros Solidários existentes em vários Restaurantes aderentes e que se destinam a apoiar as famílias carenciadas.
A campanha conta com a adesão de vários Hotéis e dezenas de Restaurantes, dado o apoio da AIHSA, que estando atenta às dificuldades e problemas das famílias Algarvias com dificuldades financeiras divulgou a mesma entre os seus Associados através do seu site podendo também ser visível no site do CASA.
Todos os estabelecimentos aderentes nos Concelhos de Loulé, Tavira, São Brás, Albufeira, Silves, Olhão, vão estar devidamente identificados com um cartaz alusivo à campanha, em local visível, o qual se anexa.
Anexam-se os Restaurantes que até agora aderiram, não estando a lista ainda fechada.
C.A.S.A. e AIHSA
Quarta-feira, Julho 27, 2011
A (triste) realidade de Faro
Faro: Quinta hasta pública lançada pela Câmara sem compradores
A Câmara Municipal de Faro lançou hoje pela quinta vez uma hasta pública para alienar terrenos municipais e arrecadar receita para enfrentar as dificuldades financeiras, mas não apareceu nenhum comprador, lamentou o presidente da autarquia, Macário Correia.
A Câmara de Faro tem, atualmente, dívidas de curto prazo na ordem dos 30 milhões de euros e, caso conseguisse vender hoje um conjunto de sete terrenos em hasta pública, poderia ter arrecadado “três milhões de euros” (dez por cento do valor daquelas dívidas), mas não apareceu nenhum interessado, contou o autarca Macário Correia.
mais aqui
Diálogos na Cidade com os proprietários do centro hípico Equinostrum, Nelly de Brito e Júlio Coutinho.

ADF - Em primeiro lugar, e para melhor contextualizar o vosso projecto, gostaria que se referissem às vossas actividades no passado.
Nelly Henrique de Brito, Gerente licenciada em Direito pela Sorbonne em Paris, com especialização em Direito Internacional e europeu.Durante os últimos 10 anos foi membro activo da Direcção da Associação Almargem, hoje é Presidente da Assembleia de Sócios
Júlio Coutinho, Director licenciado em Ciências da Comunicação, fez parte da equipa da nova Biblioteca Municipal de Faro. Nos anos 80, abriu o “Bar do Chico”, lugar com apresentação regular de música ao vivo e outras actividades. Ainda em Faro, foi Director da Rádio Santa Maria de 1990 a 1994. É convidado para apresentações de espectáculos no Teatro das Figuras.
ADF - Como é que aparece um projecto de um centro hípico no contexto da vossa vida?
R: Somos ambos apaixonados por cavalos e pela equitação. Como não havia no Algarve um centro hípico com boas condições e que fosse totalmente conforme a legislação em vigor, demos forma à concretização de um sonho, mas de maneira muito realista e com estudos de mercado. Infelizmente, desde a entrada do projecto muita coisa mudou e, eventualmente, poderemos ter números bem mais baixos devido à crise. Tudo faremos para que tal não aconteça.
ADF - Trata-se de um empreendimento com uma dimensão assinalável.
Quais os principais desafios que tiveram de enfrentar e em que fase de adiantamento é que o centro hípico se encontra?
R: No dia 20 de Maio de 2011, conseguimos o Alvará de Utilização. Tendo em conta que este projecto teve início em Maio de 2001, até este momento, foram 10 anos de luta contra a letargia, entre outras coisas, dos técnicos das entidades responsáveis. Se não houver imprevistos, iremos abrir no final de Junho.
ADF - O centro hípico tem várias valências. Podem descrevê-las?
R: O EQUINOSTRUM ocupa uma área de cerca de 6 hectares, com campos de saltos, dressage, picadeiros de ensino, balneários, zona social com um bar, esplanadas e zonas de convívio. Com todo o equipamento já instalado, funcionará como centro de desporto, de animação e de lazer para os residentes. Em termos de Equitação, as nossas actividades abrangerão o seu ensino nos mais diversos escalões, bem como o Turismo Equestre que permitirá a descoberta dos valores naturais, patrimoniais e culturais do Algarve, tanto aos residentes, como aos visitantes.
Enquanto clube de lazer, o Equinostrum irá proporcionar aos seus membros uma vasta gama de actividades de ocupação de tempos livres (desportivas, culturais e musicais, sociais) com apoio de técnicos competentes, para crianças, adultos e famílias. Todo o equipamento instalado permite a sua utilização por pessoas com mobilidade condicionada. Está prevista a implantação, a médio prazo, de um serviço de equitação terapêutica para pessoas portadoras de deficiências físicas ou mentais. Os membros do clube dispõem ainda de 22 boxes para aluguer, com alimentação, serviço de tratador e visita veterinária periódica.
ADF - O empreendimento situa-se adjacente/integrado no Passeio Ribeirinho de Faro, o que é uma associação simbiótica plena. Pensam que o Passeio Ribeirinho vai conseguir seduzir a população de Faro no sentido de se tornar uma zona muito frequentada?
R: O Equinostrum está situado no extremo Norte do Parque Natural da Ria Formosa e do Parque Ribeirinho de Faro, exactamente entre a primeira e a segunda fase do projecto Polis, não estando nele incluído. Queremos acreditar que a população vai ficar seduzida já que Faro não tem nenhum espaço semelhante. Mas, queremos crer, que seria bom que o projecto Polis visasse mais uma “re-naturalização” da área, sem excesso de equipamento apelativo ao “consumo de massas” nem sempre respeitadoras do Meio Ambiente e dos equipamentos.
Entrevista realizada por Fernando Silva Grade
Passadeiras sem sinalização vertical !
Antes de colocar a minha dúvida, quero felicitar o(s) autor(es) deste fórum, porque é de extrema utilidade para quem circula na estrada!
A dúvida que tenho é relativa à sinalização, neste caso a falta dela, nas passadeiras para peões. Na minha localidade existem várias estradas com muitas passadeiras, mas 90% delas não possuem sinalização vertical, já para não falar no facto de estarem "desbotadas" e se são difíceis de ver de dia, à noite nem se fala!
A questão é... posso reclamar com a Câmara Municipal por não existir sinalização e as passadeiras sem sinalização são "ilegais"? Não se trata de falta de respeito pelos peões, pois o que pretendo é o oposto, ou seja zelar pela segurança deles!
Na minha opinião, pode reclamar, mas esses sinais não são ilegais.
Ou seja, o RST refere que as marcas conhecidas por passadeiras são:
M11 e M11a — passagem para peões: é constituída por barras longitudinais paralelas ao eixo da via,
alternadas por intervalos regulares, ou por duas linhas transversais contínuas e indica o local por
onde os peões devem efectuar o atravessamento da faixa de rodagem; nos locais onde o atravessamento
da faixa de rodagem por peões não esteja regulado por sinalização luminosa, deve utilizar-se a marca M11.
Mas não exige que tal sinal seja complementado pelo sinal de informação H7 ou pelo sinal de perigo A16a. Por isso bastam as linhas (marcas).
Mas se estão desbotadas ou se o local deveria ser mais sinalizado, então isso já é matéria para expor à Câmara ou ao responsável pela via.
retirado daqui
se quiserem enviar fotos de passadeiras no concelho de Faro sem sinalização vertical e desbotadas podem enviar para adf.participa@gmail.com nós publicamos as fotografias.
A dúvida que tenho é relativa à sinalização, neste caso a falta dela, nas passadeiras para peões. Na minha localidade existem várias estradas com muitas passadeiras, mas 90% delas não possuem sinalização vertical, já para não falar no facto de estarem "desbotadas" e se são difíceis de ver de dia, à noite nem se fala!
A questão é... posso reclamar com a Câmara Municipal por não existir sinalização e as passadeiras sem sinalização são "ilegais"? Não se trata de falta de respeito pelos peões, pois o que pretendo é o oposto, ou seja zelar pela segurança deles!
