Sexta-feira, Setembro 30, 2011
Mais vale boa regra que boa renda!
Desde o fim da tarde de ontem que de outra coisa não se fala senão da prisão de Isaltino. Está (preso)?! Tanto melhor. … não foi, como é sabido, por ter sido apanhado a ajudar um ancião a atravessar a rua. Extraordinário! de facto. … A ser "ordinária" das duas, três: 1 - já estava preso há muito mais tempo e acompanhado, 2 - a sua prisão não era notícia tão avassaladora quanto está a ser.
As razões, que explicam o tsunami noticioso, é que me incomodam por se deverem ou por sinalizarem que, Portugal continua um país extraordinário -- um lugar onde uma imensidade de coisas comuns, persistem em ser extraordinárias.
Em compensação
o homem das sucatas de Ovar sorri para os jornalistas; o Armando Vara e a restante trupe de compinchas, refastelados, deleitam-se a ouvir o noticiário nas tv´s; da quadrilha do BPN está preso um dos 40 ladrões -- o Ali Babá e os restantes 39 ladrões andam por aí a gozar as delícias da vida;...
retirado daqui
e mais esta!
"Aquilo que não deixo de fazer é de relembrar que o Eng. Sócrates, o ministro Teixeira dos Santos deixaram o País numa situação de tal forma caótica e endividada (...) que me parece impensável que o PS possa sequer abrir boca sobre a questão da Madeira", afirmou Manuela Ferreira Leite.
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Portugal 2011
HOMENAGEM AO TELMO "MARROQUINO"
Realiza-se no próximo dia 1 de Outubro a partir das 22:00 H na sede da Associação de Músicos em Faro uma homenagem a um dos melhores guitarristas de sempre, Telmo Palma, conhecido como o "Marroquino".
Natural do concelho de Tavira, o Telmo desde cedo tomou a guitarra como instrumento de eleição transmitindo através dela todo o seu virtuosismo.
No decorrer da homenagem realizar-se-á uma "Jam Session" onde músicos algarvios irão abrilhantar estes momentos de confraternização e onde a memória do Telmo seguramente estará presente.
Luís Nadkarni
Quinta-feira, Setembro 29, 2011
A arte de cavalgar...
A arte de cavalgar…
A forma como a crise geral se está a reflectir na região algarvia, evidenciando todos os estrangulamentos de que padece, fruto das várias indiferenças governamentais e das forças partidárias que as compuseram, leva a que as extensões políticas de cobertura se reorganizem e procurem novas formas de controlo e expressão sobre o generalizado descontentamento.
Nessa orientação que os tempos recomendam, um processo novo foi encontrar parceiros enraizados em correntes da opinião pública organizada, estando a ACRAL nessa linha e sobretudo nessa disponibilidade, pela grande empatia que criou com os poderes locais no terreno das decisões de inundar o Algarve com a grande distribuição.
A ACRAL, uma associação cuja actividade mais saliente consiste no acompanhamento dos funerais das pequenas e médias empresas da região e sustenta muitas das suas iniciativas com o regalo dos dinheiros do fundo de instalação das grandes superfícies, descobriu ou sopraram-lhe uma nova vocação, enveredando por projectos editoriais comprados (“O Algarve” e o “Observatório do Algarve”) e acabou de arrecadar uma maquia europeia para venda de serviços de imagem exterior para os sócios e demais, cada vez mais depenados pela crise.
Basta abrir o jornal “O Algarve”, um dos títulos em posse, para percebermos que quem por ali debita e vegeta intelectualmente, são todos os círculos do poder local e regional que decisivamente têm amortalhado o comércio local, ligados ao poder central de apoio à “troika” e aos seus desmandos sobre o país, onde estão encomendadas mais asfixias.
A abordagem desta estratégia desviante dos interesses específicos dos comerciantes, é tão importante como a ausência desta associação da luta pelas soluções dos problemas próximos e estratégicos da região, como ainda está a criar outros não tão visíveis e que começam a ser denunciados.
No último editorial do quinzenário “A Avezinha”, o meu amigo Arménio Aleluia, decano director e proprietário, lançou um grito lancinante, denunciando a quebra da relativa equidade e a transferência dos privilégios dos anúncios oficiais para o jornal “O Algarve”, deixando à míngua muitos dos jornais regionais que com largos sacrifícios produziram a cobertura dos acontecimentos locais e regionais.
Começam a perceber-se no horizonte os contornos da estratégia, por um lado aglutinar a força da opinião do poder que ali tem uma janela escancarada, sustentada por via de pagamento, com a primazia na publicidade oficial das diferentes entidades.
O que temos, em linguagem simples, é que as diferentes autoridades que de forma hipócrita se serviram e elogiam o trabalho da imprensa regional, em nome dos seus exclusivos interesses, elaboraram estratégias com objectivos muito concretos, por um lado, concentrando meios e informação de suporte dos seus propósitos e, por outro, procurando reduzir a influência ou silenciar formas de expressão que lhes não são fiáveis.
Esta é claramente uma manobra planeada, com objectivos pouco transparentes e que terá novos desenvolvimentos para que lhe percebamos os objectivos, que estarão mais perto da linha que vem derrubando a região…
Luis Alexandre
A forma como a crise geral se está a reflectir na região algarvia, evidenciando todos os estrangulamentos de que padece, fruto das várias indiferenças governamentais e das forças partidárias que as compuseram, leva a que as extensões políticas de cobertura se reorganizem e procurem novas formas de controlo e expressão sobre o generalizado descontentamento.
Nessa orientação que os tempos recomendam, um processo novo foi encontrar parceiros enraizados em correntes da opinião pública organizada, estando a ACRAL nessa linha e sobretudo nessa disponibilidade, pela grande empatia que criou com os poderes locais no terreno das decisões de inundar o Algarve com a grande distribuição.
A ACRAL, uma associação cuja actividade mais saliente consiste no acompanhamento dos funerais das pequenas e médias empresas da região e sustenta muitas das suas iniciativas com o regalo dos dinheiros do fundo de instalação das grandes superfícies, descobriu ou sopraram-lhe uma nova vocação, enveredando por projectos editoriais comprados (“O Algarve” e o “Observatório do Algarve”) e acabou de arrecadar uma maquia europeia para venda de serviços de imagem exterior para os sócios e demais, cada vez mais depenados pela crise.
Basta abrir o jornal “O Algarve”, um dos títulos em posse, para percebermos que quem por ali debita e vegeta intelectualmente, são todos os círculos do poder local e regional que decisivamente têm amortalhado o comércio local, ligados ao poder central de apoio à “troika” e aos seus desmandos sobre o país, onde estão encomendadas mais asfixias.
A abordagem desta estratégia desviante dos interesses específicos dos comerciantes, é tão importante como a ausência desta associação da luta pelas soluções dos problemas próximos e estratégicos da região, como ainda está a criar outros não tão visíveis e que começam a ser denunciados.
No último editorial do quinzenário “A Avezinha”, o meu amigo Arménio Aleluia, decano director e proprietário, lançou um grito lancinante, denunciando a quebra da relativa equidade e a transferência dos privilégios dos anúncios oficiais para o jornal “O Algarve”, deixando à míngua muitos dos jornais regionais que com largos sacrifícios produziram a cobertura dos acontecimentos locais e regionais.
Começam a perceber-se no horizonte os contornos da estratégia, por um lado aglutinar a força da opinião do poder que ali tem uma janela escancarada, sustentada por via de pagamento, com a primazia na publicidade oficial das diferentes entidades.
O que temos, em linguagem simples, é que as diferentes autoridades que de forma hipócrita se serviram e elogiam o trabalho da imprensa regional, em nome dos seus exclusivos interesses, elaboraram estratégias com objectivos muito concretos, por um lado, concentrando meios e informação de suporte dos seus propósitos e, por outro, procurando reduzir a influência ou silenciar formas de expressão que lhes não são fiáveis.
Esta é claramente uma manobra planeada, com objectivos pouco transparentes e que terá novos desenvolvimentos para que lhe percebamos os objectivos, que estarão mais perto da linha que vem derrubando a região…
Luis Alexandre
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EXPENSIVE SOUL - UTOPIA - Teatro das Figuras 1 de Outubro às 21h30
Passaram-se quatro anos desde “Alma Cara” e o amadurecimento estético é notório no terceiro disco dos Expensive Soul. O single de avanço, “O Amor é mágico” tomou rapidamente de assalto as principais rádios portuguesas e renovou o interesse do público, desencadeando uma série de pedidos para concertos a que a banda respondeu prontamente. Ou não fosse o palco o seu elemento natural.
Four years have passed since 'Alma Cara' and the aesthetic maturation is notorious in the third disc of Expensive Soul. The first single, 'O Amor é mágico' quickly conquered the main portuguese radios and renewed the interest of the public, triggering a series of requests for concerts that the band promptly accepted. Or wouldn’t the stage be their natural element.
Duração: 90 minutos
Classificação etária: >3 anos
Preços: €10,00
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teatro das Figuras
Passeio Ribeirinho
De entre os projectos que cabem dentro da Frente Ribeirinha, o Passeio Ribeirinho ganha prioridade. Fácil constatar porquê. Porque é o projecto com mais capacidade de retorno e aquele que provocaria efeito de encontro com as áreas do Centro Histórico: Baixa Comercial, Vila-a-Dentro, Doca de Recreio. Por tudo isso o Passeio Ribeirinho era fundamental, prioritário. A Sociedade Polis conduziu a autarquia para outro rumo. Mais fácil. Seguiu o rastilho do Parque Ribeirinho que já existiu. Mais um exemplo da incoerência dos projectos Polis, definidos deste modo pelo Prof. Jorge Gaspar, principal autoridade sobre ordenamento do território no país. O Passeio Ribeirinho estender-se-ia da Doca de Recreio até ao Largo de S. Francisco, com percurso fora das muralhas. Poderia alongar-se até ao Cais Neves Pires, com passeio exterior de gaivotas, servido por passagem inferior à linha ferroviária. Caberia à autarquia marcar esta orientação pública, fazer do espaço disponível um lugar importante na vida da cidade. Não o fez. Cabe efectivamente ao poder local marcar o ritmo de mudança das cidades, o desenvolvimento de novos produtos, novos espaços. Caberia à autarquia semelhante desiderato. Possibilitar a criação de uma indústria turística. Gerar oportunidades. As cidades começam a ser reestruturadas com base em espaços de consumo temáticos. O Passeio Ribeirinho de Faro deveria nascer de semelhante preocupação. Não é possível criar uma economia turística de outra forma. Cabe ao poder local escolher os locais privilegiados para o desenvolvimento. Locais onde as frentes ribeirinhas jogam papel fundamental. Cabe à autarquia papel mediador na formação de locais. Não o entendeu assim a autarquia de Faro. Foi atrás da Sociedade Polis. Com todos os inconvenientes que isso consigna. Existe hoje toda uma agenda específica para melhorar as zonas ribeirinhas. Tudo está por fazer em Faro. No sentido da revitalização da zona ribeirinha, oferta de serviços específicos, criação de um novo estilo de vida na cidade. A autarquia mostrou que não tem ideias próprias sobre o tema. Foi a reboque. Limita-se a entreter o cidadão mais desprevenido tecendo loas a um qualquer Parque das Figuras.
Viegas Gomes
Viegas Gomes
Caminhada de sensibilização para a prevenção do cancro do colo do útero.
Associação Guias de Portugal (AGP) é uma associação de educação não formal que tem por missão proporcionar às raparigas e jovens mulheres a oportunidade de desenvolver plenamente o seu potencial como cidadãs universais e responsáveis. O Guidismo é um Movimento a nível mundial e encontra-se a comemorar os seus 100 anos. Em Portugal existe há 80 anos e está representado em todos os distritos do País, incluindo as ilhas.
A Liga Portuguesa Contra o Cancro comemora este ano 70 anos de existência e neste âmbito o Comissariado Regional de Faro da Associação Guias de Faro vai colaborar com a Liga no sentido de promover uma actividade no distrito de Faro.
A Associação vai promover uma caminhada de sensibilização para a prevenção do cancro do colo do útero, na cidade de Faro no dia 01 de Outubro de 2011, entre as 10:00h e as 12:30h, com início e fim no jardim Manuel Bivar.
Pretende-se a participação de todas as Guias da Região, assim como a da população em geral.
Caminhe por esta causa! Junte-se à Associação Guias de Portugal e à Liga Portuguesa Contra o Cancro nesta caminhada de sensibilização para a prevenção do cancro do colo do útero
A mensagem é única, pretende-se que chegue a TODOS. Não podemos deixar que a ignorância, a indiferença e o medo sejam os maiores aliados do cancro, doença responsável pelo desaparecimento de tantos que nos são queridos.
Agradecendo desde já a V. atenção e colaboração, despedimo-nos com as mais cordiais saudações guidistas e ficamos
Márcia Alexandra Pires Rosendo
(Comissária Regional de Faro)
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cancro
Quarta-feira, Setembro 28, 2011
Ilha Deserta o comentário
É pessoal algarvio e farense, se querem viajar na máquina do tempo vão até à Ilha Deserta e sentem-se num banco corrido do Estaminé a admirar a paisagem!
Ali, naquele canto de terra ainda intacta, podemos viajar ao passado e evocar aquele Algarve parasidíaco que se se tivesse mantido com esses atributos muito jeito nos dava agora para enfrentar a crise! Mas vocêses algarvios cobiçadores de dinheiros rápidos e ignoradores de riquezas patrimoniais, esforricaram a galinha dos ovos de ouro (como se costuma dizer), em pouco tempo.
Também podemos accionar a máquina do tempo para um hipotético futuro de turismo de qualidade e, nesse cenário, veríamos o Algarve semeado de "estaminés" e de eco turismos, de património cuidado e montes de turistas civilizados.
