Segunda-feira, Outubro 31, 2011

X semana dos artistas!

É HOJE !


mais informações aqui

Desmontagem da Feira de Santa Iria (14 a 23 de Outubro) a "ronha" habitual que prejudica centenas de farenses diariamente.




























Segunda-Feira dia 31 de Outubro

De referir que começaram a montar a feira no dia 3 de Outubro de 2011... Vai chegar ao dia 3 de Novembro de 2011 com a feira a ser desmontada...
Que eficaz que são!!!!
30 dias... e a feira só durou 10 dias.....
Enfim... Nós por cá... O macario veio para trabalhar... Mas não foi na feira...

anónimo

Depois da tempestade, a bonança!

fotografia da Praia de Faro
Segunda-Feira, 31 de Outubro de 2011

Juca & Zeca

Sábado, Outubro 29, 2011

Sobre a Questão do Aeroporto de Faro.

O ser um Albufeirense desterrado por Lisboa, só aumenta a minha avidez por noticias da terra. Sigo este blogue com gosto que considero um dos melhores não apenas de Faro, mas de todo o Algarve.
 Li o que o Senhor Luis Alexandre excreveu no post http://adefesadefaro.blogspot.com/2011/10/fatalidades-no-aeroporto.html
 e concordando com algumas coisas do que escreveu e discordando de outras acho que por vezes é necessária outra abordagem e uma visão mais positivas.
 Que não fique limitada à "selvajaria" das caixas de comentários.
 Apenas quero referir 2 pontos:

1.º A Má Imagem.

Concordo totalmente com o apuramento das irresponsabilidades, não pela intempérie em si, que é um imponderável da Natureza que ninguém controla, mas sim pela comunicação e forma como os utentes/turistas do Aeroporto foram tratados.
 Importa dizer que o Aeroporto de Faro é a porta-giratória para a entrada na nossa terra dos turistas que são a principal fonte de divisas e negócio da qual dependem milhares de empregos no Algarve. A má imagem deixada tem um custo, que é incalculável.
 O pior é que se voltar a acontecer não acredito, que quer o média que as instituições intervenientes ajam de outra forma.   

2.º Incapacidade das Instituições Trabalharem em Conjunto ou Falta de Preparação/Planemanento?

Sobre a questão da colaboração ou não entre as Instituições, seja a nível de Bombeiros,  autarquia e a sua relação com a ANA, não irei falar pois não conheço essa realidade.
 No entanto surpreende, que aquando do sucedido a hipótese Aeroporto de Beja, não ter sido sequer veiculada?
 Não cumpre os critérios, não se paga, a manutenção, funcionários e gestores?
 Não se poderia utiliza-lo a niveis minimos?
 Como Algarvio e Contribuinte gostava de Saber!

Um Grande Abraço à Defesa de Faro, que tem também a responsabilidade de Capital, que é sempre a última linha da Defesa. Continuem o Bom Combate.

Nelson G. Mendes 

"Ser frontal e independente, tem um enorme preço em Portugal.

«Escrevi sempre com frontalidade, que é característica dos independentes. Não usei a crítica para recados ou subentendidos. Fui a direito. Ser frontal e independente, porém, tem um preço enorme em Portugal. É-se alvo de despedimentos, ataques e de insultos; muitas pessoas não entendem, ou não têm a educação para entender, que a frontalidade é, por natureza, bem educada; a frontalidade não dá "tachos", ao contrário do que tantas vezes li a meu respeito, antes rouba oportunidades e traz dissabores, incluindo processos judiciais e a interrupção de colaborações mediáticas, como me sucedeu há anos. Sempre considerei que o poder político não apreciava o meu trabalho nesta coluna, dado que os independentes, ao contrário dos lambe-botas, dos intolerantes e dos medrosos, são imprevisíveis e têm tendência a querer dizer a verdade, mesmo que sofram as consequências disso.» aqui
Eduardo Cintra Torres

Sexta-feira, Outubro 28, 2011

O Tio Basílio

Deputado da sem vergonha

Basílio Horta diz que Santos Pereira "vai passar a ser ministro do desemprego". Num país que tinha uma taxa de desemprego de 4% à entrada do novo milénio e passados 11 anos, 8 dos quais com governação do partido pelo qual o senhor Basílio "homem às direitas" Horta foi eleito deputado, essa mesma taxa já vai nos 12,3%, atirar para cima de Santos Pereira o rótulo de "ministro do desemprego" é do domínio do ridículo. Antes disso, no mínimo, era preciso identificar todos os ministros do desemprego que o antecederam. Mas a falta de seriedade da bicharada a que o PS está entregue dá para tudo.

retirado daqui

Novos Horizontes.

Àcerca da pesca do atum na costa do Algarve



Em 1881, a armação do «Medo das Cascas», situada no costa de Tavira, capturou, durante a temporada, o número fantástico de 41.000 atuns.

Até há pouco mais de 200 anos, quando o atum corria pela costa do Algarve em grandes cardumes, as armações eram Iancadas a pouca distancia da terra e com dimensões reduzidas.
Já no século XX, devido a escassez do atum e a evolução tecnológica, as armações avançaram pelo mar adentro, afastando-se bastante da costa e triplicando, por vezes, a sua dimensão. De tal modo que, nos seus últimos tempos de vida, se tornaram empresas que chegavam a ter nos seus quadros quase centena e meia de hornens aptos a desempenhar e coordenar tarefas que exigiam grande saber e experiência.
Nas manobras de lançamento, das estruturas que constituíam a armação e na faina da pesca, eram utilizadas, por vezes, mais de vinte embarcações movidas a remos ou à vela.
Tanta no caso da armação do «Cabo de Santa Maria», que assentava o arraial na Ilha de Faro, como no caso da armação do «Medo das Cascas», que existia em Tavira, utilizavam-se tais quantidades de material que se torna dificil fazer uma ideia. Basta dizer, que as estruturas destas armações, talvez as maiores que alguma vez se lançaram no Algarve, atingiram no mar uma frente de cerca de 10 a 11 quilómetros. Fixavam-se aos fundos do mar por cerca de trezentos e cinquenta ferros (âncoras) que pesavam, entre 150 e 750 quilogramas. Ainda hoje, a possíve! observar vários destes ferros, estando urn de grande dimensão, colocado num jardim contíguo à Capitania do Porto de Faro.
Para fixar toda a estrutura entre si e aos ferros, que eram «unhados» nos fundos, utilizavam-se cerca de 70.000 metros de cabos de aço de diâmetros superiores a cinco centimetros. Toda esta estrutura mantinha-se a superfície graças a cerca de 90.000 quilos de cortica de boa qualidade. A superfície vertical ocupada pelas redes, atingia os 400.000 metros quadrados e, à superfície do mar, todo o conjunto da armação ocupava uma área corn cerca de 600 hectares.

Convém realçar também, o esforco que era dispendido para colocar todo o material a bordo dos barcos e transportá-lo a remos ou à vela para locais que distavam cerca de duas leguas da costa, onde, mais tarde, passaria então o atum, na sua viagem nupcial, como Ihe chamou o profes­sor Roule.
As armações encontravam-se geralmente situadas nas ilhas ou noutros locais próximos do mar e afastados das povoações, pelo que necessitavam providenciar habitações para os «companheiros» e suas famílias, durante a temporada de pesca. Além destas habitações, possuíam ainda arma­zéns de recolha e restauro do material, escritórios, depósitos de víveres, padaria e por vezes ate escola primária, capela, posto médico e barbearia.

0 espectáculo da pesca do atum, sobretudo o «copejo», interessou numerosos escritores e artistas, que procuraram descrever todo o envolvirnento da cena a seu modo, como aconteceu corn Julio Lourenco Pinto, Raul Brandão, Fialho de Almeida e Teixeira Gomes. 0 próprio rei D. Carlos, em 1898, durante a sua permanência no costa do Algarve, executou de bordo do late «D. Amélia», urn quadro a pastel sobre o «copejo» do atum, que mais tarde ofereceu ao lmperador da Alemanha.

Cerca de quinze anos antes, em 1879, surgiu no Algarve, mais concretamente em Vila Real de Santo António, a primeira fábrica de conserva de atum, montada por A. Parodi, industrial italiano. Daí em diante e nos sessenta anos seguintes, a indústria da conserva cresceu enormemente no pals e, em 1884, existiam já 18 unidades. Mais tarde, em 1886, esse número passou para 66, atingindo, em 1945, as 246 fábricas.
As armações de atum lançadas nas costas do Algarve, atingiram também nesta época o seu apogeu e, em 1903, existiam 16 armações na costa sul e 3 no costa oeste.

Em Faro, como noutras cidades do litoral, algumas famílias de grandes acionistas das empresas, possuíam nas suas habitações ou «palacetes», pequenas torres ou mirantes, onde na temporada de pesca, subiam ao fim da tarde, munidos de óculos de alcance ou binóculos, e observavam as bandeiras colocadas no mastro da armação, descodificando-as e sabendo assim, como decorriam as pescarias. Utilizavam-se também, para esse fim, pombos correios que transportavam idênticas mensagens.