Na minha opinião, pode reclamar, mas esses sinais não são ilegais.
Ou seja, o RST refere que as marcas conhecidas por passadeiras são:
M11 e M11a — passagem para peões: é constituída por barras longitudinais paralelas ao eixo da via,
alternadas por intervalos regulares, ou por duas linhas transversais contínuas e indica o local por
onde os peões devem efectuar o atravessamento da faixa de rodagem; nos locais onde o atravessamento
da faixa de rodagem por peões não esteja regulado por sinalização luminosa, deve utilizar-se a marca M11.
Mas não exige que tal sinal seja complementado pelo sinal de informação H7 ou pelo sinal de perigo A16a. Por isso bastam as linhas (marcas).
Mas se estão desbotadas ou se o local deveria ser mais sinalizado, então isso já é matéria para expor à Câmara ou ao responsável pela via.
retirado daqui
se quiserem enviar fotos de passadeiras no concelho de Faro sem sinalização vertical e desbotadas podem enviar para adf.participa@gmail.com nós publicamos as fotografias.
abc - como preparar as coisas...
Governo admite pela primeira vez dívida do SNS.
Finalmente está desfeito o mistério. O ministro da Saúde assumiu ontem que a dívida actual do Serviço Nacional de Saúde (SNS) chega aos três mil milhões de euros. Um valor sobre o qual se especulava mas que o Governo anterior nunca assumiu. Só a indústria farmacêutica reclamava uma dívida de mil milhões de euros, mas afinal o SNS deve o triplo aos seus fornecedores.
"Em mãos temos o desafio de estancar e sarar uma dívida actual de cerca de três mil milhões de euros e um défice orçamental de 2010 que se aproxima dos 450 milhões", afirmou Paulo Macedo em Viana do Castelo, durante a primeira visita oficial como ministro da Saúde.
Ministro admite entregar hospitais a privados
Paulo Macedo diz que não tem intenção de entregar os hospitais aos privados mas não exclui hipótese de estudar a medida.
A passagem dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para a gestão dos privados não consta das intenções de Paulo Macedo. Contudo, o ministro da Saúde não afasta completamente a ideia e admite que a solução pode vir a ser estudada.
Remédios mais caros a partir de Outubro
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SNS
Terça-feira, Julho 26, 2011
Limpezas!
Nunca pensei que houvesse tanto embrutecimento nesta cidade, mas alguns dos comentários aqui colocados provam isso mesmo.
Houve um acto de cidadania que foi limpar uma parte da cidade que apesar de ser um espaço particular não deixa de ser parte integrante da mesma. E o anedótico é que há maltinha que parece que fica incomodada com isso.
Deviam estar incomodados era com a inoperância da FAGAR nesta situação e com a indiferença por parte da Câmara. Se houve uma limpeza por parte de um grupo de cidadãos foi porque as entidades competentes não souberam ou não quiseram actuar no devido tempo.
Em mais lado nenhum se vê tamanho desleixo.
anónimo
Houve um acto de cidadania que foi limpar uma parte da cidade que apesar de ser um espaço particular não deixa de ser parte integrante da mesma. E o anedótico é que há maltinha que parece que fica incomodada com isso.
Deviam estar incomodados era com a inoperância da FAGAR nesta situação e com a indiferença por parte da Câmara. Se houve uma limpeza por parte de um grupo de cidadãos foi porque as entidades competentes não souberam ou não quiseram actuar no devido tempo.
Em mais lado nenhum se vê tamanho desleixo.
anónimo
"Amigos, amigos... negócios à parte"
"...Ryanair ha anunciado hoy que reducirá a la mitad su actividad en Girona. La compañía aérea irlandesa pasará de dar servicio a 2,6 millones de pasajeros a 1,3, ya que según ha asegurado su vicepresidente Michael Cawley, "la Generalitat no quiere llegar a un acuerdo competitivo".
"...La última propuesta del Gobierno contemplaba el pago de 7,5 millones de euros anuales en ayudas y la concesión de varios terrenos para la creación de emplazamientos hoteleros, algo a lo que Cawley ha respondido contundentemente: "ese no es nuestro negocio por lo que no tenemos ningún interés en esos incentivos".
mais aqui
Portagens A22 - comentário
"A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS) anunciou hoje que vai protestar na quinta-feira contra os recentes aumentos dos preços dos transportes"
Nós vamos pagar as portagens para estes tipos andarem praticamente de borla nos comboios e ainda protestam!.Destes não fala o Macario!!
anónimo
Nós vamos pagar as portagens para estes tipos andarem praticamente de borla nos comboios e ainda protestam!.Destes não fala o Macario!!
anónimo
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As cambalhotas e as portagens
Ao contrário das telenovelas cujos finais são escolhidos no interesse das audiências e até com participação destas, a novela das portagens na A22 aposta na tragédia para os “condenados” a pagar e dos seus actores institucionais que passam da representação… para a catástrofe pessoal.
Com uma história de 6 anos de contestação, esta pôs a nu as fragilidades e os interesses que se movem nos partidos do rotativismo e do seu pau-de-cabeleira. De 2005 a 2011, assistimos ao estilo impulsivo de Mendes Bota e alguns agentes autárquicos, às versões light do empresariado, à entrada teórica do sindicalismo e aos zigue-zagues das eminências dirigistas e parlamentares.
Nesta guerrilha das portagens (que já passou das palavras a um acto de sabotagem), deve ser afirmado que se trata de uma decisão partidária concertada, apesar do fogo-de-artifício, apenas procurando oportunidade por uns (PSD, CDS e P”S”) e o descargo de consciência da rejeição parlamentar para outros (B”E” e P”C”P).
Os Macários, os Freitas ou os Botas limitam-se a gerir a imagem sobre a ordem dessa oportunidade. Mendes Bota há muito que é parco, Macário agarrou a tábua e o senhor Freitas vive à sombra da discriminação positiva. Falta saber da coragem dos algarvios para vencer o centralismo e os serventuários regionais.
Para os promotores das portagens, a correcção dos erros políticos e dos maus negócios das PPP sobrepõem-se aos efeitos nefastos da sinistralidade, a análise da condenação da região à monocultura e à sazonalidade não entram nas contas e os princípios da coesão e desenvolvimento regional são irrisórios quando a Pátria foi de novo enterrada em dívidas.
No abrasador quadro do processo das portagens, as cambalhotas já vêm de longe, passaram por Sócrates, pelos votos dos parlamentares regionais do PSD e não vão acabar em Macário… o que torna limitador fazer recair a acusação de responsabilidade da sinistralidade sobre o presidente da AMAL.
Este organismo de interesses que concentra uma boa parte dos silêncios e da responsabilidade do estado do Algarve, chegou tarde ao movimento e não se lhe conhece unidade sobre uma matéria que une os algarvios comuns. Das associações patronais pode-se dizer o mesmo, colando-se ao NÃO sem deixar cair o argumento “ da solidariedade nacional para o pagamento da dívida”. Às organizações sindicais exige-se-lhes que coloquem esta reivindicação na sua agenda de trabalho prioritário, trazendo para a rua a sua influência transversal.
Neste cenário os caminhos clarificam-se, sabendo as partes que as razões estão entre as receitas que os políticos reclamam, desconsiderando factores estratégicos e as consequências ainda mais negras para as vertentes da saúde das pessoas e das empresas da região.
Para uma região permanentemente desconsiderada, ganhar a batalha contra a introdução de portagens numa estrada de direito dos algarvios, deve ser, no actual momento, o objectivo prioritário com os olhos postos noutros que se devem seguir.
Se os algarvios não fizerem por si…
Luis Alexandre
Com uma história de 6 anos de contestação, esta pôs a nu as fragilidades e os interesses que se movem nos partidos do rotativismo e do seu pau-de-cabeleira. De 2005 a 2011, assistimos ao estilo impulsivo de Mendes Bota e alguns agentes autárquicos, às versões light do empresariado, à entrada teórica do sindicalismo e aos zigue-zagues das eminências dirigistas e parlamentares.