Caros farenses, na cidade de Faro decadente, de que vocês são os principais culpados, para já não falar da espelunca da Praia de Faro, A Ilha Deserta e o Estaminé são um lapso de luz no espaço/tempo e que mostra como o Algarve poderia e deveria ter sido!
E. Xavier
Ali, naquele canto de terra ainda intacta, podemos viajar ao passado e evocar aquele Algarve parasidíaco que se se tivesse mantido com esses atributos muito jeito nos dava agora para enfrentar a crise! Mas vocêses algarvios cobiçadores de dinheiros rápidos e ignoradores de riquezas patrimoniais, esforricaram a galinha dos ovos de ouro (como se costuma dizer), em pouco tempo.
Também podemos accionar a máquina do tempo para um hipotético futuro de turismo de qualidade e, nesse cenário, veríamos o Algarve semeado de "estaminés" e de eco turismos, de património cuidado e montes de turistas civilizados.
Caros farenses, na cidade de Faro decadente, de que vocês são os principais culpados, para já não falar da espelunca da Praia de Faro, A Ilha Deserta e o Estaminé são um lapso de luz no espaço/tempo e que mostra como o Algarve poderia e deveria ter sido!
E. Xavier
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O "Polis" de Portimão
Carlos Lobo, Catarina Antunes, Manuel da Luz, Sidonio Pardal e Miguel Arruda

O plano estratégico de reabilitação de parte do centro histórico de Portimão prevê um investimento de 24,8 milhões de euros, verba que será suportada por fundos comunitários, proprietários e autarquia, foi anunciado na segunda-feira.
O conjunto de propostas para a reabilitação de uma área do centro antigo da cidade algarvia foi apresentado pelos autores dos projetos, no âmbito das Jornadas Europeias do Património, e ficarão em consulta pública.
Segundo o presidente da autarquia de Portimão, o conjunto de propostas para reabilitar o centro antigo da cidade, ainda não foi discutido pelo executivo camarário, e está em aberto para a realização de reflexões que suscitarem.
“São propostas apenas e suscetíveis de discussão e alterações”, sublinhou Manuel da Luz.
O plano vai incidir numa área edificada de 17 hectares, abrangendo 726 edifícios, alguns dos quais em estado de abandono ou devolutos.
As propostas dos arquitetos Catarina Antunes, Miguel Arruda e Sidónio Pardal, assentam na revitalização dos edifícios e espaços adjacentes, de forma a conseguir “maior dinamismo e atrair mais pessoas ao centro da cidade”.
Para o arquiteto paisagista Sidónio Pardal “é no centro das cidades que se deve concentrar o maior movimento, conciliando a expansão urbana e arquitetónica, mas sem perder a alma do sítio”.
O Plano Estratégico de Reabilitação Urbana do Centro Antigo da cidade de Portimão tem um investimento calculado de 24,8 milhões de euros, dos quais 16,4 milhões correspondem à intervenção na malha edificada e os restantes 8,4 milhões ao espaço público.
De acordo com o jurista Carlos Lobo, antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, “o plano será submetido a financiamento de fundos comunitários, mas serão também os proprietários que terão de sustentar alguns encargos com a reabilitação dos seus imóveis”.
Carlos Lobo acrescentou que, na atual conjuntura económica, além dos fundos comunitários e dos proprietários, “o plano deverá ser financiado por parcerias público-privadas”, cabendo ao município desenvolver os meios de financiamento.
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Terça-feira, Setembro 27, 2011
Diálogos na Cidade com José Vargas proprietário da empresa " Animaris" e pioneiro do eco turismo em Faro.
José Rita Brito Vargas nasceu em Faro em 5 de Outubro de 1958.
Cresceu em Faro onde fez a instrução primária tendo depois ingressado no Liceu João de Deus onde completaria o Curso Complementar em 1975. Seguiu-se um ano de serviço cívico que foi ocupado com acções de alfabetização.
Em 1976 ingressa no Instituto Superior Técnico matriculado no curso de Engenharia Mecânica. Desadaptado a Lisboa e desapontado com a falta de perspectivas, interrompe o curso em 1979 e inicia uma série de experiencias profissionais em áreas comerciais e marketing, desde vender livros de porta a porta até distribuir produtos DanCake ou fazer inquéritos pelo país, para análises de mercado. Desenvolve outras actividades como fotógrafo free-lancer e motorista de transportes de turismo.
Entretanto, regressado à sua cidade, redescobre os prazeres da vida ao ar livre, retomando as actividades com que tinha crescido, partilhando o quotidiano das marés da Ria com pescadores e mariscadores, aprendendo artes da pesca e os sinais desses segredos.
Faz várias formações na área da náutica, Cédula marítima de Pescador, Mergulhador civil Profissional na Esquadrilha de Submarinos da Marinha em 1987, Nadador Salvador e Patrão de Costa desde 1980.
Em 1986 inicia em nome individual a actividade Marítimo turística com a aquisição da 1ª embarcação, naquele que seria ao embrião da empresa Animaris constituída em 1991, que hoje detém 10 embarcações e o Restaurante Estaminé, mantendo 15 postos de trabalho permanentes, somando 35 com os eventuais, durante o pico sazonal.
Paralelamente desenvolveu outro projecto na área da restauração com a abertura em Faro da Taska, também no inicio dos 90, cuja participação viria a ceder em 2008, para se dedicar exclusivamente ao projecto Animaris que presentemente desenvolve um novo investimento no valor de 936.000 €.
ADF – Um dos aspectos que são bem visíveis quando nos deslocamos à Ilha Deserta é o excelente recorte arquitectónico do edifício “Estaminé”, caso raro no litoral algarvio enxameado por feias e deploráveis construções.
Para lá disso, todo o funcionamento do restaurante, em termos energéticos e de saneamento, assenta em processos ecológicos e sustentáveis. Podes explicar todas estas questões?
JV – O primeiro Estaminé foi instalado em Junho de 1988 utilizando inicialmente o gás como fonte energética para os fogões e frigoríficos. Instalaríamos a primeira central solar com uma capacidade de inversão de 2.5 Kw durante 1990 e desde daí mantivemos sempre a energia solar como base da nossa rede eléctrica, porque na ilha não existe qualquer infraestrutura pública a que pudéssemos recorrer. Mais do que uma opção foi uma solução, embora sempre nos tenha agradado o desafio de tornar o Restaurante viável através de energias alternativas. Presentemente o novo Estaminé mantém a filosofia, tem corrente trifásica assegurada e gerida pelo sistema fotovoltaico até 5 Kw por fase, com backup diesel para os picos de consumo e exaustão da bateria. Existe o projecto de aumentar a capacidade de geração que garantirá 90% do consumo.
ADF – Que balanço podes fazer nesta altura, do funcionamento do Estaminé desde que o novo edifício foi construído?
JV – O início da actividade do novo Estaminé foi em Setembro de 2008. Não poderíamos adivinhar que essa seria a data do inicio de uma crise financeira que ajudou o país a colocar-se hoje no limiar duma bancarrota. O ciclo económico tem, pois, sido bastante adverso mas o grande suporte que constitui a fidelização que trazíamos do antigo restaurante e a energia que entretanto o projecto ganhou com a nova construção, tem possibilitado ultrapassar as dificuldades e permitir-nos honrar os compromissos assumidos. Refira-se que o investimento realizado foi integralmente financiado com crédito bancário e não teve qualquer subsidiação ou incentivo.
ADF – Podes também descrever as actividades suplementares a que te dedicas no âmbito do eco turismo?
JV – O nosso projecto é desde a origem eco turismo. A nossa actividade começou com a aquisição de uma embarcação de 12 passageiros com que fazíamos visitas guiadas pelos canais da ria, fruto de uma paixão minha de criança que era observar e criar aves para perceber o seu comportamento e que mais tarde constataria que, no Reino Unido, se chamava birdwatching e que havia um “exército de pessoas” a praticar essa actividade. Criar uma empresa em que fazia o que gostava e que havia um potencial universo de clientes a quem poderia vender esses serviços, foi a oportunidade que baseou o projecto. Durante o 1º ano, no âmbito dos nossos circuitos fazíamos o almoço na Ilha do Farol, no Restaurante da Associação, mas criaram-nos tantos problemas que nos obrigaram a procurar a solução do Apoio de Praia com confecção, figura que estava prevista no projecto do plano de ordenamento e que, com o apoio do Parque Natural e muitas vicissitudes na Câmara, acabaria por ser o embrião do Estaminé. Mas são as actividades de Turismo de Natureza que são o fio condutor da actividade da empresa que gera a sua sustentabilidade na sinergia criada pelas diferentes áreas de negócio onde se inclui o Estaminé.
ADF – Neste Verão houve uma série de problemas relacionados com as partidas e chegadas dos barcos no cais das Portas do Mar, bem como outros tipos de incidentes. Também houve tentativas de transferir alguns embarques para o Cais Novo. Podes explicar-nos o que realmente aconteceu?
JV – Os problemas que existiram não foram com a nossa empresa que manteve sempre o serviço nos horários anunciados durante todo o verão. Para garantir isso fretámos em Junho um Catamarã que veio dos Açores, que nos garantiu um plano B em caso de avaria e também “desdobrar” o transporte quando fosse necessário. O problema com o Cais da Porta Nova existe porque a estrutura actual é insuficiente para o tráfego existente no verão. O ano passado, a pedido da empresa de Tavira, que é concessionária dos transportes para a Culatra e Praia de Faro, e sem termos sido consultados, foi construído em tempo recorde um cais de passageiros no Cais comercial a pretexto de diminuir o tempo de viagem para a Ilha da Culatra. O que se passa é que as carreiras continuam todas a sair da Porta Nova, a estrutura do cais comercial só serve para a empresa de Tavira parquear os seus barcos e portanto o investimento público realizado na construção desse novo cais não resolveu problema nenhum, para além de tornar mais cómoda a operação da outra empresa. Serviu no entanto para se perceber que quando há vontade e interesse se consegue influenciar a decisão para se construírem Cais em tempo recorde. Lembro-me que passamos anos à espera da substituição do Cais da Porta Nova durante os quais tivemos de embarcar milhares de turistas na ruína que era a antiga estrutura. E principalmente serviu também para se perceber que existe uma ideia radicada na esfera dos decisores, que consiste em retirar do centro da cidade o embarque de turistas para as Ilhas, transferindo-o para o cais comercial. Na nossa opinião esta ideia é um enorme tiro no pé dos interesses da cidade, porquanto pensamos que o caminho deveria ser o oposto ou seja, reforçar e dignificar a estrutura da Porta Nova, servir os turistas que escolhem os hotéis da cidade para as suas férias, dar oportunidade ao comércio local de lucrar com aqueles que aparecem na cidade procurando a Ria Formosa e as rotas para as Ilhas. A localização do Cais da Porta Nova e o enquadramento histórico da sua funcionalidade ribeirinha, só por si, deveria constituir um ponto de interesse na divulgação da Cidade. Presentemente é, na nossa opinião, o melhor local para relacionar a Cidade e o seu centro histórico com a Ria e as Ilhas.
ADF – A Ria Formosa tem um valor ambiental extraordinário, acrescido ao facto de constituir uma linha de costa que não foi destruída pelo urbanismo selvagem como aconteceu com quase todo o resto do litoral algarvio.
Temos, por outro lado, cidades ribeirinhas com potencial para o turismo cultural, como Faro, Olhão e Tavira, mas com cascos históricos em muito mau estado de conservação.
Na tua opinião como se deveriam articular as actividades de eco turismo, por um lado, e a possibilidade da sua interacção em termos de complementaridade com o turismo cultural, por outro?
JV – A perspectiva que tenho do turismo nos nossos dias é que cada vez mais os destinos se afirmam pela complementaridade das suas ofertas. O Algarve cresceu como destino Sol e Praia, acrescentou o Golfe, esqueceu-se do Mar e entretanto descurou a preservação do seu património e deixou-se aculturar. Numa altura em que a oferta turística se multiplicou pelo mundo inteiro e se multiplicaram as rotas aéreas, os destinos só manterão a sua afirmação se conseguirem reinventar factores de diversificação, que possam fazer a diferença para o turista, no acto da sua escolha. O eco turismo e o turismo cultural são nichos cuja oferta, se convenientemente estruturada, pode pesar bastante na imagem e qualificação do destino. Hoje já há essa consciência mas quando iniciámos (1986), a grande dificuldade que sentimos foi precisamente fazer passar essa ideia. Optámos por nos especializar em poucos produtos que se complementam, tornar a nossa oferta consistente e permanente ao longo do ano, investir no incremento da qualidade para a satisfação do cliente como forma de conseguir a fidelização, e essa estratégia tem sido o motor para a sustentabilidade da empresa. É assim que continuo a pensar e essa é a minha opinião sobre a articulação que deveria existir entre as diferentes actividades ou seja, uma estratégia de complementaridade geradora de sinergias. Mas é mais fácil parasitar o que existe consolidado, não correr riscos de investimento, usurpar, manipular, corromper, e isso infelizmente acontece um pouco por todo o lado e Faro não é excepção.
ADF – Consta que foi ou está para ser concessionada uma zona de naturismo na Ilha Deserta. Na tua opinião essa hipótese pode trazer benefícios para a zona?
JV – Do que julgo saber foi aprovada em Assembleia Municipal a concessão de 100 metros para naturismo num pedido feito pela Federação Nacional da actividade. Essa decisão para já provocou alguma confusão no público que por diversas vezes nos interpolou sobre se agora a Deserta seria só para nudistas. Pessoalmente, e a menos que haja algum motivo encapotado, não entendo qual a oportunidade de fazer um pedido que se traduz em limitar uma área de 100 metros para a prática do naturismo, quando durante anos livremente se praticou por toda a ilha, sem que houvesse qualquer tipo de problemas. Para além da confusão gerada, não sentimos neste primeiro ano qualquer impacte que possa ser indexado a essa decisão.
