Sábado, Dezembro 31, 2011
Sexta-feira, Dezembro 30, 2011
Acordaram! tarde...
Deputados algarvios do PSD querem baixar portagens na A22
Parlamentares acreditam que a queda da atual taxa de 9 para 4 cêntimos por quilómetro na Via do Infante poderia "triplicar o número de carros em circulação" e gerar mais receitas para os cofres do Estado.
Os deputados do PSD eleitos pelo Algarve vão propor ao Governo que estude a possibilidade de reduzir as taxas de portagem na A22, de forma a aumentar significativamente o tráfego e assim ampliar as receitas para o Estado.
"Se o grande desígnio do Estado é assegurar receita, para pagar a construção e a manutenção da autoestrada, provavelmente estas taxas não são a melhor via porque se verificou um gigantesco desvio de tráfego para a EN125", diz à Lusa o deputado Cristóvão Norte.
Num requerimento que vão entregar ao Governo na primeira semana do ano, os parlamentares algarvios sugerem que seja feito um estudo no sentido de aferir o impacto de uma diminuição das taxas de portagem na receita global devido ao previsível aumento do número de carros na Via do Infante (A22).
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/deputados-algarvios-do-psd-querem-baixar-portagens-na-a22=f697126#ixzz1i22tE8Zv
O Baile mandado das portagens
Com as portagens no activo (não foi difícil chegar ao
objectivo), o baile mandado dos partidos parlamentares, na roleta das propostas
e fugas, parece ter sido esgotado. Os partidos “lavaram a honra” e os cidadãos
vão pagar a factura. Tudo como combinado!
Na ressaca da cobrança efectiva, recheada a sul de outras
acções de protesto, o que também continua a ser notícia é o teatro dos
ressentimentos partidários, sobre quem estava ou não com as portagens.Uns acobertam-se na legitimação eleitoral de Junho, insinuando que os votos dos algarvios implicitavam a concordância com as portagens e, os outros, na repetida e condenada papelada parlamentar. Tudo na legalidade e no interesse do Estado burguês, que ninguém ousou pôr em causa, como se o Estado estivesse dogmaticamente acima dos interesses dos cidadãos e não pudesse ser posto em causa. O que não falta na História, são os exemplos da força dos cidadãos para a mudança.
E falando de cidadãos, em particular dos algarvios, estes
viveram um longo processo de preparação das portagens debaixo do slogan que
curiosamente não morreu, de que são injustas, e quando se consumou a sua
aplicação, o facto de o descontentamento assumir formas físicas noutro patamar
de protesto – o da acção revoltosa -, voltou a unir as várias frentes dos
proclamados opositores, com o seu natural repúdio.O Estado que semeia a injustiça em nome da democracia… volta
a ser protegido, alegando todas as partes a legitimidade deste… contra a
intolerância. Aqui está uma prova de hipocrisia e negação da resistência dos
cidadãos.
O Estado e os seus agentes políticos podem liquidar a
economia e lesar os interesses gerais dos cidadãos, levando-os ao desespero, a
coberto das leis que produziram e são agitadas para os ilibar e, aos cidadãos,
julgam na arrogância do poder, que lhes resta o papel de comer e calar. Que
ilusão…A comissão de utentes que trouxe a luta dentro de uma visão pequeno-burguesa saloia de protestos desligados com os resultados conhecidos, porque nunca soube ou quis ligar sectores regionais e as frentes de luta no espaço nacional, anestesiou a luta com a inoquidade das iniciativas parlamentares, ensaiou um enterro, perdeu uma providência, nunca assumiu e organizou de forma clara a justificada desobediência civil, para acabar ao lado do Governo na nova situação de condenação aos sucessivos actos de protesto popular. Como se de bandidos se tratassem…
Como sempre afirmámos, para vencer a influência cruzada sobre os cidadãos, onde os declarados partidos apoiantes das portagens levavam vantagem, as soluções para a vitória da recusa passava pelo envolvimento público dos sindicatos, das comissões de trabalhadores e outras organizações populares, unificando a luta com as outras representações regionais.
A comissão do Algarve quer levar a efeito novas acções nos mesmos parâmetros curtos e pouco mobilizadores, desprezando os esforços de que jornadas de luta conjugadas a nível nacional têm outra profundidade e tiram o sono ao Governo e seus apoiantes.
Claro que devemos continuar a lutar, mas não pelos processos
esgotados…
Quinta-feira, Dezembro 29, 2011
Baixa de Faro - Passagem de ano com fogo de artifício e boas bandas! tudo à borla
Depois do deslumbramento dos últimos anos parece que a maioria dos municípios reduziu de forma brutal o investimento nos Reveillons, ainda o ano passado Portimão com Tony Carreira e 12 minutos de fogo artificío em Portimão/Rocha/Alvor parecia que tinha passado ao lado desta crise, "gozavam" com Faro, pois parece que estamos agora tranquilamente entre os melhores.
Querem festa venham a Faro! adf
Municípios do Baixo Guadiana e comerciantes iniciam campanha de esclarecimento sobre portagens na Andaluzia
Os municípios de Vila Real de Santo António, Alcoutim e Castro Marim iniciaram, esta terça-feira, uma campanha junto ao posto fronteiriço da Ponte Internacional do Guadiana, informando os automobilistas oriundos da Andaluzia de que não necessitam de pagar portagens para chegarem a qualquer um destes três concelhos do Baixo Guadiana.
A acção foi levada a cabo depois de um conjunto de comerciantes de Vila Real de Santo António ter solicitado à autarquia vila-realense para que tomasse medidas para travar as significativas quebras de visitantes oriundos da Andaluzia, desde que entraram em vigor as portagens na Via do Infante, a 8 de Dezembro.Para levar a campanha por diante, uma equipa da Associação de Desenvolvimento da Baixa de Vila Real de Santo António vai estar, nos próximos dias, em permanência, junto ao posto de fronteira, informando os automobilistas espanhóis que não necessitam de comprar nenhum dispositivo para entrar no país e que terão à sua disposição duas saídas gratuitas na A22 (Castro Marim/VRSA e Altura/Monte Gordo), como sempre sucedeu.
O período escolhido para esta acção coincide com a época em que o Algarve é visitado por muitos espanhóis para férias de fim de ano ou em que muitos andaluzes recorrem ao comércio português para comprar os presentes de Reis.
Para aumentar a eficácia da comunicação, os municípios criaram um folheto informativo trilingue (castelhano, inglês e português) onde se explicam quais as alternativas gratuitas à Via do Infante e se destaca que nada mudou na forma de chegar a Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António, não sendo, por isso, necessário comprar qualquer título.mais aqui
REABERTURA PROVISÓRIA DA PASSAGEM DE NÍVEL DO BIOGAL
REABERTURA PROVISÓRIA DA PASSAGEM DE NÍVEL DO BIOGAL
Existem compromissos desde 1998,
confirmados sucessivamente com vista ao encerramento desta passagem de nível.
Esse encerramento, de caracter experimental teve lugar no final da semana passada, o que esclarecemos em nota pública.aqui
Entretanto verificaram-se dificuldades nas vias alternativas para as viaturas pesadas e tratores agrícolas.
Assim o Município solicitou à REFER a reabertura provisória da passagem de nível até que se concretizem em definitivo as soluções alternativas.
A circulação está restabelecida.
CMF
Quarta-feira, Dezembro 28, 2011
ACRAL – um tentáculo do polvo?
A ACRAL – Associação de Comerciantes da Região do Algarve
continua a ser notícia, não porque tenha aberto mais uma grande superfície e se
escondeu mas, porque escondeu e enfrenta graves problemas de gestão interna.A nova ribalta, que ultrapassa velhas acusações de proveitos
com o avanço da grande distribuição, passa pela ruptura definitiva do
presidente do Conselho Fiscal que, ao bater com a porta, arrastou para a rua as
coordenadas cruzadas da gestão exercida pela direcção e acabaram publicamente
sufragadas por outros órgãos.Em concreto, o presidente do Conselho Fiscal afirmou
irregularidades na forma de não apresentação de documentos, salários em atraso
para com funcionários e a incongruente existência de um depósito de mais 530
mil euros na conta particular… do tesoureiro.Questionado o presidente da direcção, João Rosado, este não
desmentiu. Nem qualquer outro órgão. O Conselho Geral reuniu e na sua
existência quase sobrenatural, reduziu tudo a um copo de água, sem tempestade.
Sem ver máculas, quedou-se por conselhos gerais de um programa de
reestruturação organizativa para redução de custos.Pelo menos com a atenção da imprensa regional que deu
natural notoriedade ao assunto, uma entrevista ao presidente da assembleia
geral, o ex-presidente da direção, o primeiro remunerado no cargo e apontado
candidato nas próximas eleições, Álvaro Viegas, também lavou a gravidade do
assunto, resumindo-o à insignificância de “actos normais de gestão”.
Perante tão elevado e compreensível grau de solidariedade
entre órgãos que afinal se concertaram para as anteriores eleições, o que
ressalta para a opinião pública em geral é a forma como justificaram um acto de
gestão, onde o dinheiro que falta na tesouraria oficial e tem compromissos
pendentes, precisou de uma “passagem” por uma conta particular.E não estamos a falar de tostões. O presidente do Conselho Fiscal falou de 530 mil euros e se ninguém desmente é porque existem, levantam a pergunta da sua natureza e origem, porque razão não cobrem as despesas em atraso e abrem novas soluções de contabilidade, que por lei são condenáveis?