As armações do atum, corn todos os altos e baixos, quase conseguiram chegar aos nossos dias e coexistiram corn a chegada do homem à Lua. No entanto, em 1972, lancou-se pela última vez, em Tavira, a única armação então existente, a do «Medo das Cascas». Esse lançamento foi um fracasso total e durante toda a temporada, capturou-se apenas urn atum.
As causas desse «desastre», em particular, e deste declnio, no geral, vinham já dos anos trinta e eram várias as razões apontadas.

In "A pesca do atum no Algarve" (texto e gravuras).

Publicado, em Julho de 1989, com o apoio do Parque Natural da Ria Formosa.

Trabalho da autoria de Luis Filipe Rosa Santos, natural de Faro.

http://faroalgarve3d.no.sapo.pt/

Juca & Zeca

Fatalidades no aeroporto?

Para o bem e para o mal, o aeroporto fica no concelho de Faro. Mas, depois das más experiências quando das poeiras vulcânicas, deixamos que mais um anátema se abata sobre o nosso nome, porque não aprendemos nada na arte de bem cuidar das pessoas.


O cidadão comum, face aos acontecimentos e à imagem de confusão instalada e do atendimento surrealista, apenas ultrapassado pelo profissionalismo, tem o direito de perguntar se tudo foi mais uma fatalidade deste país.

A estrutura de uma gare aeroportuária debaixo de milhões de olhos, poderá sucumbir a uns ventos ciclónicos de curta duração? Não deveria!

Uma estrutura desta dimensão e importância para albergar a passagem de milhões de pessoas, na grande maioria portadores de uma mensagem para fora, não pode proporcionar este tipo de espectáculo. Não seremos capazes de melhorar os níveis de resposta em termos de protecção civil e comodidade possível para passageiros (comprem as tendas do Kadafhi em 2ª mão)? E qual foi o papel de intervenção da Câmara Municipal, que não teve visibilidade nenhuma?

Sobre o acidente, parece-nos limitador atribuir as responsabilidades a um fenómeno atmosférico, que a engenharia está preparada para enfrentar. Os materiais cederam e deveriam estar acautelados para situações extraordinárias.

Abrem-se as portas para as investigações das autoridades da aeronáutica civil, com uma palavra a dizer para as conclusões e as acções posteriores. Só tivemos feridos mas poderia ter sido pior. Mas não foi fatalidade.

Estes factos da leveza da planificação de edifícios e as facilidades da engenharia civil e autoridades fiscalizadoras, levam-nos a pensar na imensa tragédia que será no Algarve, a forte probabilidade de um terramoto com epicentro num raio curto da região.

Temos um micro-clima que nos ajuda no sustento mas, não estamos imunes a situações de elevada gravidade… as falhas estão do nosso lado… e já levamos duas lições.



Luis Alexandre

Quinta-feira, Outubro 27, 2011

Na Doca de Faro












































SE? (pergunta E. Brazão Gonçalves)

- Se há perigo, que adiantam ali as relaxadas fitinhas?
- Se não há perigo, por que colocaram ali as fitinhas?
- Se há perigo, por que não se conserta?
- Se há perigo, a quem compete consertar?
- Se não compete a ninguém, quem colocou ali as fitinhas?
- Se há perigo e houver acidente, é responsável quem ultrapassou as fitinhas ou quem não colocou vedação capaz?
- Se houver acidente, os IRResponsáveis dirão que se responsabilizam, como aconteceu com a criança electrocutada numa passagem de peões em Lisboa?

A Alameda a renascer?

O Jardim da Alameda, em Faro, recebe este sábado, 29, entre as 15:00 horas e as 19:00, mais uma edição do Mercado Biológico, no seguimento da campanha que pretende aliar a alimentação saudável ao reconhecimento do valor da produção agrícola local.

A FAGAR e a Associação In Loco, em parceria com a Câmara Municipal de Faro, promovem este mercado com a presença de alguns produtores de hortícolas e frutícolas em modo de produção biológica.
Todos os visitantes poderão informar-se, comprar legumes e frutas da época produzidos sem introdução de quaisquer fertilizantes ou adubos químicos.
Integrado neste mercado, realiza-se também das 14:30 às 16:00, na biblioteca municipal António Ramos Rosa, uma acção de sensibilização e informação sobre agricultura biológica, promovida pela Agrobio, a que todos os interessados podem assistir.

As filigranas e os “retrates”

Cumprindo a sua palavra (haja uma vez), a ACRAL accionou um gabinete de advogados seu parceiro, dirigindo-me uma carta registada a pedir que me retrate em oito dias (escusado será dizer que o tempo já expirou), no mesmo local (este), pelo conteúdo do meu texto publicado em Julho e que incomodou as excelências.

Diz o arrazoado jurídico do texto, longo e inexplícito, como convém, que o senhor João Rosado, presidente em exercício, se sente ofendido no bom nome, tal como a associação e que, para salvar a minha pele, eu devo retratar-me publicamente.
Como não tiro uma vírgula à minha liberdade de opinião e não vejo ofensas (esta gente que ocupa cargos julga-se protegida), porque se as houver serão em sentido inverso, na opinião pública e nos comerciantes, que ficaram espantados com o alcance das novas capacidades desta associação e a deriva no campo de intervenção.
Longe vão os tempos de dificuldades de tesouraria (?!), que com a entrada deste super gestor presidente, levaram uma volta para novas aventuras que em nada percebemos os fins no que concerne aos interesses dos comerciantes que, afinal, são o objecto fundamental da actividade estatutária desta associação.
No meu texto pedia-se o esclarecimento sobre a origem dos recursos, que não teve qualquer explicação pública (sintomático), nem na carta dirigida, mas veio do blogue “Olhão Livre”, que lançou um novo anátema afirmando que a compra do jornal online “O Observatório do Algarve”, que tem como co-proprietário Nuno Aires, vice-presidente da ERTA, foi feita pela Canalalgarve, detida pela ACRAL, que recebeu um subsidio de igual montante do valor da compra, atribuído por este gestor da entidade de Turismo do Algarve, onde se configura um tráfico de influências e meios, não desmentido.
Quase em simultâneo, o director do quinzenário “A Avezinha”, com sede em Paderne, escreveu em editorial uma queixa direccionada a denunciar uma mudança de critérios da atribuição da publicidade oficial em benefício de preferências, onde aparece o “O Algarve”, agora o palco de tudo o que cheira a “poder”.
As acusações que me são dirigidas, que nos critérios democráticos julgo sem consistência, não me demovem de exercer a minha actividade crítica sobre esta associação que tem um rasto de morte e compadrio com factos que não me importo de levar a Tribunal.
Aí sim, espero que o meretíssimo Juiz me prove a necessidade de retratar, caso seja aceite mais uma nova perda de tempo nos Tribunais, por umbigos mal resolvidos!

Luis Alexandre

Uma lição de economia.

" É PARA A SUÉCIA, MEU BEM"
À atenção da parolice académica nacional.

clicar aqui 

Quarta-feira, Outubro 26, 2011

MInas e outras explorações na calha, também poderá estar no mesmo "saco" a exploração de petróleo no Algarve...

"...Estas fotos (em PDF) são de uma visita que tive a sorte de poder fazer a um dos locais mais surreais de Portugal: o que resta das Minas de S. Domingos, lugar da “achada do gamo”. É um vasto território destruído, arruinado, não mais fértil, de uma paisagem lunar colorida de inúmeros venenos e restos de minério, resultado da intensa exploração por multinacionais Inglesas e Espanholas dos nossos recursos do subsolo do Alentejo: lagos de enxofre. Poças de chumbo, ar venenoso – disseram-me que é aconselhável uma hora de permanência no local, no máximo, e não em dias de calor como foi o caso… As casas operárias lá perto têm 16 m2, tal como as casas de ilha (casas 4x4)… Vale a pena ir lá e verificar a “experiência do lugar”: que não seja o espelho de Moncorvo daqui a 10 anos quando os australianos arrumarem a sua fantochada ambiental debaixo do braço e zarparem para outra aventura noutro país do 3º mundo..."

mais aqui

e mais esta:

Ser patriota não é estar de joelhos” disse Januário Torgal Ferreira esta semana

Terça-feira, Outubro 25, 2011

Há “pitroil” no Algarve

De repente, os bem informados do costume, trazem à ribalta uma conversa antiga, sobre o que é agora uma evidência: há mesmo recursos naturais no Algarve - o gás natural e o “perverso” petróleo.