Entrevista realizada por Fernando Silva Grade
O país… que faz de conta
Com a populaça entretida a desancar o senhor Jardim, os seus comparsas do continente ensaiaram mais uma manobra de encobrimento dos seus próprios abusos.
Numa decisão com certeza concertada entre a coligação no Governo e o P”S”, os principais interessados, foi extinta a IGAL – Inspecção Geral da Administração Local e exonerado o seu chefe.
Na hora da despedida, este chefe máximo, conhecedor do volume e dos conteúdos dos processos em curso ou terminados sobre irregularidades na gestão autárquica, não deixou de desabafar o que lhe ia na alma, dizendo para a imprensa e para dentro do poder, “que a corrupção ganhou”.
Deduz-se de tão grave acusação, que estaria em cima da mesa matéria criminal de vulto que havia sido investigada e deduzida acusação sobre elementos da política que gerem as autarquias do país e, por extensão, funcionários de vários níveis.
Esta manobra da extinção e da exoneração, pela oportunidade e a par das afirmações de um cidadão responsável máximo por uma entidade fiscalizadora, não pode passar ao lado de uma investigação por parte dos órgãos superiores do Ministério Público (DCIAP).
Apesar do actual contexto, em que as forças do poder procuram controlar os fluxos de opinião que não concorram para o cumprimento das imposições da “troika”, estas declarações não passaram completamente despercebidas e levaram o responsável português pela Transparência Internacional, a considerar “um erro a extinção da IGAL e que nunca tinha visto grande empenho da ANMP (Associação Nacional de Municípios) no combate à corrupção”.
De pronto e sentindo-se alcançada, esta estrutura supra-municipal – a ANMP -, reage com ênfase às declarações de Luis de Sousa (TI), exigindo-lhe provas da falta de empenho…, enquanto o desaparecimento da IGAL e a profundidade das acusações do seu dirigente não merecem atenção e muito menos qualquer exigência de aclaração…
Sendo as autarquias um velho alvo de variadas afirmações públicas de corrupção, a atitude do Governo PSD/CDS, quando está em palco a gestão do seu principal partido no desbaratar dos dinheiros públicos na Madeira e quando as próprias autarquias vão implodindo uma a uma pelas mesmas razões – as dívidas estranguladoras -, deveria ter sido de proceder ao cabal esclarecimento, ao contrário da decisão para enterrar o trabalho de anos… de investigações com custos sobre o erário… e a necessidade de transparência na maior rede de intervenção partidária.
O clima de embaraço na gestão pública é notório. Os partidos da “troika”, PSD, P”S” e CDS, que sempre dividiram o poder, conduziram o país ao estado de pobreza em que está e se arvoram em salvadores roubando o povo e lançando a economia numa recessão prolongada e sem precedentes, neste episódio, mostram que têm muito a esconder… engrossando as desconfianças da população nas instituições e na forma como as manipulam…
No desmantelamento da IGAL não estarão razões economicistas…, não nos tomem por parvos, nem o grito lançado para a sociedade se pode perder na surdez do DCIAP…
Luis Alexandre
Numa decisão com certeza concertada entre a coligação no Governo e o P”S”, os principais interessados, foi extinta a IGAL – Inspecção Geral da Administração Local e exonerado o seu chefe.
Na hora da despedida, este chefe máximo, conhecedor do volume e dos conteúdos dos processos em curso ou terminados sobre irregularidades na gestão autárquica, não deixou de desabafar o que lhe ia na alma, dizendo para a imprensa e para dentro do poder, “que a corrupção ganhou”.
Deduz-se de tão grave acusação, que estaria em cima da mesa matéria criminal de vulto que havia sido investigada e deduzida acusação sobre elementos da política que gerem as autarquias do país e, por extensão, funcionários de vários níveis.
Esta manobra da extinção e da exoneração, pela oportunidade e a par das afirmações de um cidadão responsável máximo por uma entidade fiscalizadora, não pode passar ao lado de uma investigação por parte dos órgãos superiores do Ministério Público (DCIAP).
Apesar do actual contexto, em que as forças do poder procuram controlar os fluxos de opinião que não concorram para o cumprimento das imposições da “troika”, estas declarações não passaram completamente despercebidas e levaram o responsável português pela Transparência Internacional, a considerar “um erro a extinção da IGAL e que nunca tinha visto grande empenho da ANMP (Associação Nacional de Municípios) no combate à corrupção”.
De pronto e sentindo-se alcançada, esta estrutura supra-municipal – a ANMP -, reage com ênfase às declarações de Luis de Sousa (TI), exigindo-lhe provas da falta de empenho…, enquanto o desaparecimento da IGAL e a profundidade das acusações do seu dirigente não merecem atenção e muito menos qualquer exigência de aclaração…
Sendo as autarquias um velho alvo de variadas afirmações públicas de corrupção, a atitude do Governo PSD/CDS, quando está em palco a gestão do seu principal partido no desbaratar dos dinheiros públicos na Madeira e quando as próprias autarquias vão implodindo uma a uma pelas mesmas razões – as dívidas estranguladoras -, deveria ter sido de proceder ao cabal esclarecimento, ao contrário da decisão para enterrar o trabalho de anos… de investigações com custos sobre o erário… e a necessidade de transparência na maior rede de intervenção partidária.
O clima de embaraço na gestão pública é notório. Os partidos da “troika”, PSD, P”S” e CDS, que sempre dividiram o poder, conduziram o país ao estado de pobreza em que está e se arvoram em salvadores roubando o povo e lançando a economia numa recessão prolongada e sem precedentes, neste episódio, mostram que têm muito a esconder… engrossando as desconfianças da população nas instituições e na forma como as manipulam…
No desmantelamento da IGAL não estarão razões economicistas…, não nos tomem por parvos, nem o grito lançado para a sociedade se pode perder na surdez do DCIAP…
Luis Alexandre
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Segunda-feira, Setembro 26, 2011
Grupo Coral Ossónoba
O Grupo Coral Ossónoba é uma associação Cultural sem fins lucrativos, com personalidade jurídica, fundada em 1980 por um grupo de entusiastas da Música Coral. Simultaneamente, foi criada a Associação Coral Ossónoba que teve a sua estreia nas "Festas da cidade" em Junho de 1980.
Foi distinguido em 2002 pela Câmara Municipal de Faro com a Medalha de Mérito - Grau Ouro e declarado pelo Governo Português como Pessoa Colectiva de Utilidade Pública.
Como principais iniciativas do grupo destacam-se o "Concerto da Primavera", o "Encontro de Coros Ibéricos", o "Algarve - Festival Internacional de Coros" e o "Concerto de Natal" (este, a associação faz questão de oferecer todos os anos ao munícipio e aos habitantes de Faro).
Têm sido seus principais patrocinadores a Câmara Municipal de Faro, o Ministério da Cultura, o Inatel - Delegação de Faro, o Montepio Geral, a ANA - Aeroportos de Portugal, S. A., o Governo Civil de Faro e a Junta de Freguesia da Sé de Faro.
Esta associação tem presentemente 3 coros: Pequenos Cantores d'Ossónoba, o Ossónoba - Coro Juvenil e o Coral Ossónoba.
Estes três grupos corais têm cerca de 127 pessoas a cantar e a sua actividade estende-se por todo o país e também no estrangeiro.
Demonstração de meios da PSP às escolas de Faro
Para assinalar a abertura do ano lectivo 2011/2012, o Comando Distrital da PSP de Faro, com a colaboração da Câmara Municipal, levou a cabo uma demonstração de meios humanos e materiais, dirigida às crianças do 1.º e 2.º Ciclo das escolas do concelho.
A iniciativa inseriu-se no projecto Escola Segura II – Início do Ano Escolar e contou com a presença de 53 elementos da PSP, entre eles, elementos da Escola Segura, 1.ª Esquadra de Faro, Esquadra de Trânsito e Segurança Rodoviária, Corpo de Intervenção, Grupo Operacional de Cinotécnica, CIEXSS (Inactivação de Explosivos) e Investigação Criminal.
As demonstrações, realizadas no relvado do Campo de Futebol do Complexo Desportivo da Penha, tiveram por objectivo sensibilizar os alunos, professores e público em geral para o cumprimento das regras de trânsito e prevenção rodoviária, assim como dar a conhecer demonstrações da equipa cinotécnica, com cães de salvamento e busca, para detecção de explosivos e droga e diversas simulações a cargo dos Corpos de Intervenção e de Investigação Criminal.
O futuro da educação rodoviária e prevenção da criminalidade passa, essencialmente, pelas crianças e jovens, pelo que a Câmara Municipal saúda a iniciativa da PSP de Faro, ao promover um contacto mais próximo e um estreitamento dos laços de confiança entre os agentes policiais e a comunidade mais jovem.
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Parque das Figuras - Parque da cidadania
O parque das figuras pode-se considerar um bom exemplo, de como a vontade dos cidadãos pode fazer toda a diferença e ser aceite pelo poder.
O destino inicial do relvado da Horta das Figuras era ser desactivado após o fim das comemorações do 10 de Junho de 2010, para dar lugar a outros projectos comerciais. Mas em vez disso, foi ficando por insistência e pedido dos cidadãos. Primeiro dos moradores da zona. Depois de um conjunto mais alargado de farenses (em que me incluo). Depois foi a vez dos clubes desportivos da cidade apresentarem projectos de utilização colectiva do espaço, Finalmente, empresas aderiram ao projecto. E ai está ele, cada vez com mais utilização, dando razão aqueles que, como eu, defenderam a necessidade de um espaço como este na cidade Faro.
Paulo Gordinho
O destino inicial do relvado da Horta das Figuras era ser desactivado após o fim das comemorações do 10 de Junho de 2010, para dar lugar a outros projectos comerciais. Mas em vez disso, foi ficando por insistência e pedido dos cidadãos. Primeiro dos moradores da zona. Depois de um conjunto mais alargado de farenses (em que me incluo). Depois foi a vez dos clubes desportivos da cidade apresentarem projectos de utilização colectiva do espaço, Finalmente, empresas aderiram ao projecto. E ai está ele, cada vez com mais utilização, dando razão aqueles que, como eu, defenderam a necessidade de um espaço como este na cidade Faro.
Paulo Gordinho
Sexta-feira, Setembro 23, 2011
Portagens: as consequências da derrota…
Com as portagens em tiro de partida, o retrato de família dos seus apoiantes, dos que não concordam mas aprovam, dos que não aprovam mas votam favoravelmente, dos que se escondem atrás de propostas para o caixote de lixo e, em especial, daqueles que nunca se comprometeram de boca e escrita mas não assumem o compromisso para com a região, não parou de engrossar.
Mesmo com uma nova contestação na agenda, nos limites de cumprir um programa…, a capitulação das instituições de poder e a falta de empenho das figuras que se dizem representativas da região, fazem pairar um ar fúnebre onde as carpideiras se preparam para fechar o ciclo.
Com mais cobres prestes a serem arrancados dos bolsos dos algarvios, vão espalhar-se pela estrada toda a justeza da panóplia de argumentos levantados e que esbarraram na obstinação de fazer receita.
Todos os princípios e sobretudo o pagamento da enorme dívida para com os algarvios, que determinaram em longos anos a concretização da “Via do Infante”, vão ser rasgados e fazem regredir a região aos velhos congestionamentos da EN 125 e à abertura de mais sepulturas e traumatizados entre as famílias.
Ao Governo e aos seus agentes na região, particularmente aqueles que fundamentaram a sua cambalhota na condição da requalificação da EN 125 e na solidariedade do pagamento da dívida, esquecendo que dois terços da via são estrada nacional e a única digna desse nome, devem ser imputadas todas as responsabilidades sociais e políticas no futuro.
Tendo sido a questão das portagens o maior ponto de unidade dos algarvios nos últimos tempos e a frente de luta com mais tempo em curso, devemos reflectir as razões e as responsabilidades da causa… quase perdida…
As razões, de profunda raiz política, estão nas contradições e nos interesses tácticos e estratégicos dos dois partidos do bloco central, que agitam os problemas e os gerem no interesse da luta permanente que travam pelo controlo do poder. Todas as causas entram nesta voragem, nunca contando os verdadeiros interesses das populações.
Quanto à direcção actual da contestação, balbuciou a saída da desobediência civil… mas volta aos engarrafamentos.
Composta por partes da “esquerda” parlamentar que privilegiou o diálogo com quem não quer ouvir, esta desdobrou-se em projectos de lei para o lixo, retirando valor à mobilização em massa para a estrada, envolvendo todas as forças da sociedade civil, com particular importância para os Sindicatos, que são transversais e podem vencer os constrangimentos provocados pelo recuo das instituições oficiais e dos seus dirigentes.
No actual contexto de estrangulamento da actividade económica e financeira da região e quando os rumores de lentidão na requalificação da EN 125 são correntes, nem o próprio Governo sabe contabilizar as consequências das portagens…, sabendo que recairão sobre a população.
Chegámos a um ponto crucial da nossa vida colectiva e a questão das portagens tem um significado muito relevante, onde a vitória sobre o centralismo cego nos abrirá as portas para novas transformações…
Luis Alexandre
Mesmo com uma nova contestação na agenda, nos limites de cumprir um programa…, a capitulação das instituições de poder e a falta de empenho das figuras que se dizem representativas da região, fazem pairar um ar fúnebre onde as carpideiras se preparam para fechar o ciclo.
Com mais cobres prestes a serem arrancados dos bolsos dos algarvios, vão espalhar-se pela estrada toda a justeza da panóplia de argumentos levantados e que esbarraram na obstinação de fazer receita.