Nesta guerrilha das portagens (que já passou das palavras a um acto de sabotagem), deve ser afirmado que se trata de uma decisão partidária concertada, apesar do fogo-de-artifício, apenas procurando oportunidade por uns (PSD, CDS e P”S”) e o descargo de consciência da rejeição parlamentar para outros (B”E” e P”C”P).
Os Macários, os Freitas ou os Botas limitam-se a gerir a imagem sobre a ordem dessa oportunidade. Mendes Bota há muito que é parco, Macário agarrou a tábua e o senhor Freitas vive à sombra da discriminação positiva. Falta saber da coragem dos algarvios para vencer o centralismo e os serventuários regionais.
Para os promotores das portagens, a correcção dos erros políticos e dos maus negócios das PPP sobrepõem-se aos efeitos nefastos da sinistralidade, a análise da condenação da região à monocultura e à sazonalidade não entram nas contas e os princípios da coesão e desenvolvimento regional são irrisórios quando a Pátria foi de novo enterrada em dívidas.
No abrasador quadro do processo das portagens, as cambalhotas já vêm de longe, passaram por Sócrates, pelos votos dos parlamentares regionais do PSD e não vão acabar em Macário… o que torna limitador fazer recair a acusação de responsabilidade da sinistralidade sobre o presidente da AMAL.
Este organismo de interesses que concentra uma boa parte dos silêncios e da responsabilidade do estado do Algarve, chegou tarde ao movimento e não se lhe conhece unidade sobre uma matéria que une os algarvios comuns. Das associações patronais pode-se dizer o mesmo, colando-se ao NÃO sem deixar cair o argumento “ da solidariedade nacional para o pagamento da dívida”. Às organizações sindicais exige-se-lhes que coloquem esta reivindicação na sua agenda de trabalho prioritário, trazendo para a rua a sua influência transversal.
Neste cenário os caminhos clarificam-se, sabendo as partes que as razões estão entre as receitas que os políticos reclamam, desconsiderando factores estratégicos e as consequências ainda mais negras para as vertentes da saúde das pessoas e das empresas da região.
Para uma região permanentemente desconsiderada, ganhar a batalha contra a introdução de portagens numa estrada de direito dos algarvios, deve ser, no actual momento, o objectivo prioritário com os olhos postos noutros que se devem seguir.
Se os algarvios não fizerem por si…
Luis Alexandre
Segunda-feira, Julho 25, 2011
AS PORTAGENS: O DITO E O PUBLICADO
Na passada terça-feira 19, pediram-me opinião sobre esta eventualidade na Via do Infante. Disse, tal como o venho dizendo desde 2004 que tal medida é injusta e geradora de graves problemas para o Algarve.
Acrescentei ser contra, como sempre fui, mas que nas graves circunstâncias das finanças públicas, compreendo as ansiedades do Governo, na linha do anterior, mas agora com condições muito piores, como é público e notório.
Disse o evidente, tal como muitos outros pensam.
A partir dai uns órgãos de informação publicaram exactamente isso, com rigor e fidelidade, no entanto em outros li e ouvi observações de comentadores, totalmente desvirtuadas e colocando-me como autor do que não disse. Excederam-se atacaram-me sem razão. Até no plano do carácter.
Disseram que era a favor das portagens porque o Governo é agora do meu partido e que as condições agora são as mesmas do princípio do ano. Convenhamos que quem diz isto, não está a ser rigoroso.
Sejamos claros no seguinte:
1 – Em lado algum disse que era a favor das portagens na Via do Infante, nem no passado, nem agora.
2 – Em 2004/2005 com o PSD no Governo estive, como hoje contra as portagens, portanto o argumento do partido não serve, embora fosse útil para alguns. Sempre e durante este ano disse, várias vezes que o PSD não estava a tomar a melhor atitude.
3 – Note-se que em 2009 na campanha eleitoral legislativa o PS e o PSD no Algarve eram contra as portagens.
Na campanha de 2011 não estavam contra, apenas sugeriam condições quanto ao pagamento.
4 – Candidatos e deputados dos partidos do anterior e do actual Governo assumiram nos últimos meses a inevitabilidade das portagens, tal como dirigentes empresariais. Antes não diziam isso. Houve evolução, ainda que a contragosto, obviamente.
5 – A Plataforma contra as portagens teve um leque alargado de entidades no princípio do ano, mas depois encurtou muito nos aderentes às iniciativas e objectivos. É factual e indesmentível.
6 – No princípio do ano não haviam pórticos. Agora estão lá e afinados para a cobrança. Só não começaram em Abril, por conveniência eleitoral.
7 – No princípio do ano, ainda não estava cá a troika, não tínhamos o problema do rating como agora, nem se falava no corte do subsídio de Natal, no aumento dos transportes, na redução de serviços do Estado e outras decisões excepcionais. O défice público agravou-se.
Ver o que está escrito no ponto 3.18 do Memorando da Troika, assinado a 3 de Maio e para entrar em vigor no 3º trimestre, com o acordo do PS, PSD e CDS.
Levamos a sério ou estamos a fazer demagogia?
Dizer que as condições não mudaram não é verdadeiro, nem honesto.
Não mudou apenas o Governo, mudaram muitas outras realidades e circunstâncias à vista de todos. E para pior.
8 – Portanto as condições para hoje lutar com êxito contra as portagens não são as mesmas que há anos, ou há quatro ou cinco meses. É ou não é verdade?
As nossas convicções, não podem deixar de ser sérias, e por isso com honestidade não se pode negar a realidade.
9 – Por vezes, estar calados e fazer jogo sonso, não dando a cara, leva-nos a passar despercebidos, com cobardia e com a viola no saco.
De outro modo, com seriedade, pode-se dizer o óbvio com frontalidade e sem medo.
Pode-se ser honesto e coerente dizendo a verdade, ainda que isso não seja o mais cómodo.
O rigor exige-se a todos. Aos políticos e aos que escrevem a respeito do que os políticos dizem.
Reconheci factos evidentes, não os escondendo. Será isto condenável?
Sejamos todos responsáveis.
José Macário Correia
Presidente da Câmara Municipal de Faro
25 de Julho de 2011
Com Faro no Coração ( da Baixa)
Traseiras do Atrium
•Perante a irresponsabilidade da Câmara e por imperativo cívico, o lixo acumulado foi removido. CFC avisa não permitir que o caso se repita
1. Está resolvido o problema de saúde pública e da má imagem que há longo tempo se arrastava na Baixa de Faro. Há mais de um ano que era do conhecimento direto do Presidente da Câmara, mas que tendo várias formas para intervir nada fizera.
No final da semana, equipados com máscaras e munidos de material diverso, o CFC e os residentes (num total de nove pessoas) meteram mãos à obra e "atacaram e derrotaram" o lixo e maus cheiros, conforme fotos anexas. Pelo CFC participaram, Dr. José Vitorino, Dra Rosa Valente Augusto e Ricardo Vilela.
CFC e residentes resolveram em menos de duas semanas, o que a Câmara não resolvera em mais de um ano, mas o Movimento avisa que não irá permitir que a situação se repita. Se necessário, recorrerá ás entidades, por "crime contra a saúde pública".
2. Relembramos que o CFC (Movimento Autárquico de Cidadãos Independentes) foi alertado há cerca de duas semanas para a grave imundice nas traseiras do Centro Comercial Atrium/Rua Vasco da Gama, tendo de imediato feito a sua denúncia pública.
Perante o escândalo, o Presidente da Câmara que irresponsavelmente sempre se mantivera à margem do problema, quando confrontado pela comunicação social e opinião pública escondeu-se e nem sequer transmitiu sinais de grande preocupação.