Na actuação dos órgãos sociais da ACRAL que já sobreviveram a tanta falta de consistência no cumprimento do palavreado dos estatutos e dos seus dirigentes, o que é de estranhar é a abstracção e a inoperância dos seus associados que nada questionam. Mesmo que as situações em causa devessem estar no foro da Justiça, a qual, se prepara para passar ao lado.
O que esta realidade faz ressaltar é que a ACRAL não cumpre os objectivos de luta dos pequenos e médios empresários, é absolutamente indispensável esmagar o seu papel de conivência com o poder instituído, em desfavor dos representados, mobilizando as forças da sociedade para uma nova estrutura que reponha um caderno reivindicativo daquele que continua a ser o tecido estrutural e representativo da região.
Não perceber a realidade só nos vai aumentar as dificuldades, quando temos pela frente um Governo que decretou a morte dos pequenos e médios empresários para defender uma dívida contraída pelo grande capital e afins.
Vemos aqui justiça?
Luis Alexandre
Etiquetas:
acral,
Luis Alexandre,
opinião
Terça-feira, Dezembro 27, 2011
Hotéis da Galiza pagam taxas das antigas SCUT a turistas portugueses
Alguns restaurantes e hoteis da Galiza estão a descontar os recibos dos custos das portagens aos portugueses que lá façam despesas, mas na A22 não é possível, pois aí não são emitidos recibos das portagens.
Em Faro, poderiam descontar o valor das portagens de Vila Real a Faro em despesas superiores a um certo valor - 100€, por exemplo.
Alpin
Etiquetas:
Algarve,
economia,
portagens na A22- Não,
turismo
País - Comerciantes algarvios fazem campanha publicitária em Espanha contra portagens do lado português - RTP Noticias, Vídeo
País - Comerciantes algarvios fazem campanha publicitária em Espanha contra portagens do lado português - RTP Noticias, Vídeo
Não pagam portagens em Vila Real de Santo António mas pagam no resto do Algarve.
Não pagam portagens em Vila Real de Santo António mas pagam no resto do Algarve.
Faro - Gambelas, supressão de passagem de nível , a explicação da CMF e novo comentário.
PASSAGEM DE NÍVEL DO
BIOGAL
A decisão do encerramento da passagem
de nível - PN 337,184 Km (Biogal), foi tomada há muitos anos, embora executada
agora.
Fazendo um pouco de história para que
fique claro e do conhecimento de todos:
1 - Em 1998 foi assinado um protocolo
entre a REFER e a CM Faro, que prevê encerramento e a pedonalização de várias
passagens, com repartição de encargos entre as duas entidades.
2 – Em 2004 foi aprovado em reunião de
Câmara por unanimidade, um protocolo entre a REFER e o Município de Faro, em
que mais uma vez se prevê a supressão desta passagem de nível, em que a REFER confirma
suportar os custos das obras de melhoria dos caminhos alternativos do lado
direito da linha férrea.3 – Em 2007, mais uma vez é acordado o encerramento da passagem de nível já referida anteriormente, tendo sido confirmada novamente a beneficiação, conservação e manutenção dos caminhos alternativos.
4 – O atual executivo dá cumprimento ao protocolo estabelecido entre o Município e a REFER, enquadrado nas disposições do Decreto-Lei n.º 568/99 de 23 de Dezembro 2008, em que se beneficiou os caminhos envolventes em prol do encerramento da passagem de nível. O acordo estabelecido previu, em alternativa ao encerramento da referida passagem, a beneficiação da Rua Rocheta Cassiano, recentemente executada.
Os princípios inerentes ao encerramento e
melhoramento das PN existentes visam o melhoramento das condições de segurança,
sendo que neste âmbito as passagens de nível constituem pontos de conflito
geradores de permanente insegurança.
A eletrificação da linha férrea, no percurso
Lisboa-Faro, permitindo a circulação a maior velocidade e com outra
sustentabilidade, torna ainda mais premente o encerramento das passagens de nível
ou a sua substituição por passagens superiores, sendo que a disponibilidade de
recursos financeiros existente impede a execução das passagens superiores (ou
inferiores) que seriam necessárias para garantir a continuidade das ligações
viárias existentes.De outro modo vai ser alargada a Rua Abel Viana, com a demolição já feita de uma casa que impedia a fluidez neste local.
Está ainda em aprovação final um projeto com uma nova variante a Gambelas, o que facilitará o escoamento desta localidade para a estrada nacional 125.
CMF
Saida da rua Rocheta Cassiano para sul... quem seguir esse novo caminho vai dar onde? Rotunda das gambelas?
"Aprovação final um projeto com uma nova variante a Gambelas", se está em fase tão avançada, é certo que a Refer iria compreender o adiamento do fecho da PN. Aliás.. que eu saiba a Refer ainda é de todos nós. Mas já agora, que se divulgue o traçado previsto do projecto, para perceber em que poderá ajudar.
Qual é o plano para as restantes passagens de nivel do concelho de Faro? Que se divulge o protocolo assinado com a REFER. No caso da PN do montenegro aparece referida uma passagem superior no projecto da 3ª variante a Faro, que também inclui a conversão do cruzamento do ibis em rotunda, que até poderá ajudar a retirar algum trafego da rotunda das gambelas. Mas tendo em conta o tempo que está a demorar a construção da 2ª variante, bem se pode esperar pela 3ª.
Se não há verba para uma passagem superior ou inferior, não é um ponto de grande sinistralidade, não se fecha, limita-se a construção na envolvente para dar espaço à futura passagem e quando houver logo se faz.
ps: quem seguiu na viagem promovida pela camara para mostrar as obras do concelho, em que foi apresentada o alcatroamento da rua rocheta cassiano, ouviu ser referido que a obra foi suportada pela REFER e não pela camara? Pela informação dada agora é a ideia com que se fica.
tremoços
actualizado dia 27
Segunda-feira, Dezembro 26, 2011
Faro - A Cegonha e a raposa!
A defesa destes pequenos patrimónios também é defesa de Faro.
Uma estatueta do Bordalo Pinheiro tem alguma importância.
Acho que os farenses devem mostrar que estão a pau com estas coisas, se não charingam-nos tudo.
A.B
Gambelas - passagem de nível suprimida o comentário
Estas fotos que mostram o acesso à Rua Rocheta Cassiano (sentido FORD / Universidade de Gambelas) bloqueado desta maneira no dia 23 de Dezembro e isto 1 mês após a referida rua ter sido alcatroada e marcada com bermas marcadas, que funcionava como alternativa à saida da Universidade para Faro.
Para o transito rodoviário está mais que visto o prejuízo. Ainda para mais agora que a rua tinha sido alcatroada. Não é que os residentes que moravam na estrada de terra batida não merecessem ter alcatrão.. mas se a ideia era mete-los a passar por dentro das gambelas mais valia estarem quietos.
O ganho para a ferrovia é nulo. É sabido que o comboio não pode (deve) circular acima de uma certa velocidade quando passa por passagens de nivel. Logo esta medida até poderia melhorar a velocidade média da ferrovia, mas se na direcção de faro, todos ou quase todos os comboio param na estação de faro, a velocidade não poderá ser muita naquele ponto. Ainda para mais logo à frente vai apanhar a passagem de nivel do montenegro (ibis) e depois a do teatro/escola saude. Na direcção contrária, há alguns anos foi retirada outra passagem de nivel (com o mesmo sistema.. fecha-se), mas continua a existir a passagem da estrada que liga as gambelas ao maxmat. Ou seja para o comboio é 0 o ganho.
Alem do mais não é do meu conhecimento que seja uma passagem de nivel problemática em termos de acidentes.
Para quem estiver "mal":
http://www.cm-faro.pt/portal_autarquico/faro/v_pt-PT/footer/sugestoes/
tremoços
Confiança e acreditar/respeitar nos que nos rodeiam...
fotografia de Francisco Bom - Alameda Faro
O Capital invisível
«Na nossa vida colectiva a degradação dos laços de confiança ao longo dos anos teve graves consequências na qualidade da nossa democracia, no nosso desempenho económico e na nossa solidariedade comunitária. A confiança é um activo público, é um capital invisível, é um bem comum, determinante para o desenvolvimento social, para a coesão e para a equidade. São os laços de confiança que formam a rede que nos segura a todos numa mesma sociedade.»
Pedro Passos Coelho, 25.12.11
Domingo, Dezembro 25, 2011
Faro - Desvio cortado
Estas fotos que mostram o acesso à Rua Rocheta Cassiano (sentido FORD / Universidade de Gambelas) bloqueado desta maneira no dia 23 de Dezembro e isto 1 mês após a referida rua ter sido alcatroada e marcada com bermas marcadas, que funcionava como alternativa à saida da Universidade para Faro.
Qual será o motivo????
Antonio
Edital 473 de 2011 CMF aqui
Sábado, Dezembro 24, 2011
Espírito de NATAL
Tinha 6 anos de idade, aproximava-se o Natal, a mãe levou-me com ela a casa da D. Libânea, para encomendar um Menino Jesus. Lembro-me bem de todos os pormenores.
A D. Libânea era casada com o senhor Dias dos caixões e mandava vir através de caixeiros-viajantes, imagens de santos e presépios. Mais tarde abriria uma loja de venda ao público.