Todos os princípios e sobretudo o pagamento da enorme dívida para com os algarvios, que determinaram em longos anos a concretização da “Via do Infante”, vão ser rasgados e fazem regredir a região aos velhos congestionamentos da EN 125 e à abertura de mais sepulturas e traumatizados entre as famílias.
Ao Governo e aos seus agentes na região, particularmente aqueles que fundamentaram a sua cambalhota na condição da requalificação da EN 125 e na solidariedade do pagamento da dívida, esquecendo que dois terços da via são estrada nacional e a única digna desse nome, devem ser imputadas todas as responsabilidades sociais e políticas no futuro.
Tendo sido a questão das portagens o maior ponto de unidade dos algarvios nos últimos tempos e a frente de luta com mais tempo em curso, devemos reflectir as razões e as responsabilidades da causa… quase perdida…
As razões, de profunda raiz política, estão nas contradições e nos interesses tácticos e estratégicos dos dois partidos do bloco central, que agitam os problemas e os gerem no interesse da luta permanente que travam pelo controlo do poder. Todas as causas entram nesta voragem, nunca contando os verdadeiros interesses das populações.
Quanto à direcção actual da contestação, balbuciou a saída da desobediência civil… mas volta aos engarrafamentos.
Composta por partes da “esquerda” parlamentar que privilegiou o diálogo com quem não quer ouvir, esta desdobrou-se em projectos de lei para o lixo, retirando valor à mobilização em massa para a estrada, envolvendo todas as forças da sociedade civil, com particular importância para os Sindicatos, que são transversais e podem vencer os constrangimentos provocados pelo recuo das instituições oficiais e dos seus dirigentes.
No actual contexto de estrangulamento da actividade económica e financeira da região e quando os rumores de lentidão na requalificação da EN 125 são correntes, nem o próprio Governo sabe contabilizar as consequências das portagens…, sabendo que recairão sobre a população.
Chegámos a um ponto crucial da nossa vida colectiva e a questão das portagens tem um significado muito relevante, onde a vitória sobre o centralismo cego nos abrirá as portas para novas transformações…
Luis Alexandre
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Quinta-feira, Setembro 22, 2011
Os Jardins… de Portugal
Uma evidência desta democracia de pacotilha, está na permanente impunidade entre o que é a autonomia e a solidariedade do Estado Central e o abuso da gestão dos dinheiros públicos na região da Madeira.
Durante anos, as virgens “cubanas” do exercício do poder e do parlamento chafurdaram na arrogância de João Jardim e consentiram-lhe de tudo, como ultrapassar as competências, a ética e os limites dos financiamentos públicos devidos no âmbito da autonomia.
O coro de hipócritas que vocifera o compadre Jardim, insinua-se preocupado com o que pensam os patrões do exterior que estão a alimentar a bancarrota portuguesa - “está em causa a imagem e a credibilidade do país”-, dizem, quando na Madeira e no continente o monstro é da mesma família e tem origem na mesma selva de oportunismo e incompetência.
O monstro da Madeira é mau porque é maior em proporção que o do continente? Ou é mau porque foi consentido e escondido, afinal, como o do país? João Jardim é apenas um deles! Dos que vão ficar na impunidade dos cargos, com os soldos em caixa e deixam as misérias para o povo pagar!
O bailinho da Madeira cantado por João Jardim e os seus pares que hoje respiram riquezas que ninguém pergunta, aliás como no continente, ganhou forma no uso estratégico dos votos da Madeira no parlamento nacional, à semelhança das contrapartidas do limiano, onde sucessivos orçamentos precisaram dos préstimos de “solidariedade”, ou de falsa cegueira, para os rendimentos que as governações sempre proporcionam. Jardim percebeu o filão assente nas fraquezas.
Tal como os continentais, os madeirenses (somos o mesmo povo português) não têm qualquer culpa no desbaratar dos dinheiros públicos. As dívidas acumuladas não advêm da modéstia de vida e nem do consumo compulsivo para que nos orientam mas, dos custos inflacionados das obras públicas que implementam e do despesismo das estruturas supérfluas que proporcionam na orla do Estado.
Tal como o Estado engordou no continente, assente no parasitismo partidário, o jardinismo não deixou de criar a sua própria pegada de apoio à sombra do erário público. Os crimes nacionais, tiveram a sua correspondência na Madeira e nenhum órgão da República com funções fiscalizadoras está isento. Todos sabiam e todos esconderam, procurando o momento para o trazer à tona. Apenas rebentou no pior momento, quando as palmadinhas nos credores pareciam estar a resultar…
Jardim fez obra sobre dívidas (os socorros e a chantagem financeira vem de longe e foi sempre negociada) e só recebeu elogios pelo desenvolvimento alcançado (?!). Agora tornou-se o bode expiatório da hipocrisia de mais dívidas da República.
Mas os problemas de fundo estão a ser escamoteados. A Madeira, para além dos milhões da dívida, tem uma economia em profunda crise, amarrada ao Turismo, ao funcionalismo público, ao consumo e ao investimento público, a segunda maior taxa de desemprego do país e muitos problemas sociais que vão exigir muitos cuidados no futuro e que não vão suportar mais demagogias e encobrimentos à gestão de Jardim.
A autonomia, uma justa aspiração dos madeirenses, foi usada por Jardim e os seus padrinhos do continente, com os custos, despudoradamente, ao fim de 37 anos a serem atirados para as suas costas, criando constrangimentos aos níveis do salazarismo.
Os erros estratégicos da Madeira entroncam nos do conjunto do país. Claro que a cumplicidade do sistema jurídico não tem autoridade para julgamentos mas o povo tem. E está na hora de abalarmos este sistema corrupto de compadrios que é descarregado sobre o povo.
Luis Alexandre
Durante anos, as virgens “cubanas” do exercício do poder e do parlamento chafurdaram na arrogância de João Jardim e consentiram-lhe de tudo, como ultrapassar as competências, a ética e os limites dos financiamentos públicos devidos no âmbito da autonomia.
O coro de hipócritas que vocifera o compadre Jardim, insinua-se preocupado com o que pensam os patrões do exterior que estão a alimentar a bancarrota portuguesa - “está em causa a imagem e a credibilidade do país”-, dizem, quando na Madeira e no continente o monstro é da mesma família e tem origem na mesma selva de oportunismo e incompetência.
O monstro da Madeira é mau porque é maior em proporção que o do continente? Ou é mau porque foi consentido e escondido, afinal, como o do país? João Jardim é apenas um deles! Dos que vão ficar na impunidade dos cargos, com os soldos em caixa e deixam as misérias para o povo pagar!
O bailinho da Madeira cantado por João Jardim e os seus pares que hoje respiram riquezas que ninguém pergunta, aliás como no continente, ganhou forma no uso estratégico dos votos da Madeira no parlamento nacional, à semelhança das contrapartidas do limiano, onde sucessivos orçamentos precisaram dos préstimos de “solidariedade”, ou de falsa cegueira, para os rendimentos que as governações sempre proporcionam. Jardim percebeu o filão assente nas fraquezas.
Tal como os continentais, os madeirenses (somos o mesmo povo português) não têm qualquer culpa no desbaratar dos dinheiros públicos. As dívidas acumuladas não advêm da modéstia de vida e nem do consumo compulsivo para que nos orientam mas, dos custos inflacionados das obras públicas que implementam e do despesismo das estruturas supérfluas que proporcionam na orla do Estado.
Tal como o Estado engordou no continente, assente no parasitismo partidário, o jardinismo não deixou de criar a sua própria pegada de apoio à sombra do erário público. Os crimes nacionais, tiveram a sua correspondência na Madeira e nenhum órgão da República com funções fiscalizadoras está isento. Todos sabiam e todos esconderam, procurando o momento para o trazer à tona. Apenas rebentou no pior momento, quando as palmadinhas nos credores pareciam estar a resultar…
Jardim fez obra sobre dívidas (os socorros e a chantagem financeira vem de longe e foi sempre negociada) e só recebeu elogios pelo desenvolvimento alcançado (?!). Agora tornou-se o bode expiatório da hipocrisia de mais dívidas da República.
Mas os problemas de fundo estão a ser escamoteados. A Madeira, para além dos milhões da dívida, tem uma economia em profunda crise, amarrada ao Turismo, ao funcionalismo público, ao consumo e ao investimento público, a segunda maior taxa de desemprego do país e muitos problemas sociais que vão exigir muitos cuidados no futuro e que não vão suportar mais demagogias e encobrimentos à gestão de Jardim.
A autonomia, uma justa aspiração dos madeirenses, foi usada por Jardim e os seus padrinhos do continente, com os custos, despudoradamente, ao fim de 37 anos a serem atirados para as suas costas, criando constrangimentos aos níveis do salazarismo.
Os erros estratégicos da Madeira entroncam nos do conjunto do país. Claro que a cumplicidade do sistema jurídico não tem autoridade para julgamentos mas o povo tem. E está na hora de abalarmos este sistema corrupto de compadrios que é descarregado sobre o povo.
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Terça-feira, Setembro 20, 2011
Histórias Gorjonenses - O "Contínuo" Cristina
Equipa de "contínuos" do Liceu de Faro, acabado de inaugurar.
JOSÉ CRISTINO, O CONTÍNUO "CRISTINA" E Ti CRISTINA "O EMPREGADO D' ESTADO"
Clicar aqui para ler.
JOSÉ CRISTINO, O CONTÍNUO "CRISTINA" E Ti CRISTINA "O EMPREGADO D' ESTADO"
Clicar aqui para ler.
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Município distinguiu ilustres farenses no dia do Concelho.
Fernando Inês a receber a Medalha de Mérito-Prata
Faro celebrou o dia do concelho a 7 de Setembro. Nesta data são agraciados ilustres cidadãos que, de uma forma ou de outra, contribuíram para a dignificação e prestígio do concelho e se notabilizaram pelo seu reconhecido mérito ou contributo para a sociedade.
Este ano não foi excepção e foram cinco os cidadãos que estiveram presentes na Sessão Solene para, publicamente, serem homenageados pela Câmara Municipal. Alfredo de Sousa Barão (título póstumo), António Coelho de Matos, Fernando Inês, João Goulão e Tito Olívio Henriques foram os justos merecedores da homenagem da autarquia.
Alfredo de Sousa Barão foi um ilustre cidadão de Faro e quis o destino que não recebesse a medalha na sua mão. Foi com muita mágoa que tomámos conhecimento do seu falecimento a 3 dias da merecida homenagem. É reconhecido por todos, especialmente na freguesia da Conceição de Faro, como um bom homem que serviu sempre a freguesia que o viu nascer. Com talento reconhecido para as letras cedo começou a trabalhar. O seu feito maior, se assim o podemos dizer, foi a criação, em 1948 da Casa do Povo de Conceição de Faro.
Alfredo Barão serviu de forma continuada, durante cerca de 80 anos, a sua freguesia, desempenhando as tarefas e diligências para o seu desenvolvimento. O Município distinguiu com a Medalha de Mérito, grau cobre.
António Coelho de Matos agraciado com a Medalha de Mérito, grau prata, é uma figura incontornável da cidade. Natural de Vila Real de Santo António cedo “se fez filho de Faro”.
Apesar das dificuldades não descurou os estudos e notabilizou-se sobretudo nas áreas social e desportiva. Na primeira, como administrador do Instituto D. Francisco Gomes (Casa dos Rapazes), funções que desempenhou com enorme emoção e sentido de responsabilidade até 2007 e que lhe valeu também uma homenagem por parte do Governo, entre outras prestações.
Na área desportiva fez e continua a fazer um grande trabalho na arbitragem: foi árbitro, director do Gabinete de Arbitragem, observador, examinador, orientador de cursos de novos árbitros, presidente do conselho de arbitragem do Algarve, cargo que mantém até hoje, entre outras funções.
É reconhecido pelos farenses como uma das pessoas mais dedicadas às causas sociais e desportivas sempre com uma reputação brilhante e irrepreensível.
Fernando Sousa Inês, de nome artístico “Fernando Inês”, nasceu em Salir e destacou-se no mundo da música a tocar acordeão. Começou a aprender a tocar aos 12 anos e aos 15 já no Grupo Folclórico de Conceição de Faro fez a sua primeira gravação num estúdio.
O seu percurso profissional seguiu por outro caminho mas a música ocupou sempre um lugar de destaque. Continuou a gravar trabalhos, a fazer actuações, a compor, a dar aulas e realizou um trabalho notável nos grupos folclóricos de Conceição de Faro, Estoi e posteriormente no Grupo Folclórico de Faro.
É de enaltecer o trabalho que tem feito na preservação das raízes algarvias pois tem vindo a recuperar junto da população mais idosa as manifestações mais genuínas do Algarve. Neste campo, é autor de poemas e pautas musicais e compositor de letras e músicas dedicados às tradições e costumes algarvios. É sem dúvida, uma referência para o folclore e para o mundo do acordeão, sendo um orgulho para Faro tê-lo como cidadão.
João Goulão quase que dispensa apresentação tamanha é a sua notoriedade a nível nacional e até internacional. Faro concedeu-lhe a medalha de Mérito, grau prata.
Natural de Cernache do Bonjardim licenciou-se em medicina e em 1981 fixa-se em Faro. Tem mais de 20 anos de experiência a nível da prevenção e tratamento da toxicodependência em Portugal. Foi o responsável pela criação de uma estrutura de atendimento a toxicodependentes no Algarve. Em 1992 aceitou criar a equipa e a estrutura do Serviço de Prevenção e apoio a Toxicodependentes de Faro, tendo assumido a direcção deste serviço. A partir daqui foi um crescendo de responsabilidades, sempre nesta área. Foi nomeado Presidente da Comissão
Instaladora do Centro de Atendimento a Toxicodependentes do Algarve. Por apego às causas públicas ingressou na carreira política e assumiu as funções de vereador na Câmara Municipal de Faro de 1993 a 1997.