Nestas circunstâncias, havendo riscos de problemas de saúde e com graves prejuízos para a imagem de Faro perante de milhares de fotografias já tiradas por turistas, por interesse público o CFC e residentes consideraram ser um imperativo cívico agir.
retirado daqui
Sexta-feira, Julho 22, 2011
Os reis do All…garve
Com a lava fervente sob os nossos pés e as agulhas dos sismógrafos a darem sinais de orientação de fatalidade, a ordem político-partidária institucionalizada do país, durante quase três anos, concertou-se sob a ocultação, o medo da reacção social sobre a culpa e o pedido externo de socorro.
Com um novo Governo PSD/CDS e a muleta parlamentar do PS em gestão sobre escombros financeiros do Estado, por ordem externa, todos os dias vamos conhecendo as medidas recessivas para a economia e a vida dos portugueses, a par dos rebentamentos dos vários sectores da estrutura empresarial, pública ou privada, atolada em dívidas aterradoras.
No Algarve, uma das proeminências da gestão turística de vacas gordas, grande impunidade e com o Sol a gerar lucros extraordinários e sem preocupações com a planificação futura, o senhor André Jordan deu o alerta sobre a insalubridade e os perigos de ruína do sector em companhia do imobiliário, cujo montante conjunto de dívidas ascende a 50 mil milhões e supera a metade do empréstimo contratado com o FMI/BCE/EU.
Debaixo do véu diáfano do Estado e da sua gestão política, foi um fartar de aproveitamento de todo o tipo de instrumentos (leis, PIN, créditos baratos, subsídios, flexibilidade nos incumprimentos e mão-de-obra importada e barata), fazendo concentrar toda a atenção sobre a actividade turística em detrimento de todos os outros sectores, satisfazendo até as metas de uma União Europeia para a destruição das pescas, agricultura e indústrias de sustentação regional.
A oportunidade do anúncio que representa o nó górdio involuntário da Banca sobre o derramamento de dinheiro, tem o sentido de reclamar mais atenções e as indispensáveis facilidades para o gozo do pagamento conforme disponibilidades (?!), salvaguardando os patrimónios pessoais e empresariais. É a continuação do reinado, agora debaixo da ameaça do caos dos despedimentos, salários em atraso ou encerramentos fraudulentos.
Com o ano turístico praticamente perdido, não é por acaso este aviso no inicio da consignada “época alta”. As tesourarias que normalmente recorrem à Banca, preparam já os efeitos devastadores da quebra da procura e das receitas. Nem a baixa generalizada de preços alterou o curso dos acontecimentos, estando as consequências aprazadas para Outubro e seguintes.
Se a chantagem deste sector do capital não for ouvida, como tudo indica na situação política e financeira do país que vive de “esmolas” bem caras, os problemas com que nos debatemos conhecerão um agravamento insustentável e de repúdio social.
Os sindicatos e as organizações dos trabalhadores conhecem a degradação e os seus ensaios terão de ir para além dos apelos e dos memorandos reivindicativos. Este Governo e os próprios empresários do sector sabem que a gravidade do momento vai determinar os piores cenários… para o lado dos trabalhadores e das famílias.
Com o serviço público prestado em degenerescência acentuada, da Saúde e assistência ao Ensino e transportes, com o custo de vida e os impostos em escalada sobre os salários e as reformas, as populações do país e da região estão encurraladas entre aceitar custos que não contraíram e lutar por um Governo e uma política democrática ao serviço do desenvolvimento colectivo.
Os reis do All… garve, Jordan e Cª e os políticos que com eles voaram e os serviram, têm as mãos mergulhadas no sofrimento e falta de rumo da região, como se contradizem na opacidade e na publicada angústia das suas responsabilidades…
Os 50 mil milhões de buracos e outros que se vêm revelando, não são para levar a sério porque o Governo da República já tem planos para quem os deve pagar!
Luis Alexandre
Com um novo Governo PSD/CDS e a muleta parlamentar do PS em gestão sobre escombros financeiros do Estado, por ordem externa, todos os dias vamos conhecendo as medidas recessivas para a economia e a vida dos portugueses, a par dos rebentamentos dos vários sectores da estrutura empresarial, pública ou privada, atolada em dívidas aterradoras.
No Algarve, uma das proeminências da gestão turística de vacas gordas, grande impunidade e com o Sol a gerar lucros extraordinários e sem preocupações com a planificação futura, o senhor André Jordan deu o alerta sobre a insalubridade e os perigos de ruína do sector em companhia do imobiliário, cujo montante conjunto de dívidas ascende a 50 mil milhões e supera a metade do empréstimo contratado com o FMI/BCE/EU.
Debaixo do véu diáfano do Estado e da sua gestão política, foi um fartar de aproveitamento de todo o tipo de instrumentos (leis, PIN, créditos baratos, subsídios, flexibilidade nos incumprimentos e mão-de-obra importada e barata), fazendo concentrar toda a atenção sobre a actividade turística em detrimento de todos os outros sectores, satisfazendo até as metas de uma União Europeia para a destruição das pescas, agricultura e indústrias de sustentação regional.
A oportunidade do anúncio que representa o nó górdio involuntário da Banca sobre o derramamento de dinheiro, tem o sentido de reclamar mais atenções e as indispensáveis facilidades para o gozo do pagamento conforme disponibilidades (?!), salvaguardando os patrimónios pessoais e empresariais. É a continuação do reinado, agora debaixo da ameaça do caos dos despedimentos, salários em atraso ou encerramentos fraudulentos.
Com o ano turístico praticamente perdido, não é por acaso este aviso no inicio da consignada “época alta”. As tesourarias que normalmente recorrem à Banca, preparam já os efeitos devastadores da quebra da procura e das receitas. Nem a baixa generalizada de preços alterou o curso dos acontecimentos, estando as consequências aprazadas para Outubro e seguintes.
Se a chantagem deste sector do capital não for ouvida, como tudo indica na situação política e financeira do país que vive de “esmolas” bem caras, os problemas com que nos debatemos conhecerão um agravamento insustentável e de repúdio social.
Os sindicatos e as organizações dos trabalhadores conhecem a degradação e os seus ensaios terão de ir para além dos apelos e dos memorandos reivindicativos. Este Governo e os próprios empresários do sector sabem que a gravidade do momento vai determinar os piores cenários… para o lado dos trabalhadores e das famílias.
Com o serviço público prestado em degenerescência acentuada, da Saúde e assistência ao Ensino e transportes, com o custo de vida e os impostos em escalada sobre os salários e as reformas, as populações do país e da região estão encurraladas entre aceitar custos que não contraíram e lutar por um Governo e uma política democrática ao serviço do desenvolvimento colectivo.
Os reis do All… garve, Jordan e Cª e os políticos que com eles voaram e os serviram, têm as mãos mergulhadas no sofrimento e falta de rumo da região, como se contradizem na opacidade e na publicada angústia das suas responsabilidades…
Os 50 mil milhões de buracos e outros que se vêm revelando, não são para levar a sério porque o Governo da República já tem planos para quem os deve pagar!
Luis Alexandre
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Quinta-feira, Julho 21, 2011
Velhos são os trapos!
António de Almeida Santos, 85 anos - (Cabeça, Seia, 15 de Fevereiro de 1926) é um jurista e político português.
É membro da Maçonaria Portuguesa, sendo elemento de grau 33, o grau máximo.
Em Maio de 2007 defendeu a Ota como localização do novo aeroporto de Lisboa, argumentando que se o mesmo fosse construído na margem sul do Tejo, terroristas poderiam dinamitar as diversas pontes sobre o Tejo cortando o acesso ao Aeroporto, tendo sido criticado.
Em Maio de 2011 defendeu que José Socrates se deveria demitir no caso de perder as eleições.