Havendo confirmação de existência e de interessados em explorá-los, faltava a oportunidade do negócio!
Adiado em Governos anteriores, vem agora, em hora de aflição nacional e o Algarve volta a estar na primeira linha da salvação nacional, a concretização formal sem que o Governo actual ache que nos deve explicações.
A anormalidade de mais uma desconsideração é o protagonismo que duas figuras que se perpetuam, procuraram pelos habituais inócuos protestos sem que o essencial seja desenvolvido.
Para que não os julguemos ultrapassados e porque a imagem anda mesmo por baixo (as feridas das portagens nunca irão sarar), tivemos mais dois actos de coragem dos mosqueteiros algarvios, com Mendes Bota sempre primeiro e o sr. Miguel Freitas em segundo, apoiante de Governo e “oposição”, a posicionarem-se com as habituais perguntas de retórica que apenas confirmam as regras de quem manda e quem deve obedecer. Lisboa ditou e os de cá, resmungam. Nada mudou!
Os recursos vinham debaixo de interesse (nenhum dossier desta importância se fecha em 4 meses de Governo) e os interessados são dois conhecidos predadores da nossa economia. Espanhóis e alemães assinaram a divisão do bolo, porque o momento em Portugal é de oportunidades ou mesmo saldos antecipados.
Um recurso nacional é mais uma vez entregue sem que portugueses e em especial algarvios, conheçam as contrapartidas para o país e para a região, o que aumenta a desconfiança de que as fragilidades nacionais puseram mais um negócio em andamento.
Mas não é um qualquer negócio! Trata-se de uma exploração em frente há mais importante frente turística do país e quase exclusiva forma de emprego e rentabilidade económica do Algarve, havendo portanto elevados receios sobre a decisão agora tomada e a relação entre vantagens e riscos e de que forma a região está defendida.
Os dois mosqueteiros abriram a preocupação mas não acrescentaram mais nada. O costume… e tudo segue em frente.
O Algarve só acumula derrotas e nem fala do que lhe pertence… aonde chegámos…

Luis Alexandre

Casa dos Açores no Algarve - semana cultural


E a primavera europeia?

Nos tempos que correm, o cinzentismo político da gestão europeia, que produziu o quadro negro que cobre a Europa, social, económica e financeira, não pode deixar de pôr os cidadãos a pensar entre o que nos prometeram e as contradições que a minam.


Vale a pena recuperar o velho quadro de propostas que levaram os povos a tolerar todo o conjunto de compromissos e mobilizaram as nações a acreditar e a alienar interesses estruturais e nacionais para a construção de objectivos comuns, que se revelaram ao longo dos anos serem de destruição para os países mais pobres e factores de expansão e dominação dos mais ricos e poderosos.

Na crise intestinal que a Europa atravessa, sobressai a falta de autoridade e de mecanismos que façam a tal Europa falar e agir a uma só voz e, pergunta-se, para que serviram todos os Tratados de pompa que se revelam de valor zero?

Os anos de “porreiro pá”, onde o endinheirado Sócrates deu o mote nacional, tinham escola feita na Europa, uma vez que os castelos vão caindo um a um e nem a arrogante Alemanha poderá escapar mais o seu novo Vichy de serviço.

O descalabro económico e financeiro é impossível de esconder, tem mais de dois anos após a bolha materna norte-americana, nação onde os políticos não dão conta do recado, à semelhança dos parceiros europeus que olham a sucessão de factos em desespero e se flagelam apenas em declarações impotentes.

O resultado desta incapacidade que apadrinhou a fuga e concentração dos capitais em offshores e são o epicentro da especulação financeira, foi a acelerada descapitalização das economias (Bancos, empresas e singulares) que estão a gerar desemprego, desagregação social e falências de efeito dominó, aumentando os factores de convulsão e descrédito da União e a instabilidade da moeda única, que se torna perceptível foi construída e sustentada sobre factores de desigualdade intrínsecos ao espaço europeu e favoreceu os melhores apetrechados, os mais ricos e com a decisiva maior influência política.

As instituições europeias, cimentaram de forma pouco inocente os vazios e pressupostos que propiciavam dois níveis e duas velocidades de desenvolvimento, com o Banco Central Europeu à cabeça e apoiados nos critérios de distribuição dos fundos comunitários que as nações mais poderosas foram usar em territórios conquistados para a comunidade, criando os constrangimentos que vivemos e a flagrante desigualdade entre povos e nações.

Em pouco mais de duas décadas, o trabalho de sapa de políticos e financeiros conseguiu cavar um fosso que não terá solução com quaisquer mezinhas apressadas, porque o que faz a Europa não funcionar é a permanente luta entre o capital insaciável e o trabalho explorado.

Os movimentos de indignação espalhados e a situação pré-revolucionária que se vive na Grécia, são um estado de consciência e um embrião de mudança.

Os políticos perderam a credibilidade, alguns ensaiam acusações, mas todos serviram os interesses financeiros globalizadores que montaram esta estratégia autofágica das nações, deixando-as enterradas em dívidas que objectivamente são chamadas de soberanas, para criar a ideia nos povos de que são suas e não fabricadas com o intuito da subserviência.

Com mais um Conselho Europeu em perspectiva para nada, França e Alemanha não abdicam da sua autoridade financeira de rapina, as contradições só tenderão a crescer, aumentando as desconfianças entre povos e trazendo para a compreensão dos fenómenos mais descontentes e forças de transformação.

A Europa comunitária não quer admitir o fosso de injustiças que construiu e os políticos das nações empobrecidas não estão à altura dos acontecimentos, insistindo em políticas selvagens de pagamento de dívidas injustas e fabricadas especulativamente.

A Grécia está nas ruas e a inteligência dos povos vai unir a sua luta às que inevitavelmente vamos ter de travar para criar uma nova ordem política, social e económica, ao serviço de quem tudo produz.



Luis Alexandre

Macário Correia garante que temporal no Algarve é castigo de Deus pelas portagens na Via do Infante











“Deus nosso senhor não gosta de portagens nas SCUT”, denunciou o presidente da câmara de Faro ao INIMIGO PÚBLICO depois de ter examinado, in loco e meio louco com aquilo tudo, os danos causados pelo temporal no Aeroporto de Faro e nas conquilhas da Ria Formosa.

Afirma Macário que uma leitura atenta dos escombros prova, sem margem para qualquer dúvida, que “a região foi alvo de uma fúria sobrenatural por via de chuva, vento, granizo, trovoada, a oferta hoteleira no litoral marroquino e a indústria hoteleira de Torremolinos”. “Aliás”, explica Macário, “a ira divina contra as portagens tem-se revelado em vários grandes cataclismos que atingiram o Algarve nos últimos anos, incluindo temporais, o urbanismo, Paulo China, o disco de Mendes Bota, as raquetes, as festas da Maya e o licor de alfarroba”. MB

Sábado dia 29 a partir das 21h30 no Teatro Lethes - Deep Coffe Nonsense




































Os DEEP COFFE NONSENSE, vão apresentar a sua primeira gravação, o EP “Glance Moves”!!


Este será um concerto muito importante para nós, pois para além de acontecer numa das salas de espectáculo mais especiais de Faro, o Teatro Lethes, representa o culminar de um intenso trabalho de gravações que teremos muito gosto em partilhar com vocês.

Será um concerto com muitas surpresas! O cartaz segue em anexo!

Preço: €5 (inclui a oferta do CD!)

(Bilhetes à venda no Teatro Municipal de Faro (Figuras)-> De terça a sábado das 13h às 19h 30 e na noite do concerto no Teatro Lethes)

Segunda-feira, Outubro 24, 2011

Um pedido (acedido) de um leitor da Defesa de Faro.

Bom dia. Gostava de pedir, se for possível, que publiquem o seguinte texto em A Defesa de Faro. Sei que A Defesa tem muitos leitores o que serve o meu propósito de chegar ao máximo de pessoas possível! Obrigado, Valter Encarnação.

Eu, cidadão português de pleno direito, venho por este meio propor que os nossos governantes, autarcas e gestores públicos voluntariamente renunciem aos seus vencimentos até que o défice esteja no limite desejado e até que a Taxa de Desemprego retroceda para valores abaixo de 2 dígitos.

Caso não possuam riquezas acumuladas que lhes permitam viver sem rendimentos durante este período a que chamarei de “tempo de pedir sacríficios aos portugueses”, proponho que lhes seja atribuído um subsídio não superior ao Salário Mínimo Nacional.
Comprometo-me a, caso façam o que eu acabo de propor, reservar um lugar à nossa mesa bem como uma cama cá em casa para quando qualquer um de vós vnecessitar comer ou dormir - assim garantindo-vos alimentação e abrigo, direitos humanos fundamentais, e que os senhores actualmente ameaçam a mim e à minha família.
Penso/peço que os meus concidadãos concordarão com a minha proposta.

Obrigado,

Valter E.

P.S.: não vos guardo rancor nem estou zangado convosco; afinal de contas fui eu juntamente com os meus concidadãos que vos colocámos onde estão e é nossa APATIA que vos permite lá continuar...

e mais esta:
Ouvi de manhã, na rádio pública, uma destas pessoas a dizer duas coisas interessantes. A primeira, que ninguém pode ser prejudicado na sua carreira profissional por ter estado ao serviço da nação, num cargo político. A segunda, que não tenciona abdicar de um direito adquirido. Se juntarmos as duas afirmações, dá qualquer coisa como a pátria deve continuar a servir os seus precários servidores (em democracia são todos precários) porque foi uma honra (para ela, pátria) ter tido a possibilidade de contar com os préstimos deles. Daí o "direito adquirido". Ora isto encerra uma lição. Há direitos adquiridos mais adquiridos do que outros direitos adquiridos. Bem haja tal ex-servidor da causa pública que nos recordou esta evidência. aqui

SEGREDOS DO ALGARVE

A partir de 1947 comecei a frequentar a escola primária da Sé de Faro, situada na parte velha da cidade, na rua Rasquinho.