O dinheiro não abundava em nossa casa e como eu sonhava com a hipótese de ter um presépio, a mãe prometeu que a partir desse ano, 1946, iria comprando, aos poucos, as figuras representativas do mesmo.
Aconselhada pela amiga Libânea começou pelo Menino Jesus, com tamanho médio, olhos de cristal, bem esculpido, salientando-se a perfeição das mãos e dos dedos.
A encomenda foi feita com tempo de antecedência pois levaria alguns dias a chegar.
Entusiasmada, gastei os tostões que tinha guardado, comprando sementes para as searinhas que iriam enfeitar o meu presépio.
No dia de Nossa Senhora da Conceição, dia da mãe, 8 de Dezembro, coloquei-as em pratos velhos e velhas vasilhas de alumínio, ensinada pela avó Ana. As ervilhacas, umas bolinhas pretas, tinham que ir para o escuro para nascerem depressa. O trigo e a cevada podiam apanhar a luz do dia.
Nesse ano semeei grão mas, na altura do Natal, estava muito pequenino…
O meu pai trouxe de S. Brás cortiça que deu para fazer a cabana.
Em cima de uma mesa, no meu quarto, armei o meu primeiro presépio, com uma cabana de cortiça, ameaçando queda. Lá dentro coloquei o Menino, as searinhas e ao lado areia com um espelho enterrado a imitar um lago que o meu imaginário via cheio de peixes.
Levava tempos a conversar com o meu Menino prometendo portar-me bem…se ele me desse presentes e imaginando a sua descida ao longo da chaminé…
Na altura ninguém falava no Pai Natal, nem na árvore cheia de luzes, bolinhas e chocolates…
Na véspera de Natal, depois da ceia, púnhamos o sapatinho à chaminé e íamos para a cama. No dia seguinte, pela manhã, corríamos à cozinha para ver os presentes – umas cuecas ou uma combinação confeccionadas em casa, umas meias feitas pela avó com cinco agulhas, rebuçados e em ano de sorte, uma sombrinha de chocolate da Regina.
Nesse ano do meu primeiro presépio, já no dia 24, a mãe encheu-se de coragem, falou com a amiga e vizinha Libânea e adquiriu Nossa Senhora e S. José, para ir pagando, lentamente, ao longo dos meses.
O Natal para mim era como um conto de fadas…A magia fazia parte do meu Natal…Toda a vida de Jesus e sua família está envolta de mistérios…
Essa magia era alimentada pelos preparativos da festa. Até o ar que respirava cheirava diferente…
Em casa faziam-se as empanadilhas com recheio de batata-doce, as filhós, matava-se a galinha e recheava-se, as fatias douradas, o arroz doce…
Na igreja os altares embelezados com enormes figuras representativas do Nascimento do Menino, retratando ao pormenor, grupos de pastores e outras cenas do quotidiano da época, preenchiam os dias.
Toda a história do nascimento de Jesus, inquestionavelmente, desenvolvia o Amor à família e ao próximo. Em todos os lares acontecia o mesmo, os ideais eram idênticos…
A sociedade era pura e ingénua…
Na rua o encanto residia nas montras das lojas.
Os comerciantes, como ponto de honra, armavam o Menino e nós crianças, em bando, percorríamos as ruas perdendo…ou antes, ganhando tempo na análise de todo esse trabalho. Havia concursos para o melhor presépio.
Levávamos horas “penduradas” na montra do Nobre dos móveis, a observar o presépio armado pela D. Maria, enorme e recheado de vida. Outros encantavam como o do alfaiate Pintassilgo, o da D. Idel da mercearia Libório, o da papelaria Capela na R. D. Francisco Gomes, o da R. Baptista Lopes, do Farrajota…e outros…outros…e mais outros…
Fui crescendo cimentada nestes valores
Todos os anos renovava, intensamente, a história do Menino que descia pela chaminé a premiar os bem comportados.
O meu presépio e eu íamos crescendo ao longo dos anos.
Já tinha a vaquinha, o burrinho, ovelhas, galos e até galinhas feitas pela D. Marquinhas, que tinha uma irmã deficiente e ajudava o padre José Gomes na igreja de S. Pedro.
A mãe comprou pastores. Um levava a mão no chapéu para o tirar, como sinal de respeito, à entrada da gruta e outro, enrolado numa manta, acordado pelos Anjos Anunciadores da boa nova, tinha junto dele uma fogueira feita com pauzinhos e papel de celofane encarnado.
Os três reis Magos foram as últimas imagens a serem adquiridas.
Com o aumento de figurantes, o presépio cresceu tanto, que passou a ocupar um enorme espaço do meu quarto.
O Sr. Jacinto que tinha um armazém na Estrada de S. Brás, ofereceu-me cortiça e todos os anos ia ao Espaldão, junto à carreira de tiro, buscar musgo, areia vermelha e amarela, pedras, pitas e arbustos…
Na papelaria Silva comprava casas e capelas planificadas e construía-as.
O meu presépio tinha caminhos, pontes, lagos, fontes, rios, aldeias…
Sozinha, entregue à minha fantasia, imaginava que naquelas aldeias viviam pessoas boas com o mesmo objectivo de vida – Dar e receber AMOR!!!!!!!
Era o verdadeiro espírito de Natal!!!!!!!!!!
Lina Vedes – 23-12-2011
Etiquetas:
Faro,
Lina Vedes,
memórias,
sociedade
Sexta-feira, Dezembro 23, 2011
Véspera de Natal!
«Um sindicato de maquinistas de comboios, em prepotente manifestação de abuso de poder, mais uma vez decidiu fazer greve num período sadicamente escolhido para maximizar o prejuízo de quem, no final, lhes vem pagando o salário. Nomeadamente com impostos. Uma violência fomentada por pequenos ditadores de ocasião a quem se vai permitindo praticar todos os abusos. Da lei e das pessoas. Os grandes ditadores fazem-se desta massa.»
Pinho Cardão
Os maquinistas da CP ao contrário de outros trabalhadores sindicalizados têm o privilégio de lhes ser pago o ordenado mesmo estando em greve... assim não admira que estes "trabalhadores" não tenham pejo em fazer tantos dias de seguida de greve!
Desta forma, das duas uma ou estão a ser mal informados do verdadeiro estado da empresa, ou estão a ser instrumentalizados pela máquina do PC, qualquer que seja a resposta, arriscam-se um dia destes acordar com um patrão chinês que de democracia não entende patavina...
e aí será tarde para remediar o mal que fizeram à CP! anónimo
e mais esta:
Quarto: quem tem vícios deve ser exterminado para se poder instituir o princípio de “quem não tem dinheiro não tem vícios”. Esta frase é o voo ideológico mais complexo a que chega a nossa vida pública situacionista, enquanto a oposicionista também não voa mais alto do que o “não pagamos”. Os maiores “viciosos” são, o Estado, as empresas públicas, os “socratistas”, os ricos, os políticos, os maquinistas da CP, os pilotos da TAP, os magistrados, os reformados com “reformas de luxo”, os ciganos, e os portugueses em geral. Cada grupo tem um outro grupo “vicioso” como alvo, mas os portugueses em geral acabam sempre por entrar, ou de frente ou pelas traseiras, na lista dos culpados. Uma sociedade a empobrecer soçobra habitualmente numa cultura de culpa e os culpados são sempre os outros. daqui
e mais esta pá:
A Assembleia da República aprovou por maioria, com os votos contra do PCP, um voto de pesar pelo falecimento do antigo presidente da Checoslováquia Vaclav Havel, com PS, PSD, CDS-PP e deputados do BE a aplaudir de pé.
Durante a votação, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, abandonou o hemiciclo, tendo regressado logo após os deputados votarem.
As bancadas do PS, PSD e CDS-PP aplaudiram prolongadamente e de pé a votação do voto de pesar, enquanto no BE também houve aplausos, nomeadamente do líder, Francisco Louçã, e pelo menos as deputadas Ana Drago e Catarina Martins também aplaudiram de pé.
O PCP votou contra e «Os Verdes» abstiveram-se, tendo os restantes partidos votado favoravelmente. ESTA gente do PCP tem tiques de fascista, não é?
in Praça da República
Manuel da Luz dirige-se aos portimonenses.
Caro(a) Munícipe
Dirijo-lhe esta carta no sentido de dar conhecimento de que, nos últimos dias, tenho sido abordado por vários munícipes desta cidade que me relatam, mostrando-se fortemente incomodados, que “correm boatos” de que o Presidente estaria em regime de “pulseira electrónica”, retido em casa, porque teria sido “apanhado no aeroporto em fuga com uma mala cheia de dinheiro”.
Para além do facto de nada do que é dito ser verdade, e porque se trata de boatos que facilmente se reproduziram irresponsavelmente, quero desde já informá-lo de que instruí advogado para apresentação de queixa junto do Ministério Público relativamente a esta matéria.
Mais esclareço:
1. Se existem pessoas que não gostam do Presidente da Câmara, por razões políticas, isso não me incomoda absolutamente nada. É problema deles.
2. O ataque ao meu bom nome, afectando naturalmente a minha família, designadamente minha mulher e meus filhos, é absolutamente inqualificável e tenho todo o direito a agir em minha defesa.