Espanha: Reforma passa para os 67 anos
O Congresso dos Deputados espanhol (câmara baixa do parlamento) aprovou esta quinta-feira, em definitivo, um aumento gradual da idade da reforma para os 67 anos, uma das decisões mais polémicas do Governo socialista que assim procura forma para enfrentar a crise. mais aqui
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O descalabro! chegou a vez de Lagos
"...A actual situação financeira da Câmara Municipal de Lagos é de tal ordem complicada que o executivo presidido por Júlio Barroso (PS) decidiu avançar, com carácter de urgência, para a execução de um Plano de Saneamento Financeiro que irá custar 27.000 euros e que “deverá ser elaborado num curto espaço de tempo, de forma a estar concluído em Setembro, para que possa integrar as grandes opções do plano e orçamento para 2012”, refere o Executivo a autarquia na Informação produzida sobre esta matéria..."
"...Na documentação a que este jornal teve acesso, o executivo municipal fundamenta a sua decisão em face da actual situação económica e financeira, reconhecendo que o Município “debate-se com problemas financeiros que apesar dos esforços desenvolvidos e das medidas restritivas que estão a ser tomadas não se revelam suficientes”.
mais aqui
periféricos
A Europa não sofre de especulação, mas de endividamento excessivo por parte dos periféricos que financiaram parte do seu padrão de vida com crédito. Uma moeda única não pode significar que o consumo agregado exceda o rendimento nacional, como ocorre por vezes.mais aqui
Hans-Werner Sinn, presidente do Ifo
Portagens na A22 - o comentário
“Quanto mais me bates mais goste de ti”
A campanha está a ser lançada conforme o esquema montado, e o objectivo é massacrar o senhor Correia, e fazer esquecer os representantes do Partido Socialista que sempre se manteram calmos e serenos no que respeita à estrada do Infante.
31 de Maio de 2011
“Eu acho que vamos ter mesmo portagens", declarou João Soares, no frente a frente, que decorreu no auditório da Escola de Hotelaria e Turismo, em Faro, sublinhado que o PS se bate por um regime de isenções específico, nomeadamente para residentes e comerciantes.”
O euro deputado Nuno Melo decidiu patrocinar a dúvida de três deputados socialistas (João Soares, Miguel Freitas e Jamila Madeira), que não têm competência para apresentar questões em Bruxelas.
A Comissão Europeia esclarece, na sua resposta, que a cobrança de portagens nas auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT) não implica qualquer obrigação de revisão do financiamento – e consequente devolução de verbas – desde que tenham passado pelo menos cinco anos sobre a decisão de atribuir o financiamento.
Pagamento Já!
Quem estiver no desemprego fique em casa e ande a pé, faz bem à saúde!
António de Noronha e Sá de Villa Cabral
Seguindo o raciocínio do MST, e porque carga de água hei-de eu, no Algarve, pagar os transportes públicos de Lisboa quando aqui não tenho nada decente em termos de transporte? Ah pois é.
RT
Porque não consideram também a marginal Lisboa-Cascais auto-estrada?E já agora tudo o se configura como auto-estrada?
Muitos daqueles que apontam ser um privilégio a Via do Infante sem portagens são os mesmos que esquecem que o Porto e arredores teve o privilégio de ter o custo da electricidade muito mais barata que no resto do país o que levou, sem sombra de dúvida, que a indústria corticeira, que dava pão a muitos algarvios, quase desaparecesse do Algarve.
Além do pagamento das portagens na dita A22 quanto mais, por forma indirecta, os algarvios não irão pagar??
Quando será que os algarvios de uma vez por todas lutam por um estatuto igual ao da Madeira e dos Açores?
Carradas de razão tem o Alberto João?
A campanha está a ser lançada conforme o esquema montado, e o objectivo é massacrar o senhor Correia, e fazer esquecer os representantes do Partido Socialista que sempre se manteram calmos e serenos no que respeita à estrada do Infante.
31 de Maio de 2011
“Eu acho que vamos ter mesmo portagens", declarou João Soares, no frente a frente, que decorreu no auditório da Escola de Hotelaria e Turismo, em Faro, sublinhado que o PS se bate por um regime de isenções específico, nomeadamente para residentes e comerciantes.”
O euro deputado Nuno Melo decidiu patrocinar a dúvida de três deputados socialistas (João Soares, Miguel Freitas e Jamila Madeira), que não têm competência para apresentar questões em Bruxelas.
A Comissão Europeia esclarece, na sua resposta, que a cobrança de portagens nas auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT) não implica qualquer obrigação de revisão do financiamento – e consequente devolução de verbas – desde que tenham passado pelo menos cinco anos sobre a decisão de atribuir o financiamento.
Pagamento Já!
Quem estiver no desemprego fique em casa e ande a pé, faz bem à saúde!
António de Noronha e Sá de Villa Cabral
Seguindo o raciocínio do MST, e porque carga de água hei-de eu, no Algarve, pagar os transportes públicos de Lisboa quando aqui não tenho nada decente em termos de transporte? Ah pois é.
RT
Porque não consideram também a marginal Lisboa-Cascais auto-estrada?E já agora tudo o se configura como auto-estrada?
Muitos daqueles que apontam ser um privilégio a Via do Infante sem portagens são os mesmos que esquecem que o Porto e arredores teve o privilégio de ter o custo da electricidade muito mais barata que no resto do país o que levou, sem sombra de dúvida, que a indústria corticeira, que dava pão a muitos algarvios, quase desaparecesse do Algarve.
Além do pagamento das portagens na dita A22 quanto mais, por forma indirecta, os algarvios não irão pagar??
Quando será que os algarvios de uma vez por todas lutam por um estatuto igual ao da Madeira e dos Açores?
Carradas de razão tem o Alberto João?
Quarta-feira, Julho 20, 2011
Noite Branca - crise e contenção de despesas.
CÂMARA MUNICIPAL DE LOULÉ CANCELA NOITE BRANCA
Autarquia prefere não comprometer a qualidade do evento
A Câmara Municipal de Loulé, entidade organizadora e promotora da Noite Branca, torna pública a decisão de não realizar, no corrente ano, esta iniciativa.
A decisão tem por base a necessidade de contenção orçamental da Autarquia, dado que este é um evento que envolve um grande investimento e que, por ser gratuito, não gera retorno financeiro directo. Assim, a autarquia preferiu não comprometer a qualidade do evento com uma edição mais simples, e adiar a sua realização.
Esta decisão surge também da necessidade de definir prioridades de investimento num momento em que o país atravessa sérias dificuldades. A Câmara Municipal de Loulé, com esta decisão, procura assim uma melhor racionalização do erário público, focando a sua atenção no apoio às pessoas, nomeadamente os grupos sociais mais frágeis. O momento difícil pelo qual estamos a passar exige uma grande responsabilidade por parte das organizações públicas, pelo que esta decisão, que foi bastante reflectida, assume também ela um carácter simbólico que importa realçar, num quadro de empenho global para a recuperação económica da região e do País.
Este cancelamento tem um efeito pontual, sendo objectivo da Autarquia retomar a organização do evento assim que se reúnam as condições necessárias para a sua realização.
CML
Autarquia prefere não comprometer a qualidade do evento
A Câmara Municipal de Loulé, entidade organizadora e promotora da Noite Branca, torna pública a decisão de não realizar, no corrente ano, esta iniciativa.
A decisão tem por base a necessidade de contenção orçamental da Autarquia, dado que este é um evento que envolve um grande investimento e que, por ser gratuito, não gera retorno financeiro directo. Assim, a autarquia preferiu não comprometer a qualidade do evento com uma edição mais simples, e adiar a sua realização.
Esta decisão surge também da necessidade de definir prioridades de investimento num momento em que o país atravessa sérias dificuldades. A Câmara Municipal de Loulé, com esta decisão, procura assim uma melhor racionalização do erário público, focando a sua atenção no apoio às pessoas, nomeadamente os grupos sociais mais frágeis. O momento difícil pelo qual estamos a passar exige uma grande responsabilidade por parte das organizações públicas, pelo que esta decisão, que foi bastante reflectida, assume também ela um carácter simbólico que importa realçar, num quadro de empenho global para a recuperação económica da região e do País.