Todas as tardes, de bata branca, obrigatoriedade escolar, saía de casa perto do Largo da Palmeira carregando a pasta com o lanche, a sebenta, o livro único de leitura, uma caixa de madeira com tampa deslizante onde guardava o lápis de escrever, borracha e caneta de aparo.
Num desses anos de escola primária, a professora D. Maria Pires e suas estagiárias, lançaram a turma na descoberta do Algarve.
Cada uma de nós, individualmente ou em grupo, teria de encontrar motivos para amar não só a nossa cidade, como todo o Algarve.
A proposta de trabalho, inovadora para a época, foi tão bem lançada que de imediato toda a turma vestiu a capa de detective/investigador e partiu à descoberta dos encantos secretos da província algarvia.
Com alguma orientação fomos colocando, aos poucos no devido lugar, as peças do puzzle Algarve.
Todos os trabalhos seriam “passados a limpo” para folhas de cartolina, com letra bem legível e desenhos bem executados e bem pintados.
Fariam parte do nosso “Jornal de parede”.
Nessa tarefa nada foi esquecido.
Descobrimos que desde Sagres a Vila Real de Santo António, desde a serra ao mar, o torrão algarvio era pitoresco e encantador, com os costumes puros da sua gente comunicativa, que fala cantando desconhecendo as asperezas da vida, abençoados pelas dádivas da Natureza.
Como pertença deste paraíso, chamado Algarve, constatámos possuir um clima ameno, um céu azul intenso rutilante de estrelas, um sol fonte de luz e calor, um solo matizado inebriante de aromas, um mar, caldo azul, a espreguiçar-se pelas finas areias douradas ou moldando com os seus embates rochedos da costa.

ALGARVE! Um paraíso!

Ao executar o nosso trabalho fomos tomando consciência que havíamos nascido num local de privilégios e que teríamos, por obrigação, de protegê-lo e engrandecê-lo.
Páginas da história algarvia foram abertas e lidas com entusiasmo, enchendo-nos de orgulho, no desejo de tirar o exemplo deixado pelos antepassados.
Bastou olhar, compreender e deixar-nos enlevar, para encontrarmos um verdadeiro tsunami de encantos, todos eles, bem explorados e bem condimentados pelo povo serrenho e marítimo.
Pelo caminho da nossa pesquisa, fomos registando a alvura do casario com chaminés rendilhadas, açoteias/mirantes verdadeiras eiras para a alfarroba, figo, amêndoa.
Junto à casa o forno, o estábulo, a pocilga, o galinheiro, assim como o tanque e a nora puxada por burros de olhos vendados.
Árvores frutíferas sussurram os seus encantos.
A alfarrobeira com os seus frutos pretos pendentes, a oliveira calosa e paciente, a figueira envergonhada com os ramos virados à terra, a laranjeira a embebedar-nos com o seu intenso aroma ou a espantar-nos com o seu festival de frutos…
Nas propriedades divididas por muros de pedra solta ainda proliferam sobreiros, romãzeiras, nespereiras, marmeleiros, e…amendoeiras… ora viúvas de folhas, ora formando um mar de flores a perder de vista…
Procurámos e encontrámos ao vivo, o algarvio típico, o montanheiro, com o chapéu de feltro preto, a caminho do mercado, num carro puxado por bestas levando os produtos agrícolas para venda.
A mulher ao lado com o xaile, a sombrinha, o lenço, tendo por cima o chapéu de abas largas, trabalhadora de sol a sol, em casa e no campo, virtuosa na confecção de esteiras, capachos, cabazes.
Por natureza comunicativos, alegres e faladores, organizam com alguma regularidade festas, e ao toque do harmónio não falta o corridinho bem pulado ou o “balho” mandado por um mandador.
Não esquecemos no nosso trabalho a costa algarvia, bem recortada, com praias esplêndidas incutindo no marítimo o espírito aventureiro.
O nosso Algarve foi retratado com tanto pormenor e eficácia, que cativou toda a Escola, e até todos os alunos estagiários do Magistério.
Nessa tarefa/prazer foi realçada a beleza da ria, a vida dos pescadores e dos mariscadores, assim como as industrias daí resultantes – conservas, extracção do sal, construção naval.

Passaram 50 anos!

Povos provenientes dos mais variados locais e culturas encantaram-se com o nosso Algarve e muitos instalaram-se na nossa região. Juntaram-se a nós, uma miscelânea de saberes…
Teremos esquecido os nossos conhecimentos populares, os nossos hábitos, os nossos usos, os nossos costumes?

NÃO!

Talvez um pouco à deriva, durante a explosão invasora, mas na actualidade o algarvio voltou a “agarrar” as raízes da sua cultura. Voltou a sentir orgulho na terra que o prende e encanta. Voltou a ter a faculdade de ouvir o choro triste, o lamento da moura encantada, penteando os longos cabelos com um pente de ouro cravejado de diamantes…
Todo o nosso torrão é farto, é terra que prende e encanta e nos leva a tecer um hino de louvor ao ar, ao mar, ao sol, às flores, à vida!

Abrimos os braços aos nossos visitantes, introduzindo-os no seio das nossas vidas e hoje, os que por cá ficaram, são pertença do nosso Algarve e donos dos nossos segredos…
E…somos abençoados, ao poder destapar, cheirar e apreciar uma boa cataplana, um prato de xarém, uma caldeirada fumegante e uma sardinhada, comida num naco de pão…
Adoçando, ainda mais, o encanto das nossas vidas, podemos desembrulhar o d. rodrigo e saborear bolos de figo, de amêndoa moldados e saborosos.
Como remate, um cálice de medronho vindo directamente da serra algarvia…

O PARAÍSO está completo!!!!!!!!!!!!!!!

Lina Vedes – 29 – 07 - 2011

Juca & Zeca

Mau tempo em Faro faz estragos no Aeroporto.

Faro: cobertura do aeroporto cai e faz cinco feridos





O acidente na zona do check in, onde parte da cobertura caiu ferindo ligeiramente cinco pessoas.



Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/faro-cobertura-do-aeroporto-cai-e-faz-cinco-feridos=f682736#ixzz1bgLefQxU

Sexta-feira, Outubro 21, 2011

Faro em movimento!




































A Câmara Municipal de Faro promove, no próximo dia 22 de Outubro (Sábado), mais uma visita a obras e a equipamentos no concelho que será acompanhada pelos membros que compõem a Assembleia Municipal, directores de departamento e chefes de divisão da Autarquia. Esta visita insere-se no âmbito da política de proximidade que este executivo está a promover.



Do programa consta a apresentação de um projecto de A. Casanova Lda. que pretende criar um novo espaço de lazer na Rua do Castelo (Vila Adentro) no local onde actualmente funciona um depósito de materiais de construção. Os promotores querem criar um espaço de restauração e bebidas na zona histórica da cidade. A proposta consiste na transformação do armazém de materiais de construção num espaço polivalente onde se tire partido de um generoso logradouro e da singular vista para a Ria Formosa. A proposta aponta para uma intervenção minimalista que resulta do facto do requerente ser apenas arrendatário do espaço. Neste contexto pretende-se apenas garantir a adaptação das estruturas existentes aos novos usos e os elementos arquitectónicos a criar terão uma expressão limitada e um carácter temporário (de fácil desmonte ou amovível). Será criada uma esplanada panorâmica que irá ser o elemento mais forte do projecto.


A visita prossegue para o troço da Variante Norte cuja obra vai em estado avançado. Este troço tem como objectivo a continuação e conclusão da actual variante à EN 125 na cidade de Faro apresentando um traçado novo com 2.535 metros. O traçado inicia-se no nó com a EN 2 terminando na zona do Rio Seco. O valor total dos trabalhos a realizar no âmbito da construção do Lanço – Variante a Faro ascende a 14 011 307 €, encontrando-se prevista a sua conclusão para Fevereiro de 2012, de acordo com a informação veiculada pela empresa.

A próxima paragem nesta visita será no Novo Cemitério de Faro onde será apresentado o projecto do crematório que não implica custos para o Município visto tratar-se de uma concessão.


A visita segue depois para o Mercado Municipal de Faro, local onde se falará do projecto do ginásio de judo que irá surgir naquele espaço. Este novo equipamento desportivo, que já se encontra em obra, comporta um investimento de 238.844,36 € acrescidos de IVA.

Ruma-se depois a Montenegro onde serão apresentados os parques biosaudáveis. O projecto consiste na implementação de parques de lazer/ginásios ao ar livre pelo concelho de forma a permitir a todos os munícipes o acesso a estes equipamentos de manutenção física de uma forma gratuita. A autarquia investiu 30 mil euros na implementação dos cinco parques biosaudáveis.