3. Nasci e fui criado em Alvor. Sou filho desta terra. Meu pai era pescador e minha mãe doméstica, toda a gente me conhece desde pequeno. Durante mais de 20 anos dediquei-me profissionalmente à educação de gerações de alunos do ensino secundário em Portimão e fui Director de uma escola secundária da cidade durante cerca de 10 anos. Nunca alunos e encarregados de educação disseram o que quer que seja da minha competência ou honestidade pessoal.
4. Sou autarca desde Janeiro de 1994 e a minha actividade pública tem sido transparente e escrutinada por toda a gente, incluindo todos os órgãos fiscalizadores da República.
5. Não sou arguido em qualquer tipo de processos judiciais.
A terminar, afirmo que não vão conseguir abater-me moral ou politicamente através destas manobras miseráveis. Mas quero que se venha a saber publicamente quem são os responsáveis por esta tentativa de assassinato moral e político.
O Presidente da Câmara
Manuel da Luz
in Algarve Região Sul
E se fosse em Faro?
A Câmara de Lisboa lançou um portal que disponibiliza vários dados sobre a cidade aos cidadãos. A estratégia da autarquia é, agora, fomentar o empreendedorismo, convidando os lisboetas a desenvolver aplicações para interpretar os dados.
Os dados disponibilizados no site Lisboa Participa estão em formato bruto. Podem ser consultados, por exemplo, em formato “Excel”, mas precisam de ser tratados. Já existem três aplicações, todas para iPhone – uma concluída e outras duas em fase “beta”, ou seja, ainda em teste, que permitem, por exemplo, navegar por vários pontos de interesse na cidade de Lisboa ou, em conjunto com dados da Agência de Modernização Administrativa, obter informações sobre serviços públicos, como Lojas de Cidadão.
A disponibilização destes dados, em conjunto com a colocação da aplicação “Lisboa 360º” na App Store, da Apple, destina-se a tornar mais intuitiva a consulta das informações relativas à cidade, como por exemplo a localização de parques de estacionamento, restaurantes ou miradouros. A ideia é, também, estimular os jovens empreendedores a ajudar na elaboração de aplicações, o que se insere numa estratégia mais abrangente de promoção do empreendedorismo.
mais aqui
E se fosse em Faro... o nosso presidente dava uma lata de tinta amarela e uma trincha a cada municipe para fazer uma bela linha amarela em cada rua!!!! anónimo
黄热病
“O Homem Invisível”, o artista chinês Liu Bolin
O negócio da venda da EDP aos chineses em :
Factos e Fantasmas
Quinta-feira, Dezembro 22, 2011
portagens no Algarve, quase todos de acordo...
Assembleia da Republica 22-12-2011
Foi discutida ontem e votada hoje, a iniciativa do grupo parlamentar do PCP visando anular o decreto-lei que introduziu as portagens.
O deputado Artur Rego do CDS-PP, eleito pelo Algarve, interveio para defender a proposta do governo.O PS, manifestou o acordo à legislação publicada, ou seja, está de acordo com a introdução de portagens.
O deputado Miguel Freitas nada disse.
O PSD, está de acordo à introdução de portagens.
O deputado Mendes Bota nada disse.
anónimo
O deputado socialista eleito pelo Algarve Miguel Freitas disse ao Sul Informação ter votado contra a proposta de suspensão das portagens, esta quinta-feira debatida na Assembleia da República, por «coerência» com as posições antes assumidas pelo PS.
«Na votação de hoje, nós mantivemos aquilo que é a nossa posição desde a primeira hora», garantiu o parlamentar algarvio, que é também presidente do PS Algarve, salientando: «não temos duas caras, uma no governo e outra na oposição».
Por isso, frisou, «foi por honestidade política que mantivemos a nossa posição».
Ainda assim, admitiu, «considero que as portagens são negativas para o Algarve e sempre condicionei a minha posição à introdução de isenções e descontos e ainda às obras na EN125». No que diz respeito às isenções e descontos, Miguel Freitas considera que a portaria do Governo PSD de Passos Coelho manteve o que já tinha sido proposto pelo Governo anterior, do socialista José Sócrates. «Por isso, não fazia sentido outra posição da nossa parte».
De qualquer modo, garantiu, o PS vai apresentar, «em breve», uma «iniciativa legislativa para fazer com que as isenções e descontos se mantenham para lá de junho de 2012», tendo em conta os atrasos nas obras da EN125.
«No princípio do ano, vamos colocar a questão muito claramente ao Governo», assegurou.
A proposta do PCP para acabar com a cobrança de portagens nas autoestradas A22, A23, A24 e A25, hoje debatida e votada na Assembleia da República, foi chumbada com os votos contra do PSD, CDS e PS.
Ainda assim, no PS houve seis deputados que votaram a favor da proposta comunista - Pedro Alves, André Figueiredo, Fernando Serrasqueiro, Rui Santos, Glória Araújo e Hortense Martins – e duas abstenções – Elza Pais e Acácio Pinto.
No entanto, dos deputados eleitos pelo Algarve, só votaram pela suspensão das portagens os deputados Paulo Sá (PCP, e um dos responsáveis pela proposta dos comunistas) e Cecília Honório (Bloco de Esquerda).
Os deputados algarvios do PSD (Mendes Bota, Pedro Roque, Elsa Cordeiro, Cristóvão Norte), PS (Miguel Freitas apenas, já que João Soares nem sequer esteve presente no Parlamento, no momento da votação) e CDS-PP (Artur Rego) votaram contra a suspensão das portagens.
Artur Rego, do CDS, fez mesmo uma intervenção na AR a favor das portagens, enquanto Mendes Bota (PSD) votou a favor, por disciplina partidária, mas apresentou uma declaração de voto, que ainda não foi divulgada.
«AS 1001 PRAIAS DO ALGARVE»
As praias algarvias são bem conhecidas mas vão estar em destaque no blogue do Turismo do Algarve a partir de Janeiro para se mostrarem aos portugueses, numa altura em que se aproxima a eleição das «7 Maravilhas – Praias de Portugal». Durante quatro meses, os areais espalhados pelo destino turístico estarão em blog.turismodoalgarve.pt.
Chama-se «As 1001 Praias do Algarve» e é a nova iniciativa do Turismo do Algarve para divulgar e preservar o maior património natural da região. Arranca no dia 02 de Janeiro com posts diários que irão percorrer a costa algarvia do sotavento ao barlavento, passando pela costa Vicentina e pela ria Formosa.
A lógica é a de «promover o principal produto turístico da região fora da sua estação tradicional. Esta é uma oportunidade fantástica para falar das praias no Inverno», explica o presidente do Turismo do Algarve, António Pina.
Entre paisagens de cortar a respiração, com extensos areais ou arribas altíssimas, rochedos cor de barro e um mar azul, as praias algarvias estendem-se ao longo de cerca de 200 quilómetros de costa e são procuradas por milhares de turistas todos os anos. Até Abril, elas vão ganhar protagonismo no blogue que estará também aberto à participação do público.
Quem quiser partilhar fotografias ou histórias da sua praia favorita, poderá fazê-lo através do e-mail blog@turismodoalgarve.pt e no final de cada semana poderá ver divulgada a sua colaboração no blogue e nas redes sociais do Turismo do Algarve.
Esta iniciativa surge no âmbito da eleição das «7 Maravilhas – Praias de Portugal», projecto que escolherá as melhores praias nacionais em categorias como praias urbanas, selvagens, de arribas, rios, dunas, albufeiras e lagoas ou de uso desportivo.
Etiquetas:
Algarve,
praia de Faro
Faro Antigo - duas salas de exposições virtuais
Finalmente voltei a realizar uma exposição!
Acabo de alugar duas salas e emoldurar perto de cinquenta esboços de cenas de Faro Antigo.
Gastei um dinheirão em molduras, vidros, passpartout, decorações e aluguer de salas.
E ainda por cima os quadros não estão à venda.
Também não é preciso sair de casa para os contemplar pois o Inverno está um pouco rigoroso.
Pode ser um pouco demorado o período de espera para entrar, depende de cada computador e da velocidade da Net de cada um.
Espero que seja do Vosso agrado e não fiquem tontos devido ao "rodopio". Controlem bem o rato...
Cumprimentos,
Luis Santos
http://faroalgarve3d.no.sapo.pt/Expo1.html
http://faroalgarve3d.no.sapo.pt/Expo2.html
Acabo de alugar duas salas e emoldurar perto de cinquenta esboços de cenas de Faro Antigo.
Gastei um dinheirão em molduras, vidros, passpartout, decorações e aluguer de salas.
E ainda por cima os quadros não estão à venda.
Também não é preciso sair de casa para os contemplar pois o Inverno está um pouco rigoroso.
Pode ser um pouco demorado o período de espera para entrar, depende de cada computador e da velocidade da Net de cada um.
Espero que seja do Vosso agrado e não fiquem tontos devido ao "rodopio". Controlem bem o rato...
Cumprimentos,
Luis Santos
http://faroalgarve3d.no.sapo.pt/Expo1.html
http://faroalgarve3d.no.sapo.pt/Expo2.html
Exportar… portugueses
O actual Governo PSD/CDS, completamente impotente para
encontrar soluções para a economia e finanças do país, sem ser pela cartilha da
Troika e dos interesses do imperialismo alemão, incita à emigração e até
adianta mercados, o que faz supor uma intenção trabalhada.