Este cancelamento tem um efeito pontual, sendo objectivo da Autarquia retomar a organização do evento assim que se reúnam as condições necessárias para a sua realização.
CML
Museu Subaquático de Portimão tem luz verde da Câmara
corveta Oliveira e Carmo
A Câmara de Portimão aprovou, na reunião de 6 de julho, a proposta de instalação do projeto do Museu Subaquático, que prevê o afundamento de quatro navios desativados da Marinha Portuguesa.
Ao que o «barlavento» apurou junto de fonte da autarquia, esta proposta é constituída por três documentos que serão assinados em breve e que estipulam as condições para que o projeto venha a ser uma realidade: um termo de aceitação dos quatro navios cedidos pela Marinha, a constituição do Musubmar (Núcleo Museológico Subaquático de Marinha de Guerra) e o protocolo entre a autarquia e esta associação.
O Museu, que deverá ganhar forma ainda este ano, apesar de ainda não haver datas concretas, consiste na criação de recifes artificiais através do afundamento dos quatro navios da Armada Portuguesa ao largo de Alvor, a 30 metros de profundidade. mais aqui
O objetivo é colocar o concelho no circuito do mergulho, promover este nicho de turismo e dinamizar a economia local.
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Portimão
Terça-feira, Julho 19, 2011
(Depois de se ter recusado a aceitar a medida) Macário dá como “inevitável” introdução de portagens na Via do Infante.
Depois de ter sido um feroz opositor da introdução de portagens na Via do Infante no âmbito do programa de alteração do projecto, Macário Correia afirmou hoje, em declarações à TSF, que compreende o ponto de vista do Governo e que as portagens naquela via que cruza o Algarve são “inevitáveis”.
mais aqui
Alguns autarcas Algarvios não tem nenhuma coerência nesta questão, veja-se o exemplo do Luis Gomes presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, contestava as portagens na A22 mas no seu Concelho, a partir do ano passado passou a cobrar e bem, o estacionamento nos parques das praias do concelho, e esta... adf
Portagens: Miguel Freitas defende exceção na Via do Infante até acabarem obras na EN125
E pronto!O engenheiro deu de frosques e,coitadito,devem-lhe ter acenado lá do governo central de Lisboa, e com a bênção dos seus parceiros da CEE, para que ele mudásse a tónica do seu discurso por troca de alguns favores a que não resistiu.Há muito que nos habituámos a ver estas encenações desde que alguns jarretas descobriram que este Portugal é um paraíso onde "mandam" algumas bestas !E,quanto a mim,só tenho que me penitenciar!Não vai ser com Avé-Marias nem outras orações ao Lord protegido pelo Vaticano e outros sacripantas hipócritas que tanto mal têm feito à humanidade!Caro presidente,vá arrumando as botas porque o seu mandato já era...Mas percebo porque é que o meu caro cedeu...A pressão é muita, o ambiente por cá já estava a saturá-lo e, só por isso, é que deixou-se ir às "cordas".Dentro de dias vamos ouvir dizer,tal como aconteceu com os seus "camaradas" Durão Barroso,Guterres e companhia,que irá para um gabinete de Bruxelas.Olhe,que seja feliz,porque enquanto por cá andar,eu e milhares de farenses jamais poderemos confiar em V.Exª.!
SERÁ MAIS UM VOTO COM QUE NÃO PODERÁ CONTAR!
Milicias do Sul
O Algarve à beira da falência - soluções!
O empresário André Jordan alertou hoje para a necessidade urgente das empresas imobiliárias e turísticas portuguesas reestruturarem as suas dívidas à banca, que ascendem já a um total de 50 mil milhões de euros.
Classificando o momento atual como "extremamente difícil", André Jordan, fundador da Quinta do Lago e ex-administrador de Vilamoura, defende ainda a captação de turistas para Portugal do Norte da Europa que se reformem. “A Franca tem 3 milhões a Espanha tem um milhão e em Portugal não chegam aos 150 mil, ilustrou.
resto da lição aqui
a única pergunta é e quem aguenta a banca? ou melhor, quem aguenta este barco?
Classificando o momento atual como "extremamente difícil", André Jordan, fundador da Quinta do Lago e ex-administrador de Vilamoura, defende ainda a captação de turistas para Portugal do Norte da Europa que se reformem. “A Franca tem 3 milhões a Espanha tem um milhão e em Portugal não chegam aos 150 mil, ilustrou.
resto da lição aqui
a única pergunta é e quem aguenta a banca? ou melhor, quem aguenta este barco?
A visita ministerial e a base de miséria da insegurança.
Num quadro de sentimentos generalizados de insegurança entre a população do Algarve, está anunciado com pompa para esta semana, a visita do novo ministro dos polícias e dos ladrões, ao concelho epicentro da criminalidade.
Trata-se de um acto de Estado… (o ministro vem acompanhado do comandante-geral da GNR) tornado público para o simples anúncio da subida de patente da chefia e um aumento de efectivos do destacamento de Albufeira, o que faz pensar sobre a sua utilidade e os seus objectivos.
A descida de um ministro da cor da edilidade de Albufeira que sempre se queixou de não ser atendida pelo Governo anterior de Lisboa, tem por um lado o efeito propagandístico de conforto e lifting de face do edil presidente e a intenção clara de lançar uma mensagem generalizada de tranquilidade… e de que existe uma maior preocupação a nível central.
Se nos debruçarmos sobre a realidade actual, o que mudou no país sobre criminalidade foi o ministro da tutela. Tudo o mais, como o seu aumento e as profundas razões de base social e económica continuam em perspectiva de agravamento.
Com o país mergulhado numa crise sem precedentes com reflexos desastrosos na região algarvia, desprovida de alternativas ao Turismo, o que se traduz na percentagem mais elevada de desemprego, salários em atraso, empresas em grandes dificuldades e muitas falências em perspectiva, cenário que as próximas medidas recessivas deste Governo PSD/CDS farão agravar, a presença ministerial não passa de uma manobra de diversão.
Sendo universal o reconhecimento da necessidade de medidas organizativas que melhorem a intervenção policial no Algarve, sobretudo ao nível da prevenção e da repressão criminal e do policiamento de proximidade, esta acção presencial para residente e inglês ver, não vai travar a força do rastilho da desagregação social que não pára de subir e é subjacente aos vários níveis de comportamentos marginais.
Os problemas do Algarve estão identificados e exigem medidas que vão para além do sector da segurança. A insegurança combate-se pela antecipação aos factos, tal como a segurança se promove pela visão e existência de planos de criação de emprego, riqueza e desenvolvimento colectivos.
O ministro da Administração Interna e os seus apoios regionais sabem-no bem. Mas sobre tais medidas trazem o silêncio. Porque os planos que têm para o país e para a região são os do desinvestimento, da exploração dos salários e empresas, do corte dos recursos dos desempregados e famílias, que levam a uma recessão sem precedentes e inevitavelmente à desestabilização social.
O senhor ministro vem em nome de uma nova atitude mas vai embora deixando todos os problemas em aberto. Os algarvios já conhecem este tipo de teatro.
As dívidas para com o Algarve não param de crescer e um dia também as vamos querer saldar…
Luis Alexandre
Trata-se de um acto de Estado… (o ministro vem acompanhado do comandante-geral da GNR) tornado público para o simples anúncio da subida de patente da chefia e um aumento de efectivos do destacamento de Albufeira, o que faz pensar sobre a sua utilidade e os seus objectivos.
A descida de um ministro da cor da edilidade de Albufeira que sempre se queixou de não ser atendida pelo Governo anterior de Lisboa, tem por um lado o efeito propagandístico de conforto e lifting de face do edil presidente e a intenção clara de lançar uma mensagem generalizada de tranquilidade… e de que existe uma maior preocupação a nível central.