Ainda em Montenegro é hora de conhecer o terreno que irá receber os munícipes que, pela força das circunstâncias, terão que ser realojados no âmbito do POOC e que obriga à deslocalização de habitantes da Praia de Faro.


A visita termina em Gambelas onde se percorrerá a Rua Rocheta Cassiano que foi recentemente pavimentada e representou um encargo para o Município de 36.472,82 euros.


A comunicação social poderá acompanhar esta visita, sendo que a Autarquia garante o transporte (ver local de encontro no programa)

Faro - Capital da Noite Algarvia

Praxe a opinião de Daniel Oliveira...



"...Bem diferente é a praxe. Também ela pretende dar àquele momento uma importância que não tem. É um ritual de passagem sem qualquer tradição na maioria das faculdades - também elas recentes. Bruno Moraes Cabral acompanhou este momento. Em Lisboa, Santarém, Coimbra, Setúbal e Beja. E fez um documentário que estreia, no DocLisboa, na próxima sexta-feira (Culturgest, Pequeno Auditório, 21h). Chama-se "Praxis", a origem grega da palavra "praxe". Tudo o que filmou foi com autorização dos envolvidos. Ali não está, portanto, aquilo que os próprios podem ver como um abuso ou um excesso. É a versão soft da praxe...

"...Mais do que as cenas dignas de muito do telelixo que nos entra em casa, o que impressiona é a relação que a comunidade mantém com aquilo. São raros os que põem em causa tão estúpida tradição sem tradição nenhuma. E é normal. Vemos no documentário como as estruturas universitárias - corpo diretivo e docente - não só toleram como promovem a boçalidade. As autarquias emprestam meios. As empresas de bebidas patrocinam. E até membros do clero vão lá benzer a coisa, perante jovens de caras pintadas ou com penicos na cabeça. Não se trata apenas de um momento de imbecilidade de alguns jovens e adolescentes. Porque é aceite por todos, porque é mesmo assim que as coisas são, foi institucionalizada e parece ser vista por todos como um momento que dá dignidade à Universidade.
Assim, com pequenos gestos simbólicos, se forja a alma de cidadãos sem fibra. Incapazes de dizerem que não. Incapazes de se distinguirem dos demais. A praxe é a iniciação de uma longa carreira de cobardia. Na escola, perante as verdades indiscutíveis dos "mestres". Na rua, perante o poder político. Na empresa, perante o patrão. A praxe não é apenas a praxe. É o processo de iniciação na indignidade quotidiana. O pior escravo é aquele que não se quer libertar. E que encontra na escravidão o conforto de ser como os outros. Os caloiros que aceitam a praxe não são ainda escravos. Apenas treinam para o ser...


Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/-praxe-na-universidade-e-na-vida-integra-te-na-cobardia=f681558#ixzz1bMVEcUtX

Quinta-feira, Outubro 20, 2011

Governo confirma exploração de petróleo e gás no Algarve - Contrato entre Estado e Repsol será assinado sexta feira























O secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, confirmou hoje que a exploração de petróleo e gás ao largo da costa do Algarve vai avançar. O contrato de concessão entre o estado e o consórcio Repsol/RWE será assinado amanhã, sexta feira.

O anúncio foi feito durante uma conferência promovida pela Ordem dos Engenheiros sobre Energia e Competitividade: “Na próxima sexta feira, vai ser assinado o contrato com a Repsol para a exploração na zona do Algarve”, disse. mais aqui

Sobre a limpeza pública.

Vejamos mais este relato sobre a limpeza pública e sua organização, publicado no Verão de 1890.


«… Em Faro o lixo das ruas é transportado em carroças e amontoado num vale a poucos metros de distância da estrada de circunvalação. Mas o que é inacreditável, é que, conjuntamente com o lixo seco, se acumulam sem o mais ligeiro desinfectante, animais mortos, detritos de peixe, dejecções e outras matérias putrefactas. Um horror!
Nas ocasiões em que o bolo municipal extermina a quantidade de cães vadios que enxameiam as ruas da cidade, as montureiras públicas são um vasto depósito de cadáveres daqueles animais que ali apodrecem e se decompõem sem que se exerça a mais leve beneficiação sanitária por meio dos agentes químicos que a ciência prescreve.
O chamado vento de Levante que é o que sopra do Sueste, e propriamente do Leste, são frequentíssimos no Estio. Ora as montureiras municipais estão justamente a Leste da cidade e, portanto, em condições tais que todos os gases nephíticos que nelas se desenvolvem são, durante a maior parte do ano, impelidos para a cidade. Faça-se a limpeza a horas e adquira-se o número de carroças suficientes.»
Em 1900, a venda de estrume rendeu 949$645 réis. Esta verba foi superior ao rendimento do mercado do peixe - 870$047 réis, do mercado de hortaliças - 486$025 réis e do matadouro - 579$683 réis. Este rendimento foi suficiente para cobrir um pouco mais de metade da despesa feita com o pessoal de limpeza. Discriminando:
Quatro varredores na cidade - jornaleiros - 321$200 réis
Sete carroceiros na cidade - jornaleiros - 562$100 réis
Um tratador da estrumeira - jornaleiro - 803$000 réis
Um rapaz para o carrinho de mão - jornaleiro - 58$400 réis
Três varredores para S. Brás, Estoi e Santa Bárbara - 67$300 réis

No orçamento da câmara relativo ao ano económico de 1866/67 houve uma despesa de 550$000 réis com o pessoal e material empregados no serviço de limpeza das ruas da cidade. Nesta altura, no depósito geral de estrumes levantados das ruas da cidade mandava-se vender aos agricultores todo quanto se apurava na razão de 300 réis por carrada de 50 alcofões regulares. A câmara ocupava então sete homens no serviço de limpeza. Um era fiscal de limpeza com o jornal de 220 réis; três eram varredores e três eram carroceiros com os jornais de 200 réis. Eram ainda alugados três bois destinados a puxar pelas carroças por 750 réis diários. Eram pagos apenas os dias úteis nos quais se procedia à limpeza pública.

Sobre o saneamento básicos, mais concretamente - os “vasos sagrados”

Pela manhã cedo saía o “carro da pipa”. Este veículo destinava-se à recolha diária dos dejectos orgânicos privados. Esses dejectos eram colocados em recipientes de barro, chamados "vasos sagrados", e surgiam bem cedo nas ruas, em frente das portas, mas a distância respeitável.
Os “vasos sagrados” passavam a noite nos quartos, na intimidade familiar, mas, assim que o dia clareava, eram “enxotados” devido ao cheiro do líquido e dos “peixinhos” que “nadavam” no seu seio. Era neles que toda a família aliviava o ventre e a bexiga. Uma vez colocados à porta de casa, esperavam então pelos manjericões da câmara que abriam as goelas negras, sifilizadas para receber mais uma contribuição. Os vasos sagrados, também denominados fossas móveis, inicialmente de barro, com o advento da iluminação pública a petróleo foram sendo substituídos pelas latas onde aquele combustível se fazia transportar quando era importado. Uma família influente tinha direito a uma lata e à sua renovação com frequência. Os manjericões eram os carros de bois camarários que, não havendo esgotos, recolhiam o que hoje corre, com mais abundância, por baixo do pavimento das casas e das ruas da cidade. Sendo o reservatório em madeira era frequente deixar um ligeiro rasto a assinalar a sua passagem ou mais grave, em dia de abundância, devido à fraqueza gerada pelos longos anos de serviço, a estrutura dava de si e jorrava pelo pavimento aquilo que devia ser lançado nas montureiras.


In "Faro, um olhar sobre o passado recente".

Publicado, em Dezembro de 1998, com o patrocínio da Câmara Municipal de Faro.
Trabalho da autoria de Luis Filipe Rosa Santos, natural de Faro.
http://faroalgarve3d.no.sapo.pt/

Afinal o Zé Povinho tinha razão! (Estávamos adiantados)
















A União Europeia (UE) quer proibir as agências de 'rating' de avaliar Estados-membros.

A notícia está hoje a ser avançada pelo matutino alemão Financial Times Deutschland, que teve acesso a um projeto ainda confidencial do comissário europeu para o mercado interno, Michael Barnier. mais aqui

Vamos ver o Farense!

Quarta-feira, Outubro 19, 2011

Há Petróleo em Faro!




































Mendes Bota quer saber se Governo pretende explorar petróleo no Algarve Houve alguma negociação a elevar os 10 e 25 cêntimos/barril nas contrapartidas a oferecer pelas empresas para explorar petróleo na costa algarvia e qual o respetivo valor, é uma das questões que Bota coloca ao Ministro da Economia e Emprego.