Depois do saque às famílias ao longo de uma geração e com os
jovens a engrossarem a percentagem dos desempregados, entre eles mais 60 mil
licenceados que suportaram o roubo das propinas, a disseminação e a falta de
qualificação de cursos (sobretudo nas privadas pela falta de fiscalização do
Estado) e até o endividamento bancário, o Governo aponta-lhes o olho da rua.Aos que ficarem, novos ou velhos, reservam-lhes o aumento da carga horária, o aumento dos impostos sobre o trabalho, a redução das férias, o policiamento laboral e as classificações, transportes caros, limitados e à pinha, custo de vida em alta e ao arbítrio, crédito racionado e especulativo para qualquer necessidade, a garantia de que os despedimentos se farão debaixo da disposição dos patrões a preços de saldos e as reformas sairão no futuro pela metade dos valores.
Como o desempenho que está reservado ao país na próxima década é o seu apagão para o pagamento dos atrasados (a famosa dívida especulativa contratada entre políticos e grandes capitalistas a coberto dos Tratados da UE), as grandes multinacionais não vêem qualquer atracção ao investimento, porque nem o momento aconselha por razões de turbulência social, nem existe capacidade para os indispensáveis… incentivos.
Na realidade, o que o governo quis dizer através da panóplia de intervenções é que, Portugal, depois da importação maciça de mão-de-obra barata para servir as obras da dívida acumulada, agora tem excesso de oferta e os portugueses desempregados são um peso e um problema.
A experiência social dos indignados que nasceu da revolta sem nome e até agora se mantém controlada, pode vir a representar uma enorme força de protesto e de difícil controlo. Logo, a emigração e o espalhar destes elementos é uma das soluções, dentro de uma visão de mais-valias para a Banca e para o Estado.
Nesta tentativa de campanha do Governo, que joga com o tempo e o encostar às cordas de muitos portugueses, os seus sentimentos, a sua auto-estima e o desejo de servir a economia do país não é respeitada, vingando a manobra despudorada de nos sentirmos empurrados para fora.
As afirmações em escala governamental, depois de um secretário de Estado e do primeiro-ministro, tiveram o clímax recente na boca do número dois do Governo, Miguel Relvas, que foi peremptório em responder aos críticos que “não entendiam a adaptação aos novos tempos”.
Para o Governo que se prepara para mais um golpe constitucional de alienação da independência nacional (o P”S” está com a corda ao pescoço pela decisão) por imposição da Alemanha (o nosso principal credor), negando a capacidade de nos governarmos, “os novos tempos” representam a imposição do trabalho escravo, da pobreza quase generalizada, do desespero para as novas gerações e, quem não concordar, tem a emigração como solução.
Em seis meses, Governo e a sua muleta parlamentar não construíram nada! Aos trabalhadores e às suas organizações, aos jovens indignados e aos reformados, compete-lhes assumir o papel histórico de lutar por um país diferente e condições de vida para a sua felicidade!
Etiquetas:
Luis Alexandre,
opinião
Quarta-feira, Dezembro 21, 2011
A alegria do basquetebol em Faro!
Recordação da última jogatana de 2011. Para o ano, às 3as feiras, das 10 às 12 horas, haverá mais. Um Feliz Natal e uma boa entrada em 2012 para todos os habituais participantes e também para os candidatos a tal.
Silvino Octávio Rosa Santos
Silvino Octávio Rosa Santos
Dois candidatos aos Óscares de turismo.
| O Longevity Wellness Resort Monchique
concorre na categoria de «Melhor Spa Médico e de Bem-estar do Mundo», aos
‘Óscares do Turismo’ 2011, o World Travel Awards que se realiza no Qatar, nos
Emiratos Árabes. O resort de Monchique junta-se a Vila Joya, em Albufeira, que defende o título de «Melhor Boutique Resort do Mundo». Criados em 1993, os WTA distinguem os melhores exemplos de boas práticas no sector do turismo à escala global. A votação é realizada online por mais de 180 mil profissionais de agências de viagens e turismo, oriundos de 160 países. Os vencedores são conhecidos no dia 11 de Janeiro, numa gala que decorrerá no Qatar nos Emiratos Árabes. |
Terça-feira, Dezembro 20, 2011
Requalificação da Doca de Faro
Quiosques novos na Doca de Faro
Após a recente criação de uma zona específica para a instalação das empresas dedicadas ao turismo na natureza junto à Doca de Recreio de Faro, algumas das empresas autorizadas à colocação de equipamentos de atendimento e promocionais, beneficiaram recentemente de apoios comunitários concedidos para apoio ao seu investimento, mediante a assinatura do respetivo contrato com o Grupo de Apoio Costeiro do Sotavento Algarvio.
Congratulando-se com esse facto, sinal do dinamismo empresarial existente, o Município de Faro realçou a importância deste tipo de investimento, já que não só valorizará o modo de apresentação e promoção das atividades turísticas num dos espaços mais nobres e atrativos da cidade, mas também pelo facto de vir a tornar mais atrativos os passeios e atividades turísticas desenvolvidas na Ria Formosa.
Faro passará assim a ter um espaço dedicado à instalação das empresas de turismo na natureza, devidamente organizado e dotado de equipamentos com a necessária qualidade no acolhimento aos turistas que nos visitam.
CMF
Etiquetas:
Baixa de Faro,
Doca de Faro,
empresas
DISCURSO DE UM HOMEM LÚCIDO
Discurso de Helmut Schmidt (um homem lúcido que completará 83 anos no próximo dia 23), ex-chanceler da Alemanha, no Congresso Ordinário do SPD, em Berlim, em 4 de Dezembro de 2011.
ver discurso completo aqui
"...Seguramente que para o futuro próximo da zona euro todos os passos anunciados e pensados até agora são necessários. Deles fazem parte os fundos de estabilização, o limite máximo de endividamento e o seu controlo, uma política económica e fiscal comum, deles fazem parte uma série de reformas nacionais na política fiscal, de despesa, na política social e na política laboral. Mas forçosamente, também uma dívida comum será inevitável. Nós, alemães, não nos devemos recusar por razões nacionais e egoístas.
Mas de forma nenhuma devemos propagar para toda a Europa uma política extrema de deflação. Mais razão tem Jacques Delors quando exige, em conjunto com o saneamento do orçamento, a introdução e financiamento de projetos que fomentem o crescimento. Sem crescimento, sem novos postos de trabalho, nenhum Estado pode sanear o seu orçamento. Quem acredita que a Europa pode, só através de poupanças orçamentais, recompor-se faça o favor de estudar o resultado fatal da política de deflação de Heinrich Brüning em 1930/32. Provocou uma depressão e um desemprego de uma tal dimensão que deu início à queda da primeira democracia alemã...."
Etiquetas:
economia,
Helmut Schmidt
O Natal em Faro e o Futuro dos Mais Desfavorecidos
Com o Natal à porta, a Câmara Municipal de Faro esforça-se para que os mais pobres possam ter consoada digna para o efeito distribuindo cabazes de alimentação. Não lhe fica mal, pese embora comece a ser uma atitude demasiado recorrente. O pior é o que virá aí em 2012 e depois de 2012. Desemprego, jovens casais sem meios para sustentar os filhos. Em muitos concelhos do país começou a ser iniciado o Banco de Terras, conjunto de espaços agrícolas periféricos às cidades, abandonados, que desta forma são entregues a famílias jovens que estejam interessadas em prosseguir essa via económica. Em muitos concelhos, as autarquias começaram a ser o intermediário necessário na constituição de hortas comunitárias em terrenos abandonados, promovendo-se contratos de comodato entre essas famílias e os proprietários.
Em Faro nada se faz neste âmbito. As hortas da Campina estão abandonadas, mas nada se faz para que possam ser úteis para essas famílias e para os farenses em geral. Continua-se a comprar víveres trazidos bem de longe a preços caros, aumentados, quando poderíamos os adquirir a bom preço. Gonçalo Ribeiro Teles propõe neste aspecto uma verdadeira campanha de agricultura de sustentabilidade. Para si as hortas são indispensáveis às cidades. O campo tem de estar, diz ele, à porta da cidade com toda a sua riqueza. Em Faro nada se faz dentro desta perspectiva. O que se faz é mal feito sem nenhuma repercussão na vida dos casais jovens em dificuldades e do farense em geral, que continua a comprar hortaliça a bom preço nos supermercados da cidade. Para que serve a horta urbana criada na Vila-a-Dentro em cima de um sítio arqueológico? Para nada. Senão para a alimentar a confusão. O que prova que esta Câmara tem dificuldade em ter lógica e sequência na sua acção. Dá cabazes de compras ao mais desfavorecidos, mas é incapaz de dar emprego a muita gente e de embaratecer os preços dos produtos agrícolas junto do consumidor. As suas iniciativas têm o cunho do quimérico, do repetitivo, não do criativo com critérios de sustentabilidade.