Se nos debruçarmos sobre a realidade actual, o que mudou no país sobre criminalidade foi o ministro da tutela. Tudo o mais, como o seu aumento e as profundas razões de base social e económica continuam em perspectiva de agravamento.
Com o país mergulhado numa crise sem precedentes com reflexos desastrosos na região algarvia, desprovida de alternativas ao Turismo, o que se traduz na percentagem mais elevada de desemprego, salários em atraso, empresas em grandes dificuldades e muitas falências em perspectiva, cenário que as próximas medidas recessivas deste Governo PSD/CDS farão agravar, a presença ministerial não passa de uma manobra de diversão.
Sendo universal o reconhecimento da necessidade de medidas organizativas que melhorem a intervenção policial no Algarve, sobretudo ao nível da prevenção e da repressão criminal e do policiamento de proximidade, esta acção presencial para residente e inglês ver, não vai travar a força do rastilho da desagregação social que não pára de subir e é subjacente aos vários níveis de comportamentos marginais.
Os problemas do Algarve estão identificados e exigem medidas que vão para além do sector da segurança. A insegurança combate-se pela antecipação aos factos, tal como a segurança se promove pela visão e existência de planos de criação de emprego, riqueza e desenvolvimento colectivos.
O ministro da Administração Interna e os seus apoios regionais sabem-no bem. Mas sobre tais medidas trazem o silêncio. Porque os planos que têm para o país e para a região são os do desinvestimento, da exploração dos salários e empresas, do corte dos recursos dos desempregados e famílias, que levam a uma recessão sem precedentes e inevitavelmente à desestabilização social.
O senhor ministro vem em nome de uma nova atitude mas vai embora deixando todos os problemas em aberto. Os algarvios já conhecem este tipo de teatro.
As dívidas para com o Algarve não param de crescer e um dia também as vamos querer saldar…
Luis Alexandre
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Segunda-feira, Julho 18, 2011
Iron Maiden (Live) Faro 30ª concentração motos MCF - II
Gostaria de dedicar estas fotografias ao Motoclube de Faro e todos os voluntários que trabalharam neste evento, que mais uma vez, a todos nos enche de orgulho.
Abraço!
Bruno Filipe Pires
Domingo, Julho 17, 2011
Sábado, Julho 16, 2011
Iron Maiden (Live) Faro 30ª concentração motos MCF
O maior evento realizado em Portugal graças ao MCF e a todos os seus sócios e simpatizantes que tiram férias nesta altura para fazer trabalho de voluntariado... grande exemplo para este país que à força querem transformar em lixo.
Obama: "Não somos a Grécia nem Portugal"
Moody’s corta Caixa, BES, BCP e Montepio para “lixo”
Sexta-feira, Julho 15, 2011
BARCOS PARA A ILHA DE FARO A FUNCIONAR
Tiveram início as carreiras de barco com partida do cais das Portas do Mar para a ilha de Faro. Até final de Agosto estão à disposição dos utentes seis saídas diárias para uma viagem com a duração aproximada de 30 minutos. Em Setembro serão feitos ajustes nos horários que serão oportunamente comunicados pela empresa.
O preço dos bilhetes variam entre os 3,00€ para adulto (ida e volta) e 1,80€ para as crianças entre os 4 e os 11 anos (ida e volta). Os bilhetes só de ida estão fixados em 1,80€ e 0,90€ respectivamente. O preçário não sofreu alterações em relação ao ano anterior.
É de referir que as carreiras fluviais com saída de Faro (Cais das Portas do Mar) para as ilhas do Farol e Culatra, já estão a operar desde meados de Junho e vão manter-se com a actual frequência até final de Agosto. Em Setembro serão concertados os horários que serão oportunamente comunicados.
A empresa garante vários horários diários entre estas ilhas (Faro > Farol > Culatra) e tem como preços para adultos (ida e volta) 5,00€, bilhete de adulto só de ida a 2,80€, sendo que as crianças entre os 4 e os 11 anos só pagam metade do valor mencionado.
Esta oferta no concelho vem não só aliviar o acesso à ilha de Faro no período do Verão, como permitir o acesso às restantes ilhas do concelho.
O preço dos bilhetes variam entre os 3,00€ para adulto (ida e volta) e 1,80€ para as crianças entre os 4 e os 11 anos (ida e volta). Os bilhetes só de ida estão fixados em 1,80€ e 0,90€ respectivamente. O preçário não sofreu alterações em relação ao ano anterior.
É de referir que as carreiras fluviais com saída de Faro (Cais das Portas do Mar) para as ilhas do Farol e Culatra, já estão a operar desde meados de Junho e vão manter-se com a actual frequência até final de Agosto. Em Setembro serão concertados os horários que serão oportunamente comunicados.
A empresa garante vários horários diários entre estas ilhas (Faro > Farol > Culatra) e tem como preços para adultos (ida e volta) 5,00€, bilhete de adulto só de ida a 2,80€, sendo que as crianças entre os 4 e os 11 anos só pagam metade do valor mencionado.
Esta oferta no concelho vem não só aliviar o acesso à ilha de Faro no período do Verão, como permitir o acesso às restantes ilhas do concelho.
Aeroporto de Faro - BEERS FESTIVAL VS WORK FESTIVAL
O Aeroporto de Faro está a oferecer aos seus utentes uma calorosa e ruidosa recepção, seja no festival Beers, seja no festival de obras, que ali começaram agora em plena época alta. «Uma no cravo outra na ferradura».
Já agora e a proposito de ofertas e de obras, no aeroporto, que tal a ANA, SA, construir uma ciclovia em redor do aeroporto, ligando a praia à cidade, como compensação dos danos ambientais que provoca na zona? Fica aqui a sugestão.
Paulo Gordinho
Quinta-feira, Julho 14, 2011
A Ponte!
A ponte supostamente móvel que condiciona o acesso e saída de embarcações da Doca de Faro.
Foto Luís Nadkarni.
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Foto Luís Nadkarni.
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O saque foi longe de mais?
De barriga cheia, o eixo franco-alemão que adulterou os prometidos objectivos de uma Europa unida e solidária, com uma moeda única e a a uma só voz, acordou para os efeitos prolongados do saque.
Dos paliativos de coesão social e aproximação norte-sul, ao cabo de umas décadas sobrevieram as tormentas do excesso de endividamento dos Estados mais fracos onde as máfias políticas e financeiras eram mais permissíveis.
Com conhecimento claro dos fundamentos da macroeconomia que permite investimentos avultados e longe do alcance do Produto Interno dos Estados, os fundos estruturais dos programas europeus foram o isco para a corrida ao dinheiro fácil e barato que os insuspeitos fundos de investimentos incentivaram e disponibilizaram. É o seu negócio que assenta em estruturas de controlo e pressão, agora diabolizadadas pelos velhos aliados políticos que se deliciaram até ao pesadelo.
Os pregos e as marteladas nos campos económicos e financeiros com vantagens a dois e arredores, levaram vantagem sobre a destruição dos direitos e condições de vida das classes médias em geral, incluindo as dos seus países.
Os fundos de investimentos com a globalização e o controlo das matérias-primas e do dinheiro ganharam mais poder de fogo e estão a exercê-lo pelo seu instinto de classe, o que se revela na cúmplice desorientação política sobre as respostas ao estado destroçado e dramático da economia e finanças de muitos dos parceiros europeus. A Grécia era apenas o elo mais fraco do conluio.
Os resultados da reunião de ontem do ECOFIN são uma prova dos efeitos desses conluios. Nada é linear nas decisões políticas com larga margem para as manobras dilatórias do poder do capitalismo especulador.
Da eclosão da crise mundial e do colapso da Grécia até aos dias de hoje mediaram dois anos fatais para definir uma estratégia de definição e garras do inimigo e o provável desmoronamento do sistema euro, cuja implosão será o ponto de partida para muitas outras de consequências imprevisíveis para a maioria dos povos dos países mais expostos.