Em 1995 já era Presidente da Direcção Regional do Algarve do Serviço de Prevenção e Tratamento da Toxicodependência e em 1997 assume o cargo de Presidente do Conselho de Administração, função que desempenhou até 2002.
Ocupa, desde 2005, o cargo de Presidente do Conselho de Administração deste Instituto e é Coordenador Nacional de Combate à Droga.
O seu percurso profissional é também assinalado por incursões em organismo europeus, nomeadamente: no Comité Científico, no Conselho de Administração do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência e no Comité de Acompanhamento do Programa Europeu de Prevenção da Toxicodependência, entre outros.
É, portanto, alguém com um percurso de vida iniciado em Faro dedicado às causas sociais, respeitado pelo seu esforço, dedicação e sentido cívico, razão pela qual o Município de Faro não poderia deixar de lhe prestar esta singela homenagem, por 15 anos do seu labor dedicado em exclusivo a Faro e ao Algarve.
Por último, Tito Olívio Henriques foi agraciado com a medalha de mérito, grau ouro. Primeiro engenheiro civil licenciou-se depois em sociologia tendo diversos trabalhos publicados nesta área.
Foi professor do ensino técnico nas Escolas de Silves e de Faro e do ensino liceal no Liceu de Faro. Desempenhou as funções de Director dos Serviços Regionais da Hidráulica do Guadiana, em Faro onde vive desde 1963.
A par das outras funções profissionais dedicou-se à prestação de diversos serviços graciosos, de carácter sociocultural,
Foi eleito para diversos cargos associativos, tendo sido dirigente de múltiplos organismos na cidade, entre eles: Cineclube, Sporting Club Farense, Comissão Distrital de Árbitros, Comissão Administrativa do Sport Faro e Benfica, Associação de Xadrez de Faro, Delegação da Cruz Vermelha, Rotary Club de Faro, Direcção dos Bombeiros Voluntários, Santa Casa da Misericórdia e Vereador na Câmara Municipal, entre 1971 a 1974.
Colaborou, desde os 20 anos, em jornais diários e regionais e já publicou 35 livros de poesia e prosa. A sua mais recente obra data de 2011, com o título “O Velho que queria ver o Mar”.
Foi membro da Direcção do Instituto D. Francisco Gomes, fundador e editor do jornal “Poetas de Faro” e chefe de redacção do jornal “Distrito de Faro”.
Possui mais de 100 prémios literários, de Portugal e do Brasil e é uma referência incontornável do património sociocultural de Faro e do Algarve.
A par dos homenageados já referidos é de salientar que foram também distinguidos 17 funcionários do município que receberam medalhas de Bons Serviços e Dedicação. Sendo que 14 deles receberam a medalha de Bons Serviços e Dedicação, grau cobre, por terem 20 anos completos de serviço efectivo com comportamento exemplar e os outros dois receberam a mesma medalha mas de grau prata por terem 35 anos completos de serviço com comportamento exemplar, assiduidade e classificação de serviço não inferior a bom.
Nas palavras do Presidente da Câmara Municipal, José Macário Correia “Faro orgulha-se dos seus melhores cidadãos, é deles que nos vêm o exemplo e a força para vencer o futuro” daí a importância de, anualmente distinguir quem merece e incentivar os restantes dando a conhecer tão excelentes exemplos.
Lixo - cidade judiciária!
É lamentável que certas pessoas ainda façam estas coisas em pleno século XXI.
Sem mais comentários!
J. Rodrigues
Segunda-feira, Setembro 19, 2011
Lixo Extraordinário
Filmado ao longo de quase dois anos, Lixo Extraordinário acompanha a visita do artista plástico Vik Muniz a um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis. O objetivo inicial de Muniz era "pintar" esses catadores com o lixo. No entanto, o trabalho com estes personagens revela a dignidade e o desespero que enfrentam quando sugestionados a imaginar suas vidas fora daquele ambiente
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Vamos! Rui Machado!
O tenista farense Rui Machado conquistou hoje o quarto torneio “challenger” da temporada, depois de bater o francês Eric Prodon na final de Szczecin (Polónia), numa final retomada esta manhã.
Num confronto interrompido no domingo devido à chuva, e numa altura em que Rui Machado se encontrava a vencer o terceiro e último “set” por 4-1, o português não comprometeu a vantagem e acabou por vencer o francês por 2-6, 7-5 e 6-2.
Rui Machado cumpriu a tradição e manteve o pleno de triunfos nas finais de torneios “chellengers” que disputou este ano, juntando o título de Szczecin aos de Poznan (Polónia), Rijeka (Croácia) e Marrakech (Marrocos).
No total, o português já conta no currículo com oito troféus em torneios da segunda categoria do circuito profissional.
A habitual atualização do “ranking” de segunda-feira já colocava Rui Machado no lugar 70 do Mundo, a sua melhor posição de sempre, mas ainda sem contabilizar o triunfo do português na final completada hoje.
Quando o circuito voltar a adequar a lista mundial, Rui Machado poderá tornar-se o melhor jogador português de sempre, devendo subir ao 61.º posto, um lugar acima do que ainda continua a ser a melhor classificação de um jogador luso, o 62.º lugar de Frederico Gil, em abril deste ano.
Num confronto interrompido no domingo devido à chuva, e numa altura em que Rui Machado se encontrava a vencer o terceiro e último “set” por 4-1, o português não comprometeu a vantagem e acabou por vencer o francês por 2-6, 7-5 e 6-2.
Rui Machado cumpriu a tradição e manteve o pleno de triunfos nas finais de torneios “chellengers” que disputou este ano, juntando o título de Szczecin aos de Poznan (Polónia), Rijeka (Croácia) e Marrakech (Marrocos).
No total, o português já conta no currículo com oito troféus em torneios da segunda categoria do circuito profissional.
A habitual atualização do “ranking” de segunda-feira já colocava Rui Machado no lugar 70 do Mundo, a sua melhor posição de sempre, mas ainda sem contabilizar o triunfo do português na final completada hoje.
Quando o circuito voltar a adequar a lista mundial, Rui Machado poderá tornar-se o melhor jogador português de sempre, devendo subir ao 61.º posto, um lugar acima do que ainda continua a ser a melhor classificação de um jogador luso, o 62.º lugar de Frederico Gil, em abril deste ano.
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Homenagem
Escola Primária da Sé
Homenagem às professoras do ensino primário dos anos 30, 40, 50 e até 60
Sem comparar o passado com o presente todos sabemos que, em todas as profissões há quem cometa excessos no seu desempenho.
Fui aluna numa cidade, nos anos 40, e não escapei a reguadas, açoites, puxões de orelhas, bofetadas e ponteiradas…
Em casa, na generalidade, os pais procediam de igual maneira com os filhos …
A maioria dos educadores não descarregava frustrações.
Era assim!
Não é possível comparar o incomparável!
Presto maior homenagem aos professores que trabalharam longe das cidades, porque:
- muitos estavam deslocados das suas casas e sofriam necessidades básicas;
- trabalhavam em edifícios degradados e sofriam com os alunos, os rigores do tempo;
- ensinavam sem material necessário à concretização das matérias;
- tinham as chamadas quatro classes com 40 e até 50 alunos;
- os programas eram vastíssimos em todas as disciplinas – toda a história de Portugal, contas enormes, problemas com 3 e 4 operações, geometria, geografia de Portugal continental, insular e ultramarino, ortografia, gramática…tudo em profundidade…
Contrariando estes dissabores souberam:
- manter a sua dignidade conseguindo o respeito necessário;
- aconselhar e ajudar encarregados de educação em situações complicadas da sua vida particular;
- educar e interiorizar valores essenciais à vida social;
- motivar à continuação dos “estudos”(como se dizia na época).
Muitas crianças continuaram os seus estudos devido às palavras sábias dessas professoras que bem souberam publicitar todas vantagens sociais dessa atitude.
Presto-lhes homenagem!!!!!!!!!!!
Lina Vedes – 18 de Setembro de 2011
Domingo, Setembro 18, 2011
O quixotismo... De Dom Macário
O quixotismo… de Dom Macário
Em perfeita dissonância com a coligação que nos governa e ao arrepio do estilo austero dos tecnocratas levados ao poder, Macário Correia, um simples peão no contexto e a quem ninguém pergunta nada, resolveu cavalgar pelas planícies e montanhas do desperdício do país, combatendo os moinhos de vento… onde tem feito carreira, dando-lhe sombra e sustento.
Meses atrás falou do excesso de deputados no hemiciclo onde laxou (palavras suas numa sessão pública no Pátio de Letras onde disse que foram os melhores tempos da sua vida), e agora, em completo embaraço para o seu partido, atirou-se contra o laxismo e a ociosidade dos botas cardadas do país.
Num momento tão crítico da sobrevivência das forças do capital, com a crise profunda que criaram e traz o país numa surdina de medição de forças, este ataque aos militares, um dos seus garantes de defesa por comunhão de interesses das untadas chefias, só poderia causar um profundo mal-estar nas partes.
Reagiu o EMGFA em nome da tropa, lembrando ao edil e aos ouvidos espalhados, os bons serviços no exterior, elevando a pátria a um prestígio que não tem correspondência na classe a que Macário pertence, com os resultados sociais, económicos e financeiros conhecidos.
Já não bastam os milhões de embaraço do PSD /Madeira, ainda vem um provinciano, de repente incontido, perturbar os equilíbrios com uma classe que se pôs de prevenção… desde que os políticos falharam um dia no pagamento do pré.
Com um passado de silêncio, de cabeça em baixo… no trabalho regional que está à vista, Macário Correia esteve sentado em Faro ao lado dos tropas, no ano passado, e não se lhe ouviram desabafos…
Com a frescura e o sucesso da independência… da gestão das finanças da Madeira, sustentada na cumplicidade e no oportunismo dos componentes do bloco central que precisavam de umas assinaturas… para governar, ainda podemos ser levados a pensar que Macário quer copiar uma estratégia… para sair do buraco…
Em curva descendente e confortado pela garantia do pão vitalício, atira-se com mais febre do que fé, contra os moinhos de vento que ajudou … a construir, sabendo que o vento soprará mais forte de cima contra a inoportunidade da linguagem e quando tem tarefas mais consentâneas e próximas para o uso da bravura…
O endividamento das Câmaras, a falta de cuidados de saúde, o desemprego, a insegurança e sobretudo a injustiça das portagens na debilitada economia da região, não mobilizam Macário Correia, que apesar de tudo tem o peso institucional dos cargos e não o exerce para soluções próximas dos interesses regionais.
Se a estrutura do país está mal (que descoberta!), como estão as da região e que são do exercício das suas competências? Sabendo, por razões de experiência política, que a altivez do Governo e do seu partido não muda por lamúrias, onde estão as práticas que servem a região?
E curioso, é que se dá primazia a matérias de carácter nacional para orelhas moucas e não está em causa a sua justeza, quando os zumbidos de poder cair a requalificação da EN 125 apenas ficam por apreensões…, quando o ministro já disse há um mês que o Hospital Central não depende de necessidades objectivas, mas de dinheiro…, quando muitas empresas estão à beira da falência e trazem mais desemprego… e quando os problemas sociais se avolumam.
O quixotismo moderno, agora com lanças mais conscientes e transversais ao quadro político parlamentar, continua a vender a ilusão de apontar o combate contra os ventos… desviando a atenção da realidade e da luta.
Luis Alexandre
Em perfeita dissonância com a coligação que nos governa e ao arrepio do estilo austero dos tecnocratas levados ao poder, Macário Correia, um simples peão no contexto e a quem ninguém pergunta nada, resolveu cavalgar pelas planícies e montanhas do desperdício do país, combatendo os moinhos de vento… onde tem feito carreira, dando-lhe sombra e sustento.
Meses atrás falou do excesso de deputados no hemiciclo onde laxou (palavras suas numa sessão pública no Pátio de Letras onde disse que foram os melhores tempos da sua vida), e agora, em completo embaraço para o seu partido, atirou-se contra o laxismo e a ociosidade dos botas cardadas do país.
Num momento tão crítico da sobrevivência das forças do capital, com a crise profunda que criaram e traz o país numa surdina de medição de forças, este ataque aos militares, um dos seus garantes de defesa por comunhão de interesses das untadas chefias, só poderia causar um profundo mal-estar nas partes.
Reagiu o EMGFA em nome da tropa, lembrando ao edil e aos ouvidos espalhados, os bons serviços no exterior, elevando a pátria a um prestígio que não tem correspondência na classe a que Macário pertence, com os resultados sociais, económicos e financeiros conhecidos.
Já não bastam os milhões de embaraço do PSD /Madeira, ainda vem um provinciano, de repente incontido, perturbar os equilíbrios com uma classe que se pôs de prevenção… desde que os políticos falharam um dia no pagamento do pré.
Com um passado de silêncio, de cabeça em baixo… no trabalho regional que está à vista, Macário Correia esteve sentado em Faro ao lado dos tropas, no ano passado, e não se lhe ouviram desabafos…
Com a frescura e o sucesso da independência… da gestão das finanças da Madeira, sustentada na cumplicidade e no oportunismo dos componentes do bloco central que precisavam de umas assinaturas… para governar, ainda podemos ser levados a pensar que Macário quer copiar uma estratégia… para sair do buraco…
Em curva descendente e confortado pela garantia do pão vitalício, atira-se com mais febre do que fé, contra os moinhos de vento que ajudou … a construir, sabendo que o vento soprará mais forte de cima contra a inoportunidade da linguagem e quando tem tarefas mais consentâneas e próximas para o uso da bravura…
O endividamento das Câmaras, a falta de cuidados de saúde, o desemprego, a insegurança e sobretudo a injustiça das portagens na debilitada economia da região, não mobilizam Macário Correia, que apesar de tudo tem o peso institucional dos cargos e não o exerce para soluções próximas dos interesses regionais.