Viegas Gomes
Em Faro nada se faz neste âmbito. As hortas da Campina estão abandonadas, mas nada se faz para que possam ser úteis para essas famílias e para os farenses em geral. Continua-se a comprar víveres trazidos bem de longe a preços caros, aumentados, quando poderíamos os adquirir a bom preço. Gonçalo Ribeiro Teles propõe neste aspecto uma verdadeira campanha de agricultura de sustentabilidade. Para si as hortas são indispensáveis às cidades. O campo tem de estar, diz ele, à porta da cidade com toda a sua riqueza. Em Faro nada se faz dentro desta perspectiva. O que se faz é mal feito sem nenhuma repercussão na vida dos casais jovens em dificuldades e do farense em geral, que continua a comprar hortaliça a bom preço nos supermercados da cidade. Para que serve a horta urbana criada na Vila-a-Dentro em cima de um sítio arqueológico? Para nada. Senão para a alimentar a confusão. O que prova que esta Câmara tem dificuldade em ter lógica e sequência na sua acção. Dá cabazes de compras ao mais desfavorecidos, mas é incapaz de dar emprego a muita gente e de embaratecer os preços dos produtos agrícolas junto do consumidor. As suas iniciativas têm o cunho do quimérico, do repetitivo, não do criativo com critérios de sustentabilidade.
Viegas Gomes
Etiquetas:
opinião,
Viegas Gomes
Futura Sede do Moto Clube de Faro - em andamento
apenas um "cheirinho" do andamento das obras da futura Sede do Moto Clube de Faro
Miguel Caetano - fotografia de Novembro
Etiquetas:
mcf
Depois dos privados agora chegou a vez do Estado - CP com dificuldades em pagar ordenados !
A administração da CP vai hoje reunir-se com os responsáveis do Ministério da Economia, apurou o Diário Económico junto de fonte oficial do Governo. O objectivo desta reunião é tentar encontrar soluções para a grave situação financeira da empresa, que levou a administração da transportadora ferroviária a emitir um comunicado interno, na passada sexta-feira, alertando os trabalhadores para a impossibilidade de pagar os ordenados de Dezembro a dia 23, como tem sido hábito nos últimos anos.
"Face à gravidade da situação financeira da empresa e das insuficiências momentâneas de tesouraria, bem como à inadiável necessidade de satisfação das suas obrigações vencidas perante o Fisco, a Segurança Social e os Fornecedores, o Conselho de Administração vem informar todos os seus Colaboradores da impossibilidade de proceder ao pagamento dos vencimentos, no dia 23 de Dezembro, conforme tem sido prática em anos recentes", refere o comunicado interno, a que o Diário Económico teve acesso.
"Esperamos contudo fazer esse pagamento no último dia útil do mês de Dezembro [dia 30], aliás, como é habitual em todos os restantes meses", acrescenta o referido documento interno.
in Diário Económico
Segunda-feira, Dezembro 19, 2011
Presidente do Conselho Fiscal da ACRAL demite-se e órgão “cai” por falta de quórum
João Rosado, presidente da Direcção da ACRAL e responsável principal da situação da instituição
Dificuldades da Associação dos Comerciantes da Região do Algarve aumentam – projecto de financiamento no âmbito do MODCOM chumbado
O presidente do Conselho Fiscal da ACRAL (Associação dos Comerciantes da Região do Algarve), Álvaro Rodrigues, apresentou dia 15 de dezembro a sua demissão do cargo que vinha desempenhando, em virtude da Direcção presidida por João Rosado, não ter satisfeito os pedidos de cedência de documentos que permitissem analisar as contas da instituição e, desse modo, poder emitir parecer sobre o Relatório e Contas do exercício de 2011 e Orçamento para 2012.
Segundo Álvaro Rodrigues, "os problemas de comunicação já vinham de trás". João Rosado vem sendo acusado de estar a gerir a associação de forma desviante dos interesses dos comerciantes algarvios, acumulando prejuízos e aumentando as dívidas a fornecedores, sem concretização de financiamento dos projectos que proclamou.
Ao Conselho Fiscal não foi fornecida a documentação solicitada através de dois pedidos consecutivos, mesmo depois de concedido um prazo de três semanas para cedência dos documentos: "cópia de todas as actas das reuniões de Direcção desde o início do mandato, mapa de dívidas a fornecedores, mapa de dívidas ao fisco e à segurança social, ponto de situação das responsabilidades bancárias, cópia dos mapas de quilómetros e de outras despesas efectuadas por todos os dirigentes desde o início do mandato, cópia dos extractos dos cartões de crédito atribuídos a dirigentes e funcionários desde o início do mandato, listagem das empresas e valores envolvidos em todos os contratos no âmbito do MODCOM"; assim como da Canal Algarve, empresa subsidiária da ACRAL, o "mapa de dívidas a fornecedores e a funcionários e ainda o fornecimento de um ponto de situação das responsabilidades bancárias".
Transferência de mais de meio milhão de euros para a conta pessoal do Tesoureiro
A Direcção da ACRAL, não só não entregou a documentação referida neste primeiro pedido datado de 4 de setembro de 2011, como não satisfez também um outro pedido de esclarecimento em que era solicitada "cópia da acta da Assembleia Geral da última alteração estatutária e "explicação detalhada das razões que levaram a Direcção a transferir/depositar o valor de 537.772,44 euros para a conta bancária pessoal do Tesoureiro da Direcção, Feliciano Mendes Rito, como se pode verificar através do Balancete Analítico do ano de 2010".
mais aqui
COMUNICADO DO CONSELHO GERAL
Ao abrigo das disposições estatutárias da ACRAL e tendo presente alguns recentes acontecimentos internos, designadamente a demissão do Presidente do Conselho Fiscal, foi convocada uma reunião do Conselho Geral da ACRAL, a qual se realizou ontem, dia 19 de Dezembro de 2011.
No entendimento de que se impõe clarificar algumas situações, interna e externamente, decidiu o Conselho Geral tornar público as seguintes decisões:
1. Considerando que a demissão do Presidente do Conselho Fiscal originou que o órgão deixe de ter quórum, o Relatório de Contas e Actividades de 2011 irá ser objecto de uma auditoria, após o que terá o devido parecer de um ROC;
2. A partir de 1 de Fevereiro de 2012 o Relatório de Contas e Actividades de 2011, e o respectivo parecer do ROC, estará à disposição dos Associados, ficando a Secretária-Geral com a incumbência de prestar qualquer esclarecimento que seja tido como necessário;
3. Qualquer candidato à presidência da ACRAL poderá assim, e em tempo, analisar a situação económico-financeira e patrimonial da associação, por forma a poder apresentar-se às eleições de Fevereiro de 2012 na posse de toda a informação necessária à elaboração do seu programa eleitoral e das suas linhas de estratégia para o mandato 2012-2015;
4. A Direcção explicou ao Conselho Geral a situação económico-financeira e patrimonial da ACRAL, assim como os movimentos contabilísticos do biénio 2010-2011, com a nota de que ao longo do corrente ano, devido aos regulamentos e legislação aplicável à certificação de projectos aprovados, a gestão da associação foi auditada 34 (trinta e quatro) vezes por diversos organismos da Administração Pública;
5. O Relatório de Contas e Actividades de 2010 teve Parecer favorável do Conselho Fiscal e ambos foram aprovados por unanimidade na Assembleia Geral de 15 de Abril do corrente, nos termos estatutários e da legislação aplicável;
6. Face à actual e futura difícil conjuntura económico-financeira da Região, e do País, a Direcção irá preparar a alienação da participação da ACRAL na empresa CANAL ALGARVE, dado que os pressupostos à data da sua criação não se materializaram e tendo presente os desafios que a associação tem que assumir no próximo triénio, ao serviço dos seus Associados e do Algarve;
7. Até ao acto eleitoral, que se realizará em Fevereiro de 2012, os actuais órgãos sociais da ACRAL, e designadamente a sua Direcção, irão reforçar a sua atenção na defesa e promoção dos interesses dos seus Associados, em sintonia com as Delegações, tendo presente o preocupante e difícil momento dos sectores do comércio e dos serviços no Algarve;
8. Durante o período que resta de mandado, os actuais órgãos sociais da ACRAL, dentro do que dispõem os estatutos e a legislação aplicável, tudo farão para preservar a credibilidade e para reforçar a afirmação da associação em termos regionais, nacionais e internacionais, assim como continuarão a trabalhar para que seja possível disponibilizar cada vez mais e melhores instrumentos/apoios aos seus Associados, visando a sustentabilidade, a diversidade, a qualidade e a competitividade do comércio e dos serviços do e no Algarve;
9. No terminus de um ano particularmente difícil para a ACRAL e para os seus Associados, entende o Conselho Geral, em nome dos restantes órgãos sociais, deixar uma palavra de reconhecimento a todos os funcionários e colaboradores, pela dedicação, disponibilidade e profissionalismo que mais uma vez demonstraram, o que merece ser sublinhado e louvado publicamente.
Faro, 20 de Dezembro de 2011
P’lo Conselho Geral
Carlos JN Martins
Presidente
actualizado dia 20/12/11
Dificuldades da Associação dos Comerciantes da Região do Algarve aumentam – projecto de financiamento no âmbito do MODCOM chumbado
O presidente do Conselho Fiscal da ACRAL (Associação dos Comerciantes da Região do Algarve), Álvaro Rodrigues, apresentou dia 15 de dezembro a sua demissão do cargo que vinha desempenhando, em virtude da Direcção presidida por João Rosado, não ter satisfeito os pedidos de cedência de documentos que permitissem analisar as contas da instituição e, desse modo, poder emitir parecer sobre o Relatório e Contas do exercício de 2011 e Orçamento para 2012.