Considerando este “um exemplo de fracas contrapartidas financeiras para o Estado, sem garantias de acesso ao produto extraído a preços preferenciais e acréscimo de risco ambiental para o Algarve, colocando a atividade turística em perigo, sem contrapartida significativa, o deputado questiona “a intenção de o Governo vir a assinar os contratos de concessão para a exploração de petróleo na costa algarvia”.
Mendes Bota reagia assim à notícia veiculada pela edição de 15 de Outubro do semanário Expresso, onde se admitia aquela intenção do executivo “muito proximamente, apontando-se até a data de 21 de Outubro de 2011” para avançar com a concessão, endereçando ao Ministério da Economia e do Emprego 12 perguntas que consubstanciam as preocupações e reservas que o parlamentar tem vindo a manifestar desde 2003.



Considerando que “importa, esclarecer, se houve evoluções significativas nas respostas a dar às questões que formulou em 2006”, Mendes Bota quer respostas às perguntas entregues na Assembleia da República a 18 de Outubro. (ver documento em anexo)
Contrapartidas de 25 e 10 cêntimos não convencem
Referindo que a legislação portuguesa isenta de “royalties” a produção no “deep offshore”, qualquer que seja o montante extraído e dado que as contrapartidas oferecidas pelas empresas concorrentes eram por barril de óleo equivalente (boe), o que abrange quer o petróleo líquido quer o gás natural, Bota lembra que a proposta das empresas, aceite pelo Governo em 2002, era de 25 cêntimos por barril, no Bloco 13, e 10 cêntimos do Euro, no Bloco 14.
Pelas suas contas, cada barril tem 158,98 litros pelo que a contrapartida é de,respetivamente, 0,15 e 0,06 cêntimos por litro, o que intitula de “valor irrisório”.
Não estando também estava prevista nenhuma renda anual, mas unicamente uma chamada Renda de Superfície, de cerca de 95,8 mil euros por ano o deputado questiona se esse valor foi aumentado.


Ria Formosa em perigo


Em termos ambientais e dado que o limite norte do Bloco 13 a apenas 8,5Kms da cidade de Faro, Mendes Bota pergunta se a visualização de bocas de queima das plataformas “não será incompatível com a imagem do Algarve como região turística”.
Quanto aos riscos de uma eventual “maré negra”, Mendes Bota lembra não existir na região equipamento para a combater, “nem sequer um rebocador à altura de uma emergência desta dimensão”.
Relembrando a catástrofe do Golfo do México e “ num ecossistema ambientalmente tão valioso e sensível como é o Parque Natural da Ria Formosa”, o deputado pergunta se o Governo confirma que, por via destes contratos, podem ser explorados, quer o gás natural, quer o petróleo, nesta zona da costa algarvia.
Reiterando que “a assinatura dos contratos de concessão nunca se veio a concretizar, parecendo o assunto ter sido colocado na prateleira do refrigerador governamental, até há poucos dias atrás” , o deputado denuncia, ainda assim, “a fortíssima campanha comunicacional que tem sido desencadeada pelos representantes dos interesses económicos em causa”.
Claro que se omite (na campanha) que a concessão tanto abrange o gás natural como o petróleo, como se omite que Portugal não fica com direitos sobre o produto extraído, e se quiser consumir o “seu” gás natural, tem que comprá-lo ao preço de mercado.


"Também fica na omissão a natural interrogação sobre deixar o País amarrado a um contrato que pode ir até aos 55 anos, precisamente numa altura de mudança do paradigma energético em todo o mundo, abraçando formas de energia renováveis e não poluentes", salienta.
Recorde-se que o Estado português lançou em 2002 um concurso internacional para a concessão de direitos de prospecção, pesquisa, desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos no “deep offshore” português.
Desse concurso resultou a apresentação de apenas duas propostas, para os chamados Blocos 13 e 14, apresentadas por um consórcio constituído pelas empresas Repsol YPF Exploration (Espanha), e RWE Dew (Alemanha).
Em 2003 então Ministro da Economia, Carlos Tavares, viria a suspender o processo de adjudicação desse concurso por considerar que as contrapartidas financeiras para o Estado português eram manifestamente insuficientes.
Foram realizadas negociações posteriores designdamente com o antigo ministro Manuel Pinho, sem que todavia os contratos fossem assinados.

in Observatório do Algarve


Faro é uma grande horta. Pena que só produza melancias!


Aqueles frutos oblongos, verdes por fóra e vermelhos por dentro!
Temos o que merecemos..... O 25A não vingou na totalidade mas deixou as pevides.
anónimo

O OE 2012 só vinga se deixarmos

Uma das frases mais ouvidas nas ruas é a de que o cidadão comum não deu qualquer procuração aos políticos para endividarem o país em seu nome. O mesmo argumento tem continuidade no actual Orçamento de Estado (OE), o qual os cidadãos também não devem assinar.

Este Governo mentiroso, que arrancou votos por dizer que não aumentava os impostos, não tem qualquer legitimidade para governar com um programa externo (dos especuladores, factos já postos constitucionalmente em causa pelo ziguezagueante Jorge Miranda), nem impor o roubo da população para pagar os desvarios dos políticos e financeiros.

Como sempre, quando as crises se agudizam, o capital aplaude as medidas que soprou aos políticos da sua confiança para serem aplicadas e, invariavelmente, passam pelas perdas dos salários e das regalias conquistadas.

Esta luta de contrários volta a atingir o auge das contradições e importa que os trabalhadores e a população em geral comecem a perceber que o que está em causa, que soluções do seu interesse e que forças estão dispostas a inverter a situação.

O eixo dos problemas está em quem governa, para quem governa e de que forma governa. A abominável dívida é o resultado das governações fraudulentas em proveito dos interesses poderosos e obscuros que detêm o controlo das matérias-primas, da produção e distribuição e se desmultiplica em centenas de organizações, das mais “pacíficas” aos exércitos, que não deixam um palmo sem controlo.

É neste contexto que funcionam as democracias parlamentares burguesas, que se dividem em partidos, se apoderam dos votos, os viram contra quem os entrega e, sobre maiorias artificiais eleitorais, subvertem os valores das sociedades, onde o trabalho fica consagrado a suportar a acumulação capitalista e os custos dos desmandos.

 O OE 2011 é um pacto terrorista destes interesses, que depois de espoliarem a nossa economia e finanças com todo o tipo de aliciamentos ao despesismo, público e privado, pretendem agora que paguemos as facturas em atraso e contraídas sem que daí resultassem progresso social e económico, pelo que devemos deduzir que são parte de planos externos e alheios à vontade e objectivos dos portugueses, como Nação independente.

E é essa maioria absoluta, absolutamente relativa e fraudulenta, assente num acordo assinado pelos políticos que nos colocaram nesta situação (P”S”, PSD e CDS/PP), que nos quer espoliar, para a sua sobrevivência, no papel… de meros lacaios.

Mas na sociedade burguesa há outras forças, de cumplicidade histórica, que se dizem de esquerda e até hoje viveram das migalhas dos Orçamentos. A tudo dizem NÃO, no parlamento e na propaganda, por vezes encenam acções de rua a termo certo, como forma de deixarem a porta escancarada aos agentes da exploração, a quem nunca infligiram qualquer derrota.

A luta de contrários em Portugal, entre exploradores e explorados, encontra-se outra vez em primeira linha de confronto.

Vamos ver quem nos quer empurrar para o abismo, agitando velhos fantasmas de que não somos capazes de erguer um país livre, produtivo, controlando os seus recursos e estabelecendo relações internacionais de respeito mútuo e trocas comerciais justas, num contributo para o equilíbrio mundial.

Os portugueses não podem continuar a ouvir que são malandros e incapazes de levantar o seu país. Basta abrir os olhos para varrer o lixo que nos comanda e fazer as mudanças!


Luis Alexandre

Terça-feira, Outubro 18, 2011

" Não à extinção da nossa freguesia"




































No passado Sábado reuniu um plenário Distrital (Beja) da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), com a presença de 40 das 100 freguesias associadas. Em análise a Reforma Administrativa (do poder local). Conclusões do plenário?


Imaginem:

- manifestar o seu repúdio pela extinção de freguesias
- desenvolver “formas de luta”, como hastear bandeiras negras
- colocar faixas nas suas sedes a dizer ‘Não à extinção da nossa freguesia’
- promover plenários, vigílias e assembleias de freguesia extraordinárias
- promover uma manifestação em frente da Assembleia

(etc)

Isto é, a ANAFRE do Distrito de Beja (40%) não tem uma única proposta para a Reforma da Administração Local. Nem uma única linha com sugestões.
Por outras palavras: deixem estar tudo como está, que assim é que está bem.
Depois admiram-se de as reformas avançarem sem a sua participação.
Há coisas que nunca mudarão. Principalmente algumas mentalidades. E o habitual folclore de certas formas de luta.

mais aqui

Halloween


“Baile de Máscaras”


HALLOWEEN

FARO. Passeio ribeirinho. Seg 31 out

Inf e Pedido de PULSEIRAS: 910307412
e nos bares da Baixa

*Loja Balónia no local, onde poderão comprar os copos, máscaras, fazer pinturas, etc...