Se a estrutura do país está mal (que descoberta!), como estão as da região e que são do exercício das suas competências? Sabendo, por razões de experiência política, que a altivez do Governo e do seu partido não muda por lamúrias, onde estão as práticas que servem a região?
E curioso, é que se dá primazia a matérias de carácter nacional para orelhas moucas e não está em causa a sua justeza, quando os zumbidos de poder cair a requalificação da EN 125 apenas ficam por apreensões…, quando o ministro já disse há um mês que o Hospital Central não depende de necessidades objectivas, mas de dinheiro…, quando muitas empresas estão à beira da falência e trazem mais desemprego… e quando os problemas sociais se avolumam.
O quixotismo moderno, agora com lanças mais conscientes e transversais ao quadro político parlamentar, continua a vender a ilusão de apontar o combate contra os ventos… desviando a atenção da realidade e da luta.
Luis Alexandre
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Sábado, Setembro 17, 2011
Sexta-feira, Setembro 16, 2011
Presto a minha homenagem.
Num entardecer de Agosto, com a lua cheia nascida e destacada no azul do céu, encontrámo-nos no areal da praia de Faro.
Éramos cinco mulheres reformadas da mesma profissão – o ensino.
As conversas de praia são agradáveis quando nos achamos, entre amigos de longa data, e o tempo ameno nos convida à nostalgia, levando-nos a vasculhar recordações e a acariciar os momentos que se foram…
O sol punha-se no horizonte!
Hoje bem diferente de ontem mas sempre com a sua singularidade…Amanhã não será como hoje e nem será como foi ontem!
Assim decorre a vida humana. O presente diferente do passado com o tempo a desfilar, correndo numa passerelle.
Recuamos a 1956 com as recordações da Ofélia que saiu do Magistério Primário de Faro para a escola de Corte Pequena, Odeleite, Castro Marim.
Levava a cabeça cheia de sonhos, o coração cheio de juventude…mas esbarrou com inesperadas dificuldades.
Para chegar à escola apanhava o comboio até Vila Real de Santo António, tomava a camioneta (um machibombo) até ao Azinhal, onde esperava por um camionista, que a troco de umas moedas, a transportava na cabine, ao lado dele, até Corte Pequena. Quando ele não aparecia procurava o rapaz que fazia a distribuição do correio pelos lugarejos, montado num burro. Nesse dia ele ia a pé.
Na escola de Alta Mora, Odeleite, relativamente perto de Corte Pequena exercia uma colega a quem tinham emprestado uma bicicleta. O caminho era longo, passavam um ribeiro e levavam muita carga. Uma montava na bicicleta, parava ao fim de 3 ou 4 quilómetros, deixava o transporte e seguia a pé com a bagagem. Iam-se substituindo para facilitar a longa caminhada.
A escola da Ofélia havia sido construída pela população e tinha casa para a professora – duas divisões e uma cozinha com fogareiro para utilização de lenha.
Emprestaram-lhe uma cama de ferro com colchão de carepa, já muito moída, e um candeeiro a petróleo. Com caixotes de sabão, que eram de madeira, improvisou o mobiliário mais necessário. Dois caixotes, um por cima do outro, faziam de mesa de refeições, um outro perto da cama, servia para colocar uma vela.
A roupa era pendurada numa corda presa em dois pregos.
Numa venda que vendia de tudo foi completando as suas necessidades – um cântaro para ir buscar água, panelas, louças, copos…e um balde para as necessidades fisiológicas.
Não existiam infra-estruturas.
A habitação não tinha casa de banho. Tudo era despejado numa estrumeira ao ar livre. O banho era dado na cozinha, lavando o corpo a prestações, com água fria.
Aprendeu a acender lenha, que lhe ofereciam, para cozer os ingredientes para a sopa esmagando-os depois com o garfo, fritava uns ovinhos, umas batatas, rodelas de chouriço e pouco mais.
Uma vez por outra, mães de alunos ofereciam um coelho ou um frango já depenado. Perto do Natal aparecia carne de porco, banha, chouriços, toucinho…
Numa ribeira que transbordava no Inverno, impedindo o acesso à escola, uma mulher lavava-lhe a roupa.
As crianças andavam quilómetros para chegar à escola e muitas vinham descalças. Traziam a saca de serapilheira com a pedra e o almoço – um naco de pão, azeitonas, uma fatia de toucinho…
Leccionava as chamadas 4 classes a 40 crianças. Como as carteiras não chegavam, pedras trazidas da rua serviam de bancos.
Durante dois anos trabalhou nessa escola.
Casou no 1º ano e nasceu-lhe uma filha no 2º, beneficiando de 15 dias de licença de parto. A mãe foi viver com ela deixando outro marido sozinho.
Só ia a casa pelo Natal e Páscoa.
Os habitantes cedo se habituaram a recorrer à professora para esta lhes ler ou escrever uma carta, para um conselho sobre uma dor de cabeça ou de barriga e até para ajudar no tratamento de feridas. Os noticiários da Emissora Nacional passaram a ser ouvidos em grupo, através do rádio da mestra. Era socorrista, escriturária e conselheira.
A colega de Alta Mora ia passar o fim-de-semana com a Ofélia e a mãe.
A região era fria e a casa não as protegia. Numa noite gelada um vizinho levou-lhes um fogareiro com brasas e passou o serão com elas.
A colega Ofélia ainda contou que em 1958, colocada na escola de Pechão/ Olhão, teve de alugar um quarto interior numa casa que era armazém de caixões. Não havia mais nada, era velha tendo a porta e as janelas desengonçadas. A filha, com 2 anos, dormia na gaveta do guarda fato e à noite os ratos passeavam pela casa.
A Maria do Céu relembrou a sua estadia na escola da Patã/ Albufeira, a partir de 1960.
Ia de automotora Faro/Patã e o resto do percurso era a pé, atravessando hortas. Numa delas era atacada por gansos bravos. Andava sempre munida com uma enorme sombrinha que lhe servia de protecção para o sol, para a chuva e para os gansos.
Levava almoço de casa, aquecia a sopa numa lamparina de álcool, comia fruta.
A escola era velha com pouco material para o ensino. O quadro era de madeira pintada com tinta preta baça, gasta com o uso.
A Joana recordou que a automotora que partia de Faro, vinda de Lagos, ia enchendo de professoras nos apeadeiros Portas do Mar, S. Francisco, Bom João e despejava-as a partir de Olhão até à Conceição de Tavira.
Eram viagens/convívio de ida e volta com diferentes percursos após a saída das estações. Umas iam a pé longos quilómetros, outras de bicicleta a pedal ou a motor e outras tinham a sorte de ter a escola muito perto.
O horário de sábado era aproveitado para a limpeza da escola. Saíam mais cedo dos locais de trabalho, apanhavam uma camioneta, desciam em Alfandanga e dirigiam-se pela estrada até à estação da Fuzeta.
Em 1973 a Fátima recebe alvará para trabalhar no Areal Gordo/Faro. A casa/escola tinha uma sala de aula com boas janelas e um cubículo que dava para uma horta. Nesse espaço cabiam meia dúzia de carteiras para 18 alunos. O chão era de terra batida, sem janela, sem poder fechar a porta, sem ardósia, sem água nem luz, sem casa de banho, sem espaço de recreio…e sem contínua.
Num alpendre anexo a C.M.F. teve a gentileza de mandar fazer um resguardo privado para as três professoras se aliviarem…Dentro do alpendre construíram um poial e num dos cantos, mesmo ao canto, fixaram um “penico” sem fundo. Como a posição possível era de cócoras, não havia rabo que ali colocado, conseguisse acertar no buraco!
Já escurecia!
Levantámo-nos. Havíamos partilhado dissabores do passado com alegria…
Relatar mais para quê?
Julgo que a missão de todos é prestar homenagem às professoras do ensino primário sofredoras, no anonimato, que iniciaram as suas funções de coração aberto e sentiram na pele o abandono, maltratadas pelo destino, magoadas, desapontadas…
Nestas MULHERES/PROFESSORAS o bom senso resistiu ao delírio de uma vida de sofrimento.
A reflexão dominou a paixão de serem educadoras a tempo inteiro
Presto a minha homenagem a todas elas!!!!!!!!!!!!
Lina Vedes – 18 de Agosto de 2011
Éramos cinco mulheres reformadas da mesma profissão – o ensino.
As conversas de praia são agradáveis quando nos achamos, entre amigos de longa data, e o tempo ameno nos convida à nostalgia, levando-nos a vasculhar recordações e a acariciar os momentos que se foram…
O sol punha-se no horizonte!
Hoje bem diferente de ontem mas sempre com a sua singularidade…Amanhã não será como hoje e nem será como foi ontem!
Assim decorre a vida humana. O presente diferente do passado com o tempo a desfilar, correndo numa passerelle.
Recuamos a 1956 com as recordações da Ofélia que saiu do Magistério Primário de Faro para a escola de Corte Pequena, Odeleite, Castro Marim.
Levava a cabeça cheia de sonhos, o coração cheio de juventude…mas esbarrou com inesperadas dificuldades.
Para chegar à escola apanhava o comboio até Vila Real de Santo António, tomava a camioneta (um machibombo) até ao Azinhal, onde esperava por um camionista, que a troco de umas moedas, a transportava na cabine, ao lado dele, até Corte Pequena. Quando ele não aparecia procurava o rapaz que fazia a distribuição do correio pelos lugarejos, montado num burro. Nesse dia ele ia a pé.
Na escola de Alta Mora, Odeleite, relativamente perto de Corte Pequena exercia uma colega a quem tinham emprestado uma bicicleta. O caminho era longo, passavam um ribeiro e levavam muita carga. Uma montava na bicicleta, parava ao fim de 3 ou 4 quilómetros, deixava o transporte e seguia a pé com a bagagem. Iam-se substituindo para facilitar a longa caminhada.
A escola da Ofélia havia sido construída pela população e tinha casa para a professora – duas divisões e uma cozinha com fogareiro para utilização de lenha.
Emprestaram-lhe uma cama de ferro com colchão de carepa, já muito moída, e um candeeiro a petróleo. Com caixotes de sabão, que eram de madeira, improvisou o mobiliário mais necessário. Dois caixotes, um por cima do outro, faziam de mesa de refeições, um outro perto da cama, servia para colocar uma vela.
A roupa era pendurada numa corda presa em dois pregos.
Numa venda que vendia de tudo foi completando as suas necessidades – um cântaro para ir buscar água, panelas, louças, copos…e um balde para as necessidades fisiológicas.
Não existiam infra-estruturas.
A habitação não tinha casa de banho. Tudo era despejado numa estrumeira ao ar livre. O banho era dado na cozinha, lavando o corpo a prestações, com água fria.
Aprendeu a acender lenha, que lhe ofereciam, para cozer os ingredientes para a sopa esmagando-os depois com o garfo, fritava uns ovinhos, umas batatas, rodelas de chouriço e pouco mais.
Uma vez por outra, mães de alunos ofereciam um coelho ou um frango já depenado. Perto do Natal aparecia carne de porco, banha, chouriços, toucinho…
Numa ribeira que transbordava no Inverno, impedindo o acesso à escola, uma mulher lavava-lhe a roupa.
As crianças andavam quilómetros para chegar à escola e muitas vinham descalças. Traziam a saca de serapilheira com a pedra e o almoço – um naco de pão, azeitonas, uma fatia de toucinho…
Leccionava as chamadas 4 classes a 40 crianças. Como as carteiras não chegavam, pedras trazidas da rua serviam de bancos.
Durante dois anos trabalhou nessa escola.
Casou no 1º ano e nasceu-lhe uma filha no 2º, beneficiando de 15 dias de licença de parto. A mãe foi viver com ela deixando outro marido sozinho.
Só ia a casa pelo Natal e Páscoa.
Os habitantes cedo se habituaram a recorrer à professora para esta lhes ler ou escrever uma carta, para um conselho sobre uma dor de cabeça ou de barriga e até para ajudar no tratamento de feridas. Os noticiários da Emissora Nacional passaram a ser ouvidos em grupo, através do rádio da mestra. Era socorrista, escriturária e conselheira.
A colega de Alta Mora ia passar o fim-de-semana com a Ofélia e a mãe.
A região era fria e a casa não as protegia. Numa noite gelada um vizinho levou-lhes um fogareiro com brasas e passou o serão com elas.
A colega Ofélia ainda contou que em 1958, colocada na escola de Pechão/ Olhão, teve de alugar um quarto interior numa casa que era armazém de caixões. Não havia mais nada, era velha tendo a porta e as janelas desengonçadas. A filha, com 2 anos, dormia na gaveta do guarda fato e à noite os ratos passeavam pela casa.
A Maria do Céu relembrou a sua estadia na escola da Patã/ Albufeira, a partir de 1960.
Ia de automotora Faro/Patã e o resto do percurso era a pé, atravessando hortas. Numa delas era atacada por gansos bravos. Andava sempre munida com uma enorme sombrinha que lhe servia de protecção para o sol, para a chuva e para os gansos.
Levava almoço de casa, aquecia a sopa numa lamparina de álcool, comia fruta.
A escola era velha com pouco material para o ensino. O quadro era de madeira pintada com tinta preta baça, gasta com o uso.
A Joana recordou que a automotora que partia de Faro, vinda de Lagos, ia enchendo de professoras nos apeadeiros Portas do Mar, S. Francisco, Bom João e despejava-as a partir de Olhão até à Conceição de Tavira.