Segundo Álvaro Rodrigues, "os problemas de comunicação já vinham de trás". João Rosado vem sendo acusado de estar a gerir a associação de forma desviante dos interesses dos comerciantes algarvios, acumulando prejuízos e aumentando as dívidas a fornecedores, sem concretização de financiamento dos projectos que proclamou.
Ao Conselho Fiscal não foi fornecida a documentação solicitada através de dois pedidos consecutivos, mesmo depois de concedido um prazo de três semanas para cedência dos documentos: "cópia de todas as actas das reuniões de Direcção desde o início do mandato, mapa de dívidas a fornecedores, mapa de dívidas ao fisco e à segurança social, ponto de situação das responsabilidades bancárias, cópia dos mapas de quilómetros e de outras despesas efectuadas por todos os dirigentes desde o início do mandato, cópia dos extractos dos cartões de crédito atribuídos a dirigentes e funcionários desde o início do mandato, listagem das empresas e valores envolvidos em todos os contratos no âmbito do MODCOM"; assim como da Canal Algarve, empresa subsidiária da ACRAL, o "mapa de dívidas a fornecedores e a funcionários e ainda o fornecimento de um ponto de situação das responsabilidades bancárias".
Transferência de mais de meio milhão de euros para a conta pessoal do Tesoureiro
A Direcção da ACRAL, não só não entregou a documentação referida neste primeiro pedido datado de 4 de setembro de 2011, como não satisfez também um outro pedido de esclarecimento em que era solicitada "cópia da acta da Assembleia Geral da última alteração estatutária e "explicação detalhada das razões que levaram a Direcção a transferir/depositar o valor de 537.772,44 euros para a conta bancária pessoal do Tesoureiro da Direcção, Feliciano Mendes Rito, como se pode verificar através do Balancete Analítico do ano de 2010".
mais aqui
COMUNICADO DO CONSELHO GERAL
Ao abrigo das disposições estatutárias da ACRAL e tendo presente alguns recentes acontecimentos internos, designadamente a demissão do Presidente do Conselho Fiscal, foi convocada uma reunião do Conselho Geral da ACRAL, a qual se realizou ontem, dia 19 de Dezembro de 2011.
No entendimento de que se impõe clarificar algumas situações, interna e externamente, decidiu o Conselho Geral tornar público as seguintes decisões:
1. Considerando que a demissão do Presidente do Conselho Fiscal originou que o órgão deixe de ter quórum, o Relatório de Contas e Actividades de 2011 irá ser objecto de uma auditoria, após o que terá o devido parecer de um ROC;
2. A partir de 1 de Fevereiro de 2012 o Relatório de Contas e Actividades de 2011, e o respectivo parecer do ROC, estará à disposição dos Associados, ficando a Secretária-Geral com a incumbência de prestar qualquer esclarecimento que seja tido como necessário;
3. Qualquer candidato à presidência da ACRAL poderá assim, e em tempo, analisar a situação económico-financeira e patrimonial da associação, por forma a poder apresentar-se às eleições de Fevereiro de 2012 na posse de toda a informação necessária à elaboração do seu programa eleitoral e das suas linhas de estratégia para o mandato 2012-2015;
4. A Direcção explicou ao Conselho Geral a situação económico-financeira e patrimonial da ACRAL, assim como os movimentos contabilísticos do biénio 2010-2011, com a nota de que ao longo do corrente ano, devido aos regulamentos e legislação aplicável à certificação de projectos aprovados, a gestão da associação foi auditada 34 (trinta e quatro) vezes por diversos organismos da Administração Pública;
5. O Relatório de Contas e Actividades de 2010 teve Parecer favorável do Conselho Fiscal e ambos foram aprovados por unanimidade na Assembleia Geral de 15 de Abril do corrente, nos termos estatutários e da legislação aplicável;
6. Face à actual e futura difícil conjuntura económico-financeira da Região, e do País, a Direcção irá preparar a alienação da participação da ACRAL na empresa CANAL ALGARVE, dado que os pressupostos à data da sua criação não se materializaram e tendo presente os desafios que a associação tem que assumir no próximo triénio, ao serviço dos seus Associados e do Algarve;
7. Até ao acto eleitoral, que se realizará em Fevereiro de 2012, os actuais órgãos sociais da ACRAL, e designadamente a sua Direcção, irão reforçar a sua atenção na defesa e promoção dos interesses dos seus Associados, em sintonia com as Delegações, tendo presente o preocupante e difícil momento dos sectores do comércio e dos serviços no Algarve;
8. Durante o período que resta de mandado, os actuais órgãos sociais da ACRAL, dentro do que dispõem os estatutos e a legislação aplicável, tudo farão para preservar a credibilidade e para reforçar a afirmação da associação em termos regionais, nacionais e internacionais, assim como continuarão a trabalhar para que seja possível disponibilizar cada vez mais e melhores instrumentos/apoios aos seus Associados, visando a sustentabilidade, a diversidade, a qualidade e a competitividade do comércio e dos serviços do e no Algarve;
9. No terminus de um ano particularmente difícil para a ACRAL e para os seus Associados, entende o Conselho Geral, em nome dos restantes órgãos sociais, deixar uma palavra de reconhecimento a todos os funcionários e colaboradores, pela dedicação, disponibilidade e profissionalismo que mais uma vez demonstraram, o que merece ser sublinhado e louvado publicamente.
Faro, 20 de Dezembro de 2011
P’lo Conselho Geral
Carlos JN Martins
Presidente
actualizado dia 20/12/11
Etiquetas:
acral
Uma boa notícia para a Baixa de Faro.
Faro: Novo hotel na Rua de Santo António
O restaurante “Costa Algarvia”, localizado na rua de Santo António vai dar lugar a um hotel que ocupará todo o prédio, que já está a ser requalificado.
Esta será a primeira fase da obra, que permitira abrir um alojamento local (pensão) uma vez que os proprietários adquiriram o edifício adjacente, no sentido de dotar a unidade hoteleira de condições que permitam a classificação como unidade hoteleira.
Estes foi um dos investimentos que estão a ser realizados no concelho de Faro alvo de uma visita promovida pela autarquia no sábado.
in Observatório do Algarve mais aqui
Novo Ciclo : A Incerteza
Algures em meados da década de 90 terminaram os tempos da fartura, mas Portugal continuou a viver como se fosse um país rico. Não é. A crise internacional e o colapso nacional demonstraram a dimensão enorme do engano. Os portugueses vão navegar em águas difíceis. Para aguentar o perigo de naufrágio teremos todos de empobrecer. Não há volta a dar.
resto do artigo de António Barreto clicar aqui
Etiquetas:
António Barreto,
crise2011,
economia,
sociedade
Domingo, Dezembro 18, 2011
a Retirada! e o Figo lampo.
(IN)GRATIDÃO ver aqui
e mais esta à atenção do Panhonhas do Seguro:
Receios de agravamento da crise do euro
Reino Unido prepara plano para retirar britânicos de Portugal em caso de bancarrota http://economia.publico.pt/Noticia/reino-unido-prepara-plano-para-retirar-britanicos-da-peninsula-iberica-em-caso-de-bancarrota-1525545
Reino Unido prepara plano para retirar britânicos de Portugal em caso de bancarrota http://economia.publico.pt/Noticia/reino-unido-prepara-plano-para-retirar-britanicos-da-peninsula-iberica-em-caso-de-bancarrota-1525545
Etiquetas:
economia
Macário, o justiceiro
Depois da guerra com os bombeiros, de rescindir com 190
funcionários precários, de ameaçar faltar com o apoio ao transporte das camadas
amadoras do S.C.Farense, da cambalhota das portagens, da volta atrás sobre
ocupação ou lazer no uso dos terrenos em frente ao Jumbo, da chancela sobre o
projecto Decatlhon, da incapacidade em convencer a Banca e usar o visto do
Tribunal de Contas, o Engº Macário Correia quer agora “acabar com o cheiro a
álcool na Câmara”.
Seguindo as pegadas de outros congéneres, o presidente da
edilidade farense elegeu o combate à alcoolemia como razão das suas motivações
autárquicas. Diz conhecer o problema entre paredes e quer convencer estas
pessoas a regenerarem-se.
Para tal, tem em discussão pública um projecto que explicita
a sujeição aleatória de todos os funcionários. Nem mais. Para ajudar a
regenerar uns quantos, os mais de 600 funcionários vão andar todos os meses na
roleta de soprarem o balão.
Confundir uns quantos com a humilhação da generalidade,
leva-nos a crer que o presidente imagina estar a combater uma epidemia. O que nos
leva a pensar que tanta imaginação e cuidados, extravasam a racionalidade das
coisas e até o uso equilibrado das competências.
Se não se estranha a extravagância presidencial, o que
estranhamos é a resposta complacente do Sindicato do sector, que diz
publicamente não se opor, desde que tudo se faça dentro do seu conhecimento, da
não divulgação de resultados e com a supervisão de pessoal da área da saúde.
Tal tomada de posição, que segue a mesma linha de raciocínio
camarário, de confundir o todo com uma pequena parte, parece-nos lesiva dos
interesses dos trabalhadores e da sua dignidade. Trata-se de uma cedência
perigosa e acaba por se inserir na teoria oficial deste Governo e anteriores,
de que são os trabalhadores os responsáveis pelo descalabro da situação do país
e, no caso em questão, da autarquia.