Mesmo no decorrer da crise e dos impactos na Europa, os países da linha da frente nunca abandonaram a visão do aproveitamento, tendo agora os ministros das finanças anunciado um alívio de custos e na chantagem sobre a economias dos mais fracos. O espectro de incumprimento da Grécia, a desobediência civil do povo grego em não pagar o que não contraiu e o problema do contágio, arrancou a letargia e a inversão de planos.
Mesmo com recurso às obrigações europeias que não deixam de ser uma forma de fraqueza (do mau estado financeiro de cofres públicos e Bancos) e aliciamento das poupanças dos povos com fins incertos, as sequelas políticas do processo de hesitação e inacção não deixarão de se reflectir no castelo… europeu.
Os Governos alemão e francês, sem capacidade de fazerem frente ao problema para o qual não tinham estratégia alternativa e com as poupanças dos eleitores enterradas nos negócios duvidosos que consentiram, são arrastados pela realidade de se fazer … alguma coisa, ainda que reclamada há meses e que teriam evitado tanta degradação.
A Comunidade Europeia, afinal mostrou que de comunidade não tem nada!
Luis Alexandre
Dos paliativos de coesão social e aproximação norte-sul, ao cabo de umas décadas sobrevieram as tormentas do excesso de endividamento dos Estados mais fracos onde as máfias políticas e financeiras eram mais permissíveis.
Com conhecimento claro dos fundamentos da macroeconomia que permite investimentos avultados e longe do alcance do Produto Interno dos Estados, os fundos estruturais dos programas europeus foram o isco para a corrida ao dinheiro fácil e barato que os insuspeitos fundos de investimentos incentivaram e disponibilizaram. É o seu negócio que assenta em estruturas de controlo e pressão, agora diabolizadadas pelos velhos aliados políticos que se deliciaram até ao pesadelo.
Os pregos e as marteladas nos campos económicos e financeiros com vantagens a dois e arredores, levaram vantagem sobre a destruição dos direitos e condições de vida das classes médias em geral, incluindo as dos seus países.
Os fundos de investimentos com a globalização e o controlo das matérias-primas e do dinheiro ganharam mais poder de fogo e estão a exercê-lo pelo seu instinto de classe, o que se revela na cúmplice desorientação política sobre as respostas ao estado destroçado e dramático da economia e finanças de muitos dos parceiros europeus. A Grécia era apenas o elo mais fraco do conluio.
Os resultados da reunião de ontem do ECOFIN são uma prova dos efeitos desses conluios. Nada é linear nas decisões políticas com larga margem para as manobras dilatórias do poder do capitalismo especulador.
Da eclosão da crise mundial e do colapso da Grécia até aos dias de hoje mediaram dois anos fatais para definir uma estratégia de definição e garras do inimigo e o provável desmoronamento do sistema euro, cuja implosão será o ponto de partida para muitas outras de consequências imprevisíveis para a maioria dos povos dos países mais expostos.
Mesmo no decorrer da crise e dos impactos na Europa, os países da linha da frente nunca abandonaram a visão do aproveitamento, tendo agora os ministros das finanças anunciado um alívio de custos e na chantagem sobre a economias dos mais fracos. O espectro de incumprimento da Grécia, a desobediência civil do povo grego em não pagar o que não contraiu e o problema do contágio, arrancou a letargia e a inversão de planos.
Mesmo com recurso às obrigações europeias que não deixam de ser uma forma de fraqueza (do mau estado financeiro de cofres públicos e Bancos) e aliciamento das poupanças dos povos com fins incertos, as sequelas políticas do processo de hesitação e inacção não deixarão de se reflectir no castelo… europeu.
Os Governos alemão e francês, sem capacidade de fazerem frente ao problema para o qual não tinham estratégia alternativa e com as poupanças dos eleitores enterradas nos negócios duvidosos que consentiram, são arrastados pela realidade de se fazer … alguma coisa, ainda que reclamada há meses e que teriam evitado tanta degradação.
A Comunidade Europeia, afinal mostrou que de comunidade não tem nada!
Luis Alexandre
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Quarta-feira, Julho 13, 2011
Acesso à Praia de Faro condicionado (numa parte da Praia)
CONCENTRAÇÃO – ACESSO À ILHA DE FARO
Vimos pelo presente informar que, no âmbito da XXX Concentração Internacional de Motos, ficou estabelecido que entre os dias 13 e 16 de Julho, entre as 21h00 e as 07h00, a circulação automóvel na ilha de Faro estará condicionada.
Assim, está interdito o trânsito automóvel (excepto a residentes e fornecedores) a partir do Centro Náutico para o lado nascente da ilha. Estes condicionamentos resultam de uma articulação entre a Guarda Nacional Republicana, a Câmara Municipal de Faro e a Junta de Freguesia de Montenegro.
O comércio e restauração funcionarão em pleno e estão previstos locais de estacionamento reservado só para motos.
Apelamos à compreensão de todos e aconselhamos a utilização de transportes públicos no acesso à ilha de Faro para facilitar a fluência de trânsito automóvel habitual durante este evento.
CMF
Parque Escolar. Consultas a projectistas foram para inglês ver.
A Parque Escolar já tinha decidido quem eram os gabinetes de arquitectura que iam remodelar 24 escolas, da terceira fase do projecto da modernização destes equipamentos, quando procedeu à consulta de vários gabinetes dessa área.
Segundo documentos a que o i teve acesso, a Parque Escolar contratualizou por ajuste directo 24 projectos de arquitectura no final de 2009 para a remodelação e modernização de outros tantos edifícios, tendo sido feita uma consulta a três gabinetes para cada uma das escolas em causa.
Estas consultas foram sugeridas, autorizadas, efectuadas e ratificadas em Dezembro desse ano. Porém, um faxe de Junho já fazia a seriação de todas as escolas a remodelar e dele já constavam os gabinetes a quem os projectos acabaram por ser adjudicados e o nome dos respectivos arquitectos. Até à hora de fecho desta edição, a Parque Escolar não deu qualquer esclarecimento sobre esta situação.
Constituída em 2007 por desejo do então primeiro-ministro José Sócrates para recuperar e modernizar os edifícios escolares portugueses mais degradados, a Parque Escolar ficou desde logo isenta de abrir concursos públicos para a adjudicação dos projectos arquitectónicos, tendo o governo invocado o carácter de urgência de todo o processo. O governo atribuiu quase e mil milhões de euros a este desígnio.
Assim, os projectos de recuperação foram fragmentados de forma que o montante pago aos arquitectos não excedesse o limite máximo estabelecido pela UE para a abertura de concursos para adjudicação de obras públicas.
Esta subdivisão evitava também que os contratos fossem submetidos ao visto prévio e a fiscalização do Tribunal de Contas, por se situarem abaixo do limite exigido. O Tribunal de Contas, recorde-se, tem sucessivamente considerado ilegal a subdivisão de projectos e honorários.
O programa piloto arrancou ainda em 2007, com quatro escolas, e as primeiras empresas escolhidas foram muitas vezes escolhidas para voltar a trabalhar, com base na justificação da experiência adquirida até finais de 2009 (ver texto ao lado). Em 2010 um grupo de arquitectos juntou-se para denunciar os procedimentos que a empresa seguia desde a sua formação. Uma fonte ligada ao processo disse ao i que quando o dossiê chegou ao parlamento "houve estupefacção pelos procedimentos" seguidos ao longo de vários meses. A comissão parlamentar de Educação chamou então os vários intervenientes, tendo tido audiências com a empresa, a Aecops (Associação das Empresas de Construção Civil), com a Ordem dos Arquitectos e com a Aecopn (Associação das Empresas de Construção do Norte). Não há ainda conclusões públicas da comissão mas a Parque Escolar decidiu entretanto modificar a metodologia de atribuição dos projectos, avançando por fim para concursos públicos. Aguarda-se também a auditoria que o Tribunal de Contas está a fazer à empresa.
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