Eram viagens/convívio de ida e volta com diferentes percursos após a saída das estações. Umas iam a pé longos quilómetros, outras de bicicleta a pedal ou a motor e outras tinham a sorte de ter a escola muito perto.
O horário de sábado era aproveitado para a limpeza da escola. Saíam mais cedo dos locais de trabalho, apanhavam uma camioneta, desciam em Alfandanga e dirigiam-se pela estrada até à estação da Fuzeta.
Em 1973 a Fátima recebe alvará para trabalhar no Areal Gordo/Faro. A casa/escola tinha uma sala de aula com boas janelas e um cubículo que dava para uma horta. Nesse espaço cabiam meia dúzia de carteiras para 18 alunos. O chão era de terra batida, sem janela, sem poder fechar a porta, sem ardósia, sem água nem luz, sem casa de banho, sem espaço de recreio…e sem contínua.
Num alpendre anexo a C.M.F. teve a gentileza de mandar fazer um resguardo privado para as três professoras se aliviarem…Dentro do alpendre construíram um poial e num dos cantos, mesmo ao canto, fixaram um “penico” sem fundo. Como a posição possível era de cócoras, não havia rabo que ali colocado, conseguisse acertar no buraco!
Já escurecia!
Levantámo-nos. Havíamos partilhado dissabores do passado com alegria…
Relatar mais para quê?
Julgo que a missão de todos é prestar homenagem às professoras do ensino primário sofredoras, no anonimato, que iniciaram as suas funções de coração aberto e sentiram na pele o abandono, maltratadas pelo destino, magoadas, desapontadas…
Nestas MULHERES/PROFESSORAS o bom senso resistiu ao delírio de uma vida de sofrimento.
A reflexão dominou a paixão de serem educadoras a tempo inteiro
Presto a minha homenagem a todas elas!!!!!!!!!!!!
Lina Vedes – 18 de Agosto de 2011
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Lina Vedes
Vai formoso… e não Seguro…
O congresso do P”S”, que entronizou António Seguro, mostrou o estado de falência das políticas deste partido. Foi um hino à “Troika”, tal como o calçadão de Quarteira.
Mudando o estilo e a forma, abandonando as apoteoses do passado como meio de “demarcação”, particularmente do socratismo, o discurso de liderança não dobrou as desconfianças internas e muito menos as da sociedade.
António Seguro mostrou-se ao lado da dívida a que o seu partido conduziu o país e, sem capacidade para além da linguagem, reafirmou o seu pagamento, simulando contrariar a linha governamental de pretender ir para além do contrato assinado.
Como a hora é de obediência e subalternização, seguro da missão para que o elegeram, atravessar a crise contribuindo com o que tem – o apoio parlamentar -, o novo secretário-geral apoiará e dará as indicações para a central sindical que influencia, de não alinhar em acções de rua que ponham em causa as metas do pagamento.
Seguro disse-o com todas as letras, lembrando o velho patrono Mário Soares (conhecedor dos meios para vergar um povo), vamos fazer uma corrida de fundo: “Faltam 4 anos para o objectivo”! De onde se conclui, que o objectivo não é combater o Governo e as suas políticas contra o povo português, porque se continuassem poder tinham de cumprir o assinado, o que, portanto, fá-lo-ão no conforto do casulo da Assembleia da República.
Inseguro de si e de como os protestos nacionais influirão na linha traçada para o partido, António Seguro vira-se para os parceiros da internacional, com propostas que sabe muito bem que as ratazanas instaladas deixam sair como entraram.
Sem auréolas externas, que os tempos são para as contas, os castigos e poucas conversas, nos alinhamentos internos, o senhor Seguro também não tem razões de peso nas suas escolhas. Alinharam com ele as franjas irrelevantes do socratismo e cujo perfil é o de somarem derrotas para o ex-líder e o partido.
Ao contrário do que Seguro quer vender para fora, apesar da bênção matreira do soarismo que sabe estar onde não está, as novas ordens internas não se fazem de debate e mudanças na linha política neo-liberal do P”S”, mas de colocação para os cargos do futuro…
À saída do desperdício de mais um congresso, o P”S” continua firme na crença abstracta da longevidade e inevitabilidade… do rotativismo, querendo, pelos meios ao dispor e para os olhos da comunidade internacional (leiam-se credores), associar-se à ideia da direita clássica, de que foi capaz de contribuir para dobrar os indígenas…
Seguro foi parte da construção da dívida, faz parte da mentira de que esta foi criada por razões externas, assume-se devedor e disponível para todas as medidas (se necessário a repressão já prometida pelo Governo antes de qualquer facto), que visem obrigar o povo português aos maiores sacrifícios da “democracia”…
E não será altura do povo perguntar que tipo de democracia é esta, que iliba os culpados das crises, que se apropriam dos valores acrescentados do trabalho e lhe imputa o pagamento?
A História marca encontros…
Luis Alexandre
Mudando o estilo e a forma, abandonando as apoteoses do passado como meio de “demarcação”, particularmente do socratismo, o discurso de liderança não dobrou as desconfianças internas e muito menos as da sociedade.
António Seguro mostrou-se ao lado da dívida a que o seu partido conduziu o país e, sem capacidade para além da linguagem, reafirmou o seu pagamento, simulando contrariar a linha governamental de pretender ir para além do contrato assinado.
Como a hora é de obediência e subalternização, seguro da missão para que o elegeram, atravessar a crise contribuindo com o que tem – o apoio parlamentar -, o novo secretário-geral apoiará e dará as indicações para a central sindical que influencia, de não alinhar em acções de rua que ponham em causa as metas do pagamento.
Seguro disse-o com todas as letras, lembrando o velho patrono Mário Soares (conhecedor dos meios para vergar um povo), vamos fazer uma corrida de fundo: “Faltam 4 anos para o objectivo”! De onde se conclui, que o objectivo não é combater o Governo e as suas políticas contra o povo português, porque se continuassem poder tinham de cumprir o assinado, o que, portanto, fá-lo-ão no conforto do casulo da Assembleia da República.
Inseguro de si e de como os protestos nacionais influirão na linha traçada para o partido, António Seguro vira-se para os parceiros da internacional, com propostas que sabe muito bem que as ratazanas instaladas deixam sair como entraram.
Sem auréolas externas, que os tempos são para as contas, os castigos e poucas conversas, nos alinhamentos internos, o senhor Seguro também não tem razões de peso nas suas escolhas. Alinharam com ele as franjas irrelevantes do socratismo e cujo perfil é o de somarem derrotas para o ex-líder e o partido.
Ao contrário do que Seguro quer vender para fora, apesar da bênção matreira do soarismo que sabe estar onde não está, as novas ordens internas não se fazem de debate e mudanças na linha política neo-liberal do P”S”, mas de colocação para os cargos do futuro…
À saída do desperdício de mais um congresso, o P”S” continua firme na crença abstracta da longevidade e inevitabilidade… do rotativismo, querendo, pelos meios ao dispor e para os olhos da comunidade internacional (leiam-se credores), associar-se à ideia da direita clássica, de que foi capaz de contribuir para dobrar os indígenas…
Seguro foi parte da construção da dívida, faz parte da mentira de que esta foi criada por razões externas, assume-se devedor e disponível para todas as medidas (se necessário a repressão já prometida pelo Governo antes de qualquer facto), que visem obrigar o povo português aos maiores sacrifícios da “democracia”…
E não será altura do povo perguntar que tipo de democracia é esta, que iliba os culpados das crises, que se apropriam dos valores acrescentados do trabalho e lhe imputa o pagamento?
A História marca encontros…
Luis Alexandre
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Quinta-feira, Setembro 15, 2011
A CRISE, OS CÊNTIMOS E TAMBÉM O JOSÉ SARAMAGO
Também através do desprezo, ou do pouco apreço, pelas miseráveis moedas de cêntimo, quer dizer, pelos cobres, se pode avaliar o auto convencido grau de enriquecimento que se apoderou dos portugueses quando da Europa começaram a chegar remessas de dinheiro, não para vivermos como ricos mas mais para arrumarmos a casa de modo a não nos envergonharmos perante os sócios mais abastados que nós.
Com efeito, a certa altura dessas remessas, muitas vezes malbaratadas, comecei a verificar que encontrava frequentemente, desprezadas nas calçadas das nossas cidades, as referidas moedinhas, de um cêntimo e mesmo as de dois e de cinco,.
E, porque supersticiosos todos somos, mesmo os que, como eu, dizem que o não são, também eu sempre tive a mania de que achar moedas de cobre dá sorte e assim fui recolhendo as abandonadas e mal amadas pequenas moedas europeístas. A certa altura, mais tarde, cheguei até a criar uma pequena caixa para começar a guarda os miseráveis “tostanitos,” à qual, por graça, dei o nome de “Levantado do Chão”, título duma obra do grande escritor José Saramago.
Desculpem-me lá todos aqueles que, sem o terem lido mas escondendo razões estritamente políticas, já sabem que não gostam da sua literatura., porque o escritor não põe vírgulas. Quer dizer, aos poetas concedem tudo e chamam até liberdades poéticas a esse tudo. Aos prosadores nada, liberdades prosaicas não admitem. E esta??
Só que, nos últimos anos, ainda antes de os jornais começarem a espatifar a palavra crise, notei que as moedas de cêntimo estavam a rarear nos nossos empedrados. A rarefação acentuava-se ao som da gritaria lancinante dos meios de comunicação, que são os pregoeiros da desgraça, mas que no caso vertente constituíram ao mesmo tempo cautelosos avisadores dos maus dias que já iam entrando.
Porque anteriormente à constatação deste rarear ainda não tinha começado a juntar os cobres na caixinha “Levantado do Chão”, neste momento o seu recheio, a mesquinha recolha dos últimos dois anos, são os oito miseráveis cêntimos que apresento na fotografia junta.
Terão os cagagésimos passado a ter mais valor ou passaram as pessoas a ter mais consciência das realidades?
Eduardo Brazão Gonçalves
Quarta-feira, Setembro 14, 2011
Faro : O cheiro a plástico queimado na Cidade é de um incêndio no centro de reciclagem do Ludo..
Faro: Incêndio em centro de reciclagem causa prejuízo avultado - proprietária
O incêndio que há mais de 24 horas consome resíduos de um centro de reciclagem no Ludo vai causar prejuízos avultados à empresa por terem ardido detritos e componentes do centro, estimou à Lusa a proprietária.
O fogo, que deflagrou na madrugada de segunda-feira e já consumiu toneladas de plástico e madeira, entre outros materiais, mantém-se sob vigilância dos bombeiros, que o conseguiram evitar que se propagasse para o pinhal contíguo.
Segundo disse à Lusa a proprietária da empresa Inertegarve, embora não tenha ainda sido quantificado, o prejuízo deverá ser "muito avultado", uma vez que não só arderam materiais com valor comercial como alguns componentes do centro.
"Arderam quadros elétricos, a linha de triagem, o tapete de transporte de materiais e a máquina que fazia a sua separação", exemplificou Maria João Nunes, que se mostrou muito abalada pelo sucedido.
Arderam igualmente "muitas toneladas" de material passível de ser valorizado, muito do qual já estava separado e que agora se perdeu irremediavelmente, lamenta.
Aquela responsável afirma não ter ainda explicação para o que aconteceu e aponta o fogo posto como uma das hipóteses, já que o incêndio deflagrou de madrugada, numa altura em que não havia qualquer máquina a trabalhar.
"Apanhei um choque muito grande", desabafa, lamentando que o centro, construído "com muita luta" e praticamente "a partir do nada" tenha, de um dia para o outro, "ficado em chamas".
O centro existe há cerca de três anos e dedica-se à reciclagem de resíduos de construção e demolição, material que é depois encaminhado para centros de tratamento, explicou.
Embora esteja também licenciado como aterro, a empresa não está ainda a dedicar-se a essa atividade.
A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar as causas deste incêndio.
in região Sul
O incêndio que há mais de 24 horas consome resíduos de um centro de reciclagem no Ludo vai causar prejuízos avultados à empresa por terem ardido detritos e componentes do centro, estimou à Lusa a proprietária.
O fogo, que deflagrou na madrugada de segunda-feira e já consumiu toneladas de plástico e madeira, entre outros materiais, mantém-se sob vigilância dos bombeiros, que o conseguiram evitar que se propagasse para o pinhal contíguo.
Segundo disse à Lusa a proprietária da empresa Inertegarve, embora não tenha ainda sido quantificado, o prejuízo deverá ser "muito avultado", uma vez que não só arderam materiais com valor comercial como alguns componentes do centro.
"Arderam quadros elétricos, a linha de triagem, o tapete de transporte de materiais e a máquina que fazia a sua separação", exemplificou Maria João Nunes, que se mostrou muito abalada pelo sucedido.
Arderam igualmente "muitas toneladas" de material passível de ser valorizado, muito do qual já estava separado e que agora se perdeu irremediavelmente, lamenta.
Aquela responsável afirma não ter ainda explicação para o que aconteceu e aponta o fogo posto como uma das hipóteses, já que o incêndio deflagrou de madrugada, numa altura em que não havia qualquer máquina a trabalhar.
"Apanhei um choque muito grande", desabafa, lamentando que o centro, construído "com muita luta" e praticamente "a partir do nada" tenha, de um dia para o outro, "ficado em chamas".
O centro existe há cerca de três anos e dedica-se à reciclagem de resíduos de construção e demolição, material que é depois encaminhado para centros de tratamento, explicou.
Embora esteja também licenciado como aterro, a empresa não está ainda a dedicar-se a essa atividade.
A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar as causas deste incêndio.
in região Sul
Praia de Faro - quando o mar se aborrece do "Virão"
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O compasso de espera… no Algarve
As crises são um compasso de espera e quando tudo deveria ser posto em causa, o lado contrário, o do poder que provocou a crise, procura subjugar o outro, impondo-lhe as suas soluções.