Com tanta matéria autárquica na gaveta, este desiderato de
Macário Correia, tal como o de propagandear a entrega de cabazes em público
fazendo espectáculo com a pobreza, revela uma profunda distorção de valores no
tratamento das pessoas.
Poderemos esperar que a assembleia municipal ponha ordem
nesta forma de investidas?
Domingo as lojas estão abertas na Baixa de Faro e não se paga estacionamento.
Etiquetas:
Baixa de Faro
Sábado, Dezembro 17, 2011
Cesária Évora
Morreu
Cesária Évora. Muito se vai dizer, escrever, falar, cantar, acerca da perda de
uma cantora que espantou o mundo. A mim, faltam-me as palavras. Passei com ela
momentos fantásticos ao longo de meia dúzia de anos e centenas de palcos, e
hoje esses momentos transformam-se, inapelavelmente, em memórias que já não
podem ser partilhadas entre gargalhadas com a minha amiga Cize. E é isso que
mais me dói na morte. Essa estúpida, definitiva e fria impossibilidade de
voltar a rir com o outro, com quem parte. Um dia, Cize, quando nos voltarmos a
encontrar num Universo já rendido ao encanto das tuas mornas e coladeras, vamos
pôr as memórias em dia e voltar a rir como fizemos tantas vezes. Combinado ?
Um beijo grande, amiga !
Um beijo grande, amiga !
O que fazer em Faro hoje e amanhã?
1- Compras na Baixa porque aqui não falta nada e o tempo está um espectáculo.
2- Visita obrigatória à livraria Pátio de Letras, sempre com novidades e eventos.
3- Teatro da Figuras - Cinderela, uma história intemporal que atravessa diversas gerações às 21h30
4- Moto Clube de Faro com uma loja à pontinha onde pode encontrar roupa e outras lembranças deste mítico clube de Faro
Etiquetas:
Baixa de Faro,
natal 2011
Sexta-feira, Dezembro 16, 2011
Rezas e benzeduras
A minha avó Ana de Jesus nasceu em1890, numa aldeia perto de S. Bartolomeu de Messines e desde nova se interessou pelo sobrenatural.
A aldeia das Pedreiras ficava longe de tudo e de todos numa integral falta de meios, por isso, as pessoas procuravam nas rezas, nas ervas e nos endireitas, a segurança de cura para os seus males. Era o tempo da sabedoria popular e dos dons dos curandeiros.
A avó era dotada de uma memória extraordinária bastando-lhe ouvir uma vez uma oração para a fixar na totalidade. Sabia ler, aprendeu sem frequentar a escola e tornou-se, ainda criança, na “escriturária” dos habitantes da aldeia, quase todos familiares, recolhendo os seus saberes sobre a utilização de mezinhas, sabedoria que ia armazenando, consolidando e praticando.
Os livros eram inexistentes, poucos sabiam ler, os recursos nulos, a cultura baseava-se em crendices.
Contava-nos, durante os serões de Inverno, anos mais tarde, já em Faro, que os únicos livros consultados eram a Bíblia, o livro de S. Cipriano e As profecias de Bandarra.
A avó enviuvou nova e após o casamento de todos os filhos, ficou a viver em minha casa. Manteve, enquanto viveu, certezas nos benefícios das rezas e das benzeduras, alimentando-as com uma fé ilimitada, apoiada com o testemunho das pessoas que a consultavam.
Adorava ouvi-la contar as suas histórias embora algumas me amedrontassem, de tal maneira que na cama, durante a noite, tapava a cabeça receosa das almas do outro mundo. Ela acreditava na existência de bruxas, lobisomens, almas penadas, e passava aos outros essa certeza, tal como a recebera de herança dos antepassados.
Contava-nos, com convicção, que numa noite de lua cheia, ao sair de casa para ir benzer um vizinho que adoecera, ao atravessar uma “encruzilhada” vê um vulto negro sentado numa pedra. Arrepiou caminho, tentou outro percurso e de novo ele na sua frente. Rezou em voz bem alta e parou sem medo enfrentando o perigo. O vulto solta um brado arrepiante, ergue os braços ao céu e desaparece. Era um lobisomem que a esperava.
Muitos factos deste género nos relatou a avó, nas longas noites de tempo frio…
Estava deitada e acorda com um “bafo” gelado na cara. Olha e vê uma mancha que rodopiava à volta da cama. Assustou-se, mas perguntou:
- Que queres de mim?
Sentiu que a resposta era um pedido de orações pela alma da Gertrudes, que havia falecido há pouco. Era uma alma penada a solicitar salvação.
Noutras ocasiões, com a sua orientação, sentávamo-nos à volta de uma mesa com três pés, colocando as mãos voltadas para baixo, levemente apoiadas no tampo. Pedia-nos concentração para poder estabelecer contacto com uma “alma” de defunto que estivesse junto de nós, rezava e contava os batimentos realizados pela mesa, numa correspondência com o nosso abecedário, formando palavras. Ainda hoje não sei interpretar o que acontecia, mas a mesa oscilava.
Na actualidade temos a televisão, que nas noites invernosas nos alimenta o tempo e nos põe em contacto com o mundo.
Na época da avó, os horizontes eram limitados, os conhecimentos nulos, a miséria abundante, a imaginação pródiga, a necessidade de crer numa força superior levava à realização de “filmes”, apoiados no sobrenatural.
A avó recorria, principalmente, à oração. Tinha rezas para dores de cabeça, de costas, de barriga, para curar constipações, prisão de ventre, para gases (peidos) … Também sabia o efeito benéfico dos chás que recomendava, tendo sempre solução para curar todas as maleitas.
O óleo de fígado de bacalhau não faltava nas suas recomendações, com o seu sabor de arrepiar, para sarar anemias (ainda me repugno, só de o lembrar).
Para o mau-olhado, que retirava às pessoas atacadas toda a energia e era lançado por inveja ou por maldade, ela rezava a Avé Maria e o Pai-nosso nove vezes e dizia:
“Deus te deu, Deus te criou.
Deus te tire o mau-olhado”.
Curava a dor de dentes com vinagre e sal, as lombrigas com uma colher de azeite com açúcar e pondo ao pescoço um colar de alhos, o treçolho com compressas de vinho tinto, as dores de cabeça com rodelas de batata amarradas à testa, os soluços passavam contendo a respiração ou pregando um forte susto, a prisão de ventre com um copo de óleo de linhaça…
Utilizando compressas, cataplasmas, vapores, rezas, chás ou benzendo, era uma enciclopédia de saberes e exercia medicina popular curando, segundo penso, pela sugestão do paciente (factor psicológico).
Sempre que me surgia dor de barriga, lá vinha ela, toda calma e tranquila com uma colher de azeite e uma vela acesa. Aquecia a colher na chama da vela e massajava-me a barriga à volta do umbigo aplicando os dedos com mestria. Aqueles toques davam-me prazer e alívio, fechava os olhos e acabava por adormecer. Acordava curada, esquecida da barriga.
Quando, no quintal, uma abelha me picava aprendi, ensinada por ela, a urinar na terra e a colocá-la por cima da picadela.
Para uma forte constipação com pieira, a aplicação de algodão iodado, no peito ou umas papas feitas com sementes de linhaça, metidas entre toalhas e aplicadas no peito, bem quentinha (uma quentura húmida), era a solução. Para a papeira, gramei com as referidas papas nos queixos, metidas num lenço amarrado no alto da cabeça (lindo de se ver…).
Quando tive sarampo, foi um Carnaval. Taparam as janelas e candeeiros do quarto com panos vermelhos, vestiram-me e deitaram-me em roupas vermelhas.
Recorri à avó, vezes sem conta, por torcer os pés. Era louca, sempre saltando e correndo dava origem a acidentes desse género. Chegava a casa coxeando, na hora do almoço, e regressava às aulas com menos dores.
A avó ia buscar uma agulha enfiada numa linha e um novelo de lã. Ia cosendo e passando a agulha pelo novelo ao mesmo tempo que desenrolava uma ladainha infindável, repetida nove vezes e misturada com a Avé-Maria e o Pai-nosso.
Já pouco me lembro da reza, o tempo encarregou-se do esquecimento, mas ainda me recordo que a certa altura surgia:
“-Jesus cose.
Jesus que é santo nome de Jesus.
Onde está o santo nome de Jesus não entra mal nenhum.
Onde entrou o nome de Jesus todo o mal acabou.
Ele te benze pela carne e a Virgem pelo osso.
A Virgem cose melhor do que eu coso.
Eu coso pelo novelo.
A Virgem cose pelo osso.
Carne quebrada venha a saldar e nervo torto ao seu lugar.
Em louvor de Deus e da Virgem Maria reza um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.”
Muitas eram as doenças que assustavam as famílias pouco esclarecidas e sem hábitos de higiene – a papeira, o sarampo, a tosse convulsa, paralisia infantil, garrotilho, bexigas, tétano, meningite…
Sem recursos as hipóteses de sobrevivência eram poucas.
O aparecimento das vacinas foi a salvação, associado a um melhor entendimento das populações sobre as causas e consequências do aparecimento de doenças.
Hoje vive-se diferente.
Não podemos, no entanto, esquecer o passado que nos permitiu a transição ao presente e nos levará confiantes para o futuro.
Lina Vedes
Etiquetas:
Lina Vedes
Subscrever:
Mensagens (Atom)
