*Projecções temáticas

*Performances & Sexy Shows

Pista 1:

PUMPKIN FACES AND U
Mike Fuentez
Daniel D
Frederico Dias

Pista 2:

IT´S BOO`TIFUL PARTY
Deejay Jossa
Dhanny Deejay
Tiago Rafael
Hugo Miguel

Entrada:

15 € com direito a BAR ABERTO. Quando adquirido antecipadamente (até às 20h00 de 31 de Outubro) nos seguintes Bares:

// Varandas, Columbus, Upa Upa, BA, Labs, Che, Arcadia, Cidade da Musica, Likidus, First Floor e Ditadura //

20€ à entrada do evento no próprio dia com direito a BAR ABERTO

O Baile de Máscaras terá lugar num armazém abandonado, num espaço por si só já carregado de mística, sendo um cenário brutal. A decoração temática e a animação tornam este evento IMPERDÍVEL!! Provavelmente esta vai ser a única oportunidade de disfrutarem este espaço.

O evento localiza-se no Passeio ribeirinho atrás da Universidade de Enfermagem junto ao Teatro das Figuras.

TERTÚLIA FARENSE - COM O PADRE JULIO TROPA

Para a sessão deste mês da Tertúlia Farense convidámos o Padre Júlio Tropa que irá apresentar o tema " A Questão Social em Faro ". Com este debate iniciaremos a abordagem das questões económicas e sociais bem pertinentes nesta fase do nosso país. Está prevista para breve a presença de um professor da Faculdade de Economia da Universidade do Algaree.


O evento decorrerá na próxima quinta-feira, 20 de outubro , a partir das 21.30h no restaurante Adega Nortenha ( Praça Ferreira de Almeida 25,vulgo Largo da Palmeira) , sendo antecedido de jantar.

Cordiais cumprimentos

TERTÚLIA FARENSE

Segunda-feira, Outubro 17, 2011

Peniche a capital da "boa" onda!

Pós-troika

"Ar Moderno"

















«Só ficou espantado com o discurso de Passos Coelho quinta-feira quem pertencia à larga parte dos portugueses que achavam a nossa vida normal até agora: tanto a nossa vida como indivíduos, como a nossa vida como país. Se era razoável copiar a Europa, sem o dinheiro da Europa, então fomos razoáveis. Sucede que não era e nós fomos colectivamente loucos. Não havia um "Estado social", resolvemos fazer um "Estado social" e também (porque não?) auto-estradas por toda a parte, monumentos sem destino e sem utilidade (o CCB), estádios de futebol, exposições, rotundas (para a província) e bairros sobre bairros para os subúrbios de cidades que, de resto, iam pouco a pouco morrendo. Portugal ficou com um ar "moderno", não ficou?»

Vasco Pulido Valente, idem

in Portugal dos pequeninos

Os indignados, que direcção?

O 15 de Outubro, à semelhança do 12 de Março, foram expressões de partes da sociedade portuguesa que de forma independente manifestaram a sua revolta contra o sistema instituído que lhes rouba o produto do seu trabalho e condições de vida.

Estes movimentos que vão tomando o espaço de contestação pelo país e o mundo, são genuínos, resultam de frustrações sobre promessas não cumpridas e de momento atravessam um espaço de indefinição de objectivos, clamando apenas por direitos dentro do actual sistema.

Dentro das várias frentes deste movimento de contestação, longe de estar unificado, quer à escala nacional ou internacional, onde aparecem vários níveis de reivindicações estratégicas, uma que ganha consciência colectiva é sobre as origens especulativas da chamada crise das dívidas soberanas e as soluções estratificadas, que absolvem os detentores do capital e condena os que tudo produzem.

Na análise política do estado de coisas, a nível nacional, toma forma a ideia do caminho evolutivo da construção de um país desigual, com responsabilidades divididas por todos os Governos da democracia parlamentar burguesa, que passo a passo alienaram os interesses nacionais e se sujeitaram aos deleites das contrapartidas venenosas montadas pelas políticas das instâncias internacionais, com destaque para o logro da construção de uma Europa de unidade política e social e das multifacetadas entidades financeiras que controlam os fluxos de entrada e saída de capitais desestabilizadores.

O povo português e esta parte mais avançada que não quer esconder a revolta, começa a ganhar consciência de que os discursos produzidos pelos governantes são tão bem construídos quanto procuram esconder as suas responsabilidades na situação a que chegámos.

A contestação que saiu à rua em Outubro evoluiu sobre a de Março e produziu ideias tão justas como mobilizadoras, de que devemos responsabilizar os políticos pelo estado da Nação, como não quer pagar uma dívida que o povo não contraiu.

O pacote de medidas que o Governo tem a pretensão de aplicar sobre o trabalho foi vaiado e, apesar da vaia ter sido produzida entre uma população difusa, ficou expressa uma afirmação nova do recurso à mobilização geral, com ênfase sobre os Sindicatos, para acções que culminem numa greve geral.

O Governo, percebendo o furacão de rua das massas anónimas, sem controlo partidário, pela voz do primeiro-ministro, fez questão de afirmar em Leiria para uma plateia de autarcas do partido, que reconhecia a democracia e as vozes discordantes.

Foi mais longe e adiantou que trabalhava para elas, quando recentemente temeu distúrbios e se afirmou disposto a exercer a autoridade do Estado com recurso à força.

Tal como eleitoralmente prometeu uma coisa e está fazendo outra, também prepara nos bastidores da evolução política o armamento das forças policiais que por lei e conjuntura lhe possam ser fiéis.

Os movimentos de contestação, que revelam um maior índice de compreensão das injustiças que o sistema lhes inflige, devem perceber que o grande capital que comanda o mundo não muda com conversas e está disposto a tudo para sobreviver, mandar e manter os proveitos.

O movimento dos indignados já experimentou os ainda baixos níveis de repressão! Só novos níveis de mobilização (o vulcão do movimento estudantil ainda está adormecido), organização e objectivos podem levar às necessárias mudanças!


Luis Alexandre

   

Domingo, Outubro 16, 2011

Um problema cada vez mais gritante!

– Algarve: Mais de 100 empresas declaradas insolventes desde o início do ano.
Mais de 100 empresas algarvias foram decladas insolventes desde o início do ano, num total superior a 3400 insolvências em Portugal, de acordo com dados divulgados pela COSEC, empresa que opera nos ramos do seguro de créditos e caução.

Segundo a análise trimestral «COSEC Insolvências 2011», até ao final do terceiro trimestre de 2011, registaram-se 3.408 insolvências em Portugal, o que representa um aumento de 10% face a igual período do ano anterior, mantendo-se assim a variação registada até ao primeiro semestre.

Os sectores de construção/materiais de construção e comércio continuam a liderar em número de insolvências com 27% e 21% de insolvências, respctivamente.

Em relação ao Algarve, a COSEC regista a insolvência de 105 empresas, número equivalente a 3% do total nacional.

Sábado, Outubro 15, 2011

Portagens: a manobra do adiamento

O alastramento dos sentimentos de revolta contra as medidas já anunciadas e as que todos sabemos estarem escondidas e são ainda mais penosas e injustas, obriga o Governo a encenações para salvar os agentes locais dos seus partidos.
É o que retiramos da decisão de adiar as portagens na A22, que na semana passada tinham data até ao fim do mês de Outubro e agora sofreram de um adiamento… supostamente por falta de legislação (?!).
No passado recente, com o aproximar das eleições, Sócrates e o P”S” montaram a mesma farsa de “falta de legitimidade”, para daí obter dividendos, com o PSD a denunciar o oportunismo… e não a falta de legislação.

Se as costas dos algarvios folgam com tal “imprevidência do Governo” e enquanto se espera que haja uma evolução no trabalho de ligação das várias forças de contestação às portagens e a sua evolução para a desobediência civil contra mais uma injustiça, contudo julgamos perceber a manobra dos partidos do Governo para retirarem os seus tentáculos regionais do isolamento em que se encontram.
O Governo adia… e recoloca como interlocutores os chefes locais das tribos partidárias, que procuram reintegrar-se na luta através de paliativos de exigências sobre o avanço das obras da “alternativa” EN 125…

Capitaneados pelo cambalhota Macário Correia, os presidentes de Câmara enfileiraram-se recuperando a ladainha da sinistralidade e da morosidade, porque leram (?!) que o Governo ia atrasar a requalificação…

Esta é mais uma manobra desta gente, que está a favor das portagens e pretende desviar as atenções do essencial - a sua revogação -, arrastando para o centro da contestação a simples exigência da requalificação.
Não cola senhores e os algarvios deixam as contas para serem acertadas…
(Entretanto, com a evolução rápida dos acontecimentos e a rapina anunciada que nos querem impor, a luta contra o pagamento das portagens deve ser unida à do derrube deste Governo lacaio dos interesses estrangeiros que nos vieram saqueando e apresentam a conta.)


Luis Alexandre     

Sexta-feira, Outubro 14, 2011

Da irresponsabilidade à autenticidade.