Num dos momentos chave da vida do Algarve e respaldadas na governação PSD/CDS com maioria reforçada no parlamento pela extensão ao P”S”, as forças dominantes na região lançam os primeiros traços da estratégia de retoma sem data marcada.
A primeira semente saiu do honoris André Jordan, com a perspectiva da “Florida da Europa” e, a segunda, em concertação, do incontornável “porta-voz” da região, o doutor Mendes Bota, deputado que se propõe conduzir a aprovação do Estatuto dos Cidadãos Estrangeiros Residentes que, pelo peso dos bolsos, naturalmente alcançarão mais benesses que os residentes.
Duas ideias convergentes destes dignitários e largamente sustentadas entre a alta finança, com propósito de, passadas as convulsões para o pagamento da dívida pelo trabalho, recolocar como paradigma da nova escalada económica e financeira, os motores das várias frentes do imobiliário e da sua enorme capacidade especulativa e geradora de grandes lucros que, invariavelmente, recebem apoios superiores, flanqueiam as leis e as malhas das contribuições tributárias.
Será o regresso do velho sistema com novas vestes jurídicas, para uma nova etapa de exaustão da ocupação dos espaços e resultados proveitosos de curto prazo.
Nesta estratégia, cabem todos os rincões naturais disponíveis no território algarvio, abandonando de todo a afectação e o interesse pela propalada diversificação dos recursos, como forma de resolver os agravados problemas estruturais resultantes da monocultura do Turismo.
O compasso da crise – a qual no Algarve vem desde o trágico 11 de Setembro de 2001-, só produziu declarações em conformidade com as formas centralistas de ver o Algarve, como uma região de escape nacional e de fixação de escolhas e de receitas, fazendo jeito o apelo especial de Cavaco e deixando quase tudo ao sabor do Allgarve, do curto período de sol e praia e dos estereótipos processuais resultantes das rivalidades partidárias com assentos garantidos.
No decorrer da crise não há debate, as instituições que nos superintendem preferem enfatizar a falta de meios e em tempo de mudança de Governo, a estratégia para o Turismo (a nova secretária de Estado ainda não abriu o livro) é substituída pela luta intestina pela hegemonia nessas instituições, com os maus resultados acumulados.
Os factores negativos do funcionamento da presente época de veraneio vão deixar marcas profundas no tecido empresarial e no emprego e, quando se esperaria um discurso de renovação assente em iniciativa e criatividade, o que se ouve são planos de assalto para o futuro.
De um modo geral, as crises são um tempo para o capital se reorganizar e impor aos seus serventuários da política as novas condições em que se querem mover. E tal como a crise no país está a servir para o estado desinvestir nas necessidades básicas da população, a nível regional, para além desses impactos, são legítimos os receios de que os interesses unilaterais que comandaram a região se preparam para os colocar por cima, com as conivências do costume.
Do Governo não há sinais… apostando na terra queimada e nas práticas da renovação natural do tecido empresarial… as tais mortes positivas, na ideia de que outros se levantarão para o novo ciclo de custearem as novas divagações do Estado e dos prevaricadores protegidos… até nova crise…
Luis Alexandre
Num dos momentos chave da vida do Algarve e respaldadas na governação PSD/CDS com maioria reforçada no parlamento pela extensão ao P”S”, as forças dominantes na região lançam os primeiros traços da estratégia de retoma sem data marcada.
A primeira semente saiu do honoris André Jordan, com a perspectiva da “Florida da Europa” e, a segunda, em concertação, do incontornável “porta-voz” da região, o doutor Mendes Bota, deputado que se propõe conduzir a aprovação do Estatuto dos Cidadãos Estrangeiros Residentes que, pelo peso dos bolsos, naturalmente alcançarão mais benesses que os residentes.
Duas ideias convergentes destes dignitários e largamente sustentadas entre a alta finança, com propósito de, passadas as convulsões para o pagamento da dívida pelo trabalho, recolocar como paradigma da nova escalada económica e financeira, os motores das várias frentes do imobiliário e da sua enorme capacidade especulativa e geradora de grandes lucros que, invariavelmente, recebem apoios superiores, flanqueiam as leis e as malhas das contribuições tributárias.
Será o regresso do velho sistema com novas vestes jurídicas, para uma nova etapa de exaustão da ocupação dos espaços e resultados proveitosos de curto prazo.
Nesta estratégia, cabem todos os rincões naturais disponíveis no território algarvio, abandonando de todo a afectação e o interesse pela propalada diversificação dos recursos, como forma de resolver os agravados problemas estruturais resultantes da monocultura do Turismo.
O compasso da crise – a qual no Algarve vem desde o trágico 11 de Setembro de 2001-, só produziu declarações em conformidade com as formas centralistas de ver o Algarve, como uma região de escape nacional e de fixação de escolhas e de receitas, fazendo jeito o apelo especial de Cavaco e deixando quase tudo ao sabor do Allgarve, do curto período de sol e praia e dos estereótipos processuais resultantes das rivalidades partidárias com assentos garantidos.
No decorrer da crise não há debate, as instituições que nos superintendem preferem enfatizar a falta de meios e em tempo de mudança de Governo, a estratégia para o Turismo (a nova secretária de Estado ainda não abriu o livro) é substituída pela luta intestina pela hegemonia nessas instituições, com os maus resultados acumulados.
Os factores negativos do funcionamento da presente época de veraneio vão deixar marcas profundas no tecido empresarial e no emprego e, quando se esperaria um discurso de renovação assente em iniciativa e criatividade, o que se ouve são planos de assalto para o futuro.
De um modo geral, as crises são um tempo para o capital se reorganizar e impor aos seus serventuários da política as novas condições em que se querem mover. E tal como a crise no país está a servir para o estado desinvestir nas necessidades básicas da população, a nível regional, para além desses impactos, são legítimos os receios de que os interesses unilaterais que comandaram a região se preparam para os colocar por cima, com as conivências do costume.
Do Governo não há sinais… apostando na terra queimada e nas práticas da renovação natural do tecido empresarial… as tais mortes positivas, na ideia de que outros se levantarão para o novo ciclo de custearem as novas divagações do Estado e dos prevaricadores protegidos… até nova crise…
Luis Alexandre
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opinião
Dia Europeu Sem Carros – 22 de Setembro.
No âmbito das comemorações internacionais do Dia Europeu sem carros - 22 de Setembro o Município de Faro, vai organizar diversas actividades em colaboração com as escolas de forma a sensibilizar as crianças do concelho.
O evento será assinalado na cidade velha ou Vila Adentro, durante todo o dia, com um vasto conjunto de experiencias.
Do programa constam as seguintes actividades:
1- Workshop de Dança
- Descrição: Workshop onde as crianças poderão aprender alguns passos de dança e desenvolver uma coreografia.
2- Workshop LANDS - “Mobilidade alternativa”
- Descrição: Workshops para crianças com a temática "Dia sem Carros".
3- Fun & Cycle
- Descrição: Utilização de veículos de 4 rodas a pedal, num circuito rodoviário.
4- Comboio eléctrico
- Descrição: Passeio de comboio eléctrico pela cidade velha
5- Charrete puxada por cavalos
Actividade: Passeio de charretes puxadas por cavalos
6- Oficina “Brincar com a energia”
- Descrição: Com esta actividade, pretende-se sensibilizar as crianças para o uso das energias renováveis. As crianças irão construir carrinhos solares e posteriormente serão feitas corridas com os carrinhos.
Terça-feira, Setembro 13, 2011
tampá - tampa de esgoto algures no Montenegro
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Montenegro
O RELVADO DAS FIGURAS
O presidente da edilidade, numa sua crónica, aludiu recentemente ao chamado Relvado das Figuras, à entrada da cidade, até aqui abandonado, mas onde hoje, por sua mão, sucedem agora feiras, festas, promoções, actividades desportivas. Relvado onde perto está em construção um novo espaço comercial, gerador de emprego. A prosa do presidente está estigmatizada por um certo revivalismo que pode sensibilizar crenças, motivações, de semelhante quilate, mas que estão longe da verdadeira orientação que uma cidade média portuguesa hoje justifica. A verdadeira orientação pública devia estar ligada sim à reanimação do centro histórico de Faro e não está. Devia estar perto da identidade de Faro e não está. O plano local de habitação devia ter dado prioridade à reabilitação urbana e não deu. As iniciativas, quando ainda acontecem, em vez de concentradas, são dispersas, levadas para terrenos à entrada da cidade. Faro é hoje uma cidade com uma densidade urbana despropositada. Com cerca de 160 mil habitantes, Huelva cabe hoje na área urbana de Faro, com pouco mais de 50 mil habitantes. Isto diz-nos bem da qualidade de vida que temos. Da cidade expansionista que disfrutamos. Da cidade despesista ( em infra-estruturas diversas) de que usufruímos. O Relvado das Figuras é um pequeno exemplo, sem expressão, claro, de como alimentamos o preconceito ainda da cidade ao avesso. Pode não fazer parte do esquema conceptual do presidente, acredito, mas não deixa de prefigurar como um símbolo, relapso, da sua distracção.
Viegas Gomes
Viegas Gomes
Rendas
BAIRROS MUNICIPAIS
CORRIGIR INJUSTIÇAS
Julgamos de interesse público, divulgar algumas informações úteis acerca de um tema que interessa a todos os contribuintes.
Na cidade de Faro construíram-se bairros sociais com recurso a empréstimos bancários como é normal, pelo que no ano em curso pagaremos 270 mil euros de juros e amortizações e assim acontece num período de 25 anos consecutivos.
A receita das rendas tal como estavam apenas permitiam uma receita de 216 mil euros por ano. A diferença, de mais de 50 mil euros/ano é paga pelos outros cidadãos através dos impostos, bem como pagam também todas as reparações que são feitas nesses fogos e ainda a electricidade, água e elevadores dos espaços comuns.
Um grupo de 56 fogos, em certos lotes no Bairro de Santo António do Alto pagam actualmente, em conjunto 347 euros mês. Em muitos outros locais da cidade, não se consegue um apartamento pelo valor que aqui é pago por 56 famílias com rendas de cerca de 6 euros cada.
Até aqui 193 inquilinos tinham um regime de arrendamento (renda apoiada) e os restantes 178 outro regime diferente e mais barato, com outros cálculos injustos e antigos.
Entendeu-se uniformizar por razões de justiça, o que há muito deveria ter sido feito. Na verdade encontraram-se 80 famílias a pagar mais do que diz a lei, há anos, e ninguém até agora os tinha protegido.
A renda média está em 48 euros e passará para 101 euros pagando cada qual de acordo com os seus rendimentos e dificuldades.
Com o novo regime passa a haver igualdade de critérios, as rendas cobrirão os encargos bancários e ficará uma pequena parte para acudir às obras de conservação e de reparação de muitos fogos em mau estado.
Sabemos da existência de pessoas com dificuldades, desempregados e doentes nos bairros sociais, por isso ficarão 48 inquilinos a pagar menos de 10 euros por mês e, ainda se reduziram mais 28 rendas de pessoas com problemas crónicos de despesas excepcionais.Também conhecemos nos bairros sociais possuidores de viaturas novas de gama superior às viaturas oficias do Presidente da Câmara e dos Vereadores, as quais reclamam publicamente dos valores das rendas, fazendo-o na base da injúria e do insulto.
Faro, 12 de Setembro de 2011.
José Macário Correia
Presidente da Câmara Municipal de Faro
CORRIGIR INJUSTIÇAS
Julgamos de interesse público, divulgar algumas informações úteis acerca de um tema que interessa a todos os contribuintes.
Na cidade de Faro construíram-se bairros sociais com recurso a empréstimos bancários como é normal, pelo que no ano em curso pagaremos 270 mil euros de juros e amortizações e assim acontece num período de 25 anos consecutivos.
A receita das rendas tal como estavam apenas permitiam uma receita de 216 mil euros por ano. A diferença, de mais de 50 mil euros/ano é paga pelos outros cidadãos através dos impostos, bem como pagam também todas as reparações que são feitas nesses fogos e ainda a electricidade, água e elevadores dos espaços comuns.
Um grupo de 56 fogos, em certos lotes no Bairro de Santo António do Alto pagam actualmente, em conjunto 347 euros mês. Em muitos outros locais da cidade, não se consegue um apartamento pelo valor que aqui é pago por 56 famílias com rendas de cerca de 6 euros cada.
Até aqui 193 inquilinos tinham um regime de arrendamento (renda apoiada) e os restantes 178 outro regime diferente e mais barato, com outros cálculos injustos e antigos.
Entendeu-se uniformizar por razões de justiça, o que há muito deveria ter sido feito. Na verdade encontraram-se 80 famílias a pagar mais do que diz a lei, há anos, e ninguém até agora os tinha protegido.
A renda média está em 48 euros e passará para 101 euros pagando cada qual de acordo com os seus rendimentos e dificuldades.
Com o novo regime passa a haver igualdade de critérios, as rendas cobrirão os encargos bancários e ficará uma pequena parte para acudir às obras de conservação e de reparação de muitos fogos em mau estado.
Sabemos da existência de pessoas com dificuldades, desempregados e doentes nos bairros sociais, por isso ficarão 48 inquilinos a pagar menos de 10 euros por mês e, ainda se reduziram mais 28 rendas de pessoas com problemas crónicos de despesas excepcionais.Também conhecemos nos bairros sociais possuidores de viaturas novas de gama superior às viaturas oficias do Presidente da Câmara e dos Vereadores, as quais reclamam publicamente dos valores das rendas, fazendo-o na base da injúria e do insulto.
Faro, 12 de Setembro de 2011.
José Macário Correia
Presidente da Câmara Municipal de Faro
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