Aqui

Fim de semana com música no Teatro Lethes (De 14 de Outubro de 2011 às 21h30 a 15 de Outubro de 2011 às 21h30)
























Sul Azul


Programa:


Sexta, dia 14:
Migna Mala
Nobre Ventura
Camaleão Azul
Marenostrum


Sábado dia 15:
Esfinge
OrBlua
Vá-de-Viró
Deep:Her

Preço:

€10,00 Por Noite (Na compra de bilhetes para os 2 dias, oferta do CD SUL AZUL)

SUL AZUL é uma celebração do Algarve através da música. A letra “Azul”, escrita por Carlos Norton, fala sobre o Algarve e foi entregue a 10 projectos regionais que o musicaram. Como resultado, um exercício musical que mostra como é possível transmitir a mesma mensagem através de formas muito distintas.

O espetáculo SUL AZUL conta com a presença de 10 bandas participantes, onde cada uma tocará o tema Azul mais dois temas do próprio repertório. A intercalar as bandas, momentos de projecção de fotos e curtas-metragens propositadamente elaboradas para que este SUL AZUL seja uma digna homenagem à magnífica região deste sul.

Migna Mala – um dos projectos emergentes; utilizam a voz sem palavra, linguagem estilhaçada, acompanhada de sons terapêuticos;
Nobre Ventura – projecto a solo de Marco Cristovam (guitarra e vozes);
Camaleão Azul – O regresso do projecto de Tó Viegas depois do álbum de estreia em 2003;
Marenostrum – Um dos projectos já bem enraizado no Algarve com 3 álbuns editados;
Vá-de-Viró – têm duas décadas e 3 cds editados, pelo meio, um enorme gosto pelas músicas tradicionais;
Esfinge – outro projecto emergente que procura a criação de novas pontes para o entendimento da mitologia;
OrBlua – Carlos Norton (Pelivento), Inês Graça (Godai), Joana Costa (Mudo as Maria), Murta (Migna Mala) e Bruno (Orquestra do Algarve) juntaram-se propositadamente para o SUL AZUL, o resultado é OrBlua;
Deep:Her – uma deliciosa união do DJ GIJoe com a voz doce, quase algelical de Emmy Curl;

F.C.SLuis

Sete fôlegos do freitismo

Igual a si próprio, um manobrador da nova escola política do P”S”, ontem socratista, hoje com a novidade sequente, Miguel Freitas, talvez o político regional que mais derrotas acumulou, preparou com cuidado e a protecção do líder, com o qual se segurou desde antes da primeira hora, a forma de se perfilar à recandidatura.
Miguel Freitas, com a cadeira de deputado assegurada e peça da nova estratégia do P”S”, ajusta e apoia-se na nova linguagem da liderança, “de reflexão e debate interno”, para medir o pulso às linhas de opinião que lhe possam oferecer resistência, usando a influência nos órgãos por si escolhidos para vencer a votação do adiamento do congresso regional.
Este ganhar de tempo, associado à tentativa de maior intervenção pública, agora no papel de “férreo opositor” dos estimados parceiros da “Troika” instalados no Governo, é uma das formas encontradas para o lavar de face junto dos correlegionários e da opinião pública algarvia.

Nesta saga interventiva e livre de ser o tentáculo a sul das políticas do seu partido que deram o golpe fatal de afundamento do país, mergulhou na árdua tarefa de credibilizar-se…, tomando posições públicas impensáveis há escassos meses…
A primeira, sobre as portagens, onde deixou vincada a ausência nos protestos e a sua defesa a troco da requalificação da EN 125, cujas obras o Governo P”S” sempre adiou (os cofres do Estado já não aguentavam a vagabundagem), adiantando agora “que reconhece legitimidade para a revolta dos algarvios”, porque o novo Governo se prepara adiar as obras… que na sua imensa maioria não chegaram a arrancar.

Outras, são uma sinfonia de hipocrisias, onde lamenta o estado do país, da sua economia e finanças (?!) e os números do desemprego (chama-lhe buraco negro), atribuindo-as de forma desavergonhada à governação vigente, como se as desgraças instaladas e as anunciadas, que o P”S” se prepara para validar no Orçamento de Estado com a abstenção (e vozes para a aprovação), não fossem a continuação das piores políticas e o maior roubo sobre a população de que há memória após o 25 de Abril de 74.
Sobre o Algarve, que lhe tem alimentado a ambição e pago o preço da sua cumplicidade com o centralismo, partidário e governativo, ofereceu os paliativos de compreensão pela gravidade sem precedentes, sem falar das suas responsabilidades e as do seu partido.

 Mostra apreensão pelo binómio Turismo e construção, o primeiro em fase descendente e o segundo em exaustão, depois de anos de apadrinhamento e de proveitos de P”S” e PSD, em detrimento de políticas de sustentação, inovação, requalificação urbana e recuperação de recursos na agricultura, pescas e indústrias de suporte.
As rosas neo-liberais de Miguel Freitas e do P”S”, cravaram espinhos profundos na região e no país, cujas feridas (as dívidas que aumentaram e o assalto aos direitos de quem tudo produz e não tem culpas) só podem ser saradas com políticas que os combatam. Ambos fazem parte dos problemas e das soluções reaccionárias que a coligação PSD/CDS tem a pretensão de aplicar sobre o povo português.

Falta saber se vamos deixar!


Luis Alexandre

Quinta-feira, Outubro 13, 2011

Pequeno excerto sobre os meios de transporte existentes no Algarve nos finais do Século XIX.

Para que se possa fazer uma ideia das dificuldades que apresentavam os meios de transporte de então citemos dois caso. O primeiro, passado com João António Júdice Fialho, conceituado comerciante e industrial da praça de Faro, que, em Janeiro de 1888, em condições adversas, necessitou de se deslocar a Lisboa. O segundo, relativo ao mesmo ano, e protagonizado por Ferreira de Almeida, quando, ainda jovem, acompanhou a mãe e o tio numa viagem a Lisboa.

No primeiro caso, o porto de Faro estaria fechado à navegação e como a cheia do Guadiana, devido à grande correnteza, não permitia a carreira do vapor para Mértola, João António Fialho não teve outra alternativa senão atravessar o rio e deslocar-se a Sevilha, onde tomou um trem para Badajoz. Dali terá seguido para Beja ou Casével onde tomou o comboio para Lisboa.

O articulista que dava a notícia exclamava:
«Santo Deus! Chegamos a um tempo, em que quem quiser ir de Faro a Lisboa tem primeiro que percorrer uma boa parte do reino vizinho!»
Manuel Joaquim d’Almeida, tio de Ferreira de Almeida, exercia os cargos de Governador Civil do Algarve e de deputado pelo mesmo círculo, razão pela qual se deslocava, com frequência, a Lisboa.

«Uma dessas vezes, por ir também minha mãe, levaram-me, pelo que experimentei o encanto das viagens de então. Devia ser aí por 1888: era preciso ir de carruagem até Vila Real de Santo António, passava-se ali a noite numa estalagem pouco confortável para embarcar no dia seguinte num velho vapor de rodas pertencente ao sr. Alonso Gomes, o qual subia o Guadiana até Mértola, onde se repousava em nova estalagem pouco convidativa. A acidentada viagem continuava de carruagem por dez léguas de subidas, em desértica estrada primitiva para Beja, com descanso na chamada Casa da Muda, por aí se mudar de parelha ao carro. Vi então pela primeira vez cavalos comerem pão molhado em vinho, que lhes davam por os ver tão cansados. A frequência do local era bizarra e pouco animadora. Viam-se vultos de estranho aspecto, envoltos em mantas, deitados até pelo chão. Noite escura, fumarada das candeias de azeite, não ousávamos dormir. O avô não largava da mão a carteira de couro suspensa por uma correia a tiracolo. Por fim partíamos de novo, indo tomar o comboio em Beja para o Barreiro e Lisboa como ainda hoje. Era preciso ter grande incómodo e risco, o qual tinha ainda de se repetir no regresso a Faro.»

Ainda sobre as dificuldades de transporte atentemos no relato feito pelo Bispo do Algarve em 1856, na Câmara dos Deputados:

« ... resolvi-me a partir para o Algarve, onde fui não em dois ou três dias de viagem, porque deixando o vapor de ir em diferentes épocas que faz anunciar, só quase no fim de Dezembro é que me vi obrigado a partir para não demorar mais a jornada. Mas que havia de acontecer? Eu que devia lá estar nos primeiros dias do mês, gastei quase trinta dias, quero dizer: Saí de Lisboa a 23 de Dezembro e entrei em Faro a 22 de Janeiro! Todos estes transtornos em resultado das grandes tempestades, das muitas águas das ribeiras, etc... de modo que onze dias cheguei eu a estar na vila de Castro Verde sem adiantar coisa alguma.». O objectivo da vinda do bispo a Faro prendia-se com a abertura do seminário. Não podemos indicar qual o itinerário que o bispo seguiu mas, certamente, foi bastante incomodativo.

In "
Os acessos a Faro e aos concelhos limítrofes na segunda metade do século XIX".
Publicado, em Dezembro de 1995, com o patrocínio da Câmara Municipal de Faro.

Trabalho da autoria de Luis Filipe Rosa Santos, natural de Faro.
http://faroalgarve3d.no.sapo.pt/